Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Fernando Pessoa (1888-1935) - retratos

Acontecimentos que marcaram tempos e lugares. Imagens, ditos benditos e benvindos, fatos bem feitos e feitos enfáticos. Vieram de pessoas próximas e distantes, escritores, mitos, músicos, poetas, cineastas, cientistas e filósofos.

 Luis Alfredo

Fernando Pessoa (1888-1935)

Fernando Pessoa (1888-1935)
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c. 1955. Eu tinha uns quatorze ou quinze anos quando ouvi minha irmã Maria Antônia recitar “… o tique-taque estalado da máquina de escrever” do poema Dactilografia, de Fernando Pessoa. Deu um “tique” em mim, seguido de um “taque”. Perguntei quem era! Comecei a lê-lo e não parei mais. Fernando Pessoa são tantos que um único blog ainda seria pequeno para cabê-lo todo.

Uma raridade. Encontrei essa foto em 1997, na Internet. Não está mais disponível. Foi talvez na manhã desse dia, olhando o oceano, que o poeta  escreveu o Mar Portuguez, onde se encontra seus dois versos mais famosos (in Mensagem):

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
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Fernando_Pessoa-Julio_Pomar
Para insistir na eterna modernidade do poeta, uma homenagem. Seua “retrato” por diversos artistas contenporâneos  (in Pessoa Para Todas as Ocasiões). À direita, Julio Pomar (1926- ). A duplicidade dos rostos retrata heterônimos de Fernando Pessoa.


Hermenegildo Sábat (1933- )
Caricaturista Uruguaio
  
Hermenegildo Sábat 01Hermenegildo Sábat 02
Hermenegildo Sábat 05
Hermenegildo Sábat 07Hermenegildo Sábat 08Hermenegildo Sábat 10
Hermenegildo Sábat 11

Hermenegildo Sábat 13
Hermenegildo Sábat 17
Hermenegildo Sábat 19Hermenegildo Sábat 20Hermenegildo Sábat 15
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Júlio Pomar, 1985

Júlio Pomar, 1985bFernando Pessoa encontra D. Sebastião num caixão sobre um burro ajaezado à andaluza
 
Joao Abel Manta
Julio Pomar (1926- )Pintor português
Julio Pomar(1926- )
Pintor português
João Abel Manta
Cartunista Portug.)
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Fernando CarvallGilmarFraga-2


Jorge Colombo
Fernando Carvall
Cartunista brasileiro
Gilmar Fraga (1968- )Cartunista brasileiro
Jorge Colombo
Ilustrador portug.
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Bartolomeu Cid dos Santos (Caeiro)
Celito Medeiros


João Pestana
Bartolomeu C dos Santos (1931 - 2008)
Artista português
Celito Medeiros (1951- )
Artista brasileiro
João Pestana
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José de Almada Negreiros (3 heterónimoss e )Caieiro Reis e CamposClara Ferreira a.k.a. Latynina pessoa-2nd-life
José de Almeida Negreiros
(1893-1970 Três heterônimos
Artista português
Clara Ferreira
Fotógrafa portuguesa
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josejoaobritoJef Aerosol 2
José João Brito
Escultor português
Jeff Aerosol
Artista português


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domingo, 7 de março de 2010

Van Gogh - Auto-retratos


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eggman913

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Vincent Van Gogh Dutch Artist 1853-1890 "Self Portraits" by Philip Scott Johnson
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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Franz Xaver Winterhalter (1805 - 1873)

Onde você gostaria de ver a Wikimedia daqui a cinco anos? Envia uma proposta! (Mais informação)

Franz Xaver Winterhalter

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Imperatriz Elisabeth da Áustria, 1865

Franz Xaver Winterhalter (20 de abril de 18058 de julho de 1873) foi um pintor e litógrafo alemão, conhecido por seus retratos da realeza no meio do século XIX.

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Índice

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Biografia

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Winterhalter nasceu no vilarejo de Menzenschwand, na região da Floresta Negra, como o sexto filho de Fidel Winterhalter, um fazendeiro, e de sua esposa Eva Meyer, cuja família tinha antigas raízes na região. Apenas quatro das crianças sobreviveram à infância, e o pintor tornou-se muito apegado ao seu irmão Hermann, também um artista.

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Depois de terminar o curso escolar no mosteiro de Blasien, Winterhalter deixou sua cidade em 1818 para estudar desenho e gravura com Karl Ludwig Shuler em Freiburg. Com dezoito anos mudou-se para Munique, patrocinado pelo Barão Eichtal, e em 1825 ganhou uma bolsa de estudos do Grão-Duque de Baden para aperfeiçoar-se na Academia de Arte de Munique, como discípulo de Peter Cornelius. Não se adaptou à metodologia do mestre, e passou para a orientação de Joseph Stieler. Neste período sustentava-se como litógrafo.

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Franz Xaver Winterhalter

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Contratado pela Margravina de Baden, Sophie, para dar-lhe aulas de desenho, entrou em contato com a corte, e em 1832 o Grão-Duque Leopoldo de Baden financiou uma viagem sua à Itália, onde ele se associou ao círculo de Horace Vernet, diretor da Academia Francesa na Itália, e começou a pintar cenas de gênero românticas. Voltando a Baden pintou retratos do Grão-Duque e de sua esposa e foi indicado pintor da corte.

