Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 4 de março de 2012

BERLIN - May 14, 1945 (HD) and a after the war


Enviado por  em 07/11/2010




May, 14 1945. Berlin in ruins (including aerial shots).


Music score (Demo Only) added in 2010 by ROMANO-ARCHIVES (Introspective - "Crossing Borders").

Editing by ROMANO-ARCHIVES.

"SUBSCRIBING to this Channel is a MUST for researchers and RARE HISTORICAL FOOTAGE fans!!!"
V. Romano

This is a clip from the ROMANO-ARCHIVES' new website "Unknown World War 2 in Color"-"WW2 Post-War" section.
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A Hi-Def silent copy of this clip is available.
Hi-Res videos from our Collections are available on DVD, CD or directly in your inbox. Clips and movies can also be downloaded from our servers using a PW or uploaded by us to your FTP. 
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Enviado por  em 19/02/2011
Berlin street scenes beforeWorld War II.
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Enviado por  em 13/03/2008
History presentation video..

The music is from album Gundam SEED DESTINY ORGINAL vol. 2.....'Senkyou Henka'
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Enviado por  em 16/11/2008
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Enviado por  em 16/01/2009
Berlin, 80 years ago. -  

Tour Around Berlin In 1929

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

"Topografia do Terror" rastreia história de Berlim sob o nazismo

Alemanha | 25.08.2010 DW World

 

Exposição permanente no Centro de Documentação "Topografia do Terror", centrada no papel da capital durante o "Terceiro Reich", substitui mostra provisória e rastreia história da cidade sob o nazismo.

 

Desde 1987 que a mostra vem atraindo um total de dois milhões de visitantes. Agora, nos porões das antigas centrais da Gestapo e da SS na capital alemã, localizadas onde passava também o Muro de Berlim, a exposição "Berlim 1933-1945. Entre a propaganda e o terror", inaugurada nesta quarta-feira (25/08), tematiza a história da cidade desde a ascensão dos nazistas ao poder, em 1933, até o fim da Segunda Guerra e a consequente divisão da cidade.
A mostra é a primeira exposição completa da história de Berlim sob o regime nazista, diz Andreas Nachama, diretor do Centro de Documentação, inaugurado em maio último. Segundo ele, muitos documentos relativos ao período permaneceram inacessíveis durante a divisão da cidade pelo Muro e só puderam ser avaliados após a reunificação do país.  
Destinos individuais 
Em 77 painéis explicativos, acompanhados de textos, vídeos e áudios disponíveis ao visitante, a exposição procurar suprir uma lacuna de conhecimento sobre a cidade durante o regime nazista.  
"O observador dos painéis pode se aprofundar na história dos destinos individuais, naquilo que a política provocou na vida de cada um", comenta o diário berlinense Der Tagesspiegel. Ou seja, uma das prioridades da mostra é traçar paralelos entre a vida privada dos habitantes da cidade e vítimas do regime e as condições impostas pela ditadura nazista, observa o jornal.  
Visitantes informam-se sobre história da cidade sob o nazismo 
Bildunterschrift: Visitantes informam-se sobre história da cidade sob o nazismo 
Organizada por Claudia Steur e Mirjam Kutzner, é possível acompanhar cronologicamente a história da cidade a partir de 1933. "Na capital alemã, os nazistas não tinham apenas a sede de seus ministérios, mas também os mais importantes departamentos responsáveis pelo terror da época", escreve Nachama no prefácio do catálogo que acompanha a exposição.  
O primeiro e o último capítulos pincelam aspectos de Berlim antes e depois do nazismo, respectivamente. "Para mim, o sinal mais importante da história contemporânea da cidade é sua ambivalência", salientou o historiador Peter Steinbach citado pelo diário Der Tagesspiegel
SV/NL/dpa
 
 

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Impressões culturais de Berlim -º Mazé Leite *


Colunas

Vermelho - 2 de Agosto de 2010 - 0h0

Berlim, capital da Alemanha, é uma das cidades mais importantes do velho continente europeu. Sua cultura e os altos e baixos de sua história deixaram marcas profundas, não só no povo alemão mas em todo o mundo.

