Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 12 de dezembro de 2010

Alterações Climáticas, Causas e Consequências


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nelasport | 5 de Junho de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Video do greenpeace para comemorar o dia mundial do ambiente
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Artista2009 | 9 de Junho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo 
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samkf125 | 2 de Setembro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
O que nos estamos a fazer ao planeta terra
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eduardonogpavan | 11 de Novembro de 2006 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
É um trabalho de biologia baseado no filme que discute o aquecimento global e suas consequências.
Música:
Creed - What if
http://br.youtube.com/watch?v=pEijnCA...
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Defontanezi | 29 de Setembro de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Trabalho de Geografia por...Andressa Fontanezi, Bruna Giovanna Neri santos Jéssica Andrade Silva
Alunas do Colégio Metodista (2008)
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milete93 | 27 de Outubro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
o que o homem esta fazendo? Não faz sentido pra ninguem!
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Adeiltuu | 24 de Agosto de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 3 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Este vídeo mostrará a falta e o desperdicio de água no planeta Terra.
Portanto seja um guardião da água.
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qwertrol | 24 de Agosto de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Terra... Planeta Água???

 
 Poluição da água
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rehnata | 30 de Setembro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Trabalho sobre poluição da agua...
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cesarphilcoabm | 23 de Agosto de 2009 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
vídeo de consciencialização da poluição do solo
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rafaelleaoMT | 9 de Julho de 2008 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 6 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Este video mostra várias imagens dá poluição do nosso planeta, tem também alguns vídeos que mostra o que vem acontecendo com o nosso planeta, e por fim algumas imagens de belas paisagens. Neste video contém conteúdo da "National Geographic"
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juninhogrande | 15 de Janeiro de 2007 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 4 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Carta Escrita no Ano 2070...
Um apelo a humanidade para por um fim
ao descaso com o planeta, antes que isso ponha um fim em nós!!!
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domingo, 6 de junho de 2010

Portugal - Especialistas dizem que gestão de resíduos é uma das áreas ambientais mais desenvolvidas do país


05.06.2010
Lusa 





A gestão de resíduos é uma das áreas do Ambiente mais desenvolvidas em Portugal que, nos equipamentos eléctricos e electrónicos, está mesmo entre os cinco países da União Europeia mais eficientes na recolha e valorização, segundo dois especialistas.
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A propósito do Dia Mundial do Ambiente, que hoje se assinala, a presidente da Quercus, Susana Fonseca, disse que, na área dos resíduos, foram “dados alguns passos em termos de conseguir resolver problemas de lixeiras e passar a ter aterros, embora também sejam um problema, e de apostar na reciclagem”.

O director geral da Associação Portuguesa de Gestão de Resíduos (Amb3E), Fernando Lamy da Fontoura, defendeu que, no fluxo específico de resíduos de equipamentos eléctricos e electrónicos, “Portugal está entre os cinco países mais eficientes na recolha e valorização de resíduos da União Europeia”.

Em todos os aspectos do Ambiente “tem havido um avanço muito significativo. A parte dos resíduos, e em particular os fluxos especiais de resíduos, tem sido o sector que mais evolução tem tido no país”, salientou.

O responsável chama, no entanto, a atenção para a dificuldade de fazer comparações, já que “o desenvolvimento económico dos países é diferente. Para um sueco recolher quatro quilos por habitante e por ano é muitíssimo fácil porque eles até já estão a recolher 20 quilos. [Os romenos] nem colocam no mercado quatro quilos por habitante e por ano”.

A situação não é a mesma para todos os tipos de recolha e “há outros resíduos em que estamos mais atrasados, [como os] resíduos orgânicos urbanos, o seu tratamento está a melhorar muito todos os anos, mas ainda não nos podemos comparar com os países mais desenvolvidos da Europa”, salientou Fernando Lamy da Fontoura.

Susana Fonseca explicou que, a partir do exemplo da Sociedade Ponto Verde, que promove a recolha selectiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, foram criados vários fluxos, o que “ajuda a resolver a forma como é gerido o resíduo”.

A componente prevenção não registou os mesmos avanços que o tratamento de resíduos, alertou a presidente da Quercus. No Ambiente, “na origem de grande parte dos problemas de hoje [está] a questão da produção e consumo, ou seja, a forma como produzimos, sem respeitar a biodiversidade, e os recursos que gastamos”, defendeu, especificando que problemas como as alterações climáticas, a produção de resíduos ou as questões relacionadas com a água estão associados àqueles comportamentos.

Já para Fernando Lamy da Fontoura, os objectivos relacionados com o consumo de energia ou com a tentativa de evitar o desperdício energético não estão a ser concretizados da mesma forma que na área dos resíduos. “Fala-se muito, mas ainda se têm conseguido poucos avanços. O desperdício é brutal no consumo de energia e isso vai sair-nos muito caro, particularmente em Portugal, onde fontes energéticas são tão escassas, temos sol e vento e mais nada”, disse o director geral da Amb3E”, salientando que “é uma matéria em que ainda há tanto para fazer”.
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terça-feira, 4 de maio de 2010

Depois de 15 dias de esforços, maré negra continua a aproximar-se da costa



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O alarme soou a 20 de Abril, com uma explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México. Quinze dias depois, a maré negra continua a aproximar-se da costa de quatro estados norte-americanos: Luisiana, Mississípi, Alabama e Florida.

 








 
Maré negra no Golfo do México-

    • Data 30/04/10
    • Duração 00:01:31

Depois de 15 dias de esforços, maré negra continua a aproximar-se da costa
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04.05.2010
Helena Geraldes 

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O alarme soou a 20 de Abril, com uma explosão na plataforma petrolífera Deepwater Horizon, no Golfo do México. Quinze dias depois, a maré negra continua a aproximar-se da costa de quatro estados norte-americanos: Luisiana, Mississípi, Alabama e Florida.
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Há quatro dias que os pescadores de espadarte e atum não saem para o mar, devido a uma proibição que se deverá manter, pelo menos, por dez dias. Kimberly Chauvin e o marido pescam ao longo da costa do Luisiana há 20 anos mas dizem que nunca viram nada assim. “É assustador saber que não temos controlo e que a nossa sobrevivência está nas mãos de outras pessoas”, desabafou Chauvin à ABC News. “Tudo o que podemos fazer é rezar e tentar ir para o mar e limpar aquilo”.

