Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 5 de maio de 2012

Bach - The Art of Fugue, BWV 1080 [complete on Organ]

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Enviado por  em 18/12/2010
The Art of Fugue or The Art of the Fugue (original German: Die Kunst der Fuge), BWV 1080, is an incomplete masterpiece by Johann Sebastian Bach (1685--1750). The work was most likely started at the beginning of the 1740s, if not earlier. The first known surviving version, which contained 12 fugues and 2 canons, was copied by the composer in 1745. This manuscript has a slightly different title, added afterwards by his son-in-law Johann Christoph Altnickol: Die Kunst der Fuga. Bach's second version was published in 1751 after his death. It contains 14 fugues and 4 canons. "The governing idea of the work", as the eminent Bach specialist Christoph Wolff put it, is "an exploration in depth of the contrapuntal possibilities inherent in a single musical subject."

Structure

0:00 - Contrapunctus I
3:12 - Contrapunctus II
6:24 - Contrapunctus III
9:20 - Contrapunctus IV
14:38 - Contrapunctus V
17:55 - Contrapunctus VI in Stylo Francese
22:04 - Contrapunctus VII per Augmentationem et Diminutionem
26:04 - Contrapunctus VIII
32:06 - Contrapunctus IX alla Duodecima
35:06 - Contrapunctus X alla Decima
39:30 - Contrapunctus XI Triple fugue
46:41 - Canone all'Ottava
49:35 - Canone alla Duodecima in Contrapunto alla Quinta
51:52 - Canone alla Decima in Contrapunto alla Terza
56:36 - Canone per Augmentationem in Contrario Motu
1:01:27 - Contrapunctus XIII rectus
1:03:59 - Contrapunctus XIII inversus
1:06:57 - Contrapunctus XII rectus
1:09:50 - Contrapunctus XII inversus

