Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 25 de setembro de 2011

el pueblo unido jamas sera vencido


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Enviado por  em 12/09/2006

Quilapayun - El pueblo unido jamas sera vencido


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Enviado por  em 08/03/2009
Este vídeo representa la lucha que los Hispanos han ido a través y continúan yendo a través a obtener las derechas. Demuestra photos y videos dramaticos de protestas a la injusticia. ¡TODOS Hispanos necesitan luchar para unir América latina! 

Facebook: http://www.facebook.com/lucasrafael


Blog:
http://liberalthinker2008new.blogspot.com/
Juntos estamos parados, dividido nosotros nos caemos.
¡El Pueblo Unido Jamás Será Vencido!
***COPYRIGHT***
I DO NOT OWN ANY OF THE SONGS IN THIS VIDEO
Banda Bassotti- ¡El Pueblo Unido Jamás Será Vencido!

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http://www.youtube.com/watch?v=nPqYsTMxcWw&feature=related
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Enviado por  em 13/06/2008
De pie, cantar
Que vamos a triunfar.
Avanzan ya
Banderas de unidad.
Y tú vendrás
Marchando junto a mí
Y así verás
Tu canto y tu bandera florecer,
La luz
De un rojo amanecer
Anuncia ya
La vida que vendrá.

De pie, luchar
El pueblo va a triunfar.
Será mejor
La vida que vendrá
A conquistar
Nuestra felicidad
Y en un clamor
Mil voces de combate se alzarán
Dirán
Canción de libertad
Con decisión
La patria vencerá.

Y ahora el pueblo
Que se alza en la lucha
Con voz de gigante
Gritando: ¡adelante!

El pueblo unido, jamás será vencido,
El pueblo unido jamás será vencido...

La patria está
Forjando la unidad
De norte a sur
Se movilizará
Desde el salar
Ardiente y mineral
Al bosque austral
Unidos en la lucha y el trabajo
Irán
La patria cubrirán,
Su paso ya
Anuncia el porvenir.

De pie, cantar
El pueblo va a triunfar
Millones ya,
Imponen la verdad,
De acero son
Ardiente batallón
Sus manos van
Llevando la justicia y la razón
Mujer
Con fuego y con valor
Ya estás aquí
Junto al trabajador.
 Licença:
Licença padrão do YouTube
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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

José Martí - Herói Nacional de Cuba

José Martí - Herói Nacional de Cuba



Cultuado em Cuba como o grande mártir da independência do país em relação à Espanha, o poeta, escritor, orador e jornalista José Martí (1853-1895) é o homenageado do Guantanamera. Para ele, a luta deveria ser uma verdadeira transformação cubana em todos os aspectos: econômico, político e social. Os ideais de Martí, junto com o marxismo-leninismo, guiam a política de Cuba até hoje. Conheça mais sobre a vida e obra do maior defensor da liberdade da ilha.
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Desde muito pequenos, os cubanos são ensinados a amar José Martí. Escolas, museus, nomes de prêmios, monumentos e ruas com o nome do poeta não dão conta de toda a admiração que o povo cubano têm pelo patriota. Recentemente, o tecido no qual foi enrolado o corpo de Martí após a sua morte durante o traslado entre Dos Ríos e Santiago de Cuba foi doado ao Museo La Periquera, em Holguín, e está entre as peças de maior valor patrimonial da ilha.



"Libertad es el derecho que todo hombre tiene a ser honrado, y a pensar y a hablar sin hipocresía"

Quando o poeta nasceu, em 28 de janeiro de 1853, Cuba era uma das últimas províncias ultra-mar da Espanha. Filho de José Julián Martí y Perez, espanhol de Valencia, e Leonor Pérez Cabrera, das Ilhas Canárias, José Martí é natural de Havana e teve sete irmãs. Aos nove anos, na Escuela de Instrucción Primaria Superior Municipal para Varones, conhece seu melhor amigo, Fermín Valdés Domíguez.
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Aos 16 anos, influenciado pelas idéias separatistas de seu professor, o poeta Rafael Maria de Mendive, publica seu primeiro drama patriótico em versos, o Abdala, no único número do jornal La Pátria Libre. Este período é marcado pelo início da primeira luta pela soberania de Cuba, que ficou conhecida como a Guerra dos Dez Anos (1868-1878), a qual Martí apóia publicamente.



"Es preferible el bien de muchos a la opulencia de pocos."

O fazendeiro Manuel de Céspedes liberta seus escravos e fornece armas para lutarem, junto aos cubanos brancos, contra o domínio espanhol. A revolta armada partiu da fazenda de Céspedes, La Demajagua, em 10 de outubro de 1868, em direção à região central da ilha. Os líderes desta primeira fase das três guerras que levaram à emancipação da ilha foram Antonio Maceo, seu irmão José Maceo e o general Máximo Gomes.



