Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Budd Schulberg -(1914 - 2010)


Morreu argumentista de Há Lodo no Cais

TSF - 06 AGO 09 às 06:36

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O argumentista de Há Lodo no Cais faleceu na quarta-feira à noite aos 95 anos. Budd Schulberg venceu o Óscar de Melhor Argumento, um dos oito atribuídos a esta pelicula considerada a melhor do ano e protagonizada por Marlon Brando.



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O argumentista responsável pelo filme Há Lodo no Cais faleceu, na quarta-feira à noite, em Nova Iorque, aos 95 anos, anunciou a sua mulher, em declarações ao New York Times.
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Segundo Betsy Schulberg, Budd Schulberg foi transportado de emergência para o hospital, onde os médicos não conseguiram impedir a morte de Budd Schulberg.
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O vencedor Óscar de Melhor Argumento com Há Lodo no Cais, considerado então o melhor filme do ano, nasceu em Nova Iorque em 1914 e começou a fazer sucesso nos anos 40 com livros como What Makes Sammy Run.
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O homem que criou a personagem do estivador Terry Malloy, interpretada por Marlon Brando, nome grande mas polémico dos bastidores de Hollywood cresceu entre a elite do Meca do cinema.
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Os cenários e estúdos da Paramount, da qual o seu pai chegou a ser chefe, e da MGM eram os locais onde costumava brincar, o que o levou a conhecer de perto "estrelas" como Gary Cooper e Cary Grant.
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Serviu na Marinha na II Guerra Mundial onde trabalhou no departamento de documentário ao lado do realizador John Ford, tendo estado depois envolvido na recolha de provas para o Julgamentos de Nuremberga.
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Membro do Partido Comunista entre 1936 e 1939, Schulberg denunciou 17 camaradas da Sétima Arte perante o Comité da Caça às Bruxas.
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O argumentista nunca negou que a história de Há Lodo no Cais tivesse relacionada com as audiências da Caça às Bruxas, contudo, na sua autobiografia, sublinhou que o filme nunca significou um pedido de desculpas.
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Este filme de 1954, sobre a corrupção no cais de Nova Jérsia, venceu oito estatuetas douradas, uma das quais ganha por Marlon Brando.
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Em 2006, Schulberg disse que gostaria de ser recordado como alguém que usava as capacidades que tinha como escritor para dizer o que devia ser dito sobre a sociedade, mas sempre a pensar no entretenimento.

domingo, 26 de julho de 2009

Crispiniano Neto - Livro de poeta potiguar compila 111 cordéis sobre Lula





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A literatura popular do Nordeste conta história. Depois de nomes como Luís da Câmara Cascudo, Lampião, Frei Damião, Tancredo Neves, Getúlio Vargas e tantos outros estamparem livros com poemas de literatura de cordel, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganha espaço na segunda edição de uma obra que reúne cordéis sobre a história política do Brasil nos últimos 30 anos.
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Crispiniano Neto é autor de 59 cordéis da antologia



