Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Revolução. Mostrar todas as mensagens

domingo, 11 de março de 2012

1975.Março.11 - 37º Aniversário

.

Enviado por  em 11/03/2010
Os antecedentes de 11 de Março de 1975. Do 11 de Março até ao dia 25 de Abril de 1975, dia das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte.
.
.
Enviado por  em 11/03/2010
Continuação: os antecedentes de 11 de Março de 1975. Do 11 de Março até ao dia 25 de Abril de 1975, dia das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte
.
.
Enviado por  em 11/03/2010
Continuação: os antecedentes de 11 de Março de 1975. Do 11 de Março até ao dia 25 de Abril de 1975, dia das primeiras eleições livres para a Assembleia Constituinte

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Eu vim de longe ~ José Mário Branco


    • * Victor Nogueira



      Esta é uma canção agridocee, dos sonhos que sonhámos e se perderam, restando apenas a determinação de quem não se traiu e não traiu nem se acomodou e lágrimas teimosas por entre as cinzas negras  em que se consumiram à espera doutra geração  que empunhe a bandeira e consiga concretizá-los  
  • .


    Eu Vim de Longe

    José Mário Branco

    Quando o avião aqui chegou
    Quando o mês de maio começou
    Eu olhei para ti
    Então entendi
    Foi um sonho mau que já passou
    Foi um mau bocado que acabou
    Tinha esta viola numa mão
    Uma flor vermelha na outra mão
    Tinha um grande amor
    Marcado pela dor
    E quando a fronteira me abraçou
    Foi esta bagagem que encontrou
    Eu vim de longe
    De muito longe
    O que eu andei pra aqui chegar
    Eu vou pra longe
    Pra muito longe
    Onde nos vamos encontrar
    Com o que temos pra nos dar
    E então olhei à minha volta
    Vi tanta esperança andar à solta
    Que não hesitei
    E os hinos cantei
    Foram feitos do meu coração
    Feitos de alegria e de paixão
    Quando a nossa festa se estragou
    E o mês de Novembro se vingou
    Eu olhei pra ti
    E então entendi
    Foi um sonho lindo que acabou
    Houve aqui alguém que se enganou
    Tinha esta viola numa mão
    Coisas começadas noutra mão
    Tinha um grande amor
    Marcado pela dor
    E quando a espingarda se virou
    Foi pra esta força que apontou
    E então olhei à minha volta
    Vi tanta mentira andar à solta
    Que me perguntei
    Se os hinos que cantei
    Eram só promessas e ilusões
    Que nunca passaram de canções
    Eu vim de longe
    De muito longe
    O que eu andei pra aqui chegar
    Eu vou pra longe
    P´ra muito longe
    Onde nos vamos encontrar
    Com o que temos pra nos dar
    Quando eu finalmente eu quis saber
    Se ainda vale a pena tanto crer
    Eu olhei para ti
    Então eu entendi
    É um lindo sonho para viver
    Quando toda a gente assim quiser
    Tenho esta viola numa mão
    Tenho a minha vida noutra mão
    Tenho um grande amor
    Marcado pela dor
    E sempre que Abril aqui passar
    Dou-lhe este farnel para o ajudar
    Eu vim de longe
    De muito longe
    O que eu andei pra aqui chegar
    Eu vou p´ra longe
    P´ra muito longe
    Onde nos vamos encontrar
    Com o que temos pra nos dar
    E agora eu olho à minha volta
    Vejo tanta raiva andar a solta
    Que já não hesito
    Os hinos que repito
    São a parte que eu posso prever
    Do que a minha gente vai fazer
    Eu vim de longe
    De muito longe
    O que eu andei prá aqui chegar
    Eu vou pra longe
    P´ra muito longe
    Onde nos vamos encontrar
    Com o que temos pra nos dar


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A liberdade guiando o povo - Delacroix

Em homenagem ao Trokatintas e à Passionara






"A Liberdade guiando o Povo" (Delacroix), com Trokatintas de clavina em punho e no Kant_O o tambor

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Otelo: inimigo do PCP, amigo do PS e já votou no Bloco.

Otelo: inimigo do PCP, amigo do PS e já votou no Bloco

VERMELHOS.NET

  • Aumentar o tamanho da fonte
  •    
  • Tamanho padrão da fonte
  •    
  • Diminuir tamanho da fonte

Otelo: inimigo do PCP, amigo do PS e já votou no Bloco.



Em entrevista ao jornal I, Otelo Saraiva de Carvalho manifesta por diversas vezes o seu antagonismo em relação ao PCP e apreço pelo PS, partido que o terá convidado  em várias eleições para cabeça-de-lista. Otelo reafirma também que o PCP foi culpado pela sua prisão no âmbito do processo FP-25. O candidato presidencial, em 76 e 80, habitualmente anula o voto, mas já votou uma vez no Bloco de Esquerda. 
.Divulgamos excerto da entrevista, conduzida por Luís Claro e publicada ontem no I.
Ficou surpreendido com o resultado das primeiras eleições a seguir ao 25 de Abril que deram a vitória ao PS?
As eleições foram uma aposta nossa. No prazo de um ano o objectivo era realizar eleições e até fiquei feliz, porque vi que o PCP, que se arvorava em dono da verdade e líder das massas, ficou em terceiro lugar.
Mário Soares diz que numa viagem a Lusaka em que os dois falaram pela primeira vez o Otelo se identificou como um socialista tipo Olof Palme...
Não me lembro disso, mas é possível que tenha reproduzido essa frase, que eu tinha ouvido do Vasco Gonçalves.
Do Vasco Gonçalves?
O Vasco Gonçalves tinha-me dito que seria bom, dentro de dois anos, ter uma democracia do tipo sueco. […]
Quais foram os líderes políticos que conheceu melhor?
O Sá Carneiro, conheci-o muito pouco. O Freitas do Amaral, nunca tinha falado com ele até há três anos, no lançamento de um livro, em que ele veio ter comigo e eu gostei de o conhecer, mas com quem eu tive mais contactos foi com o PS.
E com Cunhal?
Tivemos um contencioso sério por causa das presidenciais de 76. Durante o PREC ele promoveu um jantar em casa do Silva Graça, que foi comer para a cozinha com a mulher e com as filhas e deixou-nos a sós.
Cunhal não estava a gostar do rumo dos acontecimentos e convocou-o para o levar para o lado do PCP?
Tivemos um bate-papo violento. Ele começou a fazer críticas ao MFA e a dizer que o MFA devia fazer isto e aquilo. E eu disse-lhe: “Ó doutor, eu não lhe vou dizer o que é que deve fazer no Partido Comunista. Eu considero que o PC tem tido acções muito más, por vezes, que são prejudiciais à revolução e se quiser eu faço aqui uma lista do que é que o seu partido tem feito, mas não lhe admito que me dê orientações, porque o MFA não tem nada a ver consigo, nem com nenhum partido, e se eu precisar de orientações peço ao Melo Antunes.
Nunca teve boas relações com Álvaro Cunhal?
Não. Foi o meu principal inimigo.
Já com Mário Soares foi diferente.
Uma relação cordial. O Mário Soares e o Almeida Santos convidaram-me várias vezes para ser cabeça-de-lista do PS nas eleições para a Assembleia da República. E uma vez num jantar no Hotel Altis havia uma mesa com a malta toda da Internacional Socialista. O Soares, o Willy Brandt, o Shimon Peres… e a certa altura fui chamado para a mesa. O Soares levanta-se e logo a seguir levanta-se aquela malta toda da Internacional Socialista e eu pensei ‘eh pá o que é isto’? Apresenta-me o Willy Brandt, que era o presidente da Internacional Socialista, e diz lhe: “O Otelo, o nosso herói, que nós já temos tentado trazer para o partido, mas ele não gosta de nós”. E eu disse-lhe: “Os melhores amigos que eu tenho são no campo político do PS, mas eu não gosto de partidos”. […]
Continua a culpar o PCP por ter sido preso preventivamente durante cinco anos na sequência do caso FP-25?
Hoje não tenho dúvida nenhuma. Foi o secretariado do PCP que. quando em 84 anunciei que ia ser cabeça de lista da FUP [Força de Unidade Popular] por Lisboa ao parlamento, resolveu meter-me na prisão para impedir outro desastre eleitoral, como em 1976. E tenho dito isto sem que exista da parte da direcção do PCP alguma palavra em contrário. […]
Continua a votar em branco?
Normalmente voto a contragosto, mas vou lá fazer essa parte. Ou voto nulo ou, se é para as eleições parlamentares, voto nulo ou Bloco de Esquerda. Também não acredito muito no BE, mas para não anular o voto já votei uma vez no Bloco.

sábado, 19 de março de 2011

Comuna de Paris - Ousaram tomar o céu de assalto; serão lembrados eternamente

Cultura

.
.
.
Sem medir riscos, em 18 de março de 1871 os operários de Paris  decidiram “tomar o céu de assalto”, escreveu Karl Marx, saudando a  revolução proletária vitoriosa naquele dia numa das principais capitais  europeias. Foi um acontecimento histórico “sem precedentes” (como Lênin o  classificou) que durou apenas 72 dias e foi afogado em sangue pelas  tropas combinadas dos exércitos francês e prussiano que, tendo vencido a  guerra iniciada em 1870, ocupava o território da França.
 .
Por José Carlos Ruy
.
Foi  um acontecimento sem precedentes porque, pela primeira vez na história,  o proletariado tomou o poder e, alijando burgueses e latifundiários,  organizou o governo e manteve-o em funcionamento para atender as  necessidades de uma metró0pole com aquelas dimensões.
.

A repressão foi sangrenta. Aliado com as tropas estrangeiras que  ocupavam a França, o governo de Adolphe Thiers promoveu um massacre: em  torno de 25 mil communards foram sumariamente fuzilados, escolhidos ao  léu no meio da massa pelos seus algozes; 44 mil foram presos, quatro mil  foram deportados e inúmeros foram condenados a penas de prisão “No  total, escreveu Lênin, Paris perdeu 100 mil filhos, entre os quais se  encontravam os melhores operários de todos os ofícios. A burguesia  estava satisfeita”.
.
Os operários de Paris não conseguiram manter o governo ante a força  arrasadora dos defensores do capital. Mas indicaram para as gerações  futuras o caminho da organização do poder proletário. E deixaram alguns  dos símbolos mais notáveis da luta pelo socialismo, entre eles o hino “A  Internacional”, adotado pelos comunistas de todos os países.
.
O  engajamento das mulheres em defesa da revolução foi especialmente  importante, como Louise Michel mostra no texto transcrito nesta edição.
.
Deixaram lições também para o desenvolvimento da consciência de classes  do proletariado. Um dos registros mais notáveis desse ensinamento foi  recolhido por Bertolt Brecht na peça Os dias da Comuna, escrita entre  1946-1947.
.
Ao ousar tomar o céu de assalto, aqueles heróis maravilhosos regaram com  seu sangue o chão da história, e serão lembrados eternamente por isso.
.

