Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 2 de março de 2012

Comissão Europeia considera “lamentável” novas regras de privacidade do Google



Empresa substitui 60 conjuntos de regras por apenas um (Foto: Lucy Nicholson/Reuters) 

Internet

01.03.2012 - 20:55 Por Lusa, PÚBLICO
 A Comissão Europeia (CE) considerou “lamentável” a decisão do gigante da internet Google em aplicar uma nova política de privacidade, apesar das advertências sobre a sua incompatibilidade com as leis da UE.


“É lamentável que o Google prossiga com a sua nova política antes de responder às preocupações da autoridade francesa de protecção de dados”, declarou num comunicado a vice-presidente da CE e responsável pela Justiça, Viviane Reding.

A comissária confirmou o seu apoio à petição da autoridade de protecção de dados de França para que o Google adie a nova política de privacidade, até que sejam esclarecidas todas as dúvidas sobre o ajustamento das novas medidas à legislação europeia.

No caso do Google, a autoridade francesa concentra a sua preocupação na decisão da empresa norte-americana em concentrar a informação pessoal que possui dos utilizadores dos seus diversos serviços (motor de busca, correio electrónico, YouTube, etc.), e questiona a “legalidade” desse procedimento, e se é “justo” para os consumidores.

Onde se aplicavam 60 conjuntos de regras, passa a existir apenas um, que vigora em todos os serviços do Google, de utilização gratuita. Assim, a informação recolhida através da navegação em sites como o Gmail, o YouTube ou a rede social Google+ será compilada e permitirá ao Google direccionar conteúdos e publicidade de forma mais eficiente, uma vez que recolhe dados de cada utilizador a partir diversas fontes.

O Google argumenta que a mudança vai fazer com que os seus utilizadores sejam mais bem servidos e tenham uma navegação mais de acordo com os seus interesses. No entanto, foram levantadas dúvidas sobre esta capacidade que a empresa norte-americana tem de monitorizar parte tão substancial da vida online de cada pessoa e, consequentemente, preocupações com a instauração de um big brother, que têm alimentado as discussões sobre o assunto.

A nova política de privacidade tem sido publicitada em todos os seus serviços desde o início do ano, mas a Big Brother Watch entende que não foi feito o suficiente para dar conhecimento das alterações ao público. A organização britânica diz, com base numa votação que ela própria levou a cabo em parceria com a YouGov, que 47% dos utilizadores do Google no Reino Unido não estão a par das novas regras e que apenas 12% as leram.




domingo, 29 de agosto de 2010

Google apresenta ferramenta melhorada para buscas em tempo real

Novo serviço permite saber tudo o que se diz e onde se diz
 
27.08.2010 - 16:21 Por Nuno de Noronha
A gigante norte-americana anunciou ontem no seu blogue oficial uma nova versão do seu motor de busca. O Real Time permite agora aceder em tempo real a tudo o que se está a escrever na Web – blogosfera, sites noticiosos e redes sociais – sobre um determinado termo e numa zona geográfica específica.
O Real Time permite saber todo o que se está a dizer em tempo real na Web sobre um determinado assunto 
O Real Time permite saber todo o que se está a dizer em tempo real na Web sobre um determinado assunto (Darren Staples/Reuters)

A nova versão da ferramenta ainda não está disponível – existem problemas no acesso ao site –, mas Dylan Casey, um dos directores de Produto da Google, afirmou que se trata de um serviço que “dá à informação em tempo-real numa nova casa” e que disponibiliza “ferramentas mais poderosas” para ajudar os internautas a encontrarem o que procuram.

A Google já permitia acesso imediato às informações publicadas na Web, mas a nova versão do Real Time, cuja edição antiga foi lançada em Dezembro de 2009, tem agora a particularidade de permitir buscas refinadas sobre tudo o que se está a dizer no mundo ou em lugares específicos sopre um determinado tema.

O novo serviço possibilita aos utilizadores obter a triagem dos resultados por zonas, cidades, estados ou países e oferece acesso em tempo real a todas as conversações, discussões, comentários e respostas partilhados na Internet sobre um assunto ou palavra em particular.

A ferramenta disponibiliza ainda listas com os sites e páginas mais citados e, à semelhança de outros serviços da empresa sedeada na Califórnia, permite aos utilizadores criar alertas para receberem as actualizações sobre temas específicos.

Dylan Casey informa ainda que o Real Time já está disponível em 40 idiomas, sendo que o sistema de localização geográfica e vista completa de conversações só está traduzido, para já, em inglês, russo, espanhol e japonês.