Herbert Tachezi, organ

domingo, 29 de abril de 2012

José Ramos Tinhorão - 100 anos de Nelson Cavaquinho - 29 de outubro de 2011



Agora em outubro, serão lembrados os 100 anos de Nelson Cavaquinho, uma das maiores expressões da nossa música, “reconhecido oficialmente como gênio” - nas palavras de José Ramos Tinhorão.
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Para homenageá-lo, trazemos duas das mais significativas e inspiradas visões sobre o grande criador: um texto de Tinhorão e um documentário de Leon Hirzman. E também acrescentamos duas de suas mais conhecidas composições: “Juízo Final” e "A flor e o espinho".
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O texto do pesquisador e jornalista foi escrito para sua coluna no Caderno B do Jornal do Brasil (4/1/1974), quando do lançamento do disco de Nelson e o documentário “Nelson Cavaquinho” foi filmado em 1969 por Leon Hirzman (documentário apresentado em dezembro de 2010 no CeCAC, em nossa confraternização de final de ano e como registro e homenagem ao Dia Nacional do Samba - 2 de dezembro).
A boa palavra de Nélson Cavaquinho [*]
José Ramos Tinhorão
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Nos últimos anos, com a descoberta dos grandes criadores das camadas populares por parte da juventude de nível universitário, o compositor Nélson Cavaquinho passou a ser reconhecido oficialmente como gênio.
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Essa fama, porém, começava a perigar porque, apesar da legenda criada em torno da figura do curioso trovador de cabelos brancos faltava uma prova em disco. É essa prova que a Odeon vem oferecer agora com o seu LP Nélson Cavaquinho (smofb-8 809), e que constitui, mais do que um documento de genialidade, uma obra de amor. Pela primeira vez em seus quarenta anos de compositor, Nélson Cavaquinho é tratado com a compreensão e o respeito que o seu rústico talento merecia - e estava precisando. Sustentado pelos arranjos discretos dos maestros Gaia e José Briamonte, que em nenhum momento pretenderam ser mais brilhantes do que o compositor, sua voz rouca e seu estranho violão desafiador de todas as escolas podem enfim mostrar que quando o talento é grande, não há fórmulas ultrapassadas. A de Nelson é o velho samba lírico, construído sobre rasteiras e vigorosas experiências vitais, resultadas de toda uma existência aberta às sugestões da frustração e da incerteza, mas também da coragem e da poesia.
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Logo na primeira faixa do disco (samba Juízo Final em parceria com Élcio Soares), o compositor oferece uma prova disso quando canta - com um otimismo que situa simbolicamente o povo muito acima do medo e da falta de horizontes que assustam as estruturas - "O sol há de brilhar mais uma vez/A luz há de chegar aos corações/Do mal será queimada a semente/O amor será eterno novamente". Com um profundo sentido metafísico da necessidade de viver - pois que viver é, afinal, o ofício do homem - Nélson Cavaquinho mostra que nessa tarefa é sempre preciso fazer uma escolha, e mesmo quando ela deve ser feita entre o bem e o mal, enquanto houver esperança, ninguém se perderá: "Nunca é tarde prá quem sabe esperar/O que se espera há de se alcançar/Eu plantei o bem e vou colher o que mereço/A felicidade deve ter meu endereço". (O Bem e o Mal em parceria com Guilherme de Brito). E o impressionante em Nélson Cavaquinho é que todas essas coisas são ditas musicalmente com uma extraordinária coerência: se a sua melodia é quase sempre repassada de nostalgia, o ritmo em que se apoia é invariavelmente vigoroso, como se estivesse querendo demonstrar, também em sons, que acima das incertezas da alma, ainda uma vez, está a necessidade da vida.
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Essa bela lição aos pobres e angustiados compositores jovens modernos - quase todos mascarando com a busca desesperada de novidades formais, a angústia existencial da classe média - é fornecida por Nélson Cavaquinho com a áspera rouquidão de uma voz que, há quase cinquenta anos, conhece o gelo de todas as cervejas e de todos os chopes do Rio de Janeiro, bebidos entre transbordamentos de poesia e espuma, em quantas madrugadas a boemia inventou como pretexto para ouvi-lo cantar junto aos balcões dos botequins.
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Para captar esse espírito que tão bem reflete a verdadeira alma do povo das cidades - e é desde a contracapa do disco magnificamente documentado do diálogo entre Nélson Cavaquinho e o jornalista Sérgio Cabral - a Odeon pode contar com o entusiasmo (e o amor) de um produtor paulista de vocação carioca: J. Botezeli conhecido como Pelão. Além de fazer o compositor gravar uma das faixas tocando o instrumento que lhe deu o apelido (Nélson toca ao cavaquinho o seu choro Caminhando, ao lado do estupendo violão de Dino), Pelão apresenta pela primeira vez em disco Guilherme de Brito, o mais constante (e verdadeiro) parceiro de Nélson Cavaquinho, o que acrescenta aos méritos do LP o caráter de um oportuno ato de justiça.
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No mais, o que se tem a dizer, é que o long play da Odeon Nélson Cavaquinho, constituindo o mais importante lançamento no campo da música popular brasileira nos últimos tempos, ganhou muito em ser lançado neste entremeio de tempo em que um ano termina e outro desponta: ele vem mostrar, com a força poética e a rude e inventiva música dos sambas do maior compositor das camadas mais humildes do Rio de Janeiro, que o tempo passa, mas o gênio criativo continua.
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[*] Texto publicado originalmente no Jornal do Brasil, Caderno B, Rio de Janeiro, sexta-feira, 4/1/1974, página 2; extraído do livro"Tinhorão, o legendário" (Anexo X - pgs 227 a 230), de Elizabeth Lorenzotti, Editora IMESP, São Paulo, 2010
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Confira também:
- Documentário "Nelson Cavaquinho", Leon Hirzman - www.youtube.com/...

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- Juízo Final - www.youtube.com/...
Composição: Élcio Soares / Nelson Cavaquinho
O sol há de brilhar mais uma vez
A luz há de chegar aos corações
Do mal será queimada a semente
O amor será eterno novamente
É o Juízo Final, a história do bem e do mal
Quero ter olhos pra ver
A maldade desaparecer
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- A flor e o espinho (com seleção de fotos) - www.youtube.com/... e (cantam Nelson Cavaquinho e Elizeth Cardoso - 1973) -www.youtube.com/...
Composição: Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Alcides Caminha
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
Tire o seu sorriso do caminho
Que eu quero passar com a minha dor
Hoje pra você eu sou espinho
Espinho não machuca a flor
Eu so errei quando juntei minh'alma a sua
O sol não pode viver perto da lua
É no espelho que eu vejo a minha magoa
A minha dor e os meus olhos rasos d'agua
Eu na sua vida já fui uma flor
Hoje sou espinho em seu amor
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Biogragia de Nelson Cavaquinho - www.samba-choro.com.br/...
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Esta páginatra-se em www.cecac.org.br