A BP tem estabelecido protocolos com os pescadores para que, mediante um pagamento, ajudem com os seus barcos na luta contra a maré negra. São muitos os que já aceitaram fazê-lo, desesperados por meios alternativos de subsistência. “Vamos descarregar o nosso barco do peixe que capturámos e carregá-lo com equipamento da BP e fazer o nosso trabalho”, contou Chavin. A maioria do petróleo ainda não chegou à costa. Mas será uma questão de tempo.

Sonny Middleton, morador de Dog River, no Alabama, não confia na BP nem no Governo federal para o proteger. “São 38 famílias que aqui vivem. Temos casas, restaurantes, marinas e portos. Ontem de manhã reunimo-nos todos e decidimos deitar mãos à obra”, contou à CNN. “Já tivemos incêndios, furacões e tornados e nunca fizemos isto. E porquê agora? Porque esta é a nossa sobrevivência”. Aquela pequena comunidade está já a instalar dezenas de metros de barreiras flutuantes. “Se o petróleo chegar à costa... já não vou conseguir vê-la de novo limpa no tempo que me resta de vida”, disse Middleton à televisão.
  


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segunda-feira, 8 de março de 2010

Para onde caminha a Humanidade ?


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Ícone de canal
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ochefaodamafia


mostra o que os humanos estão fazendo com o planeta que deus no deixou perfeito, dê só uma olhada e pense na idéia
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A imprensa pós-Copenhague



 

Mídia

Vermelho - 26 de Dezembro de 2009 - 22h35

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Durou menos de uma semana o engajamento da imprensa brasileira na questão crucial – para a humanidade – das mudanças climáticas provocadas principalmente pela atividade humana. Na véspera de Natal, com a economia consolidando sinais de plena recuperação após a crise que eclodiu em 2008, os jornais voltam à rotina de todos os anos: números e mais números sobre vendas, notícias sobre investimentos e aquisições, e a repetição dos indicadores de sempre sobre a economia.

Por Luciano Martins Costa

Se a Conferência da ONU sobre Clima, realizada entre 7 e 18 de dezembro em Copenhague, sob intensas expectativas de todo o mundo, refletiu alguma mudança clara, essa mudança não está necessariamente exposta no documento final dos chefes de Estado, mas na aceitação geral da tese de que o mundo precisa adotar novos paradigmas para o desenvolvimento.
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Isso quer dizer, em miúdos, que os efeitos da atividade econômica não podem continuar sendo medidos pelos lucros das empresas e pelo crescimento do Produto Interno Bruto. Essa informação não está presente nos jornais pós-conferência.
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Papel velho
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Como se nada tivesse acontecido em dezembro de 2009, a imprensa brasileira retoma o padrão do noticiário de sempre, sem se dar conta de que, após Copenhague, muitos dos indicadores que utiliza para mensurar o desempenho da economia ou de uma empresa individualmente não fazem mais sentido.
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O observador que analisa as escolhas da imprensa no longo prazo fica com a impressão de que os jornalistas responsáveis pelo posicionamento de seus veículos entraram na "onda verde" de Copenhague sem entender o que estavam fazendo. E saem dela para voltar ao que sempre souberam fazer: repetir dados e mais dados, sem se dar conta de que, agora, mais do que antes, a atividade isolada de um empreendimento ou de um indivíduo tem que ser analisada em relação aos seus efeitos na coletividade. Tanto em termos ambientais como em termos sociais.
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O tema ambiental entrou na agenda da imprensa em fevereiro de 2007, quando foi divulgado o relatório do IPCC – o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. Mas ele representa uma mudança mais profunda do que aquela que a imprensa quer admitir.
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As edições de quinta-feira (24) foram escritas para o mundo antes de Copenhague e já saem das máquinas como jornais velhos.
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Uma nova relação
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Uma das mudanças mais significativas foi explicitada na quarta-feira (23) pelo presidente do IPCC, o indiano Rajendra Pachauri. Em entrevista coletiva distribuída pelas agências internacionais, ele disse que o principal resultado do encontro em Copenhague foi a consolidação do grupo chamado Basic, formado por Brasil, África do Sul, Índia e China.
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A atuação desse grupo, segundo o cientista, foi fundamental para levar os países industrializados a concordar com a carta de intenções que irá orientar as decisões transnacionais no futuro, e evitar que as nações desenvolvidas enterrassem o Protocolo de Kioto, que tem força de lei e impõe metas de redução de emissão dos gases nocivos aos países ricos.
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A entrevista foi fartamente reproduzida nos sites noticiosos no final da tarde e na noite de quarta-feira, mas os jornais brasileiros de papel não lhe deram importância. Só o Globo a publicou.
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Apenas um detalhe já valeria a pena como notícia e como sinal do que deve mudar após a conferência de Copenhague: a sigla Basic passa a denominar os países em desenvolvimento que cobram a criação de um cenário mais favorável ao desenvolvimento sustentável no futuro. Ela deve substituir a sigla Bric, aplicada até então aos países em desenvolvimento apenas em sua identificação como forças econômicas emergentes.
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Note-se que a sigla Basic exclui a Rússia, que se aliou aos países industrializados na postura de fugir às responsabilidades diante das mudanças climáticas.
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Mundo real
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Ao deixar de lado essas evidências de que alguma coisa está mudando nas relações internacionais após a conferência da ONU, os jornais reforçam a sensação de que o encontro de Copenhague representou um fracasso total, o que é no mínimo controverso.
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Salvo uma ou outra reportagem sobre casos específicos de danos ambientais, o tema da sobrevivência do planeta vai se esvaindo do noticiário.
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Os jornais só enxergam a velha economia, enquanto o mundo real faz força para dar à luz um sistema que justifique as esperanças de um futuro melhor.
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Fonte: Observatório da Imprensa

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Fidel Castro: A verdade sobre o que ocorreu em Copenhague

 

América Latina

Vermelho - 20 de Dezembro de 2009 - 15h52

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  O líder cubano Fidel Castro afirmou neste domingo (20) que a cúpula da ONU sobre mudança climática (COP-15), em Copenhague, terminou com "uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina", e acusou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, de pronunciar "um discurso enganoso e demagógico".

