Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Falsificando a História: Rússia "assume" morte de poloneses ou o massacre de Katyn

Mundo

Vermelho - 26 de Novembro de 2010 - 21h12

O parlamento russo aprovou nesta sexta-feira (26) uma condenação ao massacre de 20 mil poloneses cometido na Segunda Guerra Mundial, atribuindo a culpa a Stalin (1924-1953). O massacre foi denunciado na época pelo sistema de propaganda nazista, que ocupava a região onde supostamente teria sido encontrada a vala onde jaziam os corpos dos poloneses.

A União Soviética tentou incluir o caso no julgamento de Nuremberg, trazendo provas concretas de que os poloneses haviam sido assassinados com armas e balas alemãs, amplamente utilizadas pelo exército nazista.

O Partido Comunista da Federação Russa tem denunciado há anos a falsificação dos documentos "abertos" pelo governo capitalista depois da contra-revolução de 1991. O governo russo teria criado uma central de falsificações para alterar a história do país e incriminar ex-líderes soviéticos. Vários dos documentos contêm falsificações grosseiras, como carimbos que não existiam à época da guerra, nomes fictícios, erros em nomes de instituições e organizações.

Em entrevista ao jornal georgiano Georgia Times, o neto do líder soviético Josif Stálin dá sua versão sobre o massacre cometido contra oficiais poloneses nas florestas de Katyn, então União Soviética, durante a Segunda Guerra Mundial.

Questionado sobre a construção de um monumento em memória aos soldados mortos, que atribui o massacre ao governo soviético, Iakob Djugashvili traz à tona partes da história omitidas pelo Ocidente em relação ao caso. Leia a seguir um trecho da entrevista, publicada no blog Mamayev Kurgan:

Georgian Times: Um monumento em memória aos poloneses executados em Katyn durante a época de Stálin foi erigido. O que você acha disso?

Iakob Djugashvili: Vou lhe dizer algumas coisas interessantes sobre a Polônia. Em 1934 (depois que os Nazis tomaram o poder na Alemanha) a Polônia tornou-se um aliado oficial da Alemanha. No verão de 1938, quando a Alemanha anexou a Áustria, a Polônia não cumpriu com as suas obrigações com a França, não se opondo à invasão alemã da Áustria. No outono do mesmo ano, sob o Tratado de Munique, a Alemanha não só engoliu a Tchecoslováquia como também a região de Szczecin, na Polônia.

A Polônia sabia que isso aconteceria, mas não concordou nem com as partes do Pacto de Munique. A Polônia então cessou a conversação com a União Soviética, com a Franca e com o Reino Unido sobre a formação de um pacto anti-Hitler. No dia primeiro de setembro do mesmo ano, a Alemanha invadiu a Polônia e no dia 10, os patriotas, o Governo e os Generais da Polônia liderados por Sikorski deixaram o território polonês orgulhosamente e corajosamente.

Em 13 de Abril de 1942, Goebbels – com o objetivo de separar a União Soviética de seus aliados – declarou que em 1940 os judeus da União Soviética haviam executado milhares de oficiais poloneses. Dois dias depois, no dia 15 de Abril, o chefe exilado do Governo polonês e aliado do Reino Unido, Sikorski, confirmou publicamente a afirmação de Goebbels sem fazer nenhuma investigação ou mostrar algum fato.

Em 1943, os britânicos planejaram um ataque à Noruega para cortar os alemães no Báltico. Mas os alemães descobriram isto. Então a paciência inglesa chegou ao fim e em julho de 1943 o avião em que Sikorski voava do Marrocos para a Inglaterra caiu no Estreito de Gibraltar. Apenas os pilotos ingleses sobreviveram, Sikorski e seus filhos morreram.

O Governo polonês daquele tempo traiu todos seus aliados (até seu próprio povo) e deste modo provocou a Segunda Guerra. O truque propagandístico de Goebbels trouxe 1.8 milhões de voluntários ao exército alemão, prolongando a guerra e aumentando o sacrifício.

A questão de Katyn voltou aos holofotes em 1989 quando traidores comandavam a União Soviética. Eles queriam desmontar a União Soviética e um dos meios de essenciais de fazê-lo era destroçar o Pacto de Varsóvia. A Polônia então se juntaria à OTAN.

Agora o Ocidente fascista precisa da questão de Katyn para forçar a Federação Russa a pagar sua compensação. Eu tenho material de estudo nesta questão e ele me convenceu de que os alemães fuzilaram os poloneses na floresta de Katyn próxima a Smolensk, em 1941, quando eles controlavam Smolensk. Hoje todos culpam a União Soviética por executar poloneses em Katyn e usam esta questão para melhorar suas carreiras políticas ou para outros fins. Estas pessoas são os filhos espirituais de Goebbels e eu os considero meus inimigos.

O formato de nossa conversação não me dá a oportunidade para ir mais a fundo neste problema, e é por isso que eu aconselho aquelas pessoas que ainda tem dignidade e lucidez a ler o livro “Detetive de Katyn” de Yuri Mukhin, seu filme “Katinskaya Podlost” e seu mais novo livro, “Sud Nad Stalinim”, o qual Yuri Mukhin, Sergei Strigin e Mikhail Shved, os quais investigaram a questão, apresentam seus argumentos. Eu quero fazer seus leitores ficarem interessados ao dizer que Sergei Strigin descobriu 43 sinais de falsificação no argumentos do “Pacote Especial nº 1”.

Da redação, com informações do blog Mamayev Kurgan
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sábado, 24 de julho de 2010

