Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

The women of Auschwitz (original)




Enviado por  em 07/02/2009
This is a song about the women of Auschwitz. It's the sad story of the ones who were chosen to work in the brothel that had been set up in the grounds of the camp...Certain male prisoners who were considered by the Germans to be worthy were given vouchers as gratitude for their work. the vouchers could then be used in the brothels to purchase time with the poor women who had been chosen for this awful task...Its a grim song but I make no apologies for telling their sad story.Lets hope this never happens again..but it probebly has, still is and will again...Will we never learn from this horror.......Mel

terça-feira, 31 de julho de 2012

Scrapbooks from Hell - The Auschwitz albuns



Enviado por  em 14/01/2012
http://forum.rodoh.com/  Natioal Geographic


This video exposes the USHMM as a prejudiced institution staffed with bitter, hate-filled individuals.



The entire documentary is nothing more than a calculated attempt to defame the good name and memory of Karl Hoecker an Adjutant at Auschwitz.



Using pseudo-science and gibberish our fearless team of Holocaust "professionals" forget all their scholarly training and attempt to hammer a square peg into a round hole. They suggest Hoecker was pictured on the ramp selecting Jews for death just1 day after arriving at Auschwitz.



Our scholars show themselves so desperate for their pet thesis to be correct that they defy common sense when claiming a sergeant with his back to the camera (how convenient) is actually Hoecker in disguise.



These buffoons could have saved themselves a lot of time and energy by studying the Frankfurt Auschwitz trial which cleared Hoecker of ever being on the ramp making selections.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Auschwitz concentra todas as contradições das nossas sociedades modernas

