Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fidel Castro: A verdade sobre o que ocorreu em Copenhague

 

América Latina

Vermelho - 20 de Dezembro de 2009 - 15h52

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  O líder cubano Fidel Castro afirmou neste domingo (20) que a cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, terminou com "uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina", e acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de pronunciar "um discurso enganoso e demagógico".

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Em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial cubana, o ex-presidente diz que, na capital dinamarquesa, foram humilhados movimentos sociais, instituições científicas e outros convidados.
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Fidel aplaude os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, que proclamaram o "fracasso" da cúpula mesmo antes que começasse, assim como ele.
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Segundo Fidel, se em Copenhague "foi alcançado algo importante, foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições".
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O primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba afirma que, na capital dinamarquesa, houve uma "brutal repressão contra manifestantes pacíficos", de modo que lembrava, segundo ele, "a conduta das tropas dos nazistas que ocuparam a vizinha Dinamarca em abril de 1940".
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Acrescenta que a cúpula foi "suspensa pelo Governo dinamarquês - aliado da Otan e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar".
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"Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto", afirma o ex-presidente. Leia abaixo a íntegra do artigo:

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A verdade sobre o corrido na Cúpula
Por Fidel Castro
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Aos jovens interessa mais que a todos o futuro.
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Até recentemente, se discutia sobre o tipo de sociedade em que viveríamos. Hoje se analisada se a sociedade humana vai sobreviver.
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Não se trata de frases dramáticas. É preciso acostumar-se com os fatos reais. A última coisa que os seres humanos podem perder é a esperança. Com a verdade em mãos, homens e mulheres de todas as idades, especialmente os jovens, travaram na Cúpula uma exemplar batalha, oferecendo ao mundo uma grande lição.
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O principal agora é que se saiba o máximo possível, em Cuba e no mundo, sobre o ocorrido em Copenhague. A verdade tem uma força que ultrapassa a inteligência midiatizada e, muitas vezes, desinformada daqueles que detêm em suas mãos o destinos no mundo.
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Se na capital dinamarquesa se conquistou algo importante foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições, que, cheios de ilusões e esperanças, viajaram à Cúpula de Copenhague.
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A brutal repressão contra manifestantes pacíficos pelas forças de segurança, recordava a conduta das tropas de assalto nazistas, que ocuparam vizinha Dinamarca em abril de 1940. O que ninguém poderia imaginar era que, em 18 de dezembro de 2009, último dia da Cúpula, ela seria suspensa pelo governo dinamarquês - aliado da OTAN e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar.
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Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto.
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Saiu da sala logo depois de ouvir alguns oradores mais. Entre os convidados a usar da palavra, estavam os países mais industrializados, várias das economias emergentes e alguns dos mais pobres do planeta. Os líderes e representantes de mais de 170 países só tinham o direito de ouvir.
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Ao se encerrar o discurso dos 16 escolhidos, Evo Morales, com toda a atoridade de sua origem indígena aymará, recém eleito com 65% dos votos e o apoio de dois terços da Câmara e do Senado, solicitou a palavra. Ao presidente dinamarquês não restou outra solução que não ceder-lhe, ante a demanda das demais delegações.
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Quando Evo concluiu suas sábias e profundas frases, o dinamarquês teve que ceder a palavra a Hugo Chávez. Ambos os pronunciamentos passarão à história como exemplos de discursos breves e oportunos.
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Tendo cumprido cabalmente suas tarefas, os dois partiram a seus respectivos países. Porém, quando Obama saiu do fórum, não havia cumprido ainda a sua missão no país sede da Cúpula.
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Desde a noite do dia 17 e a madrugada do dia 18, o Primeiro Ministro da Dinamarca e altos funcionários dos EUA se reuniam com o presidente da Comissão Europeia e os líderes de 27 países para propor, em nome de Obama, um projeto de acordo, de cuja elaboração não iriam participar nenhum dos outros líderes do resto do mundo.
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Foi uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina, que ignorava milhares de representantes de movimentos sociais, instituições científicas, religiosas e outros convidados na Cúpula.
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Durante toda a noite do dia 18 até as três da manhã do dia 19, quando muitos chefes de Estado já haviam ido embora, os representantes dos países estiveram aguardando a retomada das sessões e a cerimônia de encerramento. Durante todo o dia 18, Obama realizou reuniões e conferências de imprensa. O mesmo fizeram os líderes europeus. Então partiram.
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Ocorreu entã algo insólito: às três da manhã do dia 19, o primeiro-ministro da Dinamarca convocou uma reunião para o encerramento da cúpula. Estavam representando seus países ministros, funcionários, embaixadores e pessoal técnico.
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Foi, contudo, assombrosa a batalha que travou essa madrugada um grupo de representantes de países do Terceiro Mundo, desafiando a tentativa de Obama e os mais ricos do planeta de apresentar como acordo por consenso da Cúpula um documento imposto pelso Estados Unidos.
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A representante da Venezuela, Claudia Salerno, com incrível energia, mostrou a sua mão direita, a partir da qual fluía sangue, pela força com que golpeou a mesa para exercer o seu direito a usar da palavra. Do tom da sua voz e da dignidade de seus argumentos jamais se esquecerá.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, fez uma forte  discurso de cerca de mil palavras, do qual selecionei vários parágrafos. Gostaria de incluir nesta reflexão:
