Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Revelada composição de pílula com 2000 anos



Cientistas italianos reconstituíram, por assim dizer, a bula de um medicamento datado do século II antes da nossa era.
Em cima, a latinha e o seu conteúdo (à direita); em baixo, um comprimido visto de frente e de lado DR

Circa 140 a.C. Um médico viaja a bordo de um barco vindo da Grécia e com destino ao porto etrusco de Populónia, Toscana. Mas o navio afunda-se a 18 quilómetros da costa - e só será descoberto em 1974, perto da praia de Pozzino.
Entre os objectos recuperados no Relitto del Pozzino (nome dado aos destroços), várias caixinhas cilíndricas em latão, 136 frasquinhos de madeira, um pequeno pilão de pedra, um vaso de bronze "com uma forma peculiar, típica de uma ferramenta médica usada para fazer sangrias",escrevem Erika Ribechini, da Universidade de Pisa, Itália, e colegas, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Isto "sugere que um médico estaria a viajar no mar com o seu equipamento profissional", salientam.
Uma das latinhas revelou conter seis comprimidos redondos e cinzentos de quatro centímetros de diâmetro e um de espessura e levou os cientistas a realizarem análises químicas, mineralógicas e botânicas para determinar a composição do que parecia ser um medicamento com mais de 2000 anos. "Em arqueologia", escrevem, "é muito raro descobrir-se medicamentos antigos e conhecer-se a sua composição química." Mas, desta vez, foi possível reconstituir a bula deste medicamento "fóssil".
Composição: compostos de zinco, amido, cera de abelha, resina de pinheiro, gorduras de origem vegetal e animal, carvão, fibras de linho, pólen de oliveira e de trigo, entre outros. Substâncias activas (prováveis): os compostos de zinco e talvez o carvão.
Excipientes: azeite, resina de pinheiro (antioxidante e antibacteriano), cera de abelha, fibras de linho (reforçam os comprimidos).
Indicações: colírio contra problemas oculares. "A composição e a forma dos comprimidos de Pozzino parecem indicar que eram usados em oftalmologia", escrevem os cientistas, acrescentando que o nome latino collyrium (gotas para os olhos) vem de uma palavra grega que significa "pãezinhos redondos".

domingo, 9 de maio de 2010

Gengibre - História e propriedades terapêuticas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
Como ler uma caixa 
taxonómicaGengibre
Zingiber officinale
Zingiber officinale
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Ordem: Zingiberales
Família: Zingiberaceae
Género: Zingiber
Espécie: Z. officinale
Nome binomial
Zingiber officinale
Roscoe, 1807
O gengibre (Zingiber officinale) é uma planta herbácea da família das Zingiberaceae, originária da ilha de Java, da Índia e da China, de onde se difundiu pelas regiões tropicais do mundo. Outro nome conhecido no norte do Brasil, principalmente pelos indígenas é Mangarataia ou mangaratiá.
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É conhecido na Europa desde tempos muito remotos, para onde foi levado por meio das Cruzadas. Em Portugal existe registo da sua presença desde o reinado de D. João III (1521-1557)
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No Brasil, o gengibre chegou menos de um século após o descobrimento. Naturalistas que visitavam o país (colônia, naquela época) achavam que se tratava de uma planta nativa, pois era comum encontrá-la em estado silvestre. Hoje, o gengibre é cultivado principalmente na faixa litorânea do Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e no sul de São Paulo, em razão das condições de clima e de solo mais adequadas. Trata-se de uma planta perene da Família das Zingiberáceas, que pode atingir mais de 1 m de altura. As folhas verde-escuras nascem a partir de um caule duro, grosso e subterrâneo (rizoma). As flores são tubulares, amarelo-claro e surgem em espigas eretas.

Usos medicinais

Rizomas de gengibre.
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Como planta medicinal o gengibre é uma das mais antigas e populares do mundo. Suas propriedades terapêuticas são resultado da ação de várias substâncias, especialmente do óleo essencial que contém canfeno, felandreno, zingibereno e zingerona.
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Popularmente, o chá de gengibre, feito com pedaços do rizoma fresco fervido em água, é usado no tratamento contra gripes, tosse, resfriado e até ressaca além de comprovadamente tornar as pessoas mais inteligentes. Banhos e compressas quentes de gengibre são indicados para aliviar os sintomas de gota, artrite, dores de cabeça e na coluna, além de diminuir a congestão nasal, cólicas menstruais e previne o câncer(cancro) de intestino e ovário.
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Desde a Antiguidade, o gengibre é utilizado na fabricação de xaropes para combater a dor de garganta. Sua ação antisséptica pode ser a responsável por essa fama, tanto que muitos locutores e cantores revelam que entre os seus segredos para cuidar bem da voz está o hábito de mastigar lentamente um pedacinho de gengibre. No entanto, esse hábito (mascar gengibre e em seguida cantar ou falar, enfim, fazer uso da voz) é contra-indicado visto que o gengibre possui também propriedades anestésicas e esta "anestesia tópica" diminui o controle da emissão vocal, favorecendo o aparecimento de abusos vocais.
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Recentemente, o programa de TV americano Myth Busters (no Brasil conhecido como "Os Caçadores de Mito") comprovou sua eficácia como uma solução natural para enjoos e tonturas. No programa, dois voluntários foram submetidos ao teste de girar vendados em uma cadeira desenvolvida pela NASA para testar astronautas. Ambos permaneceram durante cerca de 40 minutos sem sentir qualquer tipo de náusea. Este teste foi realizado nos mesmos voluntários diversas vezes utilizando outros medicamentos naturais. Por todas as vezes os voluntários permaneceram na cadeira uma média de 4 minutos antes de "vomitarem".
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No Japão, massagens com óleo de gengibre são tratamentos tradicionais e famosos para problemas de coluna e articulações. Na fitoterapia chinesa, a raiz do gengibre é chamada de "Gan Jiang" e apresenta as propriedades acre e quente. Sua ação mais importante é a de aquecer o baço e o estômago, expelindo o frio. É usada contra a perda de apetite, membros frios, diarréia, vômitos e dor abdominal. Aquece os pulmões e transforma as secreções. A medicina ayurvédica reconheceu a ação dessa planta sobre o sistema digestivo, tornando-a oficialmente indicada para evitar enjoos e náuseas, confirmando alguns dos seus usos populares, onde o gengibre é indicado na digestão de alimentos gordurosos.