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Mas não demorou-se ali. Sua composição Il dolce far niente foi aceita no Salão de Paris e ele mudou-se para a capital francesa, onde nos anos seguintes permaneceu exibindo suas obras do Salão, sendo estimado como retratista e pintando membros da nobreza, inclusive a Rainha da Bélgica, Luísa Maria d'Orleães, e seu filho. Possivelmente esta obra foi o que atraiu a atenção da Rainha da França, Maria Amélia de Bourbon-Nápoles, e foi indicado pintor da corte francesa, tornando-se um nome da moda e realizando mais de trinta retratos para a família real. Com isso granjeou a reputação de especialista na pintura da realeza, sendo capaz de combinar verosimilhança de feições com a elegância e o luxo num estilo original.

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Il dolce far niente, 1836
A imperatriz Eugênia rodeada de suas damas de honra, 1855, Château de Compiègne

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Foi justamente o seu sucesso na esfera régia o que o condenou a construir sua carreira basicamente em cima da retratística, quando ele teria preferido reconquistar sua credibilidade entre seus pares pintores e a crítica, perdida quando sua associação com a nobreza se fortalecia. Contudo, mesmo a contragosto sua produção no gênero do retrato foi brilhante e tornou-o rico e célebre internacionalmente. Para a família real inglesa pintou nada menos do que cerca de 120 obras, muitas das quais ainda permanecem nas coleções reais e adornam os palácios da Inglaterra. As reviravoltas políticas na França não afetaram a sua carreira e ele permaneceu requisitado por todas as dinastias que se sucederam, até sua morte. De fato, sob Napoleão III sua fama cresceu ainda mais. Seu retrato da Imperatriz Eugênia foi um sucesso na Exposição Universal de 1853 e permanece como uma de suas obras mais conhecidas.

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Em 1852 ele viajou à Espanha e pintou a Rainha Isabel II e também atendeu à família real portuguesa. De volta à França, membros da casa real russa solicitaram seus talentos, e assim ele se tornou um favorito das cortes da Inglaterra, Rússia, Alemanha, Espanha, México, Bélgica, Áustria, Polònia e França, com um prestígio entre a realeza que só se compara ao conseguido por Rubens e Van Dyck. Para atender a tantas demandas Winterhalter arregimentou muitos auxiliares, e a pressão só era aliviada em suas viagens de férias na Itália, Suíça e Alemanha, sua pátria, à qual permaneceu sempre muito ligado.

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Em 1864 fez sua última viagem à Inglaterra, e no mesmo ano retratou o casal imperial austríaco, que são das suas melhores criações. Com o passar dos anos suas ligações com a França enfraqueceram e ele tornou-se ainda mais atraído pela Alemanha. A Guerra Franco-Prussiana fez com que não voltasse mais à França e se radicasse na Alemanha, em Karlsruhe, onde seu prestígio continuava intacto apesar do longo tempo passado no estrangeiro. Em seus últimos anos pintou pouco. Visitando Frankfurt em 1873 contraiu tifo e faleceu, com 68 anos de idade.

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Pouco se sabe sobre sua vida privada. Uma vez propôs noivado a uma dama, mas foi recusado, e permaneceu solteiro pelo resto da vida. Apesar de todo o seu sucesso, tinha hábitos simples, e dos maiores luxos a que se permitiu foi adquirir uma casa de verão em Baden-Baden, seu local favorito de descanso.

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Estilo

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A Princesa Helena e o Príncipe Alberto da Inglaterra, 1843

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Winterhalter formou o estilo pelo qual se tornou célebre durante o Segundo Império, e produziu o melhor de sua obra nas duas décadas finais de vida. Suas obras revelam uma feliz captação do espírito da nobreza da época, seu hedonismo, seu luxo e também sua alegria. Teve mais sucesso com os retratos femininos, onde apesar da pompa necessária conseguia registrar a informalidade que confere encanto e espontaneidade à obra. Suas pinturas transmitem uma atmosfera de intimidade, ao mesmo tempo em que tinha a habilidade de dispor os elementos formais em composições vigorosas, com excepcional domínio da sua arte e enorme virtuosismo na reprodução das texturas, cores e efeitos de luz sobre os tecidos luxuosos, a pele humana e as jóias, pintando sempre com rapidez e fluência, e dispensando estudos preparatórios. O resultado, como se vê, é sempre elegante e de de enorme apelo e riqueza visuais.

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Apesar de constantemente atacado pela crítica especializada por conta de uma suposta superficialidade e afetação, entre seus patronos era altamente estimado, e suas pinturas se tornaram populares também entre o povo, divulgadas através de gravuras. Apesar de se encaixar na grande corrente neoclássico-romântica de meados do século XIX, sua obra não tem muitos paralelos entre os outros pintores do período, e por vezes ele é chamado de um neo-rococó.

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Logo depois de sua morte suas obras caíram de moda, e só recentemente suas muitas qualidades vêm recebendo uma apreciação novamente favorável, especialmente depois da realização de uma grande retrospectiva na National Portrait Gallery de Londres e no Petit Palais de Paris, em 1987. Hoje suas pinturas figuram nos maiores museus da Europa e dos Estados Unidos.

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Outras obras

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Bibliografia

  • Franz Xaver Winterhalter and the Courts of Europe, 1830-70, Ormond, Richard and Blackett-Ord, Carol, Exh. cat. National Portrait Gallery, London, 1987. ISBN 0-8109-3964-9
  • Franz Xaver Winterhalter (1805-1873) Catalogue Raisonne, Eugene Barilo von Reisberg, BvR Arts Management, 2007, ISBN 978-0-646-47096-2
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Commons
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