Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 8 de dezembro de 2012

A diáspora dos ciganos começou há 1500 anos no Noroeste da Índia




As populações ciganas actualmente espalhadas por todo o continente europeu são muito diferentes entre si. Mas todas têm em comum uma única população ancestral, como prova agora o estudo do seu ADN.
Ciganos búlgaros são o grupo geneticamente mais próximo da população ancestral comum a todos os ciganos da Europa DIMITAR DILKOFF/ REUTERS

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Os ciganos representam a maior minoria da Europa. São cerca de 11 milhões - mais do que a população de Portugal. Mas não possuem registos escritos da sua história nem tão-pouco das suas andanças pelo mundo. Isso levou um grupo de geneticistas de 15 países europeus - Portugal, Espanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Hungria, Croácia, Eslováquia, Sérvia, Grécia, Roménia, Bulgária, Ucrânia, Lituânia e Estónia - a juntar esforços para tentar determinar, através de uma análise ao ADN das várias comunidades ciganas, a origem e o percurso geográfico da diáspora cigana.

Os seus resultados, publicados online esta quinta-feira na revista Current Biology, fornecem o mais pormenorizado "mapa" existente até agora dessa história demográfica - que se revela, escrevem, "rica e complexa".
Por um lado, os resultados vêm confirmar que, apesar das grandes diferenças culturais, religiosas e linguísticas que existem entre as diversas comunidades ciganas que hoje residem nos países europeus, os antepassados de todos os ciganos vieram do mesmo sítio. Por outro, permitem estimar a data em que os ciganos ancestrais saíram do seu "berço" genético, bem como a data em que teve início a sua expansão pela Europa fora.
A partir de amostras biológicas provenientes das comunidades ciganas de 13 países (todos os acima referidos menos a Holanda e a Bélgica), os cientistas realizaram uma análise global de 152 genomas. A seguir, compararam-nos com os genomas de diversas outras populações - nomeadamente de europeus não-ciganos -, para remontar até ao ponto geográfico de origem dos antepassados dos ciganos actuais e seguir-lhes depois o rasto ao longo do tempo.
"Juntámos as populações e fizemos uma análise muito mais intensiva, ao nível de todo o genoma, com um número de marcadores genéticos extremamente elevado", disse ao PÚBLICO Leonor Gusmão, do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) - e co-autora portuguesa do estudo -, em conversa telefónica a partir do Brasil, onde está actualmente a trabalhar no Laboratório de Diagnósticos por DNA da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Os cientistas puderam assim concluir que tudo começou no Noroeste da Índia, há uns 1500 anos. E que, uma vez chegados à Europa via Balcãs (mais precisamente a Bulgária), os ciganos começaram, há cerca de 900 anos, a espalhar-se por todo o continente, até à Península Ibérica e ao País de Gales, misturando-se, ainda que de forma limitada, com as populações autóctones que iam encontrando.

Bolas brancas, bolas pretas
A Portugal, os primeiros ciganos terão chegado em 1462. "Estão há mais tempo em Portugal do que os portugueses no Brasil", faz notar Leonor Gusmão. No entanto - e apesar de serem "um grupo extremamente interessante" - têm sido esquecidos pelos geneticistas das populações. "A maior parte das pessoas não faz ideia de onde é que vieram os ciganos."

Uma das particularidades que o novo estudo genético revelou é que a diáspora cigana terá sido o resultado de migrações sucessivas de grupos muito pequenos, quase de grupos familiares. Isso fez com que as diversas populações se diferenciassem rapidamente umas das outras do ponto vista genético.
"Como eram poucos indivíduos", explica a cientista, "nunca representavam totalmente a população de onde tinham saído." E utiliza uma analogia para melhor descrever o fenómeno: é como tirar bolas ao acaso de um saco que contém 25 bolas brancas e 25 pretas. Se tirarmos um número substancial de bolas, digamos 20, é provável que mais ou menos metade das bolas escolhidas seja de uma cor e metade da outra. Mas se tirarmos apenas duas bolas, facilmente ficaremos com duas da mesma cor, o que não será representativo do conteúdo do saco.
Com os genes, acontece a mesma coisa. E foi o que se passou durante a diáspora cigana. "Isso é que é realmente interessante: o facto de tantas diferenças terem surgido entre as populações ciganas, a todos os níveis, em tão pouco tempo", diz Leonor Gusmão. O modo de vida nómada dos ciganos não é alheio a esta característica da sua diáspora.
O facto de a ancestralidade ser indiana foi uma surpresa? Não, responde. Os estudos linguísticos já apontavam para a Índia. "Já sabíamos isso, não fomos nós que o descobrimos." Contudo, a genética permitiu descartar algumas hipóteses quanto ao percurso exacto dos grupos ciganos entre a Índia e a Europa. "Uma das hipóteses", diz Leonor Gusmão, "era que os ciganos teriam chegado à Península Ibérica via Norte de África." Mas os cientistas não encontraram agora qualquer indício genético que permita sustentar essa hipótese. Pode ser que alguns grupos tenham por lá passado, mas, se isso aconteceu, "não deixaram descendentes"

