Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Vitor Hugo Soares ~ Carnaval e Política: o frevo de Deus e do Diabo


20 DE FEVEREIRO DE 2012 - 10H45 

Página Inicial


Antenado e polêmico que só ele, Caetano Veloso compôs para tomar conta das ruas de Salvador, Rio de Janeiro e do País, no Carnaval de 1973, um frevo chamado Deus e o Diabo. Canto de resistência, através da música e da poesia, em tempos temerários - assim eram os daquela folia - mas de uma atualidade "estarrecedora", para usar expressão da presidente Dilma, em visita às obras de transposição das águas do Rio São Francisco, durante as greves de PMs na Bahia e no Rio de Janeiro.


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PMs fazem ronda no Carnaval de Salvador
Por Vitor Hugo Soares*

Um frevo daqueles de rachar, como é típico dos frevos de verdade, mas sem o tom dogmático e incendiário tão freqüente nas cantigas de protesto daquela década, de choro e ranger de dentes. Muitas delas, diga-se a bem da verdade, entoadas a plenos pulmões pelo autor destas linhas nas ruas, becos e ladeiras da capital baiana em outros carnavais.

Além de antenado e provocador, Caetano Veloso é também um visionário. Este dom do artista é o que mais impressiona agora quando escuto, quase 40 anos depois - agora em CD - Deus e o Diabo, gravado no disco antológico Muitos carnavais, que guardo como uma de minhas preciosidades musicais preferidas.

Escutemos com atenção o filho de dona Canô. Olhos e ouvidos ligados principalmente na letra, apesar da zoada ensurdecedora em explosões de decibéis que faz lá fora, na rápida substituição da barulheira dos helicópteros da Força Nacional de Segurança sobrevoando Salvador, em voos rasantes nos dias da greve dos policiais militares. Movimento tão estranho em seu começo quanto no final surpreendente.


"Você tenha ou não tenha medo/ nego, nega, o carnaval chegou/ Mais cedo ou mais tarde acabo/ de cabo a rabo com essa transação de pavor/ o carnaval é invenção do diabo/ Que Deus abençoou/ Deus e o Diabo no Rio de Janeiro/ Cidade de São Salvador".

Fantástica antevisão de Caetano neste frevo de encher as medidas. Leiam as notícias destes últimos dias nos jornais impressos, mas principalmente nos sites e blogs. Vejam as imagens na televisão em cores e ao vivo - nos horários mais nobres na Band, na TVS, na Rede TV, na Globo - e confira com seus próprios olhos, para depois não dizer que eu estou inventando.

"Você queira ou não queira, nego, nega, o carnaval chegou", canta Caetano no vídeo do You Tube que escuto enquanto batuco estas linhas, sobre os insondáveis segredos da política e do extraordinário poder do carnaval, principalmente no eixo Rio-Bahia. Nos principais circuitos está instalada a folia de sempre, depois de andar ameaçada pelas estratégias do medo disseminadas nas duas pontas da corda esticada ao extremo.

Nas ruas das duas capitais carnavalescas por excelência e no resto do País, o tempo parece ter mudado da água para o vinho. Salvo pelos policiais que lideraram a greve, presos em Bangu 1 e na Cadeia Pública de Salvador, somados ao desassossego de seus familiares, advogados e raros políticos que cobram informações mais transparentes sobre o estranho desfecho do movimento, é quase como se nada tivesse acontecido.

Agora é o que se vê e se ouve nas duas maiores folias do País: por falha na estratégia dos PMs em greve que ocuparam a Assembleia Legislativa da Bahia e de lá ameaçaram acabar o carnaval em Salvador e no Rio - um erro fatal; ou talvez pelos ameaçados interesses grandiosos abrigados na organização e promoção da maior festa brasileira - políticos, empresariais, culturais e governamentais.

