Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Discurso de Lula da Silva (excerto)
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segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Seringador
Quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010
E atão já comprou o "Cheringador"?
Pelo começo do ano era habitual os lavradores comprarem o "reportório" - havia (e há!) dois: o "Seringador" e o "Borda d'agua".Vendiam-se nas feiras por módica quantia (agora podem-se adquirir nas livrarias da vila, onde só chega o Seringador). Este "reportório crítico-jocoso e prognóstico diário" leva já 145 anos de edição e continua a imprimir-se sob a chacela da Lello Editores, sedeada em Baguim do Monte (arredores do Porto). Conserva o típico grafismo arcaico, com uns bonecos ao estilo popularucho de séc. XIX, com recorte de tipo xilogravura.
Abre com um "Juízo do ano" e depois é um sem fim de informações úteis (ou inúteis), como os Eclipses previstos, fases da Lua, começo das estações, visibilidade dos planetas, eras cronológicas, feiras e mercados, e a diversa informação para cada dia do ano (santo do dia, hora do amanhecer e anoitecer, efemérides, indicações para a agricultura, como seja o amanho da terra, o que se deve semear, podas das árvores ou cepas, etc., etc.).
Por aqui ficamos a saber que estamos no ano 2010 da era cristã, que é o ano 4354 do Dilúvio bíblico, mas também o ano 2048 da era de César (esta foi seguida em Portugal como no resto da Cristandade até ao séc. XV), sendo o ano 1430 da era muçulmana, ou ainda o ano 133 após a invenção do telefone, ou seja, o ano 113 da aviação, ou o 112 da invenção da telefonia sem fios, ou o 75 da televisão, etc., etc...
Quanto às feiras e mercados, estende-se uma longa lista, com alguns desses eventos seguramente já passados à história, como sejam as feiras de Carviçais (que se realizava a 24 de cada mês), da Lousa (a 6 de cada mês) ou de Urros (7 de cada mês). Mantém-se Torre de Moncorvo, aos 8 e 23 de cada mês, como se sabe. Dão-se ainda os dias de feira de territórios além-fronteiras, como sejam da província de Ourense e Pontevedra (Galiza), Zamora e Salamanca (Castilla-León).
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Postado por: N.Campos
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02 NOVEMBRO, 2007
SERINGADOR
Ainda sobre o Borda d'água, cabe aqui referir, que esta publicação continua a ser editada, assim como uma outra que dá pelo nome de Seringador.
O estilo é o mesmo de há décadas atrás, mas é actualizado anualmente.
No tempo em que a net não existia, nem o infotempo, estes almanaques tinham grande utilidade para os agricultores.
Ambos contêm o calendário, as previsões do tempo, as fases da lua e outros fenómenos astronómicos, a descrição das culturas a praticar em cada época do ano, marés, feiras e festas, e a astrologia.
Sempre que encontro, compro.
Sobre a astrologia que me diz respeito, diz que:
recebo um estímulo das forças da sensibilidade, da intuição, do serviço e que posso ser uma peregrina do caminho do bem.
Querem mais?
Por exemplo a partir de 9 de Novembro teremos lua nova e chuva. No dia 17 entramos em calmarias com o quarto crescente, dia 24 névoas que se estendem pelo Dezembro.
Na noite de 14 teremos uma chuva de estrelas cadentes, as Leónidas.
Já agora quem quiser ver a capa, procure no
Prefiro o Seringador, pois para além de tudo isto, tem um pouco de humor e uns desenhos caracteristicos.
O Novo Seringador 2008
de s/ autorTítulo: O Novo Seringador 2008

Autor: s/ autor
ISBN: 978-972-48-1854-2
Data da Publicação: almanaque anual
Formato: 16x23
Tipo de Publicação: Brochura
Nº de Volumes: 1
Páginas: 32
Peso: 50 gr.
Situação: Disponível
Fundado por Daniel Cardoso
ISBN: 978-972-48-1854-2
Data da Publicação: almanaque anual
Formato: 16x23
Tipo de Publicação: Brochura
Nº de Volumes: 1
Páginas: 32
Peso: 50 gr.
