Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Fado Tropical - Chico Buarque


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arqpita | 28 de Março de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo 
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Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril

Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dosagem de lirismo ( além da sífilis*, é claro)
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar, trucidar
Meu coração fecha os olhos e sinceramente chora..."

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do alentejo
De quem numa bravata
Arrebata um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

"Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intenção e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadora à proa
Mas meu peito se desabotoa
E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa"

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre trás-os-montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um império colonial

*trecho censurado pelos militares
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Chico Buarque; Ruy Guerra : Fado tropical

Letra e música: Chico Buarque; Ruy Guerra
In: 1972-1973
Nivaldo
Oh, musa do meu fado
Oh, minha mãe gentil
Te deixo consternado
No primeiro abril
Mas não sê tão ingrata
Não esquece quem te amou
E em tua densa mata
Se perdeu e se encontrou
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

``Sabe, no fundo eu sou um sentimental
Todos nós herdamos no sangue lusitano uma boa dose de lirismo
Mesmo quando as minhas mãos estão ocupadas em torturar, esganar,
trucidar
Meu coração fecha aos olhos e sinceramente chora...''

Com avencas na caatinga
Alecrins no canavial
Licores na moringa
Um vinho tropical
E a linda mulata
Com rendas do Alentejo
De quem numa bravata
Arrebato um beijo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal

``Meu coração tem um sereno jeito
E as minhas mãos o golpe duro e presto
De tal maneira que, depois de feito
Desencontrado, eu mesmo me contesto

Se trago as mãos distantes do meu peito
É que há distância entre intencão e gesto
E se o meu coração nas mãos estreito
Me assombra a súbita impressão de incesto

Quando me encontro no calor da luta
Ostento a aguda empunhadura à proa
Mas o meu peito se desabotoa

E se a sentença se anuncia bruta
Mais que depressa a mão cega executa
Pois que senão o coração perdoa''

Guitarras e sanfonas
Jasmins, coqueiros, fontes
Sardinhas, mandioca
Num suave azulejo
E o rio Amazonas
Que corre Trás-os-Montes
E numa pororoca
Deságua no Tejo
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
Ai, esta terra ainda vai cumprir seu ideal
Ainda vai tornar-se um imenso Portugal
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http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/buarque-fadoTropical.html
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Convenção da ONU contra tortura faz 25 anos


Mundo

Vermelho - 9 de Dezembro de 2009 - 17h38

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Foi no dia 10 de dezembro de 1984, há exatos 25 anos, que a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas adotou a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes (ratificada pelo Brasil em 18/12/1989).

Por Celso Lungaretti*

Tal convenção veio complementar o célebre artigo 5º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo o qual "ninguém será submetido à tortura nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante".
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Como até hoje há quem negue a necessidade de se proteger o cidadão contra as violações de sua integridade física e psicológica por parte de agentes do Estado, ou questione dispositivos da Convenção Contra a Tortura, vale lembrar: são estas as regras da civilização, e quem as transgride se coloca à margem do estágio evolutivo atingido pela humanidade, permanecendo como um resquício grotesco da barbárie superada.
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Eis as principais determinações da Convenção, com grifos meus em trechos que se chocam frontalmente com as posturas trombeteadas na imprensa e internet por adeptos explícitos ou implícitos do retrocesso, da obscurantismo e da truculência:
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"Cada Estado tomará medidas eficazes de caráter legislativo, administrativo, judicial ou de outra natureza, a fim de impedir a prática de atos de tortura em qualquer território sob sua jurisdição.
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"Em nenhum caso poderão invocar-se circunstâncias excepcionais, como ameaça ou estado de guerra, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública, como justificação para a tortura.
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"Cada Estado Membro assegurará que todos os atos de tortura sejam considerados crimes segundo a sua legislação penal. O mesmo aplicar-se-á à tentativa de tortura e a todo ato de qualquer pessoa que constitua cumplicidade ou participação na tortura.
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"Cada Estado Membro punirá esses crimes com penas adequadas que levem em conta a sua gravidade.
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"Cada Estado Parte assegurará que o ensino e a informação sobre a proibição da tortura sejam plenamente incorporados no treinamento (...) de (...) pessoas que possam participar da custódia, interrogatório ou tratamento de qualquer pessoa submetida a qualquer forma de prisão, detenção ou reclusão.
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"Cada Estado Parte assegurará que suas autoridades competentes procederão imediatamente a uma investigação imparcial, sempre que houver motivos razoáveis para crer que um ato de tortura sido cometido em qualquer território sob sua jurisdição.
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"Cada Estado Parte assegurará, a qualquer pessoa que alegue ter sido submetida a tortura em qualquer território sob sua jurisdição, o direito de apresentar queixa perante as autoridades competentes do referido Estado, que procederão imediatamente e com imparcialidade ao exame do seu caso.
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"Cada Estado Parte assegurará em seu sistema jurídico, à vítima de um ato de tortura, o direito à reparação e a à indenização justa e adequada, incluídos os meios necessários para a mais completa reabilitação possível. Em caso de morte da vítima como resultado de um ato de tortura, seus dependentes terão direito a indenização.
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"Cada Estado Parte assegurará que nenhuma declaração que se demonstre ter sido prestada como resultado de tortura possa ser invocada como prova em qualquer processo."
Uma constatação: tais preceitos confirmam, mais uma vez, que a instituição de programas de reparações para as vítimas da ditadura brasileira significou apenas o cumprimento fiel das determinações da ONU.
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Outra: se declarações obtidas sob tortura não podem ser invocadas como prova em nenhum processo judicial, também não deveriam ser consideradas aceitáveis como evidências históricas.
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Foi o que observei a Elio Gaspari (http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2008/03/sobre-historiadores-e-arapongas.html) recriminando-o por encampar incondicionalmente as acusações contra antigos resistentes constantes nos ensanguentados Inquéritos Policiais-Militares da ditadura.
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* Jornalista, escritor e ex-preso político, sofreu lesão permanente ao ser torturado na PE da Vila Militar, em junho/1970, depois de passar por torturas também no DOI-Codi/RJ. Blogues: http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/ e http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/ 

