Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Portugal - Filmes portugueses com pouca assistência

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Correio da Manhã - 15 Agosto 2009 - 00h30
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Primeiros meses de 2009

Cinema nacional quase sem espectadores

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As pessoas que vão ao cinema ver filme portugueses representam menos de três por cento do total de público que frequenta as salas nacionais.

O valor, que se refere aos primeiros sete meses de 2009, representa 261 554 bilhetes vendidos. Algo que contrasta com os perto de nove milhões de espectadores que foram ao cinema, segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual.

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No seu conjunto, os filmes de produção nacional renderam 1,129 milhões de euros entre Janeiro e Julho, o que é apenas 2,77 por cento do total. As receitas brutas das salas de cinema atingiram 40,815 milhões de euros nesse período.

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R.P.V.

sábado, 18 de julho de 2009

Era digital transforma bibliotecas

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* Monnie Nilsson

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Em um mundo que cada vez mais troca o papel pelos pixels, as bibliotecas estão se recriando.

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» Bibliotecas entram na era do iPod


» Unesco lança biblioteca mundial digital na internet


» Biblioteca digital traz grandes obras europeias à web

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Estão se transformando em centros comunitários e em bancos de empregos. Começam a realizar empréstimos de publicações por via eletrônica, e estão divulgando seus serviços de uma maneira que representa um desafio às livrarias comerciais, as quais agora precisarão encontrar maneiras novas de manter a competitividade. E estão até mesmo oferecendo aos visitantes a oportunidade de entrar só para jogar videogames.

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Embora a reputação que as bibliotecas continuam a manter como centrais de conhecimento característico da era do livro continue intacta, existem modelos mais novos - modelos que giram em torno de uma experiência mais próxima ao mundo do consumo - que começam a ganhar espaço no mundo da biblioteconomia.

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Da mesma maneira que algumas empresas incorporaram a suas operações uma abordagem mais colaborativa, integrando sugestões de funcionários e pedidos de clientes, as bibliotecas também evoluíram de acordo com as influências práticas que recebem. Incorporando novos recursos tecnológicos, elas estão transformando o fluxo de informações que se desenvolve entre a instituição e os usuários em uma via de duas mãos. O serviço que prestam se tornou mais interativo e ganhou um foco muito mais variado do que costumava acontecer no passado.

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Algumas dessas ofertas podem ser motivo de surpresa e outras não, mas de qualquer maneira gostaríamos de convidá-lo para verificar por si mesmo o que está acontecendo nesse setor.

Serviços de download


Qual é a novidade: a biblioteca local "digital".

De que se trata: Recursos e serviços de biblioteca disponíveis online, e acessíveis a qualquer usuário por meio de um cartão de biblioteca.

Quem estaria interessado: As pessoas que desejem obter materiais e/ou recursos de uma biblioteca sem precisar sair de casa.

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Onde se pode encontrar: A maioria das bibliotecas oferece muitos elementos de serviço digital. Consulte a sua biblioteca local para se informar melhor.

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Na maioria dos casos, só são necessários uma conexão de internet e um cartão de biblioteca válido.

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Caso você deseje ler um livro, pode baixá-lo e lê-lo em seu computador. Se preferir um audiobook, não há problema. Pode baixar um título digital em formato WMA ou MP3, ou carregar arquivos de áudio para um CD. Para quem desejar assistir a um filme, downloads também são possíveis. Algumas bibliotecas permitem até mesmo o download de certos arquivos de música.

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Esses downloads digitais expiram automaticamente (e avisam o usuário de que deve eliminar os arquivos em sua máquina para evitar o pagamento de multas por atraso na devolução).

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Recursos de negócios

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Qual é a novidade: Apoio e informações para empresas.

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De que se trata: Acesso a ferramentas de pesquisa de negócios de alto nível e a materiais especializados de referência para empresas.

