Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Discurso de Lula da Silva (excerto)
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domingo, 4 de março de 2012
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Lima de Freitas e o Neo-Realismo
Blog da Rua Nove


QUINTA-FEIRA, 11 DE OUTUBRO DE 2007
Tal como Júlio Pomar (n. 1926), Lima de Freitas (1927-1998), teve uma fase do seu percurso artístico marcada pela pintura, pelo desenho e pela gravura neo-realista. A exemplo do que veio a acontecer com a sua produção de fases posteriores, Lima de Freitas legou-nos belíssimas gravuras desta época, exemplificadas aqui por duas das imagens que ilustram o livro Olhos de Água (1954), de Alves Redol (1911-1969).
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publicado por blogdaruanove às 11:41
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Lima de Freitas
domingo, 22 de agosto de 2010
Avieiros - Alves Redol
Alves Redol
Avieiros
Portugália, 1942
1ª edição
"... Incerto o pão na sua praia, só certa a morte no mar que os leva, eles partem. Da Vieira de Leiria vêm ao Ribatejo. Aqui labutam. Alguns voltam ainda, roídos das saudades do seu Mar. Muitos ficam. Avieiros lhes chamam na Borda de Água..."
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Um dos primeiros e mais marcantes romances do autor.
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Um dos primeiros e mais marcantes romances do autor.
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Alves Redol
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Nasceu em 1911 em Vila Franca de Xira. Romancista e Dramaturgo, foi um dos expoentes da literatura neo-realista em Portugal. Os dramas humanos do Ribatejo e do Douro são o tema central da sua obra, descritos em romances como Gaibéus, Barranco de Cegos ou no ciclo Port-Wine. Alves Redol é, em si mesmo, uma personagem exemplar num movimento literário cuja ambição maior era fazer uma arte do povo e para o povo.
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Edição de 14-02-2008
Nauticampo promove comunidade no Parque das Nações
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Edição de 19-08-2010
.Edição de 14-02-2008
Nauticampo promove comunidade no Parque das Nações
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Cultura dos pescadores avieiros quer ser património nacional
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Cultura dos pescadores avieiros quer ser património nacional
A cultura dos pescadores avieiros - que povoaram as margens do Tejo e deixaram marcas culturais na zona de Azambuja, Salvaterra de Magos e Vila Franca de Xira – quer ser elevada a património nacional. É pelo menos esta a intenção de um projecto que está a ser divulgado na Nauticampo 2008, um evento que decorre no Parque das Nações, em Lisboa, até 17 de Fevereiro, num espaço que conta com mais de 54 metros quadrados.
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Os responsáveis pelo projecto, que envolve já 75 instituições, vão mostrar um barco avieiro, artes de pesca avieiras, fotos históricas, quadros a óleo sobre a temática e apresentarão um filme em formato DVD. Os responsáveis do projecto sublinham a “viragem histórica” na edição deste ano da Nauticampo, num “contributo muito importante para o desenvolvimento e dinamização da cultura ribeirinha do Tejo e em particular da cultura avieira”. “Em vez de uma ‘orientação ao produto’ (barcos, acessórios e equipamento), a Nauticampo vai evoluir no sentido de uma ‘orientação aos estilos de vida’ (paixão pelo mar, gosto pela aventura e forte ligação à família)”, sublinham.
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Para dia 16, está agendada uma conferência sobre as “vidas ribeirinhas na construção da identidade nacional”, promovida pela Associação Náutica da Marina do Parque das Nações, uma das instituições que se associou ao projecto, e pelo Centro Náutico Moitense.
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O projecto que visa elevar a cultura avieira a património nacional teve a sua origem numa investigação sobre os avieiros do Patacão (Alpiarça), realizada em Junho de 2006. Desde então, a Associação Independente para o Desenvolvimento Integrado de Alpiarça (AIDIA) e a Escola Superior de Educação de Santarém, que coordenam os trabalhos de candidatura, contactaram 135 instituições e pessoas, tendo sido realizadas cerca de 70 reuniões, incluindo o I Encontro Regional da Cultura Avieira, em Junho de 2007.
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“O interesse suscitado pelo projecto levou a que tenham aderido até esta data 75 das instituições e pessoas que foram contactadas”, afirmam. O objectivo é entregar a candidatura da cultura avieira a património nacional até 2009, depois da realização de um encontro nacional previsto para Outubro deste ano.
