Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Ötzi ou Múmia do Similaun

 
Reconstrução de Ötzi no Museum Bélesta (Ariège)
Ötzi
Homem da Neve
Oetzi Memorial.jpg
Memorial a Ötzi.
Governo
Reinadoaproximadamente 5300 anos atrás
CoroaçãoIndispononível devido a idade de Ötzi
Vida

Ötzi ou Múmia do Similaun é uma múmia masculina bem conservada com cerca de 5300 anos[1]. A múmia foi encontrada por alpinistas nos Alpesitalianos em 1991, em uma geleira dos Alpes de Ötztal perto do monte Similaun, na fronteira da Áustria com a Itália. O apelido Ötzi deriva do nome do vale da descoberta. Ele rivaliza a múmia egípcia "Ginger" no título de mais velha múmia humana conhecida, e oferece uma visão sem precedentes da vida e hábitos dos homens europeus na Idade do Cobre.

Índice

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Descoberta

Ötzi foi encontrado por dois turistas alemães, Helmut e Erika Simon, em 19 de setembro de 1991. Eles primeiro pensaram que se tratasse de umcadáver moderno, como diversos outros que são freqüentemente encontrados na região. O corpo foi confiscado pelas autoridades austríacas e levado para Innsbruck, onde sua verdadeira idade foi finalmente estabelecida. Pesquisas posteriores revelaram que o corpo fora encontrado poucos metros além da fronteira, em território italiano. Ele agora está exposto no Museu de Arqueologia do Tirol do SulBolzano, Itália.

Análise científica

O corpo foi extensamente examinado, medido, radiografado e datado. Os tecidos e o conteúdo dos intestinos foram examinados ao microscópio, assim como o pólen encontrado nos seus artefatos.

Quando morreu, Ötzi tinha entre 30 e 45 anos e aproximadamente 160 cm de altura. A análise do pólen e da poeira e a composição isotópica do esmalte de seus dentes indica que ela passou sua infância perto da atual aldeia de Feldthurns, ao norte de Bolzano, mas que mais tarde viveu em vales a cerca de 50 km ao norte.
Ele tinha 57 tatuagens, algumas das quais eram localizadas em (ou perto de) pontos que coincidem com os atuais pontos de acupuntura, que podem ter sido feitas para tratar os sintomas de doenças de que Ötzi parece ter sofrido, como parasitas digestivos e artrose. Alguns cientistas acreditam que esses pontos indiquem uma primitiva forma de acupunctura [1].
Suas roupas, incluindo uma capa de grama entrelaçada e casaco e calçados de couro, eram bastante sofisticadas. Os sapatos eram largos e à prova d'água, aparentemente feitos para caminhar na neve; as solas eram feitas de pele de urso, a parte superior de couro de veado e uma rede feita de cascas de árvores. Tufos de grama macia envolviam o pé dentro do sapato, servindo de isolante térmico.
Outros artefatos encontrados junto a Ötzi foram um machado de cobre com cabo de teixo, uma faca de sílex e cabo de freixo, uma aljava cheia deflechas e um arco de teixo inacabado que era mais comprido do que o Ötzi.
Entre os objetos de Ötzi havia duas espécies de cogumelos, uma das quais (fungo de bétula) é conhecida pelas suas propriedades antibacterianas, e parece ter sido usada para fins medicinais. O outro cogumelo era um tipo de fungo que pega fogo facilmente, incluído com partes do que parece ter sido um kit para começar fogo. O kit continha restos de mais de doze plantas diferentes, além de pirita para a criação de faíscas.

