Discurso de Lula da Silva (excerto)

___diegophc
Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Correia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vítor Correia. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 9 de julho de 2010

As canções de um outro patriotismo norte-americano



Celebrando o 4 de Julho nos EUA


As canções de um outro

patriotismo norte-americano

Em The Nation, honrando o 4 de Julho, Peter Rothberg escolhe, do seu ponto de vista de esquerda, as 12 canções mais patrióticas de sempre dos EUA.O autor salienta que «I've always thought that the best things about America can usually be found embodied in our national music. In fact, as Peter Drier and Richard Flacks observed in a 2002 Nation article, "Most Americans are unaware that much of our patriotic culture--including many of the leading icons and symbols of American identity--was created by artists and writers of decidedly left-wing and even socialist sympathies." That includes, most decidedly, our music. "A look at the songs sung at post-9/11 patriotic tribute events and that appear on the various patriotic compilation albums, or the clips incorporated into film shorts celebrating the 'American spirit,' reveals that the preponderance of these originated in the forgotten tradition of left-wing patriotism." As 12 canções são as seguintes:





Power and Glory, Phil Ochs
We Can't Make It Here Anymore, James McMurtry
We Almost Lost Detroit, Gil Scott-Heron
The House I Live In, Paul Robeson
Cortez the Killer, Dave Matthews Band
with Warren Haynes
covering Neil Young
The Lonesome Death of Hattie Carroll,
Christy Moore covering Bob Dylan
500 Miles, Rosanne Cash
A Change is Gonna Come, Sam Cooke
Lawyers, Guns and Money, Warren Zevone todas elas podem ser ouvidas aqui
.
.


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Maria Ostiz - Un pueblo es... / Todo tiene su fin (Hispavox, 1977)


.
.
superpop60 1 de Maio de 2009Single de 1977 A-Un pueblo es... B-Todo tiene su fin.
.
Vítor Correia
18/Mai/2010 15:24
.
_____
.
.

Comfortably Numb - duas interpretações

David Gilmour - Comfortably Numb


.
.
InnerAlsatian 22 de Janeiro de 2008 — David Gilmour performing Comfortably Numb live at The Royal Albert Hall, featuring David Bowie.

If this doesn't give you goosebumps, then I pity you. This is something of the most insane things ever done with a guitar. (and please.. don't comment on the dancers)
.
.
| Vitor diz:
14/Mai/2010 16:33 
.
.
_____
.
Comfortably Numb - Pink Floyd The Wall
.


Comfortably Numb - Pink Floyd The Wall . .
.
BernardoLang 2 de Novembro de 2008 — Pink Floyd´s The Wall Comfortably Numb
Lyrics:

Hello,
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone home?

Come on
Now
I hear you're feeling down
I can ease your pain
Get you on your feet again

Relax
I'll need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts?

There is no pain you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move
But I can't hear what you're saying

When I was a child I had a fever
My hands felt just like
Two balloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain
You would not understand
This is not how I am

I... Have become comfortably numb

O.K.
Just a little pin prick
There'll be no more aaaaaaaah!
But you may feel a little sick

Can you stand up?
I do believe it's working
Good
That'll keep you going through the show
Come on
It's time to go

There is no pain you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move
But I can't hear what you're saying

When I was a child
I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye

I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown
The dream is gone
I... Have become comfortably numb
.
.

domingo, 13 de junho de 2010

Verdi. Nabucco. Va pensiero


.
.
marianmus 17 de Março de 2007 — Interpretación del famoso coro de la ópera Nabucco de Verdi por la Orquesta y Coro del Teatro Nacional de la Ópera de París, bajo la dirección de Nello Santi, en 1979

Vítor Correia  diz:
26/Abr/2010 14:28
.
.

domingo, 25 de abril de 2010

A Música, a Poesia e o 25 de Abril


24/Abr 22:19
Yolanda dijavascript:void(0)z:
MEU AMIGO,
25 DE ABRIL SEMPRE,FASCISMO NUNCA MAIS ,BJS
.

