Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Rato Mickey no papel desde 1930






Personagem passou do cinema para a banda desenhada há 80 anos, em jornais norte-americanos

Jornal de Notícias - 2010-01-13

F. CLETO E PINA, com ANA VITÓRIA
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Há 80 anos, fazia a sua estreia na banda desenhada, em tiras diárias de carácter humorístico publicadas nos jornais, aquele que é, possivelmente, o rato mais famoso e conhecido de todos os tempos, Mickey.
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Tudo começara cerca de um ano antes, com o filme animado "Steamboat Willie", estreado a 28 de Novembro de 1928, nos Estados Unidos. Desde então, Mickey já protagonizara uma quinzena de desenhos animados, cujo êxito comercial levara a King Features Syndicate a sondar Walt Disney quanto à possibilidade de o transpor para tiras diárias.
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Uma vez o acordo alcançado, Ub Iwerks, que participara na criação gráfica do rato e animara a curta-metragem inicial, foi encarregado de desenhar os quadradinhos, passados a tinta por Win Smith, a partir de argumentos do próprio Walt Disney. A primeira tira, publicada a 13 de Janeiro de 1930, intitulada "He's going to learn to fly like Lindy.", mostrava Mickey deitado num monte de feno a sonhar com viagens de avião, numa alusão a Charles Lindbergh, que fizera o primeiro voo transatlântico sem escalas três anos antes. Era a primeira de uma série de tiras que adaptavam livremente "Plane crazy", um filme da "pré-história" de Mickey.
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De início autoconclusivas, embora com sequência, e de carácter puramente humorístico, as histórias aos quadradinhos bebiam na animação muito do seu dinamismo e do seu espírito.
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Mas poucas semanas decorridas, Iwerks, não sentindo reconhecimento por uma colaboração com mais de uma década, abandonaria os estúdios Disney. Floyd Gottfredson assumiria a BD em Abril desse ano e ficaria na história como "o desenhador" de Mickey por excelência, após desenhar mais de 15 mil tiras e pranchas dominicais, até se reformar, em 1975. Nelas, dotou Mickey com um espírito mais decidido, empreendedor e aventureiro e introduziu muitos dos heróis secundários que com ele geralmente contracenam , criando outros, como Morty e Ferdie (Chiquinho e Francisquinho) ou Phantom Blot (Mancha Negra).
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Mantendo algum paralelo em relação à animação, em que manteve o tom mais divertido, na BD, Mickey evoluiu graficamente, aproximando-se mais da figura humana, cresceu e desenvolveu-se, em histórias policiais, de mistério, aventura e ficção-científica, participou no esforço de guerra contra os nazis, encarnou personagens clássicas e históricas, reviveu filmes célebres, experimentou um sem-número de profissões, prolongando o êxito dos anos 1930, considerados a sua idade de ouro nos "comics". Para isso contribuiriam, entre muitos outros, grandes artistas como Al Taliaferro, Ted Osborne, Paul Murry, Romano Scarpa ou Giorgio Cavazzano.
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Hoje, 80 anos depois, a banda desenhada Disney, cancelada em diversos países, há muito que deixou os seus tempos áureos, surgindo como raras excepções a Itália ou os países nórdicos (Finlândia, Dinamarca, Suécia).
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Talvez por isso, em 2008, a companhia anunciou a sua entrada na BD digital, com meia centena de histórias produzidas em Itália, para iPhone, iPod e PSP.
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Possivelmente, a melhor forma de transmitir o humor, a aventura e a magia que Mickey levou a tantos leitores, a uma nova geração com hábitos diferentes, mas com a mesma necessidade de sonhar
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domingo, 29 de novembro de 2009

Fantasia 1940 - The Sorcerer's Apprentice


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Ícone de canal

peacekeeperj3l
9 de Janeiro de 2009
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A clip from Walt Disney's "Fantasia" (which was used again in "Fantasia 2000"). The Sorcerer's Apprentice tells the story of an apprentice who cannot control the magic that he has tried to use, with Mickey Mouse in the role of the apprentice.