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O cordelista potiguar Crispiniano Neto é o responsável por Lula na Literatura de Cordel (Editora Imeph) — uma antologia com 59 poemas de sua autoria e mais 52 de cordelistas de todo o país. “Contra ou a favor, sempre os poetas se pronunciam”, resume o autor do livro, que será lançado no Ideal Clube de Fortaleza (CE), nesta sexta-feira, às 19 horas.
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Longe da burocracia que rege seus dias na presidência da Fundação José Augusto, Crispiniano Neto acha tempo para respirar entre os versos do cordel, retratando a vida e a política de uma maneira mais leve e poética. Foi nestas folhas abrigando mundos que o poeta registrou a trajetória de Lula.
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Para liderar um projeto como este, não há dúvidas de Crispiniano tinha crédito de sobra. Na juventude, sua trajetória revelou intensa sensibilidade. Líder estudantil, foi fundador e diretor de informativos, grêmios, entidades comunitárias e culturais. Marcou presença nos mesmos movimentos sociais em que Lula esteve na época da campanha dos metalúrgicos do ABC na década de 1980.
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Crispiniano virou cordelista e jornalista. Tornou-se membro da ABLC (Associação Brasileira de Literatura de Cordel), ocupando a cadeira de número 26, cujo patrono é Câmara Cascudo. Em sua posse, entregou em mãos ao presidente o exemplar número 1 de Lula na Literatura de Cordel. “O companheiro Crispiniano fez por merecer esta honra, escrevendo ao longo da vida mais de 150 folhetos de cordel, sempre engajado na luta pela preservação desta arte popular brasileira”, disse Lula no momento da posse.
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Os trabalhadores em evidência
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Ao longo do tempo, Crispiniano transformou a angústia dos trabalhadores em poesia e concebeu folhetos de cordéis que eram recitados durante as manifestações. “A minha inspiração surgia depois de conversar com trabalhadores das fábricas. Eles contavam seus problemas, e eu transformava um pouco do histórico das fábricas em cordel”, relata o poeta. “O livro é fruto disso. Eu já tinha vários poemas meus com Lula, e a ideia era fazer um livro com este tema.”
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Lula na Literatura de Cordel é, de fato, sua iniciativa de maior repercussão. Em apenas noves meses, o autor conseguiu aumentar o livro de 308 para 528 páginas, “mesmo tendo ainda deixado muito poemas de fora, por falta de estrutura para coletar todos os que estão aparecendo”. Além dos cordéis, Crispiniano utiliza glossários que contextualizam termos do gênero, situando-os no tempo e no espaço, além de esclarecer os aspectos semânticos das palavras.
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Na introdução, o autor apresenta o que chama de “paracordel”. É o fenômeno no qual poetas “que não são cordelistas originais” falam a linguagem do povo — uns com o objetivo de elogiar ou criticar o presidente, outros agredindo as regras da literatura de cordel e produzindo “monstrengos antipoéticos, sem estética e sem ética”. Com relação a estes, Crispiniano não se esquiva: acredita que muitos dos que criticam Lula estão nesse campo.
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Divididos em 12 capítulos, os cordéis percorrem episódios que antecedem a chegada de Lula ao movimento sindical, passando pelas greves do ABC Paulista, até aqueles que enaltecem a figura do nordestino, que com determinação assumiu o posto de presidente da República de seu país. Nesse momento, fala de uma mudança significativa da literatura de cordel — que passou de um veículo de paz, tradição e informação para dar lugar a reivindicações de cunho social e político.
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Já nos primeiros versos é o talento de Patativa do Assaré que anuncia: “Quero paz e liberdade,/ Sossego e fraternidade/ Na nossa pátria natal./ Desde a cidade ao deserto,/ Quero o operário liberto/ Da exploração patronal”. Ao final, ainda reúne discursos e comentários sobre a obra, com direito à fala de Lula, durante a posse de Crispiniano na ABLC.
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O cordel de volta ao povo
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Para Crispiniano, o essencial do seu livro é o registro de toda uma mudança de mentalidade que houve no cordel. “Me perguntava sempre quando lia os cordéis mais antigos: se a poesia de cordel é popular, por que estar ao lado da elite? Então começamos pregando a mudança, o fim da ditadura, a reforma agrária, a anistia no formato dos folhetos.”
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Os avanços, segundo ele, são inegáveis. “Antes a literatura de cordel abrigava um discurso mais elitista”, diz. “Depois de Patativa do Assaré, os poemas passaram a ser elaborados com uma força política maior. Isso aconteceu, acredito, devido à abertura política para a esquerda. Patativa é um ícone dessa época por desenvolver um discurso politizado pela esquerda, e minha geração vem a partir disso.”
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Da redação, com agências
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in Vermelho - 24 DE JULHO DE 2009 - 18h08

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