Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 19 de março de 2010

Jean Ferrat, o último dos moicanos (La Communne e Potemkine)

Resultados de imagens para Jean Ferrat


Jean Ferrat, o último de uma plêiade de músicos politicamente empenhados, nome maior da chanson francesa, ao lado de Jacques Brel, Leo Ferré ou Georges Brassens, morreu neste sábado, 13, com 79 anos, em Antraigues, no Sul de França, onde vivia desde 1973. Compositor e intérprete de mais de 200 canções, crítico do capitalismo e defensor dos ideais comunistas, Ferrat viveu a infância sob a ocupação nazi. Perde o pai, Mnacha Tenenbaum, judeu russo deportado para Auschwitz, e a sua vida é salva por um resistente comunista. Tinha 11 anos. Sem nunca ter sido membro do partido, Jean Ferrat foi eleito do PCF no município de Antraigues (1970-1983), apoiante da candidatura presidencial de Georges Marchais em 1981 e candidato na lista do partido às eleições europeias de 1999. Começa a cantar no início dos anos 60, tornando-se de imediato alvo da censura e da marginalização mediática. A sua reputação de comunista é mal vista pelo poder. Os seus primeiros êxitos «Nuit et Brouillard» (Noite e Neblina, 1963), que fala dos horrores da deportação durante a guerra, ou «Potiómkine» (1965), que evoca o prelúdio da revolução russa de 1905, não passam na rádio. Em 1966 é irradiado da televisão devido à sua ligação pública ao PCF. A censura acompanha toda a sua carreira, o que regista com ironia numa das suas composições: «Quando deixarem de proibir as minhas canções (…) então é porque já não valho nada (…) terei o futuro assegurado (…) glorificando a plenos pulmões a Europa dos super-patrões». .
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Avante - .Nº 1894
18.Março.2010....
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Ambition2000



| Odete diz:
23/Mar/2010 14:32
Para ti meu bom amigo uma boa semana com mta. paz.Beijinhos.
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La Commune

by Jean Ferrat

Album: Jean Ferrat - Vol.1 (1999)

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Il y a cent ans commun commune
Comme un espoir mis en chantier
Ils se levèrent pour la Commune
En écoutant chanter Potier
Il y a cent ans commun commune
Comme une étoile au firmament
Ils faisaient vivre la Commune
En écoutant chanter Clément
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C'étaient des ferronniers
Aux enseignes fragiles
C'étaient des menuisiers
Aux cent coups de rabots
Pour défendre Paris
Ils se firent mobiles
C'étaient des forgerons
Devenus des moblots
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Il y a cent ans commun commune
Comme artisans et ouvriers
Ils se battaient pour la Commune
En écoutant chanter Potier
Il y a cent ans commun commune
Comme ouvriers et artisans
Ils se battaient pour la Commune
En écoutant chanter Clément
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Devenus des soldats
Aux consciences civiles
C'étaient des fédérés
Qui plantaient un drapeau
Disputant l'avenir
Aux pavés de la ville
C'étaient des forgerons
Devenus des héros
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Il y a cent ans commun commune
Comme un espoir mis au charnier
Ils voyaient mourir la Commune
Ah ! Laissez-moi chanter Potier
Il y a cent ans commun commune
Comme une étoile au firmament
Ils s'éteignaient pour la Commune
Ecoute bien chanter Clément
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http://fr.lyrics-copy.com/jean-ferrat/la-commune.htm
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william780


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La scène de la rébellion du Cuirassé Potemkine sur la chanson de Jean Ferrat "Potemkine"
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Jean Ferrat
Potemkine lyrics


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M'en voudrez-vous beaucoup si je vous dis un monde
Qui chante au fond de moi au bruit de l'océan
M'en voudrez-vous beaucoup si la révolte gronde
Dans ce nom que je dis au vent des quatre vents

Ma mémoire chante en sourdine, Potemkine
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Ils étaient des marins durs à la discipline
Ils étaient des marins, ils étaient des guerriers
Et le cœur d'un marin au grand vent se burine
Ils étaient des marins sur un grand cuirassé