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Em 2007 cientistas revelaram que o "homem das neves" morreu de um ferimento no ombro provocado por uma flecha.
Uma equipe de pesquisadores italianos e suíços usou a tecnologia de raio-X para comprovar que a causa da morte foi uma lesão sofrida numa artéria próxima do ombro e provocada pela ponta de flecha que permanece até hoje cravada nas costas. Os mesmos cientistas concluíram que a morte de Ötzi foi imediata.
Os resultados mais recentes da pesquisa apareceram em linha no Journal of Archaeological Science e foram publicados pela National Geographic.
Análises dos intestinos de Ötzi mostraram duas refeições, uma de carne de bode da montanha, a segunda de carne de veado, ambas consumidas com alguns cereais. Pólen na segunda refeição mostra que esta foi consumida em uma floresta de coníferas a meia-altitude.
Primeiramente supôs-se que fosse um pastor levando seu rebanho para as montanhas e que foi surpreendido por uma tempestade de neve. Dada sua relativa alta idade, não teria resistido ao esforço e morrido.
No entanto, a análise de DNA revelou traços de sangue de quatro outros indivíduos nos seus equipamentos: um na sua faca, dois na mesma flecha e o último no seu casaco. Em julho de 2001, dez anos após a descoberta do corpo, uma tomografia axial computorizada revelou que Ötzi tinha o que parecia ser uma ponta de flecha no seu ombro, mais precisamente na omoplata, combinando com um pequeno furo no seu casaco. O cabo da flecha havia sido removido. Ele também tinha um profundo ferimento na palma da mão direita, que atingiu a carne, tendões e o osso.
Inscrição no memorial
A partir de tais evidências e de exames das armas, o biólogo molecular Thomas Loy, da Universidade de Queensland, acredita que Ötzi e um ou dois companheiros fossem caçadores que participaram de uma luta contra um grupo rival. Em um certo momento, ele pode ter carregado (ou ter sido carregado por) um companheiro. Enfraquecido pela perda de sangue, Ötzi aparentemente largou seus equipamentos contra uma rocha, deitou-se e expirou.

Referências


Causa mortis



  1.  James Neill (last updated 27 October 2004), Otzi, the 5,300 Year Old Iceman from the Alps: Pictures & Information, visitado em 2007-03-08.

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Ligações externas

Commons
Commons possui multimídias sobre Ötzi

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sequenciado genoma do 'Homem dos Gelos'


Diário de Notícias

ANTROPOLOGIA

 

por DN.ptHoje
O 'homem dos Gelos' tinha 46 anos e pesva cerca de 50 quilos quando morreu
O 'homem dos Gelos' tinha 46 anos e pesva cerca de 50 quilos quando morreu
Fotografia © Nature Communications
Um grupo de cientistas conseguiu sequenciar o genoma completo de Otzi, o homem dos gelos, com mais de 5300 anos, cujo corpo foi encontrado em 1991.
A investigação foi publicada pela revista 'Nature Communications' e revela que tinha os olhos castanhos, era de grupo sanguíneo O e intolerante à lactose; além do mais, tinha predisposição genética a padecer de doenças cardiovasculares.
A análise do ADN revelou ainda estar aparentado aos atuais habitantes da Córsega e da Sardenha, ou não tivesse sido encontrado nos Alpes italianos.
Albert Zink, do Instituto Eurac em Bolzano (Itália), que dirigiu a investigação, explicou que a análise do ADN representa um grande avanço para conhecer a fundo uma das múmias naturais más estudads pela comunidade científica.
A análise do ADN sugere ainda que, provavelmente, os seus antepassados emigraram para o Médio Oriente numa época de transição para a agricultura, o que pode explicar a intolerância à lactose.O 'Homem dos Gelos' media 1,59 e pesava cerca de 50 quilos e teria 46 quando morreu. A causa de morte foi um ferimento por flecha, provavelmente no decurso de um confronto.


A múmia do Homem do GeloA múmia do Homem do Gelo (DR)A múmia do Homem do GeloReconstituição de Ötzi
Estudo genético

Homem do Gelo tinha olhos castanhos, tez branca e intolerância à lactose

28.02.2012 - 23:20 Por Nicolau Ferreira

A múmia mais completa de sempre, encontrada em 1991, nos Alpes italianos, continua a ser uma fonte de informação. Agora foram reveladas as conclusões da análise genética do seu ADN. Ötzi teria olhos castanhos e pele branca, era intolerante à lactose e tinha disposição genética para ter problemas cardíacos, revela o estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications.



A história deste representante do neolítico, que morreu há 5300 anos, por motivos mais ou menos misteriosos, mas que envolveram certamente uma seta que carrega no ombro esquerdo e um corte na mão direita, é rica em detalhes conhecidos nos últimos 20 anos.

Em 1991, um casal de alpinistas alemão encontrou no Vale Ötzal, a 3120 metros de altura, um corpo mumificado, que estava protegido há milénios da deterioração pelo frio, pela escuridão e pelo gelo. O Homem do Gelo foi encontrado e descrito. 

Como múmia, Ötzi é mais completo do que os faros egípcios, pois continua a ter todos os órgãos, que nos faraós foram retirados. Tinha 1,59 metros, pesava em vida 50 quilos e quando morreu teria cerca de 46 anos. Vestia coro de cabra e tinha se alimentado, recentemente, de carne de veado e cabra.

