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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Richard Stallman: "Não se pode confiar num programa de software que não seja livre"



Richard Stallman em Braga
Richard Stallman em Braga (Paulo Pimenta)



Entrevista ao presidente da Fundação para o Software Livre

29.02.2012 - 09:56 Por João Pedro Pereira


Richard Stallman, um americano de 58 anos, é, provavelmente, o mais acérrimo defensor da ideia de que software que não seja livre (de forma simplificada, que não possa ser partilhado, analisado e modificado) é simplesmente imoral. Tem ideias semelhantes para todo o tipo de criações, da música ao cinema.


No início da década de 1970, tornou-se investigador no laboratório de inteligência artificial do MIT, onde acabou por tornar-se numa espécie de fenómeno de culto dentro da subcultura hacker. É hoje presidente da Fundação para o Software Livre.


Stallman esteve na Universidade do Minho, em Braga, para uma palestra sobre direitos de autor, que durou mais de duas horas num auditório repleto. A excentricidade por que é conhecido sentiu-se em Portugal. Segundo narra quem o recebeu, é o tipo de pessoa que pode pedir a alguém que lhe segure na bagagem, mas que se irrita se de facto a transportam, porque o objectivo era apenas que a segurassem. Acabou o discurso a leiloar uma mascote de peluche pela plateia (conseguiu 65 euros).



No final da palestra, disse ter pouco tempo para as (previamente agendadas) entrevistas. O tempo, afinal, acabou por sobrar: Stallman pôs fim à conversa, já que as questões não iam ao encontro do que defende: “Por favor, não me diga coisas para que eu as discuta”.



Como se sentiu quando o software começou a adoptar um modelo proprietário?

Foi nos anos 70 que o software se tornou proprietário. Em muitos sítios, mas não onde eu estava. Eu estava a trabalhar no laboratório de Inteligência artificial do MIT, que era uma espécie de refúgio do software livre. Por isso, eu vi software proprietário, mas nós não o tínhamos. Aí, comecei a apreciar a liberdade que se consegue a partir do software livre. Mas essa comunidade morreu em 1981/82. E isso foi o que me levou a pensar seriamente no assunto e encará-lo como importante. Porque vi que software proprietário seria o meu futuro, se não fizesse nada.



Nesses anos, sentia-se...

Senti-me enojado.



Ainda se sente assim?

Sim. Ouviu sobre a história das drivers [software essencial ao uso] para a impressora? Pedi a alguém que partilhasse o código-fonte comigo, o que era a prática normal na nossa comunidade, e ele disse que tinha prometido que não o partilhava comigo. De facto, ele tinha traído os colegas. Não era só eu, era todo o laboratório que teria benefícios. Mas ele não nos tinha traído só a nós. Tinha prometido não partilhar o código com ninguém. Por isso, tinha traído o mundo inteiro.



Quando o software proprietário se tornou um modelo negócio estabelecido, pode-se argumentar que isso ajudou a criar mais e melhor software.

Não faz diferença. De que vale ter software tecnicamente melhor, se não respeita a liberdade? A conclusão a que cheguei é que não quero nenhum desse software. Não interessa o quão bom é tecnicamente... Ele muda e eu não quero essas mudanças em mim.



Às vezes abdica-se de liberdades para ter benefícios...

Não abdico dessa liberdade por nenhum benefício. Não vou usar um programa que não seja livre e nem sequer se pode confiar num programa que não seja livre.



Porque não se pode confiar?

Porque eles estão cheios de funcionalidades maliciosas. Fiz uma lista dos programas não livres mais usados. Quase todos os utilizadores de computador estão a usar alguns desses programas, que se sabe que são maliciosos. O que é que isto diz? Diz que quando o programador tem poder sobre os utilizadores, vai abusar desse poder. Não se pode confiar num programa que não seja livre. Mais precisamente, um programa que não inclui a “liberdade 1” [na lista de liberdades de Stallman, que não pode ser estudado e modificado] é potencialmente malicioso. E, nos casos mais comuns, sabe-se que é mesmo malicioso. Por isso, é-se idiota se se aceita software proprietário por causa das funcionalidades . As funcionalidades não podem justificar o modelo de distribuição sem ética.