"Los sueños de hoy serán las realidades de mañana."

O clima é de pesada repressão. Martí em seguida é preso por seus ideais revolucionários: é encontrada na casa onde estava com um grupo de amigos uma carta assinada por ele e Fermín Valdés Domíguez onde censuravam a conduta de um jovem que havia se aliado a um grupo de repressão. Martí é condenado a seis anos de trabalhos forçados por sua participação política. Durante seis meses fica retido em uma pedreira perto de Havana.



"La libertad no muere jamás de las heridas que recibe. El puñal que la hiere lleva a sus venas nueva sangre"

Devido a sérios problemas de saúde agravados no cárcere e por conta dos esforços de sua mãe, consegue o indulto e é deportado para a Espanha em 1871, aos dezoito anos. Publica El Presídio Político en Cuba, o primeiro de muitos manifestos sobre a independência onde conta os horrores que passou nos presídios da ilha. Passa a articular com outros cubanos que estão fora da ilha e levanta o tema da independência na imprensa espanhola.
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Matricula-se ne Universidad Central, mas termina seus estudos na Universidad de Zaragoza, onde em 1874 é licenciado em Direito, Literatura, Filosofia e Letras. Muda-se para a França e em 1875 para o México, onde casa com Carmen Zayas Bazón. Em 1877 vai para a Guatemala, onde leciona na Universidad Nacional.
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Volta a Cuba em 1878, com o fim da Guerra dos Dez Anos, mas é novamente deportado no ano seguinte por suas atividades revolucionárias na chamada Guerra Chiquita, que durou até 1880. Em 22 de novembro de 1878 nasce seu filho José Francisco, em Havana.



"Se abren campañas por la libertad política; debieran abrirse con mayor vigor por la libertad espiritual; por la acomodación del hombre a la tierra en que ha de vivir."

Vai para os Estados Unidos e vive entre 1881 e 1895 em Nova Iorque. Antes, passa um curto período na Venezuela, mas tem problemas com o governo e retorna à Nova Iorque. Trabalha como jornalista nos periódicos The Hour e The Sun. No ano de 1882 trabalha para o La Nación, da Argentina, e publica o poema Ismaelillo, considerado o precursor do modernismo hispano-americano. Durante o tempo que está nos Estados Unidos separa-se de sua esposa e passa a viver com Carmen Miyares, viúva, dona da pensão onde reside.
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Funda o Partido Revolucionário Cubano, sendo eleito para a organização pela luta da independência. No mesmo ano funda seu jornal diário separatista contra a dominação espanhola, o Patria. Dois anos depois é nomeado cônsul do Uruguai, mas logo após renuncia por causa de sua atividade política. Viaja para diversos países da América Central de Antilhas e estabelece contato com Máximo Gómez e Antonio Maceo.



"Cuando se es joven, se crea. Cuando se es inteligente, se produce. No se adapta, se innova: la medianía copia; la originalidad se atreve"

Neste período – início do imperialismo norte americano – percebe a urgência em formar uma identidade americana e passa a usar o termo Nuestra América. Escreve para dezenas de periódicos sobre literatura, políticas e artes e trabalha como tradutor.
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Passa a dirigir a revista La América. No ano seguinte escreve – junto com o general Máximo Gómez, herói da independência – o Manifiesto de Monticristi, na ilha de Santo Domingo, onde propõe a guerra sem ódio. Volta a Cuba para articular a luta.
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A segunda etapa da guerra, iniciada em 1895, foi liderada por José Martí, Antônio Maceo e Calixto García. A luta ganhou força e fez com que os espanhóis buscassem soluções conciliatórias. Em fevereiro de 1878 fora assinado pelos revoltosos e pelas autoridades coloniais o Pacto de Zangón. O documento previa maior liberdade nas atividades comerciais em relação à Espanha e a abolição da escravatura. As decisões do acordo não foram cumpridas e o processo reformista ganhou força mais uma vez. José Martí encarregou-se de reagrupar os revoltosos. Os escravos libertos não conseguiam emprego e contribuíam para aumentar o ambiente de insurreição.
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A luta armada é coordenada por Máximo Gomes e Antônio Maceo. Os combates são muito violentos. José Martí morre lutando em 19 de maio de 1895 após seu pequeno contingente de revoltosos deparar-se com as tropas espanholas no vilarejo de Dos Ríos. É mutilado pelos soldados e exibido à população. É sepultado em Santiago de Cuba. O levante prosseguiu mesmo sem seu mentor intelectual. Maceo também morreu em combate em dezembro de 1896.
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Como escritor, José Martí foi um dos precursores do modernismo iberoamericano. Publicou centenas de poemas, novelas e dramas, além de cartas e artigos de jornal. Entre os mais famosos estão o Ismaelillo (1882), os Versos Sencillos (1891) e os Versos libres (1892). Publicado em 1891, o poema Versos Sencillos é a sua maior realização no campo da literatura. É um grande poema de amor à mulher e à patria passando pelos filhos e pela natureza. Foi escrito entre 1889 e 1890 durante um período em que Martí estava doente. A letra da música Guantanamera, conhecida internacionalmente como símbolo da ilha, foi retirada deste poema.Também foi marcante a publicação da novela Amistad funesta (1885), além de dezenas de ensaios. Em 1889 fundou e dirigiu a revista infanto-juvenil La edad de oro, onde aborda clássicos da literatura em linguagem acessível. Seu estilo é simples e suas obras completas são formadas por 73 volumes.
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Para que os ideais do poeta não sejam esquecidos, foi construído entre 1958 e 1959 o Memorial José Martí, na Plaza de la Revolución, em Havana. Nele, os visitantes podem pesquisar sobre a vida e a obra de Martí e também acerca da construção da praça. O acervo conta com fotografias, gravações, desenhos, reproduções de documentos históricos e primeiras edições de obras de Martí.