segunda-feira, 12 de março de 2012

João ‎Black ~ Fado anarquista


Canzoni contro la guerra

João Black - Fado Anarquista


João Black (Feijó, 28 de Setembro de 1872; Lisboa, 18 de Dezembro de 1955) foi um dos fadistas mais comprometidos ideologicamente com valores do anarquismo, socialismo e republicanismo. João Salustiano Monteiro tornou-se João Black por homenagem ao seu protector, o inglês Alexander Black, patrão do pai radicado em Almada que lhe pa-gou os estudos. Black foi o que se poderia chamar de fadista de intervenção: as suas letras versavam sempre propósitos ideológicos da República. Andar nos jornais deu-lhe essa consciência.

Comentários da pessoa que enviou o vídeo (ecoscanner)

  • Aconselho também uma visita ao site da Torre do Tombo, onde se encontra uma outra composição de nome "A Batalha - Hino Revolucionário", com autoria atribuída ao maestro Tomás del Negro e João Black, musica e letra, respectivamente. O material foi considerado "propaganda anarquista" por a tenebrosa PIDE, que ao ser desmantelada em 1974 pelos vitoriosos revolucionários da altura, viu assim o seu "espolio" sob o zelo da Torre do Tombo.
    Nem deus, nem amo!!
  • @theH0UNDSofD00M obrigadao pela info!
  • Primeiro que nada obrigado pelo upload, segundo queria propor que adicionasses o link do site A Viagem Dos Argonautas, já que me parece ter sido de onde veio o excerto que usaste na descrição do vídeo. Nao o faço como uma critica mas apenas para facilitar a vida daqueles que, como eu, querem conhecer melhor João Black.
[Prima del 1926]‎
Testo trovato su YouTube


28 maggio 1926. Il generale Gomes da Costa entra a Lisbona alla testa delle sue truppe ‎dopo il golpe contro la Prima Repubblica. Dovrà passare quasi mezzo secolo prima che il ‎Portogallo torni alla democrazia… ‎
28 maggio 1926. Il generale Gomes da Costa entra a Lisbona alla testa delle sue truppe ‎dopo il golpe contro la Prima Repubblica. Dovrà passare quasi mezzo secolo prima che il ‎Portogallo torni alla democrazia… ‎


Nel XX secolo il fado come espressione ludica di contestazione contro il potere e contro i suoi ‎simboli, assume una rilevanza tutta speciale: il fado di aspetto sociale – a volte conosciuto come ‎fado operaio o libertario – diventa canzone di protesta, soprattutto nei primi anni venti del secolo, ‎anni in cui in un contesto repubblicano è possibile ed è incrementata una cultura popolare, in cui il ‎fado diventa veicolo di propaganda di nuove idee. Il fado quindi tratta in modo lirico temi sociali ‎come la fame, la miseria, la lotta contro i padroni, la fede in una vita migliore ed in un futuro dove ‎la vittoria finale è un dato di fatto.‎
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Un esempio emblematico di questo periodo è il poeta popolare, di professione tipografo, uomo di ‎fine gusto letterario ed eccellente fadista che risponde allo pseudonimo di João Black, assiduo ‎frequentatore delle taverne di Cacilhas e di Ginjal. Il suo vero nome era João Salustiano Monteiro ‎ed era di Almada, località dove nacque e trovò la morte nel 1955. Poeta, compositore e cantante, ‎questo socialista di formazione repubblicana – militò nel Partito Socialista di José Fontana nel ‎‎1914 - , noto frequentatore di feste e convivi notturni, amante della vita scapigliata, è stato un vero ‎protagonista del periodo in cui il fado ha guadagnato un ruolo sociale, diventando famoso tra la ‎classe sociale popolare, grazie anche all’intensa attività fatta dagli innumerevoli collettivi di cultura ‎e svago allora esistenti, punto di incontro di cantanti, chitarristi e poeti popolari.‎
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João Black assistette all’apogeo e alla progressiva scomparsa di questo fado di protesta – figlio e ‎padre di una cultura popolare, operaia – subito censurato dal Segretariato Nazionale di ‎Informazione di António Ferro e dalla sua Emittente Nazionale. Fu proprio a causa di queste ‎alterazioni sociali che il fado perse il carattere amatoriale ed il suo ruolo di veicolo di idee e principi ‎morali e politici, diventando un mero intrattenimento ed un articolo da sfruttarsi a livello ‎commerciale. Come disse lo stesso João Black “Il Fado di stampo sociale non è morto, è passato di ‎moda, sopravvivendo qua e là nella memoria di alcuni interpreti […] tra cui il famoso ‎‎Alfredo Marceneiro che canta come João ‎Black.”‎