Golpe à greve

Tudo junto contribuiu, cada um à sua maneira, para golpear a greve (transformada em "motim"), com incrível eficácia e rapidez incomum em ações de governo e de estado. A tempo de limpar e preparar as ruas para o carnaval de 2012 passar e transmitir imagens bem mais agradáveis para o mundo, sobretudo aos olhos do poder.

"Não se grile/ a Rua Chile sempre chega pra quem quer/ Qual é!, Qual é!, Qual é!/ Quem pode, pode/ Quem não pode vira bode/ Foge pra Praça da Sé./ Cidades Maravilhosas/ Cheias de encantos mil/ Cidades maravilhosas/ dos pulmões do meu Brasil".

Em tempo: O governador petista Jaques Wagner passa metade do carnaval em Salvador e a outra metade no Rio de Janeiro, sua terra natal. Vai ao Sambódromo para, ao lado do colega peemedebista Sérgio Cabral, ver o desfile da Portela e de mais duas Escolas que neste Carnaval cantam "as maravilhas da Bahia". Os PMs e Bombeiros, depois da greve (ou motim?) cuidam da segurança dos foliões e dos muitos negócios envolvidos na festa. Até a presidente Dilma decidiu passar o Carnaval na Bahia.

Na Base Naval de Aratu, é verdade, mas tão próxima dos camarotes e dos trios, que pode não resistir à tentação de aparecer em uma destas grandes locomotivas atuais da folia baiana. A conferir.

Grande Caetano Veloso!

*Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site-blog "Bahia em Pauta".

Fonte: Terra

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Besame mucho - seis interpretações

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okanilgen | 21 de agosto de 2007
♥ Besame - Cesária Évora
Besame Mucho :D ♥
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AngelaSuny | 16 de fevereiro de 2008
Elvis Presley
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redsong1979 | 30 de maio de 2008
This is one the songs The Beatles played for their audition for Decca Records on January 1st, 1962. Though the performance by Paul is extraordinary and the harmonies by George and John are razor sharp and as tight as they ever were The Beatles were rejected and another band now forgotten were signed. The song was written by Consuelito Velazquez who is a Mexican songwriter!
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240252 | 4 de agosto de 2007
This old Mexican song is one of the most beautiful songs ever written. And Tino Rossi's is one of its best (and least known) performances.
Columbia, 1945

See also: http://pl.youtube.com/watch?v=2ECLROT...
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TheNewCitizen | 27 de junho de 2008
My personal tribute to Marilyn Monroe..Andrea Bocelli
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charlesDDD1947 | 19 de junho de 2008
João Gilberto & Caetano Veloso en Buenos Aires, 2000
"Bésame mucho", uno de los boleros más conocidos, fue escrito en 1940 por la compositora mexicana Consuelo Velázquez.

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo perderte,
Perderte después.

Quiero tenerte muy cerca
Mirarme en tus ojos
Verte junto a mi
Piensa que tal vez mañana
Yo ya estaré lejos
Muy lejos de tí.

Bésame, bésame mucho
Como si fuera esta noche
La última vez

Bésame, bésame mucho
Que tengo miedo perderte,
Perderte después.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Alegria Alegria - Caetano Veloso


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Sheilim | 2 de outubro de 2007
Clip criado pelos alunos do CEAM sobre os anos rebeldes do movimento estudantil durante a ditadura militar brasileira.
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~Enviado por Manuela Miranda
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Alegria, Alegria

Caetano Veloso

Composição: Caetano Veloso
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Caminhando contra o vento
Sem lenço e sem documento
No sol de quase dezembro
Eu vou...
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O sol se reparte em crimes
Espaçonaves, guerrilhas
Em cardinales bonitas
Eu vou...
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Em caras de presidentes
Em grandes beijos de amor
Em dentes, pernas, bandeiras
Bomba e Brigitte Bardot...
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O sol nas bancas de revista
Me enche de alegria e preguiça
Quem lê tanta notícia
Eu vou...
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Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
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Por que não, por que não...
Ela pensa em casamento
E eu nunca mais fui à escola
Sem lenço e sem documento,
Eu vou...
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Eu tomo uma coca-cola
Ela pensa em casamento
E uma canção me consola
Eu vou...
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Por entre fotos e nomes
Sem livros e sem fuzil
Sem fome, sem telefone
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No coração do Brasil...
Ela nem sabe até pensei
Em cantar na televisão
O sol é tão bonito
Eu vou...
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Sem lenço, sem documento
Nada no bolso ou nas mãos
Eu quero seguir vivendo, amor
Eu vou...
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Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
Por que não, por que não...
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Alegria, Alegria