O cabelo era rico em arsénio e cobre, o que poderá indicar que trabalhava com a fundição de cobre. Com ele viviam uma série de parasitas: piolhos do cabelo, piolhos do corpo, lombrigas. Sofria de artrose. Tratava-se para algumas destas maleitas e, para um homem do neolítico, viveu bastante.

Já a causa da sua morte é mais especulativa. Primeiro julgou-se que tinha sido apanhado numa tempestade de neve. Depois descobriu-se que tinha uma seta enfiada no ombro esquerdo que o terá ferido mortalmente e uma outra ferida profunda na mão direita. Os cortes terão-no feito perder sangue durante horas, em sofrimento, até morrer e indicam ter havido uma luta. Mas por quem e em que contexto, não se sabe.

Os novos dados caracterizam a genética e fisiologia deste antepassado. A equipa liderada por Albert Zink, do Instituto de Múmias e do Homem do Gelo, ligado ao Museu Arqueológico de Bolzano, na Itália, onde está a múmia, analisou o ADN celular pela primeira vez. 

Até agora, só se tinha sequenciado o ADN das mitocôndrias, as baterias das células. Desta vez, com a ajuda de uma nova tecnologia, sequenciou-se o ADN dos cromossomas de Ötzi.

Os resultados mostram que o Homem do Gelo tinha “provavelmente olhos castanhos, pertencia ao grupo sanguíneo O e era intolerante à lactose [o açúcar do leite]”, revela o artigo. Além disso, tinha pele branca e tendência genética para aterosclerose coronária.

“Andámos a estudar o Homem do Gelo durante 20 anos. Sabemos tantas coisas sobre ele – onde viveu e como morreu – mas sabíamos muito pouco sobre a sua genética e a informação genética que carregava consigo”, disse Zink à BBC News. A equipa também encontrou informação genética da bactéria que causa a doença de Lyme, que é transmitida pela carraça. É a indicação mais antiga desta doença.

Mas esta nova análise de Ötzi também serviu para comparar a sua assinatura genética com as populações humanas que existem hoje na Europa. Os resultados foram surpreendentes. A população mais próxima do Homem do Gelo vive hoje na ilha da Sardenha, no Mediterrâneo.

Uma das hipóteses é a população na Sardenha “representar uma relíquia da população genética que existia na Itália durante a pré-história, mas que agora está transformada devido fenómenos de migrações e mistura genética posteriores”, sugeriu Peter Underhill, citado num blogue da Scientific American. O investigador da Universidade de Stanford, na Califórnia, fez parte da extensa equipa de investigadores.

A análise da sequência genética vai continuar. “Gostaríamos de aprender mais com estes dados – estamos apenas no início da sua análise”, disse Zink. Ficamos à espera dos próximos capítulos sobre a história de Ötzi.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Felipe Carrilho _ Carnaval: de Nice ao Brasil


19 DE FEVEREIRO DE 2012 - 9H19 


Página Inicial

Em seu pioneiro livro “Carnavais, Malandros e Heróis”, o antropólogo Roberto DaMatta definiu o Carnaval brasileiro como “um momento em que se pode totalizar todo um conjunto de gestos, atitudes e relações que são vividas e percebidas como instituindo e constituindo o nosso próprio coração”. A folia seria, em outras palavras, uma das nossas instituições identitárias, “que fazem do Brasil, o Brasil”.

Por Felipe Carrilho*


Cena de Carnaval, O Minueto, pintura de Giovanni Domenico, sec 18
Cena de Carnaval, O Minueto, pintura de Giovanni Domenico, sec 18
Atualmente, a palavra “carnaval” surge tão revestida de brasilidade que a maioria das pessoas deixa escapar o fio do seu lastro histórico. É como se o festejo fosse um elemento inato da nossa nacionalidade.

Mas o Carnaval é um fenômeno de longa duração. No século 19, era sinônimo de Nice e, no século 18, estava associado a Roma e Veneza, cidades que fervilhavam durante essa estação festiva, repletas de visitantes. E mesmo muito antes disso, já era uma das principais manifestações populares da Europa.

Os estudiosos, no entanto, não chegaram a um consenso a respeito da interpretação desse festival. Uma ala afirma que o Carnaval europeu é, originariamente, um ritual essencialmente cristão, e que o apelo ao consumo de carne, bebidas, e a ênfase na sexualidade são explicados pela necessidade de se abster dessas atividades no período subsequente.

Outros enxergam o Carnaval sob a ótica das tradições pagãs. Essa festa seria, assim, um resquício de antigos rituais agrários de fertilidade. Decorreria disso, o realce dos elementos fálicos, como salsichas e narizes compridos, símbolos da fecundidade almejada.