A mentira na História e a compreensão da crise - Miguel Urbano Rodrigues

  • Miguel Urbano Rodrigues

A mentira na História
e a compreensão da crise
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O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual não encontra soluções. 
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Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e ameaça já a própria continuidade da vida na Terra é indispensável a compreensão do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo à humanidade uma História deformada, forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses. 
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Essa compreensão é extraordinariamente dificultada pela máquina de desinformação mediática controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade dispôs de tanta informação, mas em época alguma esteve tão desinformada. Nesta era da informação instantânea, as forças do capital estão conscientes de que a transformação da mentira em verdade é cada vez mais imprescindível à sobrevivência do capitalismo.
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No esforço para enganar e confundir os povos, a primeira mentira é inseparável da afirmação categórica, difundida através de um bombardeamento mediático, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como financeira, resultante de especulações fraudulentas no imobiliário. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram falências em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado através de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de âmbito mundial.
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A simulação da surpresa fez parte do jogo.
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O presidente dos EUA e os senhores da finança mentiram conscientemente.
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As grandes crises mundiais raramente são previstas e anunciadas com antecedência. Mas quando se produzem não surpreendem. Inserem-se na lógica da História.
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Isso aconteceu, por exemplo, após a II Guerra Mundial. A aliança que fora decisiva para a derrota do III Reich não poderia prolongar-se. Era incompatível com as ambições e o projecto de dominação do capitalismo.
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A dimensão da vitória, ao eliminar a Alemanha como grande potência militar e económica, gerou uma situação potencialmente conflituosa.
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A partilha dessa dramática herança foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas conferências de Teerão e Yalta. Mas quando os canhões deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tensões incompatíveis com o respeito pelos compromissos assumidos.
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A Guerra Fria foi uma criação dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava de inventar outro. A tarefa não exigiu muita imaginação. Os slogans que nas duas décadas anteriores apresentavam o comunismo como ameaça letal à democracia foram rapidamente retomados.
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Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsificação da História foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milhões de pessoas de que a União Soviética configurava um perigo para a humanidade democrática. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperanças geradas pelas Nações Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perpétua.
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A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a expressão Cortina de Ferro para caracterizar a imaginária ameaça soviética, foi previamente discutido com a Casa Branca. O medo da «barbárie russa» abriu o caminho à doutrina Truman e à NATO.
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Não foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra.
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Cabe recordar que, somente após o afastamento dos comunistas dos governos da França e da Itália, os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de países do Leste europeu.
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É também significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses – com raríssimas excepções – omitam que a implantação de regimes alinhados com a União Soviética se concretizou na Europa sem recurso à força armada, enquanto na Grécia – país situado na zona de influência inglesa – o exército de ocupação britânico desencadeou uma violenta repressão quando os trabalhadores revolucionários estavam prestes a tomar o poder. Foram então abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobrevivência de uma monarquia apodrecida, mas os media ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incómodo.
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O tão comentado plano russo de «conquista e dominação mundiais» não passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo propícios à criação da NATO como «aliança defensiva» capaz de se opor «à subversão comunista». E a arma atómica passou a ser usada como instrumento de chantagem.
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Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milhões de mortos (a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do país. Como poderia desejar a guerra e promover o «expansionismo comunista» uma sociedade nessas condições?
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A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que não atingiu o seu território e na qual as suas forças armadas sofreram perdas muito inferiores às do seu aliado britânico.
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A Grã-Bretanha, cujo império principiava a desfazer-se, ligou, porém, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substituídos por insultos e calúnias. Aos jovens de hoje parece quase inacreditável que Churchill, o inventor da Cortina de Ferro, meses antes do final da guerra tenha afirmado: «não conheço outro governo que cumpra os seus compromissos (…) mais solidamente do que o governo soviético russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discussão sobre a boa fé russa» (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da História, pág. 184, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro, 1968).
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Assim falava o primeiro-ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que ameaçava o mundo…

Mesma hipocrisia
numa crise muito diferente

Desagregada a União Soviética e implantado o capitalismo na Rússia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim «o eixo do mal». Pequenos países como Cuba, o Iraque e a Coreia do Norte, metamorfoseados em potências agressoras, foram apresentados como «ameaça à segurança» dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a «inimigo número um» dos EUA. O Afeganistão, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, aliás, não foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organização, a fantasmática Al Qaeda, é responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.
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Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a máquina mediática dos EUA inundou o mundo com notícias sobre «as armas de extinção massiva» que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretário de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Segurança da ONU que Washington tinha provas da existência desse arsenal de terror. O britânico Tony Blair garantiu que também dispunha dessas provas.
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O Iraque foi invadido, destruído, saqueado e, tal como o Afeganistão, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extinção massiva não existiam.
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Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O Orçamento de Defesa do país é o maior da História.
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Agora chegou a vez do Irão. O berço de uma das mais importantes civilizações criadas pela Humanidade é a mais recente ameaça à «segurança dos EUA». A Agência Internacional de Segurança Atómica não conseguiu encontrar qualquer prova de que o país esteja a utilizar as suas instalações nucleares com o objectivo de produzir armas atómicas. Com o aval do Brasil e da Turquia, o governo de Ahmanidejah comprometeu-se a que o seu urânio seja enriquecido no exterior com fins pacíficos. Mas Washington acaba de impor, através do Conselho de Segurança da ONU, novas sanções a Teerão. Mais: o presidente dos EUA ameaçou já utilizar armas atómicas tácticas contra o país se ele não se submeter a todas as suas exigências.
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Isto acontece quando Obama se viu forçado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganistão na sequência de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal – aliás um criminoso de guerra – (ver artigo de John Catalinotto em odiario.info, 12.7.2010) criticou duramente o presidente e esboçou um panorama desastroso da política da Casa Branca na Região.

Entre a farsa e a tragédia

Diariamente, os grandes media norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA graças às medidas tomadas pela administração Obama. É outra grande mentira. A taxa de desemprego mantém-se inalterada e a situação de dezenas de milhões de famílias é crítica.
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É suficiente ler os artigos sobre o tema de prémios Nobel da Economia, aliás empenhados na salvação do capitalismo – Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo – para se compreender que a situação, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se.
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Não é a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, é do sistema e não apenas financeira.
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Os discursos do presidente contribuem para confundir os cidadãos em vez de os esclarecer. Persistem contradições entre a Casa Branca e a finança. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os chairman das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da administração que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as mãos totalmente livres.
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A retórica presidencial não pode esconder que a estratégia de Obama visou no fundamental salvar e não punir os responsáveis por uma crise que adquiriu rapidamente proporções mundiais.
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As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decisões do Congresso, continuam a atribuir-se prémios principescos.
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O grande capital resiste, aliás, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de carácter social, na maioria tímidas – como a reforma do sistema de saúde – que a administração adopta (ver artigo de John Bellamy Forster, odiario.info,13.7.2010).
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É cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solução previsível, embora a esmagadora maioria da humanidade não tenha tomado consciência dessa realidade.
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A tentação de ampliar a escalada militar na Ásia como saída «salvadora» é muito forte, mas no próprio Pentágono generais influentes temem as consequências de um ataque ao Irão. A invasão terrestre está excluída e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estratégicos não produziria outro efeito que não fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo muçulmano.
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O recurso a armas nucleares tácticas é a opção de uma minoria. Essa hipótese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas não se me afigura que possa concretizar-se.
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Não obstante a vassalagem dos governos da União Europeia e do Japão, os povos condenariam massivamente uma repetição do genocídio de Hiroshima. Seria o prólogo de uma tragédia cujo desfecho poderia ser a extinção da humanidade.
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Retomo assim a afirmação do início, tema desta reflexão. A mentira na História dificulta extraordinariamente a compreensão da crise de civilização que o homem enfrenta.
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Avante 2010.07.23
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segunda-feira, 29 de março de 2010

Texas apaga Thomas Jefferson do currículo. E o hip-hop também





RUSSELL BOYCE/REUTERS

Texas apaga Thomas Jefferson do currículo. E o hip-hop também

Já não é preciso saber onde fica Washington DC. E a palavra capitalismo foi substituída por "sociedade de livre empreendedorismo". Se forem ratificadas, as mudanças na disciplina de Estudos Sociais podem estender-se a outros estados. Por Rita Siza, Washington
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Há mais páginas dedicadas a Ronald Reagan. Mas as lições sobre o "pai fundador" Thomas Jefferson desaparecem. Numa decisão controversa, que poderá ter repercussões por quase todo o país, o Conselho de Educação do estado do Texas acaba de votar favoravelmente uma proposta de revisão do currículo escolar da disciplina de Estudos Sociais, obrigando à reescrita dos manuais do ensino secundário. O conteúdo será "ajustado" de forma a promover uma mensagem de inspiração cristã.

Num voto de 11-4, dominado pelos membros republicanos daquele conselho estadual, ficou determinado que os livros que os estudantes do Texas actualmente utilizam serão substituídos por outros novos, de acordo com um novo programa de cariz fortemente conservador, cujo objectivo declarado é "reforçar as tradições americanas de nação judaico-cristã".

Os novos critérios para o ensino introduzem lições obrigatórias dedicadas aos sistemas teológicos de Calvino e S. Tomás de Aquino, às teorias económicas "alternativas" e à importância de figuras e instituições do movimento conservador do país, como Phyllis Schlafly (que se opunha à igualdade de direitos entre homens e mulheres), a Minoria Moral, a Heritage Foundation, o "Contrato com a América" ou a National Riffle Association (NRA).

