Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fidel a intelectuais: É preciso começar já a salvar a humanidade

América Latina

16 de Fevereiro de 2011 - 11h15 O líder cubano Fidel Castro reapareceu nesta terça-feira (15), animado e bem disposto, em um encontro com intelectuais de vários países que participavam, em Havana, da Feira Internacional do Livro. No encontro, o ex-presidente da ilha advertiu a respeito dos riscos que a humanidade corre, diante de ameaças como uma eventual guerra nuclear e a crise alimentar provocada pela mudança climática.
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Em seu primeiro ato público deste ano, transmitido pela emissora de TV estatal, Fidel abordou assuntos como a alta dos preços dos alimentos, a mudança climática e as revoltas populares ocorridas no Egito e na Tunísia.

"Nossa espécie não aprendeu a sobreviver", afirmou durante o evento. Ele enfatizou que os intelectuais "podem ter um papel decisivo" na tomada da consciência mundial e pediu a eles que contribuam para "persuadir as criaturas mais autossuficientes e incapazes que já existiram: nós, os políticos" sobre perigos que ameaçam a sobrevivência da espécie..

"Não se trata de salvar a humanidade em termos de séculos ou milênios: é preciso começar a salvar a humanidade já", disse Fidel, agora com 84 anos, a escritores da Argentina, Venezuela, Peru, México, Espanha e Cuba.

O líder cubano ressaltou que as consequências da crise alimentar vão muito além de questões econômicas. Nesse sentido aludiu à influência da alta dos preços dos alimentos no desencadeamento das revoltas contra os governos do Oriente. Além disso, referiu-se ao aumento incessante da população mundial, o que acentua o problema.

Assim como na última de suas "reflexões", dedicada à revolução no Egito, Fidel definiu o ex-presidente Hosni Mubarak como "um grande estrategista" para esconder dinheiro, enquanto 80% dos egípcios vivem na pobreza.

Nesta quarta, Castro se encontra mais uma vez com os intelectuais e terá a transmissão da televisão estatal.

Leia abaixo a fala inicial de Fidel no encontro com intelectuais:

Texto Introdutório do Comandante em Chefe Fidel Castro, em debate com intelectuais, realizado na terça-feira, 15 de fevereiro de 2011


Soube que vários intelectuais de prestígio e amigos sinceros de Cuba visitou nossa capital para participar da XX Feira Internacional do Livro de Havana.


Esta feira é uma das modestas coisas boas que temos impulsionado. Os livros e as ideias que vocês elaboram e promovem têm sido fontes de alento e de esperança; graças a eles, conhecemos o que vale o enxerto de talento e bondade. Seus nomes se familiarizam e se repetem ao longo da vida, durante anos, que sempre nos parecem curtos.


Entre os fatores que ameaçam o mundo, estão as guerras. Os cientistas foram capazes de colocar nas mãos do homem colossais energias, que estão servindo, entre outras coisas, para criar um instrumento autodestrutivo e cruel como a arma nuclear.


Os intelectuais podem, talvez, prestar um grande serviço à humanidade. Não se trata de salvar a humanidade em termos de milênios, nem sequer em termos de séculos. O problema é que nossa espécie se encontra ante problemas novos, e não aprendeu sequer a sobreviver.

Se conseguirmos que os intelectuais compreendam o risco que estamos vivendo neste momento, em que a resposta não pode ser adiada, talvez eles consigam persuadir as criaturas mais autossuficientes e incapazes que já existiram: nós, os políticos.


Como?


Coube a mim, há quase 20 anos, a desagradável tarefa de advertir ao mundo, na Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, que nossa espécie está em perigo de extinção.


Argumentei então, ainda que o perigo não fosse iminente como agora, e fui escutado com atenção, embora talvez seja melhor dizer que com benevolência.


Houve aplausos. Um homem tinha percebido isso. Os super poderosos se reuniram ali reunidos se deram conta que era verdade, mas um problema que eles, naturalmente, se ocupariam de resolver nos séculos que tinham pela frente.


A cara sorridente de Bush pai e a figura do chanceler alemão Helmut Kohl, marchando rapidamente por um amplo corredor, à frente do grupo após a última foto, propiciava a impressão de que nada poderia perturbar o feliz sossego do nosso mundo esplêndido.


