Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Seringador e o Borda de Água






 
 




Seringador

torredemoncorvoinblog@gmail.com

Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

E atão já comprou o "Cheringador"?


Pelo começo do ano era habitual os lavradores comprarem o "reportório" - havia (e há!) dois: o "Seringador" e o "Borda d'agua".Vendiam-se nas feiras por módica quantia (agora podem-se adquirir nas livrarias da vila, onde só chega o Seringador). Este "reportório crítico-jocoso e prognóstico diário" leva já 145 anos de edição e continua a imprimir-se sob a chacela da Lello Editores, sedeada em Baguim do Monte (arredores do Porto). Conserva o típico grafismo arcaico, com uns bonecos ao estilo popularucho de séc. XIX, com recorte de tipo xilogravura.
Abre com um "Juízo do ano" e depois é um sem fim de informações úteis (ou inúteis), como os Eclipses previstos, fases da Lua, começo das estações, visibilidade dos planetas, eras cronológicas, feiras e mercados, e a diversa informação para cada dia do ano (santo do dia, hora do amanhecer e anoitecer, efemérides, indicações para a agricultura, como seja o amanho da terra, o que se deve semear, podas das árvores ou cepas, etc., etc.).
Por aqui ficamos a saber que estamos no ano 2010 da era cristã, que é o ano 4354 do Dilúvio bíblico, mas também o ano 2048 da era de César (esta foi seguida em Portugal como no resto da Cristandade até ao séc. XV), sendo o ano 1430 da era muçulmana, ou ainda o ano 133 após a invenção do telefone, ou seja, o ano 113 da aviação, ou o 112 da invenção da telefonia sem fios, ou o 75 da televisão, etc., etc...
Quanto às feiras e mercados, estende-se uma longa lista, com alguns desses eventos seguramente já passados à história, como sejam as feiras de Carviçais (que se realizava a 24 de cada mês), da Lousa (a 6 de cada mês) ou de Urros (7 de cada mês). Mantém-se Torre de Moncorvo, aos 8 e 23 de cada mês, como se sabe. Dão-se ainda os dias de feira de territórios além-fronteiras, como sejam da província de Ourense e Pontevedra (Galiza), Zamora e Salamanca (Castilla-León).

Quanto ao dia de hoje, 7 de Janeiro, ficamos a saber que é dia de S. Raimundo de Penhaforte, presbítero, e que vamos ter o quarto minguante lunar às 10h e 39m a 16 graus em Balança [constelação]. Anuncia-se tempo "revolto" (será o estado do mar?) e no que toca a trabalhos campestres recomenda-se: "o corte de talhadio de castanheiros, carvalhos, salgueiros, etc. e das árvores destinadas a fornecer madeiras de construção e mobiliário. Continua-se com as podas, a plantação de barbados americanos nas terras quentes, o esladroamento e desbaratamento das enxertias e as adubações nas vinhas. Uma boa poda sanitária durante o inverno é conveniente para evitar o aparecimento de certas doenças e parasitas mais tarde. O podador deve cortar toda a madeira que não lhe parecer sã." E remata com o provérbio: "Minguante de Janeiro, corta madeiro". Fica a recomendação.

História do Borda D'Água. que vendeu 320 mil exemplares em 2005

INDÚSTRIAS CULTURAIS

BORDA D'ÁGUA (I)

Diz o texto assinado por Marina Almeida, noDiário de Notícias de hoje, que o Borda D'Água vendeu 320 mil exemplares na edição do presente ano.O preço são "duas bicas" (€1), o público-alvo as "zonas de Coimbra, Leiria, Grande Porto e Minho [que] representam metade das vendas", a distribuição feita a partir de "um ficheiro antigo com cerca de 700 assinantes. Quando sai o almanaque informamo-los a todos. A partir desse dia começam a chover cartas com pedidos".O editor, escreve Marina Almeida, considera o Borda D'Água como uma espécie de talismã: "Fazemos um estudo mais psicológico das características que são atribuídas a cada um dos signos, a ligação com as plantas, as pedras, os metais, os dias". Composto em computador e impresso em offset, a edição de 2006 começa a ficar pronta no próximo mês.Observação: colocarei, durante esta semana, um post meu sobre o fenómeno doBorda D'Água.
BORDA D'ÁGUA - II

[continuação do post de 8 de Maio]

Borda d'Água é um almanaque popular anual que fornece elementos religiosos (festas, cultos), eclipses, fases da lua, previsões do tempo e juízo do ano, lê-se na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura (vol. 3, p. 1619).