Para o renomado teórico literário russo, Mikhail Bakhtin, o Carnaval é, ainda, uma encenação do “mundo de pernas para o ar”, um momento em que o normalmente proibido é permitido ou até mesmo obrigatório. Funcionando como uma “válvula de escape” – ao autorizar, além dos prazeres da carne, a crítica às autoridades – o festejo teria o poder de garantir um funcionamento razoavelmente ordeiro da sociedade no restante do ano.

Essas tradições europeias atravessaram o Atlântico e chegaram ao Novo Mundo no século 16, principalmente às regiões colonizadas por católicos do Mediterrâneo. Por aqui se transformaram, ganhando contornos de outras culturas, principalmente das africanas. No caso brasileiro, isso fica evidente na importância da dança e dos instrumentos de percussão.

O Carnaval, assim, foi interpretado como uma das mais importantes expressões culturais, ao lado do futebol, do que Gilberto Freyre chamou de democracia racial. O próprio samba, espécie de ritmo oficial da nossa folia, representa, basicamente, uma síntese das intersecções rítmicas e harmônicas entre gêneros europeus, como a polca, e os batuques africanos, principalmente das populações de origem banto.

Além disso, se, por um lado, as alegorias do nosso Carnaval são tributárias de procissões de outrora, como as de Florença e Nuremberg – que contavam com carros alegremente decorados – por outro, as fantasias de nossas alas não escondem o parentesco com as vestimentas rituais do candomblé, sendo a tradicional ala das baianas – obrigatória tanto no desfile oficial das escolas de samba do Rio, quanto no de São Paulo – um indício inequívoco dessa realidade.

É também verdade que a ideia de democracia racial vem sofrendo duras críticas dentro e fora da academia, como nos movimentos sociais de afirmação negra. A questão central é o fato de Freyre amenizar, em sua obra, as tensões e os conflitos decorrentes dessas interações culturais históricas. Assim, numa interpretação ingênua da história do Carnaval, poderíamos ignorar, por exemplo, que, antes de se tornar um símbolo da nossa identidade, o sambista era visto como um infrator e que, ao portar um pandeiro na rua, poderia ser preso.

No intuito de superar por completo essas mazelas, vivemos um novo tempo, de descoberta e valorização da cultura popular. E, às vésperas dessa celebração nacional, outra frase do livro de Roberto DaMatta costuma dar samba: “No Carnaval, ensaiamos viver com mais liberdade”.

*Felipe Dias Carrilho é historiador e autor do livro Futebol, uma janela para o “Brasil – As relações entre o futebol e a sociedade brasileira”

Fonte: O Escrevinhador

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Pesquisa mostra que o humor é traço da formação cultural brasileira


Sérgio Maggio
Publicação: 09/11/2010 08:00

A polêmica bolinha de papel que voou na cabeça do candidato José Serra durante a campanha para presidente inspirou os sambistas Tantinho da Mangueira e Serginho Procópio. Numa mesa de partido de alto, a canção brotou cheia de malícia e graça. O assunto também virou piada de salão, ou melhor de Twitter, e inspirou humoristas profissionais e das horas vagas. É o humor nosso de cada dia, aquele que converte as mazelas do cotidiano em sonoras gargalhadas. O brasileiro ri de tudo, até dos fatos mais cabeludos. Das cuecas, meias e bolsas carregadas de dinheiro público às mazelas sentimentais, como as mais vis das traições. Somos reconhecido pelo jeito bem humorado de encarar a batalha do dia a dia.

— Nosso corpo é um meio de comunicação importante. A risada, o olhar e o movimento do brasileiro revelam muito sobre a nossa cultura. Mais do que a nossa fala ou escrita. A risada fala de um jeito de ser brasileiro de não levar as coisas muito a sério, de brincar até com os fatos considerados sérios, observa Mirian Goldenberg.

 A antropóloga acaba de aplicar 200 questionários e realizar 50 entrevistas em profundidade com homens e mulheres moradores da cidade do Rio de Janeiro — o paraíso da comédia nacional. O objetivo: investigar a cultura da risada. Na pesquisa, ela percebeu que o riso como uma forma de liberdade, uma quebra de barreiras sociais, de incluir diferentes indivíduos. Todos afetados pela piada democrática. No trabalho de Mirian Goldenberg, o carioca funciona como microcosmo de uma nação que ri de si mesma.