Grândola vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti ó cidade

Dentro de ti ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Grândola a tua vontade
Jurei ter por companheira
À sombra de uma azinheira
Que já não sabia a idade

24/Abr 20:24
Odete diz:
Bom Fim de Semana amigo,Beijinhos com carinho.
24/Abr 16:44Susana ♥★diz:
.
.
.

Uns vão bem e outros mal

Senhoras e meus senhores, façam roda por favor
Senhoras e meus senhores, façam roda por favor, cada um com o seu par
Aqui não há desamores, se é tudo trabalhador o baile vai começar
Senhoras e meus senhores, batam certos os pézinhos, como bate este tambor
Não queremos cá opressores, se estivermos bem juntinhos, vai-se embora o mandador
Vai-se embora o mandador
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
De velhas casas vazias, palácios abandonados, os pobres fizeram lares
Mas agora todos os dias, os polícias bem armados desocupam os andares
Para que servem essas casas, a não ser para o senhorio viver da especulação
Quem governa faz tábua rasa, mas lamenta com fastio a crise da habitação
E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
Tanta gente sem trabalho, não tem pão nem tem sardinha e nem tem onde morar
Do frio faz agasalho, que a gente está tão magrinha da fome que anda a rapar
O governo dá solução, manda os pobres emigrar, e os emigrantes que regressaram
Mas com tanto desemprego, os ricos podem voltar porque nunca trabalharam
E assim se faz Portugal, uns vão bem e outros mal
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição
E como pode outro alguém, tendo interesses tão diferentes, governar trabalhadores
Se aquele que vive bem, vivendo dos seus serventes, tem diferentes valores
Não nos venham com cantigas, não cantamos para esquecer, nós cantamos para lembrar
Que só muda esta vida, quando tiver o poder o que vive a trabalhar
Segura bem o teu par, que o baile vai terminar
Faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres, faz lá como tu quiseres
Folha seca cai ao chão, folha seca cai ao chão
Eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres, eu não quero o que tu queres,
Que eu sou doutra condição, que eu sou doutra condição

Fausto, Madrugada dos Trapeiros, 1978
23/Abr 16:02
José  Pereira diz:
.



Traz Outro Amigo Também
(Zeca Afonso)

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem
Por essa estrada amigo vem
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também
Em terras
Em todas as fronteiras
Seja bem vindo quem vier por bem
Se alguém houver que não queira
Trá-lo contigo também
Aqueles
Aqueles que ficaram
(Em toda a parte todo o mundo tem)
Em sonhos me visitaram
Traz outro amigo também

TEM UM LINDO FIM DE SEMANA AMIGO VICTOR. UM BOM 25 DE ABRIL. ABRAÇO.

23/Abr 16:00
 Vitor diz:


.
.
José Carlos Ary dos Santos (autoria e declamação)
  .
.Era uma vez um país
onde entre o mar e a guerra
vivia o mais infeliz
dos povos à beira-terra.
Onde entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo se debruçava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
Era uma vez um país
onde o pão era contado
onde quem tinha a raiz
tinha o fruto arrecadado
onde quem tinha o dinheiro
tinha o operário algemado
onde suava o ceifeiro
que dormia com o gado
onde tossia o mineiro
em Aljustrel ajustado
onde morria primeiro
quem nascia desgraçado.
.
Era uma vez um país
de tal maneira explorado
pelos consórcios fabris
pelo mando acumulado
pelas ideias nazis
pelo dinheiro estragado
pelo dobrar da cerviz
pelo trabalho amarrado
que até hoje já se diz
que nos tempos do passado
se chamava esse país
Portugal suicidado.
Ali nas vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
vivia um povo tão pobre
que partia para a guerra
para encher quem estava podre
de comer a sua terra.
Um povo que era levado
para Angola nos porões
um povo que era tratado
como a arma dos patrões
um povo que era obrigado
a matar por suas mãos
sem saber que um bom soldado
nunca fere os seus irmãos.
Ora passou-se porém
que dentro de um povo escravo
alguém que lhe queria bem
um dia plantou um cravo.
Era a semente da esperança
feita de força e vontade
era ainda uma criança
mas já era a liberdade.
Era já uma promessa
era a força da razão
do coração à cabeça
da cabeça ao coração.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Esses que tinham lutado
a defender um irmão
esses que tinham passado
o horror da solidão
esses que tinham jurado
sobre uma côdea de pão
ver o povo libertado
do terror da opressão.
Não tinham armas é certo
mas tinham toda a razão
quando um homem morre perto
tem de haver distanciação
uma pistola guardada
nas dobras da sua opção
uma bala disparada
contra a sua própria mão
e uma força perseguida
que na escolha do mais forte
faz com que a força da vida
seja maior do que a morte.
Quem o fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
Posta a semente do cravo
começou a floração
do capitão ao soldado
do soldado ao capitão.
Foi então que o povo armado
percebeu qual a razão
porque o povo despojado
lhe punha as armas na mão.
Pois também ele humilhado
em sua própria grandeza
era soldado forçado
contra a pátria portuguesa.
Era preso e exilado
e no seu próprio país
muitas vezes estrangulado
pelos generais senis.
Capitão que não comanda
não pode ficar calado
é o povo que lhe manda
ser capitão revoltado
é o povo que lhe diz
que não ceda e não hesite
– pode nascer um país
do ventre duma chaimite.
Porque a força bem empregue
contra a posição contrária
nunca oprime nem persegue
– é força revolucionária!
Foi então que Abril abriu
as portas da claridade
e a nossa gente invadiu
a sua própria cidade.
Disse a primeira palavra
na madrugada serena
um poeta que cantava
o povo é quem mais ordena.
E então por vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
desceram homens sem medo
marujos soldados «páras»
que não queriam o degredo
dum povo que se separa.
E chegaram à cidade
onde os monstros se acoitavam
era a hora da verdade
para as hienas que mandavam
a hora da claridade
para os sóis que despontavam
e a hora da vontade
para os homens que lutavam.
Em idas vindas esperas
encontros esquinas e praças
não se pouparam as feras
arrancaram-se as mordaças
e o povo saiu à rua
com sete pedras na mão
e uma pedra de lua
no lugar do coração.
Dizia soldado amigo
meu camarada e irmão
este povo está contigo
nascemos do mesmo chão
trazemos a mesma chama
temos a mesma ração
dormimos na mesma cama
comendo do mesmo pão.
Camarada e meu amigo
soldadinho ou capitão
este povo está contigo
a malta dá-te razão.
Foi esta força sem tiros
de antes quebrar que torcer
esta ausência de suspiros
esta fúria de viver
este mar de vozes livres
sempre a crescer a crescer
que das espingardas fez livros
para aprendermos a ler
que dos canhões fez enxadas
para lavrarmos a terra
e das balas disparadas
apenas o fim da guerra.
Foi esta força viril
de antes quebrar que torcer
que em vinte e cinco de Abril f
ez Portugal renascer.
E em Lisboa capital
dos novos mestres de Aviz
o povo de Portugal
deu o poder a quem quis.
Mesmo que tenha passado
às vezes por mãos estranhas
o poder que ali foi dado
saiu das nossas entranhas.
Saiu das vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
onde um povo se curvava
como um vime de tristeza
sobre um rio onde mirava
a sua própria pobreza.
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe.
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu.
Essas portas que em Caxias
se escancararam de vez
essas janelas vazias
que se encheram outra vez
e essas celas tão frias
tão cheias de sordidez
que espreitavam como espias
todo o povo português.
Agora que já floriu
a esperança na nossa terra
as portas que Abril abriu
nunca mais ninguém as cerra.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
Quando o povo desfilou
nas ruas em procissão
de novo se processou
a própria revolução.
Mas eram olhos as balas
abraços punhais e lanças
enamoradas as alas
dos soldados e crianças.
E o grito que foi ouvido
tantas vezes repetido
dizia que o povo unido
jamais seria vencido.
Contra tudo o que era velho
levantado como um punho
em Maio surgiu vermelho
o cravo do mês de Junho.
E então operários mineiros
pescadores e ganhões
marçanos e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
souberam que o seu dinheiro
era presa dos patrões.
A seu lado também estavam