O Google colocou um vídeo no YouTube com a apresentação do serviço.
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Mais de um milhão de chamadas para fixos e móveis através do Google

Internet

Mais de um milhão de chamadas para fixos e móveis através do Google no primeiro dia do serviço

27.08.2010 - 13:10 Por PÚBLICO
O novo serviço telefónico do Gmail, o servidor de correio electrónico da Google, processou mais de um milhão de chamadas nas primeiras 24 horas de funcionamento, para fixos e móveis, informou a empresa através do Twitter. O serviço está apenas disponível - por enquanto - nos EUA e Canadá.
A Google lança esta oferta quando o líder mundial em chamadas VoIP, o Skype, prepara a sua entrada na Bolsa de Nova Iorque 
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A Google lança esta oferta quando o líder mundial em chamadas VoIP, o Skype, prepara a sua entrada na Bolsa de Nova Iorque (Robert Galbraith/Reuters)

O Gmail disponibilizava já um serviço que permite aos seus utilizadores falarem entre si através de chamadas e videoconferência entre computadores, mas não dava a possibilidade de comunicação com telefones fixos e móveis. A partir de agora, qualquer utilizador do Gmail tem a possibilidade de ligar directamente para telefones.

Na quarta-feira, a Google informou que pusera em marcha esta nova aplicação, que pode vir a constituir uma dura concorrência para o Skype, que domina o mercado de telefonemas via Net, com mais de 500 milhões de usuários. As chamadas através da Google (via tecnologia VoIP - Voice over Internet Protocol) podem vir a custar dois centavos de dólar por minuto, um preço muito inferior aos praticados pelas companhias telefónicas tradicionais.

O sistema de chamadas da Google - que já tinha o Google Talk e Google Voice - para fixos e móveis está disponível na parte esquerda do Gmail, dentro dos contactos do chat e dá a opção de realizar chamadas directamente para outro utilizador do mail, para um telefone tradicional (fixo) ou para um telemóvel.

A Google lança esta oferta quando o líder mundial em chamadas VoIP, o Skype, prepara a sua entrada na Bolsa de Nova Iorque. Com esta oferta pública, a empresa com sede no Luxemburgo espera arrecadar 100 milhões de dólares. O Skype contava no primeiro semestre com 560 milhões de utilizadores registados em todo o mundo, que realizaram 95 mil milhões de chamadas de voz e vídeo. Os lucros ascenderam a 406,2 milhões de dólares (307 milhões de euros).

Este tipo de operadoras são um desafio para as empresas tradicionais de telecomunicações, uma vez que permitem conversas grátis entre computadores e pacotes muito competitivos (pagos online através de cartão de crédito) para ligar para fixos e móveis.
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quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Internet a duas velocidades ou o fim da "igualdade"

 

Perguntas e Respostas



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O que é a neutralidade?

A neutralidade da Internet é um princípio segundo o qual todos os pacotes de informação viajam na rede à mesma velocidade e sem que nenhum tenha prioridade sobre outro, independentemente da origem (sejam de uma grande empresa ou de um blogue pessoal) ou do tipo (os dados de um e-mail ou de um vídeo). Porém, a rapidez com que um utilizador continua a aceder a um determinado conteúdo continua a depender, também, da velocidade da sua própria ligação e da velocidade da ligação de quem fornece esse conteúdo (ou de quem estiver no outro extremo da comunicação - por exemplo, o interlocutor numa conversa de voz via Internet).

O que é a qualidade de serviço?

A qualidade de serviço implica que alguns pacotes de dados sejam tratados de forma diferente, consoante o seu tipo. Por exemplo, é irrelevante se um e-mail demora mais um ou dois segundos para chegar ao destinatário. Mas para quem está a ver um vídeo ou a ter uma conversa de voz através da Internet, essa demora pode afectar a comunicação - neste caso, os dados da conversa e do vídeo teriam prioridade sobre os do e-mail. Mesmo alguns defensores da neutralidade argumentam que a Internet deveria incorporar este tipo de diferenciação.

Numa Internet não-neutral, o consumidor paga mais pelo acesso?

Não. O utilizador paga exactamente o mesmo. A cobrança pelo acesso à via mais rápida seria feita ao produtor de conteúdos/prestador de serviços online. A proposta da Google e da Verizon, porém, contempla uma via para novos serviços, obrigatoriamente diferentes dos que se encontram na Internet, e cujo acesso poderia ser pago também pelo consumidor.

A proposta da Google e da Verizon só se aplica a redes móveis?

Não. A proposta sugere legislação para regular tanto a Internet móvel como o resto da Internet. Mas propõe regras diferentes para as duas. No caso da Internet móvel, as empresas querem que não haja regulação a impedir a criação de redes não-neutrais. Para o resto da Internet, querem que a lei proteja a neutralidade. A proposta também inclui outro tipo de medidas, como a transparência por parte dos operadores, que deveriam ser obrigados a tornar pública a forma como as respectivas redes funcionam.

Quem defende a neutralidade?

A maior parte das grandes empresas da Internet, como o Facebook, a Amazon, o eBay, o Skype e (agora não completamente) a Google. Numa Internet não- neutral, estas empresas provavelmente teriam de pagar muito dinheiro aos operadores para que os seus muitos conteúdos acedessem à "via rápida". O chamado "pai" da Internet, Vint Cerf, e o inventor da World Wide Web, Tim Berners-Lee, também são a favor da neutralidade. Barack Obama tem sido um acérrimo defensor de uma rede neutral.