Ípsilon

Ferran Gallego

Auschwitz concentra todas as contradições das nossas sociedades modernas

Público - 10.02.2010 - José Manuel Fernandes
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Ferran Gallego, professor de História do Fascismo na Universidade de Barcelona, não acredita que possamos compreender o século XX e mesmo os dias de hoje sem entender como, no país de Bach e Kant, se exterminaram milhões de seres humanos em nome da civilização, da cultura e do "triunfo da Vontade"
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Entre o operário ferroviário de Munique que fundou o partido nazi, Anton Drexler, e o militar aristocrata, morfinómano e decadente que chegou a ser o número dois do III Reich, Hermann Goring, parece ir a distância de um mundo. Porém, no ambiente de colapso social, económico e moral da Alemanha do pós-guerra, gente imensamente diferente haveria de se juntar, pouco a pouco, para protagonizar uma experiência de transformação revolucionária de um país e da Europa com as mais trágicas consequências.
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Conversar com Ferran Gallego é tentar perceber que elementos da nossa cultura, então mas também hoje, tornaram possível uma deriva cujos fantasmas ainda não se afastaram por completo das sociedades contemporâneas.
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Nos doze retratos que traça no livro surgem-nos alguns personagens que nem sempre caiem no estereótipo do nazi bruto, animalesco, personagens diferentes, alguns deles complexos e contraditórios. Até que ponto era complexo e variado o nacional-socialismo?
Suficientemente complexo e variado para ter conseguido conquistar o apoio de dezenas de milhões de alemães normais, que não eram sádicos nem extremistas. De facto estamos demasiado habituados a olhar para os nazis como uns brutos e a reduzir o nazismo ao seu carácter monstruoso. Isso acontece porque é mais cómodo olhar para esse fenómeno dessa forma, porque assim consideramos que foi uma loucura que nada teve a ver connosco e com a história europeia. Porém o nazismo foi uma deriva patológica da mesma cultura europeia que foi capaz de conceptualizar os direitos humanos. O que hoje nos surge como completamente extravagante foi, na altura, adoptado como uma ideologia normal por milhões de pessoas, atraindo até grandes intelectuais como Martin Heidegger, cidadãos que viram no movimento um sinal de que a Vontade podia vencer a Razão.
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O discurso da vontade, a afirmação política de que somos capazes se quisermos: essa linguagem ainda hoje está presente no espaço público...
É por isso que continua a ser importante estudar o nazismo pois ele nasceu da nossa cultura. Há discursos e comportamentos que podem regressar, há pedaços da nossa cultura que fizeram o nazismo e não desapareceram, como as identidades radicais, a obsessão pelo triunfo individual, a indiferença moral. O nazismo foi possível porque se acreditou que o mundo do século XIX tinha sido destruído e se podia fazer o que quiséssemos em nome da comunidade e com a força da Vontade.
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Todos os que retrata são ateus ou agnósticos. Há alguma relação entre a ausência de religião e de ralação com Deus e o advento destas ideologias?
O nazismo não pode aceitar um Deus que afirma que os homens são todos iguais e feitos à sua imagem e semelhança. Há um espiritualismo nos nazis, mas que afirma a superioridade de uma comunidade-raça. Não foi por acaso que muitos dos grandes opositores do nazismo saíram do cristianismo protestante e, também, de entre os católicos. Para um cristão todas as vidas valem o mesmo, para um nazi as vidas não têm todas o mesmo valor, podem até não ter nenhum valor. Pior: há vidas que o nazi considera portadoras de infecções sociais e, portanto, vidas que têm de ser "extirpadas"
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Temos porém de olhar para o nazismo na sua época, compreendendo o trauma que a sociedade europeia sentiu na sequência da I Guerra Mundial. Creio que foi Dostoievsky que escreveu que se Deus morre tudo passa a ser permitido, e foi um pouco isso que aconteceu na Europa nessa altura. Teve-se a percepção de que a emergência de um enorme poder técnico permitiria ultrapassar os limites da Humanidade, e isso coincidiu com um momento em que desapareceram as baias morais. Foi uma mistura explosiva.
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Nos anos de 1930 a democracia não era popular na Europa, praticamente só o Reino Unido resistiu à vaga das ditaduras...
