Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
Discurso de Lula da Silva (excerto)
___diegophc
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quinta-feira, 11 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
A Vida no Monte da Arouca - UCP Soldado Luís (2)
à frente da Senhora Catarina, de braço engessado.
O Rui tomando banho de alguidar (As casas dos trabalhadores rurais não tinham banheiro, nem sanita nem lavatório nem água corrente ou canalizada)
A Celeste com a Eva, uma das alunas, neta da Senhora Catarina.
O imenso lençol de água era dos arrozais, à espera de nascerem. Ao fundo, do outro lado do rio Sado, que se atravessava de bote chamando pelo barqueiro, fica a aldeia de Vale de Guiso, com apeadeiro de caminho de ferro a uns kms, tendo a igreja no ponto mais alto e destacado. A maior parte do rancho, a maioria mulheres, moravam na aldeia, que tinha melhores condições de vida. No monte, moravam o feitor e família, o Senhor Custódio e mulher (senhora Catarina) com duas filhas e uma neta e mais uma família cujo nome esqueci, para além da professora e do esposo fotógrafo, fim-de-semana-sim, fim-de-semana-não, alternado com Évora, onde ficava a nossa residência oficial. Mais de 2/3 das casas do monte estavam desabitadas.
Havia alunos da Celeste que nunca tinham ido à Vila, a uma dezena de km, e que ficaram abismados quando viam o comboio pela 1ª vez, um monstro para eles. O Renault 4 ficava com a Celeste, para ir à Vila ou para Évora, ou para ir-me buscar à Rodoviária, em Alcácer, nos fins-de-semana que me calhavam.
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Fotografias de Victor Nogueira
domingo, 7 de outubro de 2007
A Vida no Monte da Arouca - UCP Soldado Luís (1)
Fotos por Victor Nogueira
A D. Maria (minha sogra) e a Sra Catarina (trabalhadora na UCP)
O verde é arroz, que no verão produzia núvens de incómodos e sanguinários mosquitos, ao cair do dia.
Cuidando do «jardim»
No Monte não havia electricidade e a água era tirada dum poço, ao pé do tanque colectivo da lavagem da roupa, com uma bomba e corada ao sol
Cada casa tinha apenas a porta de entrada. com coberto de telha vã, e três divisões:
a sala comum, com a lareira e uma braseira para a camilha, e dois quartos iguais, que somavam
a área da sala comum, sem portas, resguardados com cortinados.
As paredes não chegavam acima e a casa de banho tinha de ser forçosamente ao ar livre,
porque os agtários não se preocupavam com essas miudezas.
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Para se chegar ao Monte ia-se por um trilho que começava junto à Herdade da Barrosinha, ao longo duma das valas para irrigar os campos de arroz, intransitável no tempo das chuvas. A alternativa era apanhar um outro trilho mais adiante, a caminho de Montemor o Novo, fixar pontos de referência para não nos perdermos no emaranhado de trilhos, dos quais apenas um desembocava no Monte, que era uma pequena aldeia de casas iguais, excepto a dos agrários, que estava sempre fechada e onde nunca iam.
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