As lições sobre Thomas Jefferson, uma das figuras de proa da história da América, autor da Declaração de Independência e terceiro Presidente dos Estados Unidos, não resistiram ao ímpeto dos educadores conservadores do Texas e foram retiradas do currículo. As ideias revolucionárias de Jefferson, que é referido nos manuais como um dos modelos de pensamento do Movimento Iluminista, não agradam aos membros do Conselho de Educação, que se opõem à separação entre o Estado e a Igreja, como defendido por aquele "pai fundador".

O revisionismo dos membros do Conselho de Educação sobre o papel e a importância dos presidentes americanos é selectivo: os alunos não vão ouvir mais falar de Thomas Jefferson, mas em compensação terão mais capítulos dedicados a Ronald Reagan. E o discurso de tomada de posse do Presidente Abraham Lincoln, que pôs fim à Guerra Civil, já não será o único que os estudantes vão analisar - os manuais vão passar a conter a intervenção inaugural de Jefferson Davis, o presidente da Confederação que lutou pelo secessionismo.

Conspiração confirmada


Outra das lições históricas que foram alteradas é aquela que diz respeito ao chamado McCartismo. Os manuais do Texas vão dizer que a teoria da conspiração defendida pelo polémico senador do Wisconsin Joseph McCarthy, referente a uma infiltração comunista no Governo dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, foi confirmada depois da sua morte pela divulgação dos "Arquivos Venona", um conjunto de documentos que reproduzem as comunicações entre americanos pagos para espiar pela União Soviética. Acontece que os historiadores disputam essa leitura dos arquivos, dizendo que nenhuma das referências prova a existência de uma ligação soviética no Governo norte-americano.

Mas não é só a história política americana que vai ser ensinada segundo novos critérios. O currículo também foi modificado nas secções de economia e até mesmo de cultura, onde foi banida a referência ao hip-hop como uma forma popular de expressão artística do século XX.

Da lista dos feriados nacionais que os alunos devem estudar, foi retirado o Dia de Martin Luther King e incluído o Dia dos Veteranos. O termo capitalismo foi substituído pela expressão "sociedade de livre empreendedorismo". Já não será preciso saber apontar no mapa dos Estados Unidos onde fica a capital, Washington DC. E referências a geografias mais distantes, como o Amazonas ou os Himalaias, desaparecerão totalmente dos manuais escolares.

As alterações propostas estão a gerar enorme controvérsia, e não só entre a comunidade educativa. Mas o mais proeminente membro do Conselho de Educação do Texas, Don McLeroy (que se descreve como um "fundamentalista cristão"), defendeu a revisão do currículo, sublinhando que as mudanças foram introduzidas para "contrariar o preconceito liberal e secular vigente nos programas escolares".

Mavis Knight, uma das quatro democratas com assento no Conselho de Educação - composto por vários advogados, um dentista e o editor de um jornal semanário -, abandonou a meio a discussão sobre os critérios que deveriam presidir à escolha das matérias a ensinar aos alunos. "Houve uma evidente manipulação das propostas, que têm a ver com ideologias políticas e não com preocupações educacionais", explicou. "A única discussão que interessa ao Conselho é o conservadorismo contra o liberalismo."

"Para os secularistas, não há verdade, não há Deus... Para eles, só há evolução. Mas não é isso que está na nossa Declaração de Independência, o documento fundador do nosso país", sublinha, por seu lado, Don McLeroy. "Nós não vamos dizer aos alunos que a América é uma teocracia, mas vamos ensiná-los que os princípios sobre os quais a América foi fundada eram bíblicos."

"Os membros do Conselho de Educação do Texas têm certamente todo o direito de acreditar no que quiserem. O problema só existe quando as suas crenças religiosas obrigam a reescrever a história que os nossos filhos vão aprender", contesta o presidente da Aliança Interfés, Welton Gaddy. "A separação da Igreja e do Estado é dos princípios mais fundamentais da fundação do país, quer estes senhores gostem ou não."

Os dirigentes do Conselho Nacional para o Ensino da História também denunciaram as revisões propostas pelos legisladores do Texas como "factualmente incorrectas".

"O que está aqui em causa não é se a visão de um partido é superior à visão do outro partido, mas sim o bom ensino da História. E isso só se consegue com respeito e fidelidade aos factos", comentou o presidente daquela organização, Fritz Fischer.

Texanos e taliban

Os departamentos de História de várias universidades americanas já vieram a público condenar a iniciativa do Conselho de Educação do Texas. "Muito francamente, o nível de politização dos manuais escolares a que estamos a assistir é preocupante. Os danos para o sistema educativo desta revisão ideológica estendem-se muito para além do Texas, e é nossa obrigação moral condenar os critérios que foram utilizados", escreveu a Washington University em St. Louis, numa tomada de posição oficial. "Para nós, a subeducação, ou pior, a educação incorrecta e deliberada, é absolutamente intolerável."

O jornal The Houston Chronicle, da maior cidade do estado, arrasou a decisão num editorial intitulado A América não é uma teocracia: "Durante anos, o Conselho de Educação do Texas foi um embaraço e uma desgraça. Mas agora bateu no fundo, tomando como reféns os livros que vão instilar nos nossos filhos uma mentalidade que chega a ser anti-americana", acusou o diário. "A revisão do currículo de Estudos Sociais pela maioria conservadora daquele conselho tem como objectivo reescrever a História. Em vez do nosso passado complicado, os membros extremistas daquele órgão querem ensinar uma história simples do triunfo dos soldados cristãos. (...) Mas nós somos uma democracia, não uma teocracia, e somos livres de adorar o que quisermos. É esta ideia crucial que separa os texanos dos taliban."

Por seu lado, vários grupos evangélicos e conservadores têm elogiado a actuação do Conselho de Educação, considerando que o novo currículo garante aos estudantes texanos "um ensino de qualidade excepcional a nível mundial".

A reforma curricular aprovada pelo Conselho de Educação do Texas (e que terá ainda de ser ratificada num novo voto em Maio, depois de um período de consulta pública) pode acabar por estender-se aos outros estados do país, que, por razões financeiras, geralmente adoptam os mesmos manuais escolares.

O maior mercado de livros

O Texas, com 4,7 milhões de estudantes, é o maior mercado de livros escolares nos Estados Unidos, levando as editoras a usar aquele currículo como standard para os manuais que são publicados todos os anos. Apesar de ter idêntica responsabilidade na definição dos seus próprios programas, a maior parte dos outros estados acaba por encomendar as mesmas edições, uma vez que a produção maciça torna os manuais substancialmente mais baratos.

No entanto, vários políticos da Califórnia, o outro grande mercado para as editoras escolares, já prometeram agir para evitar que o revisionismo texano se torne norma naquele estado. O senador estadual Leland Yee apresentou uma proposta legislativa, que a sua bancada democrata prometeu apoiar, no sentido de impedir a adopção dos manuais com o currículo do Texas.

"O programa de Estudos Sociais que o Texas pretende ensinar não só é historicamente errado como é um insulto para todos aqueles que lutaram pelos direitos cívicos e pela representatividade das minorias", considera Yee. "Enfatizar o papel dos grupos conservadores e ignorar a existência de sindicatos e grupos de pressão liberais é incompreensível. Descrever os generais racistas do exército confederado como heróis americanos é simplesmente absurdo."
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Bispo britânico insiste em negar o Holocausto

 

Geral

Vermelho - 30 de Janeiro de 2010 - 15h52

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O bispo britânico Richard Williamson, que em abril terá que depor na Justiça alemã por negar o Holocausto, ainda insiste em qualificar o extermínio de judeus por nazistas de "enorme mentira", como publica a revista "Der Spiegel".