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Em um novo artigo divulgado pela imprensa oficial cubana, o ex-presidente diz que, na capital dinamarquesa, foram humilhados movimentos sociais, instituições científicas e outros convidados.
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Fidel aplaude os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Bolívia, Evo Morales, que proclamaram o "fracasso" da cúpula mesmo antes que começasse, assim como ele.
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Segundo Fidel, se em Copenhague "foi alcançado algo importante, foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições".
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O primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba afirma que, na capital dinamarquesa, houve uma "brutal repressão contra manifestantes pacíficos", de modo que lembrava, segundo ele, "a conduta das tropas dos nazistas que ocuparam a vizinha Dinamarca em abril de 1940".
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Acrescenta que a cúpula foi "suspensa pelo Governo dinamarquês - aliado da Otan e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar".
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"Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto", afirma o ex-presidente. Leia abaixo a íntegra do artigo:

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A verdade sobre o corrido na Cúpula
Por Fidel Castro
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Aos jovens interessa mais que a todos o futuro.
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Até recentemente, se discutia sobre o tipo de sociedade em que viveríamos. Hoje se analisada se a sociedade humana vai sobreviver.
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Não se trata de frases dramáticas. É preciso acostumar-se com os fatos reais. A última coisa que os seres humanos podem perder é a esperança. Com a verdade em mãos, homens e mulheres de todas as idades, especialmente os jovens, travaram na Cúpula uma exemplar batalha, oferecendo ao mundo uma grande lição.
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O principal agora é que se saiba o máximo possível, em Cuba e no mundo, sobre o ocorrido em Copenhague. A verdade tem uma força que ultrapassa a inteligência midiatizada e, muitas vezes, desinformada daqueles que detêm em suas mãos o destinos no mundo.
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Se na capital dinamarquesa se conquistou algo importante foi que, através da imprensa de massa, a opinião pública mundial pôde observar o caos político criado e o tratamento humilhante a chefes de Estado e de Governo, ministros e milhares de representantes de movimentos sociais e instituições, que, cheios de ilusões e esperanças, viajaram à Cúpula de Copenhague.
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A brutal repressão contra manifestantes pacíficos pelas forças de segurança, recordava a conduta das tropas de assalto nazistas, que ocuparam vizinha Dinamarca em abril de 1940. O que ninguém poderia imaginar era que, em 18 de dezembro de 2009, último dia da Cúpula, ela seria suspensa pelo governo dinamarquês - aliado da OTAN e associado ao açougue do Afeganistão - para entregar a sala principal da conferência ao presidente Obama, onde ele e um grupo seleto de convidados, 16 no total, teriam o direito exclusivo de falar.
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Obama pronunciou um discurso enganoso e demagógico, cheio de ambiguidades, que não implicava em compromisso vinculativo algum e ignorava o convênio marco de Kioto.
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Saiu da sala logo depois de ouvir alguns oradores mais. Entre os convidados a usar da palavra, estavam os países mais industrializados, várias das economias emergentes e alguns dos mais pobres do planeta. Os líderes e representantes de mais de 170 países só tinham o direito de ouvir.
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Ao se encerrar o discurso dos 16 escolhidos, Evo Morales, com toda a atoridade de sua origem indígena aymará, recém eleito com 65% dos votos e o apoio de dois terços da Câmara e do Senado, solicitou a palavra. Ao presidente dinamarquês não restou outra solução que não ceder-lhe, ante a demanda das demais delegações.
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Quando Evo concluiu suas sábias e profundas frases, o dinamarquês teve que ceder a palavra a Hugo Chávez. Ambos os pronunciamentos passarão à história como exemplos de discursos breves e oportunos.
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Tendo cumprido cabalmente suas tarefas, os dois partiram a seus respectivos países. Porém, quando Obama saiu do fórum, não havia cumprido ainda a sua missão no país sede da Cúpula.
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Desde a noite do dia 17 e a madrugada do dia 18, o Primeiro Ministro da Dinamarca e altos funcionários dos EUA se reuniam com o presidente da Comissão Europeia e os líderes de 27 países para propor, em nome de Obama, um projeto de acordo, de cuja elaboração não iriam participar nenhum dos outros líderes do resto do mundo.
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Foi uma iniciativa antidemocrática e virtualmente clandestina, que ignorava milhares de representantes de movimentos sociais, instituições científicas, religiosas e outros convidados na Cúpula.
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Durante toda a noite do dia 18 até as três da manhã do dia 19, quando muitos chefes de Estado já haviam ido embora, os representantes dos países estiveram aguardando a retomada das sessões e a cerimônia de encerramento. Durante todo o dia 18, Obama realizou reuniões e conferências de imprensa. O mesmo fizeram os líderes europeus. Então partiram.
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Ocorreu entã algo insólito: às três da manhã do dia 19, o primeiro-ministro da Dinamarca convocou uma reunião para o encerramento da cúpula. Estavam representando seus países ministros, funcionários, embaixadores e pessoal técnico.
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Foi, contudo, assombrosa a batalha que travou essa madrugada um grupo de representantes de países do Terceiro Mundo, desafiando a tentativa de Obama e os mais ricos do planeta de apresentar como acordo por consenso da Cúpula um documento imposto pelso Estados Unidos.
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A representante da Venezuela, Claudia Salerno, com incrível energia, mostrou a sua mão direita, a partir da qual fluía sangue, pela força com que golpeou a mesa para exercer o seu direito a usar da palavra. Do tom da sua voz e da dignidade de seus argumentos jamais se esquecerá.
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, fez uma forte  discurso de cerca de mil palavras, do qual selecionei vários parágrafos. Gostaria de incluir nesta reflexão:
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"O documento que o senhor várias vezes afirmou que não existia, senhor Presidente, aparece agora. [...] Nós vimos versões que circulam de forma sub-reptícia e que se discutem em pequenas reuniões secretas ... "
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"... Eu lamento profundamente a forma como o senhor tem conduzido esta conferência ".
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"... Cuba considera totalmente inadequado e inaceitável o texto deste apócrifo projeto. A meta de 2 graus centígrados é inaceitável e teria consequências catastróficas imensuráveis ... "
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"O documento que, infelizmente, o senhor apresenta não tem qualquer compromisso com a redução de emissões de gases de efeito estufa. "
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“Conheço ass versões anteriores que também, através de procedimentos questionáveis e ilegais, estiveram sendo negociadas em panelinhas fechadas ... "
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"O documento que o senhor apresenta agora omite, precisamente, as já magras e insuficientes frases chaves que aquela versão continha ... "
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"... Para Cuba, é incompatível com o critério científico universalmente reconhecidos, que considera urgente e inevitável garantir níveis de redução, pelo menos, de 45% das emissões até 2020, e não inferiores a 80% ou 90% de redução em 2050. "
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"Qualquer abordagem em relação à continuidade das negociações para aprovar, no futuro, acordos de redução de emissões deve incluir, necessariamente, o conceito da vigência do Protocolo de Quioto [...] Seu projeto, o Sr. Presidente, é a certidão de óbito do Protocolo de Quioto, que a minha delegação não aceita ".
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“A delegação cubana deseja enfatizar o primado do princípio de "responsabilidades comuns, mas diferenciadas", como um conceito  central do futuro processo de negociações. Seu papel não diz uma palavra disso ".
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"Este projeto de declaração omite compromissos específicos de financiamento e transferência de tecnologia aos países em desenvolvimento como parte do cumprimento das obrigações dos países desenvolvidos no âmbito da Convenção-marco das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [...] Os países desenvolvidos, que impõem os seus interesses através de seu documento, Sr. Presidente, fogem de qualquer compromisso concreto. "
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"... O que vocês chamam, Sr. Presidente, de um grupo de líderes representativos" é, para mim, uma violação grosseira do princípio da igualdade soberana que consagra a Carta das Nações Unidas ... "
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"Sr. Presidente, peço formalmente que esta declaração esteja contida no relatório final sobre o trabalho desta infeliz e embaraçosa 15 Conferência das Partes. "
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Eles tinham concedido apenas uma hora para os representantes dos Estados expressarem opiniões, o que conduziu a situações complicadas, embaraçosas e desagradáveis.
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Houve então uma longa discussão em que as delegações dos países desenvolvidos exerceram forte pressão para tentar aprovar na Conferência este documento como um resultado de suas deliberações.
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Um reduzido número de países insistiu com firmeza nas sérias omissões e ambiguidades do documento impulsionado pelos Estados Unidos, em particular na ausência de compromisso dos países desenvolvidos quanto à redução de emissões de carbono e ao financiamento para adotar medidas de mitigação e adaptação dos países do Sul.
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Após uma discussão longa e extremamente tensa, prevaleceu a posição dos países da ALBA e do Sudão, como presidente do Grupo dos 77, de que o documento em questão era inaceitável para ser aprovado pela Conferência.
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Dada a evidente falta de consenso, a Conferência se limitou a "tomar nota" da existência deste documento, conforme a posição de um grupo de cerca de 25 países.
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Na sequência desta decisão adotada às 10h30 da manhã, Bruno -- após discussão, junto a outros representantes da ALBA , como secretário da ONU e expressar-lhe a disposição de continuar lutando ao lado das Nações Unidas para prevenir as terríveis consequências da mudança climática - partiu na companhia do Vice-presidente cubano, Esteban Lazo, ao nosso país para participar da reunião da Assembléia Nacional, que conclui o seu trabalho. Em Copenhague ficaram alguns membros da delegação e o embaixador para participar dos trâmites finais.
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Na tarde de hoje, relataram o seguinte:
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"... Tanto aqueles que participaram na elaboração do documento, assim, como os que – a exemplo do presidente dos EUA - se anteciparam para anunciar sua aprovação pela Conferência ... como não poderiam simplesmente rejeitar a decisão de "tomar nota" do suposto ‘Acordo de Copenhague’, tentaram propor um procedimento para que outros países Parte, que não haviam estado neste compromisso , se somassem a ele, declarando sua adesão, o que tentavam dar-lhe um caráter legal ao acordo, que de fato poderia prejudicar os resultados das negociações
deverão continuar. "
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"Esta tentativa tardia novamente recebeu forte oposição de Cuba, Venezuela e Bolívia, que advertiram que esse documento que a Convenção não havia endossado não tinha base legal, não existia como um documento das Partes e não poderia se estabelecer regra alguma para sua suposta adoção …"
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"É neste estado que terminam as sessões de Copenhague, sem que se tenha adotado o documento que foi preparado secretamente durante os últimos dias, com uma clara
condução ideológica do governo norte-americano ... "
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Amanhã o foco estará na Assembléia Nacional.
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Lazo, Bruno e o resto da delegação chegará hoje à meia-noite. O Ministro de Negócios Estrangeiros de Cuba vai explicar na segunda-feira com os detalhes e precisão necessária, a verdade do que aconteceu na Cúpula
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Fidel Castro
10/12/2009
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  • "Yes we can"???