É a segunda vez que venho a esta cidade, localizada ao norte da Alemanha, muito perto da fronteira com a Polônia. Da primeira vez em que vim aqui, era inverno, a cidade estava coberta de neve, as pessoas trancadas dentro de casa. Desta vez, em pleno e quente verão, as pessoas estão nas ruas, nos cafés, nos bares, andando de bicicleta para cima e para baixo. Impressiona perceber, nesta cidade, como é possível viver numa metrópole sem carros. Não há congestionamentos por aqui, quase não há carros nas ruas, se comparo com uma cidade como São Paulo. Berlim é completamente plana e bem sinalizada para o trânsito de pedestres, automóveis e bicicletas. Aqui todos andam de bicicleta, desde senhoras e senhores de idade, até executivos de terno, moças e rapazes, pessoas de todas as idades.

Andando pelas ruas, deparo com a História a cada esquina. Até 1989 a cidade estava dividida pelo famoso Muro de Berlim, que separava a Berlim socialista, da capitalista. Esse muro acabou virando um ícone daqueles que pregaram o fim do socialismo. Mas o socialismo aqui ainda é muito presente, não somente pelos prédios da parte leste da cidade, mas também por murais, esculturas, monumentos e museus. Há algo na alma desta cidade que não execra a experiência socialista, por mais execrável que pareça ter sido por aqui (não esqueçamos que a mídia é a porta-voz principal daqueles que têm muito interesse em condenar as experiências socialistas pelo mundo). Um dos monumentos importantes do jardim vizinho ao Reischtag – o histórico edifício que abrigou governos alemães, inclusive o de Hitler – é o Monumento ao Soldado Soviético, construído em semicírculo, no centro do qual ergue-se uma coluna que sustenta a escultura de um soldado do exército vermelho. Abaixo dele, um brasão bem grande, com a foice e o martelo modelados em ouro. Notei que alguém havia passado por ali e deixado duas coroas de flores naturais, ainda frescas. Duas faixas envolviam as coroas, escritas em língua russa. Esse monumento é uma homenagem aos dois milhões de soldados soviéticos mortos na II Guerra Mundial.

Ao lado do Reischtag, o famoso Portão de Bradenburgo, construído em 1788. O Bradenbourg Tor foi símbolo da paz e depois do nacionalismo alemão. Com a edificação do Muro, ficou do lado oriental, assim como a famosa praça Alexanderplatz e sua torre de TV, que já foi símbolo da Berlim oriental.

Esta cidade possui mais de 150 museus! Além de dezenas de galerias e ateliers de arte. Na famosa Gemaldegalerie estão expostas obras de Caravaggio, Velasquez, Rembrandt, Rubens, Ticiano, Georges de La Tour, Zurbarán e inúmeros outros pintores italianos, flamengos, espanhois e alemães. Na Alte Nationalgalerie, obras de Gustave Courbet, Degas, Manet, Monet, Rodin, além de salas dedicadas aos realistas alemães, que são muitos, entre os quais Adolph Menzel e Max Lieberman. Sem esquecer também o Museu de Kathe Kollwitz, autora de inúmeras gravuras, assim como de esculturas. Kathe Kollwitz era comunista e dedicou seus desenhos ao esforço pessoal e coletivo de denunciar as barbáries cometidas pelo capitalismo. O povo alemão tem orgulho dela, como pode ser comprovado pela preocupação em guardar por aqui a sua memória.

Também temos a praça Rosa Luxemburgo, assim como a avenida Karl Marx e o Museu Bertolt Brecht. Rosa Luxemburgo foi um dos membros mais importantes do Partido Comunista Alemão na década de 1920, assim como Bertolt Brecht foi um escritor comunista que se dedicou a criar peças de teatro, que ainda hoje influenciam diretores e escolas de teatro pelo mundo.