O nazismo era único, mas movimentos como o fascismo italiano, o franquismo espanhol, e tantos outros, foram movimentos que se afirmaram como revolucionários, que se sentiram protagonistas num momento de mudança, e que acabaram por ter algumas relações de parentesco mesmo não tendo sido idênticos. Partilhavam uma cultura anti-democrática que queria destruir a herança de 1789, o legado da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Há uma passagem nos diários de Goebbels em que ele escreve: "Hoje acabou a História que começou em 1789". Queriam destruir o sentido da política tal como se afirmara desde a Revolução Francesa, ou mesmo da Revolução Americana. Queriam acabar com a ideia de cidadãos iguais e substitui-la pela da comunidade de células que habitam num mesmo organismo, num mesmo corpo nacional.
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Drexler, o primeiro companheiro de Hitler que retrata no livro, o operário ferroviário que funda o partido, é tratado de uma forma quase compassiva. Ele declara-se ao mesmo tempo socialista e alguém que aspira a resgatar a sua comunidade. Porquê a referência a socialismo?
No centro da Europa houve uma tradição que opunha o chamado "socialismo alemão" ao "socialismo marxista", mas que entendia o socialismo como um "comunitarismo nacionalista" e não tinha raízes nos movimentos operários clássicos.
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Mas ambos esses "socialismos" detestavam a burguesia.
O nazi via na burguesia um sinal da degenerescência ideológica e cultural e por isso também a desprezava. Era um símbolo da decadência contra o qual havia que desencadear um movimento de regeneração. Os nazis declaravam-se mesmo anti-capitalistas, o que não é estranho num movimento que cresceu nos meios populares e cujos dirigentes vieram de baixo. De resto a elite alemã desprezava-os. Mas também não eram proletários, antes gente marginalizada: Hitler, o pintor que fora repudiado; Goebbels, o licenciado que tem de trabalhar no balcão de um banco. Eram também gente que a guerra e o pós-guerra tinham atirado para as margens da sociedade, mesmo quando vinham de boas famílias. Pessoas revoltadas, rejeitadas. Goebbels, por exemplo, foi obrigado a deixar a namorada porque estava desempregado e a família dela era rica não o aceitava. Muitos partilhavam por isso um enorme ressentimento contra uma sociedade que os deixava de fora.
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Considerando a variedade de histórias pessoais, e de percursos, dos doze personagens que retrata no livro, variedade que traduz alguma da complexidade do nazismo, podemos daí concluir que os alemães acabaram por ser, como alguns defendem, não apenas enganados, antes "carrascos voluntários"?
Isso é esquecer que Hitler, mesmo quando já era Chanceler, nunca venceu umas eleições como maioria absoluta. Muitos opunham-se-lhe quando chegou ao poder. E se depois também é verdade que a Alemanha não se transformou apenas numa prisão gigante onde meia dúzia de brutos mantinha o povo aterrorizado, isso só foi possível porque nos primeiros anos o nazismo teve grande sucesso económico. Nessa época, democracia, na memória das pessoas, tinha a imagem de um regime associado a desemprego, a hiperinflacção, a humilhação. Não temos números para medir a popularidade de Hitler, mas sabemos, por exemplo, que 75 por cento da acção da Gestapo decorria de denúncias, sinal de que a sociedade se auto-vigiava. A resistência foi mínima, e mesmo que a maioria não fosse entusiasta, considerava, prosaicamente, que o nazismo lhes tinha proporcionado uma vida melhor. Mais: temos testemunhos de alemães que nunca se manifestaram, que não eram nazis, e que não resistiram por terem medo da repressão mas por recearem ir contra a onda de entusiasmo que Hitler gerou. Na Alemanha dos anos 30 era possível uma pessoa desconfiar das suas próprias convicções por se sentir tão isolada...
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Para além de Göring não há mais nenhum militar entre os doze companheiros de Hitler que escolheu. Porquê? A Wehrmacht comportou-se realmente como um exército profissional imune à influência do nazismo? Os crimes foram das SS?
Foi muito doloroso fazer a escolha dessas doze figuras e é pena que não tenha podido incluir alguns militares, ou outras figuras importantes como Ribbentrop ou Hess. Uma das razões porque deixei muitos militares de fora foi porque optei por retratar um grupo de políticos que está com Hitler desde muito cedo. Os militares eram profissionais, apareceram mais tarde neste processo, e se teria sido muito interessante analisar a forma como a tradição nacionalista prussiana do exército foi pervertida pelo nacionalismo nazi, isso não cabia nesta obra. Houve alguns que se opuseram a Hitler e foram destituídos ainda antes da II Guerra começar, contudo a verdade é que as forças armadas também aceitaram como um adquirido positivo a destruição da República de Weimar. Se não podemos acusar os militares de cumplicidade directa com o Holocausto, podemos acusá-los de terem convivido com naturalidade a ditadura.