Anónimo
O próprio nome "ciganos" tem um significado perjorativo. É um termo generalista usado para empacotar povos que têm origens semelhantes (tipo Portugal e espanha). Sinti e Roma são os nomes pelos quais dois dos grupos mais numerosos se chamam a si próprios. Há outros, cada um com as suas tradições, cultura e história próprias. E riquissimas. Infelizmente e apesar de já estarem na Europa há tanto tempo, continuam a ser ignorados, discriminados e postos de parte por todos os países, sem excepção. No holocausto os alemães assassinaram 500.000 deles. Os Judeus já foram reconhecidos por todos, deram-lhes até a Terra Prometida. Estes parecem não ter nenhum lugar para ficar.




sábado, 13 de novembro de 2010

O acordeão e a música


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rivieredom | 13 de Novembro de 2007
Topic impossible to circumvent of the B.O.  " the TIME OF GITANS " arrangements of GORAN  BREGOVIC are small rare pearls TALIJANSKA is a traditional Italian, but the heart of the  BALKANS is inside. Usually played on accordion piano touches. here these is the SALTARELLE which gives a small particular colouring partition PDF:
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AccCam | 23 de Novembro de 2006
This is me playing an Organ work by J S Bach on piano accordion 160 buttons -Toccata and Fugue d minor - Accordion 
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murlallensanders | 23 de Maio de 2007
Murl Allen Sanders performs Accordion Concerto #2 with the Orchestra Seattle under conductor George Shangrow.
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marmir3 | 18 de Dezembro de 2007
Pod niebem Paryza", akordeon solo Miroslaw Marks.
"Sous Le Ciel De Paris" valse musette (Hubert Giraud/Jean Drejac 1950), Miroslaw Marks, accordéon.´"Under Paris skies" musette waltz, (Hubert Giraud/Jean Drejac), performed by Miroslaw Marks, accordion solo. "Sous le ciel de Paris" Musette Walzer (Giraud/ Drejac, 1950), gespielt von Miroslaw Marks, Akkordeon Solo.
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quinta-feira, 6 de maio de 2010

Chamaram-me Cigano - Resistência - (Videoclip)


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PORTUGALMETAL 17 de Dezembro de 2007 — Incluido na colectânea de 1994 "Os Filhos da Madrugada", de homenagem a Zeca Afonso.
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Chamaram-me cigano.
* (letra e música de Zeca Afonso)
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Chamaram-me um dia
Cigano e maltês.
Menino, não és boa rês!
Abri uma cova
Na terra mais funda,
Fiz dela a minha sepultura.
Entrei numa gruta,
Matei um tritão,
Mas tive o diabo na mão.

Havia um comboio
Já pronto a largar,
E vi o diabo a tentar.
Pedi-lhe um cruzado,
Fiquei logo ali,
Num leito de penas dormi.
Puseram-me a ferros,
Soltaram o cão,
Mas tive o diabo na mão.

Voltei de charola,de cilha e arnês,
Amigo, vem cá outra vez!
Subi uma escada,
Ganhei dinheirama,
Senhor D. Fulano Marquês!
Perdi na roleta,
Ganhei ao gamão,
Mas tive o diabo na mão.

Ao dar uma volta
Caí do lancil
E veio o diabo a ganir.
Nadavam piranhas
Na lagoa escura,
Tamanhas que nunca tal vi!
Limpei a viseira,
Peguei no arpão,
Mas tive o diabo na mão.
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sábado, 3 de abril de 2010