Quem é contra a neutralidade?

Muitos operadores de comunicações, que vêem numa rede não-neutral a possibilidade de uma nova fonte de rendimentos. Robert Kahn, um dos engenheiros que, com Vint Cerf, inventou a tecnologia em que assenta a Internet, defende que o fim da neutralidade é necessário para continuar o desenvolvimento das tecnologias da rede.

Como pode isto afectar a Europa?

A União Europeia está neste momento a fazer uma consulta pública sobre o tema, que termina no final de Setembro. O debate tem sido mais aceso nos EUA e poderá influenciar o debate europeu. Mas nada impede os reguladores americanos e os europeus de terem posições diferentes. J.P.P.
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domingo, 22 de agosto de 2010

Espanha investiga Google por recolha ilegal de dados privados

Street View

 

18.08.2010 - 15:01 Por Nuno de Noronha


Um tribunal espanhol abriu um processo de investigação contra a Google, depois de uma denúncia de uma associação que acusa a norte-americana de recolher ilegalmente dados privados de redes wireless desprotegidas nas ruas de Madrid.
O Google Street View recolheu dados ilegalmente em vários países 
O Google Street View recolheu dados ilegalmente em vários países (Imagem: DR)


O Street View tem-se revelado uma fonte de dificuldades para a empresa norte-americana. Depois de gerar problemas por violação da privacidade em países como Portugal, Brasil, Austrália, Alemanha e Suíça, um tribunal de instrução criminal de Madrid emitiu na semana passada uma intimação para que um representante da Google dê explicações à justiça espanhola. Na origem da notificação está a recolha ilegal de dados de redes wireless desprotegidas.

Segundo a imprensa espanhola, a investigação surgiu depois da denúncia feita por Miguel Ángel Gallardo, presidente da Associação para a Prevenção e Estudo de Delitos, Abusos e Negligências em Informática e Comunicações Avançadas.

A associação acusa a Google de violar as leis espanholas ao interceptar e recolher sem autorização vários tipos de informações. Em Maio, um tribunal de Hamburgo, na Alemanha, instaurou um processo-crime contra a empresa pela mesma razão. Na altura, a Google explicou que a recolha de informações foi acidental e apresentou desculpas pelo erro.

Marisa Toro, porta-voz da empresa em Espanha, dizia na segunda-feira em comunicado que a companhia norte-americana planeia cooperar com as autoridades espanholas para resolver o problema. “Nós estamos a dedicar todo o tempo possível para encontrar uma solução de maneira a que os utilizadores fiquem descansados”, afirmou a responsável.

Segundo a mesma fonte, o processo de recolha de imagens, que em Espanha começou em 2008, vai continuar suspenso até nova decisão da justiça espanhola.

A Google anunciou em Maio que tinha recolhido inadvertidamente 600 gigabytes de informação de várias redes desprotegidas por todo o mundo, mas asseverou que pretendia destruir os dados.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Comissão de protecção de dados proíbe Google de fotografar ruas portuguesas

04.08.2010 - 17:16 Por João Pedro Pereira
A Comissão Nacional para a Protecção de Dados (CNPD) não autoriza que os carros da Google voltem a tirar fotografias para o serviço Street View, argumentando que nunca estiveram cumpridos os requisitos legais para que as fotos fossem colocadas na Internet.
Uma imagem de Lisboa no Street View  
Uma imagem de Lisboa no Street View ()



A multinacional anunciou esta semana que a frota de carros equipados com uma câmara no tejadilho voltaria às ruas, depois de ter estado parada em vários países, na sequência de uma falha de privacidade descoberta na Alemanha. A falha, que a empresa qualificou como acidental, fazia com que os carros recolhessem dados das redes de Internet sem fios por onde passavam.

Na semana passada, ainda antes de tornar público que voltaria a fotografar as ruas, a Google enviou um e-mail à CNPD a comunicar a intenção de capturar imagens de mais locais em Portugal (actualmente, há sobretudo imagens das regiões de Lisboa e do Porto).

A comissão respondeu com uma carta – dirigida à Google espanhola (que gere as relações com Governos na Península Ibérica e com quem a autoridade nacional tem tido conversas), à Google Portugal e à sede nos EUA – a informar que não estavam cumpridos os requisitos legais para que os carros voltassem à actividade.

A actual proibição não está relacionada com a falha detectada na Alemanha (uma situação que a CNPD diz estar ainda a investigar), mas com o facto de alguns rostos e matrículas serem reconhecíveis e com a falta de autorização formal.

A Google, explica a porta-voz da comissão, Clara Guerra, nunca cumpriu os requisitos formais para fotografar as ruas de cidades. Embora tenha havido reuniões entre a comissão e a empresa mais de um ano antes de o serviço ser lançado em Portugal (no Verão do ano passado), a Google deveria ter feito o pedido formal para a recolha de dados pessoais e aguardado autorização da comissão – o que nunca aconteceu, sublinha Clara Guerra. "Não basta enviar um e-mail".

