Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cerimónia de Estado: Trasladação é já depois de amanhã - Panteão Nacional recebe Aquilino

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* Dina Gusmão
Com Lusa
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Aquilino Ribeiro vai ser o décimo português a ocupar o Panteão Nacional, em cerimónia a realizar depois de amanhã com as honras de Estado que já antes receberam três escritores, quatro presidentes da República, um general e uma fadista, Amália de seu nome.
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Estava-se em Março deste ano quando, por deliberação parlamentar, foi decidido que os restos mortais do autor de ‘A Casa Grande de Romarigães’ seriam trasladados do Cemitério dos Prazeres para o Panteão Nacional, sito no Campo de Santa Clara, na freguesia de São Vicente de Fora, em Lisboa.
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A cerimónia que conta com Cavaco Silva e José Sócrates, Jaime Gama e familiares e amigos do homenageado, está marcada para as 11h00 no Panteão Nacional.
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A receber a urna vai estar uma guarda de honra da Guarda Nacional Republicana (GNR), a que se segue um cortejo até ao local de deposição da mesma.
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Na ocasião será interpretado o Hino Nacional pela Banda da GNR, momento a repetir uma hora mais tarde quando o presidente da Assembleia da República, o Chefe de Estado e o primeiro-ministro assinarem a autenticação da cerimónia.
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Do programa do dia, a decorrer sensivelmente entre as 11h00 e as 12h00, destaca-se a participação do actor Ruy de Carvalho, a quem cabe dar voz a alguns textos do escritor e do jornalista António Valdemar sobre quem recai o elogio fúnebre de Aquilino Ribeiro, a quem conheceu e com quem privou.
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À data do anúncio da decisão parlamentar, que na quarta-feira se concretiza, o CM contactou e agora recorda a reacção daquele que, em 1960, o indicou para Nobel de Literatura: Urbano Tavares Rodrigues.
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“Acho muitíssimo bem porque foi, juntamente com Torga, o maior escritor português do seu tempo. Aquilino tinha uma linguagem própria, original e riquíssima que, às características das beiras de onde era natural, somava elementos clássicos da literatura dos séculos XVII e XVIII. Por tudo isso, pela clareza da sua linguagem, pela sua extraordinária ironia, Aquilino era uma força da natureza”, afirmou o escritor.
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João de Deus, Almeida Garrett e Guerra Junqueiro são os escritores sepultados no Panteão Nacional, onde Aquilino Ribeiro irá partilhar sala com uma figura que muito admirava, Humberto Delgado, o general sem medo.
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PERFIL
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Aquilino Gomes Ribeiro nasceu em Tabosa do Carregal em 1885 e morreu em Lisboa em 1963. Entre uma e outra data sagrou-se um dos maiores romancistas do seu tempo. O primeiro passo para o sucesso deu-o em 1907 com ‘A Filha do Jardineiro’. Foi duas vezes nomeado para o Nobel de Literatura.
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REVISITAR AS OBRAS DE STA. ENGRÁCIA
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O Panteão Nacional situa-se no local onde em 1568 foi erigida uma igreja, por ordem da infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia. O templo passou a ter a função de Panteão só a partir de 1916. A igreja original foi alvo de tantas modificações que hoje nada resta dela. A versão original sofreu um temporal em 1681 e o novo edifício (barroco) deu origem a uma saga de 284 anos. As obras duraram tanto tempo que deram origem à expressão popular que designa o eterno inacabado: obras de Santa Engrácia.
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DESTAQUES DO DIA
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BANDA DA GNR
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A Banda da GNR inaugura (11h00) e conclui (12h00) a cerimónia com o Hino Nacional.
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RUY DE CARVALHO
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O actor lê excertos de uma das obras de referência do escritor: ‘O Malhadinhas’, original de 1922, este ano reeditado pela Bertrand.
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METROPOLITANA
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A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) participa na cerimónia com interpretações de diversas obras do compositor português Luís de Freitas Branco
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in Correio da Manhã 2007.09.17
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Para saber mais sobre o escritor -> Aquilino Ribeiro
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» Comentários no CM on Line
Terça-feira, 18 Setembro
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- Pedro Ferreira-Weber Um regicida no Panteao Nacional?!?!?!?!?!? Transladado na presenca do Chefe de Estado?!?!?!?!?!? Que pena que os Portugueses nao tenham a coragem de ensinar uma licao ao governo...ja fomos uma Nacao valente e imortal. Hoje Portugal, o seu povo, e respectivos politicos nao sao mais do que sinonimo de vulgaridade e midiocridade....
Segunda-feira, 17 Setembro- Diana Que vergonha!
- Carla Ferreira É a vergonha nacional, colocar um regicida no Panteão Nacional!
- carlitos Que vergonha... os heróis são esquecidos e relembrados por alguém poderoso que se calhar pegou em algo do falecido há pouco e gostou! Se eu fosse famíliar não autorizava a transladação! Mas viva a República! Claro!
- Thémis Panteãodo - templo que os Gregos e os Romanos consagravam a todos os deuses; edifício onde se depositam os restos mortais dos homens mais ilustres pelos serviços prestados à humanidade
- Durão A orquestra Metropolitana de Lisboa não devia participar na cerimónia, o Panteão está mesmo a ficar muito mal frequentado, como diz o ditado "cantas, mas cantas mal, ó vai-te embora". Por outro lado, temos o regicídio, esse acto cobarde praticado em pleno Terreiro do Paço, gostava tanto do Rei D.Carlos e de seu filho, eram tão bonzinhos!
- Pedro Ferreira O Panteão Nacional não se fez para os génios da literatura mas para os que conjugaram a genialidade com o bem-comum. Aquilino foi um activista na conspiração para assassinar um Chefe de Estado de Portugal e o seu filho, pelo que não cumpre a segunda condição exigida aos "moradores do Panteão". Este país é, de facto, uma república das bananas!
- Américo Silva. Algés O Panteão está cada vez mais mal frequentado.
- Luís Dâmaso - Covilhã Uma vergonha! Aquilino participou no regicidio de 1908. Desde quando terroristas são heróis nacionais? Viva o Rei, Viva PORTUGAL!!!

1 comentário:

De Amor e de Terra disse...

Acho que se deve dar valor a quem tem valor!
Não é que, na minha opinião, as honras fúnebres sirvam para alguma coisa (corpo ou espírito)mas servem, talvez, como marca de que o seu talento não foi esquecido; no entanto, a melhor maneira de não haver esquecimento e mostrar talentos é ler os livros!

Maria Mamede