Leia também




.

.
.

sexta-feira, 18 de março de 2011

A Comuna de Paris - 1871


.

De: | Criado: 13 de Ago de 2009
Extrait du film de R. Ménégoz "La Commune de Paris", 1952. Musique de Joseph Kosma.
Prod.: LES AMIS DE LA COMMUNE 1953.

Commentaire de Henri BASSIS dit par Julien Bertheau (qui a joué le rôle de l'étudiant désoeuvré dans "la Vie est à Nous " de Renoir) de l'Académie Française.

Avec des chansons d'Henri BASSIS interprétées par les Choeurs "Guy Moquet" et "Espoir". Les poèmes sont d'Eugène Pottier.

Conseillers historiques: Albert Soboul et Jean Dautry.

Ce film est un petit trésor qui vaut le coup d'être (re)vu avec un regard bienveillant. Je crois que l'association des amis de la Commune de Paris 1871 vend encore des copies VHS par correspondance.

Toute une époque !!!
 .
.
De: | Criado: 21 de Mai de 2010
« La Commune » du groupe Vae Victis.
La Commune de Paris est un événement particulièrement dramatique de notre Histoire. Pendant plus de 70 jours, des revendications patriotiques et sociales nourrissent une révolte sans concession. En dépit de ses excès et de ses erreurs fatales, le magnifique élan populaire du Printemps 1871 mérite d'être mieux connu. En effet, par l'abominable massacre dit de la « semaine sanglante », la droite Versaillaise menée par Thiers va décapiter le mouvement socialiste français naissant et ses idées Proudhoniennes. A partir de cette date, pour son plus grand malheur, le socialisme français sera peu à peu gangrené par le marxisme.

______

Souvenons-nous de ceux qui ont su se lever autant contre l'envahisseur que contre la trahison de leurs élites !
.
.
.
De: | Criado: 14 de Mar de 2010
hauts lieux des barricades hier et aujourd'hui
.
.
 
.
De: | Criado: 27 de Jul de 2010
A tribute to this glorious event in human history !
.
.

.
.
.