Em comunicado, a Google Portugal garantiu que "notificou as autoridades portuguesas relevantes que iria regressar a Portugal e continuar a recolher imagens e por isso existe conhecimento do trabalho que a Google está realizar".

A mensagem acrescenta que "o Street View é legal em Portugal" e que a empresa vai "continuar a responder a todas as questões que as autoridades possam ter".

Em finais do ano passado, a CNPD chegou a recomendar à empresa que suspendesse o serviço, até estarem satisfeitos os requisitos legais. Mas a Google não acedeu ao pedido.

A grande exigência da comissão é que todos os rostos e matrículas não possam ser identificados. No comunicado de hoje, a Google reconhece que o sistema "pode falhar, ocasionalmente, nalgum rosto ou matrícula automóvel", mas defende que "a tecnologia utilizada desfoca a maioria das imagens e revela-se uma ferramenta eficaz".

Para a CNDP, contudo, o Street View levanta outros problemas. Um deles é o tempo que as imagens originais (onde todos os rostos e matrículas são visíveis) são armazenadas pela empresa. Outro é o facto de a altura das câmaras fazer com que algumas fotografias mostrem alguns espaços privados, como jardins de casa que estão cercados por muros mais baixos (um factor que levou a que, no Japão, a empresa fosse obrigada a voltar a fotografar com câmaras mais baixas).

“Eles dizem que só se vê [no Street View] o que uma pessoa vê da rua. Mas isso não é verdade”, observa Clara Guerra, chamando ainda a atenção para a possibilidade de ampliar as imagens, revelando pormenores que não seriam visíveis a olho nu por um transeunte.

Para resolver algumas destas situações, o Street View integra um sistema que permite a qualquer pessoa queixar-se de uma imagem. Recebida uma queixa, a empresa faz uma avaliação e poderá retirar a fotografia. Mas isso não é atenuante, diz Clara Guerra, argumentando que quando uma fotografia é colocada na Internet pode ser facilmente reproduzida e colocada noutro lado, antes de ser retirada do Street View.

Redes sem fios

A frota de carros da Google tem estado parada desde Maio, quando as autoridades alemãs (que não autorizam o funcionamento do Street View) descobriram que o equipamento tinha software que recolhia dados que circulavam nas redes sem fios que estivessem desprotegidas.A multinacional disse que se tratava de uma falha, e que o software responsável pela captura dessa informação tinha sido integrado acidentalmente no equipamento dos carros.

O Street View tem, de resto, suscitado reservas em muitos países.

Na Grécia, por exemplo, o serviço também não é permitido. E, em Abril, dez países (entre os quais não estava Portugal) escreveram uma carta à Google, onde mostravam preocupações com a privacidade. Recentemente, porém, a autoridade de protecção de dados do Reino Unido, um dos signatários, deu luz verde à empresa.

Notícia actualizada às 19h32
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domingo, 9 de maio de 2010

Google com nova página de pesquisa

05.05.2010 - 17:53 Por João Pedro Pereira - Público

O líder dos motores de busca apresenta a partir de hoje um logo renovado e novas funcionalidades de pesquisa.
A nova página de resultados de pesquisa  
A nova página de resultados de pesquisa ()

A página do Google é conhecida pela simplicidade – fundo branco, poucos botões, poucos links, um campo de pesquisa no centro e o bem conhecido logo multi-colorido da empresa.

Hoje, a multinacional anunciou uma página redesenhada. As cores são ligeiramente diferentes, o logo foi alterado (perdeu boa parte da sombra sob as letras), os botões mudaram – mas é depois de se fazer uma busca que se vêem mais diferenças.

As páginas de resultados do Google passam a mostrar, num painel do lado esquerdo, uma série de opções que permitem afunilar a pesquisa.

O utilizador pode decidir se, em vez de pesquisar a Web inteira, quer apenas resultados de notícias, blogues, vídeos, imagens, actualizações em redes sociais, sites de compras ou livros.

Parte destas opções (a que na gíria do meio se chama pesquisa vertical) já estava disponível na anterior versão do motor de busca. Mas agora o Google tenta sugerir as opções que melhor se adequam à pesquisa em causa.

Por exemplo, uma busca por um produto (como um telemóvel), fará com que o painel do lado esquerdo mostre primeiro a opção de afunilar a pesquisa em sites de compras. Já pesquisar sobre a maré negra que ameaça a costa americana deverá fazer com que o painel exiba as opções de pesquisa em notícias e blogues.

Dentro de cada um destes segmentos, é possível fazer novos afunilamentos – por exemplo, determinar o período cronológico das notícias ou o preço dos telemóveis.