Situação: Disponível
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Seringador
História do Borda D'Água. que vendeu 320 mil exemplares em 2005

BORDA D'ÁGUA (I)
Diz o texto assinado por Marina Almeida, noDiário de Notícias de hoje, que o Borda D'Água vendeu 320 mil exemplares na edição do presente ano.O preço são "duas bicas" (€1), o público-alvo as "zonas de Coimbra, Leiria, Grande Porto e Minho [que] representam metade das vendas", a distribuição feita a partir de "um ficheiro antigo com cerca de 700 assinantes. Quando sai o almanaque informamo-los a todos. A partir desse dia começam a chover cartas com pedidos".O editor, escreve Marina Almeida, considera o Borda D'Água como uma espécie de talismã: "Fazemos um estudo mais psicológico das características que são atribuídas a cada um dos signos, a ligação com as plantas, as pedras, os metais, os dias". Composto em computador e impresso em offset, a edição de 2006 começa a ficar pronta no próximo mês.Observação: colocarei, durante esta semana, um post meu sobre o fenómeno doBorda D'Água.
BORDA D'ÁGUA - II
[continuação do post de 8 de Maio]
O Borda d'Água é um almanaque popular anual que fornece elementos religiosos (festas, cultos), eclipses, fases da lua, previsões do tempo e juízo do ano, lê-se na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura (vol. 3, p. 1619).
Almanaque quer dizer livro ou tabela com o calendário dos dias, semanas e meses do ano, festas religiosas, fases da lua e outras indicações. Até à invenção da imprensa, os almanaques possuíam o carácter de tábuas astronómicas e foram ganhando uma feição literária, instrutiva, crítica e recreativa, e mesmo como arma ao serviço da política (Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1351). Segundo Marlyse Meyer (2001: 129) [a referência bibliográfica completa surge no último post sobre este tema], o almanaque (no caso de estudo um relacionado com farmácia) traduz-se em lazer e utilidade. Enquanto leitura popular, ensina adultos e crianças, num tom de brincadeira. Mas dá também uma dimensão mística do cristianismo. O lazer no almanaque é o jogo, o passatempo, a carta enigmática. Há a piada, a anedota.
O primeiro Borda d'Água
O primeiro Borda d'Água que se conhece data de 1811, saido da Imprensa Régia, de Lisboa, com o longo título de Lunário, e Prognóstico Diário, que contém as prognosticações dos tempos por extenso, e as horas particulares de semear as fases da Lua, e mais Planetas, calculados para o meridiano do Porto neste ano de 1812, Bissexto. Obra utilíssima, segundo as regras Astronómicas, aos Lavradores, Pomareiros, Hortelãos, e Jardineiros, Pescadores e Caçadores, por seu autor, um astrónomo lusitano da Borda de Água. Tratava-se de um folheto com 16 páginas [imagem retirada da Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1352, Editorial Verbo, Lisboa, 1963].
Já a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (vol. 4, p. 911) revela autorias e outros Borda d'Água subsequentes. O almanaque de 1818 trazia o nome do autor: António de Sousa. Nesse mesmo ano, aparecia um Borda de Água impresso em Lisboa, figurando como seu autor Roberto da Silva Pinto. Já em 1823, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, saía Um maltez da Borda de Água - Beira, e em 1824, em Lisboa, com a indicação de Necessário a todos em geral e muito particularmente a Lavradores - por Pedro Vila Nova, Amigo e Companheiro do Verdadeiro Borda de Água. Isto significa que havia clientela para comprar todas estas publicações, espalhadas pelo país.
[continua]
[continuação do post de 8 de Maio]
O Borda d'Água é um almanaque popular anual que fornece elementos religiosos (festas, cultos), eclipses, fases da lua, previsões do tempo e juízo do ano, lê-se na Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura (vol. 3, p. 1619).
Almanaque quer dizer livro ou tabela com o calendário dos dias, semanas e meses do ano, festas religiosas, fases da lua e outras indicações. Até à invenção da imprensa, os almanaques possuíam o carácter de tábuas astronómicas e foram ganhando uma feição literária, instrutiva, crítica e recreativa, e mesmo como arma ao serviço da política (Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1351). Segundo Marlyse Meyer (2001: 129) [a referência bibliográfica completa surge no último post sobre este tema], o almanaque (no caso de estudo um relacionado com farmácia) traduz-se em lazer e utilidade. Enquanto leitura popular, ensina adultos e crianças, num tom de brincadeira. Mas dá também uma dimensão mística do cristianismo. O lazer no almanaque é o jogo, o passatempo, a carta enigmática. Há a piada, a anedota.