jornalistas que escreviam
actores que se desdobravam
cientistas que aprendiam
poetas que estrebuchavam
cantores que não se vendiam
mas enquanto estes lutavam
é certo que não sentiam
a fome com que apertavam
os cintos dos que os ouviam.
Porém cantar é ternura
escrever constrói liberdade
e não há coisa mais pura
do que dizer a verdade.
E uns e outros irmanados
na mesma luta de ideais
ambos sectores explorados
ficaram partes iguais.
Entanto não descansavam
entre pragas e perjúrios
agulhas que se espetavam
silêncios boatos murmúrios
risinhos que se calavam
palácios contra tugúrios
fortunas que levantavam
promessas de maus augúrios
os que em vida se enterravam
por serem falsos e espúrios
maiorais da minoria
que diziam silenciosa
e que em silêncio fazia
a coisa mais horrorosa:
minar como um sinapismo
e com ordenados régios
o alvor do socialismo
e o fim dos privilégios.
Foi então se bem vos lembro
que sucedeu a vindima
quando pisámos Setembro
a verdade veio acima.
E foi um mosto tão forte
que sabia tanto a Abril
que nem o medo da morte
nos fez voltar ao redil.
Ali ficámos de pé
juntos soldados e povo
para mostrarmos como é
que se faz um país novo.
Ali dissemos não passa!
E a reacção não passou.
Quem já viveu a desgraça
odeia a quem desgraçou.
Foi a força do Outono
mais forte que a Primavera
que trouxe os homens sem dono
de que o povo estava à espera.
Foi a força dos mineiros
pescadores e ganhões
operários e carpinteiros
empregados dos balcões
mulheres a dias pedreiros
reformados sem pensões
dactilógrafos carteiros
e outras muitas profissões
que deu o poder cimeiro
a quem não queria patrões.
Desde esse dia em que todos
nós repartimos o pão
é que acabaram os bodos
— cumpriu-se a revolução.
Porém em quintas vivendas
palácios e palacetes
os generais com prebendas
caciques e cacetetes
os que montavam cavalos
para caçarem veados
os que davam dois estalos
na cara dos empregados
os que tinham bons amigos
no consórcio dos sabões
e coçavam os umbigos
como quem coça os galões
os generais subalternos
que aceitavam os patrões
os generais inimigos
os generais garanhões
teciam teias de aranha
e eram mais camaleões
que a lombriga que se amanha
com os próprios cagalhões.
Com generais desta apanha
já não há revoluções.
Por isso o onze de Março
foi um baile de Tartufos
uma alternância de terços
entre ricaços e bufos.
E tivemos de pagar
com o sangue de um soldado
o preço de já não estar
Portugal suicidado.
Fugiram como cobardes
e para terras de Espanha
os que faziam alardes
dos combates em campanha.
E aqui ficaram de pé
capitães de pedra e cal
os homens que na Guiné
aprenderam Portugal.
Os tais homens que sentiram
que um animal racional
opõe àqueles que o firam
consciência nacional.
Os tais homens que souberam
fazer a revolução
porque na guerra entenderam
o que era a libertação.
Os que viram claramente
e com os cinco sentidos
morrer tanta tanta gente
que todos ficaram vivos.
Os tais homens feitos de aço
temperado com a tristeza
que envolveram num abraço
toda a história portuguesa.
Essa história tão bonita
e depois tão maltratada
por quem herdou a desdita
da história colonizada.
Dai ao povo o que é do povo
pois o mar não tem patrões.
– Não havia estado novo
nos poemas de Camões!
Havia sim a lonjura
e uma vela desfraldada
para levar a ternura
à distância imaginada.
Foi este lado da história
que os capitães descobriram
que ficará na memória
das naus que de Abril partiram
das naves que transportaram
o nosso abraço profundo
aos povos que agora deram
novos países ao mundo.
Por saberem como é
ficaram de pedra e cal
capitães que na Guiné
descobriram Portugal.
E em sua pátria fizeram
o que deviam fazer:
ao seu povo devolveram
o que o povo tinha a haver:
Bancos seguros petróleos
que ficarão a render
ao invés dos monopólios
para o trabalho crescer.
Guindastes portos navios
e outras coisas para erguer
antenas centrais e fios
dum país que vai nascer.
Mesmo que seja com frio
é preciso é aquecer
pensar que somos um rio
que vai dar onde quiser
pensar que somos um mar
que nunca mais tem fronteiras
e havemos de navegar
de muitíssimas maneiras.
No Minho com pés de linho
no Alentejo com pão
no Ribatejo com vinho
na Beira com requeijão
e trocando agora as voltas
ao vira da produção
no Alentejo bolotas
no Algarve maçapão
vindimas no Alto Douro
tomates em Azeitão
azeite da cor do ouro
que é verde ao pé do Fundão
e fica amarelo puro
nos campos do Baleizão.
Quando a terra for do povo
o povo deita-lhe a mão!
É isto a reforma agrária
em sua própria expressão:
a maneira mais primária
de que nós temos um quinhão
da semente proletária
da nossa revolução.
Quem a fez era soldado
homem novo capitão
mas também tinha a seu lado
muitos homens na prisão.
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
um menino que sorriu
uma porta que se abrisse
um fruto que se expandiu
um pão que se repartisse
um capitão que seguiu
o que a história lhe predisse
e entre vinhas sobredos
vales socalcos searas
serras atalhos veredas
lezírias e praias claras
um povo que levantava
sobre um rio de pobreza
a bandeira em que ondulava
a sua própria grandeza!
De tudo o que Abril abriu
ainda pouco se disse
e só nos faltava agora
que este Abril não se cumprisse.
Só nos faltava que os cães
viessem ferrar o dente
na carne dos capitães
que se arriscaram na frente.
Na frente de todos nós
povo soberano e total
que ao mesmo tempo é a voz
e o braço de Portugal.
Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisas em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!
 .
Lisboa : Ed. Comunicação, 1975
 .
.