    21/12/2009 8h38

    Onde está o "Yes we can"???, realmente, poucos líderes de Estado naquela conferência quiseram de fato mudar alguma coisa. O governo é o povo, mas já se faz tarde o povo governar, façamos nossa parte!!! PS: Bela entrevista Fidel.
    Arthur Leal
    Petrópolis - RJ
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Clima sem rumo: COP-15 foi uma decepção, diz a imprensa mundial


 

Mídia

Vermelho - 19 de Dezembro de 2009 - 15h39

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Jornais de todo o mundo destacaram neste sábado (19), ao término da Conferência da ONU sobre o Clima, a decepção deixada pelo acordo mínimo de luta contra a mudança climática obtido pela COP-15. Muitos editorais afirmaram que o acordo é um verdadeiro fracasso e foi um texto costurado às pressas para salvar a honra dos organizadores. A principal crítica é que o documento não conseguiu fixar os objetivos de redução das emissões poluentes.

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“Objetivos reduzidos, metas abandonadas: Copenhague acaba em fracasso”, é a manchete do site do jornal britânico The Guardian. “A conferência da ONU alcançou um fraco esquema de acordo global em Copenhague, que ficou muito longe do que era esperado pela Grã-Bretanha e muitos países pobres”, indica o site.
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“O ‘histórico’ acordo sobre mudança climática em Copenhague acabou em caos depois que alguns países em desenvolvimento rejeitaram o plano para lutar contra a mudança climática apresentado pelo presidente Barack Obama”, enfatiza o Daily Telegraph.
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“Muitos objetivos sem cumprir”, eis a manchete do New York Times. “O acordo inclui muitos temas que os lideres vieram tratar. Mas deixou descontentes muitos dos participantes, dos europeus, que agora são os únicos do mundo submetidos a um regime de controle das emissões, até os delegados dos países mais pobres, que criticam ter sido afastados da negociações cruciais “, acrescenta.
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“As potências resolvem a Cúpula do Clima com um pacto insuficiente”, afirma o espanhol El País. Para o francês Libération, a conferência mostrou que as “potências deste mundo são incapazes de tomar decisões claras e voluntárias, que não conseguiram obter mais que um acordo de questões mínimas que apenas salva as aparências”.
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Na Itália, La Stampa classifica o resultado de “acordo de fachada”. Já na Dinamarca, país organizador da cúpula, a imprensa afirma que a cúpula deixou evidenciada a emergência de uma nova ordem mundial. “A caótica reunião climática revelou que Washington não decida mais nada e que não há consenso político entre os países do mundo”, estimou o jornal Politiken.
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Da Redação, com informações da BBC Brasil 

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Mundo

Vermelho - 19 de Dezembro de 2009 - 15h25

Reunião do clima acaba sem consenso sobre acordo e frustra países

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O presidente da 15ª conferência das Nações Unidas sobre mudança climática (COP-15), Philip Weech, anunciou neste sábado (19) que o encontro “tomou nota” do documento apresentado por um grupo de países liderado pelos Estados Unidos no dia anterior como “Acordo de Copenhague”. Com isso, na prática, não se chegou a consenso mesmo depois de duas semanas de negociações, com a participação de líderes de cerca de 120 países e com a intervenção direta do secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon.

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Além de tomar nota do “Acordo de Copenhague”, ficou acertado que os países que concordam com o texto assinarão uma lista separada. Um acordo obrigatório, com valor legal, ficou para 2010. Ban Ki-Moon, entretanto, comemorou ter “selado um acordo”. “O Acordo de Copenhague pode não ser tudo o que todos esperavam, mas é um começo importante”, disse o sul-coreano, acrescentando que dormiu apenas duas das últimas 48 horas.
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O documento citado por Ban Ki-Moon não traz qualquer menção a metas de redução de emissões de gases que provocam o efeito estufa, embora defenda que o aumento da temperatura global seja limitado a 2ºC. O texto também não prevê a sua transformação em tratado com valor legal.
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Mas, de acordo com a ONU, o documento poderá ser “operacionalizado” no que diz respeito à criação imediata de um fundo de financiamento de cerca de US$ 10 bilhões por ano nos próximos três anos. As verbas devem ser liberadas para ações de combate e adaptação às mudanças do clima nos países mais pobres do mundo.
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Um dos países que mais se opôs ao “Acordo de Copenhague” foi a Venezuela, que fez questão de ressaltar que, embora tenha aceitado que se “tomasse nota” do documento, ele não foi aprovado. “Não houve consenso. Esperamos que não se procurem artimanhas para forçar o acordo no futuro”, disse a representante venezuelana.
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O encontro — que chegou a ser considerada o maior evento de cunho político da história — atraiu 45 mil pessoas a Copenhague. Sem um acordo definitivo para combater a mudança do clima no planeta, serão necessárias novas negociações em 2010 para que uma nova estratégia global possa ser discutida. “Vamos tentar chegar a um acordo obrigatório com valor legal até a COP 16, no México”, disse Ban Ki-Moon.
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Processo conturbado
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Numa mostra de como o processo em Copenhague foi conturbado, Weech foi o terceiro presidente da COP-15, substituindo o primeiro-ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, que há poucos dias assumira no lugar da ministra da Energia e do Meio Ambiente, Connie Hedegaard. O Acordo de Copenhague foi selado na sexta-feira, entre o presidente americano, Barack Obama, e os presidentes de China, Brasil, Índia e África do Sul, depois de uma reunião de mais de duas horas.
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“O que nós fizemos, foi procurar resgatar alguma coisa daqui, desbloquear essa questão do MRV (“mensurável, reportável e verificável”, no jargão), que estava bloqueando qualquer entendimento”, afirmou o embaixador extraordinário para mudança climática do Itamaraty, Sérgio Serra, acrescentando que Lula teve um papel de “protagonismo”.
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Essa operação de “resgate”, no entanto, acabou revoltando representantes de diversas delegações do bloco dos países em desenvolvimento, o G77. “Os eventos de hoje representam o pior acontecimento na história das negociações sobre mudança do clima. O Sudão não vai assinar esse acordo”, afirmou o embaixador Lumumba Di-Aping, negociador-chefe sudanês, um dos primeiros a manifestar a insatisfação com o documento publicamente.
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Por volta das 3 horas, Tuvalu foi a primeira delegação a pedir a palavra, pouco depois de o presidente da reunião, o primeiro-ministro dinarquês, Lars Loekke Rasmussen, ter suspendido a plenária por uma hora, “para apreciação do texto”. “Em termos bíblicos, parece que estão nos oferecendo 30 peças de prata para trair o nosso povo. Nosso futuro não está à venda. Lamento informá-lo de que Tuvalu não pode aceitar este documento”, disse o representante do pequeno país insular.
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Na sequência, discursaram representantes da Venezuela, Bolívia, Cuba, Costa Rica e Nicarágua — todos criticando duramente o processo que levou à criação do acordo anunciado por Obama e afirmando que não pretendem aceitá-lo. O clima de irritação ficou ainda mais evidente quando o representante dos Estados Unidos, Jonathan Pershing, pediu a palavra. Ele se preparava para falar quando representantes da Nicarágua, de pé e com as mãos abanando, o interromperam, exigindo a atenção de Rasmussen.
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Depois de quase cinco minutos de indecisão e trocas de explicações, a Nicarágua acabou discursando, antes do representante americano. O país centro-americano apresentou documentos da convenção do clima da ONU e pediu a suspensão da reunião e a reconvocação dela em junho de 2010. Por volta das 4 horas de sábado (1 hora, em Brasília), o presidente da conferência a suspendeu “por alguns minutos”.
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Consenso
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Como o protocolo das Nações Unidas aceita apenas decisões por unanimidade, a oposição de apenas um país já seria suficiente para inviabilizar um acordo em Copenhague. Pouco antes da retomada dos trabalhos na plenária, o presidente da Comissão Europeia, Manuel Durão Barroso, também se disse frustrado com o documento anunciado como acordo de Copenhague. “Este acordo é melhor do que nenhum acordo. Tem coisas boas e coisas não tão boas”, sintetizou Durão Barroso.
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Em uma última tentativa de evitar um desastre completo em Copenhague, às 8 horas de sábado, o ministro do Meio Ambiente britânico, Ed Miliband, fez uma proposta para que o documento fosse adotado como forma de operacionalizar os fundos disponibilizados por ele. A moção, no entanto, foi rapidamente vetada por algumas delegações.
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Em seguida, Miliband voltou a pedir a palavra e “uma breve suspensão” dos trabalhos, para tentar negociar um acordo sobre o acordo. A “breve” pausa durou cerca de duas horas e meia, nas quais o secretário-geral da ONU participou diretamente das negociações entre os diversos países envolvidos. A solução encontrada pelo líder foi não aprovar o “Acordo de Copenhague”, mas apenas tomar nota dele, acrescentando uma lista com os países que o apoiaram.
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Entre os líderes que vieram à Dinamarca para a reunião climática estão: Luiz Inácio Lula da Silva; Barack Obama, dos Estados Unidos, Nicolas Sarkozy, da França; além da chanceler alemã, Angela Merkel; e do primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.
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Da Redação, com informações da BBC Brasil