As novas funcionalidades e o novo desenho já estão a ser testados há algum tempo e apareceram a vários utilizadores ainda antes do lançamento oficial. A empresa anunciou esta tarde que as novidades vão ser postas a funcionar ainda hoje, mas, à hora de escrita deste texto, ainda era mostrada a anterior versão do motor de busca.
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sexta-feira, 12 de março de 2010

Problemas em provedores causam falhas em serviços do Google, diz empresa

12/03/10 - 12h42 - Atualizado em 12/03/10 - 12h49

Problemas em provedores causam falhas em serviços do Google, diz empresa

Na noite de quinta-feira (11), usuários não conseguiam acessar Gmail.
Reclamações de brasileiros e espanhóis foram publicadas no Twitter.
Do G1, em São Paulo

Usuários do Gmail ficaram cerca de uma hora sem acesso (Foto: Reprodução)

A instabilidade em serviços do Google por cerca de uma hora na noite desta quinta-feira (11) ocorreram devido a problemas ligados a alguns servidores, segundo informações da empresa.
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Milhares de usuários do Brasil relataram dificuldade de acesso a serviços como Gmail, Google Docs, YouTube e Orkut. O problema também teria afetado usuários da Espanha, que se juntaram a brasileiros em reclamações no Twitter.
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Em comunicado divulgado pelo Google, a empresa afirmou que “um pequeno percentual de clientes de alguns ISPs [provedores] experimentou dificuldade de acesso ao serviço de e-mail”. A empresa não confirma a instabilidade de outros serviços nem sabe dizer a localização dos usuários afetados pelo problema.
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À noite, pelo Twitter, milhares de usuários reclamaram das instabilidades para acessar os serviços. A hashtag #googlefail chegou a ficar entre os tópicos mais comentados do microblog.
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“O que está acontecendo com a Telefónica: Por quase uma hora que o Google ou os seus serviços (Gmail, etc) não funcionam”, reclamou um usuário espanhol no Twitter. “Agora conexão parece estar OK... O Gmail estava um inferno há cinco minutos”, relatou um brasileiro.
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Ainda na manhã desta sexta-feira (12), um ou outro usuário continuou relatando instabilidade de acesso ao Gmail. Segundo a assessoria de imprensa do Google, seria algum problema pontual, já que o de quinta-feira à noite já estava resolvido.
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Veja o comunicado do Google divulgado na noite de quinta:

“Sabemos que milhões de usuários escolheram o Gmail como sua plataforma de mensagens. Fomos informados que um pequeno percentual de clientes de alguns ISPs [provedores] experimentou dificuldade de acesso ao serviço no início dessa noite. Nossos times de engenharia estão trabalhando com esses parceiros para solucionar o problema e nossa informação é de que o serviço já foi completamente restabelecido. Lamentamos qualquer inconveniente e agradecemos a paciência e compreensão”.

Leia mais notícias de Tecnologia

Do G1, em São Paulo


  • yan |12/03/201016h19
    Quem conhece sabe, nenhum sistema, nenhum pc, nenhum provedor é 100%, uma hora vai dar algum BUG, pelo menos eles foram rápidos na solução do problema.
    só espero que não aconteça denovo, porque ai comprova que eles estão com problemas.

  • andresss961|12/03/201015h49
    Q raiva custei pra arrumar meu orkut

  • E.Paulo|12/03/201015h47
    Parecia mesmo problema com DNS, uso speedy, uma conhecida no MSN que usava NET tinha acesso normal aos sites do google, apos trocar para o open DNS os sites do google retornaram ao funcionamento normal.

  • leandro|12/03/201015h23
    nao emtra aqui

  • Bruno|12/03/201014h53
    A instabilidade persiste.

  • Marcio|12/03/201014h14
    Eu particularmente imaginei que fosse algum problema junto à minha operadora de banda larga. Meu problema só foi resolvido após trocar o DNS da operadora pelo OpenDNS.

  • Jonathan|12/03/201014h12
    Não era só o Gmail, o orkut, google maps, google earth e youtube também estavam instaveis, até o google esta deixando a desejar viu...

  • Marco Venzettti|12/03/201013h39
    Morra Google ! essa eh a organizacao mais nefasta do planeta, mas poucos ainda perceberam isso.
    Cancele seu Gmail o quanto antes. Google Calendar entao nem se registre. Sua vida é monitorada a todo momento.

  • Suzi|12/03/201013h29
    Não só o acesso ao Gmail, até a página do Google que é uma página bastante rápida de carregar não abria na noite de ontem.
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

Novo! Google Buzz no Gmail

Google Buzz

Visualização da página do Google Buzz

Muito mais do que simples mensagens de status

Compartilhe atualizações, fotos, vídeos e muito mais.
Inicie conversas sobre o que acha interessante.
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Fotos
 dos perfis dos amigos

Não é necessária nenhuma configuração

Siga automaticamente as pessoas com as quais troca e-mails e bate papo com mais frequência no Gmail.
Configurações públicas e privadas

Compartilhe de modo público ou privado

Divida suas ideias com o mundo ou apenas com seus amigos mais próximos.
Ícone 
do Gmail