"La justicia, la igualdad del mérito, el trato respetuoso del hombre, la igualdad plena del derecho: eso es la revolución."
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.http://www.guantanamera.org.br/marti.htm
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domingo, 19 de dezembro de 2010

A revolução das comunicações no século 21

Mídia

Vermelho - 18 de Dezembro de 2010 - 11h19

Todas as sociedades, todas as épocas, todas as décadas se orgulham de ter dado abrigo a alguma crise, termo que pode ser a outra face de uma revolução. Qual é, portanto, a grande crise revolucionária do século 21?

Por Miguel Ángel Bastenier


Será a chegada de um político negro à Casa Branca? O desencadeamento do terrorismo internacional, cujo estandarte diz ser a Al Qaeda? O começo do declínio do império americano, derrotado ou a caminho disso em duas guerras na Ásia Central? A emergência da China como potência global? A invenção de um socialismo chamado exatamente "do século 21" na Venezuela? A progressiva instalação do fator indígena na política da América Latina? O paulatino naufrágio do Titanic europeu, na debacle do capitalismo financeiro?

Embora todas as comoções anteriores apresentem sérios méritos para merecer tão alta consideração, não competem com uma de maior categoria porque é transversal e afeta a cada uma delas. É a revolução das comunicações, com seu epifenômeno de crise nos meios informativos já clássicos ou convencionais. Dir-se-á que essa revolução começou nos anos 90, mas seus efeitos mais deletérios só chegaram à Europa com toda a sua crueza nesta primeira década do século 21, e o Wikileaks é apenas um subproduto da mesma.

Pela primeira vez na história, e de forma especialmente maciça neste século, o cidadão pode se comunicar instantaneamente por áudio, imagem e texto ao mesmo tempo, com qualquer outro cidadão, de um extremo a outro do globo. Embora haja zonas do planeta menos beneficiadas, o mundo, para efeitos de comunicação, já é um só. E isso significa que os que haviam sido até data recente gestores exclusivos da informação - não só nos jornais impressos, mas hoje também nas fórmulas digitais - têm de enfrentar uma nova concorrência: a informação - a qual certamente seria melhor chamar apenas comunicação - que é livre de circular porta a porta, de consumidor a consumidor, ou fazendo que se confundam em uma só figura o produtor e o consumidor.

E se é verdade que a utilização do meio digital aumenta a ponto de nunca se ter consumido tanta informação como hoje, tudo indica que essa versão pessoa a pessoa cresce tão rapidamente ou mais que a oferecida pelas organizações, também digitais, que se dedicam profissionalmente à distribuição de conteúdos. É esta uma revolução da qual apenas vislumbramos as consequências e que obriga a se perguntar: qual será a natureza da informação, a quê chamaremos de jornalismo e jornalistas em um futuro provavelmente não muito distante?

A campanha do presidente americano Barack Obama não teria sido a mesma sem o concurso de um exército de jovens medianamente revoltados que reuniram partidários, transmitiram slogans, organizaram equipes para que ganhasse o autor do "Yes, we can"; e a contraofensiva ultra do movimento do Tea Party se organizou e difundiu inicialmente também no meio eletromagnético; se nos anos 60 o transistor se transformou no meio natural de comunicação de movimentos revolucionários do Terceiro Mundo, como a FLN na Argélia, nos 2000 a última Intifada palestina utilizava a rede para coordenar a resistência ao ocupante, e é também nesse meio que debatem os defensores de um islamismo moderado e os corifeus de Osama bin Laden, que, caso exista, consegue a ubiquidade perfeita graças à rede; e até a própria China define em parte sua revelação como potência mundial em uma homenagem involuntária à Internet, tentando controlar o funcionamento das mensagens globalizadas em seu espaço elétrico.