Tão tonto como os demais mortais, fiquei com a ideia de que talvez tivesse exagerado. Passaram-se apenas 19 anos e vejo hoje as coisas perturbadoras que já estão acontecendo e não admitem demora nenhuma.


Mais vale parecer louco que sê-lo e não parecê-lo. Se pensarmos que já estamos a um passo do abismo, e nosso cálculo não fora exato, nenhum dano faríamos à humanidade. Quando nos aproximamos já aos 7 bilhões de habitantes, não é questão começar a filosofar sobre Malthus e as possibilidades de soja, do trigo e do milho geneticamente modificados.


Os norte-americanos, que nisso são os mais avançados, sabem bem qual é o limite de suas possibilidades.


É hora de prestar atenção aos ambientalistas e cientistas, como Lester Brown, a maior autoridade mundial nesta matéria e na produção de alimentos.


Eminentes pensadores veem claramente que o sistema capitalista desenvolvido marcha até um desastre inevitável. Ninguém teria sido capaz de antecipar as situações novas que são criadas ao longo do caminho, e nada é negado, pelo contrário, só se confirmam as crises que nos converteram em revolucionários. Agora não se trata da inevitabilidade da mudança na sociedade, mas do direito da espécie a uma vida diferente para a qual nós não deixamos de lutar.


Nem mesmo entre as religiões que postulam o Apocalipse, uma idéia em que muitos acreditam, ninguém, que eu saiba, sugeriu que seria neste milênio e, muito menos, neste século.


Pensei muito estes dias nos eventos que estão acontecendo e lhes peço que façam o mesmo, sem medo de estar pedindo um esforço inútil. Eu tenho o hábito de ler quantas análises de ecologistas e cientistas chegam às minhas mãos.


Ontem, quando eu refletia sobre o que aconteceu na Tunísia e no Egipto, me chamou a atenção um recente artigo de Paul Krugman, famoso escritor e economista sério, cujas análises sobre as medidas de Roosevelt, com a Grande Depressão e a guerra, refletiam um especial conhecimento da economia dos EUA e do papel desempenhado pelo autor do New Deal. Não é marxista nem socialista. Ele recebeu o Prêmio Nobel de Economia em 2008. Vejam (aqui no Vermelho) o que escreveu sobre a crise alimentar a pessoa talvez mais autorizada a fazê-lo.


Passaram quase 19 anos desde a Cúpula do Rio de Janeiro e estamos diante do problema. Ali estávamos levantando esses problemas, sem imaginar que o fim da espécie pode acontecer dentro de um século ou de décadas, se antes não ocorrer uma guerra.


O aumento dos preços dos alimentos agravará imediatamente, sem qualquer dúvida, a situação política internacional. Se, como resultado disso tudo se agravam os problemas, eu me pergunto: devemos ignorá-los?


Gostaria de focar nosso debate neste tema.


É preciso começar já a salvar a humanidade.


Com agências.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Fidel Castro: A verdade sobre o que ocorreu em Copenhague

 

América Latina

Vermelho - 20 de Dezembro de 2009 - 15h52

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  O líder cubano Fidel Castro afirmou neste domingo (20) que a cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, terminou com "uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina", e acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de pronunciar "um discurso enganoso e demagógico".

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Em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial cubana, o ex-presidente diz que, na capital dinamarquesa, foram humilhados movimentos sociais, instituições científicas e outros convidados.
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Fidel aplaude os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, que proclamaram o "fracasso" da cúpula mesmo antes que começasse, assim como ele.
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Segundo Fidel, se em Copenhague "foi alcançado algo importante, foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições".
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O primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba afirma que, na capital dinamarquesa, houve uma "brutal repressão contra manifestantes pacíficos", de modo que lembrava, segundo ele, "a conduta das tropas dos nazistas que ocuparam a vizinha Dinamarca em abril de 1940".
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Acrescenta que a cúpula foi "suspensa pelo Governo dinamarquês - aliado da Otan e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar".
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"Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto", afirma o ex-presidente. Leia abaixo a íntegra do artigo:

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A verdade sobre o corrido na Cúpula
Por Fidel Castro
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Aos jovens interessa mais que a todos o futuro.
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Até recentemente, se discutia sobre o tipo de sociedade em que viveríamos. Hoje se analisada se a sociedade humana vai sobreviver.
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Não se trata de frases dramáticas. É preciso acostumar-se com os fatos reais. A última coisa que os seres humanos podem perder é a esperança. Com a verdade em mãos, homens e mulheres de todas as idades, especialmente os jovens, travaram na Cúpula uma exemplar batalha, oferecendo ao mundo uma grande lição.
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O principal agora é que se saiba o máximo possível, em Cuba e no mundo, sobre o ocorrido em Copenhague. A verdade tem uma força que ultrapassa a inteligência midiatizada e, muitas vezes, desinformada daqueles que detêm em suas mãos o destinos no mundo.
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Se na capital dinamarquesa se conquistou algo importante foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições, que, cheios de ilusões e esperanças, viajaram à Cúpula de Copenhague.
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A brutal repressão contra manifestantes pacíficos pelas forças de segurança, recordava a conduta das tropas de assalto nazistas, que ocuparam vizinha Dinamarca em abril de 1940. O que ninguém poderia imaginar era que, em 18 de dezembro de 2009, último dia da Cúpula, ela seria suspensa pelo governo dinamarquês - aliado da OTAN e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar.
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Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto.
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Saiu da sala logo depois de ouvir alguns oradores mais. Entre os convidados a usar da palavra, estavam os países mais industrializados, várias das economias emergentes e alguns dos mais pobres do planeta. Os líderes e representantes de mais de 170 países só tinham o direito de ouvir.
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Ao se encerrar o discurso dos 16 escolhidos, Evo Morales, com toda a atoridade de sua origem indígena aymará, recém eleito com 65% dos votos e o apoio de dois terços da Câmara e do Senado, solicitou a palavra. Ao presidente dinamarquês não restou outra solução que não ceder-lhe, ante a demanda das demais delegações.
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Quando Evo concluiu suas sábias e profundas frases, o dinamarquês teve que ceder a palavra a Hugo Chávez. Ambos os pronunciamentos passarão à história como exemplos de discursos breves e oportunos.
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Tendo cumprido cabalmente suas tarefas, os dois partiram a seus respectivos países. Porém, quando Obama saiu do fórum, não havia cumprido ainda a sua missão no país sede da Cúpula.
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Desde a noite do dia 17 e a madrugada do dia 18, o Primeiro Ministro da Dinamarca e altos funcionários dos EUA se reuniam com o presidente da Comissão Europeia e os líderes de 27 países para propor, em nome de Obama, um projeto de acordo, de cuja elaboração não iriam participar nenhum dos outros líderes do resto do mundo.
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Foi uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina, que ignorava milhares de representantes de movimentos sociais, instituições científicas, religiosas e outros convidados na Cúpula.
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Durante toda a noite do dia 18 até as três da manhã do dia 19, quando muitos chefes de Estado já haviam ido embora, os representantes dos países estiveram aguardando a retomada das sessões e a cerimônia de encerramento. Durante todo o dia 18, Obama realizou reuniões e conferências de imprensa. O mesmo fizeram os líderes europeus. Então partiram.
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Ocorreu entã algo insólito: às três da manhã do dia 19, o primeiro-ministro da Dinamarca convocou uma reunião para o encerramento da cúpula. Estavam representando seus países ministros, funcionários, embaixadores e pessoal técnico.
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Foi, contudo, assombrosa a batalha que travou essa madrugada um grupo de representantes de países do Terceiro Mundo, desafiando a tentativa de Obama e os mais ricos do planeta de apresentar como acordo por consenso da Cúpula um documento imposto pelso Estados Unidos.
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A representante da Venezuela, Claudia Salerno, com incrível energia, mostrou a sua mão direita, a partir da qual fluía sangue, pela força com que golpeou a mesa para exercer o seu direito a usar da palavra. Do tom da sua voz e da dignidade de seus argumentos jamais se esquecerá.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, fez uma forte  discurso de cerca de mil palavras, do qual selecionei vários parágrafos. Gostaria de incluir nesta reflexão:
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"O documento que o senhor várias vezes afirmou que não existia, senhor Presidente, aparece agora. [...] Nós vimos versões que circulam de forma sub-reptícia e que se discutem em pequenas reuniões secretas ... "
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"... Eu lamento profundamente a forma como o senhor tem conduzido esta conferência ".
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"... Cuba considera totalmente inadequado e inaceitável o texto deste apócrifo projeto. A meta de 2 graus centígrados é inaceitável e teria consequências catastróficas imensuráveis ... "
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"O documento que, infelizmente, o senhor apresenta não tem qualquer compromisso com a redução de emissões de gases de efeito estufa. "