Sur les flots je t'imagine, Potemkine
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M'en voudrez-vous beaucoup si je vous dis un monde
Où celui qui a faim va être fusillé
Le crime se prépare et la mer est profonde
Que face aux révoltés montent les fusiliers
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C'est mon frère qu'on assassine, Potemkine
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Mon frère, mon ami, mon fils, mon camarade
Tu ne tireras pas sur qui souffre et se plaint
Mon frère, mon ami, je te fais notre alcade
Marin ne tire pas sur un autre marin
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Ils tournèrent leurs carabines, Potemkine
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M'en voudrez-vous beaucoup si je vous dis un monde
Où l'on punit ainsi qui veut donner la mort
M'en voudrez-vous beaucoup si je vous dis un monde
Où l'on n'est pas toujours du côté du plus fort
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Ce soir j'aime la marine, Potemkine.

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http://www.lyricsmode.com/lyrics/j/jean_ferrat/potemkine.html
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Cultura

domingo, 14 de Março de 2010 | 12:32
Morreu Jean Ferrat, cantor do comunismo francês
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O cantor francês Jean Ferrat, defensor da ideologia comunista e autor de cerca de 200 canções, morreu no sábado aos 79 anos, revelaram as autoridades locais de Ardèche, no sul da França, onde residia o artista.
Jean Ferrat tinha sido hospitalizado alguns dias antes, por causa de um cancro de que padecia há já vários anos, segundo as mesmas fontes, citadas pela agência de notícias francesa (AFP).
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O artista francês compôs e interpretou cerca de 200 canções, entre textos ideológicos, homenagens ao poeta Louis Aragon e declarações de amor à região de Ardèche.
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Nascido Jean Tenenbaum a 26 de dezembro de 1930 em Vaucressson (no subúrbio parisiense), Jean Ferrat perdeu o pai quando tinha 11 anos, um judeu russo que foi deportado para o campo de concentração nazi de Auschwitz, onde acabou por morrer. O cantor foi salvo por militantes comunistas, algo que nunca mais esqueceria. 
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Depois do fim da Segunda Grande Guerra e da libertação da França do poder nazi, Jean Ferrat abandonou a escola para ajudar a família e tornou-se ajudante de farmácia até 1954, data em que começou a atuar em cabarés parisienses. 
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Jean Ferrat optou desde cedo por interpretar textos ideológicos, social e politicamente comprometidos. 
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Esteve ligado ao Partido Comunista francês, mas nunca foi militante, afirmando que não concordava com tudo aquilo que dizia e fazia a organização. Aliás, escreveu mesmo alguns temas que denunciavam abusos do regime soviético. 
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A sua última intervenção no domínio político foi no quadro de umas eleições regionais na região onde habitava, Ardèche, tendo apoiado a coligação de esquerda. 
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Numa das suas raras entrevistas à televisão, em 2003, insurgiu-se conta a grande indústria discográfica, que apelidou de perigosa para a liberdade criativa. 
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Jean Ferrat era casado com a cantora francesa Christine Sèvre, falecida em 1981.
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Diário Digital / Lusa  
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Jean Ferrat - Wikipedia, the free encyclopedia

 -Jean Ferrat (born Jean Tenenbaum, 26 December 1930 – 13 March 2010) was a French singer-songwriter and poet. Contents. 1 Biography; 2 Translations ...
en.wikipedia.org/wiki/Jean_Ferrat
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quarta-feira, 3 de março de 2010

Chile: Sismo deviou eixo da Terra e tornou dias mais curtos

 
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Ciência e Tecnologia
Outros artigos desta secção     

Diário Digital - quarta-feira, 3 de Março de 2010 | 09:09
Chile: Sismo deviou eixo da Terra e tornou dias mais curtos