Ciganos - Kruella




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Os ciganos sempre foram, ao longo dos tempos, um género de vida muito à parte. Vistos pela sociedade como rufias, malandros e “mafiosos” sempre conseguiram, a meu ver, impor a sua “vontade” de serem livres! A primeira ideia que tenho de cigano é, na mulher, a leitura de mãos e no homem a navalha em riste. A compor o ramalhete existem os burritos que carregam a tralha para a feira onde amontoam as peças de venda e berram aos sete ventos que ali o preço é bom. Os burritos foram substituídos por carros (na maior parte dos casos) e, diga-se de passagem, os ciganos começam a integrar-se na sociedade. Os tempos mudam e tal como as outras pessoas eles têm que se adaptar a essas mudanças. A ver o exemplo de Joaquin Cortés (bailarino espanhol de renome internacional) ou mesmo de Quaresma (o jogador do FCP).
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Confesso que se tenho algum receio de me aproximar deles sem ser numa feira mas também me sinto fascinada por eles. No outro dia enquanto estava no hospital entrou um grupo de 5 ou 6. Claro que, como sempre, não respeitaram o método imposto para dar a entrada nas urgências…entraram duas mulheres com uma criança ao colo e exigiram serem atendidos…e foram…uma das senhoras (avó da criança) lá teve que sair para fazer a ficha do rapazola mas a outra (a mãe) entrou e foi atendida. Quando finalmente a criança e a mãe saíram foram recebidos pelos outros com muito carinho, alivio e alguma alegria. E foi isto que me impressionou…seja lá o que forem aos olhos das outras pessoas…eles são muito unidos entre eles e lá vão conseguindo levar adiante a sua forma de vida muito própria!
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9 Comentários:

Sandrine disse...
Minha amiga, devo dizer que partilho dessa fascinação pelo povo cigano... desde sempre que me fascinam! Mas e não querendo cair em erro tenho a dizer que nem o Joaquin Cortez nem o Quaresma são ciganos (embora este último pareça muito) mas quase que juro que não são!... ou serão??? . De qualquer maneira têm um modo de vida muito próprio e é de facto esse sentido de comunidade unida que, muitas das vezes, faz os demais os temerem. Mas como qualquer etnia que tenha sido perseguida na história esta característica é muitas vezes o que os salva e foi, sem dúvida, o que os salvou! Eu gosto deles! e tenho dito...
anamoris disse...
Também sempre achei os ciganos fascinantes, pela sensação de liberdade que vida deles transmite. beijos
alfabeta disse...
Podes crer que são unidos, a minha cunhada trabalha no Hospital e conta- me que quando uma criança está para nascer, armam o circo ali todos até nascer e vir para casa, eles são primos, filhos , avós, cunhados, tios, enfim a familia toda.
pp disse...
Para ajudar a esclarecer a sandrine em relação ao Cortez não sei, mas em relação ao Quaresma esse sim é cigano, porque o avô dele jogou nos BELENENSES certeza absoluta. Os ciganos fazem-me lembrar os Sportinguistas não são ladrões, mas somos unidos isso somos. LOL
Kruella disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Kruella disse...
Sandrineão ciganos sim...o Joaquin talvez mais que o Quaresma! Em relação ao Cortés, eu vi uma entrevista com ele e a mãe na TV, é cigano sim! Em entrevista à revista máxima ele diz:"sou um cigano de outra geração que já viajou pelo mundo inteiro, tenho outra visão do mundo e da vida." . O Quaresma é cigano e angolano. Ao que parece os pais divorciaram-se quando ele tinha 5 anos e ele nunca seguiu a vida cigana mas tem familia cigana (pela parte do pai).Numa entrevista ao MAis futebol ele diz: "Sempre me trataram bem e tenho colegas que chamam «cigano ou ciganito», mas é no sentido carinhoso." . Anamoris: É por aí sim. A sensação de liberdade e a alegria que põem nas suas festas . Alfabeta: Eles parecem seguir a máxima dos Mosqueteiros: "Um por todos e todos por um" . PP: Hummm...será que deverei passar-te a chamar...cigano? (ehehehe)
Sandrine disse...
ProntoSSSS pa.... desculpa a menina!!! Não pensei que fossem... Bora nessa kruella, a partir de agora começamos a tratar o leãozito por ciganitcho!!!! he he
pp disse...
Tá feito!!!!!! LOL
Miss Precious disse...
Não é assim só nos hospitais, nos tribunais também. O TIC/DIAP tem quase sempre circo montado à porta. Não se podem queixar de falta de solidariedade familiar, essa é qaue é essa.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mediadores Municipais do ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural

COMEÇAR DE NOVO...

 

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010


FANTÁSTICA!

