Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 23 de março de 2010

Exposição fotográfica retrata o ruralismo e cultura regional

terça-feira, 23 de Março de 2010

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https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg6mTQDS7e7LY6AvFqMyiJ3tzWLhqe4pVB0wiGlUDc-nX5qaePU0en9YLIAMlm2788DfX5G5oPbQ2YyBNxaN-1Pd16IAygGiy7AQYTsSEP3SPDAhLctC3BVlQmriPPFOLaWU4qXE-8jJ-0L/s400/sorocaba_monumentos_tropeiro1.gif



22/03/2010 - 16h29 (Redação Agoravale)
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Inicia nesta semana a exposição fotográfica da artista Célia Soldi que tem como tema o “Resgate Cultural do Tropeirismo do Vale do Paraíba”. Com o objetivo de retratar as riquezas naturais do Vale, a exposição terá fotografias de equinos, muares e motivos rurais.
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Para quem quiser apreciar, a exposição estará aberta ao público das 8h às 12h e das 14h às 18h, entre os dias 23 e 31 de março no Espaço Cultural Georgina de Albuquerque, da Câmara de Taubaté.
A especialização em retratar os equinos surgiu há seis anos, com uma visita em uma hípica da região. “Tenho verdadeira paixão pelos cavalos e tento representar isso em meu trabalho”, diz Célia Soldi, que já realizou exposições em diversas cidades do estado.
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A fotógrafa, com 54 anos, diz que é movida pelo desafio e também tem em seu currículo fotos de casamentos, aniversários e eventos sociais.
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Comunicação Científica Festa de Silveiras: retrato da cultura tropeira

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Dessa movimentação de tropeiros pelas terras do Vale do Paraíba, .... Essa é uma das formas de resgatar a cultura do tropeiro juntamente com a sua história. ...
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Caminho das Tropas: A Importância da preservação histórica e ...

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de CB de Freitas Carpegeani - 2009 - Artigos relacionados
Das várias rotas de tropeiros no Vale do Paraíba, a mais conhecida é a atual SP – 068, ...... Existem ações voltadas ao resgate histórico e cultural. ..
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Nossa Senhora Aparecida e a religiosidade do Vale do Paraíba ...

Curiosamente no Vale do Paraíba existem vários registros de santos ou objetos de devoção ... de uma imagem que teria sido encontrada por tropeiros há séculos) há a Santa Perna, ... História da cultura, História do Brasil Tags: Catolici
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ValeParaibano

Resgate Cultural

Mostra no Sesc de São José explora cotidiano no mercado

Exposição apresenta como eram as relações nos antigos centros comerciais da região

Centro
As relações comerciais e seus desdobramentos afetivos e sociais são tema da mostra 'Valores do Vale, o mercado como espaço de preservação da memória', que pode ser visitado até o final de dezembro no Sesc (Serviço Social do Comércio), localizado na zona central de São José.
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A mostra apresenta um resumo do que foram as transações comerciais no Vale do Paraíba.
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Logo após os mascates de porta-em-porta e tropeiros viajantes, as relações comerciais se firmaram nos mercados regionais. Mas hoje elas perdem espaço para a geração 'shopping center'.
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De acordo com a animadora sócio cultural Paula Zanni, 56 anos, o objetivo é mostrar as relações sociais estabelecidas por meio do comércio.
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"O mercado era ponto de encontro para saber das novidades. Relações humanas e profundas eram vivenciadas diariamente por meio da confiança. A mostra resgata o tempo em que a palavra era documento."
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Segundo ela, a mostra apresenta um modo de viver simples e duradouro, de troca de receitas, notícias e até romances que ainda estão presentes nos balcões dos mercados regionais.
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A exposição apresenta 13 painéis com fotos do fotógrafo Jarbas Moura de Rosa em mercados das cidades de São José, Jambeiro, Caçapava, São Luís do Paraitinga, Redenção da Serra e Campos do Jordão, além de textos da folclorista Angela Savastano.
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CENÁRIO - Um cenário materializa a idéia da mostra. Uma minimercearia foi montada para dar ao visitante a impresssão de que ele viajou ao passado. No balcão há produtos como arroz, feijão, farinha de milho e mandioca. Além de objetos típicos do mercado, como bules, cabos de enxada e cestos artesanais.
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Ao passar em frente ao Sesc, o supervisor de calderaria Paulo Rubens de Brito, 33 anos, não resistiu e entrou.
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Morador do Galo Branco, ele afirmou não visitar exposições, mas que a montagem da mostra lhe chamou a atenção. "Parece que estou no meio de um mercado no nordeste. Em São José, essas coisas a gente não vê mais. As relações de humildade e confiança não existem no comércio local."
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Natural do Piauí, Brito se alegrou em poder mostrar ao seu filho Pietro Leandro de Souza Brito, de 9 anos, as relações comerciais que vivenciou em sua infância.
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Fotos: Alex Brito
FRASE

