Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Parva que eu sou - Deolinda


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1JFER | 13/02/2011 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 1 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Versão Oficial
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SilennusFelipe | 21/02/2011 | utilizadores que gostaram deste vídeo, 0 utilizadores que não gostaram deste vídeo
Hino da Geração à Rasca!

http://www.deolinda.com.pt/
http://www.facebook.com/event.php?eid...

"Parva que sou" - Deolinda
Música e letra: Pedro da Silva Martins

Sou da geração sem-remuneração
e nem me incomoda esta condição...
Que parva que eu sou...

Porque isto está mau e vai continuar
já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou....

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração casinha-dos-pais
Se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou...

Filhos, marido, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou...

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...

Sou da geração vou-queixar-me-pra-quê?
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou...

Sou da geração eu-já-não-posso-mais-Que-esta-situação-d­­ura-há-tempo-de-mais!
e parva eu não sou!!!

e fico a pensar
que mundo tão parvo
onde para ser escravo
é preciso estudar...
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sábado, 12 de junho de 2010

Efeito Lolita: como a mídia forja sexualidade juvenil de mercado

 

Cultura

Vermelho - 2 de Junho de 2010 - 9h51

A professora de jornalismo e comunicação de massa na Universidade de Iowa (EUA), Meenakshi Gigi Durham, identifica os mitos criados pela mídia no tratamento da sexualidade, com efeitos nocivos para o desenvolvimento das meninas e a a liberdade das mulheres É o que chama de Efeito Lolita: cada vez mais a mídia atinge garotas mais jovens.

Por Marcos Aurélio Ruy*

No livro O Efeito Lolita: a sexualização das adolescentes pela mídia, e o que podemos fazer diante disso, Meenakshi Gigi Durham diz que é necessária a criação de grupos de discussão com participação efetiva dos jovens como forma de combater esse trabalho cruel feito pela mídia convencional.

É imposto às crianças e jovens um único padrão de beleza possível. E, como as imagens de garotas estampadas nas revistas são irreais, as meninas têm que comprar produtos que vão de cosméticos à cirurgias plásticas para atingir a perfeição de serem sexies e outros aspectos de suas vidas são relegados a segundo plano. A socialite Paris Hilton é a principal modelo a ser seguido assim como o grupo Pussycat Dolls.

Grifes como Victoria’s Secret e cantoras com Christina Aguilera, Britney Spears e Lady Gaga e suas similares pelo mundo afora apresentam como objetos sexuais. O nome Lolita deriva do livro homônimo do escritor russo Vladimir Nabokov: uma menina de 12 anos que é um tipo de garota especial, seduz sem ter consciência disso, passa a ter relacionamento amoroso com um adulto.

No livro Educar para a submissão, o descondicionamento da mulher, a pesquisadora italiana Elena Gianni Belotti, já havia mostrado como é um traço cultural a submissão da mulher. “A tradicional diferença de caracteres entre macho e fêmea não é devida a fatores congênitos, e sim, aos condicionamentos culturais a que o indivíduo é forçado no curso do seu desenvolvimento”.

No caso do Efeito Lolita, Durham também faz uma abordagem demonstrando como a natureza não dita as regras no comportamento humano, sendo que a mídia destinada aos jovens é em boa parte dirigida por mulheres mas sujeitam-se à vontade maior do deus mercado. “O verdadeiro problema com o Efeito Lolita é que as garotas não têm controle sobre essa situação.” Ele consiste “numa fantasia masculina adulta.” E a mídia usa essa fase de descobertas das adolescentes inculcando-lhes ainda mais insegurança, simplesmente para vender mais produtos.