— Em qualquer lugar do mundo, somos reconhecidos por esse diferencial: pelo nosso jeito de sorrir, pelo nosso gingado, por sermos mais abertos e extremamente fáceis de nos aproximarmos, até fisicamente. Diria que a nossa capacidade de sorrir, mesmo em momentos de dificuldade, de achar os lados positivos da vida, de procurar usufruir as pequenas alegrias nos faz ter essa diferença de outros povos, pontua Mirian.

Atualmente, ela pesquisa as mulheres alemãs. E já constatou: comparadas às brasileiras, elas pouco riem. Por aqui, a gargalhada emancipa quando vem de um mote crítico. Não à toa, tentaram censurar os humoristas durante as recentes eleições, impedindo que charges e caricaturas revelassem o lado patético da corrida ao poder.

— A piada tem sido uma forma importante de crítica e resistência política. Um bom exemplo foi o Pasquim, que, em plena ditadura militar, usou o humor para contestar o regime vigente. A entrevista da Leila Diniz, em 1969, foi tão importante que provocou a criação do Decreto Lei da Censura Prévia, apelidado por muitos de Decreto Leila Diniz. Com humor, é possível dizer coisas que não seriam ouvidas se fossem postas com extrema seriedade.

Qualidades do sorrir
Na tabulação de dados, que gerou diferenciações de gênero, Mirian vê qualidades do riso entre os pesquisados, que gostam tanto de um humor mais simples e cotidiano, como o de A grande família, como de um humor mais sofisticado, como o do CQC.

— O mais importante é que eles consigam se identificar com as situações colocadas. Por exemplo, os de classe média gostam dos seriados Friends e Two and a half men. Os mais pobres não se identificam e não acham graça naquelas situações típicas de classe média, observa.

O riso é mesmo espelho do brasileiro e está em alta na tevê, no teatro, no cinema. A pesquisadora detecta a enorme demanda pela risada. Verifica que 60% das mulheres que entrevistou querem rir mais. Elas adoram comédias e acham a risada algo fundamental para uma vida saudável e feliz.

— O corpo que ri vem desde a nossa origem como nação. Gilberto Freyre mostrou que uma forma dos ex-escravos se aproximarem dos senhores era por meio do sorriso, do toque, do uso do diminutivo. Toda a representação do Brasil como um paraíso tropical, com mais informalidade, uma sexualidade exuberante, corpos desnudos, reforça a ideia de que somos mais livres com os nossos corpos, conta.

Anotações de uma pesquisa
» 84% dos homens riem mais que as mulheres (68%)

» A maioria masculina acha que ri o suficiente. 60% dos homens dizem que não precisam rir mais.

» Já elas querem mais — 60% desejam sorrir mais

» São os homens que provocam mais o riso dos próprios homens e, também, das mulheres.

» Os amigos têm um papel fundamental. Os homens riem dos amigos e com os amigos, no trabalho, no bar, em situações diversas. Dizem que têm bom humor, que são bobos, descontraídos.

» Mulheres também riem mais com homens. As amigas aparecem muito depois dos amigos, namorados e maridos na relação de pessoas que as fazem rir.

» Os homens brincam mais e têm mais espaços para brincar (choppinho com os amigos, futebol, falar besteiras).

» Já as mulheres, muito mais do que eles, riem menos porque se preocupam com a autoimagem, com a postura profissional, com o que os outros vão achar e também por terem menos oportunidades para rir.

» As mulheres têm mais atividades sérias durante o dia, responsabilidades e cuidados com os outros e com elas próprias.

* Dados fornecidos por Mirian Goldenberg
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.http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia182/2010/11/09/diversaoearte,i=222306/PESQUISA+MOSTRA+QUE+O+HUMOR+E+TRACO+DA+FORMACAO+CULTURAL+BRASILEIRA.shtml
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Hominídeos utilizam facas há pelo menos 3,4 milhões de anos

Geral

Vermelho - 12 de Agosto de 2010 - 15h39

A mais antiga evidência do uso de ferramentas de pedra por hominídeos foi descoberta na Etiópia, na forma de dois ossos de ungulados (animais com casco). Também é a mais remota prova de consumo de carne por um ancestral do homem moderno.
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A descoberta leva o uso de pedras como ferramentas a cerca de 3,4 milhões de anos atrás, ou mais de 800 mil anos antes do mais antigo exemplo de que se tinha notícia até agora.

O estudo, publicado na edição desta quinta-feira (12) da revista Nature, foi feito por Shannon McPherron, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, e colegas de diversos países.

Os pesquisadores encontraram na região de Gona, no país africano, uma costela de um animal do tamanho de um boi e o fêmur de um pequeno antílope que tinha tamanho semelhante ao das atuais cabras. Os ossos estão marcados com cortes que sugerem o uso de ferramentas para a remoção da carne e do tutano dos ossos.

