Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Madeira: Ribeira Brava. Inundações e movimentos de vertentes - mudflows e lahars (2010-02-20)


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geografismos


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A mais grave tempestade nos últimos 100 anos no arquipélago da Madeira provocou inundações e diversos de vertentes (movimentos de massa).
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As imagens reportam a situação mais grave em Ribeira Brava, Madeira, havendo a lamentar, ao momento, mais de 40 vítimas mortais
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A velocidade, energia e massas mobilizadas são causa de inevitável destruição. A protecção civil tem de ter planos muitos especificos e adequados.
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São identificadas algumas componentes das catástrofes naturais: inundações, movimentos de vertentes do tipo mudflows (fluxos de lama) e possivelmente lahars.
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AS CHEIAS E INUNDAÇÕES:
A cheia é uma situação natural de transbordamento de água do seu leito natural, qual seja, córregos, arroios, lagos, rios, mares e oceanos provocadas geralmente por chuvas intensas e contínuas.
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Quando este transbordamento ocorre em regiões sem ocupação humana, a própria natureza pode se encarregar de absorver os excessos de água gradativamente, gerando poucos danos ao ecossistema, mas podendo gerar danos jà graves quando o transbordamento ocorre em áreas habitadas. Os danos podem ser pequenos, médios, grandes ou muito grandes, de acordo com o volume de águas que saíram do leito normal e de acordo com a densidade populacional.
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Existe uma distinção entre os termos cheia e inundação: a distinção mais simples informa que a cheia refere-se a uma ocorrência natural (normalmente não afecta diretamente a população) enquanto as inundações são decorrentes de modificações no uso do solo e podem provocar danos de grandes proporções.
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OS MUDFLOWS:
Os fluxos de lama são fluxos aquosos que diferem de outros movimentos de massa por a percentagem de materiais grosseiros ser relativamente pequena. A percentagem de materiais finos (siltes e argilas) corresponde, em geral, a mais de 50%. Podem ocorrer em quase todos os tipos de vertentes.
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São induzidos, frequentemente, por períodos de elevada pluviosidade, podendo desenvolver-se todos os termos de transição entre cheia constituída quase apenas por água da escorrência superficial e fluxos de elevada densidade em que a quantidade de matéria em suspensão é muito grande.
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Normalmente são muito fluidos e, por isso, deslocam-se através da rede de drenagem pré-existente. Podem, assim, atingir grandes distâncias, mesmo deslocando-se em vales com inclinação suave.
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São frequentemente induzidos por elevadas precipitações ou por erupções vulcânicas que provocam a fusão das neves. Os fluxos de lama vulcânica são designados por "lahar" e podem ser bastante quentes se resultam de erupções com emissão de grandes quantidades de "tephra".
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OS LAHARS:
(nota: nas imagens deste filme a existência de lahars é discutível; mas será um ponto a esclarecer)
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Embora os lahars sejam muito frequentes quando ocorrem erupções vulcânicas, podem desenvolver-se mesmo em períodos de inactividade do vulcão, em encostas cobertas por piroclástos e tornadas instáveis devido, por exemplo, a precipitações intensas. Devido à saturação em água das camadas superficiais, os sedimentos vulcânicos podem entrar em liquefacção, constituindo-se um fluido viscoso e de muito alta densidade, deslocando-se este fluxo através do percurso de menor energia potencial, pelo que o seu curso é ditado pela topografia, em geral seguindo os vales dos cursos de água.
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Os lahars iniciam-se frequentemente por grandes deslizamentos com saturação por água; erosão de depósitos vulcânicos devido a escorrência induzida por forte pluviosidade; fusão rápida de gelo e neve depositada na parte superior de uma elevação vulcânica; libertação súbita de água de glaciares ou lagos vulcânicos (devido a erupções e/ou modificações topográficas rápidas).
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Os lahars podem ter dimensões muito variadas. Por vezes são muito pequenos, tendo apenas centímetros de largura e espessura, deslocando-se a velocidades inferiores a 1m/s, como os que ocorrem em vertentes não vegetadas durante chuvas intensas. No entanto, por vezes, podem ter centenas de metros de largura e dezenas de metros de espessura, fluindo a velocidades de dezenas de metros por segundo, chegando a atingir zonas a mais de 100 km da origem.
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FONTES:
DIAS, J.M Alveirinho.Tipos de Movimentações de Massa: http://w3.ualg.pt/~jdias/GEOLAMB/GA4_...

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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Cheias em Setúbal - Registo (3)


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DESCRIÇÃO Setúbal 18-2-2008 - A fome deu em fartura. Vídeo de Simões Silva
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videos.sapo.pt/simoesdasilva


JORNAL DO DIA Quarta-Feira, 20 de Fevereiro de 2008
Setúbal e Almada rejeitam acusações
do ministro do Ambiente
As Câmaras de Setúbal e Almada rejeitam as críticas feitas ao início da tarde pelo ministro do Ambiente, Nunes Correia, que responsabilizou as autarquias pelas cheias e complicações de trânsito registadas durante a madrugada e manhã de hoje. Indignada, a edil sadina, Maria das Dores Meira, acusa o governante de desconhecer o trabalho realizado pelas autarquias.
Vera Mariano / 2008-02-18 / 17:07
O concelho de Almada foi o mais fustigado esta noite pelo mau tempo, no distrito de Setúbal, mas a manhã acabou por trazer mais complicações para a cidade de Setúbal onde se prevê que o mau tempo não melhore nas próximas horas. Os Bombeiros Sapadores estão «sem mãos a medir» para acorrer aos pedidos de socorro e, de acordo com o comandante, Macio Macedo, a corporação ficou mesmo sem comunicações e houve necessidade de «reforçar os meios humanos».
Vera Mariano / 2008-02-18 / 12:07

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Região de Setúbal on line


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Mau Tempo: Ministro do Ambiente responsabiliza autarquias

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, responsabiliza as autarquias pelas cheias e complicações de trânsito registadas durante a madrugada e manhã, provocadas pelas fortes chuvadas. Autarcas de Loures e Setúbal indignados.