Cultivo

Os rizomas da planta, as partes subterrâneas e comestíveis, são os responsáveis pela propagação vegetativa. A produção no Brasil é pequena e quase totalmente absorvida pelo mercado externo. Para o cultivo, o solo ideal deve ser argilo-arenoso, fértil e de boa drenagem. A cultura necessita de muita água, mas não suporta encharcamento. De acordo com os técnicos do Instituto Agronômico do Paraná, o plantio deve ser feito no início da estação das chuvas.
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O gengibre prefere solos com pH entre 5,5 e 6,0 e a correção com calcário deve ser feita no mínimo três meses antes do plantio. Os sulcos de plantio precisam ter cerca de 15 centímetros de profundidade e a distância recomendada entre os rizomas é de 5 a 8 centímetros. Depois de plantados, os rizomas são cobertos com uma camada de 10 centímetros de terra.
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Embora resistente, o gengibre necessita de alguns tratos culturais: a chamada "amontoa" (o rizoma cresce para cima, portanto, é preciso cobri-lo periodicamente com terra), a irrigação e o controle de pragas. O ciclo da planta varia de sete a dez meses. Os rizomas estão no ponto de colheita quando as folhas começam a amarelar.
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O gengibre tem ação bactericida, é desintoxicante e acredita-se também que possua poder afrodisíaco. Suas propriedades afrodisíacas e estimulantes são conhecidas há séculos. Na medicina chinesa tradicional, por sua reconhecida ação na circulação sanguínea, ele é utilizado contra a disfunção erétil. Além disso, o óleo de gengibre também é utilizado para massagear o abdômen, provocando calor ao corpo e excitando os órgãos sexuais.
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O gengibre possui sabor picante e pode ser usado tanto em pratos salgados quanto nos doces e em diversas formas: fresco, seco, em conserva ou cristalizado. O que não é recomendado é substituir um pelo outro nas receitas, pois seus sabores são muito distintos: o gengibre seco é mais aromático e tem sabor mais suave.
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O gengibre fresco é amplamente utilizado na China, no Japão, na Indonésia, na Índia e na Tailândia. No Japão costuma-se usar o suco (do gengibre espremido) para temperar frango e as conservas "beni shouga", feitas com os rizomas jovens, que são consumidas puras ou com sushi. Já o gengibre cristalizado é um dos confeitos mais consumidos no Sudeste Asiático.
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O seu caule subterrâneo é utilizado como especiaria desde a antiguidade, na culinária e na preparação de medicamentos.
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Graças ao seu alto poder bactericida, tem-se comprovado que o consumo desta planta em estado cru por cerca de 30 dias (pode-se moer e acrescentar adoçante, mel, etc.) elimina de vez a bactéria Helicobacter pylori existente em casos de gastrite ou úlceras.[carece de fontes?]

  Ligações externas

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Chá verde - História e propriedades terapêuticas

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

 
Chá verde é um tipo de chá feito a partir da infusão da erva Camellia sinensis. É chamado de verde porque as folhas da erva sofrem pouca oxidação durante o processamento, o que não acontece com as folhas do chá preto. Algumas outras ervas são vendidas a título de chá verde, porém o verdadeiro chá verde é o feito a partir da folha do arbusto Camellia sinensis.
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Muito popular na China e no Japão, há pouco tempo começou a ser consumido com maior freqüência no ocidente, tradicional consumidor de chá preto, devido tanto a uma tendência orientalista, quanto às propriedades antioxidantes a ela atribuídas.
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A preparação do chá verde difere um pouco dos chás tradicionais. A água não deve estar fervendo, pois do contrário as folhas acabam sendo cozidas e proporcionando um gosto amargo à bebida. O tempo de infusão também não deve ser maior que 3 minutos.

Índice


História do chá verde

Até à invenção acidental do chá preto na China, durante o século XVII, o chá não era dividido por cores, e era processado de maneira simples, a partir de folhas secas picadas, ou transformado em um bolo, comparável ao Pu-erh.

Chá verde no mundo

Chá verde do tipo Gunpowder
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Originalmente da China, o chá foi levado ao Japão através de monges que viajavam entre os dois países. Curiosamente, o chá verde foi o único chá que se popularizou no Japão, mas foi de maneira única, tornando-se a bebida mais consumida do país, superando refrigerantes e bebidas alcoólicas.
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O chá verde também é produzido em outros países da Ásia, inclusive em produtores tradicionais de chá preto, como Índia e Ceilão, mas com técnicas diferentes das japonesas.
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Fora da Ásia, devido à imigração japonesa, o chá verde também é produzido no sudeste do Brasil, particularmente no estado de São Paulo. Embora existam marcas de qualidade reconhecida, é comum encontrar sob o nome de chá verde, compostos de plantas, incluindo o mate. Isso é devido à grande generalidade do termo chá usado no Brasil, que pode se referir a qualquer infusão, popularmente.
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O Chá Verde é cultivado também no arquipélago dos Açores, mais própriamente na ilha de São Miguel. Sendo cultivado e comercializado o Chá Verde de tipo "Hysson".