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“Conheço ass versões anteriores que também, através de procedimentos questionáveis e ilegais, estiveram sendo negociadas em panelinhas fechadas ... "
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"O documento que o senhor apresenta agora omite, precisamente, as já magras e insuficientes frases chaves que aquela versão continha ... "
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"... Para Cuba, é incompatível com o critério científico universalmente reconhecidos, que considera urgente e inevitável garantir níveis de redução, pelo menos, de 45% das emissões até 2020, e não inferiores a 80% ou 90% de redução em 2050. "
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"Qualquer abordagem em relação à continuidade das negociações para aprovar, no futuro, acordos de redução de emissões deve incluir, necessariamente, o conceito da vigência do Protocolo de Quioto [...] Seu projeto, o Sr. Presidente, é a certidão de óbito do Protocolo de Quioto, que a minha delegação não aceita ".
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“A delegação cubana deseja enfatizar o primado do princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas", como um conceito  central do futuro processo de negociações. Seu papel não diz uma palavra disso ".
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"Este projeto de declaração omite compromissos específicos de financiamento e transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento como parte do cumprimento das obrigações dos países desenvolvidos no âmbito da Convenção-marco das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [...] Os países desenvolvidos, que impõem os seus interesses através de seu documento, Sr. Presidente, fogem de qualquer compromisso concreto. "
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"... O que vocês chamam, Sr. Presidente, de um grupo de líderes representativos" é, para mim, uma violação grosseira do princípio da igualdade soberana que consagra a Carta das Nações Unidas ... "
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"Sr. Presidente, peço formalmente que esta declaração esteja contida no relatório final sobre o trabalho desta infeliz e embaraçosa 15 Conferência das Partes. "
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Eles tinham concedido apenas uma hora para os representantes dos Estados expressarem opiniões, o que conduziu a situações complicadas, embaraçosas e desagradáveis.
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Houve então uma longa discussão em que as delegações dos países desenvolvidos exerceram forte pressão para tentar aprovar na Conferência este documento como um resultado de suas deliberações.
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Um reduzido número de países insistiu com firmeza nas sérias omissões e ambiguidades do documento impulsionado pelos Estados Unidos, em particular na ausência de compromisso dos países desenvolvidos quanto à redução de emissões de carbono e ao financiamento para adotar medidas de mitigação e adaptação dos países do Sul.
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Após uma discussão longa e extremamente tensa, prevaleceu a posição dos países da ALBA e do Sudão, como presidente do Grupo dos 77, de que o documento em questão era inaceitável para ser aprovado pela Conferência.
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Dada a evidente falta de consenso, a Conferência se limitou a "tomar nota" da existência deste documento, conforme a posição de um grupo de cerca de 25 países.
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Na sequência desta decisão adotada às 10h30 da manhã, Bruno -- após discussão, junto a outros representantes da ALBA , como secretário da ONU e expressar-lhe a disposição de continuar lutando ao lado das Nações Unidas para prevenir as terríveis consequências da mudança climática - partiu na companhia do Vice-presidente cubano, Esteban Lazo, ao nosso país para participar da reunião da Assembléia Nacional, que conclui o seu trabalho. Em Copenhague ficaram alguns membros da delegação e o embaixador para participar dos trâmites finais.
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Na tarde de hoje, relataram o seguinte:
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"... Tanto aqueles que participaram na elaboração do documento, assim, como os que – a exemplo do presidente dos EUA - se anteciparam para anunciar sua aprovação pela Conferência ... como não poderiam simplesmente rejeitar a decisão de "tomar nota" do suposto ‘Acordo de Copenhague’, tentaram propor um procedimento para que outros países Parte, que não haviam estado neste compromisso , se somassem a ele, declarando sua adesão, o que tentavam dar-lhe um caráter legal ao acordo, que de fato poderia prejudicar os resultados das negociações
deverão continuar. "
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"Esta tentativa tardia novamente recebeu forte oposição de Cuba, Venezuela e Bolívia, que advertiram que esse documento que a Convenção não havia endossado não tinha base legal, não existia como um documento das Partes e não poderia se estabelecer regra alguma para sua suposta adoção …"
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"É neste estado que terminam as sessões de Copenhague, sem que se tenha adotado o documento que foi preparado secretamente durante os últimos dias, com uma clara
condução ideológica do governo norte-americano ... "
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Amanhã o foco estará na Assembléia Nacional.
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Lazo, Bruno e o resto da delegação chegará hoje à meia-noite. O Ministro de Negócios Estrangeiros de Cuba vai explicar na segunda-feira com os detalhes e precisão necessária, a verdade do que aconteceu na Cúpula
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Fidel Castro
10/12/2009
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  • "Yes we can"???