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
"Alegria, Alegria" é uma canção da autoria de Caetano Veloso que foi um dos marcos iniciais do movimento tropicalista em 1967.

Índice

 

Composição

Caetano Veloso, em parte inspirado pelo sucesso de A Banda, de Chico Buarque, que havia concorrido no Festival de música da Record do ano anterior, quis compor uma marcha assim como a canção de Chico. Ao mesmo tempo, queria que fosse uma música contemporânea, pop, lidando com elementos da cultura de massa da época.
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A letra possui uma estrutura cinematográfica, conforme definiu Décio Pignatari, trata-se de uma "letra-câmera-na-mão", citando o mote do Cinema Novo. Caetano ainda incluíu uma pequena citação do livro As Palavras, de Jean-Paul Sartre: "nada nos bolsos e nada nas mãos", que acabou virando "nada no bolso ou nas mãos".
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Como a idéia do arranjo incluía guitarras elétricas, Caetano e seu empresário na época, Guilherme Araújo convidaram o grupo argentino radicado em São Paulo Beat Boys. O arranjo foi fortemente influenciado pelo trabalho dos Beatles.

Apresentação no Festival da Record

Apresentada pela primeira vez no Festival da Record daquele ano, a canção chocou os chamados "tradicionalistas" da música popular brasileira devido a simples presença de guitarras. No ambiente político-cultural da época, setores de esquerda classificavam a influência do Rock como alienação cultural, o que também foi sentido por Gilberto Gil quando apresentou Domingo no Parque no mesmo festival.
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Apesar da rejeição inicial, a música acabou conquistando a maior parte da platéia. Acabou se tornando uma das favoritas, com as manifestações favoráveis superando as facções mais xenófobas. A música acabou chegando em quarto lugar na premiação final.
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Com o improvável sucesso de Alegria, Alegria, Caetano se tornou de imediato um popstar, febre que só passou após alguns meses, embora a música tenha lançado Caetano para a fama, e sua carreira posterior só confirmado sua popularidade.

Referências

  • CALADO, Carlos. Tropicália: A História de uma revolução musical.
  • FAVARETTO, Celso. Tropicália: Alegoria, Alegria.
  • MOTTA, Nelson. Noites Tropicais.
  • VELOSO, Caetano. Verdade Tropical.

Ligações externas



http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/43867/
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sexta-feira, 23 de julho de 2010

Bethânia celebra a mãe com amor, festa e devoção

Maria Bethânia em Mafra, no Cool Jazz Fest de 2005
Nuno Ferreira Santos
Concerto hoje em Cascais
22.07.2010 - Nuno Pacheco
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Ípsilon


