João Ferreira
- Criação de um suplemento para o jornal “Gazeta das Caldas” com colaboração da “livraria 107”, celebrando os 135 anos do Zé Povinho.Projecto de grupo.
Project of a special supplement for the "Gazeta das Caldas" newspaper, in partnership with "Livraria 107", celebrating the 135 years of Zé Povinho.
Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Discurso de Lula da Silva (excerto)
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quarta-feira, 15 de junho de 2011
135 Anos do Zé Povinho no País das Maravilhas
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Zé Povinho
sábado, 4 de junho de 2011
BORDALLO, ESQUECIDO E SEM SEQUELA
BORDALLO, ESQUECIDO E SEM SEQUELA Luís Guimarães
O HUMOR CORROSIVO E INTERVENTIVO COMO HOJE (QUASE) NÃO HÁ
10/05/05
Fez, no passado mês de Janeiro, 100 anos que morreu Rafael Bordallo Pinheiro, o humorista genial cujas revistas que criou são, ainda hoje, marcos da crítica social e política, onde, número a número, se fez o processo da sociedade portuguesa.
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Desde muito jovem (nasceu em 1846 em Lisboa, na Rua da Fé), Bordallo observou penetrantemente o mundo que o rodeava e retratou-o de acordo com uma irreprimível tendência para a crítica caricatural. E, à medida que essa tendência se apurou, fixando meios e técnicas de expressão, cresceram a mordacidade e o sarcasmo dos seus ataques, desferidos contra uma vida social pautada por valores decadentes e falseados e contra uma prática política onde a incompetência, e a corrupção eram moeda corrente.
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Seu pai, Manuel Maria, apesar de artista (foi pintor e escultor de mérito) não o encorajou; o jovem Bordallo apanhou alguns tabefes e viu-se obrigado a praticar como amanuense antes de mergulhar no mundo da caricatura. O caminho estava porém traçado: o seu nome ficaria indelevelmente ligado aos mais importantes "títulos" do património humorístico dessa época difícil e incómoda, recheada de ambiguidades, de sobressaltos e de incontíveis desejos de mudança. Por ordem sensivelmente cronológica, lembramos: a Berlinda, o Calcanhar de Aquiles, o Binóculo, a Lanterna Mágica, o Mosquito, Psitt!!, O Besouro" (estes três últimos no Brasil), o António Maria, o Álbum das Glórias, A Paródia e Pontos nos ii. Mas o seu prestígio passara já as fronteiras da nossa cultura; o famoso "Ilustrated London News" convida-o, em 1901, para seu colaborador artístico.
Seu pai, Manuel Maria, apesar de artista (foi pintor e escultor de mérito) não o encorajou; o jovem Bordallo apanhou alguns tabefes e viu-se obrigado a praticar como amanuense antes de mergulhar no mundo da caricatura. O caminho estava porém traçado: o seu nome ficaria indelevelmente ligado aos mais importantes "títulos" do património humorístico dessa época difícil e incómoda, recheada de ambiguidades, de sobressaltos e de incontíveis desejos de mudança. Por ordem sensivelmente cronológica, lembramos: a Berlinda, o Calcanhar de Aquiles, o Binóculo, a Lanterna Mágica, o Mosquito, Psitt!!, O Besouro" (estes três últimos no Brasil), o António Maria, o Álbum das Glórias, A Paródia e Pontos nos ii. Mas o seu prestígio passara já as fronteiras da nossa cultura; o famoso "Ilustrated London News" convida-o, em 1901, para seu colaborador artístico.
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A caricatura de Bordallo teve todas as 'nuances'. Foi simplesmente graciosa (ou até admirativa!) quando a circunstância o pedia; foi severa e cáustica para denunciar a falta de estrutura moral de uma camarilha político-partidária marcada pelo despudor e pela mediocridade, que ele não hesita em despir em público, evidenciando as suas fraquezas e misérias; foi ferozmente corrosiva e demolidora quando o seu perfil coincide já com o do fundibulário do regime que quer ajudar a derrubar.
A caricatura de Bordallo teve todas as 'nuances'. Foi simplesmente graciosa (ou até admirativa!) quando a circunstância o pedia; foi severa e cáustica para denunciar a falta de estrutura moral de uma camarilha político-partidária marcada pelo despudor e pela mediocridade, que ele não hesita em despir em público, evidenciando as suas fraquezas e misérias; foi ferozmente corrosiva e demolidora quando o seu perfil coincide já com o do fundibulário do regime que quer ajudar a derrubar.
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Os líderes e os partidos políticos de então tornam-se, assim, o principal alvo do seu lápis afiado; e, neste tablado, raras são as figuras que escapam imunes aos seus ataques. Não é aliás por acaso que, na capa do primeiro número de A Paródia, a Política apareça representada como "a grande porca", em cujas tetas se penduram sofregamente os políticos, procurando mamar o mais que podem.
Os líderes e os partidos políticos de então tornam-se, assim, o principal alvo do seu lápis afiado; e, neste tablado, raras são as figuras que escapam imunes aos seus ataques. Não é aliás por acaso que, na capa do primeiro número de A Paródia, a Política apareça representada como "a grande porca", em cujas tetas se penduram sofregamente os políticos, procurando mamar o mais que podem.