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* Emília Pinto



Dei este título ao post, porque é o que realmente acho da notícia que ouvi há dias na Rádio Renascença sobre a integração das diversas raças na nossa sociedade portuguesa. Como todos sabem, a etnia que mais problemas tem é a cigana, por razões das mais variadas. Para resolver este problema ou, pelo menos, atenuá-lo, a autarquia de Sines candidatou-se ao projecto Mediadores Municipais do ACIDI - Alto Comissariado para a Imigração e Diálogo Intercultural e passou a contar com a colaboração do Mediador Cigano. A este projecto candidataram-se outras autarquias que também já estão a beneficiar deste tipo de ajuda.


A área prioritária de actuação do mediador cigano será a educação, através de uma intervenção junto dos mais novos, com o intuito de valorizarem a escola e a formação profissional como elemento indispensável para o seu desenvolvimento pessoal.
Os resultados esperados do projecto são:



- Diminuir em 5% o insucesso escolar das crianças e jovens de etnia cigana;
- Apoiar 60% dos estudantes na concretização das suas tarefas escolares;
- Encaminhar 5 jovens para a formação profissional;
- Alargar a idade de frequência da escola de 5% de raparigas estudantes.

-Abranger 70% da comunidade educativa em acções de sensibilização sobre a cultura cigana

( informações tiradas da internet)

Segundo o Mediador da autarquia de Sines que estava a ser entrevistado na Rádio Renascença este projecto está a ter bons resultados, pois tem havido muito colaboração da parte dos cidadãos ciganos; muitas vezes já são eles a procurarem o mediador para se aconselharem sobre os mais variados assuntos o que é uma prova de que estão interessados numa boa integração na sociedade onde estão inseridos.

Não conhecia este projecto, mas achei-o de grande importância. É do interesse de todos que as várias culturas que integram a nossa sociedade vivam em harmonia. É um passo importante para diminuir a violência que, em muitos casos, está associada à dificuldade de integração das diferentes raças. Espero sinceramente que este projecto piloto tenha sucesso para que assim seja implementado em todo o país.



Emília Pinto

domingo, 17 de janeiro de 2010

gitanas payas y moras guapas


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gitanofrasskito

miryam fares ananeya unas payas y unas moras muy wapas y 2 o 3 gitaiyas mu chulas esta una amiga y un par de primas   
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Gitana de Caramelo


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gipsiyoni

chelo vazquez de las chamorro cantando soledad gitanas chulas guapas   
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gitanas moras y payas


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gitanofrasskito

gitanas moras y payas la que canta es myriam fares la cancion se yama ana mosh ananeya   
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sábado, 16 de janeiro de 2010

MIRA LA GITANA MORA - GIPSY KINGS


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magacigana

Esta video é dedicado ao meu amado povo cigano que vem através do séculos mostrando à humanidade que as unicas coisas que realmente importam nesta vida são a familia, a honra, o amor, a união e a liberdade!
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E vencendo todos os preconceitos e perseguições este povo magnifico mostrou a beleza de sua cultura, acrescentando arte e colorido à este imenso mundo. Povo de minha alma, meu coração está contigo para sempre! OPTCHÁ!!! 
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Mira La Itana Mora

Gipsy Kings

Te vi gitana morena
Caminando por la plaza
Sola en el reflejo de la luna
Con mi guitarra y cantando
Y yo con mi guitarra alli cantando
Para ti hermoso
Y tu te pones a bailar
Con gracia y alegria
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
El arte que tu tienes
Y de tu forma de bailar
Me da la gana de cantar
Por ti yo lo tengo en el sangre
Y en la luna de la manana
Despues de tantas horas con tu recuerdo
El arte que tu tienes
Y de tu forma de bailar
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
Te vi gitana morena
Te vi mujer morena
Caminando por la plaza
Sola en el reflejo de la luna
Con mi guitarra y cantando
Y yo con mi guitarra alli cantando
Para ti hermoso
Y tu te pones a bailar
Con gracia y alegria
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
Mira la gitana mora
Mira, mira como baila
Siguiendo el compas de la guitarra
Siguiendo el compas gitano y moro
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http://letras.terra.com.br/gipsy-kings/1421732/
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domingo, 30 de dezembro de 2007

Uma semana de Natal cigano


Porto: Festa no bairro do Cerco juntou 200 numa tenda
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* João Carlos Malta
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Quem está habituado a um Natal tradicional, em que na Consoada todos ficam sentados solenemente a comer as tradicionais iguarias da quadra, pode sentir-se deslocado, mas para o povo cigano a festa não é um dia; é uma semana e é para ser vivida e gozada sem limites. Muita cor, muita alegria e música suficiente para que as ancas não parem de abanar. No Porto, a família Melo, uma das mais tradicionais do Norte, juntou 200 pessoas que festejam até amanhã no pavilhão do Bairro do Cerco.
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De copo na mão, os convivas enchem a tenda construída para a ocasião e repartem o tempo entre a pista de dança e as mesas onde a cor dos cabazes de fruta se mistura com os aromas picantes das várias carnes.