Segundo o estudo, os ossos podem ter sido manipulados por indivíduos da espécie extinta Australopithecus afarensis, à qual pertence a célebre Lucy, descoberta em 1974 também na Etiópia.

As marcas encontradas, de acordo com os pesquisadores, não deixam dúvidas sobre o que significam. Os sinais deixados demonstram o uso de pedra como ferramenta para retirar a carne e quebrar ossos para a extração do tutano.

“Essa descoberta muda dramaticamente o período que conhecemos de um comportamento decisivo de nossos ancestrais. O uso de ferramentas alterou a maneira como eles interagiram com a natureza, permitindo que consumissem novos tipos de alimentos e que explorassem novos territórios”, disse Zeresenay Alemseged, do Departamento de Antropologia da Academia de Ciências da Califórnia, um dos autores principais do estudo.

“Esse uso também levou à própria fabricação de ferramentas, um passo crítico no nosso caminho evolucionário que eventualmente deu origem a todas as tecnologias atuais, do avião ao telefone celular”, disse.

Segundo Alemseged, ao estender o uso de utensílios para auxiliar na alimentação em quase 1 milhão de anos, a descoberta deverá levar a uma revisão dos conhecimento sobre a evolução humana.

Até então, a mais antiga evidência de tal uso que se tinha notícia eram ossos com marcas de corte de 2,6 milhões de anos, encontrados na região de Bouri, também na Etiópia.

Os ossos encontrados agora forem escavados a apenas 200 metros de onde Alemseged e equipe encontraram o fóssil denominado Selam, ou “filho de Lucy”, em 2000. Selam, um exemplar de fêmea jovem de Australopithecus afarensis que viveu há cerca de 3,3 bilhões de anos, representa até hoje o mais completo esqueleto de um ancestral humano já descoberto.

“Após uma década estudando os vestígios de Selam e buscando novas pistas sobre sua vida, agora podemos adicionar um detalhe novo e significativo na sua história. À luz dessa descoberta, é muito provável que Selam carregasse pedras e ajudasse membros de sua família a desossar animais”, disse Alemseged.

O cientista destaca que, embora o uso de pedra como ferramenta seja inquestionável, não é possível saber se as marcas foram feitas com pedras pontiagudas encontradas pelos Australopithecus afarensis ou se elas foram quebradas com essa finalidade.

Fonte: Agência Fapesp
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Identidade, intolerância e as diferenças no espaço escolar: questões para debate - Eliana de Oliveira