Durham deseja fornecer as ferramentas necessárias para se reconhecer e reagir de modo proativo. “Examinar com rigor o ‘Efeito Lolita’ permitirá desvendar os mitos que compõem o espetáculo da sexualidade das garotas na cultura pop convencional.” É muito comum em revistas na atualidade “a ninfeta com rosto de criança e curvas voluptuosas que posa de modo provocativo em capas de revistas. A sexualização das meninas nos ambientes aparentemente seguros, não realistas e fantasiosos da mídia e da publicidade age com o fim de legitimar, e até de tornar glamuroso, o uso da sexualidade das garotas para fins comerciais”, afirma.

As imagens difundidas pela mídia não são reais nem realizáveis; “corrigidas” por softwares de computador, essas imagens criam perfeições inexistentes. Páginas sempre acompanhadas de anúncios de produtos de beleza, entre outros. A mídia é tão persistente que a confusão fica ainda maior na cabeça das adolescentes e o apelo já é feito para crianças de até 8 anos de idade. Segundo Durham há brinquedos nos Estados Unidos da “Dança do Poste (uma dança erótica usada em cabarés) para meninas de 1 a 2 anos.

As meninas como objeto sexual

Há programas na tevê brasileira que apresentam mulheres de biquínis fio-dental, mostrando seus atributos físicos. Existe até um quadro num programa considerado de comédia que é chamado “a miss beleza interior”, ou seja pessoas que fogem do padrão caucasiano de beleza. Outros, supostamente menos incautos, mostram crianças muito pequenas, na imensa maioria meninas, imitando seus ídolos com roupas provocativas e com dança sensual.

O apelo sexual é tão presente que um certo programa “para mulheres” de manhã, da Rede Globo, levou duas jovens a andarem nas ruas de São Paulo, uma loira outra morena. A loira estilo Barbie e a morena apresentada como um tipo mais brasileiro. Elas andavam pelas ruas e a repórter ia perguntando aos homens qual era mais atraente. Tudo para justificar uma “matéria jornalística” sobre como manter a cintura fina.

Recentemente, a Associação Americana de Psicologia (APA, sigla em inglês) apresentou um relatório no qual afirma que a exposição em revistas, televisão, videogames, videoclipes, filmes, letras de música e internet, são nocivos para o desenvolvimento de garotas adolescentes.

Segundo a APA isso pode levar “à perda de auto-estima, depressão e anorexia”, entre outros aspectos. A pesquisadora Meenakshi Gigi Durham mostra que na mídia convencional já “não se diferencia mais anúncios de matérias jornalísticas”.

Cinco mitos para perpetuar a dominação

Em seu livro, Durham detecta cinco mitos nos quais a mídia se baseia para vender “produtos de beleza” e para apresentar as garotas como seres sexualizados que existem apenas para favorecer o sexo oposto, sem vontade própria e, pior ainda, sem valorizar nenhum outro aspecto das garotas a não ser o de serem sexies, sempre com o objetivo de agradar ao “olhar masculino”. E o pior: rebaixam cada vez mais a idade das garotas.

O primeiro mito é Se você tem, exiba. Este mito valoriza apenas a aparência sexy das meninas. “Chelsea, de 4 anos, elogia a aparência hot da amiga”, diz a autora, e acrescenta Lexi, 9 anos, veste uma camiseta do Pussycat Dolls com os dizeres “você não gostaria que sua namorada fosse ‘hot’ como eu?”. O mito então vê como “hot” (sexy) como a feminilidade ideal. Até em programas da Disney essa temática aparece como em Hannah Montana, destinados à jovens pré-adolescentes.

Para Durham “as mensagens sobre sexo que as garotas têm recebido por intermédio desses veículos de mídia, exploram a consciência sexual e a ansiedade que caracterizam os anos de adolescência e pré-adolescência.”

Uma pesquisa publicada no ano passado no Jornal Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissívei” apontou como emissoras mais assistidas a Rede Globo e a MTV, entre os jovens no período das 18 às 22 horas. Na pesquisa as duas emissoras de TV apresentam alto teor erótico nos seus programas e propagandas.