Almanaque quer dizer livro ou tabela com o calendário dos dias, semanas e meses do ano, festas religiosas, fases da lua e outras indicações. Até à invenção da imprensa, os almanaques possuíam o carácter de tábuas astronómicas e foram ganhando uma feição literária, instrutiva, crítica e recreativa, e mesmo como arma ao serviço da política (Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1351). Segundo Marlyse Meyer (2001: 129) [a referência bibliográfica completa surge no último post sobre este tema], o almanaque (no caso de estudo um relacionado com farmácia) traduz-se em lazer e utilidade. Enquanto leitura popular, ensina adultos e crianças, num tom de brincadeira. Mas dá também uma dimensão mística do cristianismo. O lazer no almanaque é o jogo, o passatempo, a carta enigmática. Há a piada, a anedota.

seringador.jpgO primeiro Borda d'Água

O primeiro Borda d'Água que se conhece data de 1811, saido da Imprensa Régia, de Lisboa, com o longo título de Lunário, e Prognóstico Diário, que contém as prognosticações dos tempos por extenso, e as horas particulares de semear as fases da Lua, e mais Planetas, calculados para o meridiano do Porto neste ano de 1812, Bissexto. Obra utilíssima, segundo as regras Astronómicas, aos Lavradores, Pomareiros, Hortelãos, e Jardineiros, Pescadores e Caçadores, por seu autor, um astrónomo lusitano da Borda de Água. Tratava-se de um folheto com 16 páginas [imagem retirada da Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1352, Editorial Verbo, Lisboa, 1963].

Já a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (vol. 4, p. 911) revela autorias e outros Borda d'Água subsequentes. O almanaque de 1818 trazia o nome do autor: António de Sousa. Nesse mesmo ano, aparecia um Borda de Água impresso em Lisboa, figurando como seu autor Roberto da Silva Pinto. Já em 1823, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, saía Um maltez da Borda de Água - Beira, e em 1824, em Lisboa, com a indicação de Necessário a todos em geral e muito particularmente a Lavradores - por Pedro Vila Nova, Amigo e Companheiro do Verdadeiro Borda de Água. Isto significa que havia clientela para comprar todas estas publicações, espalhadas pelo país.

[continua]

O "Borda de Água" fez 102 anos

sábado, 1 de maio de 2010

Soajo, Lindoso e seus espigueiros


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Ashera08 17 de Julho de 2008http://ashera.sedrul.net
http://www.sedrul.net
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Parabéns à autora Guida Pinto deste pps que converti em video com musica de Bach - Adagio
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Obrigada Henrique Sousa , por ti me chegou aos olhos toda esta beleza de Portugal
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Malhada do Centeio na Eira de Lindoso




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manelmarinheiro 5 de Fevereiro de 2009Malhada do Centeio. Realiza-se anualmente a meados de Julho, na eira comunitária de Lindoso, junto aos Espigueiros e Castelo.
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Sidonio dos Arcos Valdeves y lindas cantadeiras en Soajo


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mbritobarcelona 3 de Fevereiro de 2010Sidonio dos Arcos y lindas cantadeiras en Soajo 14 Agosto 2002 noite de muita calor os meus parabens a cuantos na roda eston
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Algoso - Dança e música populares


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FernandoMCBarros 9 de Fevereiro de 2010 — Programa POVO QUE CANTA, RTP.
Autor Michel Giacometti.
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Agradecimento ao Senhor Domingos Morais.
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