Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta Medicina Alternativa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Medicina Alternativa. Mostrar todas as mensagens

domingo, 9 de maio de 2010

Postura: Doença cada vez mais frequente nos jovens

Getty Images
Esforços causam lesões na coluna


7 milhões sofrem das costas

Uns não ligam às dores nas costas por acreditarem que são passageiras. Outros deixam arrastar até ao limite os sintomas, que afectam sete em cada dez portugueses. Em muitos casos, quando recorrerem ao médico pouco ou nada há a fazer. A operação passa a ser a solução aconselhada.
  • 0h30 - Correio da Manhã - Domingo, 9 de Maio de 2010
Por:Alexandre M. Silva
.
"A melhoria depende de um diagnóstico precoce, mas muitos doentes aparecem tarde demais", refere ao CM o neurocirurgião Paulo Pereira, coordenador nacional da campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’.
.
Em Portugal, segundo o estudo elaborado pela empresa Spirituc – Investigação Aplicada, as dores nas costas afectam 72,4 por cento da população portuguesa (mais de sete milhões), sendo a segunda causa da ida aos médicos. Entre as principais doenças associadas às dores nas costas, destacam-se as hérnias discais (33,6%), os bicos de papagaio (19,4%) e as escolioses (14,8%).
.
"Quase todas as pessoas, numa determinada altura da vida, têm dores nas costas de uma forma mais ou menos intensa. Na maioria dos casos deve-se ao desgaste dos discos e das articulações entre vértebras", acrescenta o neurocirurgião, frisando os erros de postura, o sedentarismo, a falta de descanso e os esforços bruscos no trabalho ou no desporto como alguns dos factores que motivam as lesões.
.
Além de prejudicarem a capacidade física, as tarefas domésticas e até a actividade sexual, as dores nas costas são das principais causas de ausência no trabalho em todo o mundo. Em 2008, 421 030 portugueses faltaram ao emprego devido a dores nas costas. Segundo o estudo, 28% teve necessidade de faltar entre dois a cinco dias e 24% mais de dez dias. As baixas médicas foram pedidas por 31,3%. 
.
Apesar de o estudo não indicar, os especialistas afirmam que as dores nas costas afectam cada vez mais os jovens. 
.
"Não há estudos que indiquem modificações das incidências, mas há mais jovens a queixarem-se de dores nas costas. As mochilas pesadas, as longas horas em frente à televisão e ao computador com posturas incorrectas e a falta de exercício prejudicam a coluna. É preciso manter os músculos activos, porque são eles o suporte da coluna", aconselhou o clínico. 
.
OSTEOPATIA E MASSAGENS
O recurso à osteopatia e às massagens é cada vez menos encarado pelos pacientes apenas como uma forma de prevenção dos problemas das costas. Segundo especialistas, há patologias que têm elevada taxa de sucesso quando combatidas a este nível. "Cerca de 70 por cento dos doentes que recorrem à osteopatia consegue evitar a intervenção cirúrgica", disse ao CM o osteopata Manuel Alface, acrescentando que há cada vez mais pessoas a recorrer a estes tratamentos.
.
'OLHE PELAS SUAS COSTAS' CORRE O PAÍS
A campanha ‘Olhe pelas Suas Costas’ foi criada após a análise do estudo que revelou a elevada incidência de dores nas costas nos portugueses. A iniciativa, pioneira no País e lançada por três sociedades ligadas às patologias das doenças das costas, serve para sensibilizar a população para as doenças da coluna vertebral, desmistificar os medos sobre os riscos da cirurgia e dar a conhecer formas de prevenção e tratamento. Já com várias sessões realizadas, as próximas acções vão acontecer no dia 20, na Universidade Sénior Portela Sábios (Lisboa), no dia 21, na Universidade Sénior de Paços de Ferreira e no dia 24, na Universidade Sénior de Monção. 
.
CONSELHOS
.
HÁBITOS DE VIDA
Não fumar e manter uma alimentação saudável, para não engordar, são medidas preventivas também importantes para a saúde das costas.
.
ACTIVIDADE FÍSICA
Caminhadas ou natação são actividades físicas que fortalecem as costas. Os desportos violentos são para evitar.