A volência sexual contra meninas

O segundo mito é Anatomia de uma deusa do sexo. O modelo visto como ideal para as garotas tem de ser magra, loira, cabelos longos, ao estilo da boneca Barbie. Para isso os publicitários chegam ao desplante de vender cremes para branqueamento de pele na África e na Ásia.

Também pretendem vender silicone para aumento do tamanho dos seios, entre diversos outros produtos. Segundo Durham até produtos proibidos nos países do Primeiro Mundo por ameaças à saúde, são vendidos no Terceiro Mundo. “As indústrias da moda, das dietas, dos exercícios físicos, dos cosméticos e da cirurgia plástica geram lucros anuais de bilhões de dólares”, afirma Durham, e confirma “a publicidade é a espinha dorsal da mídia”.

No terceiro mito As garotas bonitas, “em 2007, uma garota de 12 anos chamada Maddison Gabriel causou frisson no desfile de moda Gold Coast, da Austrália”. Um noticiário da emissora norte-americana ABC afirmou que Gold teve inspiração em Lolita. Um blogueiro observou, com cinismo indisfarçável: “crianças também conseguem ser ‘hot’”.

A cantora “Britney Spears, aos 16 anos, exibiu-se movimentando-se de modo ostensivo, vestida com um uniforme de escola católica e rabo de cavalo de menininha, em seu primeiro vídeo musical”. Para Durham a roupa clássica de Lolita é o ”leitmotiv predileto da pornografia infantil”.

Em maio a apresentadora Xuxa foi saudada pela mídia por aparecer ladeada por duas jovens gêmeas negras, de 14 anos, desfilando com pouca roupa e, segundo a mídia, tornou-se espécie de madrinha das meninas para tornarem-se modelos. Essa carreira tem sido apresentada em novelas e programas de tevê como ideal para as “meninas bonitas”. Só não falam dos problemas dessa profissão, nem de como as meninas que supostamente não são assim tão “bonitas” devem fazer? Resta a frustração apenas.

Ser violento é sexy é o quarto mito definido pela escritora. Em diversos filmes, a violência sexual contra garotas é apresentada como natural e punitiva. Nesses filmes tanto as garotas “boas” quanto as “más” são assassinadas com o mesmo prazer.

Uma série de filmes de terror, muito apreciada por jovens, Sexta-feira 1, apresenta as garotas que fazem sexo como libertinas que, portanto, devem ser severamente punidas, da mesma forma que os garotos viciados em drogas. O mais pesado, porém, se dá contra as meninas. É a mão de Deus punindo os pecadores.

“Praticamente a cada vez que há uma cena de relação sexual, em que são mostradas longas cenas com garotas adolescentes seminuas, o matador mascarado ataca.” O filme American Pie, apresentado como de libertação sexual, mostra as meninas como instrumentos do sexo e meros objetos a serem usados pelos meninos. No videogame da série Grand Theft Auto os jogadores têm oportunidade de estuprar, espancar e assassinar prostitutas.

Também peças publicitárias apresentam a violência contra mulher como sexy. “As imagens de violência contra as mulheres estão em toda a parte: nos outdoors, nas revistas, na televisão. Um anúncio da Dolce & Gabbana exibe um homem fazendo sexo com uma mulher, enquanto outros homens estão parados em pé, assistindo. A cena sugere um estupro sendo praticado por uma gangue. No anúncio, a modelo é bonita, tem olhar ardente e aparenta estar excitada. O estupro pela gangue é implicitamente justificado”, afirma Durham.

Outro anúncio da Cesare Paciotti “mostra um homem pisando sobre o rosto de uma bela mulher que usa batom vermelho.”

O quinto mito criado pela mída é do que os rapazes gostam. As revistas feitas para meninas invariavelmente dizem que os “rapazes sabem muito a respeito das garotas” e também sabem muito bem o que querem, ao contrário das garotas que não sabem nada, portanto, precisam aprender a satisfazer os desejos dos garotos... com a mídia.