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A publicação alemã, que sai à venda na segunda-feira, cita e-mails internos da Irmandade de Pio, seguidora do arcebispo francês Marcel Lefevre, em que Williamson nega a morte de seis milhões de judeus..

Nos textos, o bispo critica o fato de que, sobre esse "dado" do Holocausto, foi construída uma "nova ordem mundial".
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Segundo Williamson, só 1,3 bilhão de judeus deportados foram levados dos campos de extermínio de Treblinka, Madjanek, Belzec e Sobibor para a região da União Soviética ocupada pelo Exército nazista, mas nenhuma morreu em câmaras de gás.
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Em entrevista a um canal sueco há mais de um ano, o bispo britânico negou que tenha havido um assassinato sistemático de judeus nas câmaras de gás durante o Terceiro Reich.
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A negação do Holocausto na Alemanha é crime. O Ministério Público de Regensburg puniu Williamson com uma multa de 12 mil euros pelas declarações, mas como o bispo entrou com recurso, foi aberto um processo penal para o caso.
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  • Campos de concentração

    01/02/2010 8h24 Alguém comenta dos campos de concentração de japoneses criados nos estados unidos? A história é sempre contada pelo lado vencedor.

    Vinícius Hoffmann Fontoura
    Cascavel - PR

  • Bispo britânico insiste em negar o Holocausto

    31/01/2010 20h42 O holocausto da segunda grande guerra foi dos soviéticos. Os campos de concentração foram feitos, inicialmente, para exterminar bolcheviques e num segundo momento foi usado para eliminar outros ´´grupos´´ sociais( e culturais) como ciganos, negros, mestiços, amarelos e judeus. Nos países dominados pelo III Reich não havia sequer uma população judaica de mais de 3milhões. Mas os lideres judeus(teóricos,rentistas,industriais, etc.), e não o povo judeus, aproveitaram o episódio para se fazerem de vítimas e assumir a postura de ser o que Hitler defendia para o povo ariano: uma raça acima da humanidade, o que é uma farça. Se tivesse havido um holocauto de judeus estes teriam aprendido alguma coisa. Ao contrário, os judeus promovem o verdadeiro holocausto do povo palestino, bem como ajudaram a fazer contra o Iraque, o Líbano e agora querem fazer com o Irâ. Sou de origem judia e sei que o povo judeu é uma coisa e seus líderes são outra completamente diferente. Os judeus pobres não contam.

    Eloi Canto
    Manaus - AM

  • hitler nao matou apenas judeus.

    31/01/2010 18h40 realmente morreram 24milhoes de russos, morreram mlihares de ciganos, de mestiços mulatos alemaes(fruto da uniao de soldados negros estadunidenses da 1 guerra com mulheres alemãs,0, mas só se lamenta a morte dos judeus. Tal piedade demasiada acabou por dar um cheque embranco para que os sionistas judeus, muitos deles descendentes dos sobreviventes ao holocausto praticassem o holocausto sionista contra os palestinos. Vou esclarecer, nao sou anti judaico ou anti semita, afinal os arabes, tambem sao semitas, e eisntein, bob dylan, uri avnery, spielberg, sao judeus e bons judeus por sinal. mas sou anti sionista, pois o sionismo é uma forma de opressão. so falta os sionistas virem me perseguir em meu pais.

    francisco martins dos anjos filho
    arapongas - PR

  • Holocausto ou Genocidio?

    31/01/2010 10h49 Otimo.Quero ver oque vai dar essa discussão,mesmo porque eu não entendo porque não se pode negar uma coisa em que não se acredita. Admais,oque quer dizer a palavra Holocausto?E genocidio,oque acontece agora em Gaza,limpesa étnica? pra quê?Na Segunda guerra morreram milhares de pessoas que não eram judeus?E que nome damos a isso?Não sou racista,tenho amigos os mais diversos porque entendo que a pessoa humana é uma só no mundo;portanto,cor religião ou credo ideológico nao são parâmetros para separar as pessoas.A Politica é a ciência para estabelecer as normas de releção entre os homens,esse é o caminho.

    luca breviglieri
    belem - PA

  • 24 milhoes de russos

    31/01/2010 10h10 Fico com impressão que tem vidas que tem mais valor do que outras.Morrerm 24 milhões de russos na 2ª guerra e dizem que morreram 6 milhões de judeus mas ninguém celebra comenta sobre os russos que foram mortos. Parece que os judeus tem mais valor que os russos.Sem comentar as bombas de Hiroshima e Nagasaki.

    Rafael
    Tramandai - RS

  • Sobre o holocausto

    31/01/2010 8h38 Vejo que alguns leitores questionam os números de judeus exterminados pelos nazistas. Questiona-se o fato de o tal holocausto parecer um tabu, é como se fosse um dogma religioso: não pode ser discutido. O que é preciso ficar claro é que sob os nazistas, nem só os judeus foram perseguidos. Quando as hordas nazistas invadiram a URSS, elas perseguiram e exterminaram de forma mais cruel os comunistas soviéticos, fossem judeus ou não. É preciso ficar claro que a Alemanha nazista foi armada e insuflada pelos países capitalistas "democráticos", para exterminar a URSS. Só que a dialética da história fez com que, no fim das contas, o feitiço virasse contra o feiticeiro. Estes mesmos países "democráticos" tiveram que se aliar à URSS contra a Alemanha. Por que não fazer uma leitura histórica mais realista dos crimes nazistas, e não ficar naquela baseada no tabu do holocausto? Talvez, tal abordagem não é feita, porque ela iria mostrar as implicações de muitos países capitalistas.

    José Lourenço Cindra
    Guaratinguetá - SP

  • Ciência ou Dgma?

    31/01/2010 2h29 Esse período da história é realmente muito obscuro. Os indícios que apontam para uma matança deliberada são bem frágeis e pairam muitas dúvias quando as tais "câmaras de gás". Eu só gostaria de saber porque esse suposto holocausto é o único fato histórico que não pode ser contestado. Por que não se pode exigir pesquisas, esclarecimentos, ptovas...não é assim que a ciência funciona? Além do mais, qual o receio de se debater o tema? Quem tem medo de discuti-lo já que é uma verdade absoluta, segundo os historiadores oficiais? Não prece estranho?

    Allan
    João Pessoa - RN

  • papel aceita tudo... mídia cria o que quer!

    30/01/2010 19h45 Ideologia dominante é a ideologia da classe dominante... perdedores nãoo tem história... a história do vencido é a história que o vencedor quer contar... infelizmente é assim... e se consolida essa ideologia amaldiçoada cada ve mais enquanto famiglias forem donas das Mídias, dos arques gráficos e dos Bancos Centrais! Selva!

    mauro antonio britta
    cuiabá - MT

  • 1,3 bilhão de judeus deportados?

    30/01/2010 18h56 Isso não pode ser, pois recentes estudados indicam que parece que havia menos de 1 milhão e judeus, no total, na Alemanha naquela epoca...