De dois discos editados em 2009, Maria Bethânia fez um espectáculo dedicado à sua mãe: Amor, Festa, Devoção; Portugal vai vê-lo hoje
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A primeira ideia de Maria Bethânia foi fazer um disco de canções inéditas e canções de amor. Isso foi em 2008, mas quando ela foi para estúdio, já em 2009, o projecto mudou. "Recebi um material vasto, muito bom, mas também fora desse tema do amor. Como não cabia tudo nesse disco, fiz um segundo. Foi irresistível." Assim nasceram Tua e Encantería. "Um complementa o outro, de algum modo", diz Bethânia. Mas depois, quando quis transformá-los num espectáculo, fixou-se em Dona Canô, sua mãe, que já tem 102 anos. "Esse trabalho é dedicado a ela, são ensinamentos dela para mim, para todos nós. Então foi isso que deu impulso a que eu criasse, com Fauzy Arap [seu fiel parceiro nos palcos], o roteiro para o show." Chamou-lhe Amor, Festa, Devoção e, para lá de muitas canções dos dois discos, juntou-lhe várias outras, sobretudo do irmão, Caetano Veloso. Como Queixa, Não identificado ou Drama: "São canções muito fortes, que representam muita coisa para o Brasil. E dão o entendimento necessário à dramaturgia do roteiro. Além disso, Caetano está mais presente aqui do que qualquer outro compositor por ser uma homenagem à minha mãe."
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Num total de 37 canções e pequenos textos (dois são dela, Dona Canô e Brasil caboclo), roteiro que em Portugal terá algumas alterações, Bethânia inclui ainda uma canção de Pedro Abrunhosa, Balada de Gisberta. "Foi um convite para participação de cantores e compositores brasileiros num trabalho dele chamado Sombra e Luz, 15 canções da sombra, 15 da luz." Ele convidou Bethânia para o lado "sombra" eenviou-lhe as canções para que escolhesse. "Escolhi essa, uma belíssima balada, muito bem composta, que reúne todo o lado erudito e hip-hop do Abrunhosa. E tem uma dramaticidade que, hoje, só encontro em poucas canções do cancioneiro português." 


Estreado no Rio de Janeiro a 23 Outubro 2009, o espectáculo foi muito bem recebido. "Surpreendeu-me muito, porque eu acho um show bem simples, singelo, sem grandes cenografias, muito sóbrio. Mas teve uma aceitação tão ampla que há algum tempo eu não via um espectáculo recebido assim, de maneira tão apaixonada. Críticos do Brasil inteiro consideram este espectáculo um dos melhores dos meus 45 anos de carreira. O concerto de hoje em Cascais, no âmbito do Cool Jazz Fest (a cantora dará outro, no Coliseu do Porto, dia 24 às 22h00), terá na primeira parte Celso Fonseca, que há dois anos deu dois notáveis concertos em Lisboa e Porto. "Não tenho intimidade com ele", diz Bethânia, "mas é um artista respeitadíssimo, um compositor muito querido, muito considerado.  
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E faz um espectáculo muito mais ligado ao jazz do que eu." Aos 64 anos, Maria Bethânia mantém a voz jovial e clara, mas não tem segredos para isso. "Não faço grandes coisas. Nos meus 17 anos tive a sorte de conhecer a professora Clarice, uma professora de voz consideradíssima. No dia da minha estreia no show Opinião ela estava presente. No fim, chamou-me, e sem dizer quem era disse: "Meu amor, não deixe jamais alguém tocar na sua voz. Aprenda a respirar, mais nada."" E foi o que Maria Bethânia fez, sem aulas de canto ou de colocação de voz. Ainda hoje respira cantando.
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Amor, Festa, Devoção

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travesti24 | 27 de outubro de 2009
Saudade dela / Ê senhora / Batatinha roxa / Mão do amor
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travesti24 | 27 de outubro de 2009
Este vídeo foi editado por uma amiga queridíssima, que como eu, apaixonou-se por esta canção. Jujubaaaaaaaaaaaaaaa, muito e muito obrigado. -"Balada de Gisberta" com legenda 
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Teresa Salgueiro - Misterio de Afrodite


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odinshill | 24 de Maio de 2009
between night & day
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Enviado por Madalena Mendes - ter 29-06-2010 10:36


Na terra do sol
Uma pérola negra
Brilha perto do mar

Olha a água
Com olhos grandes como o coração
Com o coração grande como o oceano

O vermelho do pôr-do-sol
A cor rosa da madrugada
Levam seu olhar bem longe
Até as noites do branco
Inverno na europa
A água é um mistério de afrodite