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Mas esta faceta de emérito caricaturista não revela toda a riqueza criativa de Bordallo, embora a nossa primeira tendência seja identificá-lo com a força dos seus desenhos humorísticos e com a verdade das figuras-síntese a que deu vida: o frade, o polícia, a alcoviteira, o sacristão; e, acima de tudo, o Zé Povinho, imagem simbólica de um povo, que não existia na nossa iconografia e cuja qualidade é atestada pela saúde de que ainda hoje goza, 130 anos após o seu primeiro aparecimento nas páginas centrais de A Lanterna Mágica. O autor dessas criações imorredoiras foi também um bom ilustrador e um ceramista notável, com uma obra neste domínio que, por si só, daria direito a ser recordado.
José Vilhena
____________________
"Nunca cursei academias. Tenho o curso da Rua do Ouvidor...Cinco anos. Canto de ouvido"
!O riso era a vocação de Raphael Bordalo Pinheiro. Com o traço irreverente e satírico constrói uma galeria de figurões políticos e financeiros "de todos os mil grotescos que por ahi fervilham como formigas num assucareiro", intervindo decisivamente na demolição das estruturas caducas duma monarquia decadente e na rápida ascensão e propagação dos ideais republicanos.
Mas esta faceta de emérito caricaturista não revela toda a riqueza criativa de Bordallo, embora a nossa primeira tendência seja identificá-lo com a força dos seus desenhos humorísticos e com a verdade das figuras-síntese a que deu vida: o frade, o polícia, a alcoviteira, o sacristão; e, acima de tudo, o Zé Povinho, imagem simbólica de um povo, que não existia na nossa iconografia e cuja qualidade é atestada pela saúde de que ainda hoje goza, 130 anos após o seu primeiro aparecimento nas páginas centrais de A Lanterna Mágica. O autor dessas criações imorredoiras foi também um bom ilustrador e um ceramista notável, com uma obra neste domínio que, por si só, daria direito a ser recordado.
José Vilhena
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"Nunca cursei academias. Tenho o curso da Rua do Ouvidor...Cinco anos. Canto de ouvido"
!O riso era a vocação de Raphael Bordalo Pinheiro. Com o traço irreverente e satírico constrói uma galeria de figurões políticos e financeiros "de todos os mil grotescos que por ahi fervilham como formigas num assucareiro", intervindo decisivamente na demolição das estruturas caducas duma monarquia decadente e na rápida ascensão e propagação dos ideais republicanos.
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Boémio incorrigível de olhos maliciosos a cintilar por entre o monóculo, o pai do famoso Zé Povinho teve uma vida curta mas atribulada.”
Boémio incorrigível de olhos maliciosos a cintilar por entre o monóculo, o pai do famoso Zé Povinho teve uma vida curta mas atribulada.”
AUTOR:Luís Guimarães
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Caricatura,
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Zé Povinho
sexta-feira, 4 de março de 2011
Cerâmica das Caldas na Colecção Joe Berardo
Cerâmica das Caldas
Uma parte significativa de cerca de 110 peças de cerâmica são provenientes do Espólio Emanuel Araújo, figura destacada da cultura contemporânea brasileira. A Colecção Berardo para além deste núcleo adquiriu um grande número de peças excepcionais que foram produzidas no final do século XIX e início do século XX pelos melhores ceramistas das Caldas da Rainha, Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e Manuel Cipriano Gomes, o “Mafra”, (sua cidade de origem) (1830-1905).
Este último começou a trabalhar na fábrica das Caldas com vinte anos e anos mais tarde foi nomeado pelo Rei Fernando II para trabalhar para a Casa Real. Rafael Bordalo Pinheiro foi um desenhador, aguarelista, caricaturista político e social e ceramista de talento. Quando se fixou nas Caldas da Rainha em 1884, o seu irmão fundou a “Fábrica de Faiança” onde ele assumiu a direcção artística e fez das Caldas da Raínha um centro da cerâmica reconhecido internacionalmente. Bordalo não se restringiu apenas à fabricação de loiça ornamental, satisfez também dezenas de pequenas e grandes encomendas para a decoração de palacetes: azulejos, painéis, frisos, placas decorativas, floreiras, fontes-lavatório, centros de mesa, bustos, molduras, entre outros. Nesta colecção, mostram-se peças de inportância rara, em excelente estado de conservação.