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Nobody expects the Spanish Inquisition II


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Para quem não acredita que a humanidade pode retroceder do ponto de vista civilizacional, aqui fica o nosso segundo contributo para perceberem como a Declaração Universal dos Direitos do Homem, a Convenção das Nações Unidas contra a tortura e as Convenções de Genebra podem ir todas para o galheiro.
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"A Administração Bush arrecadou ontem uma importante vitória política ao ver as duas câmaras do Congresso a aceitar as suas condições para a detenção e interrogatório de suspeitos de terrorismo (...). Numa votação quarta-feira à noite, a Câmara de Representantes aprovou a versão defendida pela Administração, que estabelece os critérios para os métodos 'agressivos' de interrogatório de prisioneiros - entre os quais a privação do sono, a simulação de afogamento, o racionamento das refeições ou a obrigação de manter a mesma posição por prolongados períodos de tempo (...)."
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Público, 29 de Setembro

Publicado por [Joystick] às setembro 29, 2006 03:57 PM
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http://spectrum.weblog.com.pt/arquivo/2006/09/nobody_expects.html
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Direitos Humanos: Textos Internacionais - GDDC | Direitos Humanos ...

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domingo, 18 de outubro de 2009

Tripalum e Trabalho(s)

http://user.img.todaoferta.uol.com.br/Q/P/N7/FZNRIG/1198409443166_bigPhoto_0.jpg http://www.lawbuzz.com/tyranny/torture/images/inhumanity.gif

Tripalium

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Tripalium era um instrumento feito de três paus aguçados, algumas vezes ainda munidos de pontas de ferro, no qual os agricultores bateriam o trigo, as espigas de milho, para rasgá-los, esfiapá-los. A maioria dos dicionários, contudo, registra tripalium apenas como instrumento de tortura, o que teria sido originalmente, ou se tornado depois.
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Tripalium (do latim tardio "tri" (três) e "palus" (pau) - literalmente, "três paus") é um instrumento romano de tortura, uma espécie de tripé formado por três estacas cravadas no chão na forma de uma pirâmide, no qual eram supliciados os escravos. Daí derivou-se o verbo do latim vulgar tripaliare (ou trepaliare), que significava, inicialmente, torturar alguém no tripalium.
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É comumente aceito, na comunidade linguística, que esses termos vieram a dar origem, no português, às palavras "trabalho" e "trabalhar", embora no sentido original o "trabalhador" seria um carrasco, e não a "vítima", como hoje em dia. Agostinho da Silva escreveu, contudo, um pequeno ensaio em que discorda de tal etimologia - de acordo, aliás, com a sua filosofia de dignificação do trabalho como atividade passível de dar prazer, adequando-se por completo às doutrinas calvinistas.
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A Wikipédiából, a szabad enciklopédiából.