Caio Toledo - A Comuna de Paris, uma fulguração na história

Movimentos

Vermelho - 18 de Março de 2011 - 6h02
.
Transcorre neste 18 de março o 140° aniversário do triunfo da insurreição que deu início em Paris à primeira revolução operária da história mundial. A Comuna de Paris durou 72 dias. Saudando os comunardos, Marx disse que ousaram "tomar o céu de assalto". O Portal Vermelho homenageia o heróico episódio revolucionário com artigo do historiador marxista Caio Navarro deToledo*. 
.
A primeira revolução operária da história mundial limitou-se apenas a 72 dias de duração (18 de março a 28 de maio de 1871). Na linha de continuidade dos intentos revolucionários de 1830 e 1848 na França, a Comuna de Paris foi, de início, uma revolta popular espontânea contra as medidas sociais antipopulares, a proibição das liberdades políticas e a dura repressão militar impostas pelo Governo de Defesa Nacional, formalmente republicano, instituído em 4 de setembro de 1870, logo após a derrubada do regime imperial de Napoleão III.
.
Embora insuficientemente armados, com fome agravada pela falta de alimentos e sofrendo doenças e epidemias, os trabalhadores, juntamente com a Guarda Nacional, não hesitaram em defender Paris e a França contra o exército invasor da Prússia (governo de Bismarck) e combater ao mesmo tempo o governo de “traição nacional”, representado pela política do chefe do executivo (Adolphe Thiers), e da Assembleia Nacional (recentemente eleita e de maioria monarquista). A tomada do governo de Paris (Hôtel de Ville) pelos trabalhadores e soldados da Guarda Nacional – precedida por uma heróica insurreição popular nas ruas (18 de março de 1871) contra as tropas leais a Versalhes – representou o ato inaugural da Comuna de Paris; dez dias depois, ela será oficialmente proclamada (28 de março), com a eleição do Conselho da Comuna.
.
Uma experiência política sem precedentes
.
A Comuna de Paris de 1871 continuará sendo objeto de reflexões e inspiração não apenas pelo significado de suas realizações como também pelo que representam as generosas expectativas sociais e os ideais políticos que suscitou. A destemida atuação política de homens e mulheres em Paris, no curto período de 72 dias, não teve precedentes na história mundial; no calor da hora, Marx escreveu que os insurretos de Paris, pela ousadia e determinação de suas ações e objetivos, lançaram-se a um autêntico “assalto ao céu”. Ou, como disseram os próprios comunardos: ali “estavam pela humanidade”.
.
Em março de 1871, pela primeira vez na história social e política, trabalhadores e setores populares – para escândalo e ódio das classes dominantes e seus ideólogos –, ousaram lançar as bases de uma sociedade mais justa, igualitária e radicalmente democrática. A curta experiência da Comuna buscou concretizar inestimáveis valores, ideais e consignas das lutas dos trabalhadores de todos os tempos: a democracia política substantiva (não formal), a fraternidade, a solidariedade, a igualdade sexual, o internacionalismo.
.
Embora breve, o experimento democrático da Comuna de Paris enseja inúmeros ensinamentos. A Comuna ainda tem plena atualidade e é um marco político-ideológico relevante para a reflexão e prática de todos os socialistas.
.
A primeira proclamação da Comuna é decisiva para a definição e qualificação de um governo realmente democrático: para os comunardos, os membros da Assembleia Municipal deveriam estar sob permanente vigilância e controle dos eleitores e da população em geral. Neste sentido, os eleitos para a Comuna poderiam ter seus cargos revogáveis e deveriam ser obrigados a prestar contas de seus atos. A afirmação da soberania popular se filiava, pois, à Constituição de 1793, que havia proclamado o “direito à insurreição” como “o mais sagrado dos direitos e o mais indispensável dos deveres” dos cidadãos. Por sua vez, a condenação da delegação do poder e da autonomia da burocracia pública seguia na mesma direção. Os funcionários públicos também deveriam ser controlados pelos seus atos e responsabilidades administrativas.
.
O Exército permanente foi suprimido e uma Guarda Nacional passava a substituí-lo como um autêntico “povo em armas”, pois, segundo um decreto, “todos os cidadãos válidos faziam parte da Guarda Nacional”; a Guarda Nacional passava também a eleger seus próprios oficiais e suboficiais. Por sua vez, as novas forças policiais, de natureza republicana, deixaram de ter um papel repressivo contra os trabalhadores e a população pobre da cidade.
.
Uma constante pressão foi exercida sobre os dirigentes da Comuna: pelos sindicatos, pelas organizações de bairros, por distintos clubes criados, pelas comissões de mulheres, pelas seções da Internacional: em princípio, podia-se falar em um verdadeiro “ministério das massas”. Um episódio concreto ilustra bem o caráter dessa incipiente democracia popular. Os padeiros – que se dirigiram ao Conselho Geral da Comuna a fim de agradecer a abolição do trabalho noturno – foram advertidos pelo jornal O proletário: “O povo não tem de agradecer a seus mandatários por eles terem cumprido suas obrigações legais; os delegados do povo não prestam favores, cumprem deveres”.
.
De forma sintética, tratava-se, pois, de uma democracia no sentido forte do termo; uma “democracia direta” na qual a cidadania deveria ser exercida de forma plena, intensa e ativa. Seu limite, contudo, foi sua reduzida extensão geográfica (restrita ao plano de uma cidade) e sua extensão no tempo. Durante 72 dias a cidade de Paris talvez tenha conhecido o mais vigoroso experimento democrático que até hoje existiu na história social e política moderna.
.
As conquistas sociais e econômicas
.
As inovações da Comuna foram além do plano político; ela se concretizou no plano social e econômico, na medida em que alcançou a propriedade das empresas. Sob a influência dos sindicatos dos trabalhadores e dos comitês da “União das mulheres”, foram criadas oficinas cooperativas e se propunha que as empresas fossem autogeridas. Os trabalhadores associados, por meio de um decreto, passaram a gerir as empresas abandonadas pelos patrões que fugiram de Paris. Instituiu-se o salário mínimo; proibiu-se o trabalho dos menores; a cobrança das dívidas de aluguéis foi protelada; os móveis, utensílios domésticos e instrumentos de trabalho, antes penhorados, foram restituídos aos trabalhadores e pequena burguesia pobre. Esboçava-se, pois, uma viragem da democracia burguesa para a democracia popular e operária.
.
Negando o secular e arraigado machismo, as mulheres tiveram um papel decisivo na Comuna: na criação de cooperativas de trabalhadoras e de associações femininas que atuaram na reforma do ensino, no trabalho pedagógico e das creches, nos serviços de saúde, na edição de jornais e panfletos informativos; muitas delas foram além dos limites tradicionalmente impostos ao “sexo frágil” , pois, com armas na mão e atrás das barricadas, defenderam a experiência libertária da Comuna. Neste sentido, pode-se afirmar que este pioneiro movimento feminista compreendeu que a luta pela emancipação das mulheres não podia ser dissociada das reivindicações essenciais defendidas pelas demais categorias oprimidas e classes sociais secularmente exploradas.
.
A Comuna também inovou ao romper com os odiosos preconceitos chauvinistas, na medida em que permitiu que muitos estrangeiros desempenhassem relevantes papéis políticos e militares. Outra experiência decisiva ocorreu no campo da educação. O ensino público, gratuito e laico foi instituído; os ideais republicanos passaram a ser praticados no cotidiano da vida das cidadãs e dos cidadãos. As liberdades políticas e civis, finalmente – tornadas uma concreta realidade para o conjunto da população de Paris – mostraram que era possível a emergência de um “governo do povo pelo povo”. Com exceção da historiografia conservadora, poucos intérpretes questionam a afirmação de que, até o presente, poucos Estados modernos conseguiram se aproximar da proposta de democracia popular que estava sendo esboçada na Comuna de Paris de 1871.
.
Uma “Declaração de Princípios” de 20 distritos de Paris talvez sintetizasse o ideário da Comuna de Paris: “Não haverá mais opressores e oprimidos, fim da distinção de classes entre os cidadãos, fim das barreiras entre os povos. A família é a primeira forma de associação e todas as famílias se unirão em uma maior, a pátria (...) e esta numa personalidade coletiva superior, a humanidade”.
.
Considerações finais
.
Durante 72 dias tais ideais e expectativas foram intensamente vividos pela maioria da população de Paris, particularmente pelos trabalhadores. Por sua vez, em todo o continente europeu, os operários e os setores populares tinham seus corações e mentes voltados para a Comuna. Em Paris, parecia emergir uma sociedade radicalmente transformada, na qual os valores e os ideais socialistas poderiam, pela primeira vez na história, se concretizar.
.
Certamente, a Comuna não foi uma revolução socialista. No entanto, como ponderou o historiador E. Labrousse, “a Comuna (...) em uma grande medida foi um poder operário. A Comuna não trouxe o socialismo, não lançou esta proclamação solene que a história poderia ter acolhido. Mas, se não trazia o socialismo, o carregava em si mesma. Carregava-o por natureza: pelos homens que a compunham, pelas questões que levantou (...) Não foi mais do que uma fulguração na história”. (In: “Debate sobre a Comuna”, Revista Crítica Marxista, vol. 13, 2001).
.
A fim de derrotar a experiência social e política representada pela Comuna de Paris – que revelava a possibilidade histórica da emancipação política e econômica dos trabalhadores na ordem capitalista –, as classes dominantes da França, fortemente apoiadas pelo exército invasor prussiano de Bismarck, empregaram a mais brutal violência física na destruição da experiência comunarda. Os números são eloquentes: quatro mil homens, mulheres e crianças, durante a “semana sangrenta” (23 a 28 de maio), foram mortos nas ruas, atrás das barricadas, e nos abrigos em que se recolheram. Nos dias seguintes mais de 20 mil foram sumariamente executados. Dez mil conseguiram fugir para o exílio; quatro mil foram deportados para a Argélia, então colônia francesa na África. Entre os 38 mil presos julgados, em janeiro de 1875, 1.054 eram mulheres e 615 eram crianças com menos de 16 anos. Apenas 1.090 (do total de 38 mil) foram liberados depois de interrogatórios.
.
Durante a repressão sangrenta, nos EUA, um editorial de um jornal novaiorquino, de forma irretocável, sintetizava o ódio e a determinação política das classes dominantes de todo o mundo em relação à Comuna de Paris: impõe-se que Versalhes “transforme Paris num monte de ruínas, que as ruas se transformem em rios de sangue, que toda a sua população pereça; que o governo mantenha sua autoridade e demonstre seu poder, que Versalhes esmague totalmente – seja qual for o custo – qualquer sinal de oposição a fim de dar a Paris e a toda França uma lição que possa ser lembrada e aproveitada pelos séculos que virão”.
.
A “lição” que os ideólogos e os sicofantas das classes dominantes desejavam impor aos trabalhadores não seria “aproveitada pelos séculos” que viriam. A “lição” que os proletários e seus aliados, em décadas seguintes, tiraram sobre a Comuna foi outra. Em Outubro de 1917, uma Revolução proletária, em grande medida, mirava no caso exemplar da Comuna de Paris. Lênin, um de seus mais lúcidos dirigentes, assim interpretou a experiência comunarda: "a memória dos combatentes da Comuna é exaltada não só pelos operários franceses como também pelo proletariado de todo o mundo, pois a Comuna não lutou apenas por um objetivo local ou nacional estreito, mas pela emancipação de toda a humanidade trabalhadora, de todos os humilhados e ofendidos”.
.
Os generosos ideais e objetivos da Comuna de Paris não se concretizaram. Condições extremamente adversas e equívocos cometidos pelos dirigentes da Comuna podem explicar a derrota. Não é o caso de mencioná-los e de discuti-los neste breve texto. Sem mitificar o evento ou comemorá-lo sob a dimensão de uma confortadora nostalgia, é de reconhecer que a luta "em defesa da humanidade" ainda tem plena atualidade e segue seu curso na história.
.
Nas palavras do autor de Os miseráveis, "O cadáver está enterrado, mas a ideia está de pé" (“ Le cadavre est à terre, mais l´idée est debout”). Os valores, os ideais e os objetivos da Comuna continuarão de pé e vivos enquanto prevalecerem em todo o mundo as estruturas iníquas e opressivas da ordem capitalista e imperialista. A fulguração histórica representada pela Comuna de Paris de 1871 será sempre um motivo de reflexão, referência e inspiração para os socialistas e comunistas de todo o mundo.
.
* Fundador e membro do Centro de Estudos Marxistas (Cemarx), Unicamp; fundador da revista Crítica Marxista.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A revolução de Outubro e a questão do Estado - Um texto de Álvaro Cunhal Escrito por Revista «O Militante» 01-Nov-2006 A forma da Ditadura do Proletariado instaurada pela Revolução de Outubro foi o poder dos sovietes de deputados operários, soldados e camponeses. No próprio dia 7 de Novembro de 1917, discursando pela primeira vez depois do triunfo da revolução, Lénine proclamou: «O velho aparelho de Estado será radicalmente destruído e será criado um novo aparelho de direcção na pessoa das organizações dos Sovietes.» («Relatório sobre as tarefas que incumbem ao poder dos Sovietes», Obras, edição francesa, vol. 26, p. 245) Os sovietes não foram uma criação artificial, decidida por teóricos num trabalho de gabinete. Os sovietes foram uma criação da classe operária e das massas trabalhadoras no decurso da luta revolucionária. Nascidos nas grandes batalhas políticas da Revolução de 1905-1907, reapareceram com o triunfo da revolução democrático-burguesa de Fevereiro de 1917 e ganharam tal amplitude que constituíram durante meses, até Julho de 1917, um órgão de poder paralelo do governo provisório da burguesia. O mérito de Lénine e do Partido Bolchevique não foi terem «inventado» os sovietes, mas terem sabido descobrir nesses organismos revolucionários criados pelas massas o órgão do poder no Estado proletário. Com a Revolução de Outubro, o poder do Estado passou para os sovietes. O primeiro Estado proletário foi e ainda é um Estado soviético. Eleitos, não numa base territorial, mas directamente nas fábricas, nas oficinas, nas herdades, nas aldeias, nas unidades militares, os sovietes tornaram-se, não apenas organismos representativos das classes trabalhadoras, mas a forma de intervenção directa das massas na direcção do Estado. Tomando apenas os primeiros 10 anos do poder soviético, cerca de 12 milhões e 500 mil pessoas foram deputados, membros de comités executivos e delegados a congressos dos sovietes. Os sovietes constituíram a forma de exercício do poder pelas vastas massas populares, a afirmação do carácter verdadeiramente democrático da primeira ditadura do proletariado. Todo o aparelho do primeiro Estado socialista deixou de ser orientado pelo centralismo burocrático característico dos Estados burgueses, para ser orientado pelos princípios do centralismo democrático. Como qualquer outro Estado, o novo Estado não era neutro nem se situava acima das classes. O novo Estado foi criado para servir a aliança do proletariado com o campesinato e com amplas camadas não proletárias de trabalhadores, para servir a maioria esmagadora da população contra a resistência das camadas desalojadas do poder. Mas, por isso mesmo, quebrado, destruído, esmagado o velho aparelho do Estado, o aparelho do novo Estado adquiriu um carácter profundamente popular. O Exército Vermelho nasceu do povo e da revolução. Provenientes da classe operária e do campesinato, os seus quadros forjaram-se no fogo da luta. Desde o primeiro dia, as unidades do Exército Vermelho estiveram indissoluvelmente ligadas à classe operária e aos camponeses, nas fábricas, nas aldeias, nos sindicatos. A justiça foi também profundamente democratizada. Através de juízes eleitos e de assessores populares, as massas trabalhadoras passaram a participar amplamente na sua administração. A milícia tornou-se um instrumento de defesa diária da segurança da população. Os funcionários passaram a ser eleitos e revocáveis. Como auxiliares do poder, os sindicatos participaram activamente na criação de organismos económicos, na elaboração dos planos de produção, no contrôle operário sobre os dirigentes das actividades económicas. Escolas de gestão económica e administrativa, viveiros de quadros, os sindicatos, assim como as cooperativas de camponeses e artesãos, desempenharam importante papel na democratização da vida política e económica. Os sovietes, os sindicatos, as comissões de fábrica enviaram milhares de trabalhadores para os ministérios (comissariados do povo), para os comandos do exército e da milícia, para os órgãos de planificação e de gestão industrial. Foram os operários da Siemens-Shukart que deram os quadros para o primeiro núcleo de funcionários o Comissariado dos Negócios Estrangeiros; os da fábrica Putilov para o Comissariado do Interior; os do bairro Víborg de Petrogrado para o Comissariado da Instrução. Em vez da velha burocracia ao serviço do capital, é todo o sangue novo do proletariado revolucionário que corre nas veias do novo aparelho do Estado. Pela primeira vez na história, as liberdades, a democracia, os direitos, deixaram de ser privilégio de uma minoria de exploradores para serem a forma de viver e de intervir na vida política e social das vastas massas populares. O Estado soviético suprimiu as desigualdades de direitos por motivo de origem social, do sexo, da instrução ou de crenças religiosas. Pôs à disposição dos trabalhadores os meios materiais para exercerem os seus direitos democráticos (edifícios, tipografias, rádio, ruas). Socializando os instrumentos e meios de trabalho, criou as condições para que o povo passasse a gerir a produção e as instituições económicas. O novo Estado socialista, a primeira ditadura do proletariado, constituiu, nas palavras de Lénine, «um novo tipo de democracia: o democratismo proletário» (Obras, edição francesa, vol. 33, p. 47). Numa passagem de brilhante clareza, Lénine pôs em confronto o novo Estado socialista com o Estado burguês anterior. «Ditadura de uma minoria – escreveu Lénine –, o antigo poder não podia manter-se senão por expedientes de polícia, pelo afastamento, pelo impedimento das massas populares de participarem no poder, de controlarem o poder. [...] Ditadura da imensa maioria, o novo poder não podia manter-se e não se mantinha senão graças à confiança da massa imensa, senão porque chamava toda a massa a participar no poder das maneira mais livre, mais larga e mais poderosa.» («Contribuição para a história da questão da ditadura», Obras, edição francesa, vol. 31, p. 364). A Revolução de Outubro mostrou na vida a justeza da teoria leninista do Estado e da Revolução. Nenhum governo teria sido capaz de pôr fim à exploração capitalista, de nacionalizar a indústria, os transportes, os bancos e a terra, de confiscar os latifúndios e entregá-los aos camponeses, de assegurar a igualdade das nações submetidas ao antigo império russo, de assegurar à mulher direitos iguais aos do homem, de encetar e levar a bom termo a obra grandiosa da edificação da sociedade socialista, se não dispusesse de um aparelho do Estado ao serviço dos operários e camponeses. Sem a destruição do antigo Estado (do aparelho da ditadura da burguesia), sem a criação do novo Estado (do aparelho da ditadura do proletariado) em bases amplamente democráticas, sem a participação real das massas na direcção política e económica, não teria sido possível realizar a revolução socialista. As formas de ditadura do proletariado podem variar e variam segundo as condições, os métodos e as circunstâncias de acesso da classe operária ao poder, segundo o grau de violência do acto revolucionário, segundo o grau de desenvolvimento do capitalismo, segundo a situação anterior e a arrumação das forças de classe, segundo o grau de resistência da burguesia reaccionária à construção do socialismo, segundo a conjuntura internacional e os auxílios externos à reacção interior. Lénine previa essa diversidade: «Todas as nações virão ao socialismo, isso é inevitável, mas não virão todas de uma maneira absolutamente idêntica; cada uma trará a sua originalidade em tal ou tal forma de democracia, em tal ou tal variedade de ditadura do proletariado, em tal ou tal variedade de ditadura do proletariado, em tal ou tal ritmo das transformações socialistas dos diferentes aspectos da vida social.» («Uma caricatura do marxismo», Obras, edição francesa, vol. 23, pp. 75-76) O Estado, por sua natureza, significa a «organização da violência», mas o exercício do poder pelo proletariado pode ser mais tolerante ou mais severo segundo as exigências da situação e em particular segundo a posição da própria burguesia. Na Revolução de Outubro, a violência revolucionária a que foi obrigado o poder soviético resultou da «resistência feroz, insensata, impudente e desesperada» da burguesia. Sem essa resistência, no dizer de Lénine, a «revolução teria revestido formas mais pacíficas» («Relatório sobre o trabalho no campo ao VIII Congresso do PC(b)R», Obras, edição francesa, vol. 29, p. 212). A destruição do velho aparelho do Estado e a criação de um novo aparelho podem não excluir o aproveitamento de formas tradicionais de organização, cujo carácter de classe seja transformado. A tarefa dos partidos comunistas não é transplantar mecanicamente para os países respectivos as formas que tomou a ditadura do proletariado noutros países, não é querer imitar outras revoluções, antes saber encontrar as formas do poder político dos trabalhadores segundo as particularidades nacionais e o curso do processo revolucionário. Quaisquer porém que sejam as formas, os traços essenciais da Revolução de Outubro conservam completa actualidade no sentido da sua «repetição histórica inevitável» e constituem, no que respeita à questão do poder, à questão do Estado, o mais rico arsenal de experiências e ensinamentos para o proletariado revolucionário de todos os países. Álvaro Cunhal, A questão do Estado, questão central de cada revolução