Chá verde no Japão

Uma xícara de chá verde japonês
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Para entender as variedades de chá verde Japonês, é necessário conhecer os diferentes tipos de plantio e processamento

Plantação coberta

Os tipos mais nobres de chá verde vêm das folhas de árvores parcialmente cobertas do sol, que tem o nome genérico de Tencha. De acordo com a qualidade, e as características de cada chá, os vasos condutores podem ser removidos, para conferir um paladar mais agradável.
  • Gyokuro: É enrolado e processado como o Sencha, mas tem um sabor mais doce e delicado. É considerado o chá mais nobre, dentre os com folha enrolada.
  • Matcha: É feito a partir do tenchá triturado até a consistência do talco, e é usado no Chanoyu, a cerimônia do Chá Japonesa.
  • Kukicha: É feito com folhas, galhos, e partes menos nobres que sobram da colheita do Gyokuro. Conhecido pelo seu sabor leve e refrescante, e sua cor levemente amarelada, um bom Kukicha tem um sabor próprio, comparado ao Oolong chinês, e muito pouca cafeína.

Plantação descoberta

Do restante da plantação, são feitos outros chás, considerados menos nobres, porém mais populares, e de preparo mais fácil.
  • Sencha: O tipo mais comum de chá no Japão, representando mais de três quartos de toda a produção. O Sencha da primeira colheita, quando usado comemorativamente, é também chamado de Shincha (Novo chá).
  • Bancha: É uma classe de Sencha colhido entre o verão e o outono. Embora não tenha o sabor delicado, como o Sencha, é respeitado pelas suas características bem definidas, como seu sabor forte e refrescante. Ele é mais barato, e contém menos cafeína que as outras variedades.
  • Genmaicha: É uma mistura de algum chá, geralmente Sencha, e Genmai (arroz torrado). A proporção de arroz e chá é muito importante, pois, se o aroma do arroz tira um pouco da amargura de um chá de qualidade inferior, o excesso tira todas as suas características.
  • Hojicha: É um chá frito, ou até torrado, muito comum em casas de chá pelo Japão. Tanto o bancha quanto o kukicha podem ser usados para fazê-lo. Ele tem muito pouca adstringência, uma cor claramente vermelha, e pouca cafeína. Mas também pode haver danos à saúde se usado por pessoas portadoras de diabetes...

A colheita do chá verde no Japão

Na primavera

A mais apreciada leva de chá verde, Ichiban Cha, é colhida entre a primavera e o verão, mais ou menos em Maio, no hemisfério norte, e em Setembro, no hemisfério sul. O período exato depende de cada fazenda, devido às sutis diferenças no clima e geografia.
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Antes da primavera, no começo de Março, no hemisfério norte, e de Junho, no hemisfério sul, as folhas da árvore de chá são arrancadas, e delas é feito o Banchá de Primavera.
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Entre vinte e trinta dias antes da colheita, as árvores destinadas à produção de Gyokuro e Matcha são cobertas por cortinas especiais, chamadas Kanreisha, para isolá-las de contato solar direto. Dessa forma, ambos os tipos de Chá crescem com um aroma mais encorpado, uma cor mais esverdeada, e um sabor mais doce e menos amargo, graças à quantidade menor de taninos.
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Depois, vem a colheita, na qual é preciso saber tempo certo para colher as folhas: colher antes do tempo certo acarretará em folhas pouco maduras, e colher depois, mesmo que alguns dias, irá tornar o chá muito mais amargo, estragando sua alta qualidade.
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Para um chá perfeito, como ocorre com os melhores Gyokuros e Matchas, as folhas deverão ser recolhidas manualmente, já que, com uma máquina, será impossível separar as folhas boas das ruins.

No Verão

Durante o verão, são produzidos chás de qualidade inferior aos da primavera. No total, são feitas duas colheitas, resultando no Nibancha e no Sanbancha.
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Durante esse período, a árvore fica particularmente vulnerável à competição de outras espécies, incluindo a erva-daninha. As plantações orgânicas sofrem ainda mais, pois, sendo impossível arrancar automaticamente as invasoras de cada árvore, os criadores acabam tendo de retirá-las manualmente, uma a uma.

No Outono

Durante o outono, as árvores são podadas e fertilizadas, para que o solo se enriqueça lentamente durante seis meses, até chegar a primavera novamente.
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Das folhas retiradas nesse período, é feito o Banchá de Outono, o último chá do ano.

No Inverno

Durante o rigoroso inverno não há produção de chá.

Benefícios à saúde

Estudos indicam que o chá verde é rico em substâncias antioxidantes, chamadas polifenóis, que evitam a ação destrutiva das moléculas de radicais livres que degeneram as células, auxiliando, por exemplo, no combate ao câncer e ao envelhecimento.
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O chá verde também é rico em tanino que faz diminuir as taxas do LDL (colesterol ruim) e fortalece as artérias e veias favorecendo a prevenção de doenças cardíacas e circulatórias. Possui bioflavonóides e catequinas: substâncias que bloqueiam as alterações celulares que dão origem aos tumores.
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Um estudo feito em Mongolian gerbilsindica indica que o extrato de chá verde pode suprimir o crescimento de Helicobacter pylori. Um outro estudo feito na Coreia do Sul sugere que um polissacarídeo ácido encontrado no chá verde é significativamente efetivo na prevenção da adesão do H. pylori a células epiteliais humanas em cultura (Referência: Lee J, Shim J, Lee J, Kim J, Yang I, Chung M, Kim K (2006). "Inhibition of pathogenic bacterial adhesion by acidic polysaccharide from green tea (Camellia sinensis)". J Agric Food Chem 54 (23): 8717–23).
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O chá verde também possui manganês, potássio, ácido fólico, vitamina C, vitamina K, vitamina B1 e a vitamina B2.
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Antes restrito às lojas de produtos naturais, o chá verde já é facilmente encontrado nos supermercados. Preferido dos chineses, ele tem a mesma origem do chá preto. Os dois e também o "ban chá", consumido mais pelos japoneses, são produzidos a partir da planta Camellia sinensis.
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O chá verde é diurético.