A noite azul chega aos trópicos
E desvela as estrelas
Reflexos de luz
Do outro lado do rio mar
Queima como fogo
A saudade cio futuro
O oceano chora
Um universo de paixão
Chegam vento e nuvens
Pêlos olhos da pérola negra
Caem lagrimas de puro amor
A água é um mistério de afrodite
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http://www.lyricstime.com/teresa-salgueiro-mist-rio-de-afrodite-lyrics.html
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Luciano Pavarotti e Caetano Veloso - Manhã de Carnaval


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jrmutti



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"Manhã de carnaval"
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Manhã, tão bonita manhã
Na vida, uma nova canção
Cantando só teus olhos
Teu riso, tuas mãos
Pois há de haver um dia
Em que virás
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Das cordas do meu violão
Que só teu amor procurou
Vem uma voz
Falar dos beijos perdidos
Nos lábios teus
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Canta o meu coração
Alegria voltou
Tão feliz a manhã
Deste amor
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

♥Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ♥ Feяmina - Que podemos fazer da vida

Assunto: RE: que podemos fazer da vida
Data: 3/Fev 8:23
Um grande homem... Não é aquele que conquista várias mulheres. Um grande HOMEM... É sim, aquele que conquista vários amigos isso sim. Você nasce dos meus versos Do meu sonho e da minha inspiração. Da-me a luz em cada dia Que clareia o meu caminho E assim em meu destino Se tornou grande paixão. Tu És o a lira do meu canto de quimera Que ressoa pela voz do coração. Tu És a flor que desabrocha em primavera Tão formosa que embeleza a imensidão. És no entanto Tão perfeita maravilha E as palavras que compõe Esta minha poesia... tanhas uma boa noite bjssssss Tentei achar certezas Perdidas no vazio de um infinito Mas não as encontrei... Me dediquei a um sentimento, Um dedicação que foi em vão. Decorei lindas frases para o coração Mas essas frases só puderam alimentar De ilusões minha alma. Fiquei aprisionada em um sonho Onde meus pensamentos Eram atormentados pelo tempo. Não tinha medo de amar Jamais pensava em sofrer, Acreditei em um olhar. Disse sim para as suas juras de amor, Desobedeci minha razão Ultrapassei meus limites. Menosprezei as sinceras palavras Que entregavam sua verdadeira face. Fiz de tudo por você, Fui além de mim mesma Sem pensar no meu amanhã... Depois de terríveis terremotos no coração, Fui obrigada a desistir, Precisei Dizer Não. boa noite amiga. Pois os amigos são flores que desabrocham no jardim de nossa existência... perfumando nossa vida com fidelidade, carinho e compreensão... São anjos de bondade que surgem em nossos caminhos, para nos dar forças nas horas de amargura, e acompanhar-nos em nossos momentos em que mais precisamos... Que as verdadeiras amizades continuem eternas e tenham sempre um lugarzinho especial no nosso "coração!" Que cada pôr-do-sol leve consigo as desilusões do dia que passou, e que cada novo amanhecer seja uma nova chance de recomeçar. Beijos com carinho! Te encontrei no meu sonho, Você estava lindo... Encontrava-se bem vestido e perfumado, Estava com um sorriso maravilhoso. Nesse sonho Você me chamava... Me chamava para o seu sonho, Me dizia que lá morava a Felicidade, E que ela estava a muito tempo a minha espera De braços abertos, Pronta para me envolver... Estendi minhas mãos E você as agarrou... E me fez mergulhar sem pensar em seu mundo, Onde a dor e o sofrimento são desconhecidos... Um mundo mágico Onde a magia do amor envolve a todos. Esse mundo que era seu, Hoje é o meu sonho, O meu sonho mais lindo, O sonho que me faz sorrir E compreender que o amor existe, Que não é apenas um história, E que podemos fazer da vida UM SONHO!!!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