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A tripalium (a középkori latin tripalium vagy trepalium szóból: tri-, ’három-’, ’hármas’ és palus, ’cövek, pálca’) egy középkori kínzóeszköz. Pontos formájáról és használatáról nem sokat tudunk; az sem teljesen biztos, hogy rendeltetése mindig kínzószerszám volt. Annyi viszont bizonyos, hogy – amint neve is jelzi – három fából készült karóból állt, amelyeket valószínűleg összekötöztek, majd ehhez kötözték oda a bűnösöket, hogy mozgásképtelenné tegyék őket.
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Feltételezések szerint a tripalium (tripaliare) vulgáris latin alakjából, a trepaliumból származnak a legtöbb újlatin nyelvben a „munka” és „dolgozni” jelentésű szavak (vö. francia travail, portugál trabalho, spanyol trabajo, katalán treball, szárd traballu, stb.). Ez arra enged következtetni, hogy az eszköz egy mezőgazdasági – talán gereblyézésre használt – szerszám (is) lehetett valamikor, azonban ez az összefüggés sem bizonyított. Egy másik értelmezés szerint a középkori rabszolgák a munkát gyötrelemként, kínzásként élték meg, s ebből származik a szó mai jelentése az újlatin nyelvekben. Más források azonban a vulgáris latin trabalium (< trabaculum) alakra vezetik vissza a trabs szóból, melynek jelentése ’gerenda’.

Források  

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Brasil - Filme sobre líder comunista Gregório Bezerra começa a ser rodado

Cultura

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Vermelho - 26 de Agosto de 2009 - 15h15

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Começam no mês que vem as filmagens do longa-metragem "História de um Valente", baseado na vida do líder comunista Gregório Bezerra - um dos ícones da esquerda brasileira. O filme, dirigido por Cláudio Barroso, contará a trajetória de Gregório, entre 1957 e 1964. Nesse período, o personagem teve intensa atuação política e terminou preso pelos militares.

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Único opositor do regime militar a ser torturado em praça pública, no Recife, Gregório será interpretado por Jackson Antunes, o Leonardo da novela A Favorita. Também estão escalados para o elenco Nélson Xavier, Hermila Guedes, Germano Haiut, Magdale Alves, Francisco Carvalho, Irandir Santos, Carol Holanda e Edmilson Barros (que fará o papel do ex-governador pernambucano Miguel Arraes).
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Orçado em R$ 3,5 milhões, "História de um Valente" vai contar com reconstituições em locações do Recife e do interior pernambucano. Serão reconstituídos, por exemplo, lugares como a Praça de Casa Forte (local onde Gregório Bezerra foi publicamente torturado), pontos do bairro de Jardim São Paulo (onde o comunista morou) e ainda na Zona da Mata Sul de Pernambuco.
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“Quero desenvolver o filme num tom de suspense político-policial, mas não vou esquecer o lado humano de Gregório”, afirma Cláudio Barroso. Para o produtor do filme, Germano Coelho, o orçamento está bem acima dos padrões dos longas pernambucanos - mas boa parte do dinheiro será consumido com a reconstituição da época.
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Perfil
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Nascido na cidade de Panelas, interior de Pernambuco, Gregório Lourenço Bezerra (1900-1983) perdeu os pais ainda criança. Uma vez no Recife, passou a trabalhar como carregador de bagagens na Estação Central, jornaleiro e ajudante de obras. Foi analfabeto até os 25 anos, mas começou a se interessar pela política ainda jovem. Participou de manifestações em apoio à Revolução Bolchevique e das primeiras ondas de greve geral por direitos trabalhistas no Brasil.
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Em setembro de 1969, Gregório foi um dos 14 presos políticos trocados pelo então embaixador norte-americano no Brasil, Charles Burke Elbrick. O militante fez parte do Partido Comunista do Brasil e do PMDB, tornando-se o deputado federal mais votado em Pernambuco na época da Constituinte. De seus 83 anos de vida, 23 foram passados na cadeia, nove na clandestinidade e nove no exílio.
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Ao líder comunista, o poeta Ferreira Gullar dedicou um poema que se chama justamente História de um Valente: “Valentes, conheci muitos,/ e valentões, muito mais./ Uns só Valente no nome/ uns outros só de cartaz,/ uns valentes pela fome,/ outros por comer demais,/ sem falar dos que são homem/ só com capangas atrás./ Mas existe nessa terra/ muito homem de valor/ que é bravo sem matar gente/ mas não teme matador,/ que gosta da sua gente/ e que luta a seu favor,/ como Gregório Bezerra,/ feito de ferro e de flor”.
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O consultor de História de um Valente, desde a primeira versão do roteiro - há três anos -, é o filho de Gregório, Jurandir Bezerra. Já o diretor, Cláudio Barroso, chega ao projeto com larga experiência. Co-dirigiu seu primeiro curta, "Afundaçãodobrasil", em 1980.
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Realizou também os filmes Pedras de Fogo e Margarida Sempre Viva, que relatam os assassinatos de líderes camponeses no Nordeste. Em 2005, lançou o documentário “O Mundo É Uma Cabeça”, filme que já recebeu 10 prêmios em festivais nacionais, entre eles, o de melhor curta documental do Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro 2005.

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Gregório Bezerra - Uma entrevista histórica - 31 min
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domingo, 10 de fevereiro de 2008