Ligações externas


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sábado, 17 de abril de 2010

Dupuytren – contratura de dupuytren




A Doença de Dupuytren (também conhecida como contratura de Dupuytren) é caracterizada pelo acúmulo de tecido cicatricial sob a pele da palma da mão. As Cicatrizes são empilhadas no tecido (chamado fáscia), que normalmente cobre os tendões que fazem movimentar os dedos das mãos. Pode resultar em nódulos ou espessamento na palma e dedos da mão e pode causar dedos permanentemente dobrados. A doença progride, e a fáscia pode tornar-se espessada e cada vez mais encurtado.
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Inicialmente, a doença de Dupuytren podem aparecer como pequenos caroços na palma perto da base dos dedos do pé que não causa dor. Essa contração, em geral, afeta o dedo anelar (quarto dedo), mas pode afectar tambem os outros dedos. Essa condição pode ocorrer em apenas um lado ou em ambos.
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Enquanto a doença avança, a incapacidade de estender os dedos totalmente começa a piorar. Isto pode resultar por exemplo na incapacidade de poder segurar objetos na sua mão. A contratura de Dupuytren geralmente é indolor, o principal problema é a incapacidade de poder usar os dedos afetados nas suas tarefas diarias futuras. O nível da contratura varia muito, e pode ir de leve a um grau severo.
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PREÇOS DA CIRURGIA DE DUPUYTREN
Em media 6000 a 9000 Dolares (usd) – Faça a conversão para a sua moeda local
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CADIDATOS Á CIRURGIA PARA O TRATAMENTO DA DOENÇA DE DUPUYTREN
A maioria dos casos deste problema ocorrem na meia-idade nos idosos, no entanto, a contratura de Dupuytren pode desenvolver-se em adultos jovens. É mais comum em homens que em mulheres e ocorre mais em pessoas com ascendência europeia.
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Os primeiros sinais clínicos da doença de Dupuytren ocorrem sob a forma de pequenos nódulos na palma da mão como mencionado acima, estes não causam qualquer dor. Os nódulos podem começar a protuberância e causar irregularidades na pele.
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Se voce tiver alguma dor na mão, se a pele nas palmas estiver diferente ou se tiver quaisquer outros sintomas que dizem respeito a esta contractura, entre em contato o quanto mais rapido possivel com o seu medico de familia para uma consulta. Lembre-se que a doença de Dupuytren não interfere com a sua capacidade de executar as atividades diárias.
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EM CONSULTA
Em consulta voce irá realizar uma série de exames para determinar se sofre da doença ou não. O Seu especialista irá realizar uma avaliação feita sobre a superfície de uma mesa durante este teste, onde você vai colocar a palma da sua mão para baixo, enquanto o médico pressiona a parte superior. Além disso, o médico tambem irá perguntar-lhe sobre qual o seu nível de dificuldade que você tem que fazer as atividades diárias, como por exemplo se você é capaz de esticar os dedos para usar umas luvas ou se consegue apertar a mão de alguém.
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Este teste é o suficiente para determinar se sofre de doença de Dupuytren. No entanto, mediante a sua aparência o cirurgião pode solicitar outros exames de forma a descartar outras doenças associadas com esta condição, como a diabetes por exemplo.
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CIRURGIA DE CONTRATURA DE DUPUYTREN
O tipo de cirurgia necessária dependerá de fatores como a idade, nível de contratura dos dedos como a condição da pele e dos ossos da mão. Dependendo do seu caso individual, podem ser feitas as seguintes intervenções operações:
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FASCIOTOMIA SUBCUTÂNEA
Esta cirurgia é realizada em pacientes incapazes de se submeter a uma cirurgia mais extensa ou que preferem evitar os riscos de uma maior intervenção, ou seja, pacientes mais idosos ou com problemas de saúde. Durante este procedimento, o cirurgião corta o cordão umbilical do tecido sob a pele. Pode ser uma cirurgia aberta, onde é feita uma incisão na pele ou pode ser feita usando uma agulha para criar um atalho para os cordões de tecido. Deve ser lembrado, no entanto, que esta ultima é um tipo de cirurgia que funciona melhor em casos onde a doença está em seus estágios iniciais e está limitada às palmas.
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FASCIOTOMIA PARCIAL
Este é o procedimento mais comum para tratar a doença de Dupuytren, onde Faz-se Uma incisão na pele da mão para criar um acesso ao tecido conjuntivo subjacente, o cirurgião corta o tecido (fascia), assim você pode voltal a endireitar os dedos novamente. Depois disso, a incisão é suturada. Esta cirurgia é realizada com anestesia local.
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FASCIOCTOMIA INTEGRAL – COMPLETA
Os pacientes mais jovens como aqueles que têm a possibilidade de recorrência tem a opção de se remover completamente o tecido da palma da sua mão.
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O tecido doente da contratura de Dupuytren adere à pele da palma da mão e aos dedos, por isso pode ser necessário remover a pele cuidadosamente para remover todo o tecido. A pele retirada pode ser substituída por enxertos de pele de outra parte do corpo. Existir a Recorrência desta após uma fascioctomia completa é bastante incomum.
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DEPOIS DA CIRURGIA DUPUYTREN – PÓS OPERATORIO
O médico envolve a mão operada com uma gaze e coloca uma tala para apoiá-la ao seu lado após a cirurgia. As sessões de fisioterapia (terapia física ou ocupacional) pode ser exigida até 6 semanas após a cirurgia. Estas podem incluir sessões de reabilitação, com tratamentos térmicos, massagem vigorosa dos tecidos moles e de alongamento. O Tratamento de terapia pós-cirurgia pode fazer toda a diferença quando se trata de ter um resultado satisfatório.
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RISCOS DA CIRURGIA DE CONTRATURA DE DUPUYTREN
As complicações são raras quando se executa uma operação para tratar a doença de Dupuytren. No entanto, estas podem acontecer e você deve ser informado.
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Existir Danos a qualquer dos nervos e / ou danos a qualquer das artérias dos dedos do pé afetado é uma possibilidade. Se o nervo estiver danificado, iste pode ser melhorado, mas uma parte do dedo ficará dormente até o nervo cicatrizar completamente. Se qualquer uma das artérias estiver danificada, a reparação nem sempre é necessária porque as artérias restantes podem fornecer a quantidade de sangue suficiente para alimentar os dedos. A perda de pele sobre a área da incisão também pode ocorrer, mas é extremamente raro.
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Se isso ocorrer, será necessario um enxerto de pele. Outros riscos envolvidos com esta cirurgia incluem deformação da mão, como a perda da função na mão devido a contracturas. Levando em consideração o exposto, recomendamos que você siga as instruções do seu médico em todos os momentos, para evitar qualquer possivel complicação.
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As informações dadas neste site devem ser consideradas como uma introdução à cirurgia para a doença de Dupuytren. Antes de tomar uma decisão certa sobre este tratamento, recomendamos que você entre em contato com o seu medico de familia para que este lhe possa responder a quaisquer perguntas e duvidas que possa ter.
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http://www.fotosantesedepois.com/2010/01/19/dupuytren-contratura-de-dupuytren/
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Resultados de imagens para contratura de dupuytren