O ministro do Ambiente considerou hoje, em declarações à SIC Notícias, que as consequências do mau tempo são da «competência autárquica e não do Governo», afirmando que não se trata de um problema de ordenamento do território.

Apesar de sublinhar que só uma peritagem poderá apurar o sucedido, Nunes Correia defendeu que há «uma certa falta de hábito de proceder a limpezas regulares» para evitar as cheias.

Quercus discorda
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O vice-presidente da associação ambientalista Quercus, Francisco Ferreira, contestou hoje as declarações do ministro do Ambiente, que afirmou que as cheias de hoje não são um problema de ordenamento do território.

Francisco Ferreira considerou que também se trata de um problema de manutenção, «mas acima de tudo de ordenamento do território e de muitos erros ao nível da prevenção de riscos de cheias, de erosão, de deslizamento de terras, ocupando zonas de declives elevados».

«É à custa de não termos uma estrutura de espaços verdes, de zonas que permitam a infiltração das águas nas cidades, a par de problemas de drenagem, que tivemos este episódio», acrescentou.

Lusa

«Grande ignorância»

O presidente da Câmara de Loures, Carlos Teixeira, manifestou à TSF a sua indignação com as declarações do ministro do Ambiente.

«O sr. ministro mostra uma grande ignorância. Era preferível que ele recebesse as cartas que enviei para o ministério e que nem sequer deu resposta», afirmou, sublinhando que as declarações do ministro só podem ter ocorrido por «engano».

«Uma vergonha»

Também a presidente da Câmara de Setúbal, Maria das Dores Meira, lamentou as declarações de Nunes Correia.

«É uma vergonha e uma tristeza assistirmos a este tipo de comentário por um ministro que nem sequer recebe as câmaras municipais», disse à TSF.

Última actualização: 19h10

td, Segunda 18, às 17:43
Fotos: Lusa
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Quiosque.aeiou.pt


Cheias em Setúbal - Registo (2)


DESCRIÇÃO Junto ao Parque do Bonfim. Filmado de dentro de um autocarro, por Maria Lopes
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videos.sapo.pt



interactivo.blogs.sapo.pt



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Bairro do Montalvão, por Nuno Afonso
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interactivo.blogs.sapo.pt


Zona de cheias - Cuidados a ter

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Se reside na zona assinalada no mapa, está em pleno leito de cheias. Numa situação de intempérie e forte precipitação, conjugada com período de maré cheia, o risco de inundações aumenta consideravelmente.

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Sempre que sejam anunciadas condições meteorológicas de intempérie e fortes precipitações, potencialmente geradoras de inundações, devem ser adoptadas medidas de protecção pessoal e de bens e haveres.


Se tem automóvel, estacione-o em zonas altas

Se a garagem, cave, elevador ou outras instalações do seu edifício são vulneráveis, não as utilize quando se verificarem situações de forte precipitação


Se é proprietário de um estabelecimento nesta zona proteja o recheio, deslocando-o para níveis superiores


Quando possível, proteja com um anteparo de madeira, metal ou sacos de areia, as portas da rua para evitar a entrada de água


Em anos anteriores têm ocorrido inundações mais graves nos seguintes locais:
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Praça do Brasil Rua Amílcar Cabral Praceta Fernando Alcobia Praceta Quinta do Freixo Rua do Mormugão Avenida Dr. Manuel Gamito Praceta Manuel Nunes de Almeida Quinta do Quadrado Rua Alexandre Herculano Rua Almeida Garrett Bairro Salgado Rua da Escola Técnica Avenida 22 de Dezembro Estrada da Algodeia Bairro do Montalvão Avenida dos Combatentes Largo de Jesus Avenida 5 de Outubro Zona entre a Avenida 5 de Outubro e o Largo da Misericórdia Praça de Bocage

mun-setubal.pt/Municipio/Proteccao_Civil/cheias


Sistema de Drenagem de Águas Pluviais



A área adjacente da cidade de Setúbal, compreendida entre a avenida da Portela, a Nascente, nas proximidades do caminho-de-ferro, e a rua General Daniel de Sousa, a Poente, nas proximidades do morro de Brancanes, constitui a área inundável de Setúbal para a cheia centenária, conforme figura.

mun-setubal.pt/Municipio/ambiente/saneamento




A resolução do problema das cheias na cidade de Setúbal, exige, por isso, a realização de obras de regularização hidráulica das ribeiras correspondentes àquela área adjacente, constituídas especialmente pelas bacias de retenção da Ribeira do Livramento e da Figueira. Estes investimentos estão calculados em cerca de dez milhões de euros.



De menor dimensão, também as estruturas das ribeiras, na parte canalizada, urbana, denotam elevado grau de deterioração nalguns troços, a exigir intervenção urgente.
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