Rogelio - Patxi Andion


.
.
ObiAE86 3 de Janeiro de 2008 — Musica do musico e actor revolucionario Espanhol
.
vitor diz:
27/Mar/2010 12:26

.

PATXI ANDION ROGELIO LYRICS

.

En la misma pensión con el mismo hambre
En la misma habitación vivíamos
Rogelio y yo
.
Bajo el mismo techo con el mismo frío
Tiritando en el lecho dormíamos
Rogelio y yo
.
Con el mismo coche la misma mujer
Y la misma noche soñábamos
Rogelio y yo

En el mismo trabajo el mismo sudor
Y el mismo fracaso luchábamos
Rogelio y yo
.
Ya no te acuerdas Rogelio de aquella cantina
Del viejo Anselmo y su acordeón
Cuantas las noches nuestro vino alegró
Cuantas las noches que tu música tocó
.
Cuantas las noches que al oír esa canción
Tú te reías y reía yo
Y nos despertaba el sol
Llenos de vino llenos de ilusión
Te reirás del dolor
De si hacia frió O hacia calor
Si había dinero o solo sudor

.
Con el mismo equipaje
En el mismo tren que me marché
He vuelto a hacer el viaje
A tu nueva dirección
Con el mismo traje
Y la misma ilusión, he ido
He ido a buscarte
El guarda coches me ha entrado
Por la puerta de servicio
Y me ha metido en un cuarto
Que este donde mirar
Y te he visto bien vestido
En un salón lleno de espejos
Gente importante a tu lado
Y en tu cara el fastidio
Cuando te han avisado
.
Has salido, me has mirado
Te has acordado de mi nombre, Aleluya,
Y luego
Luego, te has marchado
.
Me has dejado con un saludo
Una cita en tu despacho
Y una tarjeta en la mano
Con tu nombre bien bordado
Pero no importa Rogelio
Esta noche iré a la cantina
Y al viejo Anselmo
Pediré tu canción
En la misma mesa
Beberé por los dos
Y entre mil copas
Me reiré del dolor
.
Y como otras noches
Al oír esa canción
Yo reiré,
Yo reiré
Me reiré de tu adiós
De mis zapatos
De tu confusión
Del pantalón de tu frac
De tus espejos
Y de tu salón
.
Y cuando te vuelva a ver, te diré
Muy buenas tardes
¿Que tal esta usted? y como no
Te pediré un favor
Para que esa noche
Duermas un poco mejor 

.

http://www.justsomelyrics.com/1335696/Patxi-Andion-Rogelio-Lyrics

.