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Quem estaria interessado: Todos aqueles que estiverem se preparando para abrir uma empresa, ou que estejam tentando promover o crescimento de suas companhias; também, pessoas interessadas em pesquisas de negócios.

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Onde se pode encontrar: A maior parte das grandes bibliotecas municipais e das bibliotecas centrais de distritos oferecem acesso a muitos bancos de dados de negócios. Muitas bibliotecas de menor porte e filiais de grandes bibliotecas oferecem o mesmo tipo de serviço. Verifique se estão disponíveis na biblioteca mais próxima de sua localização.

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Detalhes: Por exemplo, a Biblioteca Pública de Denver oferece o BizBoost, um serviço de assistência para a pesquisa de soluções de negócios. Os especialistas em materiais de referência empresariais que trabalham para o serviço podem ajudar a responder questões de negócios ou demonstrar de que maneira um usuário pode empregar os poderosos bancos de dados de negócios disponíveis, a exemplo do ReferenceUSA - o qual permite que os usuários descubram, por exemplo, o número de consultores publicitários que trabalham de escritórios caseiros em um determinado código postal, ou quantas empresas de varejo estão localizadas em uma determinada área geográfica e têm, ao mesmo tempo, 10 ou menos funcionários, um endereço de e-mail e pelo menos uma executiva mulher.

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O BusinessDecision é outro pacote de banco de dados de alta qualidade, capaz de executar análises sofisticadas como a identificação de padrões de consumo em base domiciliar, selecionar uma combinação de táticas de marketing, analisar concorrentes e descobrir como direcionar campanhas de mala direta. Esses e outros bancos de dados podem ser utilizados por acesso remoto de qualquer computador instalado na biblioteca, por usuários que disponham de cartões de biblioteca válidos.

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Verifique o site de sua biblioteca local para descobrir que recursos estão disponíveis em sua área, ou use seu acesso para utilizar os serviços mencionados acima.

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Compras gratuitas

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Qual é a novidade: O novo modelo de biblioteca "de varejo" ou "livraria".

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De que se trata: Uma biblioteca cuja disposição física, estoque e serviços se assemelham aos oferecidos por uma livraria.

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Quem estaria interessado: As pessoas que gostam de best sellers e de livros de lançamento recente, aquelas que apreciam a atmosfera de uma boa livraria ou aquelas que acreditam que a combinação entre livros e café é deliciosa.

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Onde se pode encontrar: Muitos distritos de bibliotecas em grandes áreas metropolitanas e serviços de bibliotecas municipais que foram projetados de acordo com esse modelo.

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Detalhes: Muitas vezes localizadas em ou perto de grandes centros de varejo, as bibliotecas construídas no "modelo livraria" contam com forte acervo de livros, discos e DVDs novos. Nessas bibliotecas, o clima jovem é evidente, e não se vê muita poeira e mofo. Cópias múltiplas de best sellers estão expostas em estantes de visual atraente, da mesma maneira que um usuário encontraria em uma livraria. Todos os materiais são gratuitos e, para as pessoas que têm forte necessidade de cafeína, o modelo muitas vezes inclui cafés instalados como parte da biblioteca.

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Procure um emprego

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Qual é a novidade: Informações sobre empregos e carreiras.

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De que se trata: Assistência na preparação de currículos, informação sobre empregos, testes preparatórios.

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Quem estaria interessado: Qualquer pessoa que esteja procurando emprego ou interessada em mudar de carreira.

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Onde se pode encontrar: Na biblioteca pública mais próxima de sua casa, ou no site dela.

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Detalhes: Em meio a uma recessão como a atual, a busca de empregos, e a assistência para preparar currículos e aos estudos para testes educacionais e de emprego se tornaram necessidade para número cada vez maior de pessoas. Aulas, testes, oportunidades de emprego e links para sites de emprego estão disponíveis gratuitamente na maior parte das bibliotecas públicas.