POSTURA CORRECTA
Manter uma postura correcta, não se recostar e usar calçado confortável são fundamentais para evitar doenças.
.
RELAXAMENTO
Se sentir as costas tensas, estenda o tronco para trás, de forma gentil e lenta. Este movimento ajuda a aliviar a tensão acumulada e a dor.
.
O MEU CASO: RUI RAPOSO
.
"MAL ME CONSEGUIA MEXER"
Um acidente de viação, quando tinha 19 anos, desencadeou em Rui Raposo não uma, mas duas dolorosas hérnias discais. "Foram sequelas que nunca mais me largaram. Primeiro eram dores passageiras, mas nos últimos três anos passaram a ser frequentes", recorda.
.
As dores eram de tal forma intensas que prejudicaram a sua vida profissional. "Em muitos dias, mal me conseguia mexer. São dores horríveis, que não dão para descrever", refere.
.
Em Janeiro de 2009, um especialista recomendou a cirurgia. Apesar dos receios, Rui aceitou e foi parar ao bloco operatório, em Agosto do mesmo ano, para tratar uma das hérnias.
.
"Ao princípio tinha um nó no estômago, por se tratar de uma delicada cirurgia à coluna. Mas, por outro lado, sabemos que é a melhor solução para os nossos problemas. Temos de confiar nos médicos", frisa.
.
O pós-operatório foi um pouco complicado, mas hoje, aos 37 anos, Rui reconhece que foi a melhor opção. "Eram para ser duas semanas de repouso e acabaram por ser cinco. Sinto-me muito melhor e tenho mais qualidade de vida, embora já tenha tido dores resultantes de uma contratura muscular", referiu.
.
Depois de operado, voltou a pegar no seu filho ao colo sem quaisquer receios da dor.
.
ACUPUNCTURA
As agulhas dos tratamentos de acupunctura são um recurso para alguns dos pacientes para aliviar a dor
.
DIAGNÓSTICO
Odiagnóstico precoce é determinante para a cura da lesão. O avançar da idade limita o sucesso do tratamento
.
ATENÇÃO À POSTURA
Os especialistas aconselham os pais a tomar atenção à postura que as crianças adoptam frente à TV e computador
.
.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

O que é medicina alternativa

http://www.ifi.unicamp.br/~ghtc/Contagio/curande1web.jpg
.
A medicina alternativa genericamente engloba os métodos e práticas utilizados em adição ou no lugar do tratamento médico convencional. O escopo preciso da medicina alternativa é questão para debate e depende em grande parte da definição de "medicina convencional". 
.
O debate sobre a medicina alternativa é ainda mais complicado devido à diversidade de tratamentos que são categorizados como alternativos, os quais podem incluir práticas espirituais e metafísicas, tradições não-européias, técnicas novas de cura, entre outros. Defensores de uma categoria de medicina alternativa podem rejeitar as outras.
.
Muitos na comunidade científica definem a medicina alternativa como qualquer tratamento de eficácia e segurança não verificados através de estudos controlados que puderam ser repetidos e comprovados.
.
 Defesa da medicina alternativa 

Defensores da medicina alternativa afirmam que as terapias alternativas muitas vezes dão ao público serviços não disponíveis na medicina convencional. Esse argumento encobre uma ampla gama de áreas, como métodos alternativos de alívio da dor, serviços de redução de estresse, entre outros métodos preventivos que não são tipicamente parte da medicina convencional.
.
Críticas à medicina alternativa
Devido à ampla variedade de medicinal alternativas, poucas críticas aplicam-se a todas suas categorias. As críticas mais comuns à medicina alternativa são:
.
Falta de testes apropriados
.
Apesar do grande número de estudos sobre a medicina alternativa, seus críticos afirmam que não há estatísticas sobre como muitos desses estudos foram controlados, reproduzidos para comprovação ou quantos produziram resultados suportando a medicina alternativa. Muitas formas de medicina alternativa são rejeitadas pela medicina convencional porque a eficácia do tratamento não foi demonstrada através de estudo clínico duplo-cego aleatório. Muitas pessoas podem atribuir alívio à uma terapia alternativa ineficaz devido ao efeito placebo, por causa da natureza cíclica de certas doenças ou o paciente nem estava doente de fato.
.
Falta de segurança
.
Críticos da medicina alternativa dizem que as terapias duvidosas podem ocasionar morte, lesões sérias e sofrimento desnecesário.
.
Atraso em porcurar tratamento médico convencional
.
Pessoas que tiveram sucesso com a medicina alternativa no tratamento de problema de pouca gravidade podem se convencer da sua eficácia e acreditar que ela seja a mais indicada para doenças mais sérias que podem ser fatais ou requerer tratamento por toda a vida. Desta forma, o tratamento da medicina convencional é deixado de lado ou atrasado, ocasionando a evolução de doenças séria
 .
Artigos relacionados:
.
Efeito placebo
O que você precisa saber sobre suas costas
Dor nas costas
Dor Lombar
Coluna vertebral
Linfoma
Linfonodos sentinelas e axilares
Câncer no sistema linfático ou linfoma
Linfonodos ou gânglios linfáticos
Prevenção de varizes
Escleroterapia
Tratamento de Varizes - Cirurgia, Escleroterapia
Sistema Linfático
Automassagem para corredores
Eletroterapia
Estimulação Russa
Manthus
Corrente Russa