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"O documento que o senhor várias vezes afirmou que não existia, senhor Presidente, aparece agora. [...] Nós vimos versões que circulam de forma sub-reptícia e que se discutem em pequenas reuniões secretas ... "
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"... Eu lamento profundamente a forma como o senhor tem conduzido esta conferência ".
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"... Cuba considera totalmente inadequado e inaceitável o texto deste apócrifo projeto. A meta de 2 graus centígrados é inaceitável e teria consequências catastróficas imensuráveis ... "
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"O documento que, infelizmente, o senhor apresenta não tem qualquer compromisso com a redução de emissões de gases de efeito estufa. "
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“Conheço ass versões anteriores que também, através de procedimentos questionáveis e ilegais, estiveram sendo negociadas em panelinhas fechadas ... "
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"O documento que o senhor apresenta agora omite, precisamente, as já magras e insuficientes frases chaves que aquela versão continha ... "
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"... Para Cuba, é incompatível com o critério científico universalmente reconhecidos, que considera urgente e inevitável garantir níveis de redução, pelo menos, de 45% das emissões até 2020, e não inferiores a 80% ou 90% de redução em 2050. "
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"Qualquer abordagem em relação à continuidade das negociações para aprovar, no futuro, acordos de redução de emissões deve incluir, necessariamente, o conceito da vigência do Protocolo de Quioto [...] Seu projeto, o Sr. Presidente, é a certidão de óbito do Protocolo de Quioto, que a minha delegação não aceita ".
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“A delegação cubana deseja enfatizar o primado do princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas", como um conceito  central do futuro processo de negociações. Seu papel não diz uma palavra disso ".
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"Este projeto de declaração omite compromissos específicos de financiamento e transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento como parte do cumprimento das obrigações dos países desenvolvidos no âmbito da Convenção-marco das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [...] Os países desenvolvidos, que impõem os seus interesses através de seu documento, Sr. Presidente, fogem de qualquer compromisso concreto. "
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"... O que vocês chamam, Sr. Presidente, de um grupo de líderes representativos" é, para mim, uma violação grosseira do princípio da igualdade soberana que consagra a Carta das Nações Unidas ... "
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"Sr. Presidente, peço formalmente que esta declaração esteja contida no relatório final sobre o trabalho desta infeliz e embaraçosa 15 Conferência das Partes. "
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Eles tinham concedido apenas uma hora para os representantes dos Estados expressarem opiniões, o que conduziu a situações complicadas, embaraçosas e desagradáveis.
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Houve então uma longa discussão em que as delegações dos países desenvolvidos exerceram forte pressão para tentar aprovar na Conferência este documento como um resultado de suas deliberações.
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Um reduzido número de países insistiu com firmeza nas sérias omissões e ambiguidades do documento impulsionado pelos Estados Unidos, em particular na ausência de compromisso dos países desenvolvidos quanto à redução de emissões de carbono e ao financiamento para adotar medidas de mitigação e adaptação dos países do Sul.
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Após uma discussão longa e extremamente tensa, prevaleceu a posição dos países da ALBA e do Sudão, como presidente do Grupo dos 77, de que o documento em questão era inaceitável para ser aprovado pela Conferência.
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Dada a evidente falta de consenso, a Conferência se limitou a "tomar nota" da existência deste documento, conforme a posição de um grupo de cerca de 25 países.
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Na sequência desta decisão adotada às 10h30 da manhã, Bruno -- após discussão, junto a outros representantes da ALBA , como secretário da ONU e expressar-lhe a disposição de continuar lutando ao lado das Nações Unidas para prevenir as terríveis consequências da mudança climática - partiu na companhia do Vice-presidente cubano, Esteban Lazo, ao nosso país para participar da reunião da Assembléia Nacional, que conclui o seu trabalho. Em Copenhague ficaram alguns membros da delegação e o embaixador para participar dos trâmites finais.
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Na tarde de hoje, relataram o seguinte:
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"... Tanto aqueles que participaram na elaboração do documento, assim, como os que – a exemplo do presidente dos EUA - se anteciparam para anunciar sua aprovação pela Conferência ... como não poderiam simplesmente rejeitar a decisão de "tomar nota" do suposto ‘Acordo de Copenhague’, tentaram propor um procedimento para que outros países Parte, que não haviam estado neste compromisso , se somassem a ele, declarando sua adesão, o que tentavam dar-lhe um caráter legal ao acordo, que de fato poderia prejudicar os resultados das negociações
deverão continuar. "
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"Esta tentativa tardia novamente recebeu forte oposição de Cuba, Venezuela e Bolívia, que advertiram que esse documento que a Convenção não havia endossado não tinha base legal, não existia como um documento das Partes e não poderia se estabelecer regra alguma para sua suposta adoção …"
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"É neste estado que terminam as sessões de Copenhague, sem que se tenha adotado o documento que foi preparado secretamente durante os últimos dias, com uma clara
condução ideológica do governo norte-americano ... "
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Amanhã o foco estará na Assembléia Nacional.
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Lazo, Bruno e o resto da delegação chegará hoje à meia-noite. O Ministro de Negócios Estrangeiros de Cuba vai explicar na segunda-feira com os detalhes e precisão necessária, a verdade do que aconteceu na Cúpula
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Fidel Castro
10/12/2009
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  • "Yes we can"???