O primeiro Borda d'Água que se conhece data de 1811, saido da Imprensa Régia, de Lisboa, com o longo título de Lunário, e Prognóstico Diário, que contém as prognosticações dos tempos por extenso, e as horas particulares de semear as fases da Lua, e mais Planetas, calculados para o meridiano do Porto neste ano de 1812, Bissexto. Obra utilíssima, segundo as regras Astronómicas, aos Lavradores, Pomareiros, Hortelãos, e Jardineiros, Pescadores e Caçadores, por seu autor, um astrónomo lusitano da Borda de Água. Tratava-se de um folheto com 16 páginas [imagem retirada da Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura, vol. 1, p. 1352, Editorial Verbo, Lisboa, 1963].
Já a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira (vol. 4, p. 911) revela autorias e outros Borda d'Água subsequentes. O almanaque de 1818 trazia o nome do autor: António de Sousa. Nesse mesmo ano, aparecia um Borda de Água impresso em Lisboa, figurando como seu autor Roberto da Silva Pinto. Já em 1823, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, saía Um maltez da Borda de Água - Beira, e em 1824, em Lisboa, com a indicação de Necessário a todos em geral e muito particularmente a Lavradores - por Pedro Vila Nova, Amigo e Companheiro do Verdadeiro Borda de Água. Isto significa que havia clientela para comprar todas estas publicações, espalhadas pelo país.
[continua]
PUBLICADA POR ROGÉRIO SANTOS EM 5/10/2005 07:38:00 AM
BORDA D'ÁGUA - III
[continuação do post de 10 de Maio]
Os Borda d'Água do séc. XX
Encontram-se, por exemplo, os editados por Joaquim José de Matos Júnior, que vai até 1971, pelo menos (as duas imagens seguintes mostram as capas das edições de 1958 e 1971, o primeiro editado pela Livraria Popular de Francisco Franco e o segundo pela Livraria Barateira), com a designação Almanaque Borda D'Água. O custo pouco oscilou entre 1958 (2$50) e 1971 (3$00). O editado pela Livraria Minerva, ainda existente em 2005, era editado por Manoel Rodrigues em 1955 (preço: 2$50), e intitulava-se O Verdadeiro Almanaque Borda D'Agua.


A figura que aparecia na primeira imagem era muito semelhante nos dois Borda d'Água concorrentes: um homem de fraque e cartola, barrigudo, com lentes grossas nos óculos, apoiado por um chapéu de chuva ou bastão, cabelo comprido e nariz pontiagudo, o que certamente introduzia confusão nos leitores. A semelhança era ainda maior quando se olha a frase que acompanha o título: "Reportório útil a toda a gente".


Fixemo-nos em O Verdadeiro Almanaque Borda D'Água. Se, na edição de 1955, aparece Manoel Rodrigues como editor, o seu nome desaparece na de 1960. Dois anos depois, surge com a informação de fundado em 1927 por Manoel Rodrigues. Já na de 1976, aparece com a indicação de Associação dos Deficientes das Forças Armadas (preço: 4$00), dado que desaparece no ano seguinte para tomar outra designação de editor em 1978: Minigráfica, cooperativa de artes gráficas (preço: 6$00). As alterações devem ler-se atendendo à mudança de regime político ocorrida em 1974. Muitas das empresas ficaram sem proprietários, pela pressão das mudanças sociais e políticas, formando-se associações de operários sob a forma de cooperativa. Neste número, a página 2, dedicada a um pequeno tema, debruçar-se-ia exactamente sobre o cooperativismo. O nome da cooperativa desaparece em 1991, embora mantendo-se desde sempre a identificação da Livraria Minerva e da sede: rua Luz Soriano, 31-33. Data ainda de 1991 a passagem de 16 para 20 páginas, número que aumentou para 24 em 2000.
