Discurso de Lula da Silva (excerto)

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segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Três canções para ti


Olá, Tu Por Aqui

Paulo de Carvalho


http://letras.terra.com.br/paulo-de-carvalho/502369/
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Enviado por em 10/09/2010
Composição: J. Pimentel

Só nós dois é que sabemos
Quanto nos queremos bem
Só nós dois é que sabemos
Só nós dois e mais ninguém
Só nós dois avaliamos
Este amor forte e profundo
Quando o amor acontece
Não pede licença ao mundo
Anda, abraça-me... beija-me
Encosta o teu peito ao meu
Esquece que vais na rua
Vem ser minha e eu serei teu
Que falem não nos interessa
O mundo não nos importa
O nosso mundo começa
Cá dentro da nossa porta
Só nós dois é compreendemos
O calor dos nossos beijos
Só nós dois é que sofremos
A tortura dos desejos
Vamos viver o presente
Tal qual a vida nos dá
O que reserva o futuro
Só deus sabe o que será
Anda, abraça-me... beija-me

 

Licença:

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Paulo de Carvalho : E depois do Adeus

Música: José Calvário
Letra: José Niza
www.songcontest.nl
(vencedora do festival da canção de 1974)


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

Nota:

Esta canção serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974

  •   

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Morreu José Niza, compositor de "E Depois do Adeus"




Aos 75 anos

23.09.2011 - 11:34 Por Cláudia Carvalho 

Morreu esta sexta-feira o músico, compositor, médico e ex-deputado socialista José Niza, uma figura marcante na música da década de 70. O compositor tinha 73 anos e morreu no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde estava internado desde terça-feira.

José Niza ao lado de Manuel Alegre como seu mandatário durante a campanha para as presidenciais
José Niza ao lado de Manuel Alegre como seu mandatário durante a campanha para as presidenciais (Foto: Carlos Lopes/arquivo)


A filha de José Niza, Cristina Mendes, disse à Lusa que as causas da morte ainda não são conhecidas, explicando que o seu pai foi internado esta semana devido a uma insuficiência respiratória.

"Isto foi uma grande surpresa para mim, ainda há dias falei com ele", disse ao PÚBLICO o escritor Manuel Alegre, amigo de José Niza, explicando que o compositor continuava a trabalhar. "Estava agora a escrever um livro. Ele era um grande artista, um homem de causas e de grande intervenção cívica", lembra Manuel Alegre.

Apesar de se ter destacado em várias áreas, foi na música que José Niza gravou o seu nome, tendo sido autor de muitas canções de Paulo de Carvalho, Carlos do Carmo, Carlos Mendes, Duarte Mendes, Teresa Silva Carvalho, Vitorino, Fausto e Rui Veloso. Em 1972, em conjunto com José Calvário e Carlos Mendes, ganhou o Festival RTP da Canção com o tema "A Festa da Vida", proeza que voltaria a repetir no Festival da Canção em 1974, 1976 e 1987.

A música “E Depois do Adeus”, interpretada por Paulo Carvalho, e que ficou para a história como uma das senhas musicais do Movimento das Forças Armadas na revolução de 25 de Abril de 1974, foi também escrita por si.

Ainda na música, em 1971, José Niza passou a ser responsável pela produção da editora discográfica Arnaldo Trindade (Discos Orfeu), responsável pelo lançamento de alguns dos nomes mais importantes da música popular portuguesa, como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Sérgio Godinho, Vitorino, Paulo de Carvalho, Fernando Tordo, Manuel Freire, Carlos Mendes e José Calvário, entre outros.

Ao lado de Zeca Afonso, José Niza foi responsável pela gravação dos álbuns “Eu Vou Ser Como a Toupeira” (1972), “Venham Mais Cinco” (1973), “Coro dos Tribunais” (1974) e “Com as Minhas Tamanquinhas” (1976).

"Ele foi um dos artistas que mais contribuiu para a revolução da música portuguesa, trabalhou sempre com grandes nomes, destacou-se no Festival da Canção. Era um grande compositor", continua Manuel Alegre, parceiro de trabalho de Niza em várias ocasiões. "Éramos como irmãos."

Depois do 25 de Abril, José Niza deixou a editora Orfeu e passou a dedicar-se à política, sempre ligado ao Partido Socialista. Foi eleito deputado à Assembleia da República pelo círculo de Santarém e, em 1977 e 1978, ocupou o cargo de director de Programas da RTP. Em 1983 e 1984, voltou à RTP como administrador ligado à produção e, em 1985, regressou ao Parlamento, onde procurou sempre defender a música, tendo participado na elaboração da legislação relativa à obrigatoriedade de passagem de 50 por cento de música portuguesa nas estações de rádio. Deixou de ser deputado em 1999, mas manteve-se como assessor do presidente da Assembleia da República, Almeida Santos. Em 2006, José Niza apareceu ao lado de Manuel Alegre na campanha para as presidenciais, como seu mandatário.