Álvaro Cunhal, A revolução de Outubro e a questão do Estado


29-Abr-2007
.
A revolução de Outubro e a questão do Estado - Um texto de Álvaro Cunhal       
Escrito por Revista «O Militante» 

01-Nov-2006


A forma da Ditadura do Proletariado instaurada pela Revolução de Outubro foi o poder dos sovietes de deputados operários, soldados e camponeses. No próprio dia 7 de Novembro de 1917, discursando pela primeira vez depois do triunfo da revolução, Lénine proclamou: «O velho aparelho de Estado será radicalmente destruído e será criado um novo aparelho de direcção na pessoa das organizações dos Sovietes.» («Relatório sobre as tarefas que incumbem ao poder dos Sovietes», Obras, edição francesa, vol. 26, p. 245)

Os sovietes não foram uma criação artificial, decidida por teóricos num trabalho de gabinete. Os sovietes foram uma criação da classe operária e das massas trabalhadoras no decurso da luta revolucionária. Nascidos nas grandes batalhas políticas da Revolução de 1905-1907, reapareceram com o triunfo da revolução democrático-burguesa de Fevereiro de 1917 e ganharam tal amplitude que constituíram durante meses, até Julho de 1917, um órgão de poder paralelo do governo provisório da burguesia. O mérito de Lénine e do Partido Bolchevique não foi terem «inventado» os sovietes, mas terem sabido descobrir nesses organismos revolucionários criados pelas massas o órgão do poder no Estado proletário. Com a Revolução de Outubro, o poder do Estado passou para os sovietes. O primeiro Estado proletário foi e ainda é um Estado soviético.

Eleitos, não numa base territorial, mas directamente nas fábricas, nas oficinas, nas herdades, nas aldeias, nas unidades militares, os sovietes tornaram-se, não apenas organismos representativos das classes trabalhadoras, mas a forma de intervenção directa das massas na direcção do Estado. Tomando apenas os primeiros 10 anos do poder soviético, cerca de 12 milhões e 500 mil pessoas foram deputados, membros de comités executivos e delegados a congressos dos sovietes. Os sovietes constituíram a forma de exercício do poder pelas vastas massas populares, a afirmação do carácter verdadeiramente democrático da primeira ditadura do proletariado.
Todo o aparelho do primeiro Estado socialista deixou de ser orientado pelo centralismo burocrático característico dos Estados burgueses, para ser orientado pelos princípios do centralismo democrático. Como qualquer outro Estado, o novo Estado não era neutro nem se situava acima das classes. O novo Estado foi criado para servir a aliança do proletariado com o campesinato e com amplas camadas não proletárias de trabalhadores, para servir a maioria esmagadora da população contra a resistência das camadas desalojadas do poder. Mas, por isso mesmo, quebrado, destruído, esmagado o velho aparelho do Estado, o aparelho do novo Estado adquiriu um carácter profundamente popular.

O Exército Vermelho nasceu do povo e da revolução. Provenientes da classe operária e do campesinato, os seus quadros forjaram-se no fogo da luta. Desde o primeiro dia, as unidades do Exército Vermelho estiveram indissoluvelmente ligadas à classe operária e aos camponeses, nas fábricas, nas aldeias, nos sindicatos. A justiça foi também profundamente democratizada. Através de juízes eleitos e de assessores populares, as massas trabalhadoras passaram a participar amplamente na sua administração. A milícia tornou-se um instrumento de defesa diária da segurança da população. Os funcionários passaram a ser eleitos e revocáveis. Como auxiliares do poder, os sindicatos participaram activamente na criação de organismos económicos, na elaboração dos planos de produção, no contrôle operário sobre os dirigentes das actividades económicas. Escolas de gestão económica e administrativa, viveiros de quadros, os sindicatos, assim como as cooperativas de camponeses e artesãos, desempenharam importante papel na democratização da vida política e económica. Os sovietes, os sindicatos, as comissões de fábrica enviaram milhares de trabalhadores para os ministérios (comissariados do povo), para os comandos do exército e da milícia, para os órgãos de planificação e de gestão industrial. Foram os operários da Siemens-Shukart que deram os quadros para o primeiro núcleo de funcionários o Comissariado dos Negócios Estrangeiros; os da fábrica Putilov para o Comissariado do Interior; os do bairro Víborg de Petrogrado para o Comissariado da Instrução. Em vez da velha burocracia ao serviço do capital, é todo o sangue novo do proletariado revolucionário que corre nas veias do novo aparelho do Estado.
Pela primeira vez na história, as liberdades, a democracia, os direitos, deixaram de ser privilégio de uma minoria de exploradores para serem a forma de viver e de intervir na vida política e social das vastas massas populares. O Estado soviético suprimiu as desigualdades de direitos por motivo de origem social, do sexo, da instrução ou de crenças religiosas. Pôs à disposição dos trabalhadores os meios materiais para exercerem os seus direitos democráticos (edifícios, tipografias, rádio, ruas). Socializando os instrumentos e meios de trabalho, criou as condições para que o povo passasse a gerir a produção e as instituições económicas. O novo Estado socialista, a primeira ditadura do proletariado, constituiu, nas palavras de Lénine, «um novo tipo de democracia: o democratismo proletário» (Obras, edição francesa, vol. 33, p. 47).

Numa passagem de brilhante clareza, Lénine pôs em confronto o novo Estado socialista com o Estado burguês anterior. «Ditadura de uma minoria – escreveu Lénine –, o antigo poder não podia manter-se senão por expedientes de polícia, pelo afastamento, pelo impedimento das massas populares de participarem no poder, de controlarem o poder. [...] Ditadura da imensa maioria, o novo poder não podia manter-se e não se mantinha senão graças à confiança da massa imensa, senão porque chamava toda a massa a participar no poder das maneira mais livre, mais larga e mais poderosa.» («Contribuição para a história da questão da ditadura», Obras, edição francesa, vol. 31, p. 364).

A Revolução de Outubro mostrou na vida a justeza da teoria leninista do Estado e da Revolução. Nenhum governo teria sido capaz de pôr fim à exploração capitalista, de nacionalizar a indústria, os transportes, os bancos e a terra, de confiscar os latifúndios e entregá-los aos camponeses, de assegurar a igualdade das nações submetidas ao antigo império russo, de assegurar à mulher direitos iguais aos do homem, de encetar e levar a bom termo a obra grandiosa da edificação da sociedade socialista, se não dispusesse de um aparelho do Estado ao serviço dos operários e camponeses. Sem a destruição do antigo Estado (do aparelho da ditadura da burguesia), sem a criação do novo Estado (do aparelho da ditadura do proletariado) em bases amplamente democráticas, sem a participação real das massas na direcção política e económica, não teria sido possível realizar a revolução socialista.

As formas de ditadura do proletariado podem variar e variam segundo as condições, os métodos e as circunstâncias de acesso da classe operária ao poder, segundo o grau de violência do acto revolucionário, segundo o grau de desenvolvimento do capitalismo, segundo a situação anterior e a arrumação das forças de classe, segundo o grau de resistência da burguesia reaccionária à construção do socialismo, segundo a conjuntura internacional e os auxílios externos à reacção interior.

Lénine previa essa diversidade: «Todas as nações virão ao socialismo, isso é inevitável, mas não virão todas de uma maneira absolutamente idêntica; cada uma trará a sua originalidade em tal ou tal forma de democracia, em tal ou tal variedade de ditadura do proletariado, em tal ou tal variedade de ditadura do proletariado, em tal ou tal ritmo das transformações socialistas dos diferentes aspectos da vida social.» («Uma caricatura do marxismo», Obras, edição francesa, vol. 23, pp. 75-76)

O Estado, por sua natureza, significa a «organização da violência», mas o exercício do poder pelo proletariado pode ser mais tolerante ou mais severo segundo as exigências da situação e em particular segundo a posição da própria burguesia. Na Revolução de Outubro, a violência revolucionária a que foi obrigado o poder soviético resultou da «resistência feroz, insensata, impudente e desesperada» da burguesia. Sem essa resistência, no dizer de Lénine, a «revolução teria revestido formas mais pacíficas» («Relatório sobre o trabalho no campo ao VIII Congresso do PC(b)R», Obras, edição francesa, vol. 29, p. 212). A destruição do velho aparelho do Estado e a criação de um novo aparelho podem não excluir o aproveitamento de formas tradicionais de organização, cujo carácter de classe seja transformado. A tarefa dos partidos comunistas não é transplantar mecanicamente para os países respectivos as formas que tomou a ditadura do proletariado noutros países, não é querer imitar outras revoluções, antes saber encontrar as formas do poder político dos trabalhadores segundo as particularidades nacionais e o curso do processo revolucionário.

Quaisquer porém que sejam as formas, os traços essenciais da Revolução de Outubro conservam completa actualidade no sentido da sua «repetição histórica inevitável» e constituem, no que respeita à questão do poder, à questão do Estado, o mais rico arsenal de experiências e ensinamentos para o proletariado revolucionário de todos os países.

Álvaro Cunhal, A questão do Estado, questão central de cada revolução, pp. 17-22.
  .
.

http://www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=1226&Itemid=49

.
.