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Figura de negro, 1895-1905
Vidrado policromo
164 x 60 x 45 cm
UID 1
Prato com marisco, 1870-1885
Vidrado policromo
10 x Ø 31 cm
UID 104-6
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Prato com peixe, 1893-1895
Vidrado policromo
8 x Ø 31 cm
UID 104-20
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Prato com frutas, 1905
Vidrado policromo
12 x Ø 45 cm
UID 104-44
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Jarro Gugunhana depois, 1886
Faiança policroma
20 x 10 cm
UID 104-134
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Cantil com tampa, 1896
Vidrado policromo
24 x 20 cm
UID 104-139
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Prato ramo de videira., 1909
Vidrado policromo
11 x Ø 44 cm
UID 104-55
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Vasilha de aguardente, c. 1900
Vidrado monocromático
37,5 x 18 x 39 cm
UID 104-65
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Busto de Eça de Queiroz, 1902
Terracota
48 x 24 x 20 cm
UID 104-91
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O lobo e o grou, 1900
Faiança policroma
115 x 85 x 61 cm
UID 104- 90
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Pote com rosáceas, Sec XVIII / XIX
Vidrado policromo
20 x Ø 18 cm
UID 104-108
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.Uma parte significativa de cerca de 110 peças de cerâmica são provenientes do Espólio Emanuel Araújo, figura destacada da cultura contemporânea brasileira. A Colecção Berardo para além deste núcleo adquiriu um grande número de peças excepcionais que foram produzidas no final do século XIX e início do século XX pelos melhores ceramistas das Caldas da Rainha, Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) e Manuel Cipriano Gomes, o “Mafra”, (sua cidade de origem) (1830-1905).
Este último começou a trabalhar na fábrica das Caldas com vinte anos e anos mais tarde foi nomeado pelo Rei Fernando II para trabalhar para a Casa Real. Rafael Bordalo Pinheiro foi um desenhador, aguarelista, caricaturista político e social e ceramista de talento. Quando se fixou nas Caldas da Rainha em 1884, o seu irmão fundou a “Fábrica de Faiança” onde ele assumiu a direcção artística e fez das Caldas da Raínha um centro da cerâmica reconhecido internacionalmente. Bordalo não se restringiu apenas à fabricação de loiça ornamental, satisfez também dezenas de pequenas e grandes encomendas para a decoração de palacetes: azulejos, painéis, frisos, placas decorativas, floreiras, fontes-lavatório, centros de mesa, bustos, molduras, entre outros. Nesta colecção, mostram-se peças de inportância rara, em excelente estado de conservação.
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Vidrado policromo
164 x 60 x 45 cm
UID 1
Vidrado policromo
10 x Ø 31 cm
UID 104-6
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Vidrado policromo
8 x Ø 31 cm
UID 104-20
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Vidrado policromo
12 x Ø 45 cm
UID 104-44
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Faiança policroma
20 x 10 cm
UID 104-134
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Vidrado policromo
24 x 20 cm
UID 104-139
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Vidrado policromo
11 x Ø 44 cm
UID 104-55
.
Vidrado monocromático
37,5 x 18 x 39 cm
UID 104-65
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Terracota
48 x 24 x 20 cm
UID 104-91
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Faiança policroma
115 x 85 x 61 cm
UID 104- 90
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Vidrado policromo
20 x Ø 18 cm
UID 104-108
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| Terrina em forma de Pato, 1860-1885 Vidrado policromo 42 x 44,5 x 26,5 cm UID 104-122 | ||||
| Talha de grandes dimensoes em barro vidrado, 1860-1880 Terracota 94 x Ø 58 cm UID 104-123 |
Vidrado policromo
94 x Ø 54 cm
UID 104-131
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Vidrado policromo
9 x 25,5 x 30 cm
UID 104-146
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| Prato com Ramo em flor e Pintassilgos, 1898 Vidrado policromo 13 x Ø 42 cm UID 104-149 | |
| Pote com vagens e folhas, c. 1910 Vidrado policromo 19 x 30 x 21 cm UID 104-150 |
Vidrado policromo
25 x 38 x 22 cm
UID 104 - 164
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Vidrado policromo
26 x 30 cm
UID 104-167
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| Paliteiro “Marquês de Franco”, 1898 Vidrado policromo 14 x 8 x 10,5 cm UID 104-179 | |
| Figura de movimento “O comendador”, 1915-1930 Vidrado policromo 26 x Ø 11 cm UID 104-180 | |
| Figura de movimento, “Ama das Caldas", 1920-40 Vidrado policromo 23 x Ø 14 cm UID 104-181 | |
| Figura de movimento, “Politico”, 1907 Vidrado policromo 20 x Ø 7,5 cm UID 104-182 | |
| Figura de movimento, “Conselheiro João Franco”, 1907 Vidrado policromo 25 x Ø 10 cm UID 104-183 |
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| Figura de movimento, “Zé Povinho”, 1930-40 Vidrado policromo 21 x Ø 10 cm UID 104-186 | |
| Figura de movimento, “Maria da Paciência” Vidrado policromo 24,5 x Ø 11 cm UID 104-187 |
Desconhecido
46 x 29 cm
UID 104 - 194
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Vidrado policromo
9 x 67 x 63 cm
UID104 - 196
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© 2011 The Berardo Collection All Rights Reserved.
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terça-feira, 24 de agosto de 2010
1918 - A Festa dos Cravos - O Século Cómico
Capa d'O Século Cómico - XII ano nº 1078 - 1918.07.08
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O século cómico : suplemento humoristico de o século, Graça, J. J. da Silva, 1858-1931, 1913-1921
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
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