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Além disso, se você está planejando passar por um exame de admissão universitária ou de curso de pós-graduação (ACT, SAT ou GRE), obter seu diploma de equivalência de segundo grau (GED), prestar exame para o serviço civil ou obter licença para trabalhar em setor específico, muitas bibliotecas oferecem testes práticos gratuitos por meio de um banco de dados online chamado Learning Express Library. Os usuários recebem resultados instantâneos para os testes e podem se conectar de casa.

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Explore seus interesses

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Qual é a novidade: Ainda mais eventos e cursos.

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Quem estaria interessado: Qualquer pessoa interessada em aprender algo de novo.

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Onde se pode encontrar: Listas de eventos e cursos estão disponíveis na seção de eventos de sua biblioteca, ou consulte a biblioteca local.

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Detalhes: Além de cursos de alfabetização e de leitura, bibliotecas oferecem exposições de arte, cursos sobre encontros online, shows, filmes, mostras de carros esporte e cursos de tricô.

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A maior parte das bibliotecas distritais e municipais oferecem exposições temporárias gratuitas de arte e história.

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Para os adolescentes

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Qual é a novidade: Jogos.

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De que se trata: Sessões e torneios de videogames e jogos interativos.

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Quem estaria interessado: Adolescentes e seus pais.

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Onde se pode encontrar: Na biblioteca local.

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Detalhes: Um dos resultados dos esforços de promover diversidade nas bibliotecas é a tecnologia de videogames hoje disponível nas alas para jovens. A maioria das bibliotecas municipais e distritais agora oferece lugares para que adolescentes joguem videogames. O pessoal dos 11 aos 18 pode participar de desafios e torneios virtuais, e algumas bibliotecas têm funcionários para cuidar desses eventos. O site de sua biblioteca local deve oferecer mais informações.

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Apelo aos clubes do livro

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Muitas bibliotecas criaram programas para clubes de leitura sob os quais um participante pode apanhar diversas cópias de um mesmo livro como empréstimo por seis semanas. A Biblioteca Pública de Boulder, por exemplo, permite 10 cópias por pessoa em seu programa "Books in a Bag".

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Tradução: Paulo Migliacci ME

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The New York Times - Quinta, 9 de julho de 2009, 08h58 Atualizada às 09h44

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sexta-feira, 17 de julho de 2009

Os próximos capítulos do negócio do livro .




Digestivo nº 423 >>> Os próximos capítulos do negócio do livro
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Enquanto os jornalistas ainda discutem se os jornais vão acabar – e eles continuam acabando –, Jeff Bezos, da Amazon, vai mexendo seus pauzinhos para dominar, nos próximos anos, o chamado negócio do livro. Bezos mereceu a capa na última Fast Company, que, por causa do Kindle, aproxima a Amazon da Apple e seu fundador, de Steve Jobs. A revista sugere que: assim como iPod e iTunes redefiniram o negócio da música, entregando o monopólio da distribuição on-line à Apple e a Jobs, o Kindle e seu software podem redefinir o negócio do livro, encurtando a distância entre autores e leitores, relegando editores, gráficas e outros profissionais da indústria do papel a um segundo plano. Um exemplo: se hoje os ganhos dos autores, em porcentagem, são insignificantes, por conta dos custos de revisão, edição, diagramação, impressão, distribuição e divulgação, no modelo da Amazon, esses mesmos ganhos podem ser tornar, proporcionalmente, mais relevantes – porque não haverá mais custos relacionados à produção e à circulação do livro físico. Se os antigos editores já começam a se preocupar, deveriam se preocupar ainda mais porque o Google está se aliando à Sony, para entrar nesse jogo, enquanto há suspeitas de que a própria Apple estaria preparando seu leitor eletrônico (embora Jobs negue, como negou, aliás, o vídeo no iPod e a sua fusão com o celular, o iPhone). E enquanto acadêmicos ficam discutindo se ler na tela é a mesma coisa que ler no papel, a internet vai reinventando a narrativa, com o link, o áudio e o vídeo. O livro vai acabar como o jornal? Não; mas vai sofrer transformações que os velhos editores nem sonham ainda...
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>>> Amazon Taps Its Inner Apple
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in Digestivo Cultural
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domingo, 12 de julho de 2009