It was suppose to be Mickey's first appearance in his current design today, but wasn't released till 1940. So Mickey's current design was first seen in a short subject "The Pointer" in 1939.
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Walt Disney's Mickey Mouse : Steamboat Willie (1928)


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Ícone de canal

umpalampa
2 de Dezembro de 2007
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The first cartoon with sound of mickey mouse (1928)
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1928: Mickey Mouse aprendia a falar

http://avidaeumpalco.com/wp-content/uploads/2008/11/mickey-mouse.png 

Calendário Histórico

DW World 2009.11.29

 

Enquanto os demais cineastas discutiam a necessidade de sonorizar seus filmes, Walt Disney não perdeu tempo em dar voz ao Mickey. O terceiro filme do camundongo chegou às telas em 18 de novembro de 1928.

 

"Ele tem uma calça vermelha com botões amarelos. É preto e tem o rosto branco. Corre pra lá e pra cá e vive fazendo travessuras." Desde 1928, Mickey Mouse também sabe falar, o que para os padrões da época era uma inovação absoluta.
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No início daquele ano, chegara às telas o filme Os cantores de jazz (The Jazzsinger) e com ele, pela primeira vez, o cinema falado. Muitos produtores de Hollywood discutiam sobre as vantagens dos filmes sonoros. Walt Disney manteve-se afastado do debate, por ver na nova técnica uma possibilidade única: o desenho animado com som.
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Os dois primeiros filmes de Mickey Mouse foram mudos. Depois que a metade do terceiro filme já estava praticamente concluída, Disney e sua equipe fizeram um pequeno teste. As mulheres e amigos dos desenhistas foram convidados a assistir ao novo filme Steamboat Willie.
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Na sala ao lado, estavam alguns membros da equipe de Disney, que produziam ao vivo o som sincronizado para o filme. Em uma partitura, estava marcada não só a música, como também os efeitos sonoros necessários. Wilfried Jackson tocava gaita, enquanto outros músicos utilizavam frigideiras como percussão, assobiavam e tocavam flautas.
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Walt Disney descreveu mais tarde a sessão: "A reação do nosso pequeno público foi única. As pessoas ficaram como que eletrizadas, instintivamente tocadas pela unidade entre imagem e som. O som era terrível, mas foi maravilhoso! Era algo novo!"
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Ilusão e magia
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Mais tarde, a reação do público foi a mesma que a dos presentes na sessão experimental. Steamboat Willie tornou-se um grande sucesso. As personagens dos desenhos animados podiam falar, cantar e tocar instrumentos. Essa ilusão foi tida como algo mágico.
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O Motion Picture Daily, de Nova York, elevou Mickey Mouse à posição de modelo exemplar: "Quando um filme se encontra no padrão de um desenho de Mickey Mouse, ele dispensa comentários". Nos dois anos seguintes, o camundongo tornou-se a estrela das produções dos estúdios Disney. No início dos anos 30, foram finalizados 20 filmes do Mickey por ano.
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Em 1940, o ratinho atuou como protagonista do curta O aprendiz de feiticeiro, baseado na música de Paul Dukas. A idéia fez parte de um grande projeto, que levava o nome de Fantasia. Walt Disney pretendia ilustrar trechos de música clássica. Dentro do projeto, havia ainda desenhos com música de Beethoven e Stravinski. Para concretizar suas idéias, Disney trabalhou em cooperação com o dirigente Leopold Stokowski.
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Pato Donald chega às telas
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Mickey Mouse não ficou sozinho por muito tempo. O camundongo tinha poucas características marcantes para servir de personagem principal a longo prazo, embora sua popularidade crescesse em velocidade alucinante e o ratinho se tornasse personalidade nacional. O herói deveria continuar gracioso e amável. Para os desenhistas, no entanto, tornava-se cada vez mais difícil encontrar novas histórias para rechear as aventuras de Mickey. Foi o momento em que o Pato Donald chegou às telas.
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O pato caracterizava-se pela falta absoluta de disciplina, era facilmente irritável, arrogante e egoísta. Ninguém, no entanto, conseguia desenvolver uma aversão real ao bichinho. Foi assim que Mickey acabou perdendo espaço, embora continue até hoje sendo um dos preferidos das crianças no universo de Disney.
 
Daniela Ziemann (sv)
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http://1.bp.blogspot.com/_J8DhEsZ_NMw/SATrbSEd3hI/AAAAAAAABPc/CZlRRNNJGTk/s320/pato_donald1.jpg
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