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  • Estamos pagando pra ver.

    20/12/2009 13h46
    As nações não estão conscientes do perigo que o aquecimento global representa. E, além do mais, independente de existir ou não aquecimento global, menos poluição representa mais qualidade de vida. Obama decepcionou mais que o previsto. Lula e o Brasil foram o destaque positivo. Quanto aos possíveis desastres ambientais futuros, a opção do capitalismo é pagar pra ver. Ou seja, na dúvida se vai ocorrer um acidente ou não, o motorista do carro decidiu não colocar o cinto de segurança.
    Roberto Locatelli
    São Paulo - SP
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    • O lixo é o neoliberalismo

      19/12/2009 19h16
      Com o encerramento dos trabalhos da COP 15, o encontro dos países para tentar solucionar os problemas do clima ambiental, chegamos à conclusão de que os países pobres não conseguiram sensibilizar os países mais ricos e desenvolvidos, imperialistas sobre os graves problemas que o modo de produção capitalista vem causando ao mundo nos dois últimos séculos. Seria de desconsiderar o argumento de indenização, o cálculo disto seria um valor tão grande que superaria aos números da atual economia mundial. O ponto de vista apresentado pelos países em desenvolvimento é utópico e cabe a cada país resolver seus próprios problemas ambientais, com ou sem ajuda de outros países e povos. Por exemplo, a construção de máquinas gigantescas para triturar o lixo diário das grandes cidades é uma solução simples, eletromecânica, que evitaria a poluição ambiental diária em todas as grandes megalópoles, metrópoles e cidades populosas. Isto nunca foi fabricado, por quê? O lixo continuará a causar doenças.
      Luzardo Bins Cardoso
      Porto Alegre - RS
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      Mundo

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      Vermelho - 18 de Dezembro de 2009 - 17h55
    • COP-15: críticos elogiam Lula e falam em “decepção” sobre Obama

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      Um discursou ocorreu logo após o outro no plenário da Conferência do Clima de Copenhague, na Dinamarca, mas os resultados das falas dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama foram diametralmente opostos nos corredores do Bella Center, onde acontece o evento. Enquanto Lula entusiasmou os poucos otimistas que ainda restam no centro de conferências, Obama foi alvo de críticas e decepcionou quem esperava que ele pudesse mudar o rumo das negociações na reta final.

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      As diferenças já puderam ser vistas durante os pronunciamentos: Lula teve quatro vezes o discurso interrompido por aplausos, enquanto Obama nenhuma vez — apesar de as palavras do americano serem as mais aguardado de todo o evento. Ao final dos discursos, mais uma vez as palmas enfáticas para o brasileiro se distanciaram dos aplausos meramente protocolares dispensados ao americano.
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      “O Lula mandou muito bem e abriu a porta para quem sabe as negociações tomarem outro rumo”, disse Paulo Adário, um dos coordenadores do Greenpeace Brasil. Adário elogiou a postura de vanguarda que o Brasil assumiu, ao oferecer contribuição financeira para o Fundo Global de Mudanças Climáticas para os países pobres. “A gente sabe que o Brasil não é mais nenhum Haiti e vínhamos cobrando isso há anos do presidente. Ele fez o que a gente esperava dele.”
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      O coordenador da ONG Vitae Civilis, Rubens Harry Born, destacou que a fala improvisada de Lula fez toda a diferença. “Ele foi ele mesmo, falou com o coração e passou uma mensagem muito legal de comprometimento. Acho que essa postura pode ter efeitos nas negociações”, afirmou Born.
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      Já o francês Fabrice Bourger, membro da delegação do seu país, achou que o Brasil deu um exemplo “sem precedentes” e que o discurso de Lula o aproxima ainda mais dos europeus. “Foi constrangedor para os outros países. Mas, sinceramente, nós não esperávamos outra coisa de Lula”, afirmou Bourger. “Ele se destaca de todos os outros líderes com essa posição aberta ao diálogo, sem perder a firmeza e a determinação.”
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      Obama: “mico da história”
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      Já as palavras em relação a Obama foram bem diferentes. “Arrogante”, “estúpido”, “burocrático” e autor de um “mico histórico” são apenas algumas das definições empregadas nos corredores da COP-15. “Uma parte, foi de palavras da boca para a fora (como a frase de que “não se pode mais perder tempo” para salvar planeta). E a outra, um verdadeiro absurdo. Foi um mico histórico”, disse Born.
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      Para o coordenador da Vitae Civilis, Obama só reforçou o discurso intransigente que os Estados Unidos vinham defendendo na Cúpula do Clima e não trouxe nenhuma novidade. E ainda usou como desculpa para a falta de ação um argumento que todos os países democráticos poderiam utilizar, se quisessem: o de que não pode fazer nada sem a aprovação prévia do Congresso de seu país.
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      Adário, do Greenpeace, foi ainda mais duro. “A postura do Obama naquele púlpito foi socialmente arrogante e politicamente estúpida. Não está nem perto de assumir a posição de liderança que as pessoas esperavam dele”, afirmou, destacando que as três condições impostas pelo americano para que assine um acordo — transparência, verificação das ações e metas de redução baixas — devem manter as negociações travadas.
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      Também a ausência de especificações sobre quanto os Estados Unidos estarão dispostos a contribuir para fundo internacional de financiamento decepcionaram. Obama garantiu apenas que o país vai entrar com recursos, mas não detalhou nem quanto, nem quando. Bourger, negociador francês, preferiu não se estender nos comentários, mas não escondeu a decepção. “Acho que os esforços da Europa não foram suficientes para mudar nem um milímetro da posição americana.”
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      Também o ministro brasileiro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou o presidente americano e disse que o seu discurso “foi uma desgraça”. “O Obama foi muito frustrante. Parecia até que o Lula tinha mais responsabilidades do que ele no plano climático mundial, de tanto que o Obama falou mal.”
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      Da Redação, com informações do Terra
       