Defende que é melhor não fazer software nenhum, do que criar software proprietário. Uma vez, numa entrevista, disse que, em vez de criar software proprietário, se poderia esperar até que alguém criasse software que fosse livre e que fizesse o mesmo. Não há o risco de se esperar demasiado para...

Não, não de todo. Eu prefiro esperar 50 anos


.Mas vai-se perder algo no processo de espera.

Não. Estaria a perder coisas pouco importantes e a manter a minha liberdade. Nessa pergunta, está implícita uma definição de valores e é aí que eu discordo. Essa pergunta é na verdade um argumento a dizer que devemos valorizar mais a conveniência do que a liberdade. Se é esse o caso, tem o direito a pensar isso, mas então porque estamos a falar? Qual é o objectivo da nossa conversa? Se esses são os valores, não há conversação possível.


É sempre possível confrontar valores.

Não quero ter uma conversa com alguém que tem valores diferentes dos meus. Porque as conclusões vão ser diferentes e não há nada para ser dito.



Não considera a hipótese de uma confrontação de valores produzir mudança numa das partes?

Não estou interessado.



Não estou a dizer que vai mudar. Pode conseguir mudar a outra parte.

Não creio que esta entrevista vá ajudar a fazer isso. Tenho o pressentimento de que se opõe àquilo que defendo e acho que vou parar isto.



Estou a confrontá-lo com visões...

Por favor, não me diga coisas para que eu as discuta.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Biologia sintética é movida pelo sonho de ser Deus

Mundo | 08.08.2009

Biologia sintética é movida pelo sonho de ser Deus

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Os biólogos analisaram e decodificaram os seres vivos. Agora sua meta é recompor as partes e recombiná-las. Alguns já fantasiam sobre a possibilidade de criar vida artificial: um sonho controvertido.

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Três importantes instituições científicas alemãs – a Sociedade Alemã de Pesquisa (DFG), a Academia Nacional de Ciência Leopoldina, em Halle, e a Academia Alemã de Ciências Técnicas (Acatech) – tomaram recentemente posição conjunta em relação à biologia sintética.

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Trata-se de um ramo científico que "dilui as fronteiras entre o vivo e o tecnologicamente construído", unindo biologia, química, física, matemática, engenharia, biotecnologia e informática. A biologia sintética teria como fim a criação de novas vacinas, mas também novas fontes energéticas, explicam.

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O presidente da Acatech, Reinhard Hüttl, calcula que levará cerca de 20 anos até essa técnica chegar ao mercado. No entanto, com sua declaração conjunta, as instituições pretendem "estabelecer, desde cedo, o diálogo com a sociedade" sobre uma tecnologia do futuro que – assim como a engenharia genética – abre grandes chances, mas também implica riscos.

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Pois a pretensão de criar vida artificial tem seus antagonistas. E tudo começou em Massachusetts, nos Estados Unidos.

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Como um jogo de Lego

DNA: truque (imitável?) da natureza

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: DNA: truque (imitável?) da natureza

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O Massachusetts Institute of Technology (MIT) é uma universidade de elite e um cadinho de cientistas. Nele nasceu, em 2004, o conceito da "biologia sintética". O informático Tom Knight e o engenheiro Drew Endy propuseram-se a construir seres vivos no computador, compondo organismos unicelulares a partir de peças básicas, como numa fábrica.

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Seu raciocínio central foi o seguinte: para quem pretende realmente compreender a vida, não basta apenas decompor seres vivos; também é preciso saber remontá-los. Como num jogo de Lego, o desafio dos bioengenheiros era criar estruturas complexas a partir de "tijolos" simples – no caso, moléculas biológicas (biobricks).