Eduardo Galeano: a palavra e a publicidade

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Se você busca a verdade, beba a cerveja Heineken. Quer autenticidade? Fume cigarros Winston. Busca a rebeldia? Compre uma máquina Canon. Está inconformado com a situação do mundo? Coma um hambúrguer da Burger King. Deseja afirmar sua personalidade? Use um cartão Visa. Quer defender o meio ambiente? Espelhe-se no exemplo da Shell. Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.

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Por Eduardo Galeano


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Hoje em dia, a publicidade tem a seu cargo o dicionário da linguagem universal. Se ela, a publicidade, fosse Pinóquio, seu nariz daria várias voltas ao mundo.

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“Busque a verdade”: a verdade está na cerveja Heineken.

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“Você deve apreciar a autenticidade em todas suas formas”: a autenticidade fumega nos cigarros Winston.

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Os tênis Converse são solidários e a nova câmara fotográfica da Canon se chama Rebelde: “Para que você mostre do que é capaz”.

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No novo universo da computação, a empresa Oracle proclama a revolução: “A revolução está em nosso destino”. A Microsoft convida ao heroísmo: “Podemos ser heróis”. A Apple propõe a liberdade: “Pense diferente”.

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Comendo hambúrgueres Burger King, você pode manifestar seu inconformismo: “Às vezes é preciso rasgar as regras”.

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Contra a inibição, Kodak, que “fotografa sem limites”.

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A resposta está nos cartões de crédito Diner's: “A resposta correta em qualquer idioma”. Os cartões Visa afirmam a personalidade: “Eu posso”.

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Os automóveis Rover permitem que “você expresse sua potência”, e a empresa Ford gostaria que “a vida estivesse tão bem feita” quanto seu último modelo.

Não há melhor amiga da natureza do que a empresa petrolífera Shell: “Nossa prioridade é a proteção do meio ambiente”.

Os perfumes Givenchy dão eternidade; os perfumes dão eternidade; os perfumes Dior, evasão; os lenços Hermès, sonhos e lendas.

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Que não sabe que a chispa da vida se acende para quem bebe Coca-Cola?

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Se você quer saber, fotocópias Xerox, “para compartilhar o conhecimento”.

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Contra a dúvida, os desodorantes Gillette: “Para você se sentir seguro de si mesmo”.

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Fonte: Agência Carta Maior

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in Vermelho - 11 DE JULHO DE 2009 - 19h29


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sábado, 11 de julho de 2009

Ética contra a publicidade

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As novas regras de publicidade impedem que pessoas consideradas celebridades façam propaganda de remédios vendidos sem receita. É o mínimo de defesa dos cidadãos que se pode estabelecer. Se coloca em questão, pela primeira vez, uma das expressões mais instrumentalizadoras de personagens tornados famosos pela mídia, para vender qualquer tipo de produto.

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Por Emir Sader, no Blog do Emir*


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Me lembro perfeitamente das publicidades milionárias do governo FHC para privatizar a Vale do Rio Doce, feitas por Raul Cortez. Um artista que conquistou fama por seu meritório trabalho no teatro e por um muito menos em telenovelas da Globo, se valia da empatia com sua imagem, para vender a privatização da maior empresa do seu ramo no mundo, com argumentos que se revelaram totalmente falazes com o passar do tempo.

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Da mesma forma outros artistas ou esportistas vendem, a preço de ouro, suas imagens, para promover a comercialização de mortadelas, apartamentos, carros, bancos, cervejas, entre tantas outras mercadorias. O que tem a ver a imagem de cada um deles com os produtos que anunciam? Não são nem sequer suas preferências pessoais. Veja-se como Zeca Pagodinho anunciou uma cerveja que se conhecia não ser da sua preferência, mas que lhe pagou mais. Depois voltou àquela que prefere, não por ter mudado de marca, mas por uma oferta publicitária maior.