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      • Lula e Obama

        19/12/2009 12h40 Obama não tem a experiência e capacidade de Lula. Ele é apenas um fantoche do capital especulativo. Não dá conta de mudanças significativas. Se depender dos EUA, dificilmente haverá evoluções. É melhor criar uma agenda que não dependa deles.
        Flávio Viana Gomide
        Mariana - MG
      • Quem está preocupado com o clima do planeta

        19/12/2009 12h29 Precisamos urgente boicotar, já que não temos o poder, de impor sanções comerciais aos países ricos, que não assinam e não se preocupam com a condição do clima no planeta. Portanto, chegou a hora da população mundial, começar a impor voluntariamente sanções financeiras, deixando de visitar, e não comprar nada deles, até que se comprometam a reduzir a emissão de gases que provocam o aquecimento global.
        Carlos Compa
        Salvador - BA
      • cambio

        19/12/2009 12h20 É isso ai companheiros, nao resta duvida que vivemos tempos de muitos cambios, mais um momento de "revolução" das referencias morais e éticas, como em todas revoluções haverá resistencia daqueles q usufruem do modelo atual, um modelo egoístico e insustentável, temo o retorno de ditaduras, polarizações... Lula precisa agora assumir a liderança para um novo modelo, precisamos areglar as coisas nesse planeta e principalmente em nossas sociedades. UJS IMP-MA
        Renato Cortez
        imperatriz - MA
      • NOBEL DA GUERRA

        19/12/2009 8h43 Era tolice pensar que Obama seria a esperança e paz ao mundo, o que vemos é continuação do império em decadência defendendo o capitalismo, a dmocracia burguesa e a guerra.
        Alcebíades Oliveira
        Ribeirão Preto - SP
      • NOBEL DA GUERRA

        19/12/2009 8h42 Era tolice pensar que Obama seria a esperança e paz ao mundo, o que vemos é continuação do império em decadência defendendo o capitalismo, a dmocracia burguesa e a guerra.
        Alcebíades Oliveira
        Ribeirão Preto - SP
      • o traidor

        18/12/2009 20h28
        alguem tem alguma duvida sobre esse pau mandado dos americanos , eu acreditei , mais burro eu nao sou nao, chegou a hora da verdade e todo mundo tem que ver que esse obama é um salafrario traidor ,e ninguem tem mais duvida , esta a serviço do imperio pra dominar o resto da humanidade e fim de papo.
        mineiro
        belo horizonte - MG
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Reduzir CO2 não impede aquecimento, diz meteorologista



 

Mundo

Vermelho - 12 de Dezembro de 2009 - 21h57

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Para o professor Luiz Carlos Molion, representante da América Latina na Organização Meteorológica Mundial e pós-doutor em meteorologia, as reduções de emissões de carbono propostas pela 15ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP-15), não vão produzir efeito no clima mundial, "o gás carbônico não controla o clima global", garante.

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"A quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para a atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis".
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"De todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior". Molion estuda o clima desde 1970 e conta que, quando concluiu seu doutorado, há 35 anos, nos Estados Unidos, o "consenso" da época era que o mundo estava em uma Era Glacial. Hoje, ele também leciona na Universidade Federal de Alagoas.
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Na sua avaliação Copenhague "é um discurso que não vai adiante", pois, à medida em que a população aumenta, há a necessidade de gerar mais energia elétrica.
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"Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas. Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Quioto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática não há como fazer isso".
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O pós-doutor em meteorologia e membro do Instituto de Estudos Avançados de Berlim garante, baseado em estudos de paleoclimatologia (estudo das variações climáticas ao longo da história da Terra), que as mudanças do clima são muito complexas para serem influenciáveis pelo ser humano.
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Leia os principais trechos da entrevista:
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Qual a opinião do senhor sobre as movimentações em torno da Conferência do Clima?