Por aqui também estão acontecendo, neste momento, eventos culturais muito importantes. Na área da música, está em andamento o Festival Internacional de Música de Berlim, cujos locais de apresentação se espalham entre teatros e igrejas. Todas as noites, às 20h, a catedral metropolitana de Berlim apresenta uma parte dessa programação musical, sob o luxo exagerado de sua nave central, que abriga os caixões mortuários de um antigo rei, Frederico I, e de Sofia Charlotte, a rainha. Essa catedral protestante, chamada por aqui de Berliner Dom, foi reconstruída em 1905, em estilo neobarroco e fica localizada ao lado de diversos museus de arte.

Também está acontecendo a Bienal de Artes de Berlim que, por sua importância, tem sido referência para artistas de várias partes do mundo. Além de apresentar obras de arte contemporânea, a Berlin Bienale está homenageando o importante pintor realista alemão do século XIX, Adolf Menzel.

Paralelamente, duas outras exposições estão atraindo muita gente para os museus. Uma retrospectiva da obra da pintora mexicana Frida Khalo, que foi membro do Partido Comunista Mexicano e casada com o famoso pintor Diego Rivera. Os cartazes anunciando a exposição dela estão por toda a cidade, em pontos de ônibus e dentro das estações do metrô. A outra mostra de peso também é uma exposição de esculturas de origem Greco-romanas, que já passou por museu de Nova Iorque. Claro que não são todas originais, mas o detalhe é que essas cópias das esculturas milenares do povo greco-latino foram colorizadas a partir de estudos de arqueólogos e historiadores da arte que afirmam, baseados em provas, que as esculturas de antigamente, mesmo as de mármore, eram coloridas, e não brancas, como as conhecemos.

Andando pelas ruas, de metrô, de trem e de bonde, vemos como esta cidade atrai imigrantes de outras partes do mundo. Por aqui vemos muitos árabes, muçulmanas de burca, africanos, turcos, latino-americanos, japoneses, etc. Uma cidade do mundo, como é São Paulo, centro de atração de imigrantes. E por aqui também há pobres e mendigos. Eles entram no metrô, ou no trem, pedindo esmolas ou vendendo bugigangas, em alemão. Não encontrei com nenhum mendigo ou vendedor que falasse outra língua. Também entram músicos com os mais variados instrumentos, que tocam uma música entre uma estação e outra em troca de uma moeda, de quem quiser dar. Nas ruas também encontramos moradores de rua, loiros, famintos e sujos. A escória da sociedade capitalista, dormindo embaixo dos letreiros da lojas chiques da avenida Kurfunstendam. Também há por aqui os punks, e os esquisitões super tatuados, com cara de bad boy. E pichações pela cidade, como em qualquer metrópole.

Entre os prédios modernos de Postdamer Platz e os antigos edifícios do Mitte, a vida segue em frente por aqui. Neste bairro, o Mitte, centenas de artistas plásticos de várias partes da Europa, criam uma concentração de ateliers de arte. Os artistas vêm para cá atraídos pelos baixos preços dos imóveis da velha Alemanha Oriental, criando aqui, quem sabe, um novo berço para uma nova arte. Com espaço para todos, para todos os estilos, técnicas e tendências.

* Artista plástica, membro do Atelier de Arte Realista de Maurício Takiguthi, designer gráfica. Graduanda em Letras pela FFLCH-USP. Membro da coordenação da Seção Paulista da Fundação Maurício Grabois.
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* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.
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segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Comunidade de artistas berlinense Tacheles celebra 20 anos

 

Desde 1990, ruínas de prédio bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial foram transformadas por artistas em atração turística no centro de Berlim. Em breve, artistas podem ser despejados para que prédio seja leiloado.