E Manuel Alegre lembra: "Talvez muita gente não saiba mas ele foi um dos principais activistas na criação do Serviço Nacional de Saúde." "Foi um grande homem."

O funeral do compositor ainda não foi marcado mas Francisco Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém, cidade onde José Niza residia, decretou três dias de luto municipal e anunciou que as cerimónias fúnebres vão acontecer nos Paços do Concelho.

O corpo de José Niza chega cerca das 19h de hoje a Santarém, ficando em câmara ardente no Salão Nobre dos Paços do Concelho, até ao funeral, marcado para as 11h de este sábado.

Fonte da Câmara Municipal de Santarém disse à Lusa que o corpo sairá dos Paços do Concelho às 10h, realizando-se uma hora depois a missa de corpo presente na capela do cemitério dos Capuchos.




Notícia actualizada às 17h22

sábado, 16 de abril de 2011

E depois do Adeus - Paulo de Carvalho


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De:  | Criado: 2 de Jul de 2008
Video fotos gerado a partir de imagens no Second Life, produzido pela Brigite Binder Interteniment
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Paulo De Carvalho Lyrics


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Quis saber quem sou

O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
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Victor Nogueira
Desde ontem às 20 h até este momento apenas apenas tive a "companhia" virtual da Odete Botelho, da Manuela Miranda e da Carmen Montesino a quem dedico "E depois do Adeus"
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E de Luísa Noronha, já depois de publicado o post :-)
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Paulo De Carvalho - E Depois do Adeus

 
Paulo De Carvalho - E Depois do Adeus
Carregado por DoMinho. - Ver os últimos vídeos de musica em destaque

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Música: José Calvário
Letra: José Niza
www.songcontest.nl
(vencedora do festival da canção de 1974)


Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.

Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder

Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci

E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...

E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós

Nota:

Esta canção serviu de senha de início da revolução de 25 de Abril de 1974
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http://natura.di.uminho.pt/~jj/musica/html/paulodecarvalho-eDepoisDoAdeus.html
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domingo, 6 de setembro de 2009

E depois do Adeus - Paulo de Carvalho


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Ícone do canal

vozdoseven

Senha 1 da Revolução dos Cravos, 25 de Abril de 1974
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E Depois do Adeus
Paulo de Carvalho
Letra -- José Niza, Música -- José Calvário
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Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
.
.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
-
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
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E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
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NOTA VN -  Esta canção foi a 1ª senha para o início a Revolução do 25 de Abril. A segunda canção, de José Afonso, "Grândola Vila Morena", era o sinal para a saída dos quarteis e co9ncretização do plao das operações militares contra o Regime Fascista.
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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Opinião - Uma voz única [Adriano]

* José Niza, compositor
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Conheci o Adriano em 1959, quando chegou a Coimbra. Tinha ele apenas 17 anos e na altura ainda devia pensar em tudo menos em cantar fado, já que vinha de vários agrupamentos onde tocava guitarra eléctrica
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Recordo-me como hoje do dia em que ele foi bater à porta da sala onde ensaiava o conjunto ligeiro da Tuna Académica e nos perguntou se podia tocar. Como o lugar da guitarra eléctrica já estava ocupado por mim, ele acabou por seguir o destino dos fados.
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Começou ali uma grande amizade entre nós. Fui eu quem mais compôs para ele. Talvez uns 15 temas. Um dia, em Angola, em plena Guerra Colonial, recebi uma encomenda do Adriano com um disco. Carreguei com ele durante meses, porque no mato não tinha maneira de chegar a um gira-discos. Quando o consegui finalmente ouvir em Luanda constatei, com surpresa, que ele tinha gravado temas meus à minha revelia. Uma das canções chamava-se ‘Cantar de Emigração/Este Parte, Aquele Parte’, que foi um enorme sucesso.
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O Adriano tinha uma voz única, de grande carga dramática. Era uma excelente pessoa, com uma capacidade enorme de fazer amigos, muito alegre e sempre bem-disposto. Recordo-me de uma viagem que eu, ele e o Zeca fizemos à Suécia e que foi um choque para nós, portugueses, que íamos de um regime fechado.
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Uma tarde descobrimos uma máquina de moedas na rua que pensávamos que dava chocolates mas que afinal dava preservativos. Decidimos ficar a ver, e qual não foi o nosso espanto quando constatámos que eram as mulheres quem mais comprava. Foi o Carlos do Carmo quem me deu a notícia da morte do Adriano e fui eu que a dei ao Manuel Alegre.
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in Correio da Manhã 2007.10.13