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Mesmo assim, e sem confundir a Wehrmacht com as SS, que desempenharam papéis distintos, não há dúvida que muitos militares profissionais foram responsáveis por actos e por ordens que violavam todas as leis da guerra. Isso sucedeu sobretudo a Leste, naquela que foi a verdadeira guerra de Hitler. Aí a Wehrmacht não hesitava, por exemplo, em abandonar os prisioneiros, muitas vezes a fuzilá-los - metade dos prisioneiros de guerra russos são deixados morrer. Ao mesmo tempo a Wehrmacht tolerava as acções das SS contra os judeus. A Leste travou-se uma guerra muito suja, uma guerra total como não há memória e que hoje temos muita dificuldade em compreender em todas as suas dimensões.
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E como explicar o fenómeno dos Einsatzgruppen, esses esquadrões encarregues de exterminar os judeus depois da invasão da URSS, grupos que eram integrados muitas vezes por soldados ou até polícias que um dia podiam estar a vigiar uma pacata rua de Hamburgo e, no dia seguinte, a matar um judeu com uma bala na nuca em Kiev?
É um fenómeno muito impressionante o dessas pessoas "cinzentas", muitas vezes soldados na reserva, cidadãos que tinham vivido como adultos na República de Weimar e votado nos social-democratas, e que ali actuavam às ordens das SS. Não eram delinquentes, não eram lumpen, mas fizeram-no... Assim como também encontramos entre os SS académicos, jovens cultos, alguns deles com carreiras brilhantes, mas que se tinham deixado fanatizar. Não podemos continuar a olhar para eles apenas como brutos, pois há muita investigação recente que nos mostra como, por exemplo, alguns haviam sido alunos brilhantes vindos de famílias que lhes tinham dado a melhor educação. O que se passou foi que essas pessoas como que sofreram aquilo que eu costumo designar por "mutilação moral".
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A possibilidade de pessoas cultas, educadas, poderem voltar a cair em tais extremismos, assim como a já referida permanência de elementos na nossa cultura que permitiram o nazismo, reforçam a necessidade de o estudarmos e compreendermos melhor?
Estudar o nazismo não é a mesma coisa que estudar outro período histórico qualquer. Sem compreendermos este fenómeno nunca poderemos compreender o que foi o século XX. Mais: temos de saber que foi no mesmo país em que nasceu Bach que se imaginou Auschwitz, e que enquanto matavam judeus nos campos ouviam as suas composições para piano e faziam-no em nome da cultura alemã. Auschwitz foi construído em nome da civilização e contra uma suposta barbárie. Os nazis estavam convencidos que eles é que eram os bons, os "decentes". Himmler sempre utilizou essa linguagem, pois pedia aos seus homens para aguentarem esse trabalho "tão duro" que era o do assassínio em massa e, ao mesmo tempo, não se deixarem contaminar e manterem a sua "decência".
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Auschwitz não foi um acidente, não foi apenas um excesso do nazismo, Auschwitz interroga-nos sobre o carácter da cultura e da modernidade. Auschwitz obriga-nos a pensar que temos de estar sempre conscientes de que a nossa capacidade para mudar o mundo, ou o poderio que nos dão as tecnologias, têm de ser sempre balizados por referências morais muito fortes que evitem que a técnica sem moral conduza ao utilitarismo. Em Auschwitz escondem-se, condensam-se, todas as contradições das nossas sociedades modernas. Até a ideia de progresso, pois um médico como Mengele não se via como um criminoso, mas como alguém que procurava fazer avançar a ciência, que queria perceber as raízes biológicas dos comportamentos humanos e o fazia pelo método experimental.
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Estamos suficientemente atentos ou o que ainda há pouco se passou na ex-Jugoslávia apenas nos prova que um retrocesso é sempre possível?
Em momentos de insegurança e de incerteza, em momentos de medo, podem surgir movimentos que buscam a identidade, a afirmação do grupo, da tribo, e todas as identidades radicais criam-se não em torno do que une mas do separa o grupo dos outros. Quem sou eu? Eu sou o que o outro não é. E isso faz-se num grupo que, em momentos de insegurança, oferece segurança aos seus membros. É isso que se passa, por exemplo, com muitos jovens muçulmanos que se sentem atraídos pelos grupos radicais, pelo terrorismo, pois negam o outro e procuram acolhimento nessas comunidades de iguais. Eles também recusam o mundo moderno, como os nazis recusavam. Tal como recusam os terroristas bascos, que matam em nome de um povo, de uma identidade, não de uma revolução ou da emancipação. Vivem para um nacionalismo de comunidade, para um patriotismo de espaços pequenos, de vizinhos, em que só reconhecem os que são muito próximos recusando um mundo aberto em que todos os homens são iguais.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Exército Vermelho libertou Auschwitz em 27 de janeiro de 1945