blog da Revista Espaço Acadêmico



Identidade, intolerância e as diferenças no espaço escolar: questões para debate

Outubro 17, 2009
oliveirapor Eliana de Oliveira*
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Numa abordagem antropológica, a identidade é uma construção que se faz com atributos culturais, isto é, ela se caracteriza pelo conjunto de elementos culturais adquiridos pelo indivíduo através da herança cultural. A identidade confere diferenças aos grupos humanos. Ela se evidencia  em termos da consciência da diferença e do contraste do outro.
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Ao longo de nossa história, na qual a colonização se fez presente, a escravidão e o autoritarismo contribuíram para o sentimento de inferioridade do negro brasileiro. A ideologia da degenerescência do mestiço, o ideal de branqueamento e o mito da democracia racial foram os mecanismos de dominação ideológica mais poderosos já produzidos no mundo, que permanecem ainda no imaginário social, o que dificulta a ascensão social do negro, pois este é visto como indolente e incapaz intelectualmente.
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A política de branqueamento que caracterizou o racismo no Brasil foi gerada por ideologias e pelos estereótipos de inferioridade e/ou superioridade raciais. A ideologia do branqueamento teve como objetivo propagar que não existem diferenças raciais no país e que todos aqui vivem de forma harmoniosa, sem conflitos (mito da democracia racial). Além desses aspectos, projeta uma nação branca que, através do processo de miscigenação, irá erradicar o negro da nação brasileira, supondo-se, assim, que a opressão racial acabaria com a raça negra pelo processo de branqueamento. Essa tese é apresentada pelo Brasil ao mundo.
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Gilberto Freire foi um dos pioneiros desse “mito da democracia racial” apregoando que existe, no Brasil, a igualdade de oportunidades para brancos, negros e mestiços. A disseminação desse mito permitiu esconder as desigualdades raciais, que eram constatadas nas práticas discriminatórias de acesso ao emprego, nas dificuldades de mobilidade social da população negra, que ocupou e ocupa até hoje os piores lugares na estrutura social, que freqüenta as piores escolas e que recebe remuneração inferior à do branco pelo mesmo trabalho e tendo a mesma qualificação profissional. A falta de conflitos étnicos não caracteriza ausência de discriminação, muito pelo contrário, o silêncio favorece o “status quo” que, por sua vez, beneficia a classe dominante.
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O movimento negro vem denunciando com freqüência o tratamento discriminatório recebido pelos negros, lutando não só para eliminar as políticas de inferiorização com respeito às diferenças raciais, mas também pela igualdade de oportunidade, que é a ética da diversidade.
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O nosso cotidiano escolar está impregnado do mito da democracia racial – um dos aspectos da cultura da classe dominante que a escola transmite –, pois representa as classes privilegiadas e não a totalidade da população, embora haja contradições no interior da escola que possibilitam problematizar essa cultura hegemônica, não desprezando as diversidades culturais trazidas pelos alunos. Assim, apesar de a escola inculcar o saber dominante, essa educação problematizadora poderia tornar mais evidente a cultura popular.
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A proposta de uma educação voltada para a diversidade coloca a todos nós, educadores, o grande desafio de estar atentos às diferenças econômicas, sociais e raciais e de buscar o domínio de um saber crítico que permita interpretá-las.
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Nessa proposta educacional será preciso rever o saber escolar e também investir na formação do educador, possibilitando-lhe uma formação teórica  diferenciada da eurocêntrica. O currículo monocultural até hoje divulgado deverá ser revisado e a escola precisa mostrar aos alunos que existem outras culturas. E a escola terá o dever de dialogar com tais culturas e reconhecer o pluralismo cultural brasileiro.
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Talvez pensar o multiculturalismo fosse um dos caminhos para combater os preconceitos e discriminações ligados à raça, ao gênero, às deficiências, à idade e à cultura, constituindo assim uma nova ideologia para uma sociedade como a nossa que é composta por diversas etnias, nas quais as marcas identitárias, como cor da pele, modos de falar, diversidade religiosa, fazem a diferença em nossa sociedade. E essas marcas são definidoras de mobilidade e posição social na nossa sociedade.
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Nós, como educadores, temos a obrigação não só de conhecer os mecanismos  da dominação cultural, econômica, social e política, ampliando os nossos conhecimentos antropológicos, mas também de perceber as diferenças étnico-culturais sobre essa realidade cruel e desumana.
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Olhar a especificidade da diferença é instigá-la e vê-la no plano da coletividade. Pensar numa escola pública de qualidade é pensar na perspectiva de uma educação inclusiva. É questionar o cotidiano escolar, compreender e respeitar o jeito de ser negro, estudar a história do negro e assumir que a nossa sociedade é racista. Construir um currículo multicultural é respeitar as diferenças raciais, culturais, étnicas, de gêneros e outros. Pensar num currículo multicultural é opor-se ao etnocentrismo e preservar valores básicos de nossa sociedade.
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Se a educação está centrada na dominação cultural da elite branca, o multiculturalismo – por ser uma estratégia de orientação educacional para os problemas das diferenças culturais na instituição escolar – reconhece a alteridade e o direito à diferença dos grupos minoritários, como negros, índios, homossexuais, mulheres, deficientes físicos e outros, que se sentem excluídos do processo social. Portanto, deve ser uma teoria a ser propagada.
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Segundo o Prof. Kabengele Munanga, a identidade é para os indivíduos a fonte de sentidos e de experiência. Toda identidade exige reconhecimento, caso contrário ela poderá sofrer prejuízos se for vista de modo limitado ou depreciativo.
