Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 4 de julho de 2009

Escrever pode ser uma aventura

COLUNAS >>> Especial Como se escreve

Sexta-feira, 3/7/2009

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Marta Barcellos







Eu poderia começar dando uma fórmula para se escrever bem (ler bem), ou contar que nunca tenho "brancos" diante da tela vazia (o impasse vem depois). Seriam boas aberturas para um texto relativamente longo, com mais de 6 mil caracteres, e provavelmente fisgaria leitores no primeiro parágrafo, como aprendi a fazer em muitos anos de jornalismo. Assim seria até pouco tempo atrás, antes da tal crise dos 40 anos me pegar e eu perceber que não conseguia mais me realizar fazendo apenas o que já sabia fazer. Especialmente se tratando de algo tão vital, como o ato de escrever é para mim.
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Por isso vou ousar fisgar você, leitor, aqui no segundo parágrafo. Para fazer o que estou aprendendo a fazer agora. Lançarei mão também de algo recente em minha vida de escrevinhadora: contar uma história pessoal. Ela começa com um telefonema de minha filha, às voltas com as primeiras redações na escola.
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― Mãe, precisei escrever um texto hoje, mas fiquei concentrada demais, e quando vi era a única da classe que ainda não tinha acabado.
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Era um preâmbulo. O fecho viria a seguir:
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― No final da aula, a professora chamou a atenção da turma e leu a minha redação lá na frente. Disse que estava ótima, que eu posso ser uma escritora quando crescer.
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Imediatamente meus olhos se encheram d'água. Sim, eu também tinha vivido aquela mesma cena, só que com 10 anos, e não com 9. O arrepio foi mais intenso pela forma como ela se descreveu naquele episódio, "concentrada demais", ainda sem conseguir identificar os sentimentos de engajamento e paixão absolutamente essenciais para um texto ficar "ótimo".
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Na semana seguinte, em um evento na escola, a professora veio elogiar a habilidade de minha filha, e aproveitei para tirar uma dúvida: ela por acaso sabia que eu escrevia, que era jornalista? "Não!", se surpreendeu. "Então está no sangue!", emendou.
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Só que eu não acredito nisso. Mas posso imaginar, sim, que eu tenha despertado nela alguma paixão pela palavra escrita ao ler em voz alta, empolgada que estava com a redescoberta da literatura infantil, ou quando me esmerei em encontrar significados para a expressão de um livro. "Mãe, o que é estar solitário?" É provável que numa dessas respostas ela tenha vislumbrado a aventura de se embrenhar no universo das letras, e nele identificar e expressar sentimentos recém-descobertos. "Já me senti solitária", é provável que tenha concluído. "Poderia ter escrito aquilo."
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Não por acaso o impulso de escrever, e desnudar emoções, costuma acontecer com os primeiros versos da adolescência. Os poemas acabam no lixo (quase sempre o lugar certo para eles), e os adultos que continuam no ofício aprimoram seu estilo com a técnica e a sensibilidade de quem sabe amadurecer e ler bons livros. O problema é que o tal impulso primordial, a faísca que provoca todo o processo, muitas vezes é relegado a segundo plano, como se algo adolescente fosse. Nessas horas, uma boa crise da meia-idade (nova adolescência?) pode ajudar a colocar as coisas no lugar.