Revoluções Burguesas e Proletárias

Linha cronológica
1600-2010  Pesquisar outras datas










Resultados da procura

  1.  1609
    1609 - [N86] A separação dos Países Baixos (território da Bélgica e da Holanda actuais) da Espanha deu-se em resultado da revolução burguesa de 1566-1609. A revolução combinou em si a luta da burguesia e das massas populares contra o feudalismo com a guerra de ...

    Mostrar mais

    Entre 6. Génese do capitalista industrial - Páginas Web relacionadas
    www.marxists.org/portugues/marx/1867/capital ...
  2.  1616
    25 Abr 1616 - Quando e como morreu não se sabe, mas foi enterrado na quinta-feira, dia 25 de abril de 1616. A obra teatral de Shakespeare pode ser dividida em 4 períodos que, vinculados à realidade sócio econômica da época, refletem sua transição do otimismo ao pessimismo: 1o ...

    Mostrar mais

    Entre Centro de Referência Virtual do Professor - Páginas Web relacionadas
    crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/index.asp ...
  3.  1640
    1640 - História: Absolutismo, Revolução Inglesa de 1640, Iluminismo, Revolução Francesa , Revoluções Burguesas do século XIX, Independência do Brasil, Primeiro Império, Período Regencial e Segundo Império.
    Entre COLÉGIO SATÉLITE - Páginas Web relacionadas
    www.colegiosatelite.com.br/regulamento.html
  4.  1648
    1648 - NIVELADORES Em Inglaterra, após a revolução de 1648, desenvolveu-se uma corrente favorável ao comunismo no seio do partido dos “ niveladores”. Muitas obras comunistas apareceram nessa época. Nestas preconizava -se a obrigação do trabalho para todos ea ...

    Mostrar mais

    Entre Um mundo sem dinheiro - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/14442104/Um-mundo-sem-dinheiro
  5.  1688
    1688 - É interessante ressaltar que a Revolução Inglesa, de 1688, a revolução que marcou a independência norte-americana ea Revolução Francesa formam o conjunto das assim denominadas grandes "Revoluções Burguesas", sendo a francesa a mais radical revolução anti-feudal, conforme ...
    Entre INSTITUIÇÃO DE DIREITO - Páginas Web relacionadas
    www.ebah.com.br/instituicao-de-direito-doc ...
  6. 1688 - John Locke, filósofo inglês da Idade Moderna, exilado na Holanda, fugitivo à lei do seu país, em 1688, apoiou o príncipe holandês Guilherme de Orange na invasão de Inglaterra, a sua terra natal. O Rei inglês Jaime II foi afastado após ser derrotado pelas ...

    Mostrar mais

    Entre Nacional-Cristianismo: John Locke, Pai de Todos os Revolucionários - Páginas Web relacionadas
    nacional-cristianismo.blogspot.com/2008/10 ...
  7.  1750
    1750 - Com a revolução industrial em 1750 a burguesia já tinha grande poder econômico ea revolução burguesa era inevitável.
    Entre A influência burguesa na educação moderna - Resumos de Livros e … - Páginas Web relacionadas
    www.sosestudante.com/diversos/a-influencia ...
  8.  1776
    1776 - Seu principal livro, A riqueza das nações, foi lançado em 1776, mesmo ano da Guerra de Independência dos Estados Unidos, e alguns anos antes da Revolução Francesa, num contexto de crescente contestação do Estado absolutista, cenário em que as condições ...

    Mostrar mais

    Entre Com Ciência - SBPC/Labjor - Páginas Web relacionadas
    comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=58 ...
  9.  1787
    1787 - os perfumes dos Apenas dois anos antes, em 1787, o pavio da mais clássica das nobres, eles são os revoluções burguesas, a Revolução Francesa, fora aceso por amigos da mãos nobres. Em outros tempos, tudo não passaria de um Revolução: levante palaciano; no final do ...

    Mostrar mais

    Entre _ Revolução Francesa Especial - Páginas Web relacionadas
    www.slideshare.net/joabcosta/revoluo-francesa ...
  10.  1789
    1789 - A radicalização do programa de 1789 ea tentativa frustrada de sua realização marcaram o encerramento de uma etapa na história política européia ea abertura de uma nova fase. A república parlamentar francesa que se seguiu à Comuna afastou o povo e baseou-se numa ...

    Mostrar mais

    Entre Fundação Maurício Grabois - Páginas Web relacionadas
    www.grabois.org.br/portal/cdm/revista.int.php ...
  11. 1789 - A Comuna tinha pela frente, então, uma tarefa nacional e democrática, que é tarefa típica das revoluções burguesas. Ademais, outras tarefas burguesas contidas como promessa na Revolução de 1789 não tinham sido cumpridas. Exemplos mais importantes são a separação ...

    Mostrar mais

    Entre A Comuna dos Trabalhadores - Páginas Web relacionadas
    www.espacoacademico.com.br/002/02col_boito.htm
  12. 1789 - Ora, foram as revoluções burguesas (revoluções entendidas aqui de forma ampla, no sentido de transformações políticas e sociais profundas e irreversíveis) como a Inglesa de 1640-88 ou a Francesa de 1789 que derrubaram e transformaram a estrutura interna do ...

    Mostrar mais

    Entre 2007 Junho « As Vinhas da Ira - Páginas Web relacionadas
    asvinhasdaira.wordpress.com/2007/06/
  13. 1789 - Canotilho além de outros trabalhos desenvolveu o conceito ideal de constituição que inspirado na Declaração dos Direitos dos Homens e do Cidadão de 1789, no bojo das revoluções burguesas e seus ideários político-liberais, identificou os seguintes elementos ...

    Mostrar mais

    Entre Questões de Concursos Públicos - Q30567 - VUNESP - 2009 - TJ-MT - … - Páginas Web relacionadas
    www.questoesdeconcursos.com.br/questoes ...
  14. 1789 - Iluministas: corrente de pensamento (Filosofia das Luzes) que encarnou os ideais das revoluções burguesas, principalmente a Francesa, de 1789, que propugnava o império da razão, em substituição às crenças religiosas que haviam respaldado o absolutismo monárquico e ...

    Mostrar mais

    Entre DHnet - Direitos Humanos na Internet - Páginas Web relacionadas
    www.dhnet.org.br/direitos/sos/ecologia ...
  15. 1789 - Como resultado da Revolução Francesa, surge, então, a famosa Déclaration des Droits de l'Homme et du Citoyen, de 1789, que, sob a influência do discurso jurídico burguês, lançou as primeiras bases da idéia de "cidadão". A revolução burguesa pretendeu deixar ...

    Mostrar mais

    Entre Direitos humanos, cidadania e educação: do pós-segunda guerra à nova … - Páginas Web relacionadas
    br.vlex.com/vid/cidadania-pos-segunda-guerra ...
  16. 1789 - A nobreza da França, às vésperas da revolução burguesa de 1789, adotava o seguinte lema: “Aprés nous, le dêluge” (depois de nós, o dilúvio) . Esse lema não mudou muito com relação à burguesia de nossos dias. O escritor norte- americano F. Landberg traça um quadro ...

    Mostrar mais

    Entre konstantinov - Páginas Web relacionadas
    eumat.vilabol.uol.com.br/konstantinov.htm
  17. 1789 - O direito natural faz parte da construção histórica da formação ocidental, enquanto o jus positivismo fora imposto após a revolução burguesa de 1789, em prova disso até o direito natural fora positivado na declaração universal dos direitos dos homens. Esse ...

    Mostrar mais

    Entre Resenha crítica do capítulo VII da obra História da Filosofia do Direito | …
    www.investidura.com.br/biblioteca-juridica ...
  18. 1789 - Quanto mais se busca um ideal, mais distante ele parece estar de ser alcançado; na busca por Liberdade, Igualdade e Fraternidade a França revolucionaria de 1789 se afastou tanto destes três objetivos, que foi palco da mais violenta e sangrenta revolução burguesa ...

    Mostrar mais

    Entre HISTORIA VIRTUAL - Páginas Web relacionadas
    historiavirtu.blogspot.com/
  19. 1789 - Cópia dos parlamentos burgueses que derivaram da revolução burguesa de 1789, sofrendo acréscimos para adequar modernismos constitucionais à força bruta da dominação colonial na periferia capitalista, nos séculos 19 e 20, o legislativo nacional meramente ...

    Mostrar mais

    Entre Independencia Sul Americana » Blog Archive » Comuna de Paris para … - Páginas Web relacionadas
    independenciasulamericana.com.br/2009/03 ...
  20. 1789 - Na Assembléia dos Estados Gerais de 1789, girondinos e jacobinos debatiam os limites da pré-revolução burguesa que pôs fim ao regime dos nobres... Os congressistas defensores de pequenas alterações no modelo político-econômico francês, mas sem a perda da essência ...

    Mostrar mais

    Entre Um luminar da ciência - Páginas Web relacionadas
    www.olavodecarvalho.org/semana/050514globo.htm
  21. 1789 - Ora, se foi vontade do constituinte e do legislador proteger bens jurídicos relevantes, tais como o meio ambiente ea ordem econômica, contra agressões praticadas por entidades coletivas, não há como negar tal possibilidade ante argumentos de cunho individualista, que ...

    Mostrar mais

    Entre DJi - Conduta - Elementos da Conduta
    www.dji.com.br/penal/conduta.htm
  22. 1789 - Cada uma destas revoluções ampliou o alcance da transformação que a burguesia realizou até atingir um caráter universal com a revolução de 1789.
    Entre História - A revolução burguesa na Inglaterra - 7/09/2008 - Páginas Web relacionadas
    www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=8808
  23. 1789 - Em 1789, esse espírito culminou com a Revolução Francesa, que modificou o conceito de classe social e trouxe os burgueses ao poder, lançando as bases do movimento inconfidente, no Brasil. A Inconfidência Mineira se encontra intimamente relacionada ao novo ...

    Mostrar mais

    Entre arcadismo - Páginas Web relacionadas
    vivianedolago.net/arcadismobr.htm
  24. 1789 - A burguesia prussiana, escreveu Marx em A burguesia ea contra-revolução, não era , como a burguesia francesa de 1789, a classe que (...) encarnava toda sociedade moderna. Ela havia decaído ao nível de uma espécie de casta, tanto hostil à Coroa como ao povo ...

    Mostrar mais

    Entre D'ali e D'aqui: Maio 2009 - Páginas Web relacionadas
    daliedaqui.blogspot.com/2009_05_01_archive.html
  25. 17 Jun 1789 - A Revolução Burguesa Reunindo-se em separado, a 17 de junho de 1789, o Terceiro Estado se considera Assembléia Nacional. O Rei XVI, pretextando uma reforma na sala de reuniões, dispersou a Assembléia. Reuniram-se então os deputados do Terceiro Estado na ...