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Em vários países escandinavos é proibida qualquer publicidade nos horários prioritários das crianças verem televisão, por considerar que elas são excessivamente frágeis, indefesas, diante da agressividade das ofertas das mercadorias que lhes são oferecidas pela televisão. Enquanto que o mercado deita e rola encima das crianças, um nicho de mercado bombardeado com comidas, roupas, celulares, entre tantas outras coisas.

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A mercantilização da vida se propaga através da publicidade, veiculada de forma privilegiada pela televisão. Vale tudo para vender. Um conhecido publicitário brasileiro disse, com toda sinceridade, que a publicidade não tem ética. Dêem-me um produto e eu encontrarei a fórmula de dizer que é bom para as pessoas, que vale a pena comprá-lo. O sucesso de vendas de um produto não está na aceitação das pessoas, no reconhecimento das suas qualidades, mas no mérito das campanhas que o promovem. Da mesma forma que se diz que um processo na Justiça não é ganho por quem é inocente, mas por quem disponde do melhor advogado. Isso se estende às eleições, em que os marqueteiros passaram a ser mais importantes do que as plataformas que os candidatos defendem.

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O marketing, a publicidade, são expressões da concepção de mundo que buscar mercantilizar a tudo, que trata de que tudo tenha preço, tudo se venda, tudo se compre, da visão da sociedade como uma espécie de shopping-center, da vitória do mercado contra o direito.

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Democratizar é desmercantilizar, é afirmar direitos e a esfera pública contra o reino do mercado e do marketing.

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* Fonte: Blog do Emir

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in Vermelho - 10 DE JULHO DE 2009 - 19h03

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quinta-feira, 9 de julho de 2009

Reclamações nos seguros mais fáceis a partir de hoje

Como reclamar os seus direitos junto da sua seguradora?

Posted: 07 Jul 2009 04:31 PM PDT


Há poucos dias foi o Provedor de Crédito agora é o Provedor do Cliente de seguros, a notícia passou-me ao lado no Diário da República mas cheguei a ela via Jornal de Negócios. Preve-se para breve mais uma tentativa de mediar equilibrando as força entre consuidor final e prestador de serviços, neste caso na área dos seguros. Eis um exerto da notícia “Reclamações nos seguros mais fáceis a partir de hoje“:

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“(…) A poucos dias de ser nomeado o mediador do crédito, a nova lei do Instituto de Seguros de Portugal (ISP) dá vida ao Provedor do Cliente, que tem como função representar “uma segunda instância de apreciação das reclamações efectuadas por tomadores de seguros, segurados, beneficiários e terceiros lesados”. O provedor poderá ajudar a dar seguimento a algumas das reclamações dos clientes, num dos sectores que gera mais queixas por parte dos portugueses.

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De acordo com o documento, as empresas de seguros devem estar a cumprir as novas directivas a partir de Setembro, sendo que o provedor deverá estar em funções três meses após a publicação da lei. Nos dez dias seguintes à data de início da actividade do provedor do cliente, “as empresas de seguros devem comunicar ao ISP a informação sobre a identidade do provedor do cliente designado, acompanhada de um exemplar do respectivo regulamento de funcionamento”.

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A nova legislação poderá ajudar a facilitar a apresentação de queixas por parte dos clientes de seguros portugueses, que não conseguem dar seguimento às suas reclamações junto das instituições. Os clientes de seguros podem recorrer ao provedor em todos os casos que as empresas seguradoras não tenham respondido no prazo máximo de 20 dias à respectiva reclamação ou nos casos em que o cliente discorde da resposta dada pela companhia. (…)”

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in Economia e Finanças
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