Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Quadro de Picasso atinge os €29.7 milhões

A Leitura”, 1932, de Pablo Picasso, representando Marie-Thérèse adormecida, com um livro no regaço.

A Leitura”, 1932, de Pablo Picasso, 
representando Marie-Thérèse adormecida, com um livro no regaço.

"A Leitura" foi a peça mais bem vendida no leilão da Sotheby's.

Inês Posser de Andrade (www.expresso.pt)
9:49 Quarta feira, 9 de Fevereiro de 2011

Uma importante obra de Picasso, "La Lecture" (A Leitura), representando a sua amante Marie-Thérèse Walter, foi vendida por €29.7 milhões (acima da sua estimativa de €14.3 a €21.5 milhões), no leilão de Arte Moderna e Impressionista da Sotheby's de Londres.

Segundo a leiloeira, o quadro do pintor espanhol despertou o interesse de sete potenciais compradores, licitando na sala e através de telefones, que o disputaram animadamente durante cerca de seis minutos, tendo sido finalmente arrematado por um comprador anónimo ao telefone.

Datada de 1932, "A Leitura" foi executada no mesmo ano de "Nu, Folhas Verdes e Busto", também de Picasso e igualmente inspirada em Marie-Thérèse e que, em Maio passado, foi vendida por €80 milhões, tornando-se na obra de arte a ser vendida pelo valor mais elevado em leilão.

A Sotheby's totalizou €81.1 milhões com esta venda e entre as outras peças, com os valores mais elevados, encontram-se: a escultura "A Ideia para o Cavaleiro" de Marino Marini vendida por €4.9 milhões; "Fim de Tarde em Argenteuil" de Claude Monet que subiu até aos €4 milhões; e "O Professor de Escola" de René Maggritte, estabeleceu um novo recorde para o artista em leilão, numa obra em papel, arrematada por €2.9 milhões.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Obras de Paula Rego vendem abaixo das estimativas

Especialistas apontam licitações irregulares das obras

01.07.2010 - 20:11
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Cinco trabalhos da autoria de Paula Rego foram a leilão, ao longo desta semana, nas principais casas leiloeiras: Sotheby’s e Christie’s. Das cinco, apenas uma não foi vendida, no entanto, e comparando com anos anteriores, pode-se dizer que as vendas, foram arrematadas por valores bastante irregulares.
Os especialistas dizem que as licitações das obras de Paula rego 
são muito irregulares  
Os especialistas dizem que as licitações das obras de Paula rego são muito irregulares 
(Paulo Pimenta)


“The Cigarette”, datado de 2008, recebeu uma licitação final a meio das duas estimativas base, de 70 mil e 100 mil libras (cerca de 84 mil a 120 mil euros). “Deposition”, datado de 2000, foi arrematado por 355 mil euros. Na segunda-feira, o quadro que foi a leilão não tem título e é datado de 1995, tendo sido comprado por 385. 250 libras (472 mil euros), pouco acima da estimativa mais baixa de 350 mil libras (421 mil euros).

De acordo com a agência Lusa, os quadros de Paula Rego em 2008 chegaram atingir um valor de 740 mil euros.

Segundo Francis Outred, director do departamento de arte contemporânea da Christie’s, haverá sempre mercado para as obras de Paula Rego”, garante o especialista, que considera que a técnica no uso do pastel só é superada por Edgar Degas.
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The Cigarrette
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Deposition
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domingo, 6 de junho de 2010

"Ode à l"Hiver" ultrapassa a barreira-chave do milhão de euros em leilão internacional



Vieira da Silva

05.06.2010 - 07:43 Por Vanessa Rato, com A.P.C. e J.A.C.
É uma barreira-chave, a do milhão de euros em leilão, apontando um novo paradigma de mercado para os artistas que a ultrapassam: a pintura Ode à l"Hiver - ou Ode ao Inverno - de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) ultrapassou essa barreira em noventa e cinco mil euros num leilão da Sotheby"s de Paris na quarta-feira.
Em causa está um óleo sobre tela datado de 1960 
Em causa está um óleo sobre tela datado de 1960 (DR)

A agência Lusa, que ontem avançou a notícia, não referia a identidade do comprador, mas, segundo a informação disponibilizada pela leiloeira, a obra, um óleo sobre tela datado de 1960, fazia parte da Colecção Rothschild onde terá chegado por aquisição directa à galeria que representou em vida e continua hoje a representar a artista - a parisiense Jeanne-Bucher, responsável por grande parte do trabalho de divulgação internacional do seu trabalho.