    Mostrar mais

    Entre Dicas » Revolução Francesa - Páginas Web relacionadas
    www.idealdicas.com/revolucao-francesa/
  26. 14 Jul 1789 - Dentre os capítulos das famosas Revoluções Burguesas certamente a Revolução Francesa merece destaque. Em 14 de julho de 1789 vivemos um marco divisor na história da cultura ocidental.
    Entre 14 de Julho: qual é a sua Bastilha?
    daniellsantana.blogspot.com/2009/07/14-de ...
  27. Ago 1789 - A opressão, tema tão discutido durante as revoluções burguesas e uma das questões abordadas na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, criada em agosto de 1789 se tornou uma das bases que justificam o levante dos animais da Granja do Solar contra seu ...

    Mostrar mais

    Entre O Olhar Cidadão - Páginas Web relacionadas
    oolharcidadao.wordpress.com/
  28. Ago 1789 - Depois disso, a agitação revolucionária espalhou-se por toda a França. O medo de que a revolução camponesa espalhe-se e atinja também as propriedades burguesas levou à extinção dos direitos feudais, em agosto de 1789.
    Entre Revolution News: 201006 - Páginas Web relacionadas
    noticiasdarevolucao.blogspot.com ...
  29. 4 Ago 1789 - A Tomada da Bastilha foi o marco inicial da Revolução. E o medo de que a revolução camponesa se alastrasse atingindo as propriedades burguesas, resultou na abolição dos direitos feudais, em 4 de agosto de 1789.
    Entre Etapas da Revolução - Revolução Francesa e Era Napoleônica - Páginas Web relacionadas
    www.colegioweb.com.br/historia/etapas-da-revolucao
  30. 26 Ago 1789 - Não viveu para ver a revolução burguesa para a qual, involuntariamente, tanto concorreu, dando-lhe não só o suporte de sua crítica ferina à sociedade de sua época, como também um breviário político, cujos princípios fundamentais terminaram incorporados á Declaração ...

    Mostrar mais

    Entre Senador Geraldo Mesquita Júnior - Páginas Web relacionadas
    www.senado.gov.br/senadores/senador ...
  31.  1791
    1791 - A situação em que foram colocadas as mulheres depois da revolução fez com que Olympe de Gouges publicasse, em 1791, a sua “Declaração dos direitos da mulher e da cidadã” - uma resposta feminina aos limites da revolução francesa que, como a inglesa e norte ...

    Mostrar mais

    Entre Condomínio Retiro das Pedras » O anti-feminismo na história - Páginas Web relacionadas
    blog.retirodaspedras.com.br/2007/03/12/o-anti ...
  32.  1792
    1792 - Considerei particularmente proveitosa sua exposição sobre o jornalismo,que aparece em 1792 e atinge seu auge durante a Revolução Francesa.quando os burgueses tomaram a Bastilha. Surgem então, em território francês, nada menos que 612 jornais! Interessante foi ...

    Mostrar mais

    Entre Cidade do Conhecimento - Comunidade Virtual do Educar - Páginas Web relacionadas
    www.cidade.usp.br/educar2002/modulo3/alunos ...
  33.  1793
    21 Jan 1793 - Em Kallias, ele buscara estabelecer um princípio objetivo para o belo eo gosto com e contra Kant; na correspondência com o Príncipe, Schiller — o citoyen français que chegara a pensar em escrever um mémoire em defesa de Luís XVI, cuja execução, a 21 de janeiro ...

    Mostrar mais

    Entre Schiller ea Cultura Estética [pp42] - Páginas Web relacionadas
    books.google.com/books?id=7AReIlyePg4C&pg=PA21 ...
  34.  1799
    1799 - A crise do Antigo Regime de Luís XVI e sua custosa corte; a reação feudal; a aliança entre burguesia e nobreza; a transformação dos Estados Gerais em Assembléia Nacional Constituinte; o assalto à fortaleza de Bastilha; a abolição da servidão; o confronto entre ...

    Mostrar mais

    Entre Background - Páginas Web relacionadas
    www.confrariadasideias.com.br/Background%20(RF ...
  35.  1804
    1804 - Através das guerras napoleônicas o poderio da Igreja é atacado em quase toda a Europa. O papa é transformado em refém da revolução burguesa. Em 1804, ocorre o memorável coroamento de Napoleão que retira das mãos do Papa Pio VII a coroa e declara a si próprio ...

    Mostrar mais

    Entre História - Leão XIII eo “cristianismo social” - 25/02/2008 - Páginas Web relacionadas
    www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=3693
  36.  1808
    1808 - O mesmo ocorreu com relação à análise sobre o caráter revolucionário do processo iniciado em 1808 na Espanha. Apesar de constantemente reconhecido, este aparece sempre acrescido do adjetivo "liberal", com a intenção de qualificá-lo como uma revolução limitada ...

    Mostrar mais

    Entre Revista de História - Revoluções de independência na América … - Páginas Web relacionadas
    www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid ...
  37.  1817
    1817 - O quadro ideológico – A Revolução de 1817, apesar dos fatores específicos apontados, não foi um acontecimento isolado. Ela se inspirou na corrente do pensamento iluminista e liberal, tal como acontecia, por esse mesmo tempo, com a luta pela independência na ...

    Mostrar mais

    Entre Revoluções em Portugal e tentativas de recolonizar o Brasil - Páginas Web relacionadas
    www.culturabrasil.org/revolucaodoporto.htm
  38.  1820
    24 Ago 1820 - Assim, o ideal liberal ganhou raízes nas camadas burguesas que começaram a conspirar ea organizar-se e no dia 24 de Agosto de 1820 a revolução veio para a rua. Mas, apesar do sucesso da Revolução Liberal, rápidamente se instalou a divisão política. Uns eram ...

    Mostrar mais

    Entre ESTÓRIAS DA HISTÓRIA - Páginas Web relacionadas
    ww1.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=11184 ...
  39.  1822
    1822 - No século XVIII, as contradições internas do modo de produção colonial, a crise do Antigo Regime na Europa (agravada pelas Revoluções Burguesas) ea tomada de consciência da elite colonial abriram perspectivas para a Independência, formalizada em 1822. Período Monárquico ...
    Entre Síntese da História do Brasil - Curso Objetivo - Páginas Web relacionadas
    www.curso-objetivo.br/vestibular ...
  40.  1824
    25 Mar 1824 - podiam votar não lhes sendo assegurado, A primeira Constituição Brasileira, outorgada após a independência em 25 de março de 1824, trouxe em seu texto a concepção moderna de direito de cidadania construída no escopo das revoluções burguesas do século XVIII, ao ...

    Mostrar mais

    Entre a_proteo_da_cidadania_no_mbito_da_constituio_de_1988
    www.scribd.com/doc/8215229 ...
  41.  1830
    29 Jul 1830 - O tema da obra é a insurrección burguesa que teve lugar nos dias 27, 28 e 29 de julho de 1830 (denominadas «as Três jornadas gloriosas»). É uma das revoluções burguesas, e mais concretamente a que pôs fim ao terror branco depois dos dezasseis anos de restaurada ...

    Mostrar mais

    Entre A Liberdade guiando ao povo - WikiLingue, a Wikipédia multiLingüe - Páginas Web relacionadas
    pt.wikilingue.com/es/A_Liberdade_guiando_ao_povo
  42.  1847
    1847 - EM 1847, a liga muda o nome para Liga dos Comunistas. Marx e Engels ficaram responsáveis por redigir o manifesto da liga. - O ambiente das revoluções burguesas propiciou uma oportunidade de divulgar as idéias socialistas.
    Entre SPINDEL.o Que é Socialismo - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/11319562/SPINDELo-Que-e ...
  43.  1848
    1848 - A classe operária, como ele cedo reconheceu, teria de seguir um caminho diferente. Portanto, as revoluções de 1848 surgiram e quebraram-se como uma grande onda, deixando pouco, exceto mito e promessa. Elas "deveriam ter sido" revoluções burguesas, mas a burguesia ...

    Mostrar mais

    Entre Eric Hobsbawn - A Era Do Capital - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/29174854/Eric-Hobsbawn-A ...
  44. 1848 - Ao longo do século XIX os levantes proletários só começaram a ganhar forma de revoluções a partir da Revolução de 1848. Ainda assim, estavam associadas à burguesia, isto é, revoluções proletárias sob a liderança de burgueses e/ou combinadas a revoluções burguesas.
    Entre PSTU | Moreno e os 80 anos do debate sobre a Revolução Permanente | …
    www.pstu.org.br/teoria_materia.asp?id=6448&ida=0
  45. 1848 - Durante as revoluções burguesas de 1848, um grupo de artistas começou a reunir no povo de Barbizon para seguir as ideias de Constable sobre a pintura eo naturalismo.
    Entre École de Barbizon - WikiLingue, a Wikipédia multiLingüe - Páginas Web relacionadas
    pt.wikilingue.com/gl/École_de_Barbizon
  46. 1848 - A importância das revoluções de 1848 para o marxismo, é que foram fundamentais para elaboração da teoria da revolução. Vários livros e textos foram elaborados por Marx e Engels de análise dessas revoluções como “A Luta de classes na França ” e “Revolução e ...

    Mostrar mais

    Entre Atividades - A revolução burguesa ea revolução de 1848 - 17/01/2009 - Páginas Web relacionadas
    www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat ...
  47. 1848 - As Revoluções de 1848 eo socialismo: rupturas da Revolução democrático-burguesa Enquanto o liberalismo ganhava terreno e as ideologias conservadoras a ele se opunham, o movimento democrático se desenvolvia paralelamente, com suas concepções de igualdade, soberania ...

    Mostrar mais

    Entre Manual do Candidato - História Geral - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/23740436/Manual-do ...
  48. 1848 - Quer o liberalismo Europeu, quer o liberalismo Americano consideram que as suas origens remontam ao Iluminismo, à Guerra de Independência Americana, aos elementos mais moderados da burguesia da Revolução Francesa e às Revoluções Europeias de 1848, que tiveram ...

    Mostrar mais

    Entre Utilização da palavra liberalismo | Movimento Liberal Social - Liberalismo …
    www.liberal-social.org/palavra-liberalismo
  49. 1848 - Ao longo do século XIX continuaram ocorrendo revoluções democrático-burguesas, como a alemã de 1848. Porém, a burguesia é cada vez menos revolucionária. Ela se atemoriza ante a mobilização popular e tenta mudar o caráter da sociedade e do estado por vias cada vez ...

    Mostrar mais

    Entre Blog do IZB » As Revoluções do Século XX
    blog.zequinhabarreto.org.br/2008/06/21/as ...
  50. 1848 - Nicolau I profetizou que, se nada fosse feito a respeito do 'rei burguês', revoluções grassariam pelo continente – mas, parariam diante da fronteira do Império. Em janmeiro de 1848, a profecia se cumpriu. Por ironia do destino, o próprio Luis Felipe foi o ...

    Mostrar mais

    Entre Grand Strategy Brazil - A maior comunidade brasileira de jogos de … - Páginas Web relacionadas
    www.gsbrazil.net/forum/lofiversion/index.php ...
  51. 1848 - Os programas do Iluminismo pareciam plenamente realizado ante os alhos da burguesia européia que, superando os sobressaltos das revoluções de 1848, consolidava o seu poder político fazendo com que a figura do Estado superasse definitivamente as Clans e Tribos ...