    Nick
    Braslia - DF

  • Alemania

    30/01/2010 17h40
    Bom ,desde que termino a segunda guerra mundial,en a Alemania es dominada por los EEUU.Hoje en dia es um pais completamente controlado por estos individuos,esta invadida e ainda tem basas militares de la potencia imperialista em seu propio territorio,ela pode ter leyes realmente justas?????
    Rodolfo
    Ouro Preto - MG
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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

O pacto Molotov-Ribbentrop e a Operação Barbarossa

O pacto Molotov-Ribbentrop e a Operação Barbarossa

aaaaaaaaaaéraçao 
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As lembranças do 70.º aniversário do início da Segunda Guerra Mundial foram marcadas pela controvérsia em torno das diferentes leituras da história.
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Os primeiros tiros foram disparados pelos alemães na madrugada de 1º de setembro de 1939, no porto de Gdansk, então Danzig.
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A primeira cerimônia ocorreu de madrugada, à mesma hora (04.45) e 70 anos depois do primeiro bombardeamento do cruzador Schleswig-Holstein.
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Os disparos visaram a base de Westerplatte, que viria a resistir uma semana, bem mais do que as escassas horas que o estado-maior nazi previa.
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O atual presidente polaco, o direitista Lech Kaczynski, aproveitou o momento para criticar o papel destacado da União Soviética na primeira fase da guerra.
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Uma semana após a invasão alemã, o leste da Polônia foi ocupado pelo Exército Vermelho, no âmbito do pacto germano-soviético (Molotov-Ribbentrop).
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A União Soviética havia se preparado para aquele momento, depois de ser isolada pelas potências ocidentais a fim de ser uma “presa fácil” para os nazistas.
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Hábil, o líder revolucionário Josef Stálin trabalhou com sabedoria e conseguiu reverter a situação difícil com a tenacidade dos povos soviéticos.
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Assim, o país socialista combateu o feroz inimigo praticamente só — quando as potências ocidentais abriram a segunda frente de combate aos nazistas (antigo pleito da União Soviética), a batalha já estava praticamente vencida pelos socialistas.
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A direita polonesa foi peça-chave no xadrez armado pelos nazistas para ocupar a União Soviética.
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E assim ela continua pensando.
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Kaczynski disse que o salvador pacto foi uma “facada nas costas, dada pela Rússia bolchevique”.
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O ponto de vista de quem analisa a história por outro ângulo revela fatos bem diferentes.
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É impossível compreender o pacto Molotov-Ribbentrop sem considerar a “Operação Barbarossa”, o plano de invasão da União Soviética, completamente ignorada pela direita.
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Veja animação  aqui.
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É evidente que os líderes soviéticos sabiam que cada passo dado naqueles tempos de atmosfera sombria correspondia a um movimento amplo no xadrez político mundial.
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A idéia básica da guerra desencadeada pela Alemanha nazista remontava há pelo menos 15 anos antes do fatídico 1º de setembro de 1939.
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E os soviéticos a conhecia bem, pela leitura do famoso livro de Adolf Hitler, Minha Luta.
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“E assim nós, nacional-socialistas, recomeçamos onde nos interrompemos há seiscentos anos. Vamos deter o interminável movimento ao sul e a oeste e voltar nossas vistas para os países do leste (…). Quando hoje falamos em novo território na Europa, devemos pensar principalmente na Rússia e nos seus Estados vassalos limítrofes. O próprio destino parece assinalar-nos o caminho nesse ponto (…). Esse colossal império no leste está amadurecido para a dissolução, e o fim do domínio judaico (para Hitler, judaísmo e socialismo eram sinônimos) na Rússia será também o fim da Rússia como Estado”, escreveu o chefe nazista.
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O pacto não mudara absolutamente nada de parte a parte.
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Ele simplesmente serviu às duas partes para que elas se preparassem para o grande embate que viria, quando a Alemanha decidiu desencadear a “Operação Barbarossa”.
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Não havia espaço para neutralidades entre as duas potências.
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E os países do leste, governados pela direita, decidiram fazer o jogo de Hitler.
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Foi o que aconteceu com a Polônia.
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Quando a Alemanha ocupou o país, o Führer imediatamente deu instruções ao exército para que o território conquistado fosse considerado “área de concentração para as futuras operações alemãs”.
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Os países bálticos — Letônia, Estônia e Lituânia — eram vitais para impedir a entrada das tropas alemãs na União Soviética.
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No entanto, os governos direitistas locais recusaram todas as propostas de acordos com Moscou.
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Quando Hitler invadiu a Polônia, o Exército Vermelho movimentou-se para o báltico.
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O choque era iminente.
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O plano de Hitler previa o ataque para maio de 1941 e levaria cinco meses para ser completado.
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Mas seria adiado para os últimos ajustes.
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A “Operação Barbarossa” definiu como elementos de ataque uma ofensiva pelo Báltico em direção a Leningrado (hoje São Petesburgo) e outra mais ao sul, que depois convergiriam para cercar Moscou.
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Na manhã do dia 22 de junho de 1941, as tropas nazistas atravessaram as fronteiras soviéticas.
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Começava ali uma batalha feroz, que terminaria com a vitória soviética.
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Josef Stálin foi o principal arquiteto da derrota dos nazistas.
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A União Soviética conquistou grande respeito popular.
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Assim começou a violenta campanha da direita internacional para difamá-lo.
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 A Extensão do Fronte 
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Cartaz da Waffen SS
Era uma linha de guerra que partia das águas geladas de Arcangel, no Mar de Berens, estendendo-se até as águas tépidas do Mar Negro, bem ao sul, numa extensão de mais de três mil quilômetros. O maior fronte do mundo. Na vanguarda dos três grandes corpos de exército, compostos por três milhões de soldados, estavam quatro Panzergruppen com 3.300 tanques e demais tropas motorizadas, que perfaziam 7.500 veículos diversos, no comando dos coronéis-generais Hoepner, Hoth, Guderian e Kleist. Observa-se nesta composição de marechais aristocratas, cuja linhagem lembravam os antigos cavaleiros teutônicos, liderando um exército mecanizado e uma moderna aviação de combate, a dialética tipicamente alemã do chamado "modernismo reacionário", onde a tecnologia se punha a serviço de uma causa retrógrada. 
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Os Três Objetivos 
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Leningrado, Moscou e Kiev eram as cidades a ser conquistadas, tanto pelo seu valor simbólico como por sua importância estratégica. A tomada da grande capital do Norte, construída por Pedro, o Grande, em 1703, impediria a URSS de ter qualquer acesso ao Mar Báltico, tornando a sua esquadra inútil. Conquistar Moscou significava provocar um enorme impacto moral sobre a população russa, pois a capital soviética era considerada não só o núcleo do poder e da economia da Rússia, como também o seu centro espiritual e religioso. Tomar de assalto Kiev, a capital da Ucrânia, por fim, permitiria açambarcar a riqueza cerealística da União Soviética e as suas imensas estepes de fértil terra preta, onde um punhado de sementes jogadas fazia crescer maravilhas. Bem sucedida, a Operação Barbarossa, num primeiro momento, cortaria a URSS ao meio, separando o centro-norte, urbanizado e industrializado, do Sul, rico em alimentos e matérias-primas. Hitler, porém, determinou que não queria batalhas dentro das cidades. As forças soviéticas deveriam ser destruídas nos campos para que assim as cidades russas, uma a uma, caíssem no controle da Wehrmacht (o exército alemão) como um fruta madura se desprende de um árvore levemente sacudida.