Precisamente, a proveniência de Ode à l"Hiver pode ser um dado a ter conta no valor atingido - 1.095.150 euros -, já que, para além de chegar ao mercado vinda de uma colecção de grande visibilidade, está bem documentada e foi exposta em mostras em diversos museus europeus depois de ser apresenta pela primeira vez na Jeanne-Bucher no ano da sua realização. Esteve, nomeadamente, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, numa exposição de 1988 vinda do Museu de Arte Moderna de Paris. Faz parte, também, de um período de maturidade da artista, na sequência das suas pinturas brancas dos anos 1950, após a instalação definitiva em Paris e a obtenção, por fim, da nacionalidade francesa (1956), depois de anos como apátrida a viver entre Portugal e o Brasil.

É este percurso biográfico, incluindo os esforços vãos de Vieira da Silva, durante a década de 1940, para voltar a ser considerada cidadã portuguesa, direito que perdera ao casar em 1930 com o artista húngaro Arpad Szenes, que levam muitos comentadores a declarar que Portugal não pode querer agora vê-la como uma artista nacional nem apropriar-se da aura do seu sucesso.

No imaginário colectivo, estabelece-se, porém, um recorde para a arte portuguesa, depois das 558 mil libras atingidas em Londres, em 2008, por Baying, uma tela de Paula Rego, também num leilão da Sotheby"s (cerca de 740 mil euros ao câmbio da altura), e das 505 mil libras (573.964 euros) atingidas no ano passado por Marilyn, um conjunto de esculturas de Joana Vasconcelos que quintuplicou num leilão da Christie"s de Londres a expectativa de venda de entre 100 mil a 150 mil libras (115 mil a 172 mil euros).

Ontem, o crítico e comissário Alexandre Melo, referia-se a Vieira da Silva como uma artista portuguesa, "um dos poucos nomes portugueses ao longo do século XX a ter uma inscrição na História da arte na Europa, com uma ligação particular a França". Explicando o reconhecimento e a cotação da pintora, neste momento, referiu: "Foi a primeira artista portuguesa alvo de um trabalho específico em termos de mercado e de promoção e valorização da sua cotação em Portugal e França desde os anos 80. Foi o primeiro nome português a ser trabalhado de maneira sistemática e profissional nestes dois mercados."

Já Marina Bairrão Ruivo, directora da Fundação Arpad Szenes - Vieira da Silva, dedicada à obra da pintora e do seu marido, espera que esta venda faça Portugal redobrar atenção na gestão do legado que a artista deixou ao país e que está a cargo da fundação: "Espero que este leilão venha recordar a excepcionalidade da obra da Vieira da Silva e que ajude a dissipar a indefinição da fundação."

A conservadora refere-se à necessidade de nomeação de um administrador representante do Estado, lugar deixado vago pelo ex-ministro da Justiça António Vitorino quando em Fevereiro passou da Fundação Vieira da Silva para a administração da fundação que gere o Museu Berardo.

O Ministério da Cultura não indicou, até agora, um nome para a sua substituição.

Marina Bairrão Ruivo sublinha também a inversão de uma tendência verificada durante os anos em que as obras de Vieira da Silva atingiam valores mais elevados em Portugal do que no estrangeiro.

Ainda há dois anos, já fora desse período, a leiloeira Leiria e Nacimento anunciou ter vendido em Lisboa uma obra da artista por 1,1 milhões, a tela Lisbonne-Ville, datada de 1958 e que, segundo a leiloeira, terá sido adquirida por um coleccionador português a licitar via telefone do Brasil.

O trabalho em questão, com 65 por 90 centímetros, era de dimensões muito inferiores ao agora vendido pela Sotheby"s, uma obra de 1, 62 por 1,46 metros (uma grande escala no contexto da obra desta artista).