O sismo de magnitude 8,8 na escala de Richter, que aconteceu no passado dia 27, no Chile, e que fez mais de 700 mortos, terá desviado o eixo de rotação da Terra em oito centímetros, o que, na prática, fez com que os dias ficassem 1,26 milionésimos de segundo mais curtos.
De acordo com a edição desta quarta-feira do Público, que cita um modelo informático usado pelo geofísico do Laboratório de Propulsão a Jacto da NASA Richard Gross, estes efeitos são habituais quando se verificam grandes deslocações de massa no planeta, mas é difícil verificar experimentalmente as previsões dos cálculos computadorizados, uma vez que as mudanças são demasiado pequenas para serem detectadas em termos físicos.
Segundo o investigador, em declarações ao site Bloomberg News, o sismo de 26 de Dezembro de 2004, a que se seguiu o tsunami no sudoeste asiático, fez com que o eixo da Terra (a linha imaginária em torno da qual o planeta azul roda sobre si próprio) se deslocasse sete centímetros, diminuindo os dias em 6,8 milionésimos de segundo. A diferença é questionável, uma vez que o sismo de Sumatra foi de 9,1 graus na escala de Richter, mais que o verificado agora no Chile, mas este último terá criado uma maior deslocação no eixo da Terra. 
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«Primeiro, o de Sumatra localizou-se perto do Equador e o do Chile numa latitude média, o que o torna mais eficiente a desviar o eixo da Terra», explica a NASA, em comunicado, acrescentando que, «em segundo lugar, a falha geológica responsável pelo sismo deste ano mergulha na Terra num ângulo mais agudo do que o de 2004, o que faz com que seja mais eficaz a mover a massa da Terra verticalmente e, assim, a desviar o seu eixo».
Apesar de pequenas, as alterações são permanentes, disse o reitor da Faculdade de Ciências da Terra da Universidade Nacional Central de Taiwan. «Esta pequena contribuição fica enterrada em mudanças mais vastas, devido a outras causas, como o movimento de massas atomosféricas à volta da Terra», explicou Benjamin Fong Chao.  
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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

O nível de segurança da Internet no sector estatal é considerado «perigoso»

Internet: Segurança do sector estatal é «perigoso» - estudo

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O nível de segurança da Internet no sector estatal é considerado «perigoso», sendo que pelo menos um em cada cinco computadores está vulnerável e no máximo um em cada dois, segundo um estudo que é hoje apresentado..

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in Diário Digital - 2009.08.05

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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Portugal - Sector dos Livros não sofre crise


Livros: Sector passa ao lado da crise e mantém estabilidade

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A compra de livros em Portugal manteve-se estável no primeiro semestre de 2009, apesar da crise económica mundial e de «alguma contenção inicial na edição», segundo a avaliação da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL)..

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in Diário Digital 2009.08.04

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terça-feira, 21 de julho de 2009

Douro não passou à última fase das Maravilhas da Natureza



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O vale do rio Douro ficou hoje de fora do concurso para a eleição das Novas 7 Maravilhas da Natureza, na última fase de selecção antes da divulgação dos vencedores entre candidatos de todo o mundo.
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«Não passámos. Éramos o Golias sem fisga e sem pedras contra o gigante» foi a mensagem enviada via telemóvel pelo presidente da Associação dos Empresários Turísticos do Douro e Trás-os-Montes (AETUR) àqueles que aguardavam com expectativa a decisão tomada hoje em Zurique, na Suíça.

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Um painel de especialistas, liderado por Federico Mayor, ex-director geral da UNESCO, escolheu hoje os 28 finalistas, entre os quais serão eleitas as Novas 7 Maravilhas da Natureza a anunciar em 2011, depois de um ano de votação.

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Diário Digital / Lusa - terça-feira, 21 de Julho de 2009 | 15:27
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Saúde: Testamento Vital «chumbado» por Conselho de Ética