‎(Fonte: Portogallo: ‎storia dei canti politicamente e socialmente impegnati fino agli anni 50, dal blog Fado Portoghese ‎di Luisa Notarangelo)
Ciência humanitária 

Um símbolo de altruísmo 
Tem como fim condenar 
Deus, pátria e militarismo 
‎ 
O mundo há-de assitir 
Aos pobres livres do jugo 
Espezinhar é o futuro 
Da burguesia a surgir 
‎ 
E depois quando existir, 
O ideal ... 
Esplendor e bem-estar 
Incitar o patriotismo 
A miséria, 
o anarquismo tem por base condenar 
‎ 
Mas o povo subjugado 
Esfacela-se sob a tortura 
Quando o seu mal tinha cura 
O ideal desejado 
‎ 
Viver na prisão 
Nas garras dos inimigos 
Ai ela bem cai no abismo 
A fanática humanidade 
Pois fia-se nesta trindade 
Deus, pátria e militarismo


inviata da Bartleby - 20/2/2012 - 14:17




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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

RESISTÊNCIA, AS VOZES DE UMA GERAÇÃO






Edição dia 27 de fevereiro de 2012
“Há canções que acompanham a vida de gerações. Há outras que falam sobre isso”

in Ao Volante do Éter, 1993
Vinte anos passados sobre a concerto de estreia da Resistência no S. Luiz, é altura de celebrar o aparecimento pioneiro supergrupo um caso exemplar e um momento irrepetível da História da música portuguesa.
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A Resistência durou apenas dois anos e dois meses mas esse tempo foi mais que suficiente para fazer desta banda um nome incontornável na história de música português, mesmo que, depois deles e muitas vezes por causa deles, tenham sido inúmeros os supergrupos que apareceram a seguir.