    21/12/2009 8h38

    Onde está o "Yes we can"???, realmente, poucos líderes de Estado naquela conferência quiseram de fato mudar alguma coisa. O governo é o povo, mas já se faz tarde o povo governar, façamos nossa parte!!! PS: Bela entrevista Fidel.
    Arthur Leal
    Petrópolis - RJ
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Clima sem rumo: COP-15 foi uma decepção, diz a imprensa mundial


 

Mídia

Vermelho - 19 de Dezembro de 2009 - 15h39

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Jornais de todo o mundo destacaram neste sábado (19), ao término da Conferência da ONU sobre o Clima, a decepção deixada pelo acordo mínimo de luta contra a mudança climática obtido pela COP-15. Muitos editorais afirmaram que o acordo é um verdadeiro fracasso e foi um texto costurado às pressas para salvar a honra dos organizadores. A principal crítica é que o documento não conseguiu fixar os objetivos de redução das emissões poluentes.

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“Objetivos reduzidos, metas abandonadas: Copenhague acaba em fracasso”, é a manchete do site do jornal britânico The Guardian. “A conferência da ONU alcançou um fraco esquema de acordo global em Copenhague, que ficou muito longe do que era esperado pela Grã-Bretanha e muitos países pobres”, indica o site.
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“O ‘histórico’ acordo sobre mudança climática em Copenhague acabou em caos depois que alguns países em desenvolvimento rejeitaram o plano para lutar contra a mudança climática apresentado pelo presidente Barack Obama”, enfatiza o Daily Telegraph.
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“Muitos objetivos sem cumprir”, eis a manchete do New York Times. “O acordo inclui muitos temas que os lideres vieram tratar. Mas deixou descontentes muitos dos participantes, dos europeus, que agora são os únicos do mundo submetidos a um regime de controle das emissões, até os delegados dos países mais pobres, que criticam ter sido afastados da negociações cruciais “, acrescenta.
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“As potências resolvem a Cúpula do Clima com um pacto insuficiente”, afirma o espanhol El País. Para o francês Libération, a conferência mostrou que as “potências deste mundo são incapazes de tomar decisões claras e voluntárias, que não conseguiram obter mais que um acordo de questões mínimas que apenas salva as aparências”.
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Na Itália, La Stampa classifica o resultado de “acordo de fachada”. Já na Dinamarca, país organizador da cúpula, a imprensa afirma que a cúpula deixou evidenciada a emergência de uma nova ordem mundial. “A caótica reunião climática revelou que Washington não decida mais nada e que não há consenso político entre os países do mundo”, estimou o jornal Politiken.
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Da Redação, com informações da BBC Brasil 