 
À luz da lâmpada fluorescente presa à parede, o artesão "Pepe" trabalha compenetrado atrás da mesa rústica repleta de objetos de metal e couro. Com as mãos calejadas, ele manuseia martelos, alicates e serras para produzir mais uma série de colares que, em breve, poderão estar sendo usados em qualquer parte do mundo.
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Há mais de um ano, expor e vender objetos decorativos a turistas faz parte do dia-a-dia do artesão, que é natural de Chiclayo, no norte do Peru. O salão amplo sem calefação e com paredes e tetos mal-acabados parece um típico ateliê, mas não é só isso. O grande cômodo do prédio de cinco andares também é, ao mesmo tempo, uma galeria e loja de artesanatos.
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O prédio se localiza na rua Oranienburger Strasse, em pleno centro de Berlim, e atrai aproximadamente 400 mil turistas por ano. Bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial, o edifício em ruínas foi ocupado por artistas em fevereiro de 1990. Batizado de Tacheles, ele se tornou, com o passar dos anos, uma das principais atrações turísticas da cidade.
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"Estúdio latino"
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Artesão Pepe confecciona objetos decorativos 
 Artesão Pepe confecciona objetos decorativos 
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Para quem visita o local pela primeira vez, o mau cheiro nas escadas e a infinidade de mensagens rabiscadas ou coladas nas paredes podem ser um choque. A cada andar, a casa artística oferece uma nova surpresa. Ao todo, são 6 mil metros quadrados, com 30 estúdios, além de um cinema e bares. 
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Pepe e outros artistas da Argentina, Bolívia, Chile, Equador, México, Peru e Venezuela dividem um dos estúdios no terceiro andar, onde o som ambiente de Control Machete, Marcelo D2 e Cypress Hill evidenciam a presença latino-americana.
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Além da mesma língua, os artistas do "estúdio latino" têm também estilos e histórias de vida parecidas. Vários deles confeccionam bijuterias e pequenas esculturas de madeira, couro e metal. Muitos descobriram cedo que o artesanato lhes possibilitaria viajar mundo afora. Pepe, que começou a fazer isso há mais de 25 anos, lembra: "Era fácil porque eu colocava tudo numa mochila, fazia os objetos e os vendia num lugar, depois seguia para outro."
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Há alguns meses, o engenheiro mecânico chileno Jaime Leiva frequenta o lugar, onde passa a maior parte do tempo ao lado do amigo boliviano Federico Ballon. "O Tacheles é bom porque atrai muitos turistas de várias partes do mundo, o que permite que cada um aprenda técnicas diferentes com o outro", observa Leiva. Graças a esse contato com outros artistas, o engenheiro, que já fabricava saxofones andinos, possui hoje também o know-how para fazer outras peças de artesanato e vendê-las ali e em mercados de pulgas da cidade, enquanto sonha em estudar energias renováveis na capital alemã.
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Trabalhar fora do Tacheles é outra característica comum entre os latino-americanos. O mexicano "Chamín", por exemplo, costuma aproveitar o movimento turístico no verão, tocando música latina e rock com o violão nas ruas da cidade. Já o compatriota Alejandro Pelzer e o colombiano Henry Aguirre dividem o tempo entre o artesanato no Tacheles e outras atividades culturais na Werkstatt der Kulturen (oficina das culturas, em alemão), uma instituição berlinense voltada, sobretudo, à cultura de imigrantes na Alemanha.
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Jaime Leiva é engenheiro mecânico e aprende com artesãos 
Bildunterschrift: Jaime Leiva é engenheiro mecânico e aprende com artesãos
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Dificuldades
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Henry Aguirre está há mais de cinco anos estabelecido no Tacheles. Nesse período, acompanhou tanto o crescimento da comunidade artística latino-americana no prédio quanto as consequências da crise financeira nos últimos meses. "Com a crise, o mercado de artes está se enfraquecendo e o Tacheles está vivendo essa tendência mundial de proteger os artistas cada vez menos", opina o colombiano graduado em sociologia pela Universidade Nacional de Bogotá.
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De fato, as dificuldades mencionadas por Henry são compartilhadas pelos artistas plásticos em outros estúdios do mesmo edifício. Até mesmo o holandês Tim Roeloffs, cujos quadros despertam o interesse da maioria dos visitantes, comenta: "Você gostou dos meus quadros? Mas as pessoas não compram!"