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Os comandante da invasão: von Leeb, von Bock e von Rundstedt






Os Grupos de Exército e suas Metas
Grupos de Exército Divisões Objetivos
Norte (Mal. von Leeb) 21 divisões e 1 grupo panzer (Gen. Hoepner) Leningrado, junção com forças finlandesas
Centro (Mal. Von Bock) 32 divisões e 2 grupos panzer (Gens. Hoth e Guderian) Moscou
Sul (Mal. Von Rundstedt) 60 divisões, 1 grupo panzer e os corpos húngaros, romenos e italianos Kiev e a Ucrânia, rumando depois para o Caucaso

(*) Quanto ao volume do material bélico ele se compunha de 3580 tanques e carros de combate, 7.184 canhões e 5000 (1.830 na primeira fase) aviões, além de 600 mil veículos de todos os tipos e de 750 mil cavalos. (Fonte: Paul Carell- Unternehmen Barbarossa). 







Origens do Plano

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Um grupo de assalto
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Foi com muita surpresa, e até com apreensão, que alguns generais alemães próximos a Hitler escutaram-no dizer, em plena campanha contra Grã-Bretanha, então submetida a severos bombardeios aéreos e à intensa ação submarina, que se preparassem para invadir a União Soviética. Tudo aquilo que fizeram até ali, isto é, a ocupação da maioria dos países da Europa atlântica, assegurou-lhes o Führer, era uma manobra de despistamento. A verdadeira guerra ainda estava para ser travada. E ela se daria no Leste da Europa. Os planos para o assalto à URSS já haviam sido encaminhados por ele um ano antes, em 21 de julho de 1940, logo após a queda da França, quando encarregou o marechal de campo, Walther von Brauchitsch, então o seu supremo comandante das forças terrestres, a proceder com os primeiros estudos. Por volta de dezembro de 1940, um esboço geral dele já estava pronto, com o codinome Barbarossa. A invasão deveria ser

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Walther von Brauchitsch
perpetrada na primavera de 1941, mesmo com a continuidade da guerra contra Grã-Bretanha. Este risco, Hitler pretendia superar com o tempo, pois imaginou que as forças conservadoras na Inglaterra e os sentimentos anticomunistas espalhados pelo mundo fariam pressão para que suspendessem a guerra contra ele, visto que a Alemanha nazista atacava a morada da "serpente internacional"- a URSS. Era um lance de jogador de pôquer. Com a carta da invasão da URSS na mão, ele esperava que os demais envolvidos na guerra se retirassem da mesa.



| | Introdução | A Maior Batalha de Todos os Tempos | A Operação Barbarossa | A Extensão do Fronte | Os Três Objetivos | Os Grupos de Exército e suas Metas | Origens do Plano | Hitler e a URSS | Outros Fatores | O Expurgo do Exército Vermelho | Invadir a Russia, um problema histórico | Uma Nação Surpreendida | Stalin reage | Alocução de Stalin: 3 de julho de 1941 | As Razões do Fracasso Soviético Inicial | "Espere por mim" | Conclusões | A Vitória Soviética | Bibliografia

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Operação Barbarossa
O Ataque Nazista à URSS



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Cartaz nazista celebrando a vitória
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Há 60 anos, no 22 de junho de 1941, quando quase se completavam dois anos de guerra na Europa ocidental, o mundo foi surpreendido pela notícia de que naquela madrugada iniciara-se o ataque geral das forças armadas alemãs contra as fronteiras da União Soviética, até então neutra no conflito. Ao som ensurdecedor de mais de seis mil bocas de canhões alemães, os russos viram-se de inopino em meio ao inferno de uma guerra total. Naquele dia fatídico, Adolf Hitler ordenara a invasão e a destruição da URSS. 
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A Maior Batalha de Todos os Tempos 
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As rádios alemãs entraram em cadeia um pouco antes das 7 horas da manhã para um comunicado especial. Numa voz emocionada e tensa, Joseph Goebbels, o ministro da Propaganda do Reich, leu o comunicado do Führer Adolf Hitler à nação: "Povo alemão! Neste momento está em andamento uma marcha, ela pode ser comparada na sua extensão como a maior que o mundo já viu. Eu decidi novamente colocar o destino do futuro do Reich e do nosso povo nas mãos dos nossos soldados. Possa Deus ajudar-nos, especialmente nesta luta." Não havia nenhum exagero nessas palavras. Com a invasão da URSS, teria início a mais colossal batalha dos tempos modernos, quiçá a maior de todas elas, aquela que envolveu a Alemanha nazista e a Rússia comunista. 


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Conquistando uma cidade russa
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Tudo nela foi eloqüente, não só pelas paixões ideológicas envolvidas, como pela quantidade exorbitante de vidas, de recursos e equipamentos que ela exigiu de ambas as partes. Para Hitler, tratava-se de uma cruzada para livrar para sempre o Ocidente da ameaça judaico-comunista, para os soviéticos tratava-se da sua sobrevivência, da própria causa de existir do povo russo. 
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A Operação Barbarossa 
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O nome código escolhido por Hitler para designar a grande operação de ataque não era casual. A palavra "Barbarossa" remetia à figura de Frederico Hohentaufen, o grande imperador alemão da Idade Média, o Frederico I do Sacro Império Romano-Germano, morto em 1152. Nome lendário e respeitado entre os cavaleiros cruzados, alguém que empenhara seus recursos em favor da causa da cristandade contra os infiéis. De certo modo, Hitler via-se como a encarnação de Frederico Barbarossa (o "Barba Vermelha", como os italianos o chamaram), liderando um enorme operação militar para esmagar a heresia comunista que se encastelara mais ao oriente, no Kremlin de Moscou. 
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O General Halder, chefe da OKH (o alto comando militar alemão), o executor da operação, dividiu-a em três grandes objetivos: o grupo dos exércitos Norte, sob o comando do marechal de campo Ritter Von Leeb, tinha como meta rumar em direção à Leningrado, fazendo lá junção com as tropas finlandesas que viriam de mais ao norte, esmagando a resistência da grande cidade, atuando sobre ela como se fosse um imenso alicate; o grupo dos exércitos do centro, sob o comando do marechal de campo Fedor von Bock, tinha ao seu encargo realizar uma poderosa ofensiva direto ao centro da Rússia, rumando o mais rápido possível para Moscou; por fim, o grupo de exércitos do Sul, no comando do marechal de campo Gerd von Rundstedt, marcharia para as ricas terras da Ucrânia, tendo como meta alcançar Kiev.


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| Introdução | A Maior Batalha de Todos os Tempos | A Operação Barbarossa | A Extensão do Fronte | Os Três Objetivos | Os Grupos de Exército e suas Metas | Origens do Plano | Hitler e a URSS | Outros Fatores | O Expurgo do Exército Vermelho | Invadir a Russia, um problema histórico | Uma Nação Surpreendida | Stalin reage | Alocução de Stalin: 3 de julho de 1941 | As Razões do Fracasso Soviético Inicial | "Espere por mim" | Conclusões | A Vitória Soviética | Bibliografia 
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http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/barbarossa.htm
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Hitler e a URSS 