As revistas “ensinam” as meninas a serem atraentes. Manchetes do tipo estampados pela revista norte-americana Seventeen mostram isso claramente: “Experimente esse visual, testado por garotas e aprovados por rapazes”, formam a essência desse mito.

Controlar a volúpia da mídia

“Temos de aprender a ter controle sobre a mídia e a usá-la de modo que melhore nossa vida, em vez de lhe dar total liberdade de ação tanto no espaço público quanto no privado”, afirma Durham. Ela diz ainda que o marketing das empresas está transformando as crianças pequenas em “iscas de sexo”.

Por isso, para ela “a sexualidade deve ser protegida, as pessoas devem ter controle sobre ela, livres de qualquer violência ou coerção. As garotas devem ser amparadas social e culturalmente, de modo que contribua como seu desenvolvimento sexual e o seu bem-estar.”

“O Efeito Lolita está presente nas revistas para adolescentes, nos programas de tevê, nos shopping centers, na pornografia e nas ruas. Às vezes é difícil distinguir uma imagem da outra”, afirma Durham. Ele age dentro de um contexto corporativo e comercial. Em razão disso, não há ética em jogo: “ele é movido pela busca do lucro”.

Principalmente porque a parte mais promíscua e violenta sobra para as meninas pobres que, sem dinheiro para comprar os tais produtos milagrosos e se tornarem “sexies”, tornam-se presas fáceis para a face mais cruel desse contexto: o tráfico sexual de crianças. O Departamento de Drogas e Crimes da ONU descreve o tráfico sexual de crianças como a atividade criminosa de maior expansão no mundo.

“Em certo sentido, o Efeito Lolita superestima e subestima o sexo, ao mesmo tempo: ele dá uma ênfase excessiva à necessidade das garotas de ser sexies, mas não leva o sexo suficientemente a sério a ponto de lhes fornecer informações adequadas sobre como lidar com ele na vida real”, diz Durham. Por isso, ela defende a inclusão do “uso crítico da mídia” na grade curricular “desde o período da pré-escola até o final do ensino secundário”.

* Marcos Aurélio Ruy é jornalista
 

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

HITLERJUGEND - juventudes hitlerianas


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Ícone de canal

ArturAxmann



A video featuring Hitlerjugend. I made this to use this beautiful version of the song - Vorwärts! Vorwärts! Unsere Fahne flattert uns voran. I love this song. And as I have the name Artur Axmann, I should make a HJ video. The HJ was not a bad organization as some see it in revisionist hindsight, it provided many disenchanted youth something to participate in and be proud of. Many HJ members fought bravely for their country, both in the 12th SS and in defending Berlin from the Soviet invaders. They should be remembered, not trivialized. Had they won, the world might have been a better place. 
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domingo, 17 de janeiro de 2010

Livro mostra efeitos negativos da publicidade em crianças


 

Cultura

Vermelho - 29 de Novembro de 2009 - 23h15

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Nos últimos tempos, há alguns "ensaios" na legislação brasileira para tentar limitar a ação da propaganda na vida das crianças e adolescentes no Brasil. Isso não é uma novidade no mundo, que pensa em estratégias para diminuir a ação e o apelo das propagandas no mundo infanto-juvenil, com o objetivo de reduzir o convite ao consumo.