Calendário Histórico

1945: Libertação de Auschwitz


Em 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazista. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas.

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Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus, ciganos (sinti e rom) e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.
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As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
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"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.

Câmaras de gás e crematórios

Prisioneiros no campo de concentração de Buchenwald, no Leste da Alemanha 
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Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
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Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."
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Trabalhar até cair
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Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. O conglomerado IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.
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"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."
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Marcha da morte

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Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.
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"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.
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Birgit Görtz (rw)
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Auschwitz II - The Birkenau Experience: Journey into Hell


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jluis333
24 de Setembro de 2006
This is part 2 of my visit to Auschwitz. Birkenau is a separate camp and the place where the processing and gassing took place on an industrial level.
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It follows the same slide show type with photos taken by me and actual period photos.
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

1945: Libertação de Auschwitz

Calendário Histórico

A 27 de janeiro de 1945, o Exército Vermelho libertou Auschwitz, o maior e mais terrível campo de extermínio nazista. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas.

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Auschwitz foi o maior e mais terrível campo de extermínio do regime de Hitler. Em suas câmaras de gás e crematórios, foram mortas pelo menos um milhão de pessoas. No auge do Holocausto, em 1944, eram assassinadas seis mil pessoas por dia. Auschwitz tornou-se sinônimo do genocídio contra os judeus, ciganos (sinti e rom) e outros tantos grupos perseguidos pelos nazistas.
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As tropas soviéticas chegaram a Auschwitz, hoje Polônia, na tarde de 27 de janeiro de 1945, um sábado. A forte resistência dos soldados alemães causou um saldo de 231 mortos entre os soviéticos. Oito mil prisioneiros foram libertados, a maioria em situação deplorável devido ao martírio que enfrentaram.
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"Na chegada ao campo de concentração, um médico e um comandante questionavam a idade e o estado de saúde dos prisioneiros que chegavam", contou Anita Lasker, uma das sobreviventes. Depois disso, as pessoas eram encaminhadas para a esquerda ou para a direita, ou seja, para os aposentos ou direto para o crematório. Quem alegasse qualquer problema estava, na realidade, assinando sua sentença de morte.

Câmaras de gás e crematórios

Prisioneiros no campo de concentração de Buchenwald, no Leste da Alemanha 
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Auschwitz-Birkenau foi criado em 1940, a cerca de 60 quilômetros da cidade polonesa de Cracóvia. Concebido inicialmente como centro para prisioneiros políticos, o complexo foi ampliado em 1941. Um ano mais tarde, a SS (Schutzstaffel) instituiu as câmaras de gás com o altamente tóxico Zyklon B. Usada em princípio para combater ratos e desinfetar navios, quando em contato com o ar a substância desenvolve gases que matam em questão de minutos. Os corpos eram incinerados em enormes crematórios.
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Um dos médicos que decidiam quem iria para a câmara de gás era Josef Mengele. Segundo Lasker, ele se ocupava com pesquisas: "Levavam mulheres para o Bloco 10 em Auschwitz. Lá, elas eram esterilizadas, isto é, se faziam com elas experiências como se costuma fazer com porquinhos da Índia. Além disso, faziam experiências com gêmeos: quase lhes arrancavam a língua, abriam o nariz, coisas deste tipo..."

Trabalhar até cair
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Os que sobrevivessem eram obrigados a trabalhos forçados. A empresa IG Farben, por exemplo, abriu um centro de produção em Auschwitz-Monowitz. Em sua volta, instalaram-se outras firmas, como a Krupp. Ali, expectativa de vida dos trabalhadores era de três meses, explica a sobrevivente.

"A cada semana era feita uma triagem", relata a sobrevivente Charlotte Grunow. "As pessoas tinham de ficar paradas durante várias horas diante de seus blocos. Aí chegava Mengele, o médico da SS. Com um simples gesto, ele determinava o fim de uma vida com que não simpatizasse."

Marcha da morte

Grupo de crianças presas em Auschwitz 
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Para apagar os vestígios do Holocausto antes da chegada do Exército Vermelho, a SS implodiu as câmaras de gás em 1944 e evacuou a maioria dos prisioneiros. Charlotte Grunow e Anita Lasker foram levadas para o campo de concentração de Bergen-Belsen, onde os britânicos as libertaram em abril de 1945. Outros 65 mil que haviam ficado em Auschwitz já podiam ouvir os tiros dos soldados soviéticos quando, a 18 de janeiro, receberam da SS a ordem para a retirada.

"Fomos literalmente escorraçados", lembra Pavel Kohn, de Praga. "Sob os olhos da SS e dos soldados alemães, tivemos de deixar o campo de concentração para marchar dia e noite numa direção desconhecida. Quem não estivesse em condições de continuar caminhando, era executado a tiros", conta. Milhares de corpos ficaram ao longo da rota da morte. Para eles, a libertação chegou muito tarde.
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Birgit Görtz (rw)
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