.

domingo, 7 de março de 2010

A Curva do Sucesso

25/Fev 18:00

vitor diz:
.

Animo amigo.Um abraço

Quer enviar Humor?
.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Amizade - Vitor Correia

Assunto: GRRRR
Data: 13/Jan 12:40
Amigos,o hi5 não está a deixar-me enviar coments. Aparece sempre a dizer que o conteúdo não é permitido.Daí recorrer às mensagens para o fazer. Abraços e beijos do amigo Vitor r>


Br.Funscrape.Com | Mais Mensagens de Amizade Recados

sábado, 9 de janeiro de 2010

La poesia es... - Paco Ibañez


.
.

Ícone de canal

seilgard
2 de Outubro de 2006

Palau de la música...2002
.
.
5/Jan 17:29
vitor diz:

Parabéns amigo com tudo de bom.Um abraço
.
.
La Poesía es un Arma Cargada de Futuro
Paco Ibañez
.
Cuando ya nada se espera personalmente
exaltante,
más se palpita y se sigue más acá de la consciencia,
fieramente existiendo, ciegamente afirmando,
como un pulso que golpea las tinieblas,
que golpea las tinieblas.
.
Cuando se miran de frente
los vertiginosos ojos claros de la muerte,
se dicen las verdades ;
las bárbaras, terribles, amorosas crueldades,
amorosas crueldades.
.
Poesía para el pobre, poesía necesaria
como el pan de cada día,
como el aire que exigimos trece veces por minuto
para ser y tanto somos, dar un sí que glorifica,
dar un sí que glorifica.
.
Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejan
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un adorno,
Estamos tocando el fondo,
estamos tocando el fondo.
.
Maldigo al poesía concebida como un lujo
cultural para los neutrales
que lavándose las manos, se desentienden y evaden.
Maldigo la poesía de quien no ha tomado partido,
partido hasta mancharse.
.
Hago mías las faltas. Siento en mi a cuantos sufren
y canto respirando.
Canto y canto y cantando más allá de mis penas
de mis penas personales,
me ensancho, me ensancho.
.
Quiero daros vida, provocar nuevos actos,
y calculo por eso, con técnica que puedo.
Me siento un ingeniero del verso y un obrero
que trabaja con otros a España,
a España a sus aceros.
.
No es una poesía gota a gota pensada,
No es un bello producto. No es un fruto
perfecto,
es lo más necesario: lo que no tiene nombre.
Son gritos en el cielo, y en la tierra son actos.
.
Porque vivimos a golpes, porque apenas si nos dejen
decir que somos quien somos,
nuestros cantares no pueden ser sin pecado un
adorno
Estamos tocando el fondo,
Estamos tocando el fondo.
.
.
http://letras.terra.com.br/paco-ibaez/585746/
.
.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

She - Charles Aznavour


.
.
Ícone de canal

epitaph1897

She- Charles Aznavour
my complied pics

Lyrics:
.
She
May be the face I can't forget
The trace of pleasure or regret
May be my treasure or the price I have to pay
She
May be the song that summer sings
May be the chill that autumn brings
May be a hundred different things
Within the measure of a day
.
She
May be the beauty or the beast
May be the famine or the feast
May turn each day into a heaven or a hell
She may be the mirror of my dreams
The smile reflected in a stream
She may not be what she may seem
Inside her shell
.
She
Who always seems so happy in a crowd
Whose eyes can be so private and so proud
No one's allowed to see them when they cry
She
May be the love that cannot hope to last
May come to me from shadows of the past
That I'll remember till the day I die
.
She
May be the reason I survive
The why and wherefore I'm alive
The one I'll care for through the rough in ready years
Me
I'll take her laughter and her tears
And make them all my souvenirs
For where she goes I've got to be
The meaning of my life is
.
She
She, oh she 
.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Wonderful Life - Zucchero


.
.
Ícone de canal

ancoqwe





 Artist: Zucchero - Song: Wonderful Life

   .