    Mostrar mais

    Entre Categorias Do Conhecimento - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/7393440/Categorias-Do ...
  52. 1848 - Porém, a ruptura do proletariado com a burguesia somente se deu — exceto na Grã Bretanha — a partir de 1848. O “sonho humano de um mundo igualitário, fraterno e livre” promovido pela burguesia durante o século XVIII, em meados do século XIX já havia se ...

    Mostrar mais

    Entre Allan de Aguiar Almeida: FRACASSO ESCOLAR - Páginas Web relacionadas
    www.allandeaguiar.com/2010/07/blog-post_2701.html
  53. Fev 1848 - [N149] As árvores da Liberdade foram plantadas nas ruas de Paris depois da vitória da revolução de Fevereiro de 1848. A plantação das árvores da liberdade — geralmente carvalhos e álamos — tornou-se uma tradição em França já no período da revolução burguesa ...

    Mostrar mais

    Entre III — Consequências do 13 de Junho de 1849 - Páginas Web relacionadas
    www.marxists.org/portugues/marx/1850/11 ...
  54. Mar 1848 - Esta revolução teve significativas repercussões no resto da Europa. Na Alemanha, a burguesia tentou tomar partido da revolução de Março de 1848 para unificar os estados alemães.
    Entre Revoluções de 1848 - Infopédia - Páginas Web relacionadas
    www.infopedia.pt/$revolucoes-de-1848
  55. Jun 1848 - De Flolle, Paul (1817-1860): oficial de marinha francês, partidário de Blanqui, participante activo nos acontecimentos de 15 de Maio e na insurreição de Junho de 1848 em Paris, deputado à Assembleia Legislativa (1850-1851). Desmoulins, Camille ...

    Mostrar mais

    Entre Índice de Nomes - Páginas Web relacionadas
    www.marxists.org/portugues/marx/1852/brumario ...
  56. 10 Dez 1848 - 2. De 25 de Junho a 10 de Dezembro de 1848. Ditadura dos republicanos burgueses puros. Elaboração da Constituição. Declaração do estado de sítio em Paris. Em 10 de Dezembro é posta de parte a ditadura burguesa com a eleição de Bonaparte para presidente.

    Mostrar mais

    Entre O 18 de Brumário de Louis Bonaparte - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/12752494/O-18-de-Brumario ...
  57.  1850
    1850 - Criada em 1850 por decreto do Bem-aventurado Pio IX. Seus membros eram recrutados entre a nobreza ea burguesia. Nas várias revoluções que conturbaram o Pontificado daquele grande Papa, a Guarda Palatina destacou-se, tomando armas na proteção da pessoa do Sumo ...

    Mostrar mais

    Entre O heróico pequeno exército do papado - Páginas Web relacionadas
    www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm ...
  58.  1851
    1851 - Foi entretanto com as revoluções burguesas do século XVIII que positivou-se "o princípio de Direito Natural de que 'todos são iguais perante a lei', fundamento da assistência judiciária pública, erigida como dever do Estado", o que levou a França, em 1851, a ...

    Mostrar mais

    Entre ® BuscaLegis.ccj.ufsc.br - Páginas Web relacionadas
    www.buscalegis.ufsc.br/revistas/index.php ...
  59.  1852
    1852 - Na realidade, Marx já tinha assinalado, no início de 1852, que a revolução proletária segue um curso difícil e tortuoso, muito diferente do característico das revoluções burguesas que "como as do século XVIII se precipitam vertiginosamente de êxito em êxito" [i].
    Entre Só há um futuro: A luta de classes! | Corrente Comunista Internacional - Páginas Web relacionadas
    pt.internationalism.org/ICConline/2010 ...
  60.  1871
    1871 - A Revolução Burguesa na Alemanha se deu a partir de um acordo entre a burguesia e um setor progressista da nobreza, temendo o nascente movimento operário e socialista, evitando ao máximo uma revolução com a participação das massas. A Comuna de Paris de 1871 ...

    Mostrar mais

    Entre DITADURA REVOLUCIONÁRIA E TERMIDOR - Páginas Web relacionadas
    recantodasletras.uol.com.br/ensaios/2142459
  61.  1880
    1880 - Andrés Bonifácio é um herói filipino que conduziu a luta anti-colonial contra os colonizadores espanhóis e pelos direitos fundamentais nos anos de 1880 (NT). Dê sua opinião sobre o artigo: Excelente.

    Mostrar mais

    Entre Acesso dos pobres à Justiça em uma sociedade e governo constitucional … - Páginas Web relacionadas
    jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=11695
  62.  1891
    1891 - Revoluções Burguesas O que é Socialismo Científico? Comente a trajetória da Associação Internacional Trabalhadores. Explique o que foi a Comuna de Paris. Comente a encíclica Rerum Novarum de 1891. Independência da América Relacione independência dos EUA ...

    Mostrar mais

    Entre História - Questionário - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/2980655/Historia-Questionario
  63.  1903
    1903 - Os debates de 1903-1905 sobre a estratégia da revolução permitiam a Lênin ter convicção de que a nova realidade histórica oferecia agora ao proletariado russo “(…) a tarefa de realizar a revolução democrático-burguesa ea revolução socialista” (25), sendo ...

    Mostrar mais

    Entre Fundação Maurício Grabois - Páginas Web relacionadas
    www.fmauriciograbois.org.br/portal/cdm/revista ...
  64.  1905
    1905 - Rosa Luxemburg, porém, não tem como (e nem pretende) fugir ao debate, onipresente na época, acerca das singularidades do Oriente insurgente. Na sua opinião, os eventos de 1905 só conservariam uma "semelhança formal de objetivos" com as revoluções burguesas da ...
    Entre Revista de História - O debate sobre a Revolução Russa de 1905 na … - Páginas Web relacionadas
    www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid ...
  65. 1905 - Na Europa Oriental e na Ásia a época das revoluções democrático-burguesas não fez mais do que começar em 1905. As revoluções na Rússia, na Pérsia, na Turquia, na China, as guerras nos Balcãs — eis a cadeia de acontecimentos mundiais da nossa época no nosso ...

    Mostrar mais

    Entre Lénine: Sobre o Direito das Nações à Autodeterminação - Páginas Web relacionadas
    www.marxists.org/portugues/lenin/1914/auto ...
  66. Out 1905 - Foi precisamente durante o intervalo transcorrido entre 9 de janeiro ea greve de outubro de 1905 que esses pontos de vista --- posteriormente conhecidos como a teoria da "Revolução Permanente" --- amadureceram na mente do autor. Esta expressão um tanto presunçosa ...

    Mostrar mais

    Entre Teoria da Revolução Permanente - Wikipédia, a enciclopédia livre - Páginas Web relacionadas
    pt.wikipedia.org/wiki ...
  67.  1910
    Out 1910 - Em Outubro de 1910 a revolução burguesa derrubou o regime monárquico em Portugal.
    Entre Jornal da ORL - A Revolução de 1910 em Portugal por Nikolai Efimov
    www.dorl.pcp.pt/index.php?option=com_content ...
  68.  1911
    1911 - Na China, a revolução democrática burguesa se iniciou em 1911 pondo fim ao sistema monárquico da dinastia Ching. Porém a revolução encabeçada pela burguesia, através do Kuomitang (Partido Nacionalista) , revelou logo suas limitações, o fim da monarquia deu lugar ...

    Mostrar mais

    Entre Democracia popular ea nova democracia - Parte 3 - Páginas Web relacionadas
    www.anovademocracia.com.br/index.php/index.php ...
  69.  1917
    1917 - Assim como a revolução russa foi o primeiro bastião da revolução internacional em 1917, o primeiro de uma série de levantes proletários internacionais, da mesma maneira sua degeneração em contra-revolução foi a expressão de um fenômeno internacional, o resultado do ...

    Mostrar mais

    Entre A degeneração da Revolução Russa | Corrente Comunista Internacional
    pt.internationalism.org/ICCOline/2008 ...
  70. 1917 - Na revolução russa de 1917, o “menchevique” e pseudo-marxista” Tseretelli teve a honra (a honra de um Cavaignac) de trair, por descuido, esse segredo das revoluções burguesas. No seu discurso "histórico" de 11 de Junho, Tseretelli teve a imprudência de anunciar ...

    Mostrar mais

    Entre O Estado ea Revolução - Cap IV Esclarecimentos Complementares de …
    textosmarxistas.blogs.sapo.pt/11450.html
  71. 1917 - Mas se as aparências do processo remete-nos ao passado de 70 anos, não é menos verdade, por isso, que os acontecimentos atuais se desenvolvem em condições completamente diversas daquelas ocorridas na Rússia pré-revolucionária de 1917. Hoje a luta de classes ...

    Mostrar mais

    Entre Um dezoito brumário na URSS? — Jornal Inverta - mídia marxista …
    inverta.org/jornal/edicao-impressa/0/pagina-9 ...
  72. 1917 - A CONSTITUIÇÃO DE 1917. “ A Revolução Mexicana não se amolda aos padrões conhecidos de classificação revolucionária: isto é "Revolução Burguesa" e " Revolução Socialista". Segundo alguns historiadores seria uma Revolução Populista, porque todos os ...

    Mostrar mais

    Entre Revolução Mexicana
    www.slideshare.net/Profdanisavedra/revoluo ...
  73. 1917 - se é pra sentir inveja de alguém, prefiro sentir inveja dos russos que fizeram duas revoluções simultaneamente: a burguesa ea socialista, de uma única vez, em 1917. E ainda mandaram o homem para o espaço antes da maior economia capitalista da época. Sem falar das russas…
    Entre Por que para os palestinos seria interessante ser cidadão de Israel « … - Páginas Web relacionadas
    blogs.estadao.com.br/gustavo-chacra/por-que ...
  74. 1917 - No outono de 1917, quase todo o país era um vasto campo de levantes camponeses. De 621 distritos da velha Rússia, 482, isto é, 77% estavam conflagrados pelo movimento. A luz do incêndio iluminava a sublevação nas cidades. Porém - podereis objetar - a guerra ...

    Mostrar mais

    Entre O Que Foi a Revolução de Outubro
    www.marxists.org/portugues/trotsky/1932/11/27.htm
  75. Fev 1917 - Assim se realizou a hegemonia (direção) do proletariado na luta comum pela derrubada do tsarísmo, hegemonia que levou à Revolução de Fevereiro de 1917 . As revoluções burguesas do Ocidente (Inglaterra, França, Alemanha, Áustria) seguiram, como se sabe, outro ...

    Mostrar mais

    Entre V — A questão camponesa - Páginas Web relacionadas
    www.marxists.org/portugues/stalin/1924 ...
  76. Fev 1917 - Eles representaram uma criação expontãnea do Povo Russo e de outros Povos irmãos (dentro do então império pós-czarista russo, democrático burguês), uma criação de um novo Estado, um Estado alternativo, um Estado em que imperava a Democracia Directa, um Estado a ...