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Percebi, na crise, que dominar a escrita é apenas o começo. A realização está em deixar a sua marca pessoal. E para se escrever algo realmente original é preciso estar com o coração inteiro. Mesmo diante de uma encomenda, tem-se que descobrir uma linha de pensamento própria, um raciocínio baseado na experiência assimilada ― e aí vale ler, pesquisar, trocar ideias no botequim com um amigo inteligente. Deve-se provocar o insight. No jornalismo, existe o grande privilégio de buscar (e conseguir) as melhores fontes, poder submeter suas ideias a quem já domina aquele assunto. Em compensação, haverá as amarras do texto jornalístico tradicional, mais impessoal ― que mesmo assim você poderá aprender a subverter, graças ao domínio da linguagem e das ideias.
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Quando escrevo uma reportagem ou um perfil, daqueles em que me engajei de fato, raramente olho minhas anotações. Elas servem no máximo para alguma checagem final, porque o texto já está praticamente estruturado na minha cabeça. Existe um momento em que percebo: cheguei lá, a matéria existe. Tem uma essência, e eu acredito nela. Nessas alturas, fiz alguns links entre parágrafos mentalmente, e é provável que tenha pensado em um lead (abertura) no chuveiro ou correndo na esteira. É sentar e escrever, "concentrada demais", esquecida da vida, certa de que sairá da melhor forma possível (se o prazo não tiver ficado absurdamente curto).
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Passei a observar esse processo interno de criação depois que um colega me perguntou se eu fazia uma estrutura prévia para escrever uma matéria com muitas fontes, já que tudo parecia tão encadeado. Contei que o texto saía pronto, mas talvez tenha passado a falsa impressão de algo fluido e fácil. Raramente é. Há momentos de sofrimento, de cansaço, em que é preciso dar uma parada, tomar um café, se possível continuar no dia seguinte. Um bom lead precisa dormir uma noite no computador para acordar tinindo. No caso dos livros que escrevi sob encomenda, todos jornalísticos, a imersão beirou a loucura na reta final, a ponto de eu sonhar com capítulos inteiros e descobrir soluções de madrugada.
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Depois que saí da rotina de jornal diário ― quando momentos de privacidade e prazos mais flexíveis se tornaram possíveis ―, descobri alguns truques para aperfeiçoar a escrita. Ler em voz alta, por exemplo, pode ser de grande ajuda. Outra dica é aprender a valorizar o ato de reescrever. Escrever é reescrever. Escrever é reescrever. E a repetição não é minha, é do escritor Moacyr Scliar, no livro O Texto, ou: A Vida ― Uma trajetória literária. Aliás, o último conselho ― talvez o mais importante ― que sempre dou a estudantes de jornalismo é: leia bons livros. Um romance lapidado por um escritor de primeira, além de ótima companhia, é uma influência fundamental. E ajuda a compensar as leituras triviais do dia-a-dia, como a notícia apressada do jornal e o post coloquial do blog preferido.
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Só não vale ficar intimidado pelos gênios, e se deixar bloquear. Já fui muito perseguida pelo terror de estar imitando meus autores preferidos, ou mesmo o escritor que no momento me deslumbrava com sua obra. Abandonei minhas pretensões literárias na adolescência por conta dessa autocrítica acentuada. Hoje percebo que essas influências são sempre benéficas, especialmente quando múltiplas. Desde que o mandamento número 1 seja preservado: escrever com o coração inteiro. Com engajamento, empolgação, paixão. Concentrada demais, mesmo que a turminha em volta jamais compreenda a intensidade de sua aventura.
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Nota do Editor
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Marta Barcellos mantém o blog Espuminha de leite.