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Mundo

Vermelho - 19 de Dezembro de 2009 - 15h25

Reunião do clima acaba sem consenso sobre acordo e frustra países

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O presidente da 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP-15), Philip Weech, anunciou neste sábado (19) que o encontro “tomou nota” do documento apresentado por um grupo de países liderado pelos Estados Unidos no dia anterior como “Acordo de Copenhague”. Com isso, na prática, não se chegou a consenso mesmo depois de duas semanas de negociações, com a participação de líderes de cerca de 120 países e com a intervenção direta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

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Além de tomar nota do “Acordo de Copenhague”, ficou acertado que os países que concordam com o texto assinarão uma lista separada. Um acordo obrigatório, com valor legal, ficou para 2010. Ban Ki-Moon, entretanto, comemorou ter “selado um acordo”. “O Acordo de Copenhague pode não ser tudo o que todos esperavam, mas é um começo importante”, disse o sul-coreano, acrescentando que dormiu apenas duas das últimas 48 horas.
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O documento citado por Ban Ki-Moon não traz qualquer menção a metas de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa, embora defenda que o aumento da temperatura global seja limitado a 2ºC. O texto também não prevê a sua transformação em tratado com valor legal.
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Mas, de acordo com a ONU, o documento poderá ser “operacionalizado” no que diz respeito à criação imediata de um fundo de financiamento de cerca de US$ 10 bilhões por ano nos próximos três anos. As verbas devem ser liberadas para ações de combate e adaptação às mudanças do clima nos países mais pobres do mundo.
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Um dos países que mais se opôs ao “Acordo de Copenhague” foi a Venezuela, que fez questão de ressaltar que, embora tenha aceitado que se “tomasse nota” do documento, ele não foi aprovado. “Não houve consenso. Esperamos que não se procurem artimanhas para forçar o acordo no futuro”, disse a representante venezuelana.
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O encontro — que chegou a ser considerada o maior evento de cunho político da história — atraiu 45 mil pessoas a Copenhague. Sem um acordo definitivo para combater a mudança do clima no planeta, serão necessárias novas negociações em 2010 para que uma nova estratégia global possa ser discutida. “Vamos tentar chegar a um acordo obrigatório com valor legal até a COP 16, no México”, disse Ban Ki-Moon.
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Processo conturbado
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Numa mostra de como o processo em Copenhague foi conturbado, Weech foi o terceiro presidente da COP-15, substituindo o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, que há poucos dias assumira no lugar da ministra da Energia e do Meio Ambiente, Connie Hedegaard. O Acordo de Copenhague foi selado na sexta-feira, entre o presidente americano, Barack Obama, e os presidentes de China, Brasil, Índia e África do Sul, depois de uma reunião de mais de duas horas.
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“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lula teve um papel de “protagonismo”.
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Essa operação de “resgate”, no entanto, acabou revoltando representantes de diversas delegações do bloco dos países em desenvolvimento, o G77. “Os eventos de hoje representam o pior acontecimento na história das negociações sobre mudança do clima. O Sudão não vai assinar esse acordo”, afirmou o embaixador Lumumba Di-Aping, negociador-chefe sudanês, um dos primeiros a manifestar a insatisfação com o documento publicamente.
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Por volta das 3 horas, Tuvalu foi a primeira delegação a pedir a palavra, pouco depois de o presidente da reunião, o primeiro-ministro dinarquês, Lars Loekke Rasmussen, ter suspendido a plenária por uma hora, “para apreciação do texto”. “Em termos bíblicos, parece que estão nos oferecendo 30 peças de prata para trair o nosso povo. Nosso futuro não está à venda. Lamento informá-lo de que Tuvalu não pode aceitar este documento”, disse o representante do pequeno país insular.
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Na sequência, discursaram representantes da Venezuela, Bolívia, Cuba, Costa Rica e Nicarágua — todos criticando duramente o processo que levou à criação do acordo anunciado por Obama e afirmando que não pretendem aceitá-lo. O clima de irritação ficou ainda mais evidente quando o representante dos Estados Unidos, Jonathan Pershing, pediu a palavra. Ele se preparava para falar quando representantes da Nicarágua, de pé e com as mãos abanando, o interromperam, exigindo a atenção de Rasmussen.
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Depois de quase cinco minutos de indecisão e trocas de explicações, a Nicarágua acabou discursando, antes do representante americano. O país centro-americano apresentou documentos da convenção do clima da ONU e pediu a suspensão da reunião e a reconvocação dela em junho de 2010. Por volta das 4 horas de sábado (1 hora, em Brasília), o presidente da conferência a suspendeu “por alguns minutos”.
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Consenso
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Como o protocolo das Nações Unidas aceita apenas decisões por unanimidade, a oposição de apenas um país já seria suficiente para inviabilizar um acordo em Copenhague. Pouco antes da retomada dos trabalhos na plenária, o presidente da Comissão Europeia, Manuel Durão Barroso, também se disse frustrado com o documento anunciado como acordo de Copenhague. “Este acordo é melhor do que nenhum acordo. Tem coisas boas e coisas não tão boas”, sintetizou Durão Barroso.
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Em uma última tentativa de evitar um desastre completo em Copenhague, às 8 horas de sábado, o ministro do Meio Ambiente britânico, Ed Miliband, fez uma proposta para que o documento fosse adotado como forma de operacionalizar os fundos disponibilizados por ele. A moção, no entanto, foi rapidamente vetada por algumas delegações.
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Em seguida, Miliband voltou a pedir a palavra e “uma breve suspensão” dos trabalhos, para tentar negociar um acordo sobre o acordo. A “breve” pausa durou cerca de duas horas e meia, nas quais o secretário-geral da ONU participou diretamente das negociações entre os diversos países envolvidos. A solução encontrada pelo líder foi não aprovar o “Acordo de Copenhague”, mas apenas tomar nota dele, acrescentando uma lista com os países que o apoiaram.
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Entre os líderes que vieram à Dinamarca para a reunião climática estão: Luiz Inácio Lula da Silva; Barack Obama, dos Estados Unidos, Nicolas Sarkozy, da França; além da chanceler alemã, Angela Merkel; e do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
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Da Redação, com informações da BBC Brasil