    21/12/2009 8h38

    Onde está o "Yes we can"???, realmente, poucos líderes de Estado naquela conferência quiseram de fato mudar alguma coisa. O governo é o povo, mas já se faz tarde o povo governar, façamos nossa parte!!! PS: Bela entrevista Fidel.
    Arthur Leal
    Petrópolis - RJ
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cuba - Patria Grande

Cuba

Bandera

Actualidad

¿Irak hoy, Cuba mañana?

La Habana, 1º de mayo de 2003

Luego de la agresión a Irak, la mafia terrorista de Miami se frota las manos. El cowboy de la Casa Blanca les debe la presidencia: sin el fraude en la Florida él no hubiera llegado hasta ahí. La escalada agresiva va en aumento. Así, por la vía de los hechos, se promueve la emigración ilegal a través de la Ley de Ajuste Cubano y el recrudecimiento del bloqueo, mientras desde Washington se lanzan amenazas en caso de ocurrir nuevos secuestros de barcos o aviones y el representante del imperio en La Habana niega visas, reparte dinero y funda partidos políticos.

¿Qué piensas al respecto?; lee lo que otros opinan

Más información en La Jiribilla y Rebelión...

Firma el pronunciamiento por Cuba “A la conciencia del mundo”¡ojo!

¡No a la pena de muerte!¡ojo!

Miami5

Miami5

Información sobre la situación de los 5 agentes cubanos presos en Estados Unidos.

James Petras: Los Cinco Cubanos: Nominados para el Premio Nóbel de la Paz

Cuba vs. Bloqueo

Cuba vs. Bloqueo¡ojo!

Todo lo que siempre quisiste saber sobre el criminal bloqueo que desde hace más de 38 años mantiene el gobierno de EE.UU. en contra del heroico pueblo cubano. Génesis y cronología del bloqueo; su impacto en la población; la Ley Helms-Burton; las resoluciones de la Asamblea General de la ONU y la demanda interpuesta por los daños y perjuicios ocasionados. Todo en un solo sitio.

Cuba reclama justicia

Cuba reclama justicia

Todo sobre el proceso de extradición del terrorista Luis Faustino Clemente Posada Carriles detenido en Panamá.

Generalidades

Historia y política

Cuba en «Memoria del fuego»

Un poco de la historia cubana contada por Eduardo Galeano.

Eduardo Galeano

José Martí

Poemas, escritos y una breve biografía de este insigne patriota que murió combatiendo por la libertad de Cuba y de toda Nuestra América

José Martí

Pablo de la Torriente

Biografía y escritos de este periodista y revolucionario que murió combatiendo por la República española

Pablo de la Torriente

Ernesto Che Guevara

Vida y obra del guerrillero heróico

El Che

Tamara Bunke

Pequeña biografía y carta de despedida a sus padres

Tamara Bunke (Tania la guerrillera)

Fidel Castro

Una colección de enlaces relacionados con Fidel Castro en Internet

Fidel Castro

A 45 años de la Revolución cubana

Fidel Castro pronuncia un discurso a su llegada a La Habana

Cultura

Nicolás Guillén

Algunos poemas

Nicolás Guillén

Alberto Korda

Breve biografía y algunas fotos

Alberto Díaz (Korda)

Pablo Milanés

Discografía casi completa

Pablo Milanés

Silvio Rodríguez

Las grabaciones y la letra de las canciones de uno de los fundadores del movimiento de la Nueva Trova. Sin duda la página más popular dentro de Patria Grande

Silvio Rodríguez

El Grupo de Experimentación Sonora del ICAIC

Un poco de historia y discografía.

