Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Portugal - Congresso Mundial de Resíduos

Humberto Rosa alerta para a influência dos resíduos na sustentabilidade

2009-10-12

A sustentabilidade actual «está em perigo» e o aspecto mais notório dessa situação são as alterações climáticas, alertou esta manhã Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, durante a sua intervenção no Congresso Mundial de Resíduos, que se realiza entre os dias 12 e 15 de Outubro, no Centro Cultural de Belém.
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A mudança de paradigma foi desencadeada a partir da Revolução Industrial, a partir da qual o homem passa a ser o elemento que provoca a mudança global. Os resíduos têm influência na sustentabilidade. Como exemplo, Humberto Rosa alertou para aquela que dizem ser a maior lixeira do mundo, com o equivalente a duas vezes o tamanho dos Estados Unidos. A sua acumulação cria vastas extensões de resíduos que flutuam nos oceanos, como a conhecida “ilha do lixo”, no Oceano Pacífico (entre a Califórnia e o Havai), que tem sensivelmente o tamanho da França.
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O plástico é um dos principais problemas dessa ilha, já que a sua fragmentação se confunde com o plancton que alimenta os animais. A este respeito, o presidente da Comissão Técnica e Científica da ISWA - International Solid Waste Association sublinhou que «10 por cento da produção mundial de plástico acaba no oceano». A agravar o cenário, Antonis Mavropolous realçou que, no futuro, a produção de resíduos vai aumentar. «Mesmo os melhores sistemas não são capazes de lidar com os volumes crescentes de resíduos. Vai haver cada vez mais aterros sem controlo», avisa.
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Esta é uma questão que, do seu ponto de vista, vai dominar os próximos anos, bem como o tráfico de resíduos. «Sabemos que a taxa de resíduos está a aumentar muito depressa. Isto quer dizer que os novos produtos vão ser consumidos muito rapidamente e criar novos resíduos.» As novas máquinas fotográfica foram um dos exemplos dados. «Temos de as deitar fora, porque reparar uma máquina fotográfica sai mais caro do que comprar uma nova e melhor», exemplificou.
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Antonis Mavropolou chama ainda atenção para o facto de que a nossa sociedade está a chegar a níveis cada vez mais complexos e que, por essa razão, é preciso estar preparado.
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Com efeito, novas soluções terão de aparecer, referiu Humberto Rosa. Por exemplo, disse o secretário de Estado do Ambiente, «precisamos de grandes inovações no ciclo de vida dos produtos e ao nível dos materiais. Temos de substituir o plástico por materiais biodegradáveis. Tratar os resíduos com valor também é fundamental, criando oportunidades económicas e sociais, como a criação de emprego, acrescentou.
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Autor / Fonte
Tânia Nascimento
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domingo, 28 de junho de 2009

Seixal - Cemitério macabro de navios


24-Jun-2009

Opinião de Roberto Robles

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O grande espelho líquido que constitui, indubitavelmente, a grande referência do concelho do Seixal é a sua baía. Tanto do ponto de vista histórico, como comercial ou lúdico, existem todas as razões para haver um especial carinho na sua preservação.

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Efectivamente, a autarquia seixalense investiu meritoriamente na beira-rio, nomeadamente na área mais populosa. Lamentavelmente, permite, com outras cumplicidades governativas, que se continuem a agravar as agressões ambientais, altamente poluidoras das suas águas e das margens menos visitadas.

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O lado ignorado da baía está pejado de destroços de navios e embarcações, que, minuto a minuto, numa persistente agressão ambiental, vão largando ferrugem, óleos e tudo o mais que possa agredir a baía.

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Compete às autoridades portuárias, neste caso a Administração do Porto de Lisboa, a promoção das diligências necessárias à remoção dos cascos ou destroços das embarcações afundadas ou encalhadas e de outros materiais submersos na sua área de jurisdição - Decreto-Lei nº 46/2002 de 2 de Março

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No site oficial da Administração do Porto de Lisboa (APL), são referidas várias preocupações ambientais, relativamente à sua área de jurisdição, a qual confina com os territórios de onze municípios, que circundam o estuário do Tejo: Alcochete, Almada, Barreiro, Benavente, Lisboa, Loures, Moita, Montijo, Oeiras, Seixal e Vila Franca de Xira.

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Refere ainda que a Administração do Porto de Lisboa adopta uma atitude pró-activa de conciliação da sua actividade e dos seus projectos de desenvolvimento e expansão, com os interesses das populações vizinhas e da conservação da natureza, actuando ao nível estratégico.