É proibido proibir - Caetano Veloso


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MsEdenilsonMorais

Trabalho de História elaborado pelos alunos Luiz Brandão, Gabriel Escobar, Rodrigo Carvalho, Vinícius Dias, Thyago Biasin com a música de Caetano Veloso
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A mãe da virgem diz que não.
E o anúncio da televisão.
E estava escrito no portão.
E o maestro ergueu o dedo.
E além da porta há o porteiro, sim.
Eu digo não.
Eu digo não ao não.
Eu digo.
É proibido proibir.
É proibido proibir.
É proibido proibir.
É proibido proibir.
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Me dê um beijo, meu amor
Eles estão nos esperando
Os automóveis ardem em chamas
Derrubar as prateleiras
As estantes, as estátuas
As vidraças, louças, livros, sim
Eu digo sim
Eu digo não ao não
Eu digo
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir
É proibido proibir.
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http://www.lyricstime.com/caetano-veloso-proibido-proibir-lyrics.html
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É proibido proibir! - MUDE - MUSEU DO DESIGN E DA MODA

COLECTIVA

É proibido proibir!



MUDE - MUSEU DO DESIGN E DA MODA
R. Augusta, 24
1100-053 LISBOA

20 OUT - 31 JAN 2010


Caetano Veloso grita numa sala do MUDE. Na verdade, Caetano grita num ecrã embutido numa parede do museu. Nesse ecrã, legendas amarelas dão forma a esta e outras frases de protesto que vão surgindo sobre uma fotografia do cantor enquanto jovem. Uma destas frases, gritadas como defesa às vaias, ovos e tomates com que ele e Os Mutantes foram recebidos no teatro TUC de São Paulo em 1968, onde estes gritos foram gravados, é “é proibido proibir”.
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Inspirada numa das máximas da revolta estudantil de Maio de 68, esta canção de Caetano, o seu grito contra a ditadura brasileira tornado hino do movimento Tropicália, empresta o título à mais recente exposição temporária do museu do design e da moda de Lisboa.
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Caetano grita no que é a antecâmara da exposição. Aqui, as paredes estão forradas a carpélio rosa-choque. Caixas de luz mostram imagens coloridas e pessoas felizes de cabelos compridos. O chão foi coberto por vinil brilhante às riscas pretas e brancas. O tecto é uma laje esventrada de cimento. A exposição “É proibido proibir!” ainda nem começou, mas os gritos de Caetano, o choque do carpélio, o psicadelismo das imagens e o cinzento do cimento manifestam já o desequilíbrio e o desconforto que se seguem.
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Uma parede de texto introduz o tema, os objectivos e o enfoque geográfico da exposição. Em traços largos, esta “rotação” da colecção Francisco Capelo pretende mostrar de que forma o design de produto, mobiliário e vestuário espelhou as transformações sociais, culturais e tecnológicas ocorridas no continente europeu (particularmente em Itália e Inglaterra) entre 1960 a 1973.
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Mais à frente, é verde o carpélio que forra o escuro cubículo onde é projectado um vídeo mostrando (arrisco eu, não há qualquer legenda) estudantes parisienses em animada discussão. Livros de autores como Foucault, Beckett ou Lacan pendem do tecto. Adivinho o que estes livros fazem aqui, mas duvido que alguém queira ler pós-estruturalismo e outras teorias na mais deprimente sala de leitura do mundo.
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Na galeria principal de exposição, plataformas de carpélio branco elevam-se do chão em planos nada, pouco ou muito inclinados. Tipologias mais ou menos convencionais de assentos encontram-se assentes nesta plataformas junto a candeeiros e objectos como um televisor ou uma máquina de escrever. Manequins de alfaiate vestem históricas roupas. Misteriosas “nuvens” de feltro geotêxtil (vulgo drakalon) amarradas com corda pairam sobre os visitantes ou estão pousadas nas ditas plataformas. Manequins de loja, despidos e de braços no ar, aparecem misteriosamente aqui e ali.
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Outras peças estão alojadas em “casinhas” de policarbonato translúcido com chão de carpélio verde. O candeeiro Moloch de Gaetano Pesce lembra o candeeiro-mascote da Pixar, aqui sobredimensionado, triste e enclausurado. O serviço de mesa Max de Lella e Massimo Vignelli partilha outra casinha com os copos Smoke e a Minikitchen de Joe Colombo. Pratos, canecas e copos, espalhados pelo balcão da cozinha e pela alcatifa, criam uma cena de decadente, mesmo que organizado, fim de festa. Não posso entrar em nenhuma destas casas, mas posso ouvir as suas bandas sonoras: êxitos da música popular da altura como Ne me Quittes Pas de Jacques Brel, o musical Hair ou o festival de Woodstock tentam levar-me para outros lugares e outros tempos. Mas não conseguem.
