Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

"O Samba que Mora em Mim" foca anônimos do Carnaval

Cultura

Vernelho - 14 de Fevereiro de 2011 - 12h47
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Ganhador do Prêmio especial do júri da Mostra de Cinema de São Paulo do ano passado, "O Samba que Mora Mim" faz um retrato intimista de quem está por trás dos holofotes na avenida Marquês de Sapucaí, no Rio.
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"O Samba que Mora em Mim" foca anônimos do Carnaval

São pessoas anônimas que, durante o ano todo, respiram samba e criam fantasias para que celebridades e gente comum possam brilhar na passarela. O filme estreia em São Paulo, Rio, Curitiba e Porto Alegre.

Dirigido por Georgia Guerra-Peixe, o filme é uma busca pessoal do samba e de seu entorno. A documentarista, filha de um historiador do assunto e sobrinha-neta do maestro César Guerra-Peixe, cresceu ouvindo sambas-enredo da Mangueira, sem nunca ter subido o morro. O documentário acompanha essa primeira experiência.

Em seu passeio pela Mangueira, Georgia encontra pessoas que narram suas histórias. Em troca, a diretora conta as suas. A favela por onde a documentarista circula é diferente daquela que se costuma ver no cinema - especialmente em filmes como "Cidade de Deus" e "Tropa de Elite". Não que "O samba que mora em mim" esconda ou finja que não existe tráfico ou violência, mas não faz disso o seu assunto. A diretora mostra que a comunidade possui valores, respeito e criatividade.

Confessando que o que a intriga desde a infância não é o samba em si, mas as pessoas que vivem em torno da música, Georgia usa essa ideia como força motriz para sua câmera. Suas conversas desbravam a comunidade e seus habitantes e destacam a importância do samba ao dar a essas pessoas a sensação de pertencer a uma sociedade.

Munida de curiosidade e boa intenção, a diretora é capaz de registrar bons depoimentos, graças ao seu faro para personagens repletos de histórias de vida. Falta ao filme um pouco de ambição para se aprofundar nos detalhes desses personagens que ganham alguns minutos de fama diante da câmera. Em todo caso, Georgia faz uma bonita homenagem aos anônimos que transformam o Carnaval do Rio no maior espetáculo do gênero no mundo.

Veja abaixo o trailer:


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Fonte: Reuters

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bossanovafilms | 10 de Novembro de 2010 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Trailer oficial do Filme "O Samba que Mora em Mim" dirigido por Georgia Guerra-Peixe (documentário, HD, 72 minutos, 2010).

www.osambaquemoraemmim.com.br

Um documentário ambientado no Morro de Mangueira, na cidade do Rio de Janeiro, no período do pré-carnaval. O ponto de partida é a quadra da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, lugar do reencontro da diretora Georgia Guerra-Peixe com sua própria história. É no inicio do documentário, em primeira pessoa, que a diretora conta o que o carnaval sempre significou na sua família e na sua vida. Da quadra, ela parte para subir o morro pela primeira vez, movida pelo desejo de ir além do samba. "Se eu pudesse calar uma escola de samba...." O olhar muito particular da diretora conduz este deixar-se ir continuo pelo morro; um caminhar que naturalmente vai adquirindo variações melódicas e cadências rítmicas diferentes, resultando na composição do que poderia ser chamado de samba enredo documental ou um samba de olhar. Além da quadra mora o samba de Georgia Guerra-Peixe. Um samba que é jeito de ser, de viver e também, mas não só, de cantar e dançar.

PRODUÇÃO :: BossaNovaFilms
CO-PRODUÇÃO: Filmes do Tejo II
PRODUTORES: Denise Gomes
CO-PRODUTORES: François d'Artemare e Maria João Mayer
PRODUTORA EXECUTIVA: Paula Cosenza
DIRETORA: Georgia Guerra-Peixe
DIRETOR DE FOTOGRAFIA: Marcelo Rocha
ROTEIRO: Ticha Godoy e Georgia Guerra-Peixe
MONTAGEM: Mair Tavares, Nani Garcia e Jair Peres
DESENHO DE SOM E SOM DIRETO: Leandro Lima
TRILHA ORIGINAL: Dimi Kireeff
MIXAGEM: Pedro & Branko
MIXADOR: Branko Neskov
PÓS PRODUÇÃO DE IMAGEM: Post Republic
SUPERVISÃO CRIATIVA DE IMAGENS: Giuliano Saade
ASSISTENTE DE DIREÇÃO E PESQUISA: Gisela Camara
PESQUISA: Fernando Antonio Guerra-Peixe
LOCUÇÃO: Georgia Guerra-Peixe

COM :: Timbaca, Cosminho, Lili, Vó Luciola, Hevalcy, Mestre Taranta e DJ Glauber
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bossanovafilms | 21 de Janeiro de 2011 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
trecho do making of do filme O Samba que Mora em Mim da diretora Georgia Guerra Peixe by Joquistão.

(documentário, HD, 72 minutos, 2010)

www.sambaquemoraemmim.com.br
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Adoniran Barbosa: há 100 anos nascia o sambista e poeta do povo


Cultura

Vermelho - 6 de Agosto de 2010 - 15h47

Adoniran Barbosa: há 100 anos nascia o sambista e poeta do povo

João Rubinato, nascido na cidade de Valinhos (interior de São Paulo) em 6 de agosto de 1910. Descrito dessa maneira, é praticamente impossível saber que o personagem citado acima é Adoniran Barbosa, o sambista que, apesar de não ser paulistano, foi o que melhor retratou a cidade e a eternizou em suas canções.