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Contratura de Dupuytren
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http://www.scribd.com/doc/2384797/Contratura-de-Dupuytren
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INFORMATIVO PÚBLICO GERAL
Prof. Dr. Rames Mattar Jr.

Contratura de Dupuytren
HISTÓRICO
A moléstia de Dupuytren foi descrita em 1831 pelo Barão Guillaume Dupuytren, um célebre cirurgião francês. Ele encontrou como causa o espessamento e a retração da fascia palmar, que produzia uma deformidade em flexão dos dedos. Por esta razão a denominação Contratura de Dupuytrem esta associada a esta moléstia.
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QUEM PODE SER PORTADOR?
A Contratura de Dupuytren é uma doença comum, que afeta cerca de 1% dos indivíduos descendentes da raça caucasiana. Geralmente afeta pessoas entre 40 a 60 anos de idade e é cerca de 8 vezes mais comum no sexo masculino. Há uma forte tendência familiar. 
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CAUSA
A causa exata ainda é desconhecida. Ela pode estar associada com a administração de anti-convulsivantes, com o alcoolismo, com a presença de outras doenças do tecido conectivo (artrites), com doenças cárdio-respiratórias e vasculares. O trauma não é considerado um fator causal. 
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SINAIS E SINTOMAS
NÓDULOS: O primeiro sinal mais importante é a formação de nódulos na palma da mão, próximo à base dos dedos anular, mínimo ou polegar. 
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PREGAS CUTÂNEAS: As pregas ou retrações cutâneas ocorrem por retração das fibras que comunicam a fascia palmar com o tecido cutâneo 
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CORDA: São bandas fibrosas longitudinais que se estendem da palma até o dedo. As cordas podem causar uma contratura em flexão das articulações de dedos. Uma vez iniciada, a contratura em flexão progride, de forma lenta ou rápida, provocando graves deformidades e gerando incapacidade. Os dedos anular e mínimo são os mais freqüentemente comprometidos, seguidos pelo polegar. O dedo indicador raramente é comprometido. 
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NATUREZA DA DOENÇA
1. A doença progride lentamente, podendo haver períodos de acalmia e de progressão rápida;
2. O envolvimento dos pés ocorre em cerca de 15 a 20% dos casos;
3. O envolvimento bilateral das mãos é praticamente certo (cedo ou tarde);
4. Com maior freqüência, a doença inicia-se na palma das mãos, ao nível da base dos dedos anular e mínimo;
5. A contratura em flexão ocorre nas articulações metacarpo-falangeana e interfalangeana proximal (2 primeiras articulações dos dedos);
6. Os tendões flexores nunca estão envolvidos neste processo;
7. A pele pode estar envolvida pela infiltração das camadas da derme;
8. O processo não é malígno;
9. Geralmente não há dor, podendo aparecer uma maior sensibilidade nas áreas de infiltração nas fases inflamatórias;
10. A cura completa, usualmente, é impossível;
11. A recidiva é freqüente, particularmente na articulação interfalangeana proximal.
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TRATAMENTO
O objetivo é restabelecer a função da mão. Se não houver deformidade e perda de função a cirurgia pode ser adiada. A presença isolada de nódulo palmar raramente é indicação para cirurgia, a não ser que este interfira com as atividades e ocupação do paciente. A contratura progressiva é indicação para tratamento cirúrgico. A contratura em flexão pode ser observada pedindo para o paciente apoiar a palma da mão em uma superfície plana. 
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CONSIDERAÇÕES SOBRE A CIRURGIA
1. Nódulo isolado não é indicação para cirurgia;
2. As deformidades em flexão da metacarpo-falangeana são mais facilmente corrigíeis; 3. As deformidades em flexão da inter-falangeana são mais dificilmente corrigíeis e possuem maior tendência à recidiva. 
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TÉCNICA CIRÚRGICA
A cirurgia consiste em remover a fáscia palmar portadora da contratura ao nível da palma da mão e dedos (fasciectomia palmar parcial). O tempo cirúrgico varia de acordo com o grau de comprometimento , mas geralmente é de 90 a 150 minutos. A anestesia pode ser regional ou geral. Sempre é utilizado um torniquete pneumático, ao nível do braço, para permitir que o cirurgião realize a cirurgia sem sangramento. A incisão na pele é em forma de zig-zag, desde a palma até o dedo envolvido. Esta incisão proporciona uma cicatrização melhor e permite um alongamento da pele para tratar a contratura. A cirurgia é meticulosa necessitando de uma dissecção cuidadosa de vasos, nervos e tendões que devem ser protegidos e preservados. Devido ao tipo de incisão vários pontos de sutura são necessários para fechar a ferida cirúrgica. Em algumas situações, o cirurgião pode optar por deixar parte da ferida aberta, para melhorar a drenagem, bem como utilizar drenos. 
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CURATIVO
Após a cirurgia utiliza-se um grande curativo, com várias gazes, algodão ortopédico e faixas, e uma goteira gessada imobilizando punho e dedos.Este curativo proporciona uma compressão suave e é retirado entre 3 a 5 dias da cirurgia. 
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CUIDADOS PÓS-OPERATÓRIOS
1. Elevar a mão acima do coração nas primeiras 48 horas. Dormir com o braço apoiado em travesseiro sobre o tórax;
2. Fletir e extender o dedo o máximo possível;
3. Tomar a medicação recomendada pelo médico para obter alívio da dor, se esta o incomodar. 
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CONSIDERAÇÕES SOBRE O PÓS-OPERATÓRIO
1. A ferida cirúrgica pode demorar para cicatrizar e evoluir para deiscência em virtude do comprometimento do tecido cutâneo, próprio desta doença;
2. Os exercícios com os dedos devem iniciar-se o mais precocemente possível, para evitar rigidez;
3. Exercícios devem ser realizados por muitos meses, até o restabelecimento da máxima amplitude de movimentação articular. Alguma incapacidade de estender o dedo não é infreqüente;
4. O uso de órtese, envolvendo os dedos comprometidos, com o objetivo de evitar a recidiva, geralmente é necessário - normalmente uso noturno por 6 a 12 meses;
5. As cicatrizas pode ser hipertróficas e sensíveis mas, normalmente, melhoram com o passar do tempo;
6. O retorno completo da função do dedo nem sempre é possível. A recidiva é sempre possível.
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.http://www.ronaldoazze.com.br/informe_geral/2.asp
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Síndroma do Canal Cárpico