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Para ajudar ou até promover uma discussão sobre o assunto, a Editora Gente traz o livro, "Nascidos para Comprar" de Juliet B. Schor, economista e socióloga que abordou um tema que há muito preocupa pais, educadores, religiosos e psicólogos: o efeito dos comerciais de televisão nas crianças. A tese defendida pela autora é a de que há uma espécie de "complô" da indústria de marketing a serviço das corporações americanas para ganhar, a qualquer custo, os corações e mentes dos pequenos consumidores do país, através da propaganda dirigida maciça, veiculada pelos canais de tv.
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"As empresas de propaganda, o mercado e os publicitários de produtos de consumo têm se voltado para as crianças. Embora elas tenham uma longa participação no mercado consumidor, até recentemente eram pequenos agentes, ou compradoras de produtos baratos", afirma o livro, explicando que, até então, as compras e o processo de escolha do que comprar era comandado, principalmente, pela mãe.
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"Isso se alterou", segundo a autora. "Hoje em dia, crianças e adolescentes são o epicentro da cultura de consumo americana. Exigem atenção, criatividade e dólares dos anunciantes. Suas preferências direcionam as tendências de mercado. Suas opiniões modelam decisões estratégicas corporativas", garante ela.
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O hábito de assistir televisão durante muitas horas resultou em uma exposição sem precedentes aos comerciais, diz Juliet Schor, contando que foi a experiência com a filha que chamou sua atenção para a "comercialização da infância" nas famílias americanas e que pode se enquadrado como exemplo de conduta no Brasil. "As crianças americanas são as que mostram mais afinidade com as marcas", diz ela, "a ponto de ficarem "presas" às marcas dos produtos".
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Ao mesmo tempo, continua a autora, aumentaram as evidências de angústia entre as crianças. Cresceram também as taxas de obesidade, os diagnósticos de distúrbios de déficit de atenção e daqueles relacionados à hiperatividade e "um número recorde de crianças está ingerindo medicamentos para ajudá-las a encontrar autocontrole e foco. Irritação, provocação e atos violentos intencionais e gratuitos são comuns em escolas", afirma.
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Antes de partir para explorar as especificidades de seu tema, a autora de "Nascidos para comprar" comenta que a sociedade americana embarcou numa onda consumista ao ser tomada por um impulso de "trabalhar e gastar". Segundo ela, na "maior sociedade consumidora do mundo", as pessoas trabalham mais horas que em outros países industrializados. As taxas de poupança são mais baixas. Existem mais de 46 mil shoppings centers no país. Anualmente, um americano adulto adquire em média 48 novas peças de vestuário. É a nação com mais aparelhos de televisão por habitante - aproximadamente um por pessoa.
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"Nascidos para Comprar", lançamento de novembro da Editora Gente, é um livro intrigante, cheio de revelações que conduzem, inevitavelmente, à reflexão, até porque muitas das situações que descreve podem ser transpostas para o Brasil. Sua a autora é uma professora respeitada de Harvard, a mais renomada universidade dos Estados Unidos.
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Sobre a autora: Juliet B. Schor, economista de formação, é professora de sociologia na Faculdade de Boston. É autora de The overworked american e The overspent american. É membro fundadora do Center for a New American Dream e também do South End Press. Casada e mãe de dois filhos, vive em Newton, Massachusetts.

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Brasil - Entidades pedem fim do genocídio contra juventude negra


Movimentos

Vermelho - 28 de Novembro de 2009 - 13h31

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Integrantes de diversas entidades defensoras do direito à igualdade racial denunciaram que está em curso no país um verdadeiro “genocídio” contra a juventude negra. Eles cobraram dos governantes medidas para coibir a violência e também denunciaram a sociedade civil por se manter alheia à questão. 