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O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) rejeitou, num parecer divulgado segunda-feira, o diploma relativo ao testamento vital e consentimento informado, considerando o articulado confuso, contraditório e ameaçador do bem-estar das pessoas doentes.
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No parecer, baseado na proposta dos conselheiros Daniel Serrão e João Lobo Antunes e aprovado por unanimidade na passada quinta-feira, o CNECV começa por pôr em causa o título do diploma (Direito dos doentes à informação e ao consentimento informado) que «induz em erro porque a declaração antecipada de vontade e o acesso ao processo clínico não relevam do consentimento informado».
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Os conselheiros consideraram ainda que o projecto de lei minimiza o tema das declarações antecipadas de vontade (testamento vital), dedicando-lhe apenas dois dos vinte e quatro artigos do diploma, e confunde o direito da pessoa doente a conhecer as informações pessoais de saúde com o acesso ao seu processo clínico.
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O CNECV analisou três partes distintas do projecto de lei.
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A primeira, relativa ao consentimento informado para actos médicos, foi considerada «muito insuficiente» quanto ao objectivo de reunir e harmonizar as diversas disposições legais com incidência ética.
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Se não tem este objectivo, foi considerada de pouco interesse, contraditória e perturbadora de quem a tivesse de aplicar», refere o parecer.
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Quanto às manifestações antecipadas de vontade, o diploma foi considerado «tão superficial e incompleto para regular uma questão da maior importância social que nada se sugeriu para a melhorar».
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O CNECV sugere que deve ser preparada uma lei completa sobre o assunto, como acontece noutros países europeus.
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Relativamente à parte que legisla sobre o «acesso livre dos doentes ao seu processo clínico sem 'ingerência' de médico, foi considerada tão ameaçadora do bem-estar das pessoas doentes, que terá de ser completamente reformulada para proteger o direito do doente a conhecer as informações sobre o seu corpo doente, mas sem que tal conhecimento agrave a sua situação clínica».
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O CNECV salienta que o parecer incide sobre o articulado do projecto de lei e não sobre as questões de fundo que lhe estão associadas e sublinha «a necessidade de uma discussão nas diversas instâncias alargada à sociedade civil» quanto a estas matérias.
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A proposta socialista, que foi aprovada na generalidade na Assembleia da República a 28 de Maio, foi adiada para a próxima legislatura devido à falta do parecer do CNECV e por falta de tempo, explicou a autora do documento, Maria de Belém Roseira, na passada segunda-feira.
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O diploma defende o reforço dos direitos dos doentes à sua autodeterminação, nomeadamente na aceitação ou recusa de intervenções médicas, sobretudo as que prolonguem desnecessariamente a vida (distanásia), disposições que deverão ficar ressalvadas no testamento vital.
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Diário Digital / Lusa -- terça-feira, 21 de Julho de 2009 | 07:58
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Ciência: Homem pisou a Lua há 40 anos


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O astronauta norte-americano Neil Armstrong pisou o solo lunar a 20 de Julho de 1969, faz hoje 40 anos, na missão Apolo 11, tornando-se no primeiro ser humano a caminhar sobre o satélite natural da Terra.
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Quarenta anos depois de um acontecimento histórico e carregado de simbolismo, as perspectivas de reatamento das missões tripuladas ao satélite natural terrestre apontam para 2020 e da construção da primeira base lunar para 2030.

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O programa de exploração lunar dos Estados Unidos foi interrompido três anos depois da chegada à Lua por razões económicas, tendo sido dada prioridade à construção do vaivém espacial.

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«Em vez de se enviarem homens para a Lua, pensou-se que seria mais vantajoso do ponto de vista económico lançar homens para órbitas muito mais próximas da Terra, e agora estamos a colher alguns frutos desse investimento, como a Estação Espacial Internacional (ISS) e todos os telescópios espaciais, como é o caso do Hubble», disse à Lusa o cientista espacial português Pedro Russo.

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Por outro lado, «a construção do vaivém significou uma revolução tecnológica muito grande porque aproximou os voos espaciais das viagens de avião normais», acrescentou o cientista, que trabalha na Alemanha para a Agência Espacial Europeia (ESA).

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Sobre os resultados das missões Apollo, Pedro Russo afirmou ter sido «uma enorme surpresa» o que se encontrou na Lua, comprovando algumas teorias sobre a sua formação e as relações com a Terra.

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Ficaram no entanto muitas questões em aberto, nomeadamente em relação à existência água e ao teor em hélio-3.

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Referiu, a propósito, que alguns estudos apontavam na década de 90 para a presença de zonas com bastante água no subsolo lunar, tanto em estado sólido como líquido, mas a sonda Clementine da NASA comprovou depois que não havia tanta água como se esperava.

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Sobre o hélio-3, que supostamente permite fazer fusão nuclear muito mais limpa, também se desconhece com rigor qual a abundância desse gás na parte superior da primeira camada da Lua, o que permitiria lançar uma exploração quase geológica desse material.