[continuação do post de 10 de Maio]
Os Borda d'Água do séc. XX
Encontram-se, por exemplo, os editados por Joaquim José de Matos Júnior, que vai até 1971, pelo menos (as duas imagens seguintes mostram as capas das edições de 1958 e 1971, o primeiro editado pela Livraria Popular de Francisco Franco e o segundo pela Livraria Barateira), com a designação Almanaque Borda D'Água. O custo pouco oscilou entre 1958 (2$50) e 1971 (3$00). O editado pela Livraria Minerva, ainda existente em 2005, era editado por Manoel Rodrigues em 1955 (preço: 2$50), e intitulava-se O Verdadeiro Almanaque Borda D'Agua.
A figura que aparecia na primeira imagem era muito semelhante nos dois Borda d'Água concorrentes: um homem de fraque e cartola, barrigudo, com lentes grossas nos óculos, apoiado por um chapéu de chuva ou bastão, cabelo comprido e nariz pontiagudo, o que certamente introduzia confusão nos leitores. A semelhança era ainda maior quando se olha a frase que acompanha o título: "Reportório útil a toda a gente".
Fixemo-nos em O Verdadeiro Almanaque Borda D'Água. Se, na edição de 1955, aparece Manoel Rodrigues como editor, o seu nome desaparece na de 1960. Dois anos depois, surge com a informação de fundado em 1927 por Manoel Rodrigues. Já na de 1976, aparece com a indicação de Associação dos Deficientes das Forças Armadas (preço: 4$00), dado que desaparece no ano seguinte para tomar outra designação de editor em 1978: Minigráfica, cooperativa de artes gráficas (preço: 6$00). As alterações devem ler-se atendendo à mudança de regime político ocorrida em 1974. Muitas das empresas ficaram sem proprietários, pela pressão das mudanças sociais e políticas, formando-se associações de operários sob a forma de cooperativa. Neste número, a página 2, dedicada a um pequeno tema, debruçar-se-ia exactamente sobre o cooperativismo. O nome da cooperativa desaparece em 1991, embora mantendo-se desde sempre a identificação da Livraria Minerva e da sede: rua Luz Soriano, 31-33. Data ainda de 1991 a passagem de 16 para 20 páginas, número que aumentou para 24 em 2000.
Como disse acima, a segunda página - a partir de 1977 - passou a ter uma informação particular. Nesse ano, o tema foi Tempo universal, sobre o meridiano de Greenwich. O de 1978, já referido, seria sobre cooperativismo e o de 1979 sobre a visibilidade dos planetas. Em 1980, a página passa a ter o curioso título À nossa e à vossa consideração, iniciando a publicação de curtas biografias de cientistas e religiosos populares, como o dr. Sousa Martins e os padres Cruz e Américo (este da obra "Casa do Gaiato", em Penafiel).
[continua]
PUBLICADA POR ROGÉRIO SANTOS EM 5/11/2005 01:17:00 PM
BORDA D'ÁGUA - IV
[continuação do post de ontem e conclusão]
Um olhar das ciências sociais sobre o tema do Borda d'Água
Façamos agora a leitura de um livro que trabalhou o tema, embora focado no Brasil, dada a origem desse livro, organizado por Marlyse Meyer (2001) e que conta com vários contributos [a data que acompanha cada referência aponta para o livro de Meyer]. Nesse texto colectivo, Jean-François Botrel fala no almanaque comoguia e semiologia do tempo. Por meio do calendário, com as fases da Lua para a agricultura ou pesca, ou as informações necessárias para a vida civil ou religiosa, mas também pelas interpretações dos signos do zodíaco, o almanaque testemunha as constantes interrogações humanas sobre o tempo da vida, antes que chegue o tempo da morte e das obrigações da vida em sociedade (2001: 17).
Já Jerusa Pires Ferreira (2001: 19) diz que o almanaque é uma conjugação de saberes, de jogos de inteligência, espaço em que ocorria um certo literário, sério ou solene, ou textos jocosos em linguagem caricata. A mesma autora (2001: 20) fala da sua grande circulação no campo da edição popular, trazendo uma ideia de modernidade, a conjugação do fragmentário mas cumprindo a função de: 1) conselheiro e guia, 2) explicação das relações cosmológicas e astrológicas.
Hoje ainda não lemos os horóscopos em jornais de referência, ou não seguimos com atenção os programas da Maya a astróloga das cartas e dos tarots, não seguimos avidamente os novos livros de Paulo Coelho? Pode dizer-se que o almanaque é uma espécie de literatura de cordel que atravessa os séculos, em que crendice e cultura urbana se misturam.
