Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 18 de março de 2010

Alix é a nova colecção do Público

Capa do Dia

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21 de Janeiro de 2010


Alix é a nova colecção do Público

A coincidir com a noticia da morte de Jacques Martin, o jornal Publico revelou hoje, na edição electrónica, que a série ALIX, que conta as aventuras de um jovem gaulês no tempo da Antiga Roma, é a próxima colecção de banda desenhada a ser reeditada no âmbito parceira ASA/Público. Para já ainda pouco é adiantado sobre as datas de lançamentos ou quais os títulos incluídos na nova colecção, apenas a certeza que o Publico a vai “publicar brevemente”.





Actualização:
Já depois da publicação do texto acima, foram divulgados mais pormenores acerca desta colecção. Assim, pode-se adiantar que a colecção terá inicio no próximo mês de Março e será exclusivamente composta pela reedição dos álbuns editados pelas Edições 70. A saber:
  • Alix o Intrépido (corresponde ao n.º 1 na colecção original)
  • A Esfinge de Ouro (n.º 2)
  • A Ilha Maldita (n.º 3)
  • A Tiara de Oribal (n.º 4)
  • Garra Negra (n.º 5)
  • As Legiões Perdidas (n.º 6)
  • O Último Espartano (n.º 7)
  • O Túmulo Etrusco (n.º 8)
  • O Deus Selvagem (n.º 9)
  • Iorix, O Grande (n. 10)
  • O Espectro de Cartago (n.º 13)
  • O Deus Vulcão (n.º 14)
  • Herkios, o Jovem Grego (n.º 15)
  • A Torre de Babel (n.º 16)
  • Vercingétorix (n.º 18)
  • O Cavalo de Tróia (n.º 19)

Comentário:
ALIX é uma excelente série, o que não evita alguma desilusão da minha parte com esta nova colecção. Afinal, trata-se de mais uma reedição e a ASA, mais uma vez, desperdiça uma excelente oportunidade de compor uma colecção que se encontra incompleta, ao não publicar qualquer titulo inédito, o que constituiria a mais-valia para os leitores. Depois esta colecção apresenta-se também com faltas. Editar uma série do 1 ao 19 em apenas 16 álbuns não a valoriza. E no meio disto tudo salva-se o facto da nova colecção poupar à leitura e ao desgaste os antigos álbuns das Edições 70. É o chamado prémio de consolação!

4 comentários:


cori disse...
Uma excelente série que vai ser (a confirmar-se) um sucesso. Eu que manifestei à Dra Maria José Pereira, a necessidade de publicar Alix, inúmeras vezes, só posso aplaudir. Alix é uma criação genial, não é para o "grande público" como Asterix e outros, mas é agradável aos olhos mais leigos e isso pode trazer novos leitores para a BD. Os livros de Alix estão esgotados (logo caros em alfarrabistas)e pasme-se, fazem parte do Plano Nacional de Leitura (salvo erro, toda a colecção, o que não deixa de ser caricato, por estarem esgotados). A Asa e o Público prestarão um autêntico serviço público. Espero que se confirme.

Paulo S disse...
Boa noite. Completamente de acordo com comentário anterior. Uma grande iniciativa do jornal público/Asa. A 9ª arte precisa destas iniciativas. Que outros sigam o exemplo.

verbal disse...
Concordo em absoluto que Alix é uma excelente série e que a sua reedição se justifique, apesar de pessoalmente preferir que a aposta tivesse sido na série XIII. Aguardo apenas a divulgação dos títulos a publicar, porque a grande mais-valia seria publicar álbuns inéditos, nomeadamente aqueles que intermedeiam "Ó ALexandria" e "O Rio de Jade". Abraço

refemdabd disse...
Concordo plenamente, pois claro. Já os tenho todos, mas aqueles das Edições 70 não têm a qualidade que uma colecção deste porte deria ter, por isso se a ASA os quiser editar em "capa dura" e num papel à altura, não me inibirei de os adquirir novamente. Espero sinceramente que publiquem os inéditos em Portugal, embora existam opiniões que consideram que estes titulos têm muito pouca qualidade; seja como for, deveriam ser publicados para fechar a colecção.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Morreu Jacques Martin, autor de Alix e Lefranc

Banda desenhada

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Público - 21.01.2010 - 13:57 Por Carlos Pessoa
Jacques Martin, o criador das bandas desenhadas Alix e Lefranc, morreu esta manhã. Tinha 88 anos.
As obras de Martin, traduzidas em mais de dez línguas, entre as quais o português, venderam mais de 15 milhões de álbuns 
As obras de Martin, traduzidas em mais de dez línguas, entre as quais o português, venderam mais de 15 milhões de álbuns (David Clifford)
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Nascido em Estrasburgo em 1921, era o último grande autor vivo da chamada Escola de Bruxelas, que foi integrada por nomes como Hergé (Tintin), Jacobs (Blake e Mortimer) ou Morris (Lucky Luke).
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O seu enorme talento afirma-se imediatamente após o fim da Segunda Guerra Mundial, quando começa a colaborar na revista “Tintin” (edição belga), onde surgirão a partir de 1948 as aventuras de Alix, um herói nascido gaulês mas adoptado por Roma.
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Alix é o fundador de uma linhagem, depois seguida por Jhen, Arno, Orion, Kéos e Loïs, caracterizada por uma abordagem das temáticas históricas subordinada a um rigor documental absolutamente blindado.
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Fora desta lógica fica apenas Lefranc, um herói jornalista criado em 1952, num registo realista e contemporâneo.
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No final dos anos 1980, Jacques Martin foi afectado por problemas oculares, que o obrigam apelar a um conjunto de colaboradores para desenhar as bandas desenhadas que continua a escrever – é o caso, entre outros, de Bob de Moor, Gilles Chaillet e Jean Pleyers.
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“As suas obras, de estrutura clássica, figuram entre as maiores do género e estão na origem de numerosas vocações”, escreve Patrick Gaumer no “Larousse de la BD”.
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Num comunicado tornado público, a Casterman, o seu editor francês, afirma que “desapareceu o último gigante da banda desenhada belga”, mas acrescenta: “Os seus heróis nunca morrem.”
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O conjunto das obras de Martin, traduzidas em mais de dez línguas, entre as quais o português, venderam mais de 15 milhões de álbuns. Só a série Alix, que o PÚBLICO vai publicar brevemente, vendeu mais de sete milhões de álbuns.
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