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O resultado final do processo são organismos feitos sob medida para desempenhar determinadas funções. Uma brincadeira que vai além da tecnologia genética tradicional, a qual opera exclusivamente com a transferência de genes de uma espécie a outra.

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Feira de bricolagem biológica

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Uma vez por ano, Knight e Endy convidam bioconstrutores de todo o mundo para um grande concurso de bricolagem molecular no MIT. E então bactérias brilham em padrões coloridos ou piscam em ritmo de polca, conectadas a uma aparelhagem de som.

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Alguns desses altos artesãos começaram até a construir com microorganismos uma espécie de computador, e ao menos já conseguiram conectar alguns comutadores biológicos entre si.

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Para alguns, tudo não passa de brincadeira para bioengenheiros. Outros veem o nascimento de uma nova biotecnologia. Pensando nos bioarquitetos do futuro, a firma BioArts, de Regensburg, já fornece peças sob medida de ácido desoxirribonucleico (DNA), responsável pela transmissão da informação genética.

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Primeiros passos

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Porém alguns cientistas querem mais. O pioneiro do genoma, Craig Venter, planeja produzir, dentro de alguns anos, vida artificial partindo de matéria morta. Seu futuro organismo sintético já tem até um nome: Mycobacterium laboratorium.

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Vírus da poliomielite sob o microscópio eletrônico

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Vírus da poliomielite sob o microscópio eletrônico

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Os primeiros passos para a criação de nova vida já foram dados. Em 2002, uma equipe liderada pelo virologista alemão Eckart Wimmer, da Universidade de Nova York, conseguiu reproduzir o material genético do vírus da poliomielite e construir um vírus completo em laboratório.

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Como explicou Wimmer, a meta era conhecer melhor o agente infeccioso. Contudo, o resultado não foi um ser vivo artificial. Pois, apesar de compostos por material biológico, os vírus nem são capazes de se reproduzir independentemente nem dispõem de metabolismo próprio, ambos pré-requisitos essenciais para caracterizar um ser vivo.

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Brincadeira a sério

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A bactéria Mycobacterium genitalium é, sem sombra de dúvida, um tal organismo. Craig Venter já construiu seu genoma, cerca de 100 vezes maior do que o de um vírus. Além do mais, já provou que, enxertado numa membrana celular, o genoma sintético assume o comando.

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Craig Venter: algo de 'enfant terrible'

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Craig Venter: algo de 'enfant terrible'

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Agora, cabe repetir esses dois procedimentos com material genético criado por seres humanos. "Isso seria vida artificial", afirma Venter. Já o filósofo Andreas Brenner, da Universidade da Basileia, discorda. "Não pode haver vida artificial. Só existe vida. A forma como foi criada não tem qualquer relevância."

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E se inicia o debate sobre uma nova ciência. As questões em aberto ainda são numerosas. O que aconteceria se bioterroristas criassem agentes infecciosos de doenças totalmente desconhecidas? Organismos artificiais poderiam desencadear uma catástrofe ecológica? O ser humano tem sequer o direito de se tornar um criador?

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Pelo menos para uma pergunta Craig Venter tem uma resposta pronta. Acusado de estar brincando de Deus, o enfant terrible da ciência avançada replicou: "Como assim, 'brincando'?"

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AV/dw/dpa
Revisão: Simone Lopes

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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Internet e e-mail completam 25 anos na Alemanha

Mundo | 02.08.2009

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Em 1984 chegou o primeiro e-mail a uma universidade alemã. De instrumentos para dinamizar a pesquisa, o correio eletrônico e a internet se tornaram ferramenta universal. Porém o spam ameaça essa posição de importância.

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"Bem-vindos à CSNET!", exclamava a simpática mensagem vinda dos Estados Unidos que, em 2 de agosto de 1984, chegou na caixa eletrônica do departamento de informática da Universidade de Karlsruhe. Os informáticos do Massachusetts Institute of Technology (MIT) acolhiam assim dos colegas alemães, encabeçados por Werner Zorn, na rede computacional CSNET, a internet civil criada para facilitar a comunicação entre os pesquisadores.