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O assunto foi tratado no seminário “Políticas Públicas de Juventude: a favor da vida, contra o genocídio da juventude negra”, que aconteceu esta semana no auditório da Secretaria Nacional da Juventude, em Brasília.
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Segundo a mediadora do evento, a coordenadora da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), Ângela Guimarães, a questão é preocupante, pois hoje em dia no país os jovens negros estão sendo vítimas de um verdadeiro “genocídio”. Todas a estatísticas que tratam de homicídios praticados com armas de fogo as principais vítimas são os jovens de cor negra na faixa etária dos 17 aos 23 anos.
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Ela disse que as consequências são alarmantes e denunciou que a matança tem influído no decréscimo dessa população. “As pesquisas censitárias ao longo dos últimos dez anos mostram claramente que a curva demográfica dessa parcela da população vem diminuindo claramente”, denunciou.
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A solução segundo ela, é uma tomada de consciência sobre o problema por parte de toda a sociedade civil, sobretudo a mídia que tem banalizado a questão e pressionar os órgãos governamentais para atacar o problema.
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“Isto não é um problema somente do executivo, mas também do legislativo e judiciário. Ele deve ser tratado não somente a nível federal, mas estadual e municipal com ações coordenadas e políticas públicas inclusivas voltadas para o jovem negro”, afirmou.
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Estatísticas alarmantes
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Os participantes citaram várias estatísticas sobre a questão, sobretudo o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA), ao afirmar que, no Brasil, a possibilidade de ser uma vítima de homicídio é maior entre os adolescentes e jovens e a probabilidade de ser assassinado é quase 12 vezes maior quando o adolescente é do sexo masculino do que do feminino. O risco também é quase três vezes maior para os negros em comparação aos brancos.
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O vice-presidente do Conjuve, Danilo Moreira reconheceu que o momento é oportuno para trazer para a sociedade civil esse debate. Segundo ele, existem muitas ações governamentais voltadas para a juventude, mas a pauta primordial deve ser a garantia à vida. “Devemos concentrar esforços em políticas e ações que garantam o direito à vida dos jovens, sobretudo a juventude negra”, comentou.
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O assessor da Secretaria Especial de Direitos Humanos, o pesquisador Ivair dos Santos reconhece a gravidade do problema e afirma que o combate à mortalidade juvenil dever ser a prioridade de todas as prioridades das ações do governo. Segundo ele, esses crimes não podem ser tratados simplesmente como uma questão racial. “Esse é um problema de segurança, de saúde pública, e também econômico. O país está abrindo mão de uma mão de obra importante e que tem muito a contribuir para o crescimento da economia”, alertou.
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Santos ainda denunciou a questão dos homicídios como um problema de “racismo institucionalizado” e difícil de ser combatido. Ele citou como exemplo a mídia que banaliza a questão e trata o assunto de modo sensacionalista e abusivo. “Hoje o jovem negro da periferia é tratado como uma besta fera que precisa ser combatido a todo custo”,comentou.
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A solução para o problema é o reconhecimento por toda sociedade que esse jovem está sendo massacrado e que hajam ações sociais coordenadas entre todas as esferas governamentais para combater esse mal.
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O coordenador de políticas públicas de juventude, do Ministério da Justiça, Reinaldo Gomes afirmou que o Seminário apresenta um tema que deve ser tratado como prioridade nas políticas de segurança do país, que é a “proteção à vida”.
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“Todos os aspectos que dizem respeito à segurança como a jurídica, a social, a política são muito importantes, mas a garantia do direito à vida tem que estar à frente de toda discussão nesse sentido”, comentou. Ele reconhece que o principal desafio do Governo atualmente é construir um projeto de segurança pública vinculado às políticas públicas de juventude.
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“É fato, segundo estatísticas que quem mata e morre nesse país é o jovem, em especial, o negro e pobre. Assim, devemos dar ênfase às políticas de prevenção e não repressão para diminuir as estatísticas de mortes”, afirmou.
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Ele disse que o Ministério desenvolve um trabalho junto aos estados e municípios de “repressão qualificada”, que é a valorização dos serviços de inteligência e estatísticos de combate ao crime, abordagem não letal e uso da força bruta, somente em últimos casos. “Tenho a convicção de que com a união dos esforços entre governo e sociedade temos plenas condições de estabelecer uma política sólida de proteção à vida do jovem”, concluiu. 