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  • Estamos pagando pra ver.

    20/12/2009 13h46
    As nações não estão conscientes do perigo que o aquecimento global representa. E, além do mais, independente de existir ou não aquecimento global, menos poluição representa mais qualidade de vida. Obama decepcionou mais que o previsto. Lula e o Brasil foram o destaque positivo. Quanto aos possíveis desastres ambientais futuros, a opção do capitalismo é pagar pra ver. Ou seja, na dúvida se vai ocorrer um acidente ou não, o motorista do carro decidiu não colocar o cinto de segurança.
    Roberto Locatelli
    São Paulo - SP
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    • O lixo é o neoliberalismo

      19/12/2009 19h16
      Com o encerramento dos trabalhos da COP 15, o encontro dos países para tentar solucionar os problemas do clima ambiental, chegamos à conclusão de que os países pobres não conseguiram sensibilizar os países mais ricos e desenvolvidos, imperialistas sobre os graves problemas que o modo de produção capitalista vem causando ao mundo nos dois últimos séculos. Seria de desconsiderar o argumento de indenização, o cálculo disto seria um valor tão grande que superaria aos números da atual economia mundial. O ponto de vista apresentado pelos países em desenvolvimento é utópico e cabe a cada país resolver seus próprios problemas ambientais, com ou sem ajuda de outros países e povos. Por exemplo, a construção de máquinas gigantescas para triturar o lixo diário das grandes cidades é uma solução simples, eletromecânica, que evitaria a poluição ambiental diária em todas as grandes megalópoles, metrópoles e cidades populosas. Isto nunca foi fabricado, por quê? O lixo continuará a causar doenças.
      Luzardo Bins Cardoso
      Porto Alegre - RS
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      Mundo

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      Vermelho - 18 de Dezembro de 2009 - 17h55
    • COP-15: críticos elogiam Lula e falam em “decepção” sobre Obama

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      Um discursou ocorreu logo após o outro no plenário da Conferência do Clima de Copenhague, na Dinamarca, mas os resultados das falas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama foram diametralmente opostos nos corredores do Bella Center, onde acontece o evento. Enquanto Lula entusiasmou os poucos otimistas que ainda restam no centro de conferências, Obama foi alvo de críticas e decepcionou quem esperava que ele pudesse mudar o rumo das negociações na reta final.