Here I go out to sea again
The sunshine fills my hair
And dreams hang in the air
.
Gulls in the sky and in my blue eyes
You know it feels unfair
There's magic everywhere
.
Look at me standing
Here on my own again
Up straight in the sunshine
.
No need to run and hide
It's a wonderful, wonderful life
No need to hide and cry
It's a wonderful, wonderful life
.
Sun in your eyes
The heat is in your hair
They seem to hate you
Because you're there
.
And I need a friend
Oh, I need a friend
To make me happy
Not stand here on my own
.
Look at me standing
Here on my own again
Up straight in the sunshine
.
I need a friend
Oh, I need friend
To make me happy
Not so alone
Look at me here
Here on my own again
Up straight in the sunshine

.

http://www.popular-lyrics.com/lyrics/zucchero/wonderful-life-18929.html

.

[Back to Zucchero Lyrics Page]

Mentira - Manu Chao


Listen and Buy This Album


.
.

Ícone de canal

pyrogis
4 de Dezembro de 2007

remix without the intro
.
Enviado por Vítor Correia (hi5)
.

Singer:
Manu Chao
Album:
Listen and Buy This Album
Clandestino
Nome da canção:
Mentira
Canção info:
Spanish (english translation)
Lyric:
.

mentira lo que dice
mentira lo que da
mentira lo que hace
mentira lo que va
(la mentira….)

mentira la mentira
mentira la verdad
mentira lo que cuece
bajo la oscuridad

(mentira, mentira, la mentira…)

mentira el amor
mentira el sabor
mentira la que manda
mentira comanda
(mentira, mentira, la mentira…)

mentira la tristeza
cuando empieza
mentira no se va

(mentira, mentira, la mentira…)

mentira no se borra
mentira no se olvida
mentira, la mentira

mentira cuando llega
mentira nunca se va

mentira la mentira
mentira la verdad...

todo es mentira en este mundo
todo es mentira la verdad
todo es mentira yo me digo
todo es mentira ¿por que sera?


(mentira, mentira, la mentira…)






English Translation
==============


what is said is a lie
what is given is a lie
what is done is a lie
what goes is a lie

(the lie....)

a lie is a lie
the truth is a lie
what cooks below
the darkness is a lie

love is a lie
flavor is a lie
what is sent is a lie
the command is a lie

(lie, lie, the lie....)

the sadness is a lie
when the lie begins
it doesn't leave

(lie, lie, the lie....)


the lie doesn't fade
the lie isn't forgotten
(lie, the lie....)


when the lie arrives
it doesn't leave

the lie is a lie
the truth is a lie


everything is this world is a lie
everything is a lie, that's true
I tell myself that everything is a lie
everything is a lie, why will it be?


(lie, lie, the lie....)


.
http://www.loglar.com/song.php?id=19641&lang=pt
.

.
Mentira o que diz
Mentira o que dá
Mentira o que faz
Mentira a mentira
Mentira a verdade
Mentira o que conhece
Mentira a escuridão
Mentira o amor
Mentira o sabor
Mentira a que manda
Mentira comanda
Mentira a tristeza
Quando começa
Mentira não se vá
Mentira,mentira
A mentira...
Mentira não se apaga
Mentira não se ouve
Mentira,a mentira
Mentira quando chega
Mentira nunca se vai
Mentira,a mentira
Mentira a vai
Tudo é mentira neste mundo
Tudo é mentira,a verdade
Tudo é mentira,eu me digo
Tudo é mentira
Por quê será ?
.
.
http://www.lyricstime.com/manu-chao-mentira-tradu-o-lyrics.html
.
.

Fields of St. Etienne - Mary Hopkin


.
.
Ícone de canal

krisfaun


So this song is freaking hard to find, but I present to you all the mp3! http://www.megaupload.com/?... happy holidays Fields of St. Etienne sung by Mary Hopkin Art from Vincent Van Gogh 
.
.
Fields of St. Etienne
.
.
Through the fields of St Etienne
Amidst the corn I wander
In my hand an ear of corn
The morning dew has kissed
.
Here beneath the skies
I lay with my lover
While the summer winds gave it clouds of war
.
Au revoir my love
Though the reasons pass me
Why we can't remain in the fields of St. Etienne
.
Weaving proudly, singing loudly
Being young and foolish
.
He was going never knowing
He would not return
Singing songs of war
Filled fith God and country
Marching down the road with the boys that day
.
Au revoir my love
Though the reasons pass me
Why we can't remain in the fields of St. Etienne 

.
.