Integração com a caixa de entrada

Os comentários são enviados diretamente para a caixa de entrada, portanto é fácil manter a conversa rolando.
Fotos
 de amigos

Compartilhar fotos é muito fácil

Veja miniaturas com cada postagem e fotos de tela inteira de sites populares.
Sites 
sociais populares

Conecte sites que já utiliza

Importe seu conteúdo do Twitter, Picasa, Flickr e Google Reader.
Despertador

Veja atualizações em tempo real

Postagens e comentários novos aparecem na tela à medida que são recebidos. Não é necessário atualizar a página.
Taco 
delicioso

Só conteúdo interessante

O Google Buzz recomenda postagens interessantes e elimina aquelas que você provavelmente irá ignorar.
Visualizações do Google Buzz para celular

Google Buzz no telefone

Veja aquele buzz enviado de uma área próxima a você e marque postagens com a sua localização.
Aponte o navegador do telefone para: buzz.google.com
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Google Buzz - Gmail torna-se rede social

SOL Domingo, 14 Fevereiro 2010



10 FEV 10  
Google Buzz
Gmail torna-se rede social
A Google tornou o serviço de correio electrónico Gmail uma nova rede social, com a introdução de uma nova ferramenta que pretende rivalizar com o Facebook. Veja o vídeo
Ver 
artigoVer comunidade
Gmail torna-se rede 
social
Google transforma Gmail em rival do Facebook
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Denominada Google Buzz, a nova ferramenta está a ser incluída no Gmail e permite partilhar actualizações, fotografias, vídeos e aceder a serviços de mensagens instantâneas em tempo real com os contactos de e-mail, o que poderá ser uma aplicação para competir com o Twitter.
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Outra das características do Buzz semelhante à das redes sociais é o facto de sugerir amigos ao utilizador do Gmail em função das mensagens trocadas e do histórico das conversas.
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Segundo a Google a aplicação suporta a integração com outros serviços, como o Picasa, o Google Reader, o Flickr, o Blogger ou o Twitter.
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A nível de privacidade, a empresa refere que a informação partilhada através do Buzz pode ser tornada pública ou privada pelo utilizador.
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Na versão da aplicação para telemóvel, surge ainda a possibilidade de apresentar informação com a localização do utilizador.
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A chegada do Buzz às contas do Gmail deverá ocorrer nas próximas semanas.
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Menino! Entrei hoje no Gmail e descobri o Google Buzz


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by Lustato Tenterrara
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Pois foi!
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Entrei no meu email do Google, o Gmail, e encontrei, prontinho, o Google Buzz.
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http://bit.ly/mygooglebuzz
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É assim tipo um Twitter, mas tem um diferencial muito grande: Primeiro, não está limitado a 140 caracteres (e até onde sei, não alcancei ainda seu limite, mas é bem mais de mil caracteres (o post fica escondidinho numa aba horizontal. Basta clicar em "Expandir Mensagem", que o texto integral e formatado em rich text aparece; Segundo, ao aceitar "comentários" sobre a postagem (como as atualizações do Novo Orkut); e Terceiro, aceita post de fotos e links. Estes últimos, inclusive no corpo da mensagem ou em destaque ao final do post.
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Você acessa e publica no seu Google Buzz pelo seu email do google, o Gmail, (onde pode publicar e ver as publicações de quem você estiver seguindo) ou acessa pelo seu Perfil do Google (onde você também poderá editar suas Publicações Buzz).
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O Google Buzz funciona integrado com o Gmail e todos os contatos que você tiver (e que utilizem o gmail) já estão disponíveis pra você adicionar (seguir e ser seguido por eles - por aqueles que desejarem seguir seu Buzz, é claro!).
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Não sei o impacto que o Buzz vai dar no Twitter. Se seria similar ao filme "O Império Contra-Ataca", da trilogia Stars Wars, ou se, talvez, até o melhore, pois o Buzz vem, também, com integração e link para o Twitter (se o "gmaiuísta" tiver Twitter. Digo isso porque já vi no Buzz-Perfil de um contato meu, mas, porém, contudo, e no entato, ainda não sei como fazer essa interligação; se ela é automática ou não. Quando eu descobrir, virei aqui relatar).
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O Google é mesmo o Manda-Chuva da Web. Pense em alguma coisa, que o Google faz melhor!
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Mas isso não quer dizer que o Twitter será engolido. Nem que o Owner do Twitter deveria tê-lo vendido ao Google por 500 milhões de dólares como ofereceu o Google pelo Twitter. O que ocorre é que aonde o Google se mete, a web melhora. Mas o Google não precisa engolir ninguém. Até por que, antes de qualquer um entrar na web, já está engolido pelo Google, e o Google não é nenhum ruminante para "regurgitar" o que já está engolido.
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Só existe um único sistema na web que, além de não estar engolido pelo Google, ainda crescerá mais que o Google e o engolirá: É o Google Sidewiki. Será o primeiro caso internético onde a Criatura engolirá o seu Criador. Mas, porém, contudo, será num estilo simbiótico, de troca de favores. Assim como hoje é o Google com todos os seus "engolidos".
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Tipo um parceiro compulsivo, de forma compulsória - e "natural".
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Quanto ao Google Buzz, tem gente reclamando de uma possível quebra de privacidade, pois o perfil torna-se público, e será possível saber-se quem são os contatos de quem. Mas é sem senso tal alarde. Primeiro que você só acessa o Google Buzz se quiser. Segundo, que o Google Buzz avisa que o seu perfil ficará público, e seus contatos mais usuais também. Esse alarde é de gente que clica no link "Aceitar os Termos do Serviço", sem ler a Política de Privacidade do Google Buzz.
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http://www.google.com/buzz/help/intl/pt-BR/privacy.html
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Bom. Como não tenho nada a esconder, muito pelo contrário, porque "eu" é que nem sei quem são meus 2.500 contatos que tenho no meu Gmail, na verdade até gostarei de - finalmente - ter a possibilidade de vê-los, conhecer seus tópicos no Google Buzz, suas tendências, etc.