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Estes, como outros “grandes gestos” cenográficos da exposição, não me conseguem distrair do facto que estou de pé, num andar frio e mal iluminado de um prédio semi-destruído da Baixa lisboeta, perante uma casinha de plástico, rodeado de nuvens de drakalon e sinistros manequins nus. Foi para isto que foram feitas tantas revoluções?
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Não sendo particularmente ambiciosa no seu argumento curatorial ou discurso histórico, “É proibido proibir!” ambiciona ser uma exposição arriscada, polémica até, na sua cenografia. Cenografia, não design de exposição, é o termo para descrever o trabalho do seu autor, José Manuel Castanheira. Com larga experiência e carreira no teatro, este cenógrafo revela as suas origens na excentricidade do desenho, na criação de imagens “que ficam”, no uso dramático de adereços. Isso tudo pode funcionar em palco, onde a atenção dos espectadores está nos actores. Mas aqui, nesta exposição, os objectos são os actores principais – não os manequins, as nuvens de carpélio ou as casinhas. O uso e abuso de materiais, superfícies e adereços chega mesmo a prejudicar a própria leitura e compreensão dos objectos expostos.
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Aqui, o design de exposição funciona não a favor, mas contra os conteúdos que organiza e expõe. Em vez de comunicar o entusiasmo de uma época de prosperidade económica, de revolução de costumes e de grande efervescência cultural, a imagem “que fica” da exposição é a de um armazém abandonado, onde todos estes objectos excêntricos e de outro tempo foram deixados a apanhar humidade junto a manequins nus de braços abertos.
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Das paredes à brochura entregue a todos os visitantes do museu, o design gráfico da exposição é igualmente desastroso. A densidade e posicionamento das manchas de texto, a tipografia e a má legibilidade mostram as limitações do designer Pedro Rosa. A isto soma-se o uso descomprometido de imagens de baixa resolução: a começar nos Beatles gigantes da Rua Augusta, passando pelos poucos e falsos “cartazes” que se repetem numa das paredes e terminando no vídeo onde Caetano grita (“sacado”, sem edição, do Youtube), a Internet mostra aqui ter sido uma fonte fácil e barata de elementos expositivos.
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Estes desaires gráficos evidenciam ainda a relação difícil, para não dizer pouco profissional, que o MUDE tem tido desde a sua fundação para com o design gráfico. A anterior exposição temporária, dedicada a cartazes políticos, não parece ter tido qualquer impacto nessa relação.
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Tão-pouco teve a exposição semi-permanente da colecção do museu, aberta desde a Primavera no piso térreo do edifício e um excelente exemplo de equilíbrio e sofisticação no uso do espaço expositivo, na iluminação e mesmo no cuidado gráfico de legendas e títulos. Neste primeiro andar, foi como se um espírito soixante-huitard frustrado, uma mal resolvida angústia punk ou uma valente dose de ácido quisessem ter minado a seriedade e o profissionalismo que esperamos do único museu do design do país.
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Apesar de ainda estar a viver a sua (atribulada) pré-história, o MUDE necessita de se assumir perante a cidade a que pertence, a sociedade onde se insere e o grupo profissional que representa – e subir, não descer a parada. Ao colocar uma (falhada) afirmação cenográfica acima do rigor museológico, dos interesses da sua colecção e do conforto dos seus visitantes, mas também ao falhar (de novo) na comunicação gráfica dos seus conteúdos, o museu vê debilitada a sua própria seriedade, autoridade e relevância institucional. Felizmente para nós, a longa história da instituição ainda agora começou.
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No documentário recente Beyond Ipanema – Ondas Brasileiras na Música Global, Caetano Veloso diz que um dos mais importantes traços e triunfos do movimento Tropicália foi “a ousadia da inteligência”. Se o MUDE se inspirou numa frase de Caetano no passado, eu desafio a sua directora, Bárbara Coutinho, a inspirar-se nesta para o seu futuro.