 Enviado por Vítor Correia (hi5)
.
.

La Vie En Rose - Donna Summer ( 'Tribute To Edith Piaf' CD )


.
.
Ícone de canal

stampyourfeet
3 de Agosto de 2009
.
.
 La Vie En Rose - Donna Summer - 'Tribute To Edith Piaf' Summer covered "La Vie en Rose" for the tribute album, Tribute to Edith Piaf, released in France and the United States, on which several other contemporary stars including Pat Benatar, Emmylou Harris and Ann Wilson of Heart, recorded interpretations of some of Piaf's best known works. (Special thanks to ingressolibero http://www.youtube.com/user/ingressol... and http://www.youtube.com/user/Discomichel for the generous use of their Paris, France concert footage. Check out their channels. They rock!!!)

I thought that love was just a word
They sang about in songs I heard
It took your kisses to reveal
That I was wrong, and love is real

Hold me close and hold me fast
The magic spell you cast
This is la vie en rose
When you kiss me, Heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
When you press me to your heart
I'm in a world apart
A world where roses bloom
And when you speak
Angels sing from above
Every day words
Seem to turn into love songs
Give your heart and soul to me
And life will always be
La vie en rose
.
.
Enviado por Vitor  Correia (hi5)
.
.

Malo - Bebe


.
.
Ícone de canal

many0010
23 de Julho de 2007
.
Enviado por Vitor Correia (hi5)

.
Malo - Bebe
,
.
Apareciste una noche fría con olor a tabaco sucio y a ginebra. El miedo ya me recorría mientras cruzaba los deditos tras la puerta.
.
Tu carita de niño guapo se la ha ido comiendo el tiempo por tus venas y tu inseguridad machita se refleja cada día en mis lagrimitas.
.
Una vez más no, por favor que estoy cansa y no puedo con el corazón.
Una vez más no, mi amor, por favor no grites que los niños duermen (x2)
.
Voy a volverme cómo el fuego, voy a quemar tus puños de acero y del morao de mis mejillas saldrá el valor pa cobrarme las heridas.
.
Malo, malo, malo eres, no se daña a quien se quiere, no!
Tonto, tonto, tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres (x2)
.
El día es gris cuando tú estás y el sol vuelve a salir cuando te vas y la penita de mi corazón yo me la tengo que tragar con el fogón.
.
Mi carita de niña linda se ha ido envejeciendo en el silencio.
Cada vez que me dices puta se hace tu cerebro más pequeño.
.
Una vez más no, por favor que estoy cansa y no puedo con el corazón.
Una vez más no, mi amor, por favor no grites que los niños duermen (x2)
.
Voy a volverme cómo el fuego, voy a quemar tus puños de acero y del morao de mis mejillas saldrá el valor pa cobrarme las heridas.
.
Malo, malo, malo eres, no se daña a quien se quiere, no!
Tonto, tonto, tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres (x2)
.
Voy a volverme cómo el fuego, voy a quemar tus puños de acero y del morao de mis mejillas saldrá el valor pa cobrarme las heridas.
.
Malo, malo, malo eres, no se daña a quien se quiere, no!
Tonto, tonto, tonto eres, no te pienses mejor que las mujeres (x2)
.
Malo, malo, malo eres, malo eres porque quieres
Malo, malo, malo eres, no me chilles que me duele
Eres dévil y eres malo y no te pienses mejor que yo ni que nadie.
Y ahora yo me fumo un cigarrito y te hecho el humo en el corazoncito.
Porque malo, malo, malo eres tú.
Malo, malo, malo eres sí!
Malo, malo, malo eres siempre.
Malo, malo, malo eres. 
.
.
http://www.mlyrics.com/lyrics/Bebe/unknown/Malo
.
.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Gato que dorme !

Amigos ,desculpem ter de ser assim.Abraço aos amigos e um fraterno beijinho às amigas
.
Vitor Correira (hi5)
.
.

cats002edited
.
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Lágrima - Vitor Correia


.
.

Ícone do canal

caracolinhos09
Uma lágrima de alegria ou de tristeza
.