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A pintora italiana Barbara Fragogna está acostumada a viver com pouco. "Tanto é que, quando vou a um apartamento que tem calefação, acho isso um luxo", conta. Desde 2008, Frogogna trabalha e expõe seus quadros expressionistas no quarto andar. Entretanto, ela diz valorizar mais a satisfação do trabalho como artista plástica do que o dinheiro. Por isso, a ex-ilustradora de campanhas publicitárias conclui que "tudo tem melhorado desde que entrou no Tacheles".
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Para Barbara, a maior satisfação é o reconhecimento de que goza pela primeira vez em Berlim. Depois de tentar em vão expor suas pinturas em galerias italianas durante 15 anos, ela teve seu trabalho reconhecido no Tacheles. Após organizar um intercâmbio entre artistas de Berlim e da cidade italiana de Pádua, ela foi convidada a prorrogar sua estadia por mais um ano – desta vez como curadora.
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Ônibus no pátio do Tacheles 
Bildunterschrift: Ônibus no pátio do Tacheles
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Estrutura
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Atualmente, Barbara organiza uma exposição fotográfica no quarto andar do Tacheles. Um piso acima, o pintor Alexandr Rodin, de Belarus, divide o enorme espaço que ocupou sozinho nos últimos meses com outros oito artistas de seu país, que expõem pinturas até o dia 15 de junho. Além desses eventos, a programação do Tacheles inclui também peças de teatro, apresentação musical, mostra de vídeos e até festas.
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Desde 1990, cerca de 10 mil artistas já passaram por lá. A estimativa é de Linda Cerna, organizadora da Associação Tacheles, entidade sem fins lucrativos que administra o local. Cerna e outras três pessoas foram contratadas pela instituição como funcionários em meio período. Voluntários e estagiários dão suporte à equipe administrativa.
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Para financiar e divulgar os projetos artísticos, a associação cobra aluguel pelos estúdios. "A princípio, queríamos que os estabelecimentos privados com fins lucrativos, como o cinema e os bares do térreo, financiassem a casa artística", explica Linda. Mas o plano não deu certo. "Por isso, os custos são divididos com os artistas", complementa. Segundo Linda, o aluguel mensal de um ateliê de 32 metros quadrados custa em média 260 euros.
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Próximo do fim?
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Pagar as despesas de eletricidade e a limpeza diária das escadas e corredores não é, todavia, a maior preocupação da entidade que coordena a casa artística no centro de Berlim. Em 2010, quando o Tacheles comemora duas décadas de existência, sua "comunidade" teme que este seja o último aniversário.
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Barbara Fragogna, artista e curadora do local 
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O Tacheles é apenas um dos 13 lotes contíguos que pertencem a um único proprietário. Até o final de 2008, a Associação Tacheles pagava ao grupo proprietário do prédio o valor simbólico de 50 centavos por mês. Depois disso, o contrato entre ambas expirou e não foi renovado. 
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De acordo com a organizadora do Tacheles, dificuldades financeiras do grupo levaram à cobrança de 17 mil euros pelo aluguel do edifício. Como a casa artística alega não ter condições para tal, o banco quer retomar o local para colocá-lo em leilão.
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Ao todo, a área de aproximadamente 25 mil metros quadrados tem valor estimado em 30 milhões de euros. As lojas elegantes de design, hotéis, restaurantes e edifícios renovados dos arredores combinam com os planos que o grupo tinha de construir um complexo luxuoso de hospedagem e entretenimento.
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"O que sugerimos é que apenas o Tacheles seja mantido por uma fundação e que os demais 12 lotes sejam vendidos e desenvolvidos", defende Linda. O banco, porém, alega que possíveis compradores do terreno só estariam interessados na área completa. "Isso é apenas especulação do banco", contesta a organizadora. "Os artistas salvaram o prédio em 1990 e fizeram dele algo conhecido mundialmente", afirma. "Queremos que haja uma discussão pública sobre o seu futuro", complementa.
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Autor: Elton Hubner
Revisão: Carlos Albuquerque
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