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Em termos operacionais, a APL garante ainda a gestão diária das questões ambientais relacionadas com os navios e serviços a estes prestados e com a operação portuária e actividades complementares, como sejam, reparação naval e náutica de recreio

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Por outro lado, o PDM do Seixal, acautela no seu Artigo 8º-8) que a Ponta dos Corvos/Talaminho, que inclui toda a baía do Seixal, a península do Alfeite até à Ponta dos Corvos, o Talaminho e o sapal de Corroios, possui elevado valor paisagístico e ecológico, pelo que se integra totalmente na Reserva Ecológica Nacional. A área abrangida por esta UNOP será sujeita a plano de pormenor com vista ao seu aproveitamento lúdico e paisagístico.

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No seu artigo 43.° (Condicionamentos) refere que nas áreas de protecção paisagística é interdita a edificação sendo ainda proibidas todas as actividades susceptíveis de danficar os valores do património natural e o abandono de detritos e o depósito de materiais.

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A legislação comunitária, através do Regulamento (CE) n.º 1013/2006 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 14 de Junho de 2006, é especialmente atento ao zelar por que o desmantelamento de navios se processe de uma forma segura e compatível com os requisitos ambientais, a fim de proteger a saúde humana e o ambiente. Além disso, importa assinalar que um navio se pode tornar resíduo na acepção do artigo 2º da Convenção de Basileia e que pode ser simultaneamente definido como um navio, por força de outras disposições do direito internacional…

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Contudo, a nossa preocupação começa a sentir-se quando, ainda no site da Administração do Porto de Lisboa, somos alertados pela interdição, pela Administração Regional de Saúde, das praias da Velha, da Ponta dos Corvos e do Pantanal, no concelho do Seixal, por motivos de saúde pública. Avança-se com a explicação que tal se deve à influência das águas residuais urbanas não tratadas no concelho do Seixal; contudo, acrescentamos nós, sendo importante, não cobre outros factores decisivos, como enunciaremos adiante.

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Sendo sabido que foi recentemente assinado um contrato de empreitada de construção de nova ETAR municipal, o que levará, «o Município a ter os seus efluentes tratados a 100 por cento, permitindo uma qualidade ambiental ao melhor nível do País e da Europa», tudo é apresentado como estando no bom caminho.

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Tudo estaria perfeito, mas a realidade não se dá bem com estas declarações das entidades ditas competentes

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É escandalosa a dura realidade nas margens da BAÍA DO SEIXAL, no que diz respeito a destroços e “cadáveres” de embarcações de pequeno e médio porte, a embarcações formalmente arrestadas mas abandonadas na realidade, bem como a poluição marítima daí consequente.

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Ciente deste facto a APL e a Câmara Municipal do Seixal, assinaram em 1995 um protocolo de cooperação para remoção de embarcações abandonadas ou em mau estado de conservação. Foi assim que em 16 de Novembro de 2005, foram retiradas 23 embarcações entre o Largo dos Restauradores, no Seixal, e o Núcleo Naval de Arrentela. Quem conhece o Seixal saberá que esta faixa da baía corresponde, significativamente, apenas à área de maior visibilidade pública.

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Pode ainda ler-se no Boletim Municipal do Seixal que, a operação foi efectuada apenas em um dia, o que reduziu substancialmente os custos inicialmente previstos para dois dias, e que foram retirados 13.8 toneladas de destroços.

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Ridícula operação quando sabemos que o cacilheiro mais pequeno, dos 3 que morrem na baía, tem cerca de 180 toneladas brutas.

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A desastrosa situação actual de navios e embarcações abandonadas ou sepultadas, da qual a Baía do Seixal é um caso típico, deixa no ar sérias preocupações relativamente à demissão das responsabilidades do governo e das autarquias, no que diz respeito às razões que levam a estas graves agressões ambientais ao meio marinho e margens circundantes e à inoperância para seguir as orientações da Comunidade Europeia (Posição Comum n.º P6_TC2-COD(2003)0139 de 25-10-2005) e das directivas de diversas organizações internacionais, nomeadamente, da Internacional Maritime Organization (IMO), da Convenção de Basileia, da International Labour Organisation (ILO) e da International Chamber of Shipping (ICS).

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Embora nenhuma das regulamentações acima mencionadas tenha valor de lei, vários estados já têm publicada legislação sobre matéria de desmantelamento de navios, bem como da consequente reciclagem de materiais e protecção dos trabalhadores envolvidos nestas operações, revelando óbvias preocupações que, pelos vistos, não será partilhada pelo governo português.

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Contudo, conhecida a resolução europeia de poder classificar, em determinadas circunstâncias, um navio simultaneamente como resíduo, fica evidente a panóplia de legislação nacional, na área do ambiente e da segurança marítima, aplicável nas situações de abandono de navios/embarcações, das quais a Baía do Seixal é um caso referenciável.