Vieira da Silva, neta de Silva Graça, fundador do jornal "O Século", nasceu em Lisboa e morreu em Paris, onde estudou e conheceu o marido. 
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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Primeira edição da Peregrinação vendida em leilão por 15 mil euros


NELSON GARRIDO 
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Uma obra rara vendida anteontem no Porto  Por Luís Miguel Queirós.
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A obra impressa por Pedro Craesbeeck em 1614 teve um preço base de 10 mil euros. Apesar de o leilão ter sido disputado, o valor final ficou abaixo das expectativas

Um exemplar da primeira edição da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto foi vendida por 15 mil euros no leilão da biblioteca de Laureano Barros (1921-2008), que a Livraria Manuel Ferreira está a promover no Porto. A obra, impressa por Pedro Craesbeeck em 1614, provocou uma disputa renhida na sessão de anteontem à noite - o preço base era de 10 mil euros -, mas o valor atingido acabou por se revelar um pouco decepcionante, mesmo tendo em conta que o exemplar em leilão tinha algumas pequenas imperfeições e restauros.

Ainda assim, foi a peça mais cara até agora vendida neste gigantesco leilão da biblioteca do matemático e bibliófilo Laureano Barros, que se iniciou em 2009 e cuja terceira e última parte terminará no próximo dia 29. No total, são mais de seis mil lotes, desde obras que valem sobretudo pelo conteúdo - Laureano Barros foi um grande leitor e mantinha relações de amizade com muitos dos mais importantes escritores portugueses da sua geração - até absolutas raridades que, em alguns casos, podem não aparecer no mercado durante décadas.

Uma delas, a primeira edição dos Sonetos de Antero de Quental, foi licitada na sessão de ontem e atingiu 9400 euros, tendo acabado por propiciar o momento mais emocionante da noite, já que partira de um preço relativamente modesto: dois mil euros.

Outras edições que ontem atingiram cotações elevadas foram a segunda edição da Peregrinação - o bibliófilo conseguira reunir as dez primeiras edições da obra - e um exemplar da edição original de O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós.

Na primeira sessão desta útima parte do leilão, que decorreu na quinta-feira, a estrela tinha sido Fernando Pessoa. Os livros de poesia inglesa que publicou em vida - 35 Sonnets (1918), Antinous (1918) e English Poems (dois opúsculos editados em 1921) - renderam, respectivamente, 1900, 2200 e 2400 euros. Uma primeira edição da Mensagem chegou aos 2300, o Ultimatum de Álvaro de Campos foi comprado por 2000 euros, o panfleto Aviso por Causa da Moral, assinado pelo mesmo heterónimo, atingiu 1800, e a raríssima folha volante Sobre Um Manifesto de Estudantes, com a qual Pessoa saiu em defesa de Raul Leal, foi arrematada por 2200 euros.

A estimativa de Herculano Ferreira, da Livraria Manuel Ferreira, é a de que, no total das sessões, este leilão possa "chegar ao meio milhão de euros".
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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Picasso torna-se (outra vez) o artista com a obra mais cara vendida em leilão

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81,3 milhões de euros pelo quadro Nu au Plateau de Sculpteur
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Público - 05.05.2010 - 12:14 Por Alexandra Prado Coelho
Um comprador cuja identidade não foi revelada deu 81,3 milhões de euros pelo quadro de Picasso "Nu au Plateau de Sculpteur", num leilão, terça-feira, na Christie’s de Nova Iorque. A obra, de 1932, tornou-se assim a mais cara de sempre vendida em leilão.
"Nude, Green Leaves and Bust", de 1932 "
Nude, Green Leaves and Bust", de 1932 (DR)

Este lugar pertencia até aqui à escultura de bronze de Alberto Giacometti, "Walking Man I", vendida em Fevereiro por 79,6 milhões de euros. Giacometti, por sua vez, destronara outro Picasso – o "Garçon a la Pipe", que em 2004 atingiu os 79,5 milhões de euros.

O quadro, que representa a amante de Picasso Marie-Thérèse Walker, nua e reclinada, foi disputado por seis potenciais compradores. O New York Times conta que ao fim de oito minutos e seis segundos, cinco pessoas ainda disputavam a obra, que já atingira os 61 milhões. A expectativa de venda, segundo a BBC, fora inicialmente colocada entre os 53 milhões e perto de 69 milhões.

A obra estava desde os anos 1950 na posse de dois coleccionadores de Los Angeles, Frances e Sidney Brody, ambos falecidos. “Os Brody’s compraram-na nos anos 50, e só foi mostrada em público uma vez em 1961”, explicou à BBC Conor Jordan, responsável pelo departamento dos impressionistas da Christie’s.