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Axel Kessel, redator da revista de computação c't, lembra que essa primeira mensagem eletrônica nada tinha a ver com e-mails como os conhecemos hoje. Não havia um formato fixo, nem endereços no sentido atual, e muito menos um aplicativo para administrar e-mails, "apenas algumas modestas linhas de texto num terminal, que nem a cores era". "Mas foi uma mensagem de boas vindas que marcava a conexão da Alemanha na internet, e, por isso, muito importante."

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Origem militar

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Trajetória veloz até a onipresença da rede

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Trajetória veloz até a onipresença da rede

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Cinco anos antes, apenas as universidades norte-americanas que realizavam pesquisas para a Secretaria norte-americana de Defesa eram conectadas entre si pela chamada ARPAnet. No entanto já se havia reconhecido perfeitamente o potencial da conexão em rede com outras universidades, para fins civis.

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Com o patrocínio de 5 milhões de dólares da National Science Foundation, Larry Landwebeber, professor de Ciência Computacional da Universidade de Wisconsin, foi incumbido de ligar outras instituições universitárias ao Computer Science Network (CSNET).

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E a coisa funcionou: em janeiro de 1982, sete universidades e o laboratório de pesquisa da firma Hewlett-Packard estavam interconectados. Em agosto do mesmo ano, a rede já contava duas dúzias de participantes.

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Dois anos mais tarde, a Universidade de Karlsruhe entrava na CSNET, como primeira instituição alemã. A Alemanha foi quarto país do mundo a se conectar na internet, e nestes 25 anos muitos bits e bytes já fluíram por suas infovias.

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Evolução veloz

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Kessel recorda que nem todos perceberam o alcance desse momento ou o receberam positivamente. "Houve até críticos que diziam: 'Acabamos de introduzir o BTX [Bildschirmtext – videotexto], temos as caixas postais, não precisamos dessa conexão'." Porém o pessoal da Universidade de Karlsruhe estava convencido da importância de criar uma rede internacional, a qual se afirmou no espaço de poucos anos.

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Na Alemanha da época, eram numerosos os obstáculos técnicos e administrativos a uma rápida expansão da internet e do e-mail. O correio alemão – na época Deutsche Bundespost, uma austera empresa estatal, possuía o monopólio sobre a rede telefônica, e o poder de declarar ilegal tudo o que não condissesse com suas normas.

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Só que quando uma rede atinge uma massa crítica de participantes, ela cria uma dinâmica própria, que gera novos fatos. Quase simultâneo a esse primeiro e-mail desenvolveu-se o DNS (Domain Name System), o sistema com que se administram os nomes dos servidores na internet. "Uma coisa sucedeu a outra rapidamente", conta Axel Kessel.

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Ameaça do spam

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Origem do nome em inglês: embutido de carne barato

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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Origem do nome em inglês: embutido de carne barato

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"Pouco mais tarde, em 1986, já havia os primeiros domains na Alemanha e novos servidores se tornaram acessíveis em todo o mundo. Então foram só uns quatro anos, no máximo, até a internet começar a existir na forma como a conhecemos hoje."

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Hoje, bilhões de mensagens eletrônicas viajam pelas redes globais a cada segundo. Tanto que a internet ameaça sufocar. Kessel considera "discutível" a direção tomada pela mensagem eletrônica. "Na realidade, apenas cerca de 10% dos e-mails são importantes, 90% do que atravessa a internet é o chamado spam, propaganda que entope a rede."

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O redator de informática considera esse um problema a ser enfrentado através de um maior desenvolvimento técnico dos correios eletrônicos, de modo a banir o spam da rede. "Pois ele compromete a utilidade dos e-mails. E, se continuar assim, pode ser que algumas firmas desistam dele, e que o e-mail perca essa posição importante que alcançou hoje."

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AV/dw
Revisão: Simone Lopes

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