Marta Barcellos
Rio de Janeiro, 3/7/2009
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O leitor que escreve

COLUNAS >>> Especial Como se escreve

Segunda-feira, 29/6/2009
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Ricardo de Mattos

"Escrever é uma maneira de falar sem ser interrompido."
(Jules Renard)
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Escrevemos por trabalho, escrevemos para aprender, escrevemos por prazer. Em nosso meio, até não muito tempo, a quem manifestasse o gosto pela escrita era aconselhado trabalhar em cartório ou cursar a faculdade de Direito. Mentalidade provinciana, ocasionalmente acompanhada de boa disposição em ajudar e ainda vigente. A opção pelo jornalismo era distante, vagamente inacessível. Quem afirmasse querer ser escritor, além de não ser levado a sério, ouviria a pergunta automática: e vai viver do quê? Concluímos, sim, o curso jurídico, mas fugindo completamente deste enfoque. Não deixamos de percebê-lo à espreita, seja por falta de assunto, seja por falta de imaginação das pessoas. A escolha da profissão calhou bem com o gosto pessoal, mas hoje representa-lhe uma face. Longe vai a época em que o bacharel direcionava para o processo sua pretensão literária mal resolvida. Houve um grande pasmo no âmbito forense quando se constatou que uma reta representa o caminho mais curto entre dois pontos. Privilegia-se menos palavras, menos volteios, mais argumentos e mais fatos comprováveis. O bacharelismo estrebucha esperando quem lhe dê o tiro fatal. Buscamos o constante aperfeiçoamento da escrita técnica, mas ela, por si, ser-nos-ia insuficiente.
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Seremos o que se pode dizer "um escritor"? Receamos uma roupa que nos fique grande demais e nos torne ridículos. Nossa sensibilidade poética é quase nula. Este ano lemos uma coletânea do sueco Karlfeldt após um jejum de vários lustros, e mesmo assim encantamo-nos mais com o que percebemos de filosófico. Participamos sem sucesso de dois concursos de contos. Não nos declaramos inaptos à ficção por causa disso, mas reconhecemos que o fôlego ainda é insuficiente. Há um volumezinho sendo burilado sem pretensão imediata. Amantes da Cultura, diante da necessidade social de classificação preferimos o título de "compartilhadores". Aplaudimos o Engenho e queremos de alguma forma trabalhar para divulgar o que encontramos de bom. Rasos num assunto e esforçados em outro, pode resultar disso que escrevamos para poucas pessoas, porém confiantes na transmissão a contento de nossa sinceridade. Enquanto escrevemos, preferimos mesmo imaginar um serão ao pé do lume, ouvindo música entre livros e cães.
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Não exigimos condições especiais de temperatura e pressão para escrever. Os hábitos do homem respeitam-lhe à personalidade, não a uma encenação calculada. Maquiavel trocava de roupa para adentrar ao seu gabinete de estudos. Parece que nobres excêntricos da Europa setecentista preparavam-se a caráter para a "convivência com os antigos". Alberto Manguel e Kipling coincidem na mania de manter quinquilharias sobre a mesa de trabalho. Consultada a história da literatura, depara-se com bizarrices diversas no tocante a patuás, cenas e até estados de consciência. Para nós, são exterioridades, distrações sem força atrativa. Além disso, parece-nos um meio tão fácil de criar um personagem e mergulhar na ilusão... Tivemos, sim, um hábito vinculado à escrita, mas abandonamo-lo. Fossem palpáveis estas colunas, muitas tresandariam a tabaco. Si hoje pedimos algo, é um pouco de tranquilidade, visto ser impraticável o silêncio. A música é sempre presente e variada, no geral ornando com o estado de espírito. Não a ouvimos como condição para escrever.
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Neste exato instante, encontramo-nos numa sala de casa. Extraídas as amígdalas (com "g" pois nascemos antes do Acordo Ortográfico), ficaremos de molho conforme a recuperação. Preferimos o escritório profissional, onde esparramamos o material necessário. A coluna sobre o livro de Nicholas Saunders levou-nos à consulta de alguns mapas a fim de que nos situássemos melhor em relação aos continentes estudados. Viva a National Geographic! Lá podíamos deixar a bagunça intata o tempo necessário, sabendo que a faxineira não mexeria e nem a labradora Carmela cismaria de examinar de perto o que encontrasse de novidade. Clientes podem ser atendidos em sala separada e o que de urgente surja é cuidado sem misturar. A despeito, temos papel e lápis ou caneta em lugares estratégicos. Nunca sabemos quando elaboraremos um raciocínio pertinente, ou quando ouviremos expressões ou palavras curiosas.