“As vozes de uma geração” é uma edição limitada constituída pelos álbuns “Palavras ao Vento” e “Mano a Mano”a que se juntam os temas “Voz-Amália-De-Nós” do álbum “Variações: As Canções de António”), “Chamaram-Me Cigano” do álbum “Filhos da Madrugada”, “Mano A Mano” e “Finisterra”, ambos retirados do álbum “Ao Vivo no Armazém 22” e um livro que inclui um texto biográfico do jornalista António Pires, dezenas de fotos de Augusto Brázio, muitas delas raras ou inéditas e as letras de todas as canções.
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Na Resistência, e de forma absolutamente inesperada, juntaram-se músicos e cantores de grupos rock que aparentemente pouco ou nada tinham em comum – Tim (Xutos & Pontapés), Miguel Ângelo e Fernando Cunha (Delfins), Pedro Ayres Magalhães (ex-Heróis do Mar, na altura já à frente dos Madredeus) e Olavo Bilac (dos novíssimos Santos & Pecadores) – e ainda músicos vindos de outras áreas como a música popular – Fernando Júdice e José Salgueiro (ambos recém-saídos dos Trovante) – e o jazz, em que foram recrutados o baterista Alexandre Frazão e os guitarristas Fredo Mergner e Rui Luís Pereira (Dudas), que devido ao seu virtuosismo foram os responsáveis pelos memoráveis solos das canções da Resistência. Depois, porque na Resistência se celebrava o legado musical de alguns dos grupos referidos (e ainda de outros da música portuguesa como os Sitiados, os Rádio Macau e José Afonso) mas com uma roupagem visceralmente acústica, quase folk e com inúmeros ganchos lançados a outras músicas, que contrastava com o lado mais duro e rock dos originais. E, principalmente, porque o foco principal das suas versões eram – ainda mais do que a música e as melodias – as palavras que eram cantadas.
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Este programa ideológico da Resistência – dar o protagonismo aos poemas que eram interpretados -- surgia já, aliás, numa versão anterior e embrionária do projeto, quando Pedro Ayres Magalhães convidou as cantoras Filipa Pais, Teresa Salgueiro (Madredeus) e Anabela Duarte (Mler Ife Dada) para um recital na Feira do Livro de Lisboa, em junho de 1990. Nesse concerto, “Resistência – As Primeiras Páginas (Canções Ilustradas)”, surgiu já o inédito “Liberdade” – de Pedro Ayres, posteriormente gravado no primeiro álbum da Resistência – e as palavras das canções interpretadas foram projetadas numa tela, de modo a dar-lhes maior visibilidade. A semente estava lançada.
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Uma semente que daria novos frutos um ano e meio depois, mas já sem vozes femininas no projeto. Convidados para dar um concerto num comício de um partido político no Rossio, em outubro de 1991, os Delfins recusaram-se a participar porque o cachet não era suficiente. Mas dois deles – Fernando Cunha e Miguel Ângelo – aceitaram e levaram mais dois amigos: Tim e Pedro Ayres Magalhães (que, por coincidência, acumulava então o papel de guitarrista e principal compositor dos Madredeus com o de baixista dos Delfins). O grupo apresentou-se sob a designação All-Stars, interpretou temas em formato acústico dos Xutos & Pontapés, Heróis do Mar e Delfins… e logo ali perceberam que havia algo de muito especial a acontecer. Mais uma coincidência: com um crédito de muitas horas de ocupação do Êxito Estúdio (mercê de um acordo entre a União Lisboa, agência dos Delfins e dos Madredeus, e este estúdio de gravação), os quatro juntam-se para registar as bases daquilo que viria a ser o primeiro álbum da Resistência, “Palavras ao Vento”.
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Na gravação do álbum de estreia participaram – para além destes quatro músicos e cantores – Olavo Bilac, os guitarristas Fredo Mergner e Rui Luís Pereira (mais conhecido como Dudas) e, numa fase posterior, uma secção rítmica constituída por dois músicos brasileiros ligados ao jazz, o baterista Alexandre Frazão e o baixista Yuri Daniel, que gravaria as partes de baixo em dois temas do álbum, ficando os outros por conta de Fernando Júdice. “Palavras ao Vento” seria editado em vésperas do Natal de 91, mas antes disso, a 29 e 30 de novembro, a Resistência pré-apresentou o álbum ao vivo no Teatro Municipal de S. Luiz, no âmbito do festival outono em Lisboa, perante uma plateia rendida a esta fórmula nova na música portuguesa: a reinterpretação de temas vindos do cancioneiro rock nacional dos anos 80, mas apresentados de uma forma mais crua e simples, prontos a ser cantados por todos tal como todos eles (incluindo dois habituais não cantores como Fernando Cunha e Pedro Ayres) também os podiam cantar. E com as palavras a serem escutadas por cima de uma “parede de som” feita de cinco guitarras, baixo e bateria.
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“Palavras ao Vento” rebentou na tabela de vendas da AFP em janeiro de 1992 e manteve-se no primeiro lugar do Top nacional durante largas semanas, acabando por atingir a marca de dupla-platina. E ao sucesso de vendas sucedeu-se o sucesso de inúmeros concertos que levaram a Resistência a variadíssimas cidades do país durante esse ano. Concertos cada vez mais esgotados – já com a presença do percussionista José Salgueiro (outro ex-Trovante) – e em que, de dia para dia, se notava de claramente que canções que até aí tinham passado mais ou menos despercebidas eram agora cantadas e compreendidas por todos. “Nasce Selvagem”, dos Delfins, e “Não Sou o Único” tornaram-se hinos populares obrigatórios. Outras canções destes dois grupos e ainda temas dos Heróis do Mar – como “Fado” e “Nunca Mais” – ocupavam então o éter e começavam a criar uma “memória coletiva” que ainda hoje se mantém
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Embalados pela onda de euforia gerada pela edição de “Palavras ao Vento” e dos espetáculos que se seguiram, os músicos da Resistência começam a gravar as maquetas do segundo álbum, “Mano a Mano”, logo na primavera de 1992. E, entre agosto e outubro desse ano, entram no estúdio Angel II, para o registo definitivo. Com um espectro estilístico ainda mais alargado depois de variadíssimos ensaios e concertos, o segundo álbum não se afasta no entanto dos traços inicialmente definidos: as harmonias de guitarras e de vozes são agora mais importantes, os jogos tímbricos são mais arrojados, mas à frente de tudo continuam as palavras. E, desta vez, palavras (e músicas) que vêm também de outros lados que não apenas os grupos originais dos quatro fundadores da Resistência: em “Mano a Mano” entram também temas dos Trovante, Rádio Macau, Sitiados e José Afonso.
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A apresentação oficial do novo álbum foi marcada para 4 de dezembro de 1992, no Armazém 22 – um hangar inóspito pertencente ao Porto de Lisboa e que, no espaço de um dia, foi transformado numa sala de espetáculos para milhares de pessoas. Os mesmos milhares que se ouvem a cantar em coro com a banda no álbum “Ao Vivo no Armazém 22”, gravado nesse dia e editado no ano seguinte. Um álbum que, para além de muitos dos temas gravados pela Resistência nos seus dois discos de estúdio, incluía ainda dois inéditos: os instrumentais “Mano a Mano” (Nota: apesar de ter dado nome ao segundo álbum do grupo, este tema não aparecia no seu alinhamento) e “Finisterra”, respetivamente de Pedro Ayres e Dudas.
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A carreira da Resistência teve alguns momentos que, para eles e para quem a eles assistiu se tornaram absolutamente inesquecíveis. Os concertos de estreia no S.Luiz, sim, o concerto do Armazém 22, idem. Mas também todos os concertos das suas duas digressões nacionais e alguns especiais, como os que os juntou à Lua Extravagante, na Aula Magna, em fevereiro de 1992, e o Concerto Contra o Racismo, em Loures, janeiro de 1993, que contou com a presença do então presidente da República Mário Soares. Ou ainda a sua participação nos álbuns de homenagem a António Variações e José Afonso (ambos editados em 1994). Mas aquele que ficou como o pico maior desta curta história foi o festival Portugal ao Vivo, que decorreu no Estádio de Alvalade, a 26 de junho de 1993. Nele participaram a Resistência, Madredeus, Sétima Legião, Xutos & Pontapés, Sitiados e Delfins e, nesse dia, estavam lá cerca de 50 mil pessoas a celebrar a música portuguesa e muitas das canções que a Resistência também cantava. Foi nesse dia que o conceito e ideário da Resistência (e o seu próprio nome) ganharam todo um novo sentido.