Syndrome du canal carpien

Un article de Wikipédia, l'encyclopédie libre.

Coupe du canal carpien (vue distale du poignet droit, paume vers le haut.
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Le syndrome du canal carpien est un ensemble de signes fonctionnels et physiques lié à la souffrance du nerf médian au niveau du poignet par sa compression (par élévation de la pression au sein du canal carpien).
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Ce syndrome résulte de nombreuses maladies, conditions et accidents.
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Le sujet atteint ressent un engourdissement (hypoesthésie), une dysesthésie, une paresthésie (fourmillements) des doigts "médians", une douleur de la main irradiant au bras et un déficit moteur, avant tout, des antépulseurs de la colonne du pouce. Le tableau fonctionnel et physique n'est modifié ni par l'âge, ni par le sexe, ni par l'ethnie ou la profession et est causé par ou associé à des maladies générales ou des facteurs locaux .

Sommaire

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Anatomie du canal carpien : rapports du nerf médian [

Le canal carpien est la zone de transition entre l'avant-bras et la main. Il est situé dans le talon de la main. Il forme un défilé ostéofibreux inextensible, plus étroit à ce niveau qu'à l'avant-bras ou la main.
Cette zone représente une arche, délimitée par la deuxième rangée des os du carpe (entre l'hamulus de l'Hamatum et le trapèze) et fermée à la face ventrale par le ligament annulaire antérieur du carpe (également appelé rétinaculum des fléchisseurs).
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À l'intérieur de cette structure circulent les tendons fléchisseurs des doigts (les extrinsèques de la main : long fléchisseur du pouce et huit tendons fléchisseurs superficiels et profond des quatre doigts longs) et le nerf médian. L'artère et le nerf ulnaire (cubital) cheminent dans une loge indépendante située sur le bord interne : la loge de Guyon. Le fléchisseur radial du carpe (FRC) a sa propre loge, à l'intérieur de la concavité du trapèze.
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Lorsqu'il existe un œdème ou une atteinte inflammatoire de la gaine des muscles fléchisseurs (synovites), il en résulte une augmentation de la pression intracanalaire entraînant une compression du nerf médian, responsable du syndrome. Cette compression peut entraîner jusqu'à la lésion irréversible du nerf.

Épidémiologie 

L'incidence annuelle aux États-Unis est d'un peu plus de 400 cas pour 100 000 habitants, dont un tiers se fait opérer[1].
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Il s'agit de l'atteinte la plus répandue en France en médecine du travail parmi les troubles musculosquelettiques. La compression du nerf médian passerait à la chronicité (arrêts de travail en série...) avec handicap avéré dans 5 à 10% des cas.