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Capa do " Minha Luta", de Hitler
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Se o plano para invasão da URSS fora urdido desde julho de 1940, a intenção de realizar a conquista militar do país dos sovietes remonta a tempos bem anteriores. Quando Hitler, então encarcerado como agitador direitista na prisão de Landsberg, na Bavária, ditou o Mein Kampf (Minha Luta), a sua obra, publicada em 1925, ele dedicou um capítulo especial à política externa a ser seguida pelo movimento nacional-socialista. Nele, ele retoma as antigas ambições alemães, insufladas pela geopolítica racista, que dizia haver necessidade da ampliação do Lebensraum, o espaço vital, para que o povo germano pudesse sobreviver no futuro. Argumentava ele que não havia uma harmonia entre o elevado número de alemães e a modesta dimensão do solo que lhes cabia na Europa. Como não reconhecia o direito histórico de nenhum povo ao território que ocupava, que não fosse consagrado pela força, Hitler não via embaraço nenhum em ir algum dia tomar de assalto as terras do Leste, as estepes russas, então nas mãos do judaico-comunismo. Além disso, insistiu que nenhuma nação é potência sem ter vastas extensões de terras sob seu domínio: o império britânico, os Estados Unidos, a União Soviética e a China eram exemplos disso. Para ele, desde que se dera a revolução de 1917, o grande império eslavo era uma instituição decadente. A revolução bolchevique, ao exterminar com a classe dirigente (o "elemento germânico organizador do Estado russo", segundo ele), entregara a administração do país aos desprezíveis judeus e à escória russa. A isso, somava-se o profundo desdém racista que ele tinha pelos eslavos, considerando-os untermensh, gente racialmente inferior, uma espécie de brancos degenerados, poluídos pelos sangue asiático, incapazes de qualquer evolução. Esses preconceitos todos o cegaram perante os perigos de invadir um território da dimensão da URSS, cuja parte ocidental era duas vezes maior do que toda a Europa. Nada disso alterou sua decisão. Como ele disse convicto aos seus generais "basta nós chutarmos a porta que a casa toda ruirá". 
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Outros Fatores 
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Além dessas observações preconceituosas em relação aos eslavos, comuns À maioria dos racistas europeus, um conjunto outro de fatores pesou na sua decisão de atacar o Leste. Além do profundo ódio ao comunismo, fruto do temor que a Revolução de 1917 causara na maioria dos europeus daquela época, ele levou em conta ainda dois outros elementos. Em 1937-8, na época dos Grandes Expurgos, Stalin simplesmente liquidara a elite militar soviética, a quem suspeitara de tentar afastá-lo do poder. Deteve e executou por traição o marechal Mikhail Tukachevski, bem como um número indeterminado de altos oficiais (alguns estima em 33 a 40 mil encarcerados, sendo que inúmeros deles foram fuzilados). O Exército Vermelho praticamente teria ficado acéfalo nas vésperas da Segunda Guerra Mundial por determinação do seu próprio comandante supremo! O segundo fator foi o fracasso do assalto das tropas soviéticas contra as fronteiras da pequena Finlândia, realizado no inverno de 1939/40, que se revelou num verdadeiro desastre. A conclusão de Hitler não poderia ser outra: um regime odiado, sem comandantes militares qualificados e com tropas desaparelhadas e destreinadas, a campanha da Rússia seria um pouco mais do que uma parada militar para o exército alemão. Quem lê o capitulo dedicado à questão russa no Minha Luta facilmente descarta a tese da Präventivkrieg, a guerra preventiva que, segundo seus defensores, (entre eles Paul Carell, pseudônimo de Paul Karl Schmidt, um coronel SS, ex-porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do III Reich), Hitler obrigatoriamente teve que se lançar em vista da possibilidade de um ataque soviético que se daria a qualquer hora. 
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O Expurgo do Exército Vermelho (*) 
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Número dos expurgados Postos militares
3 dos 5 Marechais
14 dos 16 Comandantes-de-exército de I e II classe
8 dos 8 Almirantes
60 dos 67 Comandantes-de-corpos-de-exército
136 dos 199 Comandantes-de-divisão
221 dos 397 Comandantes-de-brigada
11 dos 11 Vice-comissários de defesa
75 dos 80 Membros do Soviete Militar
528 dos 783 Altos oficiais e funcionários do setor militar
De 30 mil a 40 mil Foram detidos ou fuzilados (o equivalente 1/5 da oficialidade)

(*) É provável que a dimensão desse violento expurgo se devesse a um acerto de contas de Stalin com Trotski, visto que foi o seu rival quem forjou o Exército Vermelho durante a guerra civil de 1918-20. O objetivo final seria a stalinização total da organização militar, que até então ficara fora dos expurgos que abateram o partido e a polícia secreta ao longo dos anos trinta. (Fonte: Robert Conquest - O Grande Terror, pag. 478-9)


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Ao expurgar o exército, Stalin atacou a si próprio






Invadir a Russia, um problema histórico 
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Carl von Clausewitz, um dos mais reputados teóricos da estratégia militar dos tempos modernos, oficial prussiano que participou com os russos das campanhas contra Napoleão em 1805, e novamente em 1812, escreveu no seu clássico estudo Vom Kriege (Da Guerra, 1833), que a Rússia era militarmente inconquistável. Foi de certa forma isso que fez com que Otto von Bismarck, o chanceler que unificou a Alemanha em 1871, sempre visse o imenso império czarista como um possível aliado e não como um inimigo, como Hitler o fez. Eram as dimensões territoriais daquele colosso, os vastos recursos humanos e materiais que dele poderiam extrair, é que inviabilizavam qualquer ocupação definitiva da Rússia. Carlos XII, o rei da Suécia, durante a chamada Guerra do Norte, tentara dominar a Rússia ocidental no início do século XVIII, sendo derrotado por Pedro,o Grande, em Poltava, em 1709. Um século depois, foi a vez do gênio de Napoleão Bonaparte afundar na neve russa, perdendo quase todo o Grand Armée, o grande exército, durante a retirada de 1812. No século XX, seria a vez de Adolf Hitler desbaratar 75% da imensa força militar alemã nas estepes russas. 
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Napoleão derrotado na Rússia em 1812



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http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/barbarossa3.htm#10

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Uma Nação Surpreendida 
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A ofensiva alemã sobre o solo russo pegou de surpresa não só o povo soviético, como seu ditador, Joseph Stalin. Todas as evidências de uma vasta concentração de tropas alemães e seus aliados nas fronteiras da URSS haviam sido desconsideradas por ele. Nenhum dos avisos que chegaram ao seu conhecimento pelo serviço de espionagem (o agente Victor Sorge informara, do Japão, a data exata em que se daria a invasão) ou pelas mensagens enviadas pelos ingleses, que também o alertaram, convenceram-no da eminência do ataque de Hitler. Stalin aferrou-se ao pacto de não-agressão germano-soviético de agosto de 1939, também conhecido como Acordo Ribentrop-Molotov, pelo qual ambos os ditadores partilharam a Polônia entre si como acertaram um intercâmbio de produtos entre ambas as potências. A Alemanha se comprometera a fornecer máquinas e equipamentos para a URSS em troca de petróleo, ferro e cereais. E eis que, de repente, Hitler virou a mesa justo quando Stalin confiava nele. O ditador soviético até então entendia as notícias de um ataque hitlerista para breve como resultado das "ações de provocação" espalhadas pelos agentes ingleses para envolver a URSS numa guerra contra a Alemanha nazista. A tal ponto levou esta crença que, quando as primeiras notícias da invasão chegaram ao seu conhecimento no Kremlin, ele ordenou que a artilharia não respondesse ao fogo e que os aviões russos não tentassem sobrevoar território alemão. Quando se deu conta da realidade, teve um colapso psicológico. 
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Stalin reage