Se o jornalismo de papel ou digital só pode ser já de investigação, ou capaz de desenvolver uma "agenda própria", a grande exclusiva é obtida, no entanto, por alguns hackers por suas habilidades tecnológicas. Com esse material, cinco grandes jornais - entre eles este - hão de realizar, é claro, um esmerado e prolixo trabalho de desobstrução e refinamento, mas o decisivo foi a capacidade de arrancar os segredos da rede.

O grande jornalista investigativo americano I. F. Stone - morto em 1989 - escreveu há quase meio século o comentário mais apto ao caos de reações interessadas nos vazamentos do Wikileaks: "Suprimir a verdade em nome da segurança nacional é a forma mais segura de solapar o que pretendemos que seja nosso objetivo". O ataque à falta de transparência do poder é o arremate de uma revolução.

Fonte: El Pais
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  • Revoluções das novíssimas tecnologias digitais e a inclusão social de milhões de pessoas

    18/12/2010 17h41
    Tão revolucionário quanto as novíssimas tecnologias digitais de comunicação – principalmente internet e telefonia celular, na qual a convergência de mídias como o videofone é um bom exemplo, tão revolucionário quanto isso, que gera crises e oportunidades, é o rápido processo de inclusão social de milhões de pessoas ora em curso em países como Brasil e China. Dos outros países que formam o BRIC, Rússia e Índia, tenho poucas notícias sobre esse processo de incorporar ao mercado populações antes marginalizadas pelas muitas injustiças do capital ... Na Índia a mobilidade social, devido ao sistema de castas, é muito mais difícil do que em sociedade de classes ... Assim, lá, a inclusão social de multidões passa por inovador programa de empreendedorismo e micro-crédito para população de baixa renda. Inovações em várias partes do mundo ocorrem também na polêmica área de alimentos produzidos com ajuda da biotecnologia; na agricultura familiar; e na crescente produção de alimentos orgânicos.
    Jóis Alberto
    Natal - RN
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Foro de São Paulo destaca importância da Revolução Cubana

América Latina

Vermelho - 17 de Agosto de 2010 - 9h52

O significado que tem para a América Latina e o Caribe a influência que emana a partir do exemplo da Revolução Cubana, é reforçada pelo Foro de São Paulo (FSP) em documento a ser discutido na reunião que se inicia nesta terça-feira (17).

"O triunfo da Revolução cubana, através de uma genuína guerra popular liderada por Fidel Castro, foi um marco na história da América Latina", destaca o texto, elaborado pelo Grupo de Trabalho (GT) do Foro.

As alusões ao processo revolucionário em Cuba são parte da análise dos 20 anos desde o surgimento, em 1990, deste espaço de socialização de experiências partidárias e ações conjuntas de solidariedade.

Nesse sentido, o documento-base para a 16ª Reunião do Foro de São Paulo, com sede em Buenos Aires, sublinhou que a situação que existe hoje na região "é um produto de múltiplos movimentos e das lutas que se travaram das últimas  décadas. "

O texto salienta que foi a insurreição boliviana, caracterizada por uma combinação única de características modernas e antigas, que abriu o caminho para Evo Morales à presidência.

Da mesma forma, acrescenta, a congregação no Palácio Miraflores, por sua vez, permitiu a radicalização "bolivariana" do (dignitário presidente venezuelano Hugo) Chávez, e a vitória eleitoral do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva não pode ser compreendida sem a luta dos trabalhadores.

O documento-base, além disso, constata que nas últimas duas décadas tem-se criado uma crescente fraternidade e uma aproximação gradual entre os governos, partidos, movimentos sociais e dos povos dos nossos países.

Destacada, entre as diferentes expressões da integração regional, a Alternativa Bolivariana para os Povos da América Latina e Caribe (ALBA) e a União das Nações Sul-Americanas (Unasul).

No entanto, o documento afirma, um passo ainda maior foi dado na Cúpula da Unidade Latinoamericana e Caribenha, realizada na Riviera Maya, em fevereiro deste ano, com a criação de um órgão regional, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) .

A 16ª Reunião do Foro de São Paulo, que se realiza pela primeira vez na Argentina, vai reunir cerca de 200 participantes, que serão recebidos hoje pelo ministro das Relações Exteriores Hector Timerman no Salão Libertador do Palácio San Martín.

O FSP reúne partidos de esquerda e progressistas de centro-esquerda latino-americanos, e foi fundado em 1990 pelo Partido dos Trabalhadores do Brasil em São Paulo, onde vem seu nome.

Fonte: Prensa Latina. Tradução: Luana Bonone
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