Causes 

Il existe en théorie de multiples facteurs favorisants connus et décrits mais relativement rares : traumatismes répétés sur la face palmaire du poignet, anomalies osseuses saillant dans le canal, modifications hormonales chez la femme, dialyse rénale, obésité (surtout chez le patient jeune[2]) etc. 
Il semble exister également une prédisposition génétique[3].
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Ce syndrome se rencontre plus souvent chez les femmes ou à tout le moins chez les sujets à poignet mince au regard de la longueur de la main...
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Chez la femme, la cause serait peut être "de nature hormonale", c'est pour cela pour certains que ce syndrome atteindrait plus fréquemment les femmes enceintes ainsi que les femmes proches de la ménopause... Chez l'homme, la cause serait quasi exclusivement d'ordre mécanique : typiquement, on trouverait le syndrome chez l'ouvrier utilisant fréquemment un marteau piqueur...
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Les formes de syndrome du canal carpien d'origine professionnelle seraient dit-on nombreuses, à tout le moins... en France. Cette pathologie est, de fait, en France, "reconnue" par le tableau de maladie professionnelle n° 57 du régime général de la sécurité sociale...
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Article détaillé : Troubles musculosquelettiques.
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Il est de plus en plus fréquemment observé chez les personnes travaillant sur un poste informatique non ergonomique (clavier[4], souris, position du siège mal adaptés...). Dans ce cas, il suffit parfois de revoir la configuration du poste de travail pour y remédier.[5]
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D'autres causes sont plus rares : ténosynovites, compression par les muscles fléchisseurs au cours de la polyarthrite rhumatoïde, causes infectieuses, algodystrophies, dépots amyloïdes (lors de l'hémodialyse).
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Le syndrome est plus fréquent en cas de diabète, d'hypothyroïdie, de myélome ou de de sarcoïdose.
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Un nombre important de syndromes du canal carpien n'ont aucune cause clairement identifiée (idiopathiques).

Diagnostic 

Symptômes 

Les symptômes siègent sur la totalité ou sur une partie seulement du territoire anatomique du nerf médian. Ils prédominent sur la face palmaire des trois premiers doigts et sont parfois décrits par les malades comme atteignant toute la main. Le syndrome du canal carpien se présente de manière bilatérale dans plus de la moitié des cas[6].
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Le syndrome s'exprime par des picotements, des engourdissements, des fourmillements ou des décharges électriques dans les doigts. Il oblige le malade à mobiliser sa main. Le malade dit souvent que sa main lui paraît gonflée, engourdie, endormie, morte, que sa circulation semble arrêtée, qu'il se sent maladroit. Il existe une faiblesse de la pince pouce-index, une diminution de la masse musculaire (amyotrophie) de l'éminence thénar (sous le pouce), une sensation de doigts boudinés. L'apparition est habituellement progressive et la forme aigüe reste assez rare.
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Typiquement, les douleurs sont nocturnes, réveillant le malade, l'obligeant à se lever (acroparesthésies nocturnes). Elles peuvent apparaître seulement au petit matin ou se répéter plusieurs fois dans la nuit. Dans la journée, les douleurs peuvent être déclenchées par certains mouvements ou par le maintien de position lors d'activités telles que téléphoner, lire le journal, conduire, tricoter… Des activités manuelles professionnelles ou de loisirs, exceptionnelles ou habituelles, mais intenses, sont parfois à l'origine de l'apparition du syndrome.

Examen clinique

L'examen clinique retrouve parfois des troubles vasomoteurs (acrocyanose ou doigts bleus, parfois accompagnés de douleurs dans le cadre d'un syndrome de Raynaud).
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L'altération de la sensibilité de la main peut être détectée par un test de Weber.
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l'examen de l'atteinte musculaire montre qu'il peut exister une perte du « O » parfait lors de l’opposition du pouce. La perte de la force musculaire peut être attestée au dynamomètre de Jamar. C'est surtout le déficit des antépulseurs de la colonne du pouce (antépulsion contrariée, mesurable) qui est très constant.
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La percussion de la face antérieure du carpe peut provoquer des fourmillements (signe de Tinel), de même que l'hyperflexion du poignet (signe de Phalen). La compression du poignet avec un garrot peut provoquer l'apparition d'une douleur au bout de trente secondes.

Examens complémentaires  

L'électromyogramme (EMG) sert à confirmer l'atteinte du nerf médian et permettrait pour certains d'apprécier l'importance des lésions nerveuses. Il montre une augmentation de la latence motrice et diminution de la conduction nerveuse. Un EMG normal permettrait, selon certains, quant à lui d'exclure de façon presque certaine une forme sévère de syndrome du canal carpien : ont été décrites en fait des formes sévères à examen électrique "normal".
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Sauf cas très particuliers, polyarthrite rhumatoïde, hémodialyse, ou luxation antérieure du semi-lunaire, la dépense pour une radio de routine est excessive. La radiographie du poignet, selon l'incidence du canal carpien (main collée à la plaque, et avant-bras perpendiculaire), permettrait exceptionnellement d'en apprécier le mécanisme. Par contre, la comparaison de deux clichés de face montrerait volontiers du côté le plus atteint une déminéralisation (par défaut d'utilisation) dans des cas avérés..
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Une très bonne échographie du tronc nerveux pourrait être intéressante dans la grande majorité des formes communes.
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Les autres examens d'imagerie (scanner, imagerie par résonance magnétique ne sont pas faits systématiquement, et cela, même en cas, notamment, d'échec d'une intervention chirurgicale (la libération a été en règle générale insuffisante : incision "trop" haute ou "trop" basse et "pas assez" longue"), ou de formes atypiques (formes à l'effort ou compression extrinsèque).
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Le bilan biologique ne montre rien de particulier. Il faut rechercher systématiquement un diabète, association non exceptionnelle et qui favorise une extension de la compression à la partie "haute" du ligament annulaire, source de "mauvais résultat" si méconnue.