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A ESA tem um projecto de missão lunar associado ao programa Aurora, que tem como principal objectivo a exploração de Marte.

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Esse projecto visa trabalhar com os parceiros internacionais, nomeadamente com as agências espaciais dos EUA, Japão, China e Índia, para que haja uma missão tripulada conjunta à Lua no início de 2020 e em 2030, pela primeira vez, uma base lunar.

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Diário Digital / Lusa - segunda-feira, 20 de Julho de 2009 | 08:25

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Cibercriminalidade


Difusão de vírus poderá ser punida com 10 anos de prisão

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Uma proposta de lei sobre a criminalização da produção e difusão de vírus informáticos será discutida esta quinta-feira na Assembleia da República, tendo em vista que os cibercriminosos possam ser punidos com uma pena que pode ir até aos dez anos de prisão.
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O diploma prevê que as autoridades possam ter à sua disposição «meios instrumentais e processuais que não tinham», como os dados de tráfego e «algumas normas sobre cooperação internacional entre polícias e magistrados», explica o especialista em direito informático Manuel Lopes Rocha.

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Inspirado em normas internacionais com origem na convenção da União Europeia sobre o cibercrime, assinada ainda pelo Japão, Canadá e EUA, a proposta de lei prevê uma actualização na legislação portuguesa que regula este tipo de crimes, que remonta a 1991 e é baseada, actualmente, em normas da década de 80.

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«É preciso encarar o problema de frente», defendeu o responsável, em declarações à TSF, sublinhando que o cibercrime tem crescido nos últimos anos. «Veja-se esta coisa fantástica que temos: uma lei desde 1991 e pouco ou quase nada é estudado nas faculdades de Direito, nunca deram cursos sobre estas matérias, não preparam os docentes», revelou, concluindo que «tem havido uma desatenção muito grande da nossa sociedade perante este fenómeno».

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Lopes Rocha defende o aumento da equipa da Polícia Judiciária (PJ) especializada no cibercrime e a colaboração com empresas privadas. «Temos há uns anos na PJ um núcleo de profissionais da polícia dedicados ao crime informático, mas não sei se é suficiente, é capaz de não ser, portanto tem de se alargar os quadros», argumentou.

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in Diário Digital - quinta-feira, 9 de Julho de 2009 | 07:52

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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Mais de metade das espécies em Portugal estão em risco






A Liga para a Protecção da Natureza alertou que mais de metade das espécies de animais e plantas em Portugal estão ameaçadas, como o lince ou o lobo ibérico. Cerca de 160 espécies estão na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza.
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«Temos a espécie de felino mais ameaçada do mundo, o lince ibérico, também o lobo ibérico, estamos também a falar de muitas espécies de morcegos, absolutamente essenciais para a regulação das nossas populações de insectos, e também o caso de diversas aves rapinas», esclareceu o vice-presidente da Liga para a Protecção da Natureza.

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A União Internacional da Conservação da Natureza alter que a meta de reduzir a perda de biodiversidade no próximo ano já não será atingida, porque, nessa altura, haverá 17 mil espécies em risco de extinção em todo o mundo. Calcula-se que, nos últimos 500 anos tenham sido extintas 800 espécies de animais e plantas.

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«As taxas actuais de extinção de espécies são muito superiores às que se verificaram em fases anteriores da história do Homem e conseguem competir com a extinção que encontraríamos associadas a uma grande catástrofe mundial, como aconteceu há alguns milhões de anos atrás», explicou Carlos Teixeira, em declarações à TSF.

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in Diário Digital - quinta-feira, 2 de Julho de 2009 | 08:51

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terça-feira, 30 de junho de 2009

AFP lamenta falência da Valentim de Carvalho lojas



Incêndio no Chiado - Lisboa



O Presidente da Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), Eduardo Simões, lamentou a falência hoje decretada da Valentim de Carvalho (VC) lojas, um dos «motores» do comércio de música antes da chegada «das grandes cadeias» do género a Portugal.
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«Não podemos ser indiferentes a uma decisão que afecta uma marca histórica de raízes profundas no mercado discográfico português», disse o responsável da AFP à agência Lusa.