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      As diferenças já puderam ser vistas durante os pronunciamentos: Lula teve quatro vezes o discurso interrompido por aplausos, enquanto Obama nenhuma vez — apesar de as palavras do americano serem as mais aguardado de todo o evento. Ao final dos discursos, mais uma vez as palmas enfáticas para o brasileiro se distanciaram dos aplausos meramente protocolares dispensados ao americano.
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      “O Lula mandou muito bem e abriu a porta para quem sabe as negociações tomarem outro rumo”, disse Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. Adário elogiou a postura de vanguarda que o Brasil assumiu, ao oferecer contribuição financeira para o Fundo Global de Mudanças Climáticas para os países pobres. “A gente sabe que o Brasil não é mais nenhum Haiti e vínhamos cobrando isso há anos do presidente. Ele fez o que a gente esperava dele.”
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      O coordenador da ONG Vitae Civilis, Rubens Harry Born, destacou que a fala improvisada de Lula fez toda a diferença. “Ele foi ele mesmo, falou com o coração e passou uma mensagem muito legal de comprometimento. Acho que essa postura pode ter efeitos nas negociações”, afirmou Born.
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      Já o francês Fabrice Bourger, membro da delegação do seu país, achou que o Brasil deu um exemplo “sem precedentes” e que o discurso de Lula o aproxima ainda mais dos europeus. “Foi constrangedor para os outros países. Mas, sinceramente, nós não esperávamos outra coisa de Lula”, afirmou Bourger. “Ele se destaca de todos os outros líderes com essa posição aberta ao diálogo, sem perder a firmeza e a determinação.”
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      Obama: “mico da história”
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      Já as palavras em relação a Obama foram bem diferentes. “Arrogante”, “estúpido”, “burocrático” e autor de um “mico histórico” são apenas algumas das definições empregadas nos corredores da COP-15. “Uma parte, foi de palavras da boca para a fora (como a frase de que “não se pode mais perder tempo” para salvar planeta). E a outra, um verdadeiro absurdo. Foi um mico histórico”, disse Born.
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      Para o coordenador da Vitae Civilis, Obama só reforçou o discurso intransigente que os Estados Unidos vinham defendendo na Cúpula do Clima e não trouxe nenhuma novidade. E ainda usou como desculpa para a falta de ação um argumento que todos os países democráticos poderiam utilizar, se quisessem: o de que não pode fazer nada sem a aprovação prévia do Congresso de seu país.
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      Adário, do Greenpeace, foi ainda mais duro. “A postura do Obama naquele púlpito foi socialmente arrogante e politicamente estúpida. Não está nem perto de assumir a posição de liderança que as pessoas esperavam dele”, afirmou, destacando que as três condições impostas pelo americano para que assine um acordo — transparência, verificação das ações e metas de redução baixas — devem manter as negociações travadas.
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      Também a ausência de especificações sobre quanto os Estados Unidos estarão dispostos a contribuir para fundo internacional de financiamento decepcionaram. Obama garantiu apenas que o país vai entrar com recursos, mas não detalhou nem quanto, nem quando. Bourger, negociador francês, preferiu não se estender nos comentários, mas não escondeu a decepção. “Acho que os esforços da Europa não foram suficientes para mudar nem um milímetro da posição americana.”
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      Também o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou o presidente americano e disse que o seu discurso “foi uma desgraça”. “O Obama foi muito frustrante. Parecia até que o Lula tinha mais responsabilidades do que ele no plano climático mundial, de tanto que o Obama falou mal.”
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      Da Redação, com informações do Terra
       