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A realidade que enfrentamos hoje é perversa. Olhamos crianças miseráveis perambulando pelas ruas das grandes cidades, vemos pela TV e jornais o sofrimento de crianças afegãs, meninas sendo prostituídas no Brasil e na Ásia e em outros países, massacres que transformam a segurança dos poderosos em insegurança para todos nós. Ninguém exige respostas para tantas desgraças, mas de todos nós exigem um comprometimento pessoal por uma humanidade mais justa e solidária. Curiosamente sempre estamos procurando um culpado por todos esses problemas. Além disso, podemos observar no nosso cotidiano flagrantes e atitudes preconceituosas nos atos, gestos e falas. E, como não poderia ser diferente, acontece o mesmo no ambiente escolar.
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Nessa proposta multicultural, a escola poderá elaborar um currículo que permita problematizar a realidade. Mesmo não sendo o único espaço de integração social, a escola poderá possibilitar a consciência da necessidade dessa integração, desde que todos tenham a oportunidade de acesso a ela e possibilidade de nela permanecer.
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A educação escolar ainda é um espaço privilegiado para crianças, jovens e adultos das camadas populares terem acesso ao conhecimento científico e artístico do saber sistematizado e elaborado, do qual a população pobre  e negra  é excluída por viver num meio social desfavorecido.
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A escola é o espaço onde se encontra a maior diversidade cultural e também é o local mais discriminador. Tanto é assim que existem escolas para ricos e pobres, de boa e má qualidade, respectivamente. Por isso trabalhar as diferenças é um desafio para o professor, por ele ser o mediador do conhecimento, ou melhor, um facilitador do processo ensino- aprendizagem. A escola em que ele foi formado e na qual trabalha é reprodutora do conhecimento da classe dominante, classe esta, que dita as regras e determina o que deve ser transmitido aos alunos. Mas, se o professor for detentor de um saber crítico, poderá questionar esses valores e saberá extrair desse conhecimento o que ele tem de valor universal.
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Na maioria dos casos, os professores nem se dão conta de que o país é pluriétnico e que a escola é o lugar ideal para discutir as diferentes culturas, e suas contribuições na formação do nosso povo. Eles também ignoram que muitas vezes as dificuldades do aluno advêm do processo que está relacionado à sua cultura, tão desrespeitada ou até ignorada pelos professores.
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A nossa escola é baseada numa visão eurocêntrica, contrariando o pluralismo étnico-cultural e racial da sociedade brasileira. E os educadores e responsáveis pela formação de milhares de jovens na sua grande maioria são vítimas dessa educação preconceituosa, na qual foram formados e socializados. Esses educadores não receberam uma formação adequada para lidar com as questões da diversidade e com os preconceitos na sala de aula e no espaço escolar.
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A pequena quantidade de alunos negros nas escolas é resultado, na realidade, da desigualdade praticada pela instituição escolar e pelo próprio processo de seu desenvolvimento educacional. Também a prática seletiva da escola silencia sobre as diferenças raciais e sociais, provocando a exclusão do aluno de origem negra pobre, dos portadores de necessidades especiais e de outros.
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Trabalhar igualmente essas diferenças não é uma tarefa fácil para o professor, porque para lidar com elas é necessário compreender como a diversidade se manifesta e em que contexto. Portanto, pensar uma educação escolar que integre as questões étnico-raciais significa progredir na discussão a respeito das desigualdades sociais, das diferenças raciais e outros níveis e no direito de ser diferente, ampliando, assim, as propostas curriculares do país, buscando uma educação mais democrática.
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Embora saibamos que seja impossível uma escola igual para todos, acreditamos que seja possível a construção de uma escola que reconheça que os alunos são diferentes, que possuem uma cultura diversa e que repense o currículo, a partir da realidade existente dentro de uma lógica de igualdade e de direitos sociais. Assim, podemos deduzir que a exclusão escolar não está relacionada somente com o fator econômico, ou seja, por ser um aluno de origem pobre, mas também pela sua origem étnico-racial.
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Bibliografia:
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GIROUX, Henry A. Cruzando as fronteiras do discurso educacional: novas políticas em educação. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999
GONÇALVES, Luiz Alberto Oliveira & SILVA, Petronilha B. Gonçalves e. O jogo das diferenças: Multiculturalismos e seus contextos. Belo Horizonte: Autêntica, 1998
MUNANGA, Kabengele. O preconceito racial no sistema educativo brasileiro e seu impacto no processo de aprendizagem do “alunado negro”. IN: Utopia e democracia na Escola Cidadã. Porto Alegre: Editora da Universidade Federal de RGS, 2000.
PIERUCCI, Antônio Flavio. Vivendo o preconceito em sala de aula IN: Diferenças e preconceitos na escola alternativas teóricas e praticas. São Paulo: Summnus, 1998
__________. Ciladas da diferença. Tempo Social, 1990.
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* Psicopedagoga; Doutora em Antropologia Social da FFLCH – USP e Pesquisadora do NEINB (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro da USP). Atualmente é professora e coordenadenadora do curso de Pedagógica da FMC, membro da Comissão Própria de Avaliação-CPA da Faculdade Metropolitana de Caieiras-FMC, professora do curso de Pós-Graduação da Escola Superior da Procuradoria Geral do Estado-ESPGE. Publicado na REA, nº 07, dezembro de 2001, disponível em http://www.espacoacademico.com.br/007/07oliveira.htm
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