Veja, adiante, um de meus "contatos", o seu post, e o meu comentário sobre o mesmo.
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Ah! E adorei tanto o link indicado pelo amigo ABIMAEL COSTA que me direcionou para uma nova descoberta, o Site do Jornalista Paulo Henrique Amorim em ttp://www.PauloHenriqueAmorim.com.br , que até reduzi o link de acesso ao post de Paulo Henrique Amorim (sobre o Serra), para o meu bit.ly, ficando o acesso neste link http://bit.ly/ByeByeSerra2010
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Melhor não poderia ficar.
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Abraço.
Lustato
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http://bit.ly/Poesias (que é http://bit.ly/MeuSite ou melhor: http://bit.ly/nossosite
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http://bit.ly/poesias que é minha http://bit.ly/comunidadelustato no Orkut
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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Google lança-se nas redes sociais com Google Buzz


Negócios
10/02/10, 08:14
OJE/Lusa
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O gigante da Internet Google anunciou a sua entrada oficial no mundo das redes sociais com o lançamento do Google Buzz, uma ferramenta integrada no seu serviço de correio eletrónico Gmail, com funções semelhantes às do popular Facebook.
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O Google Buzz, lançado na terça-feira pela empresa norte-americana, vai permitir aos utilizadores do Gmail publicar comentários ou o seu estado de espírito, algo que já acontece no Facebook, para que os seus contactos possam aceder a essa informação.
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Além disso, esta ferramenta vai permitir a partilha de vídeos, fotografias ou ligações de Internet, à semelhança do que já acontece com o Facebook e com outras redes sociais como o Twitter.
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"O Google Buzz é uma nova forma de iniciar conversações sobre as coisas consideradas interessantes", descreveu Todd Jackson, responsável de produto para o Gmail e para o Google Buzz, o blogue corporativo da Google.
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"Está integrado dentro do Gmail, pelo que não é preciso voltar a criar um grupo de amigos ou contactos", explicou Jackson, acrescentando que o Google Buzz também terá uma aplicação para telemóveis.
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De momento, apenas 1% dos utilizadores do Gmail poderá aceder ao novo serviço, mas a Google espera que ao longo desta semana o Google Buzz esteja acessível a todos os utilizadores.
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O Google Buzz foi concebido como um sistema aberto e suporta, neste momento, a integração com o Picasa, Google Reader, Flickr, Blogger e Twitter, estando previstas, futuramente, novas integrações, explica comunicado.
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Era de esperar que a Google, que participa ativamente em sectores tão díspares como os telemóveis e os navegadores online, entrasse mais cedo ou mais tarde no domínio das redes sociais, uma área que se converteu na revolução da Internet nos últimos anos e que se oferece como uma oportunidade de negócio.
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O líder absoluto das redes sociais, com cerca de 400 milhões de utilizadores, é o Facebook, que se tornou um risco potencial para as receitas publicitárias do Google na Internet..
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Privacidade. O que pensa que a Google faz com os seus dados pessoais?



Entrevista
Bárbara Navarro esteve ontem em Lisboa para falar numa conferência
 sobre segurança