Para concluir, algumas questões: 1) a distribuição (venda na rua, cara-a-cara), 2) alguma pré-modernidade na cultura urbana (crenças populares, misticismo), 3) imaginário popular associado à nostalgia da terra e do campo, 4) leitura simples como se fosse a revista do Reader's Digest.
Leitura: Meyer, Marlyse (org.) (2001). Do almanak aos almanaques. São Paulo: Ateliê Editorial
[continuação do post de ontem e conclusão]
Um olhar das ciências sociais sobre o tema do Borda d'Água
Já Jerusa Pires Ferreira (2001: 19) diz que o almanaque é uma conjugação de saberes, de jogos de inteligência, espaço em que ocorria um certo literário, sério ou solene, ou textos jocosos em linguagem caricata. A mesma autora (2001: 20) fala da sua grande circulação no campo da edição popular, trazendo uma ideia de modernidade, a conjugação do fragmentário mas cumprindo a função de: 1) conselheiro e guia, 2) explicação das relações cosmológicas e astrológicas.
Hoje ainda não lemos os horóscopos em jornais de referência, ou não seguimos com atenção os programas da Maya a astróloga das cartas e dos tarots, não seguimos avidamente os novos livros de Paulo Coelho? Pode dizer-se que o almanaque é uma espécie de literatura de cordel que atravessa os séculos, em que crendice e cultura urbana se misturam.
Para concluir, algumas questões: 1) a distribuição (venda na rua, cara-a-cara), 2) alguma pré-modernidade na cultura urbana (crenças populares, misticismo), 3) imaginário popular associado à nostalgia da terra e do campo, 4) leitura simples como se fosse a revista do Reader's Digest.
Leitura: Meyer, Marlyse (org.) (2001). Do almanak aos almanaques. São Paulo: Ateliê Editorial
PUBLICADA POR ROGÉRIO SANTOS EM 5/12/2005 08:16:00 AM
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O "Borda de Água" fez 102 anos
Um porto de abrigo para nómadas do tempo, velhos lobos e incuráveis e incorrigíveis nostálgicos... Porque a memória é um património inalienável.
Borda D'Água - O Almanaque

Nasceu há 80 anos, o Borda D'Água.
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Dei por ele nos finais dos anos sessenta, numa altura em que o meu pai prezava o seu conselho e companhia, a propósito disto e daquilo. Lembro-me que quando comecei a ir à Cova do Vapor (Trafaria) para banhos, o meu pai acertava sempre com a maré baixa. Eu não sabia nadar e a maré baixa dava muito jeito porque me devolvia o ego. Para mim era magia: acertar nas marés. Tardei a perceber que as idas à praia eram precedidas, às escondidas, da prévia consulta do Borda D'Água. Não era o meu pai, afinal, que acertava. Era o Borda D'Água. E também era o Borda D'Água que lhe dizia quando plantar a salsa e hortelã nos vasos da varanda e lhe ensinava truques e mezinhas para isto e para aquilo.
Pois é... 80 anos de vida e 300.000 exemplares de tiragem anual..
Pois é... 80 anos de vida e 300.000 exemplares de tiragem anual..
Parabéns Borda D'Água. Parabéns à Editorial Minerva e a todos quantos colaboram neste almanaque..
Porque há coisas que permanecem... Sóbrias, rigorosas e com história. E criam afectos.
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Assim fossem outras...
Texto:©José Tereso / Imagem: globpt.com
Trans-Atlântico
1 - adj.- que fica além do Oceano Atlântico ou que o atravessa: s.m. - navio de grande porte que atravessa o Oceano Atlântico.2 - Antigo programa de rádio (RCS) que divulgava a boa e desconhecida música brasileira.3 - Um espaço de partilha, amizade e solidariedade.
TERÇA-FEIRA, JANEIRO 20, 2009
Borda d`Água

Dia 1 : Lisboa, o Sol nasce às 7 h 55 m . Ocaso às 17 h 26 m
Porto ; o Sol nasce às 8 h 00 m. Ocaso às 17 h 17 m
Dia 31 : Lisboa, o Sol nasce às 7 h 43 m. Ocaso às 17 h 57 m
Porto; o Sol nasce às 17 h 46 m. Ocaso às 17 h 50 m
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Durante o mês o dia aumenta em Lisboa 43 m ; no Porto 47 m.