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De acordo com a IMO Resolución A.962(23) um problema relacionado com a reciclagem de navios é a possibilidade de, tendo em vista evitar os custos da reciclagem (limpeza, reparações estruturais para a deslocação, reboque, seguro, etc.) o proprietário final decidir abandonar o navio no mar ou no porto. No caso em apreço, parece evidente este propósito.

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Através da consulta do Decreto-lei nº 89/2002 de 09-04-2002, verifica-se que da Lista de Empresas de Gestão de Resíduos - Área do Desmantelamento de Navios, apenas constatamos a existência da empresa Baptistas na Moita, a qual tem uma cota atribuída até às 40 000 toneladas, pelo que, também por essa razão, não é credível que os navios/embarcações, em vários graus de degradação na Baía do Seixal, venham a ter qualquer tipo de intervenção no sentido de desmantelamento nos estaleiros da referida baía.

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Uma análise expedita às Directrizes da IMO sobre a Reciclagem de Navios, podemos encontrar uma lista de materiais potencialmente perigosos que podem encontrar-se a bordo dos navios entregues às instalações de reciclagem, constituída por 34 conjuntos de produtos, dos quais destacamos:

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Revestimentos com pinturas à base de chumbo

Vários tipos de óleos e combustíveis

Vários tipos de produtos químicos

Baterias de chumbo e ácido

Mercúrio e material radioactivo

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A lista destes produtos aumenta substancialmente quando a situação do navio/embarcação não é de desmantelamento e posterior reciclagem, mas de puro e grave abandono e consequente degradação.

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Em conclusão:

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Para que a BAÍA DO SEIXAL tenha «uma qualidade ambiental ao melhor nível do País e da Europa», terá que haver um enorme empenhamento das entidades, que têm responsabilidades e as respectivas competências nas áreas ambientais, para que esta baía retome os parâmetros ecológicos adequados.

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É necessário que as preocupações não estejam limitadas às poucas centenas de metros de margem de maior visibilidade para os munícipes e restantes cidadãos.

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É necessário apurar responsabilidades junto dos actuais proprietários dos cacilheiros, rebocadores e outros tipos de embarcações que estão a fazer desta baía um cemitério de navios.

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É necessário apurar responsabilidades junto dos proprietários dos estaleiros existentes, uma vez que a sua área circundante desmente qualquer cumprimento de normas internacionais de protecção do meio ambiente, originando graves agressões às águas da baía e com directas consequências nas populações que tradicionalmente faziam das praias próximas, espaços salubres de bem-estar.

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É necessário apurar a razão pela qual os organismos na dependência dos Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações e do Ministério da Defesa Nacional, bem como a Câmara Municipal do Seixal, não exerceram as suas competências de acordo com a Lei.

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É, finalmente, necessário devolver à Baía do Seixal a qualidade ambiental a que a população tem direito, intervindo urgentemente numa contínua agressão ambiental que as próximas gerações não nos perdoaria.

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in Esquerda.net
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Baleias: Preservação mundial discutida no Funchal



A preservação das baleias estará em foco a partir de hoje no Funchal, ilha da Madeira, no âmbito da 61/a reunião plenária da Comissão Baleeira Internacional (CBI) que reúne durante quatro dias mais de 600 pessoas nesta cidade.
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«Derreter o gelo» no relacionamento entre defensores e opositores mundiais da caça à baleia, por forma a criar um modelo de gestão dos interesses destas duas forças oponentes, será um dos objectivos deste encontro.

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Entre os partidários da caça à baleia mais influentes estão o Japão, que efectua esta actividade sob o pretexto de fins científicos, a Islândia e a Noruega (com objectivos comerciais), países que vêm defendendo a alteração da moratória criada em 1986 que proibia esta prática e que matam uma média de dois mil exemplares por ano.

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Diário Digital / Lusa- segunda-feira, 22 de Junho de 2009 | 06:22

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domingo, 31 de maio de 2009

Aquecimento global já afecta 325 milhões de pessoas por ano


Clima: Koffi Annan diz que este é «o maior desafio humanitário do nosso tempo»
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Clicar na imagem para ler
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in Público 2009.05.30
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domingo, 24 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Ambiente: Ave do emblema da reserva natural está em extinção Berlengas sem airos

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Paulo Cunha, Lusa Há cada vez menos airos (à direita) nas ilhas Berlengas
Há cada vez menos airos (à direita) nas ilhas Berlengas

Ambiente: Ave do emblema da reserva natural está em extinção

Berlengas sem airos

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Edgar Nascimento com Lusa
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O airo, ave semelhante a um pequeno pinguim que escolhia as ilhas Berlengas para nidificar e onde aparecia às centenas, está em extinção acelerada, tendo este ano sido avistados apenas quatro exemplares.



