Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

1968 - Luís Cília - "Contracanto"


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LeoMOV | 29 de Outubro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Na tv francesa num programa de divulgação discográfica, Luís Cília apresenta a sua canção "Contracanto" com poema de José Saramago, em meados de Abril de 1968.Para saber mais sobre Luis Cilia aceda a www.luiscilia.com.
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Estávamos em 1968. Luís Cília, o grande divulgador da poesia portuguesa, mostrava-nos em disco (“La poesie portugaise de nos jours et de toujours – 1, de 1967)” e aqui, num programa da TV francesa, este “Contracanto”, escrito por um autor pouco conhecido.

Contracanto

Aqui longe do sol que mais farei
Senão cantar o bafo que me aquece?
Como um prazer cansado que adormece
Ou preso conformado com a lei

Mas neste débil canto há outra voz
Que tenta libertar-se da surdina
Como rosa-cristal em funda mina
Ou promessa de pão que vem das mós

Outro sol mais aberto me dará
Aos acentos do canto outra harmonia
E na sombra direi que se anuncia
A toalha de luz por onde vá.

(José Saramago)
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http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2010/06/jose-saramago-luis-cilia-contracanto.html
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

«Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!»

segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

«Quem tem ouvidos para ouvir, ouça!»



A acreditar no que leio, o Vaticano, por intermédio do seu órgão oficial, o “O Osservatore Romano”, certamente muito interessado em contribuir para o refrigério das nossas almas musicais, decidiu incluir na sua lista de obras musicais autorizadas, vários discos de música Pop/Rock, que vão de Paul Simon a U2 e Oásis, passando pelos três da imagem, “Revolver”, dos Beatles (1966), “Dark side of the moon”, dos Pink Floyd (1973) e “Thriller”, the Michael Jackson (1982).
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Pelo menos em relação e este três é de assinalar o fabuloso timing da “aprovação” do Vaticano, tendo em consideração as datas de edição dos discos, há 44, 37 e 28 anos, respectivamente.
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Igualmente de assinalar é a admirável evolução do Papa, que ainda há bem poucos anos, em textos carregados da profundidade intelectual e rigor científico que tantos lhe admiram, considerava que a música rock era «obra do diabo».
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Poderia ficar para aqui a tecer considerações sobre o mau ou bom gosto musical do Vaticano, ou a tentar explicar o quanto me "encanita", apesar não ser nada comigo, esta tão antiga mania do Vaticano de proibir e autorizar coisas, caindo mesmo no ridículo de elaborar listas de música ligeira autorizada (mania em que está, infelizmente, acompanhado por outros cristãos e outras religiões)... mas uma coisa gostaria mesmo de saber:
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Como é que os católicos, em pleno ano 10 do século XXI, aturam uma coisa destas.
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15 comentários 
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António Barreto – A arte da “calhordice”

quarta-feira, 24 de Fevereiro de 2010

António Barreto – A arte da “calhordice”



Sim, porque o verdadeiro calhordas não faz o que faz, à sorte. Sabe muito bem porque faz o que faz... e para quê. O verdadeiro calhordas, ao contrário do que erroneamente se possa pensar, tem uma missão a cumprir.
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Lendo um texto do “Cravo de Abril”, em que mais uma vez é demonstrado, preto no branco, um dos milhentos casos de censura (de classe) selectiva e sem contemplações, praticados diariamente pela nossa comunicação social, tornou-se impossível deixar de tropeçar novamente no Doutor António Barreto, que desde bem antes do tempo em que se tornou, juntamente com Soares, a cara visível do ódio à Reforma Agrária, criando as condições que levariam à sua destruição e sendo moralmente responsável pelos vários crimes que então se cometeram, culminando no assassínio de dois trabalhadores agrícolas do Alentejo... desde bem antes, como dizia, sabe muito bem ao que veio.
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O sociólogo, que é pago para dizer coisas sobre as mais variadas coisas, desta vez veio tecer considerações sobre a “liberdade de expressão”. Apesar de ter descoberto que «Hoje em dia haverá 2.500 a três mil pessoas cuja função, no aparelho de Estado, é organizar a informação e fazer a agenda política. Na televisão, nos jornais, na rádio, há uma verdadeira agenda política feita à volta do Governo, pelas agências e gabinetes de comunicação», concluindo, «Isto chama-se condicionar a opinião pública», acrescenta logo que, nomeadamente, porque é livre de escrever estas coisas nos jornais, «vivemos num país em que reina a liberdade de expressão».
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Não fosse dar-se o caso de nós, os estúpidos, não entendermos a mecânica da coisa, acrescenta decididamente: «Não é verdade que condicionar a opinião pública seja a mesma coisa que retirar a liberdade de expressão».
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Pois. Pode ser que não seja, doutor. Também dar grandes pontapés nas canelas e nos joelhos de alguém, não é a mesma coisa que retirar-lhe a liberdade de andar... mas dificulta como o raio que o parta, doutor!
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