As manhãs têm uma tranquilidade ainda pouco explorada. Referimo-nos ao período entre cinco e meia e sete horas, quando a vida está quieta e planejamos serenamente o dia enquanto esperamos ferver a água do café. Podemos recolher o jornal e lê-lo com calma durante o desjejum. Só não agredimos a leveza do instante colocando a cachorrada na cozinha: "desça da pia"; "não mexe no lixo"; "não ronca pra ela"! De barriga reconfortada e informados sobre o principal, deitamo-nos um instante e averiguamos o saldo. O andamento de um caso se manifesta com maior encadeamento. A abordagem de um livro delineia-se mais claramente. Pegamos um bloco deixado à mão e anotamos tudo. Breve compulsão alcança-nos e queremos registrar o máximo, ao menos as palavras chaves. Poderíamos reservar as manhãs para toda e qualquer escrita. Além de ser raro amanhecer assim, as melhores providências laborais e rotineiras são tomadas cedo, o que garante o resto do dia para qualquer emergência. Logo chega o almoço, de forma que a tarde acaba destinada aos serviços internos. Em compensação, o começo da noite acalenta-nos a conclusão de qualquer trabalho.
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Por compreendermos a intuição e a inspiração de forma contrária ao materialismo ― e consequente individualismo ― reinante, iniciamos a disciplina do espírito na intenção de atentar cada vez mais aos pensamentos que se nos apresentam como que repentinamente. Não somos médiuns, mas não podemos negar o que vivemos. É comum recebermos insigths no trânsito, no momento das refeições, ou em conversas desligadas do assunto do qual nos ocupávamos. "Ah, mas isso é o seu subconsciente que continua preso à questão". Correto. Consideremos também os relatos daqueles que, cansados de matutar, adormecem e acordam com resposta pronta, experiência que não nos é estranha. A explicação usual limita-se ao descanso dado ao cérebro. Exato, outra vez. Nada descartamos daquilo que a Ciência descobre acerca de nossas funções e tudo acompanhamos interessados. Nem afirmamos a vivência do "Sobrenatural". Posicionamo-nos, sim, a respeito da face da Natureza cujo estudo é rejeitado por ceticismo, preconceito e confusão com esoterismos. Aprendemos a perceber que não estamos solitários em nossas divagações, sejam elas quais forem. Por conseguinte, adotamos o uso da primeira pessoa do plural visando expressar reconhecimento e agradecimento ao apoio generosamente concedido.
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Seja qual for o tipo de escrita a que alguém se dedique, sempre será válida a opinião de Samuel Johnson, ainda que não isoladamente. Para o grande estudioso, "a maior parte do tempo de um escritor é passada na leitura, para depois escrever; uma pessoa revira metade de uma biblioteca para fazer um só livro". De acordo. Um texto pode ter várias interpretações, um fato pode ser apreciado de diversas maneiras. O tempo passa, os partidos se aquietam e podemos estudar com calma si o que nos ocorre possui realmente alguma originalidade e fundamento. Queremos acrescentar que mesmos os livros podem atrapalhar, então é chegada a hora do indivíduo ir à padaria tomar seu café, conversar, escutar a conversa alheia, andar sem pressa cumprimentando alguém aqui e ali. Eis quando o mundo reclama atenção que não deve ser negada. O esforço do atleta para levantar peso e sustentá-lo no ar difere do esforço daquele que disciplina seu passo e sua respiração para uma caminhada rentável. Johnson ainda assegura ser lido sem prazer o que é escrito sem trabalho. O segredo, cremos, está no trabalho crível, mas que não transparece, conforme lição colhida outrora em alguma doutrina oriental. Com o tempo o leitor aprende a identificar o autor laborioso. Lembramos aqui de Duque de Caxias ― O Homem por trás do monumento, de Adriana Barreto de Souza, e de A raiz das coisas ― Rui Barbosa: O Brasil no mundo, de Carlos Henrique Cardim. Ambos maciços e documentados, porém fluentes. Quando possível, deve-se realizar pesquisa tão extensa quanto possível e nem sempre a Internet proporciona os melhores resultados seja pela inexatidão, seja pelas lacunas.
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A administração do tempo é atitude grata pelas oportunidades que acaba gerando. Havendo controle, estuda-se melhor um ponto, relê-se algo para apreender melhor a página tratada superficialmente, não se exige demais do corpo e sobretudo evita-se a pressão. Não gostamos de trabalhar pressionados ― embora saibamos o que é isso ― e privilegiamos a pontualidade. Perfeição não há, claro, pois o sistema automático do Digestivo ameaça-nos com o exílio caso uma coluna não seja cadastrada até determinado dia.
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Por fim, algo que nos tem chamado a atenção é a questão da responsabilidade do escritor, e pelo jeito nossos estudos e observações começarão a pender por este caminho. Não a responsabilidade legal, flutuante conforme a suscetibilidade ferida. Também não é a responsabilidade social, pois se aplaudimos quem defende com substância uma causa, aborrecemo-nos quando a defesa transforma-se em panfletismo. A resposta delineia-se na investigação da proposta, do que leva o indivíduo a escrever e publicar. Nossa proposta atual, porém não definitiva, foi indicada no segundo parágrafo da presente coluna: compartilhar o que encontramos de bom. Foi-nos facultado o meio ― este site ― e o material ― os livros ― o que nos faz crer que nos desincumbimos a contento. Por que escrever ou por que um texto veio à luz é pergunta que precisamos aprender a fazer, pois farejamos um retorno surpreendente.
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Ricardo de Mattos
Taubaté, 29/6/2009
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