..
Artigos sobre medicina alternativa:
.
Quiropraxia
Acupuntura para emagrecer
Acupuntura - Yin e yang e medicina chinesa
Reflexologia
Shiatsu
Medicina Tradicional Chinesa - Teoria e eficácia
Acupuntura
Homeopatia
Medicina ortomolecular
Massoterapia
O Poder da Massagem
Tai Chi Chuan
Aromaterapia
Seis regras de ouro para medicina altenativa
Yoga
Ashtanga Vinyasa Yoga
Hatha Yoga
Kriya Yoga
Dieta Ortomolecular
Bambuterapia - Massagem feita com bambu
.
  .
Créditos:
Tradução: © 2006, Hélio Augusto Ferreira Fontes.
Este artigo está licenciado sob a GNU Free Documentation License (www.gnu.org/copyleft/fdl.html). Usa material do artigo da Wikipédia "Alternative medicine" (en.wikipedia.org/wiki/Alternative_medicine).
. .
http://www.copacabanarunners.net/medicina-alternativa.html
.
 http://www.bibliomed.com.br/images/articlesimg/22jul00.jpg

Medicinas Alternativas - Associação Cépticos de Portugal


Medicina Alternativa 
.
A Origem da Medicina Moderna
.
Durante muitos séculos as doenças foram encaradas como algo sobrenatural. A Bíblia refere a lepra como castigo divino, os epilépticos eram considerados possuidos por demónios e mesmo hoje em dia muitas culturas consideram que a feitiçaria ou espiritos maléficos são a principal causa das doenças.
.
Salvo algumas excepções, os tratamentos não eram desenvolvidos com base em conhecimentos práticos adquiridos por observação. Em vez disso eram derivados das crenças de cada cultura e de explicações mágicas. Uma cura podia ser uma reza ao espírito responsável, um encantamento para proteger o doente da feitiçaria ou uma poção feita duma parte sugestiva de um animal -- e tudo isto para a mesma doença.
.
Mesmo na idade média o sistema era semelhante. Não se recorria tanto a espíritos para explicar a doença, mas sangrava-se a torto e a direito, com cortes ou sanguessugas, para retirar os "humores" prejudiciais. Tudo isto porque séculos antes Hipócrates lembrou-se de escrever que todas as doenças são causadas por desiquilibrios entre os quatro fluídos que acreditava formar o corpo humano (sangue, fleuma, bilis amarela e bilis negra).
.
O factor comum era a forma de pensar: alguém antigamente tinha inventado uma explicação e agora todos seguimos o mestre e nunca vamos ver se a explicação está certa ou não.
.
Só por volta do século 17 é que se começou a generalizar a idéia de testar hipóteses com experiências e observações. Ou seja, inventar uma explicação era apenas o primeiro passo; a seguir era preciso ver se era de facto correcta. Esta inovação metodológica marca o início da ciência moderna.
.
Inicialmente apenas a física beneficiou deste novo método, mas em breve outras àreas da ciência poderam também aplicá-lo. Na medicina Edward Jenner criou a primeira vacina em 1796, demonstrando a sua eficácia contra a varíola. No século XIX Robert Koch, Louis Pasteur e Joseph Lister lançaram as bases da microbiologia e retiraram bastante do sobrenatural na medicina.
.
Com os avanços na genética, no design de fármacos e em tecnologia de diagnóstico e terapias (e.g. Raios X, Radioterapia, Ressonância Magnética) a medicina moderna assenta agora numa sólida base experimental. Daí o seu enorme sucesso, quando comparada aos métodos antigos.
.
As Alternativas
.
Os termos "medicina complementar" ou "medicina alternativa" são muito usados pelos defensores destas práticas para as distinguir do que chamam "medicina convencional". A distinção é importante, mas chamar a todas "medicina" é enganador.
.
A diferença é que as alternativas não respeitam as exigências da medicina moderna, considerando desnecessário comprovar a eficácia de cada tratamento em testes devidamente controlados. Na verdade, a "medicina" alternativa está aínda na idade média (ou antes), e os seus "tratamentos" são propostos não com base no que de facto funciona mas apenas em teorias nunca testadas.