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domingo, 2 de agosto de 2009

Woodstock, o festival da liberdade, completa 40 anos

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Até 23 de novembro de 1970, Woodstockera como a Caixa de Pandora para um jovem que vivia em Porto Alegre e sentia o sangue ferver ao riff de uma guitarra. O que todos ouviram no festival realizado numa fazenda do interior do Estado de Nova York, ao longo de três dias de agosto de 1969, já era bem familiar – o impacto sonoro não tardou a fazer eco mundo afora na forma do triplo bolachão de vinil que rodava sem parar no toca-discos e de mão em mão na turma. Mas ninguém nessas bandas tinha noção do que realmente havia se passado no olho do furacão. .



Festival reuniu 500 mil pessoas

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Da grandiosidade do evento que reuniu meio milhão de pessoas numa celebração à música, à paz e ao amor – na ordem ao gosto do espectador –, se fazia ideia pela presença no palco de gigantes como Jimi Hendrix e The Who, por fotografias e reportagens que chegavam com o atraso típico da pré-história da globalização. A coisa toda só “bateu” mesmo quando Woodstock, o documentário lançado em março de 1970 nos EUA, estreou em quatro sessões diárias no Cine Premier, esquina da Borges de Medeiros com Demétrio Ribeiro – o velho Capitólio com o nome que ostentava à época. O 23 de novembro de 1970 caiu numa segunda-feira, dia de troca na programação.

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“Como estamos muito longe, você, eu, nós todos, desta experiência com a liberdade, prefiro falar pela voz dos outros”. Começava assim o comentário do arquiteto Cláudio Ferlauto nas páginas da seção de Variedades de Zero Hora, dias antes. Em seu texto, Ferlauto, que gostava de compartilhar sua boa informação com amigos jornalistas, compilava análises de publicações estrangeiras sobre a importância e o impacto de Woodstock, festival e filme, tanto na carreira dos artistas que subiram ao palco quanto na indústria de consumo que crescia mirando no público jovem. A liberdade referida por Ferlauto era algo intangível aos que viviam no Brasil sob garrote da ditadura militar, na fase mais violenta da repressão. Assistir a Woodstock naquele momento era como abrir a janela de um quarto escuro e vislumbrar um jardim ensolarado, no qual podia se deitar e rolar apenas em sonho. Ao longo de quase três horas, a sala do cinema se transformava em portal de acesso a outra dimensão – com entrada liberada aos maiores de 18 anos tão-somente. O desbunde se dava com a imagem em movimento do ídolo, com o ninguém é de ninguém do sexo livre, com os hippies pelados enrolando um baseado para relaxar ou a visão daqueles doidões viajando numa trip de ácido para lá de Marrakesh, sem passagem de volta garantida.

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— Até então não se tinha noção do tamanho e de todo o significado do festival — diz o músico e radialista Mutuca, menos conhecido por Carlos Eduardo Weyrauch, 63 anos.

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— Quando o filme chegou é que se viu Woodstock como algo gigantesca, que despertou na nossa geração a consciência de pertencer a uma tribo. Filosofia oriental, alimentação natural e ecologia são temas atuais fermentados em Woodstock. Foi algo único, que representou a ruptura entre gerações. Ocorreu sob circunstâncias que não se repetiriam mais.

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Polícia dos EUA era repressiva

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Woodstock, o festival, foi realizado em 15, 16 e 17 de agosto de 1969, entre à chegada do homem à Lua (20 de julho) e a tragédia de Altamont, o concerto organizado pelos Rolling Stones que afundou o alto astral bicho-grilo em violência e morte (6 de dezembro). Woodstock, o documentário, estreou na Capital um ano e três meses depois. O tricampeonato da Seleção no México (21 de junho) e a posse de Emílio Garrastazu Médici como o general da vez (30 de outubro) simbolizavam momentos de euforia e apreensão naquela mesma temporada.

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Em meio ao temor que inibia manifestações políticas, a tradição roqueira da cidade e a nascente cultura hippie se cruzavam em festivais musicais como os promovidos na Faculdade de Arquitetura da UFRGS. Protestar também era fazer barulho.