As causas apontadas para o desaparecimento do airo das Berlengas são, segundo especialistas, a pressão exercida pelos milhares de gaivotas, as redes de emalhar, fatais para estas aves que passam muito tempo no mar, e também o aquecimento do planeta.


Dados publicados em 1952 identificaram seis mil casais de airos nas Berlengas. "Não é possível determinar uma causa para o desaparecimento do airo. O que sabemos é que nos últimos 20 anos aumentou o número de gaivotas, o porto de pesca de Peniche foi ampliado [mais comida para as gaivotas proporciona a sua reprodução], deu-se um aquecimento na atmosfera e a presença do airo diminuiu", disse Henrique Queiroga, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro e coordenador da candidatura das Berlengas a Reserva da Biosfera da UNESCO. Na ilha, os quatro airos escolhem para ninho uma escarpa abrigada da insolação e são vistos rodeados por largas dezenas de gaivotas a que se juntam alguns corvos marinhos.


A candidatura a Reserva da Biosfera será entregue nos próximos meses. Compatibilizar o turismo com a preservação do ecossistema das Berlengas é o objectivo de vários projectos, que estão em curso e que pretendem tornar a ilha auto-sustentável na produção de energia, no tratamento dos efluentes e do lixo.

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in Correio da Manhã - 12 Abril 2009 - 00h30
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Expedição revela novas espécies em “paraíso perdido” de Moçambique

Expedição revela novas espécies em “paraíso perdido” de Moçambique

Publicado em Moçambique, Vida Animal
with tags , às 24 24
UTC Dezembro 24UTC 2008 por gm54

98541


Uma expedição internacional de 28 cientistas descobriu este Outono a floresta Monte Mabu, no Norte de Moçambique, que tem parecenças com um “paraíso perdido”. Nos seus sete mil hectares, encontrados com a ajuda do Google Earth, os cientistas identificaram, para já, três novas espécies de borboletas e uma de cobra.

Em apenas três semanas, a expedição liderada por uma equipa dos Jardins Botânicos Reais de Kew, no Reino Unido, os cientistas encontraram centenas de espécies diferentes de plantas, novas populações de aves raras, borboletas, macacos e uma nova espécie de cobra gigante. Com os espécimes que recolheram e levaram para casa, os cientistas esperam descobrir novas espécies de plantas.


A floresta na região montanhosa do Norte do país era, até então, desconhecida para a comunidade científica devido aos difíceis acessos e a anos de guerra civil (1975 – 1992).


Em 2005, Julian Bayliss, cientista britânico dos Jardins Botânicos, estava à procura de um possível projecto de conservação no Google Earth, na Internet, quando descobriu aquele “bocado de verde” e decidiu ir conhecê-lo. Depois de algumas primeiras visitas, a expedição de 28 cientistas – do Reino Unido, Moçambique, Malawi, Tanzânia e Suíça - partiu em Outubro com 70 carregadores para a floresta.


Segundo conta o “The Observer”, a estrada levou a expedição até uma antiga quinta de produção de chá, abandonada. Para lá, era a floresta. Foi aí que montaram acampamento durante quatro semanas e encontraram uma riqueza biológica insuspeita, como as centenas de plantas tropicais.


O líder da expedição, o botânico Jonathan Timberlake, considerou ao “Telegraph” que descobrir novas espécies não é importante só para a ciência mas ajuda a salientar a necessidade dos esforços de conservação nas regiões do mundo mais ameaçadas pela desflorestação e pelo rápido desenvolvimento.


Estima-se que os cientistas descrevam, todos os anos, cerca de duas mil novas espécies.

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in

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http://gm54.wordpress.com/2008/12/24/expedicao-revela-novas-especies-em-paraiso-perdido-de-mocambique/

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Agosto - Mais Brilhante que Mil-Sóis

Hiroshima após o bombardeamento/holocausto nuclear. O «senhor» abaixo nunca se arrependeu e dormiu sempre bem, pois limitara-se a cumprir ordens.
Nunca foi julgado nem a cadeia de comando até Harry Truman, como criminosos de guerra e genocidas, num qualquer Tribunal de Nuremberga.


Colonel Paul Tibbets waving from Enola Gay's cockpit before taking off for the bombing of Hiroshima. (USAF Photo)




Desenho de Tibuka





Quadro de Magritte
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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Amazónia é de todos?



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O ritmo de desflorestação da Amazónia voltou a aumentar este ano, depois de três anos de redução. As estatísticas parciais indicam o aumento da ameaça ao pulmão do Planeta.
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in Correio da Manhã 2007.10.20
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Para saber mais:
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Amazonia.org.br
Amazonia.org.br a maior base de dados sobre a Amaznia na web, atualizada diariamente com notcias, artigos, documentos, fotografias, vídeos, agenda de eventos ...