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Minguante de Janeiro, corta o madeiro.
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ASTROLOGIA
Os nativos de Capricórnio são pessoas determinadas, organizadas e perfeccionistas; de natureza solitária fazem poucos amigos e no amor são timidos e cautelosos.
Incensos - Lótus e Jasmim; Pedra - Ónix; Metal - Chumbo; Cor - Preta
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AGRICULTURA, JARDINAGEM, ANIMAIS
Lavoura das terras e preparação das culturas de Inverno, como a da batata, iniciando-se, onde for possivel, a plantação precoce. A poda na Lua Minguante é recomendável, mas nas figueiras, laranjeiras e macieiras os grandes cortes são prejudiciais. Excertos no Crescente. Semear fava, ervilha, alface e rabanete. No Norte e no Centro, semear centeio, couve galega, nabo, nabiça, rabanete, salsa e tomate. No Sul, cenoura, couves, ervilha, feijão, nabiça e tomate. Em estufa ou cama quente, plantar pepino, meloa, pimento. Semear canteiros de cenoura curta, alho, cebola, alface, ervilha, alho-porro e salsa. Na Horta semear (em canteiros ou em alfobres bem abrigados e defendidos das geadas) alface romana, couve repolho e sabóia, rabanete. Colher couves, espinafres, etc. Mergulhar vide, podar e meter bacelo. Em tempo calmo, frio, seco e sem nuvens, deve-se fazer a trasfega do vinho. No Jardim semear begónias, ervilhas-de-cheiro, gipsófilas, girassóis, lírios, paciências, flor-de-lis, sécias, zinias, goivos, miosótis, etc. Colher violetas, amores-perfeitos, camélias, jacintos, tulipas, etc. Animais: vacinar o bovino, cavalar, ovino, caprino e os porcos contra as doenças rubras.
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FASES DA LUA
Domingo 4, Quarto Crescente 11 h 56 m
Domingo 11, Lua Cheia 03 h 27 m
Domingo 18, Quarto Minguante 02 h 46 m
Domingo 25, Lua Nova 11 h 37 m
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TERÇA-FEIRA, 20
S. Fabião; S. Sebastião, M
F.M.: Stª Maria da Feira
Tomada de posse de Barack Hussein Obama como 44º Presidente dos Estados Unidos da América ***
Dias vividos: 19; a viver: 346
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Pensa como pensam os sábios, mas fala como falam as pessoas simples.
Aristóteles
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In " O Verdadeiro Almanaque BORDA D`ÁGUA - Reportório útil a toda a gente - Para 2009 (Comum) " - Editorial Minerva
*** Do conhecimento geralpublicada por viajante @ 09:55
DOMINGO, JANEIRO 18, 2009
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sábado, 1 de maio de 2010
Soajo, Lindoso e seus espigueiros
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Ashera08 — 17 de Julho de 2008 — http://ashera.sedrul.net
http://www.sedrul.net
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Parabéns à autora Guida Pinto deste pps que converti em video com musica de Bach - Adagio
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Obrigada Henrique Sousa , por ti me chegou aos olhos toda esta beleza de Portugal
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Obrigada Henrique Sousa , por ti me chegou aos olhos toda esta beleza de Portugal
Malhada do Centeio na Eira de Lindoso
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manelmarinheiro — 5 de Fevereiro de 2009 — Malhada do Centeio. Realiza-se anualmente a meados de Julho, na eira comunitária de Lindoso, junto aos Espigueiros e Castelo.
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Sidonio dos Arcos Valdeves y lindas cantadeiras en Soajo
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mbritobarcelona — 3 de Fevereiro de 2010 — Sidonio dos Arcos y lindas cantadeiras en Soajo 14 Agosto 2002 noite de muita calor os meus parabens a cuantos na roda eston
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Algoso - Dança e música populares
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FernandoMCBarros — 9 de Fevereiro de 2010 — Programa POVO QUE CANTA, RTP.
Autor Michel Giacometti.
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Agradecimento ao Senhor Domingos Morais.
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