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Eduardo Simões descreveu ainda a falência da VC lojas como «um sinal dos tempos», da concorrência «leal», de outras cadeias de consumo, e «desleal», da pirataria que «nos últimos oito anos fez o mercado da música baixar em 65%» as suas receitas.

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O Tribunal de Comércio de Lisboa decretou hoje a falência da Valentim de Carvalho (VC) lojas durante uma assembleia geral de credores, disse à agência Lusa fonte do Tribunal de Comércio.

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A insolvência da Valentim de Carvalho lojas foi pedida ao tribunal de Comércio de Lisboa a 22 de Abril último.

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A Valentim de Carvalho lojas deve mais de um milhão de euros a credores, foi alvo de 34 acções judiciais por parte de fornecedores nos últimos cinco anos, mas situação não afecta os negócios da produção de música, cinema e televisão do grupo Valentim de Carvalho.

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Diário Digital / Lusa - terça-feira, 30 de Junho de 2009 | 15:33

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Portugal tem hoje índice muito elevado de raios UV


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Depois da chuva e do vento forte dos últimos dois dias, Portugal está sujeito esta terça-feira a um índice de raios ultravioleta (UV) muito alto, segundo o Instituto de Meteorologia (IM).
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As únicas excepções são Viana do Castelo e Santa Cruz (Madeira), mas isso não significa que se ignorem os cuidados básicos de protecção.

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Entre as 11:00 e as 17:00 horas, o IM aconselha a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, t-shirt, guarda-sol, protector solar e que se evite a exposição das crianças ao sol.

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Para hoje, o IM prevê céu pouco nublado, apresentando períodos com muita nebulosidade a norte do sistema montanhoso Sintra-Estrela, onde podem ocorrer aguaceiros fracos, em especial nas regiões do Norte. Aguarda-se ainda uma pequena subida da temperatura máxima, em especial nas regiões do interior.

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O índice ultravioleta varia entre o «Baixo» e o «Extremo», passando pelo nível «Moderado», «Alto» e «Muito Alto».

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Diário Digital / Lusa -Terça-feira, 30 de Junho de 2009 | 23:15


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«Quando a Tróia era do Povo» é best-seller em Setúbal


Segunda-feira, 29 de Junho de 2009 | 10:31

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O livro «Quando a Tróia era do Povo», que recolhe dezenas de testemunhos sobre as vivências populares naquela península nos anos 50, 60 e 70, esgotou três edições em um mês, só na cidade de Setúbal.
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Para Jaime Pinho e Maria José Simas, que participam no projecto com outros cinco professores e com um colectivo de alunos do 9º ano da Escola Secundária D. João II, em Setúbal, o livro captou a frustração da população da cidade, que se sente excluída face ao empreendimento Tróia Resort, da Sonae Turismo.

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«O livro chegou num momento particularmente sentido pela população de Setúbal, que finalmente vê o que aconteceu em Tróia neste último ano», contou Jaime Pinho, professor de História, à agência Lusa, recordando que, em meados do século XX, «o espaço era um autêntico paraíso para a comunidade setubalense e não só, também para a comunidade da região e do país».

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«Sobretudo nos anos 50, 60 e 70, Tróia acolhia dezenas de milhar de pessoas que, em grande percentagem, acampavam ali durante os três meses de Verão. Mesmo quando iam para as aulas ou para o trabalho, mantinham as suas tendas e barracas e voltavam para dormir», contou.

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Referindo-se à transformação da península pelo projecto Tróia Resort como «uma viragem muito grave» e «brutal», o docente explicou que a população sente «um misto de nostalgia e de revolta» pela «humilhação» que Setúbal está a viver.

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Ao verem o livro, há nas pessoas «um brilho nos olhos, o prazer de reverem os tempos que lá passaram e, por outro lado, uma revolta por serem praticamente impedidas de voltar», afirmou, assinalando «uma grande comoção na comunidade setubalense» face a uma mudança que acontece «perante os nossos olhos e a nossa impotência».