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Os pescadores avieiros são provenientes da aldeia piscatória de Vieira de Leiria, concelho da Marinha Grande. No Inverno rumavam ao Tejo à procura de sustento. Deixavam o mar salgado e bravio e partiam no encalço da água doce onde pescavam o sável. Muitos viviam nos barcos avieiros, cobertos apenas, por uma lona. O quarto era à proa, a cozinha ao meio e a oficina da pesca à ré.
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A comunidade avieira também ergueu nas margens do Tejo as típicas casas palafíticas assentes em estacas de madeiras. Uma tradição que levaram da Praia da Vieira e que impedia que as cheias atingissem as casas. Com o passar dos anos os donos das terras da Borda d’Água autorizaram-nos a estabelecer-se nas margens do Tejo, onde começaram a construir as primeiras barracas.
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Foram várias as aldeias construídas ao longo do Tejo, segundo a tradição dos pescadores da Praia da Vieira, mas hoje poucas resistem.
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Além da Palhota, no concelho do Cartaxo, a única que conserva maiores semelhanças com a tradição avieira, ainda existem as ruínas do Patacão, aldeia abandonada em 1988. Nas Caneiras as novas casas de tijolo e as de madeira, pré-fabricadas, tomaram o lugar das barracas avieiras. O Esteiro do Nogueira, em Vila Franca de Xira, deu lugar a uma moderna marina e na foz do Alviela, as duas aldeias chamadas Barreiras do Rio e Barreiras do Tejo estão desde meados do século passado à espera que a chuva e o vento as deite abaixo.
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“Teimosos os avieiros sempre lutaram pela sobrevivência desde que viram que o Tejo tinha começado a morrer devagar. Os seus filhos, que emigraram ou foram trabalhar para as fábricas, ficaram à espera, sempre com os olhos postos no rio. E sabe-se lá porquê, o peixe que tinha desaparecido, voltou. Voltou o sável, voltou a lampreia. E voltaram à pesca os filhos dos últimos avieiros do Tejo, num regresso às raízes, enchendo o rio de belos barcos com a proa virada para o céu”, lê-se no site da Palhota Viva (www.palhotaviva.pt). A comunidade apaixonou escritores e foi motivo de inspiração de livros e filmes. O escrito neo-realista Alves Redol imortalizou também a comunidade com o romance dedicado aos “Ciganos do Rio”, como lhes chamou.
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Imagem captada a 30 de Junho de 2007.http://www.leme.pt/imagens/portugal/rotas/rota-dos-avieiros/0034.html. |
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Homenagem do PCP a Ary dos Santos, o Poeta da Revolução
Ary Sempre! |
| No ano em que se cumpre o 35.º aniversário da Revolução de Abril, não podia faltar, nas comemorações dessa data tão importante para o viver colectivo dos trabalhadores e dos democratas portugueses a viva recordação dessa voz de poeta revolucionário que animou os mais significativos passos das transformações políticas, económicas, sociais e culturais a que Abril deu forma e conteúdo. As palavras com que alentou a Revolução e denunciou as manobras reaccionárias que a quiseram desde logo abafar, o entusiasmo e o acerto com que sublinhou as vitórias e alertou para os perigos, o coração e a razão que presidiram à criação de uma poesia que não se ficava pelas páginas dos livros nem pela gravação dos sons e das imagens mas logo saltaram para as ruas do País e para as vozes amplificadoras dos revolucionários de Abril, perduram na memória dos mais velhos e estão destinadas a alcançar e permanecer nas consciências dos jovens que hoje constroem o futuro. Poeta comunista, Ary dos Santos perdura sobretudo nos corações dos seus camaradas, detentores de um projecto de sociedade que era também o seu. A voz poderosa que ouvimos nos dias gloriosos e nos momentos mais difíceis, encorajando as lutas, as palavras escritas que outros artistas transformaram em música e cantaram de novo se fazem ouvir. Arrebatado pela morte há 25 anos, Ary continua a nosso lado! RETRATO DE ALVES REDOL Porém se por alguém não foi ninguém cantou e disse flor canção amigo a si o deve. A si e mais a quem floriu cresceu cantou lutou consigo. Homem que vive só não vive bem morto que morre só é negativo morrer é separar-se de ninguém e contudo com todos ficar vivo. Nado-vivo da morte. É isso. É isso. Uma espécie de forno de bigorna de corpo imorredoiro que transforma em fusão o metal do compromisso: Forjar o conteúdo pela forma: marrar até morrer. E dar por isso. POETA CASTRADO, NÃO! Serei tudo o que disserem por inveja ou negação: cabeçudo dromedário fogueira de exibição teorema corolário poema de mão em mão lãzudo publicitário malabarista cabrão. Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não! Os que entendem como eu as linhas com que me escrevo reconhecem o que é meu em tudo quanto lhes devo: ternura como já disse sempre que faço um poema; saudade que se partisse me alagaria de pena; e também uma alegria uma coragem serena em renegar a poesia quando ela nos envenena. Os que entendem como eu a força que tem um verso reconhecem o que é seu quando lhes mostro o reverso: Da fome já não se fala – é tão vulgar que nos cansa – mas que dizer de uma bala num esqueleto de criança? Do frio não reza a história – a morte é branda e letal – mas que dizer da memória de uma bomba de napalm? E o resto que pode ser o poema dia a dia? – Um bisturi a crescer nas coxas de uma judia; um filho que vai nascer parido por asfixia?! – Ah não me venham dizer que é fonética a poesia! Serei tudo o que disserem por temor ou negação: Demagogo mau profeta falso médico ladrão prostituta proxeneta espoleta televisão. Serei tudo o que disserem: Poeta castrado não E CADA VEZ SOMOS MAIS Pela espora da opressão pela carne maltratada mantendo no coração a esperança conquistada. Por tanta sede de pão que a água ficou vidrada nos nossos olhos que estão virados à madrugada. Por sermos nós o Partido Comunista e Português por isso é que faz sentido sermos mais de cada vez Por estarmos sempre onde está o povo trabalhador pela diferença que há entre o ódio e o amor. Pela certeza que dá o ferro que malha a dor pelo aço da palavra fúria fogo força flor por este arado que lavra um campo muito maior. Por sermos nós a cantar e a lutar em português é que podemos gritar: Somos mais de cada vez. Por nós trazemos a boca colada aos lábios do trigo e por nunca acharmos pouca a grande palavra amigo é que a coragem nos toca mesmo no auge do perigo até que a voz fique rouca e destrua o inimigo. Por sermos nós a diferença que torna os homens iguais é que não há quem nos vença cada vez seremos mais. Por sermos nós a entrega a mão que aperta outra mão a ternura que nos chega para parir um irmão. Por sermos nós quem renega o horror da solidão por sermos nós quem se apega ao suor do nosso chão por sermos nós quem não cega e vê mais clara a razão é que somos o Partido Comunista e Português aonde só faz sentido sermos mais de cada vez. Quantos somos? Como somos? novos e velhos: iguais. Sendo o que nós sempre fomos seremos cada vez mais! A BANDEIRA COMUNISTA Foi como se não bastasse tudo quanto nos fizeram como se não lhes chegasse todo o sangue que beberam como se o ódio fartasse apenas os que sofreram como se a luta de classe não fosse dos que a moveram. Foi como se as mãos partidas ou as unhas arrancadas fossem outras tantas vidas outra vez incendiadas. À voz de anticomunista o patrão surgiu de novo e com a miséria à vista tentou dividir o povo. E falou à multidão tal como estava previsto usando sem ter razão a falsa ideia de Cristo. Pois quando o povo é cristão também luta a nosso lado nós repartimos o pão não temos o pão guardado. Por isso quando os burgueses nos quiserem destruir encontram os portugueses que souberam resistir. E a cada novo assalto cada escalada fascista subirá sempre mais alto a bandeira comunista. O FUTURO Isto vai meus amigos isto vai um passo atrás são sempre dois em frente e um povo verdadeiro não se trai não quer gente mais gente que outra gente. Isto vai meus amigos isto vai o que é preciso é ter sempre presente que o presente é um tempo que se vai e o futuro é o tempo resistente. Depois da tempestade há a bonança que é verde como a cor que tem a esperança quando a água de Abril sobre nós cai. O que é preciso é termos confiança se fizermos de Maio a nossa lança isto vai meus amigos isto vai. |
03.Dezembro.2009
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