    Mostrar mais

    Entre Trajetória de um Ícone da Esquerda Brasileira, João Capiberibe: Sua …
    historiadocapi.com.br/socialismo_seculo_21 ...
  77. 23 Fev 1917 - A burguesia estava desiludida com a incapacidade de czar e do seu governo. Em 23 de Fevereiro de 1917 iniciou-se a Revolução Burguesa, em S. Petesburgo. Esta revolução consistiu na formação de um governo provisório do czar Nicolau II.
    Entre Blog@qui | História Nove: As duas revoluções - Páginas Web relacionadas
    historia9.blogspot.com/2006/11/as-duas ...
  78. 27 Fev 1917 - (179) Na revolução democrático-burguesa de 27 de fevereiro de 1917 (dia 12 de março, pelo calendário atual), o "trabalho pesado" dos combates havia sido feito pelas massas populares - como, aliás, em todas as revoluções burguesas ocorridas desde o século ...

    Mostrar mais

    Entre ANOTAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA SOCIAL - Páginas Web relacionadas
    www.pge.sp.gov.br/centrodeestudos ...
  79. Mar 1917 - A revolução burguesa de março de 1917. Os soldados russos, agora do lado do povo , invadiram o palácio onde a Duma se reunia. Posteriormente, formaram dois comitês provisórios, um era o Soviete de Petrogrado, formado por trabalhadores e soldados. O outro era o ...

    Mostrar mais

    Entre Revolução Russa - O Ano Vermelho
    revolucaorussa1917.webs.com/oanovermelho.htm
  80. Mar 1917 - Acontece então, uma revolução burguesa que é chamada de Revolução Menchevique ( minoria). Ela vai ser dirigida por Kerensky. Isso acontece em março de 1917. Tudo que os burgueses prometeram (terras, comida, tirar a Rússia da guerra) não foi cumprido.
    Entre Revolução Russa - Páginas Web relacionadas
    www.mundovestibular.com.br/articles/6150/1 ...
  81. Out 1917 - [2] Nessa época se chamava social-democrata e depois da Revolução de Outubro de 1917, Lênin decide mudar “social-democrata” por “comunista” . O nome “social- democrata” tinha a ver com o fato de que o movimento operário era a ala esquerda das revoluções burguesas ...

    Mostrar mais

    Entre Primeira Conferência - Parte III | Liga Estratégia Revolucionária - Quarta …
    www.ler-qi.org/spip.php?article662
  82.  1918
    1918 - Para Trotsky, o fato de as massas conquistarem com sua luta apenas “as liberdades da democracia burguesa, (...) no terreno do Estado burguês” não seria de maneira nenhuma produto de uma “revolução democrática triunfante”, como etapa independente prévia à revolução ...

    Mostrar mais

    Entre CMI Brasil - Contraponto entre pensamento de Trotsky e concepções …
    www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/11 ...
  83.  1924
    1924 - Em 1924, sete anos após a fulgurante confirmação do prognóstico histórico da teoria da revolução permanente, os epígonos desencadearam contra ela uma furiosa campanha, destacando dos meus velhos escritos frases truncadas e réplicas polêmicas que eu mesmo já havia ...

    Mostrar mais

    Entre Revolucao Permanente - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/7353614/Revolucao-Permanente
  84.  1929
    1929 - As crises e os mecanismos anti-crise: a Crise de 1929 eo “New Deal”. A prosperidade no segundo pós-guerra. O “Welfare State” e sua crise. O Pós- Fordismo ea acumulação flexível. 2. Revoluções As revoluções burguesas. Processos de independência na América.

    Mostrar mais

    Entre Admissão À Carreira de Diplomata - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/7393328/Admissao-A-Carreira ...
  85.  1930
    1930 - A vitórias das revoluções burguesas não ocorreram na mesma época nos diversos países. A Revolução Burguesa na Rússia só ocorreu no início do século 20 ea brasileira em 1930. Após as revoluções burguesas, ainda permanecem resquícios de relações de produção pré ...

    Mostrar mais

    Entre Cultura, Tradição e Memória. A Juventude entre a Permanência ea …
    br.monografias.com/trabalhos914/cultura ...
  86. 1930 - Plutão foi descoberto em 1930. E, assim como não podemos dissociar Urano das revoluções burguesas do século XVIII e Netuno das organizações socialistas do século XIX, também não podemos deixar de associar Plutão ao surgimento do nazismo.
    Entre Nóvoa em Folha: TEXTOS ANTIGOS (MARIA HELENA) Archives - Páginas Web relacionadas
    www.novoaemfolha.com/textos-antigos-maria-helena/
  87. 1930 - A primeira experiência bonapartista no Brasil foi com Vargas, cujo governo corou a Revolução burguesa de 1930. Não obstante seu caráter classista, especificamente da classe burguesa, a era Vargas configurou-se num momento histórico muito específico da sociedade ...

    Mostrar mais

    Entre Mário Pedrosa - Wikipédia, a enciclopédia livre - Páginas Web relacionadas
    pt.wikipedia.org/wiki/Mário_Pedrosa
  88.  1932
    1932 - O antagonismo entre tenentismo e grupos conservadores era particularmente intenso em Minas, Rio Grande do Sul e São Paulo.(69) A Revolução de 1932, nesse contexto, constituiu uma tentativa da oligarquia paulista de recuperar a antiga hegemonia, numa reação ...

    Mostrar mais

    Entre Estado Novo, ideologia e propaganda política - Nélson Jahr Garcia - Páginas Web relacionadas
    www.ebooksbrasil.org/eLibris/estadonovo.html
  89.  1936
    1936 - As revoluções têm marcado a história. Revoluções burguesas, democráticas, sem socialismo, revoluções sociais como a de 1936 (em Espanha). Repensar as revoluções é o tema do Encontro deste ano, o qul tem estado a ser preparado em Espanha através de reuniões e ...

    Mostrar mais

    Entre Tribuna Socialista: debate à esquerda desde 1999.: Maio 2005
    militantesocialista.blogspot.com ...
  90.  1937
    1937 - Em 1937 Trotsky predisse isso: ''Se uma contra-revolução burguesa prosperasse na URSS, o novo governo, durante um período prolongado, teria que basear-se sobre a economia nacionalizada. Mas, o que tal um tipo de conflito temporário entre a economia eo estado ...

    Mostrar mais

    Entre … Soviéticos Contra os Ataques de Yeltsin - A Contra-Revolução Tr
    www.bolshevik.org/portugues/Yeltsin.html
  91.  1948
    1948 - Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e em direitos: essa noção atravessou duzentos e tantos anos e foi incorporada à Carta da ONU em 1948, mas não esteve livre de conflitos.

    Mostrar mais

    Entre SESSÃO SOLENE
    alerjln1.alerj.rj.gov.br/taqalerj2006.nsf ...
  92.  1959
    Jan 1959 - Os meios de comunicação do mundo burguês se levantam com uma força tremenda contra Cuba e especialmente contra a revolução socialista, que triunfara em primeiro de janeiro de 1959. Por que os corações bondosos das classes burguesas, representadas pela mídia se ...

    Mostrar mais

    Entre Cuba, mídia e ética! - Notícias / Artigos - Associação Cultural José Marti - … - Páginas Web relacionadas
    www.josemarti.com.br/portal.php?noticia&mostra&633
  93.  1964
    1964 - Esta tese, que já havia sido derrotada no seu país de origem, a Rússia. No Brasil, a duas revoluções burguesas ocorridas tiveram caráter conservardor, ou seja, a Revolução de trinta eo golpe de 1964, aliás extremamente vinculada ao imperialismo tão criticado pelo ...
    Entre Jornal Jurid | "A Cepal eo desenvolvimento economico da América Latina …
    jornal.jurid.com.br/materias/doutrina-geral ...
  94.  1966
    1966 - Em artigo complementar, "Ecletismo e Marxismo", redigido também em 1966, ele reafirma que "a falha capital das 'Teses' [em debate] é preferir o ecletismo e deixar de lado a concepção filosófica marxista. O ecletismo é a junção de tendências filosóficas ...

    Mostrar mais

    Entre Frei Betto - Batismo de Sangue - Páginas Web relacionadas
    www.scribd.com/doc/3198828/Frei-Betto-Batismo ...
  95.  1974
    1974 - Daí resultaram dois livros: Passagens da Antiguidade ao Feudalismo e Linhagens do Estado Absolutista, ambos de 1974, além de uma obra não concluída sobre as revoluções burguesas.
    Entre Perry Anderson - Wikipédia, a enciclopédia livre - Páginas Web relacionadas
    pt.wikipedia.org/wiki/Perry_Anderson
  96.  1975
    1975 - Ao contrário, nossa democracia é um instrumento polido por uma revolução de operários e camponeses que foi concretizada em 1975 com a independência de Angola.

    Mostrar mais

    Entre Democracia não é dar oportunidades a assassinos - Nelo de Crvalho - Páginas Web relacionadas
    www.club-k.net/index.php/opiniao/17-opiniao ...
  97.  1979
    1979 - Em relação ao imperialismo, o Irã consegue sua independência política com a revolução de 1979. Mas, a partir do momento em que a revolução é congelada nos marcos do capitalismo, quando a burguesia nada tem a oferecer, nem mesmo a realização de suas próprias ...

    Mostrar mais

    Entre … Marxista: Ira, 1979: uma Revolução Interrompida - Marcos Margarido - Páginas Web relacionadas
    orientacaomarxista.blogspot.com/2010/06/ira ...
  98.  1989
    1989 - Entre os "eminentes historiadores" em questão, ela cita François Furet – isto é, um intelectual que renegou todo o seu passado não somente de membro do Partido Comunista Francês como também de marxista e, mais em geral, de homem de esquerda ; e que, no contexto da ...

    Mostrar mais

    Entre Tempo - Apresentação - Páginas Web relacionadas
    www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413 ...
  99.  2009
    15 Set 2009 - 15 set 2009 Deixe um comentário. por GeoBet@ em REVOLUÇÕES BURGUESAS A revolução industrial, ao deslocar uma estrutura industrial de tipo artesanal, mais ou menos desenvolvida, conforme o país ea época, não atingiu todos os setores de uma só vez.

    Mostrar mais

    Entre *´`*♥* Bet@Históri@*´`*♥* - Páginas Web relacionadas
    betahistoria.wordpress.com/page/6/
  100.  2010
    20 Mai 2010 - Cláudio Correa Permalink Responder até Cláudio Correa em 20 maio 2010 at 18:19 Rodolfo, não fui eu quem postou os textos acima, não sou do CCI e não tenho nada a ver com essa gente. Sobre a revolução russa, também concordo com a tese de que a revolução dos ...

    Mostrar mais

    Entre O entrelaçamento entre revoluções burguesas e proletárias - Movimento … - Páginas Web relacionadas
    movaut.ning.com/xn/detail/3163418:Topic:8405 ...