Diagnostic différentiel 

Les plus courants sont les atteintes des racines nerveuses C6-C7, le syndrome de la traversée thoracobrachiale et les neuropathies périphériques, syndrome du rond pronateur, atteinte du nerf interosseux antérieur.

Traitement 

Il ne faut pas attendre les complications pour traiter. Quand il y a perte de la sensibilité digitale ou fonte musculaire, le nerf est en général sévèrement atteint. Dans les formes légères ou modérées un traitement médical, conservateur, peut être proposé. Dans les formes plus sévères la chirurgie paraît préférable[7]. Les formes sévères surviennent le plus souvent chez les personnes âgées.
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Les récidives ne sont pas rares après traitement médical, mais sont exceptionnelles après chirurgie.
Il n'existe pas de recommandations officielles françaises ou européennes pour sa prise en charge. Le seul document de type recommandations a été publié en 1993 par l' American Academy of Neurology[8].

Traitement médical

Les injections de dérivés cortisonés dans le canal (infiltrations) peuvent être efficaces pendant quelques semaines[9].
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Dans les formes légères ou modérées, une orthèse de repos du poignet permet souvent de calmer les engourdissements[10]. Elle peut être portée seulement la nuit. Cette amélioration des symptômes est parfois de courte durée, obligeant alors à proposer la chirurgie.
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Les médicaments associant diurétiques et anti-inflammatoires n'ont pas démontré de manière franche leur efficacité. Il est de même pour des techniques alternatives : laser, ultrasons ou yoga[10].
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Dans tous les cas, il est licite d'essayer cette triade : arrêt du mouvement causal, repos (orthèse) et pharmacologie (anti-inflammatoire et diurétiques).
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Les atteintes purement mécaniques sont souvent professionnelles et peuvent entrainer un changement d'affectation ou de poste de travail. Quand cela est possible, il est conseillé de réduire les micro-traumatismes répétés, en particulier l'exposition aux vibrations.

Traitement chirurgical 

Il est basé sur la neurolyse permettant la libération du nerf médian des structures qui le compriment. La chirurgie, quelle que soit la technique à ciel ouvert, ou par endoscopie [11], donne de très bons résultats.
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Certains canaux très serrés et cela en dépit de la pression commerciale [12] (déjà passée aux USA depuis 10 ans...) ne sont pas accessibles à l'endoscopie sans risque majeur : ce sont les indications opératoires indiscutables. Il consiste en la section du ligament annulaire antérieur du carpe. La technique endoscopique améliore le résultat dans les trois premières semaines mais il n'existe pas de différence significative dans les résultats à moyen et long terme. Il existe cependant un risque de lésion du nerf médian par voie endoscopique qu'il ne faut pas négliger.
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Un repos prolongé est nécessaire avant la reprise d'un travail manuel exigeant. Une rééducation est utile (manipulation d'une balle en mousse). Les sujets opérés se plaignent parfois de quelques douleurs résiduelles, d'une légère perte de force de préhension.
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Les suites post-opératoires sont généralement bonnes : une personne sur six a, cependant, des douleurs persistantes mais à des degrés divers[13]. Il existe cependant des complications possibles : algodystrophie, infection (dans environ 1% des cas), récidive. Plus rarement, une section d’un des rameaux nerveux destinés au pouce peut survenir.

Notes et références 

  1. Gelfman R, Melton LJ, Yawn BP, Wollan PC, Amadio PC, Stevens JC, Long-term trends in carpal tunnel syndrome, Neurology, 2009;72:33-41
  2. Bland JDP, 'The relationship of obesity, age, and carpal tunnel syndrome: more complex than was thought? [archive], Muscle and Nerve, 2005;32:527-32
  3. Hakim AJ, Cherkas L, El Zayat S et Als. The genetic contribution to carpal tunnel syndrome in women: a twin study [archive], Arthritis Rheum 2002;47:275-9
  4. L'utilisation d'un clavier de type « Dvorak » permettrait d'être moins sensible à ces problèmes, comme expliqué sur cette page du clavier BÉPO [archive]
  5. Ergonomie: poignets douloureux, 'syndrome du canal carpien' Actualité - Silicon.fr [archive]
  6. Bland JDP, Rudolfer SM, Clinical surveillance of carpal tunnel syndrome in two areas of the United Kingdom, 1991-2001 [archive], J Neurol Neurosurg Psychiatry 2003;74:1674-9
  7. Jarvik JG, Comstock BA, Kliot M et als. Surgery versus non-surgical therapy for carpal tunnel syndrome: a randomised parallel-group trial [archive], Lancet, 2009;374:1074-1081
  8. Report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology, Practice parameter for carpal tunnel syndrome (summary statement) [archive], Neurology, 1993;43:2406-9
  9. Marshall S, Tardif G, Ashworth N, Local corticosteroid injection for carpal tunnel syndrome [archive], Cochrane Database Syst Rev, 2007;2.CD001554
  10. a et b Piazzini DB, Aprile I, Ferrara PE, et als. A systematic review of conservative treatment of carpal tunnel syndrome [archive], Clin Rehabil, 2007;21:299-314
  11. Endoscopie d'un Canal Carpien [archive]
  12. Endoscopie d'un Canal Carpien [archive]
  13. Atroshi I, Hofer M, Larsson GU, Ornstein E, Johnsson R, Ranstam J, Open compared with 2-portal endoscopic carpal tunnel release: a 5-year follow-up of a randomized controlled trial [archive], J Hand Surg (Am), 2009;34:266-272