El Grupo de Experimentación Sonora del ICAIC
Crónica de la ciudad de La Habana, de Eduardo Galeano

Otros sitios


Patria Grande

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domingo, 23 de agosto de 2009

Maradona: "Eu morro por Fidel Castro"

Geral

Vermelho - 12 de Agosto de 2009 - 18h32


O técnico da seleção Argentina, Diego Armando Maradona, revelou que "uma das coisas mais loucas" que aconteceu em sua vida foi ter que explicar ao ex-presidente cubano Fidel Castro "como se batem os pênaltis".

"Eu lhe disse que, antes de chutar, precisa observar os movimentos do goleiro. Então ele mandou trazer uma bola, colocou as cadeiras como se fossem traves e ficou de goleiro. Em suma, desafiei Fidel Castro a uma cobrança de pênalti", comentou o ex-camisa 10 da Argentina.

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"Depois, começamos a falar de política por seis ou sete horas sem parar. Posso dizer que morro por ele, uma lenda viva. Não tem nenhum outro no mundo que tenha o mesmo carisma de Fidel, nem mesmo o papa [Bento XVI", brincou o treinador argentino.

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Maradona também comentou as perspectivas para a Copa do Mundo de 2010.

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Ele garantiu que a Argentina irá se classificar para a competição, apesar de ter tropeçado nas Eliminatórias. Segundo Maradona se a Argentina não for à África do Sul, "não será uma Copa do Mundo, e vai se tornar um campeonato sem cor".

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O técnico também falou das diferenças entre jogar e comandar o time como treinador. "Divertia-me muito mais como jogador, porém agora não deixo de assumir minhas responsabilidades. Todos sabem por quantas coisas terríveis eu passei na minha vida, porém eu me reinventei como homem, e sou técnico", explicou.

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O próximo jogo da Argentina pelas Eliminatórias será contra o Brasil, em Rosário Central.

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Se perder, o time de Maradona corre o risco de sair do grupo dos quatro países que se classificam diretamente à Copa do Mundo.

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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Filme sobre Fidel exibido na ABI comemora 50 anos de revolução

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A exibição do filme ''Fidel'', de Estela Bravo, na noite desta quinta-feira (30), na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio de Janeiro, homenageou os 50 anos da Revolução Cubana e o Movimento 26 de Julho. Após o filme, houve debate sobre o movimento revolucionário de Cuba liderado por Fidel Castro.

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Filme revela imagens exclusivas

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O filme Fidel é de Estela Bravo, considerada uma das melhores cineastas do momento atual. Mexicana, radicada em Cuba, Estela tem dado grande contribuição à divulgação da Revolução Cubana com seus filmes e documentários sobre o tema.

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Muito bem recebido pela crítica e pelos conhecedores do cinema latinoamericano, o filme aborda atividades de Fidel no período pré-revolucionário e destaca eventos da maior importância sobre o avanço dos revolucionários cubanos até sua entrada triunfal em Havana, em 1º de janeiro de 1959; e também enfoca vitórias e conquistas da Revolução Cubana que está comemorando 50 anos da luta em prol do socialismo.

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A obra resgata a história da Revolução Cubana e aspectos da vida de Castro através de seu relato pessoal e depoimentos de personalidades como o Prêmio Nobel, jornalista e escritor Gabriel García Márquez, Sydney Pollack, Ted Turner e Muhammed Ali.


Imagens exclusivas dos arquivos do Estado cubano revelam momentos de intimidade do Presidente cubano ao lado do amigo Nelson Mandela, ou comemorado o aniversário com os músicos do grupo Buena Vista Social Club.

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De Brasília
Com informações da ABI

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in Vermelho - 31 DE JULHO DE 2009 - 15h52

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