João Rubinato, nascido na cidade de Valinhos (interior de São Paulo) em 6 de agosto de 1910. Descrito dessa maneira, é praticamente impossível saber que o personagem citado acima é Adoniran Barbosa, o sambista que, apesar de não ser paulistano, foi o que melhor retratou a cidade e a eternizou em suas canções.

Adoniran era conhecido como o poeta das coisas simples, suas composições dedicavam-se, principalmente, ao cotidiano das pessoas humildes. Um dos motivos, segundo os críticos, para as rádios resistirem ao seu trabalho. O sambista insistia em retratar fielmente a realidade e trejeitos dos paulistanos da época, inclusive seus erros de pronúncia e gramática, como na música Tiro ao Álvaro e Samba do Arnesto.

Apesar de ter vencido em 1935 o concurso de Carnaval organizado pela Prefeitura de São Paulo com a marcha Dona Boa, em parceria com o maestro J. Aimberê, Adoniran só começou a ganhar notoriedade como sambista anos mais tarde, quando o grupo Demônios da Garoa, seu maior intérprete, resolveu gravar Saudosa Maloca e Samba do Arnesto.

Para ganhar dinheiro e tentar sair do anonimato, nos anos 1940, Adoniran estreou como radioator em um programa humorístico. Seu auge se deu em 1954, com o crioulo Charutinho, que rendeu ao compositor 14 anos de sucesso no horário nobre das rádios. Mesmo consagrado como radioator, porém, Adoniran não escondia sua verdadeira paixão, a música.

Em 1965, o mundo finalmente conheceu Adoniran. Um de seus maiores sucessos, Trem das Onze, venceu o concurso de Carnaval do Rio de Janeiro, comemorativo ao 40 centenário da cidade. O sucesso da canção que dizia "Moro em Jaçanã. Se eu perder esse trem, que sai agora as onze horas, só amanhã de manhã" foi tão grande, que a música foi gravada em italiano, espanhol e até por um quarteto iugoslavo.

Discos

A carreira de Adoniran deslanchou. Ele trabalhou no cinema ao lado de Mazaroppi, atuou no sucesso da extinta TV Tupi Mulheres de Areia, foi coroado como sambista, mas foi só em 1973, aos 63 anos, que gravou seu primeiro disco, Adoniran Barbosa. Dois anos mais tarde, gravou seu segundo LP, de nome homônimo.

Em 1980, Adoniran convidou artistas como Elis Regina, Djavan, Clara Nunes, Gonzaguinha, entre outros grandes artistas para lançar o LP Adoniran e Convidados. O lançamento deste disco foi festejado nos bairros paulistanos do Brás e do Bexiga, pois comemorava os 70 anos do sambista e seus 40 anos de carreira.

Morte

Em outubro de 1982, o músico foi internado por conta de uma bronquite. Em novembro, voltou ao hospital. Adoniran faleceu em 23 de novembro por conta de um enfisema pulmonar. Quando sua morte completara um ano, todas as rádios da capital paulista tocaram Trem das Onze às 17h, mesmo horário de sua morte.

Fonte: Veja
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danieldentaku | 10 de novembro de 2007
Video clipe em homenagem ao maior sambista paulista, Adoniran Barbosa. O próprio interpreta um de seus clássicos, "Samba do Arnesto". Fotos e videos da cidade de São Paulo, feitas por mim e tiradas da internet.
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O Samba do Arnesto

Demônios da Garoa

Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Lalarirurirurá!
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz...
.
O Arnesto nos convidô
Pr'um samba
.
Ele mora no Brás
Nós fumos
Não encontremos ninguém
Nóis vortemos
Cuma baita duma reiva
Da outra vez
Nós num vai mais
Nós num semos tatu!...
.
O Arnesto nos convidô
Pr'um samba
Ele mora no Brás
Nós fumos
Não encontremos ninguém
Nós vortemos
Cuma baita duma reiva
Da outra vez
Nós num vai mais...
.
N'outro dia encontremos
"Cá" Arnesto
Que pidiu descurpa
Mas nós não aceitemos
Isso não se faz Arnesto
Nós não se importa
Mas você devia
Ter punhado um recado
Na porta...
.
Anssim:
"Ói turma
Num deu pá esperar
Não faz már
Há de ver que isso
E não tem importância
É, mas Arnesto se arretô
Da outra vez
Nós esticar essa cara
Que ocê vai ver
Como é que ocê
Vai entrar bem
Aqui cum nós"
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O Arnesto nos convidô
Pr'um samba
Ele mora no Brás
Nós fumos
Não encontremos ninguém
Nós vortemos
Cuma baita duma reiva
Da outra vez
Nós num vai mais...
.
N'outro dia encontremos
Com o Arnesto
Que pidiu descurpa
Mas nós não aceitemos
Isso não se faz Arnesto
Nós não se importa
Mas você devia
Ter punhado um recado
Na porta...
.
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Lalarirurirurá!
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz
Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz Paiz...
-Num faz már!
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http://letras.terra.com.br/demonios-da-garoa/478690/

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ver no Carpe Diem
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Trem das Onze - Gal Costa