Para pôr de pé a celebração, pelo sexto ano consecutivo realizada na freguesia de Campanhã, foi necessária a módica quantia de 20 mil euros. Os números parecem impressionantes, mas reflectem o esforço para garantir que nada falte. Foram comprados 104 quilos de bacalhau, 30 cabritos e 22 quilos de polvo. E as bocas não tiveram hipótese de ficar secas porque os 25 barris de cerveja não deram tréguas aos copos.

“Isto é a altura mais importante para os ciganos. É a festa a que mais damos valor. Há dois dias que não durmo, mas não me importo. Aliás, os únicos que descansam nesta altura são as crianças”, diz Samério Gavarras, filho do patriarca da família Melo.

“É beber até não poder mais. Por isso é que temos esta cerveja toda. O povo cigano só quer festa e paz, não gosta de confusões. Esta é, aliás, uma ocasião em que se houver alguma quezília antiga, fica logo esquecida”, acrescenta.

Enquanto isso, a sua mulher, Mónica Leite, não tem descanso. Na cozinha a azáfama não pára e há que saciar o apetite que cresce ao ritmo da dança. A alegria é contagiante e o sistema de som, com karaoke, não deixa que ninguém fique parado durante muito tempo.

“Não sou cigana de nascença. Casei há nove anos com um e posso dizer-lhe que aqui o Natal é mais divertido, há mais alegria e também se come mais. Gosto bastante mais deste do que do tradicional”, sustenta Mónica.

Para esta festa não é preciso ter convite: basta ser cigano e trazer boa disposição. “Isto é como um minicasamento com a simples diferença que não é preciso ser convidado ”, explica Samério.

No que diz respeito à culinária, não é o bacalhau que está no trono. Esse é ocupado por um legume. “Para o cigano o mais importante é o feijão” , revelou o patriarca Manuel Melo.

O ícone dos ciganos do Porto, o futebolista Ricardo Quaresma, não esteve presente, com muita pena de Samério. “Ele tem muito orgulho em ser cigano e costuma vir sempre às nossas festas e casamentos, mas no Natal vai para Lisboa porque a família dele é de lá”, explica.

PORMENORES

FELICITAÇÕES

A Associação Cultural Recreativa Desportiva Ciganos de Portugal, presidida por Alberto Melo, recebeu felicitações de Natal, entre outras personalidades, do Presidente da República e do primeiro-ministro.

RELIGIÃO

O Natal é a festa mais importante para a comunidade, sendo que a maior parte pertence à Igreja Evangélica. Há também uma percentagem significativa de católicos.

MÚSICA

A música nunca pára durante toda a noite. Os decibéis é que vão diminuindo a partir da 01h00. “Nunca tivemos queixas”, disse Samério Gavarras. O pavilhão, onde se tem realizado a festa nos últimos seis anos, é cedido pela Junta de Freguesia de Campanhã.

APONTAMENTOS DE UMA FESTA DIFERENTE

Apesar dos espectáculos musicais não darem azo a grandes paragens, a tradição manda que as festas sejam feitas em tendas, o que nesta época leva a que as baixas temperaturas sejam difíceis de suportar. Para tal, o braseiro foi o fiel companheiro dos mais friorentos.

O povo cigano gosta de festas por natureza. Em qualquer comemoração não pode faltar uma boa aparelhagem e órgão que, comandados pela voz arrastada do artista de serviço, leva a que mulheres e homens dancem até ao sol raiar.

As crianças são o sal de qualquer Natal. E nas celebrações ciganas não faltam. No pavilhão do Bairro do Cerco eram às dezenas aqueles que, em correrias sem fim e de sorriso fácil, começaram a perceber a importância da festa para a sua comunidade.

Não faltava nada na mesa da festa organizada pela família Melo. A fartura de carnes ia desde as mais invulgares, como os ouriços, até aos tradicionais leitões. As cozinheiras é que não tiveram mãos a medir, mas não houve quem se pudesse queixar de estar a passar fome.

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in Correio da Manhã 2007.12.27
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Foto - José Rebelo - (Alegria, cor e música são ingredientes que não faltam na festa cigana organizada pela família Melo, uma das mais tradicionais do Norte)