.
Como exemplo, consideremos a Homeopatia. Os príncipios básicos que a regem são:
.
1. A Lei dos Semelhantes, que diz que qualquer mal é curado por algo semelhante. Com base nisto os medicamentos têm o propósito de agravar os sintomas de qualquer doença.
2. O Princípio da Dose Mínima, segundo o qual uma diluição extrema amplia os efeitos benéficos dum medicamento e reduz os efeitos secundários. Ou seja, quanto menos se tomar melhor é.
3. Prescrição Holística, em que qualquer medicamento para tratar qualquer problema deve considerar a pessoa como um todo.
.
A partir daqui os homeopatas concebem todos os seus remédios. Munidos de tão maravilhosa teoría, já não precisam de gastar tempo e dinheiro em ensaios clínicos, em testes de eficácia ou coisas do género. Na verdade, nem sequer acham necessário testar a própria teoría; o mestre disse, está dito e assim é.
.
Não só faltam dados que apoiem a teoría como há informação que a contradiz. A Lei dos Semelhantes não pode ser uma lei geral; niguém vai curar uma perna partida tomando algo que aumente a dor ou partindo a outra perna. As diluições usadas fazem com que a dose que o paciente tome muitas vezes nem contenha um único àtomo ou molécula do princípio activo.
.
É sempre arriscado fiar-se só na teoria e não confirmar se as coisas funcionam na prática. O caso destas alternativas é aínda pior: em muitas delas até já se sabe que não funcionam.
.
Se não funcionam, porque são tão populares?
.
Muitos pensarão que, se tanta gente recorre a medicinas alternativas e se sente melhor, então é porque alguma coisa funciona. Infelizmente, não é bem assim...
.
Em primeiro lugar qualquer doença grave é quase sempre tratada num hospital. Um acupunctor ou iridologista, ao contrário dum cirurgião, nunca terá um paciente a morrer-lhe nas mãos. E normalmente uma pessoa que recorre a estes serviços continua o seu tratamento médico convencional. Assim o tratamento alternativo pode ficar com os louros no caso da cura, e esquivar-se das responsabilidades se a doença persiste.
.
Doenças menos sérias normalmente curam-se sozinhas -- mal de nós se o nosso organismo fosse incapaz de nos livrar duma gripe. Se uma gripe passa em três dias, então é garantido que após um tratamento homeopático de três dias vai estar curado. A cura não deve nada ao tratamento, mas o paciente vai pensar que sim. Mais uma victória para as alternativas...
.
Finalmente, o consumo de serviços médicos também é uma questão de mercado. Um hospital do estado tem que tratar todos os doentes, e por vezes a lista de espera pode ser grande. Um praticante duma qualquer alternativa, livre da responsabilidade de tratar o doente, pode dedicar-se a recebê-lo bem, a agradar e, no fundo, a vender melhor o seu serviço. É inegável que o atendimento num consultório de terapia por florais de Bach será muito mais agradável que num hospital público.
.
Compreende-se assim a popularidade destas alternativas -- apesar de em geral não terem qualquer utilidade prática, são um produto muito mais apetecível para quem se pode dar ao luxo de gastar mais dinheiro e arriscar a saúde.
.
E se já há mil anos atrás os imperadores chineses usavam a acupunctura, porque não usa-la hoje? Talvez porque a esperança média de vida deles era de 45 anos e nós sempre gostaríamos de viver mais alguns...

Ludwig Krippahl 2002

.


Todo o material da autoria da Associação Cépticos de Portugal é de domínio público, e pode ser usado livremente, sem alterações, para fins não lucrativos. Agradece-se que qualquer utilização deste material refira a Associação Cépticos de Portugal como fonte.
.
.
.