Essas reduções de emissões de carbono não vão produzir efeito nenhum no clima. O gás carbônico não controla o clima global. Isto já foi demonstrado com pesquisas feitas no que nós chamamos de paleoclimatologia, em que se tenta reconstruir o clima passado, com base nos cilindros de gelo da estação de Vostok, na Antártica. O cilindro de gelo retirado de lá, que reconstitui os últimos 4.020 anos, mostra claramente que já houve períodos em que tivemos temperaturas altas e baixa presença de CO2 na atmosfera.
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Ocorreu forte aquecimento entre 1925 e 1946, e nessa época, o homem lançava na atmosfera menos de 10% do carbono do que lança hoje. Então, aquele aquecimento, que é ainda maior do que esse atual, na realidade foi explicado por fenômenos naturais. O sol esteve mais 'ativo' nessa primeira metade do século 20. Além disso, foi um período que praticamente não ocorreram erupções vulcânicas. Assim, a atmosfera ficou mais limpa e entrou mais radiação solar, causando o aquecimento.
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Todos os recordes de temperatura nos Estados Unidos, que têm uma série de dados bastante longa, ainda são daquela década de 1930.
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Como essas temperaturas são medidas?
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Termômetros na superfície. O problema é que eles estão sujeitos aos fenômenos de ilha de calor, muito comuns nas cidades. E a maior parte desses termômetros está em cidades que sofrem esses efeitos da urbanização.
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Como seria mais seguro medir as temperaturas mundiais?
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Tem um sistema a bordo de satélites que leva a sigla MSU, um sensor de microondas que existe desde 1968. Ele indica que, nesses 30 anos passados, não há um aumento significativo de temperatura. Houve um aquecimento entre 77 e 99, que coincide com o aquecimento do Oceano Pacífico Tropical. Os oceanos são grandes controladores do clima, em particular o Pacífico, porque ele sozinho ocupa 35% da superfície terrestre. Então, quando ele se aquece, o clima também fica mais quente: A atmosfera, o ar, é aquecido por baixo, as temperaturas mais elevadas estão próximas da superfície.
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Desde 1999, o Oceano Pacífico esfria. Hoje, não só monitoramos os oceanos, mas existem mais de 3.200 boias à deriva e mergulhadoras. Elas mergulham até 2.000 metros de profundidade, se deslocam com a corrente marinha e nove dias depois elas sobem, e passam os dados para o satélite. Esse sistema mostra que os oceanos, de maneira geral, estão esfriando nos últimos seis, sete anos. E, nos últimos 10 anos, a concentração de CO2 continua subindo.
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Mas há uma sensação de que existem muitas mudanças climáticas ocorrendo no mundo...
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Não. O que acontece é que hoje, a população está mais vulnerável aos fenômenos meteorológicos. Na realidade, os fenômenos intensos sempre ocorreram no passado. Por exemplo, a maior seca do nordeste foi em 1877 até 1879. O furacão americano mais mortífero foi no Texas em 1900. Então, temos esses eventos intensos que ocorreram numa época em que o homem não lançava a quantidade que lança hoje. Aliás, a quantidade de carbono lançada pelo homem é ínfima, é irrisória, se comparada com os fluxos naturais dos oceanos, solo e vegetação. Para atmosfera, saem 200 bilhões de toneladas de carbono por ano. O homem só lança seis.
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Qual a incerteza que nós temos nesses ciclos naturais? É de 40 bilhões de toneladas para cima e para baixo. Ou seja, existe uma incerteza de 80 bilhões que é oito vezes maior que o que o homem lança na atmosfera. Não tem como se controlar o carbono. E se controlar, se reduzir as emissões, não haverá impacto nenhum no clima. O clima hoje deixou de ser um problema científico, ele é um problema político-econômico.
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Como assim?
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Hoje a matriz energética mundial, com exceção do Brasil, que é um país privilegiado, está baseada nos combustíveis fósseis (petróleo e carvão mineral, principalmente). Quando se diz, 'vamos reduzir as emissões', o que se quer dizer é: 'Vamos reduzir a geração de energia elétrica'. Os países não crescem. Tudo está baseado na energia elétrica. Isso vai afetar um desenvolvimento social e econômico dos países.
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Mas, de acordo com esse raciocínio, os EUA seriam os maiores interessados em um acordo climático e, no momento, eles parecem ser o maior empecilho...
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Os Estados Unidos adorariam que a China reduzisse as suas emissões. Os EUA estão "pendurados", a China tem cerca de 700 bilhões de dólares em papéis do tesouro americano. A ida de Obama à China, no mês passado, visou à redução de emissões da potência oriental.
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Mas a redução seria mundial, a China não seria a única a reduzir, os EUA também reduziriam...
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Uma coisa é você já estar com a sua população em condições humanas adequadas, como é o caso da Europa, dos EUA, do Canadá. Outros países, como é o caso do Brasil, e todos os países latinos e africanos, ainda não têm. Então, precisaria desenvolver, não consumindo como se consome nos EUA, mas com condições adequadas para viver, saúde, educação... Para os países subdesenvolvidos e emergentes, excetuando-se o Brasil, reduzir significa gerar menos energia elétrica. Em muitos países só tem carvão mineral e petróleo para gerar energia. Eu não quero dizer com isso, que nós devemos sair por aí depredando o meio ambiente, tem que haver mudanças de hábito de consumos, mas as emissões de carbono não são o caminho correto.
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O senhor levanta questões sobre o clima que parecem, nos jornais e nas reuniões políticas, serem consensos. Quem fabricou esse consenso?
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Não existem consensos na ciência, ciência não é política, é experimentação. A ciência progride pelos contras que vão surgindo. Se você tem uma teoria e mostra que ela vale, e se surge um único experimento que diz o contrário, então você tem que repensar toda a teoria. Consensos são políticos, cientificamente eles não existem, cientificamente existem experimentações.
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Então porque a impressão do consenso?

Existe uma trama por detrás disso tudo. Países como os do G7. Eles já não dispõem de recursos naturais, recursos energéticos. Por outro lado, eles não querem perder a hegemonia.
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Os pesquisadores que vão de encontro a esse "consenso" sofrem algum tipo de represália?
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Sim, mas isso é normal. A gente é perseguido, taxado como um indivíduo desatualizado e tem mais dificuldade de conseguir verba para pesquisa. Mas, de todas as pessoas que estão aqui no Brasil, talvez eu seja o climatologista mais sênior. Estudo clima há setenta anos e conclui meu doutorado há 35 anos, nos Estados Unidos. No período que eu fazia meu doutorado, o clima estava tão frio que o "consenso" da época era que nós estávamos entrando numa Era Glacial. O clima é muito complexo e jamais poderia ser dominado pelo CO2. Ao contrário, o CO2 é resultante do aumento da temperatura, quando a temperatura aumenta os oceanos liberam mais CO2.
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Mas a vantagem dessa discussão toda em torno das mudanças climáticas é colocar o meio-ambiente em pauta.
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É, mas não da maneira correta. Quando você olha para os livros didáticos das crianças, diz lá que o homem está destruindo a camada de ozônio, que a Terra está se aquecendo, que o nível do mar vai subir... Isso está errado! O que nós estamos fazendo? Educação ou lavagem cerebral? Na minha opinião, olhando todos os indicadores climáticos, nós vamos ter um resfriamento climático nos próximos vinte anos. O que vai acontecer com essa criançada quando eles perceberem que, ao invés de aquecer, está esfriando, e que esse esfriamento é muito pior para a humanidade?
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Os países parecem dispostos a fazer acordos de redução em Copenhague...
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É um discurso que não vai adiante. À medida em que a população aumenta, há a necessidade de mais energia elétrica, se a gente quiser incluir esse pessoal em uma sociedade que viva adequadamente. Como incluir essas pessoas sem aumentar o consumo? Não existe como. Somos ainda muito dependentes dos combustíveis fósseis. Acho que vai ter muito discurso em Copenhague, vão fazer muitas promessas, mas são só demagógicas. Não tem como cumprir essas metas. Se você olhar o Protocolo de Quioto, a Europa não reduziu absolutamente nada, ao contrário. Conversa é conversa, na prática, não há como fazer isso.
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Fonte: Terra Magazine

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