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      • Lula e Obama

        19/12/2009 12h40 Obama não tem a experiência e capacidade de Lula. Ele é apenas um fantoche do capital especulativo. Não dá conta de mudanças significativas. Se depender dos EUA, dificilmente haverá evoluções. É melhor criar uma agenda que não dependa deles.
        Flávio Viana Gomide
        Mariana - MG
      • Quem está preocupado com o clima do planeta

        19/12/2009 12h29 Precisamos urgente boicotar, já que não temos o poder, de impor sanções comerciais aos países ricos, que não assinam e não se preocupam com a condição do clima no planeta. Portanto, chegou a hora da população mundial, começar a impor voluntariamente sanções financeiras, deixando de visitar, e não comprar nada deles, até que se comprometam a reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento global.
        Carlos Compa
        Salvador - BA
      • cambio

        19/12/2009 12h20 É isso ai companheiros, nao resta duvida que vivemos tempos de muitos cambios, mais um momento de "revolução" das referencias morais e éticas, como em todas revoluções haverá resistencia daqueles q usufruem do modelo atual, um modelo egoístico e insustentável, temo o retorno de ditaduras, polarizações... Lula precisa agora assumir a liderança para um novo modelo, precisamos areglar as coisas nesse planeta e principalmente em nossas sociedades. UJS IMP-MA
        Renato Cortez
        imperatriz - MA
      • NOBEL DA GUERRA

        19/12/2009 8h43 Era tolice pensar que Obama seria a esperança e paz ao mundo, o que vemos é continuação do império em decadência defendendo o capitalismo, a dmocracia burguesa e a guerra.
        Alcebíades Oliveira
        Ribeirão Preto - SP
      • NOBEL DA GUERRA

        19/12/2009 8h42 Era tolice pensar que Obama seria a esperança e paz ao mundo, o que vemos é continuação do império em decadência defendendo o capitalismo, a dmocracia burguesa e a guerra.
        Alcebíades Oliveira
        Ribeirão Preto - SP
      • o traidor

        18/12/2009 20h28
        alguem tem alguma duvida sobre esse pau mandado dos americanos , eu acreditei , mais burro eu nao sou nao, chegou a hora da verdade e todo mundo tem que ver que esse obama é um salafrario traidor ,e ninguem tem mais duvida , esta a serviço do imperio pra dominar o resto da humanidade e fim de papo.
        mineiro
        belo horizonte - MG
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

China aponta ricos como causadores do aquecimento global


 

Mundo

Vermelho - 8 de Dezembro de 2009 - 17h18

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Referindo-se à responsabilidade histórica dos países ricos em relação à mudança climática, a China afirmou nesta terça-feira (8) em Copenhague que essas nações que devem cortar ao máximo as emissões de gases de efeito estufa.

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A China afirmou recentemente que vai reduzir entre 40% e 45% a emissão de CO2 por unidade do seu produto interno bruto até o ano de 2020, com relação aos níveis do PIB de 2005. As metas chinesas foram objeto de crítica dos países componentes da União Europeia, que consideraram a proposta "pouco ambiciosa".
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O diretor do departamento chinês de mudança climática da Comissão do Desenvolvimento Nacional, Su Wei, afirmou que não se podem equiparar as propostas dos países desenvolvidos com as das nações em desenvolvimento.
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"Não é legítimo comparar uma medida de redução voluntária e nacional, como é a da China, com os compromissos internacionais de redução de emissões de dióxido de carbono a que estão obrigados os países desenvolvidos pelo Protocolo de Quioto", argumentou.

Su destacou que os países em desenvolvimento têm responsabilidades diferentes, apontando que cabe aos ricos reduzir de forma linear as emissões.
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O representante chinês também é preciso deixar claro, na Cúpula da ONU da Mudança Climática que os países ricos foram os "causadores" do aquecimento global, com o processo de industrialização.
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"Devem deixar espaço para que os países em vias de desenvolvimento também se industrializem e respaldem o apoio financeiro de transferência tecnológica", afirmou.
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A União Europeia (UE) se compromete a realizar um corte de apenas 20%, que poderia ser ampliado caso outras nações também reduzam de "forma similar" as emissões.
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Já os EUA, muito recalcitrantes na administração Bush em relação a cortes de emissão de gases, fizeram uma tímida proposta, propondo cortar suas emissões em 17% até 2020, em relação aos níveis de 2005.
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Com agências
 

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