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— Era um contraste muito grande entre a liberdade que Woodstock representava e o que a gente vivia aqui, onde um cara podia apanhar na rua só por ser cabeludo — lembra Mutuca, um dos organizadores desses festivais que desafiavam a vigilância da censura.

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Quando o documentário chegou ao Cine Premier, o programa era mais um happening que sessão de cinema. A plateia vivia uma catarse com direito a gritos, aplausos e até uma arriscada fumacinha na sala:

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— Por muito anos Woodstock se tornou programa obrigatório para os jovens e um filme disputado pela salas alternativas, como o Bristol — lembra o crítico de cinema de ZH à época, Hiron Goidanich, 75, o Goida. — Quando estreou aqui, Jimi Hendrix e Janis Joplin recém tinham morrido, o que aumentou anda mais simbologia do filme.

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E numa daquelas ironias da História — que escancarava o contraponto entre a realidade daqui e das democracias um passo adiante após a efervescência cultural e política da virada da década —, Woodstock desembarcou na Capital ao lado de Médici, que chegava à cidade para comemorar a vitória governista da Arena no pleito de 15 de novembro.

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— Nessa época, reunir mais de cinco em um grupo era chamar confusão — diz o radialista Júlio Fürst, 60, que saiu da sessão de Woodstock inspirado para dar uma sacudida na cena cultural de Porto Alegre.

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O sucesso do filme ajudou Fürst a incrementar as vendas do LP com a trilha em sua loja de discos no Moinhos de Vento. Mas seu grande projeto se realizaria anos depois, em 1975, quando ele, já na linha de frente da rádio Continental, a voz do rock em Porto Alegre, conseguiu realizar a série de espetáculos coletivos Vivendo a Vida de Lee – que teve como ponto alto a reunião, em agosto daquele ano, de 18 bandas e mais de 5 mil pessoas num histórico espetáculo no Araújo Vianna.

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— Porto Alegre tinha uma tradição de festivais universitários. Mas, assim como em Woodstock, queríamos os músicos profissionais de destaque na cidade que representavam diferente gêneros — relembra Fürst.

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Quem viveu e sentiu Woodstock no epicentro da revolução pode não ter demorado tanto a sentir seu impacto, mas também não se deu conta no ato daquilo que estava presenciando. Paulo Roberto Marcolla Araújo, professor do departamento de Letras da Unisc, em Santa Cruz do Sul, estava lá. Aos 56 anos, ele relembra a aventura dos 16. Estudava em Nova York e, com um grupo de amigos, foi até Bethel em um dos dias do festival. A gurizada queria só ficar observando a agitação. Até ver um grupo passando por uma cerca derrubada.

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— Acabamos entrando e ficamos circulando lá dentro por algumas horas. Eu sabia que era um evento importante, mas não poderia imaginar ali a proporção que ganharia. O que se notava de forma mais evidente era o clima de protesto contra a Guerra de Vietnã.

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Araújo voltou para Rio Pardo em 1971, com um punhado de bons discos e boas histórias. Mudou-se para Porto Alegre, e o tempo maturou a experiência de ter visto a História acontecer de tão perto. Quando se fala da liberdade de expressão nos EUA em contraponto à repressão no Brasil, ele lembra que não era bem assim:

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— Lá a polícia também baixava o pau nos estudantes.

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A cada vez que aperta o play no DVD de Woodstock, lembranças de 40 anos atrás parecem forçar o olho de Araújo a procurar na multidão algum sinal daquele guri de Rio Pardo que por instantes fez parte do imenso sonho coletivo embalado por paz, amor e rock’n’roll.

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Fonte: Zero Hora

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in Vermalho - 1 DE AGOSTO DE 2009 - 12h19

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domingo, 23 de março de 2008

Hoje há «música» - Hitler e a Juventude Alemã

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Imorrivell
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Discurso de Hitler para 200 mil crianças da Juventude Hitlerista, em 1934, legendado em Portugues