Alinhamento
CD 1 – "Palavras ao Vento"
1:Nasce Selvagem
2:Não Sou O Único
3:Marcha Dos Desalinhados
4:Nunca Mais
5:Só No Mar
6:Liberdade
7:Aquele inverno
8:No Meu Quarto
9:Fado
10:Circo De Feras

Temas extra
11:Voz-Amália-De-Nós (retirado do álbum “Variações: As Canções de António”)
12: Chamaram-Me Cigano (retirado do álbum “Filhos da Madrugada”)

CD 2 – "Mano a Mano"

1:Um Lugar Ao Sol
2:Amanhã É Sempre Longe Demais
3:Esta Cidade
4:Que Amor Não Me Engana
5:Fim
6:A Noite
7:Traz Outro Amigo Também
8:Prisão Em Ti
9:Perigo
10:Timor

Temas extra
11:Mano A Mano (retirado do álbum “Ao Vivo no Armazém 22”)
12:Finisterra (retirado do álbum “Ao Vivo no Armazém 22”)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Il silenzio - Nino Rosso e G. Brezza


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Enviado por em 01/11/2010
Il Silenzio (Trumpet Solo) in Bb Major
Composer by Nini Rosso and Guglielmo Brezza
Arrangements by Maestro Milton Isejima
Performances:
Drums, Bass, Piano, Guitar, Strings & Trumpet by Maestro Milton Isejima
Music Producer, Video Producer, Mixer & Audio Mastering by Maestro Milton Isejima


Special Participation (Electric Bass): Erick Massaya H. Isejima



City: Sao Paulo
Country: Brazil



NOTE:



Il Silenzio is an Italian pop music instrumental piece, with a small part of spoken Italian lyrics, notable for its trumpet theme. 
It was written in 1965 by trumpet player Nini Rosso and Guglielmo Brezza, its thematic melody being an extension of the bugle military call for taps. 
It has become a worldwide instrumental standard, which has sold around 10 million copies. 
It was a number one hit in Germany, Austria, the Netherlands, Italy and in Switzerland in 1965. 
It reached the position of Number 1 in Australia on 01/09/65 and stayed in the charts for 19 weeks. In the United States it reached #32 in the Billboard Easy Listening Charts.

 

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