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«Tróia está aqui mesmo à nossa frente mas, simultaneamente, longe. E as pessoas, agora, só podem ver Tróia por um canudo», declarou à Lusa, descrevendo uma visita recente à praia.
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«Na quarta-feira, seis elementos da equipa - dois entrevistados, dois alunos e dois professores - foram a Tróia e o que vimos é triste: uma autêntica cidade mas sem pessoas. Nada da azáfama, da intensidade, das brincadeiras das crianças, do ambiente de libertação e de prazer de outrora», declarou.

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Uma impressão partilhada por Maria José Simas, professora de Inglês e Alemão e também participante no livro, publicado com chancela da Escola D. João II a 25 de Maio e que, desde então, esgotou três edições (3.200 exemplares) na cidade de Setúbal, único local onde está à venda.

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«Quem é de Setúbal, quem aqui vive, sabe que as filas para Tróia eram imensas. As famílias iam para a praia a pé, com os seus farnéis e sombrinhas», recordou, falando numa mudança de cenário «agora que o cais de desembarque dos 'ferry-boats' foi deslocado para lá da Caldeira e os bilhetes custam dois euros por viagem».
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Face a esta alteração com que a população de Setúbal se viu confrontada, a docente diz não estar surpreendida com o sucesso do livro, que esta semana terá a sua quarta edição.

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«Frequento os locais populares: vou à mercearia, ando de autocarro e oiço as pessoas. Por isso, sabia que existe, em Setúbal, uma frustração latente em relação ao destino de Tróia. Não sabia é que essa frustração era uma saudade tão sentida e tão comovida», reconheceu.

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Maria José Simas espantou-se, contudo, por o livro «transmitir esse sentimento de forma tão vívida» e por pessoas de diversas idades e zonas da cidade utilizarem «um discurso tão próximo para falarem das suas memórias».

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De acordo com a professora, o livro «não é uma obra literária» mas «um registo de memórias, de vivências colectivas, comunitárias» e qualquer pessoa pode lê-lo e compreendê-lo.
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O projecto de «Quando a Tróia era do Povo» teve início em Setembro de 2008 e decorreu até Maio passado, mobilizando os estudantes para a preparação das entrevistas e a recolha dos testemunhos junto de «avós, tios e vizinhos, que ficaram encantados por poderem partilhar as suas memórias».

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Em relação ao nome do livro, a professora assegurou que «não é nenhum recado, apenas dá voz a um sentimento colectivo», tendo sido escolhido pelos alunos entre outras propostas de título colocadas à sua consideração.

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Na sua opinião, ao início, as pessoas não estavam contra o Tróia Resort, «mas ficaram desiludidas ao ver a construção em altura, que é um tipo de ocupação do espaço que destrói a sua história», havendo muita gente «que até tem medo de lá ir, tem medo do que vai encontrar».
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No âmbito desta iniciativa, os docentes manifestaram-se ainda orgulhosos com o trabalho desenvolvido pelos alunos, «que mostraram ser capazes de produzir algo muito válido para o público», nas palavras de Jaime Pinho.

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Por seu lado, Maria José Simas destacou que este tipo de projectos «valoriza o saber e a cultura familiares e devolve aos miúdos um certo orgulho pelas famílias, pelo seu valor documental, mesmo quando são iletradas».

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«Quando a Tróia era do Povo» aborda as vivências, divertimentos e convívios em Tróia e detém-se em aspectos como as características do vestuário, as práticas alimentares e de higiene ou as festividades religiosas, traçando uma espécie de quadro sociológico animado por dúzia e meia de fotos da época, algumas provenientes do Arquivo Fotográfico Américo Ribeiro e outras de colecções particulares.
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O volume, vendido a cinco euros, é o quarto de uma colecção que integra «A Vida e o Trabalho em Setúbal no Tempo dos Nossos Avós», de 1986, «Mano Preto Mano Branco - Direitos Humanos em Angola e Moçambique (1950-1974)», publicado em 2003, com prefácio do autor angolano Pepetela, e «De Sol a Sol - O Alentejo dos Nossos Avós», lançado em 2006, com prefácio do jovem escritor José Luís Peixoto. Os dois últimos tiveram três edições.

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Diário Digital / Lusa
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