Frederico Duarte
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EXPOSIÇÕES ACTUAIS


Exposição “É Proibido Proibir!”. © MUDE

Exposição “É Proibido Proibir!”. © MUDE

Exposição “É Proibido Proibir!”. © MUDE

Exposição “Ante-Estreia” (piso térreo). © Luísa Ferreira

Fachada do MUDE, Museu do Design e da Moda. © MUDE
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Volver a los diecisiete-Mercedes Sosa-Veloso-Gal-Buarque-Nascimento-Violeta Parra


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Elitacate
8 de Agosto de 2009
VOLVER A LOS DIECISIETE VIOLETA PARRA Mercedes Sosa-Caetano Veloso-Gal Costa-Chico Buarque-Milton Nascimento TV Globo (1986)
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Enviado por Zé Pinto (FaceBook)
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Volver a Los 17

Milton Nascimento

Composição: Violeta Parra
Volver a los diecisiete después de vivir un siglo
Es como descifrar signos sin ser sabio competente,
Volver a ser de repente tan frágil como un segundo
Volver a sentir profundo como un niño frente a Dios
Eso es lo que siento yo en este instante fecundo.
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Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
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Mi paso retrocedido cuando el de ustedes avanza
El arco de las alianzas ha penetrado en mi nido
Con todo su colorido se ha paseado por mis venas
Y hasta la dura cadena con que nos ata el destino
Es como un diamante fino que alumbra mi alma serena.
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Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
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Lo que puede el sentimiento no lo ha podido el saber
Ni el más claro proceder, ni el más ancho pensamiento
Todo lo cambia al momento cual mago condescendiente
Nos aleja dulcemente de rencores y violencias
Solo el amor con su ciencia nos vuelve tan inocentes.
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Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
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El amor es torbellino de pureza original
Hasta el feroz animal susurra su dulce trino
Detiene a los peregrinos, libera a los prisioneros,
El amor con sus esmeros al viejo lo vuelve niño
Y al malo sólo el cariño lo vuelve puro y sincero.
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Se va enredando, enredando
Como en el muro la hiedra
Y va brotando, brotando
Como el musguito en la piedra
Como el musguito en la piedra, ay si, si, si.
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De par en par la ventana se abrió como por encanto
Entró el amor con su manto como una tibia mañana
Al son de su bella diana hizo brotar el jazmín
Volando cual serafín al cielo le puso aretes
Mis años en diecisiete los convirtió el querubín.
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domingo, 6 de setembro de 2009

João Gilberto & Caetano Veloso - Desafinado


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Ícone do canal

charlesDDD1947

João Gilberto & Caetano Veloso en Buenos Aires, 2000
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Desafinado
(Tom Jobim & Newton Mendonça, 1958)
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Se você disser que eu desafino, amor
Saiba que isso em mim provoca imensa dor
Só privilegiados têm ouvido igual ao seu
Eu possuo apenas o que Deus me deu
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Se você insiste em classificar
Meu comportamento de antimusical
Eu mesmo mentindo devo argumentar
Que isto é bossa nova
Que isto é muito natural
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O que você não sabe nem sequer pressente
É que os desafinados também têm um coração
Fotografei você na minha Rolleyflex
Revelou se a sua enorme ingratidão
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Só não poderá falar assim do meu amor
Ele é o maior que você pode encontrar viu
Você com a sua música esqueceu o principal
Que no peito dos desafinados
No fundo do peito bate calado
Que no peito dos desafinados
Também bate um coração
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