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J. Stalin
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Enquanto os alemães e seus aliados avançavam em toda a linha, levando as defensivas soviéticas de roldão, Stalin trancou-se num quarto do Kremlin. Durante onze dias ele negou-se a receber fosse quem fosse. Enquanto isso, a nação, perplexa, estava entregue a si mesma. Os exércitos invasores, aplicando a solta os princípios da Blitzkrig, a guerra relâmpago, cercavam e punham à rendição milhares de soldados russos, levando a crer que a União Soviética teria o mesmo destino dos outros países que caíram logo no controle dos nazistas. Foi neste momento dramático, quando não cessavam de chegar noticias ruins do fronte, que Stalin recuperou-se. A sua alocução galvanizou um país estonteado: 
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Alocução de Stalin: 3 de julho de 1941 
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Esta guerra nos foi imposta, achando-se o nosso país empenhado agora numa luta de vida ou morte contra o mais pérfido e maligno dos seus inimigos, o Fascismo Alemão. Nossas tropas se batem heroicamente em situação desvantajosa, contra um adversário fortemente armado de tanques e aviões... 0 grosso das tropas soviéticas, equipado com milhares de tanques e aviões, somente agora começa a participar dos combates .. Unido ao Exército Vermelho, todo 0 nosso povo se levanta para defender a Pátria. 
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0 inimigo é cruel e impiedoso. Quer a nossa terra, o nosso trigo e o nosso petróleo. Visa a restauração do poder do latifúndio, ao restabelecimento do Czarismo e a destruição da cultura nacional dos povos da União Soviética quer fazer-nos escravos de principes e barões germânicos.
Nas nossas fileiras não haverá lugar para os fracos e os covardes, para os desertores e causadores de pânico. Nosso povo será destemido na luta e combaterá com abnegação na guerra patriótica de libertação contra os escravizados fascistas. 
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É preciso que coloquemos imediatamente a nossa produção em pé de guerra e que ponhamos tudo ao serviço da Frente e da preparação da derrota do inimigo. 0 Exército Vermelho, a Marinha e todo o povo soviético defenderão, polegada a polegada, o solo da nossa Pátria, lutaremos até a ultima gota de sangue em cada cidade e em cada aldeia já... Organizaremos todo o tipo de ajuda ao Exército Vermelho, faremos com que as suas fileiras sejam constantemente renovadas, dar-lhe~emos tudo quanto precisar. Havemos de conseguir o transporte rápido das tropas, do equipamento e o pronto auxilio aos feridos. 
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Todas as empresas devem intensificar o seu trabalho e produzir cada vez mais equipamentos, de quantos tipos ....... iniciaremos uma luta sem quartel contra desertores e causadores de pânico..Destruiremos espiões, diversionistas e pára-quedistas inimigos... 
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Sempre que unidades do Exército vermelho sejam obrigadas a recuar, todo o material rodante ferroviário há de ser também retirado. Ao inimigo não se deixará uma única máquina, ..uma libra de pão ou uma latinha de óleo. Os colcosianos sairá com todos os seus animais, entregarão ao estado suas reservas de cereais para o envio à retaguarda...Tudo o que não puder ser carregado será destruído, seja cereal ou ferro, combustível ou metais não-ferrosos ou qualquer outra propriedade de valor. 
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Nos território ocupados se hão de formar unidades de guerrilheiros...Haverá grupos diversionistas para combater as unidades inimigas, para difundir por toda a parte a luta de guerrilhas, para dinamitar e destruir as estradas e as pontes, os fios de telégrafo e os dos telefones; para incendiar as florestas, os depósitos do inimigo, os seus comboios na estrada. Nas regiões ocupadas, condições insuportáveis se hão de criar para o inimigo e seus cúmplices, que serão perseguidos e caçados a cada passo.
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 (...) Um Comitê de Defesa do Estado acaba de ser formado para cuidar da rápida mobilização dos recursos do país; todo o poder e a autoridade do Estado estão nele investidos. Este Comitê já começou a trabalhar e convocou todo o povo a unir-se em torno do partido de Lenin e Stalin e do Governo para o apoio decidido e abnegado ao Exército vermelho e à Marinha para a derrota do inimigo, pela nossa vitória... O imenso poder popular será empregado para esmagar o inimigo. Avante! À vitória!







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.http://educaterra.terra.com.br/voltaire/mundo/barbarossa4.htm#13
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Conclusões

"Não morreremos de velhos, morreremos das velhas feridas."

Semion Gudzenko (1922-1953)
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A guerra germano-soviética ocupou um capítulo aparte na história da Segunda Guerra Mundial, principalmente pela ferocidade com que foi travada e pelo grau inaudito de destruição que provocou. Conforme o conflito foi se estendendo por boa parte da Rússia ocidental e se prolongando por quatro anos, terminou por ganhar dimensões épicas. Stalin tentou inicialmente dar um cunho ideológico ao ataque nazista, querendo entender que se tratava primordialmente de um enfrentamento entre o comunismo e o fascismo europeu. Hitler talvez pensasse o mesmo no começo. Mas o ódio que a ocupação da Rússia despertou entre os seus habitantes e as crescentes atrocidades dos invasores fizeram com que ela descambasse para uma guerra étnico-racial. Logo os comunistas trataram de defini-la como a Grande Guerra Patriótica, procurando com isso atribuir-lhe um cunho nacional-patriótico, chamando para as suas fileiras os nacionalistas e os anticomunistas que ainda sobreviviam no país, para formarem uma poderosa frente de resistência. Não se tratava mais de comunistas contra fascistas, mas do povo russo inteiro contra o que o escritor Ilya Ehremburg chamou de a "praga de gafanhotos", os alemães. E de fato, foi em solo russo que a Alemanha perdeu mais de 70% dos seus efetivos (cerca de três milhões de baixas). 
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A Vitória Soviética 
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Depois de terem sido detidos em Leningrado (cercada durante 900 dias) e na frente de Moscou, em dezembro de 1941, duas outras batalhas colossais colocaram fim nas possibilidades de vitória nazista. A primeira delas foi travada na cidade de Stalingrado, à beira do rio Volga, que culminou na rendição do 6º Exército Alemão, comandado pelo marechal Paulus, no dia 1º de fevereiro de 1943, que provocou uma perda de 300 mil homens. A segunda foi a batalha de Kursk, ocorrida no sul da União Soviética e que tornou-se maior batalha de blindados de todos os tempos, quebrando para sempre com a capacidade ofensiva do exercito alemão. Dali em diante, o exército vermelho, ao preço exorbitante de cinco milhões de baixas, tomou a contra-ofensiva em toda a extensão do fronte, até que, finalmente, os marechais soviéticos Zuhkov e Konev entraram numa Berlim completamente destruída, em abril de 1945, obrigando a Alemanha nazista à rendição final no dia 8 de maio daquele ano mesmo. 
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Bandeira soviética erguida sobre o Reichtag em Berlim ( 2 de maio de 1945)






Bibliografia



  • Calvocoressi, Peter - Wint, Guy - Total War (Penguin Books, NY, 1981)





  • Carell, paul - Unternehmen Barbarossa (Clarck, Alan - Barbarossa: the Russian-german conflict, 1941-45 (Quill, NY, 1985)





  • Conquest, Robert - The Great Terror (Macmillan, Londres, 1968)





  • Cooper, Matthew - The German Army, 1933-1945 (Macdonald and Janes, Londres, 1978)





  • Liddel Hart - History of the Second World War (Pan Books, Londres, 1977)





  • Townshend, Charles - Modern War (Oxford University, Oxford, 1997)





  • Werth, Alexander - A Rússia na guerra (Civilização brasileira, RJ, 1966, 2 vols.)





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