por Ana Rita Guerra, Publicado em 10 de Fevereiro de 2010  |  














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A empresa garante que houve mais 20 multinacionais atacadas na China que não tiveram coragem de falar
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Horas antes de a Google anunciar que o Gmail vai ter integração com as redes sociais, a responsável europeia pela área de privacidade da empresa, Bárbara Navarro, esteve em Lisboa. Veio falar numa conferência sobre segurança e privacidade, para assinalar o dia da internet segura. E garantiu ao i que a gigante norte-americana não é o Big Brother que dizem ser.
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O que é que a Google faz com os dados dos seus utilizadores?
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Guarda-os durante um período de tempo limitado. Nada mais. Todas as informações que temos dos utilizadores estão disponíveis numa página de controlo [dashboard], que qualquer pessoa pode ir ver e controlar. Somos uma empresa pioneira em ter esta plataforma, dizendo aos utilizadores "aqui está tudo o que temos sobre si".
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Quanto tempo guarda os dados?
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Nove meses. No centro de segurança explicamos que dados são retidos e porquê. Duas razões: prevenir ataques aos nossos sistemas e permitir que o motor de busca aprenda (daí poder sugerir coisas). Não temos outro interesse em guardar dados.
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Porque continua então a ser acusada de usar mal os dados? Chegou a ser questionada pela Comissão Europeia...
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Isso já foi há algum tempo. Mudou muito nos últimos anos. As grandes empresas como a Google não querem uma internet em que aconteçam infracções. Queremos uma plataforma limpa, sã.
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Mas ainda há dias a Google anunciou que ia associar-se à National Security Agency (NSA) por causa dos ciberataques de que foi alvo e grupos de consumidores levantaram dúvidas.
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Há aqui várias coisas. A internet criou uma certa noção de insegurança em relação à privacidade do utilizador, no geral. Não é o Google. Todos sentimos insegurança na internet. As leis do comércio electrónico não estão bem desenvolvidas em certos países, não sabemos se o nosso cartão de crédito vai parar às mãos de outros. Isto produziu maior atenção sobre as maiores empresas que operam na internet, como a Google. A segunda parte é: o que fazem com os meus dados? Temos de repeti-lo: nada.
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As políticas são as mesmas em todo o mundo?
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Sim, já houve casos em que tivemos problemas com governos por recusarmos ceder dados. Só fornecemos os dados quando há uma ordem judicial. Nunca passamos daí. Somos muito restritivos.
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Mesmo na China?
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As mesmas. A questão na China é outra, tem a ver com os resultados que omitimos no motor de busca. Estamos em conversações com o governo chinês em relação às buscas, mas no que respeita à privacidade não.
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Se o governo chinês pedir a identidade de um cibernauta não dão?
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Temos as mesmas políticas em todo o mundo. A única diferença na China é o tema dos resultados. E não podia ser de outra maneira, somos uma empresa global. O caso da China demonstra como a Google é fiel às suas políticas.
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Os ataques ao Google na China podem fazer temer pela segurança dos dados?
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Mas que dados tem a Google? De mim não tem muitos. Sabe o que procuro? Não sabe que sou eu! Há empresas que sabem muito mais dos utilizadores. Cada vez que se faz uma compra online dão-se os números do cartão de crédito, o email, passaporte. Mais de 20 empresas foram atacadas na China, mas a Google foi a única com coragem de o revelar. Foram empresa estrangeiras atacadas e calaram-se por medo da reacção dos consumidores.
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Mas a Google não constrói perfis e estatísticas com base nos dados que tem?
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Podia fazê-lo, mas não o faz. Está fora de questão. Somos transparentes, as nossas políticas de privacidade são públicas. Não usamos os dados para coisa nenhuma, nem vender, nem dar, nada. Cumprimos a legislação. Somos uma empresa séria e transparente.
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A Google lançou um anúncio na Super Bowl sobre como é fácil reconstruir os passos de uma pessoa só com as pesquisas que faz. Porquê?
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Vamos dar a volta ao tema. A ferramenta que lançámos para seguir a gripe [flu trends] não identifica pessoas. São dados acumulados das buscas das pessoas. As pessoas procuram o que as preocupa. Há uma grande semelhança entre a vida real e o que se procura na internet. Medimos os dados sobre buscas da gripe e comparámos com os dados das autoridades sanitárias de cada país. Resultado: os dois gráficos são um decalque perfeito. As buscas em Janeiro e Fevereiro caíram completamente, porque já ninguém fala da gripe A. Mas isto não é o Big Brother. Ninguém sabe que tu e eu estamos à procura das palavras "dor de garganta" no Google. Isso é irrelevante.
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Deve ter-se cuidado com o "rasto" que deixamos nos motores de busca?
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Todos os navegadores têm a opção "apagar histórico da internet". Se o cibernauta está preocupado é só apagá-lo. Também pode activar a opção "navegar incógnito". Há ferramentas para proteger a privacidade. As pessoas têm é de as usar. Se quiser não me encontram numa rede social.
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Acredita que os fornecedores de internet e a Google devem ser neutros ou têm responsabilidade nos conteúdos?
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Se as operadoras tivessem responsabilidade acabava o negócio. Não podem filtrar o que aparece na internet, isso chocaria com outros temas, incluindo o da privacidade. Para evitar que haja cartas ameaçadoras abre-se todo o correio?
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Quais as preocupações da Google?
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Ter ferramentas de combate à pornografia, terrorismo, conteúdo inadequado. Temos filtros nos motores, YouTube, Orkut, Blogger. Alertar e divulgar informação.
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Que conselho deixa aos utilizadores?
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Todos temos capacidade para gerir a nossa privacidade e é importante que conheçamos os termos e condições das ferramentas que utilizamos. Pensar antes de agir na internet. 
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