O mercado era o ponto de encontro para saber das novidades. Relações humanas e profundas eram vivenciadas diariamente por meio da confiança. A mostra resgata o tempo em que a palavra era documento"

Da animadora sócio cultural Paula Zanni, 56 anos


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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Phan Thi Kim Phuc - O destino da menina que foi a cara da guerra do vietnã

Mundo

13 de Dezembro de 2009 - 17h16

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 Ela se transformou no símbolo da Guerra do Vietnã. A foto da menina queimada, fugindo nua após seu vilarejo ser devastado pelos americanos, correu o mundo. Hoje, Phan Thi Kim Phuc ainda carrega as marcas do bombardeio, mas se esforça para superar o trauma. "Estive no inferno e percebi que, se mantivesse o ódio, nunca sairia dele", disse a vietnamita em entrevista ao Estado de S.Paulo durante sua passagem por Genebra, na semana passada.

Phan Thi Kim Phuc Guerra do Vietnã  A foto que virou símbolo da guerra
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 Phan conta que jamais esquecerá o dia 8 de junho de 1972. "Estávamos em casa e, de repente, começamos a ver nossa vila sendo atacada. Corremos para um templo, que depois também foi bombardeado. Decidimos sair correndo. Ao sair, senti meu corpo inteiro queimar, como se estivesse em um forno. Era o napalm, que eu, sinceramente, não tinha ideia do que fosse até aquele momento", disse Phan, que teve 65% de seu corpo queimado.
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Seu vilarejo, Trang Bang, fica no sul do Vietnã, a cerca de 40 quilômetros de Saigon. A bomba foi lançada por soldados do Vietnã do Sul contra tropas norte-vietnamitas. A operação foi coordenada por militares americanos, ainda que Washington jamais tenha admitido seu envolvimento.
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Milagre
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Em 1972, ela tinha 9 anos. Hoje, aos 45, é casada e mora no Canadá com seus dois filhos. Sua foto, tirada por Huynh Cong Ut, fotógrafo da agência Associated Press, ganhou o Prêmio Pulitzer do ano seguinte e se transformou no símbolo do conflito.
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Enquanto a foto corria o mundo, sua vida mudava de forma radical. Após o ataque, ela foi levada para um hospital em Saigon pelo próprio fotógrafo. "Só me lembro que jogava água no meu corpo."
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Quando chegou ao hospital, as enfermeiras disseram que a garota não sobreviveria. "Fiquei 14 meses internada e passei por 17 cirurgias", diz. A última ocorreu na Alemanha Oriental, em 1984. Mas, nem assim, as marcas desapareceram. "Continuo sentindo muita dor a cada movimento."
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Um ano após o ataque, ela voltou ao vilarejo. "Alguns dias depois, meu pai me trouxe um jornal e me mostrou a foto. Fiquei horrorizada e chorei sem parar por vários dias. Foi naquele momento que comecei a entender o que eu tinha vivido. Além disso, estava muito envergonhada. Não suportava me ver nua em uma foto que o mundo inteiro viu."
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Phan relata que estava vestida com uma roupa leve no momento do ataque, a qual que foi queimada em alguns segundos. "Se estivesse usando uma roupa mais pesada, que levasse mais tempo para queimar, estaria morta. Muitos morreram exatamente desta forma."
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Aos 13 anos, ela foi estudar em Saigon. No regime comunista, obteve a autorização, alguns anos mais tarde, para estudar medicina em Cuba, onde conheceu seu marido. Na viagem de lua-de-mel, o avião fez uma escala no Canadá, de onde o casal nunca mais saiu.
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Phan tentou viver no anonimato, mas foi descoberta nos anos 90. "Um dia, estava andando na rua em Toronto e alguém me disse que sabia quem eu era. Foi aí que eu entendi que não poderia mudar o passado, mas que poderia alterar o significado do que ocorreu."
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A vietnamita passou a atuar como ativista de direitos humanos, tornou-se embaixadora da Unesco e criou uma fundação. Até hoje, Phan se lembra com ironia dos comentários do então presidente americano Richard Nixon, que duvidava da autenticidade da foto.
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Fonte: O Estado de S.Paulo

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Restauração de casas históricas de madeira é prioridade em Istambul

DW WORLD - Mundo | 11.08.2009


Projeto de restauração de casas de madeira do centro histórico de Istambul é cartão de visita da cidade, escolhida pelo Conselho da União Europeia para ser Capital Europeia da Cultura em 2010.

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Além de Essen, na Alemanha, e Pécs, na Hungria, a cidade turca de Istambul será uma das capitais europeias da cultura em 2010. Desde 1985, o centro histórico da cidade às margens do Bósforo é Patrimônio Mundial da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).
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Nos últimos anos, no entanto, a Unesco tem ameaçado, frequentemente, retirar o centro histórico da lista de Patrimônios Mundiais. A organização reclama que muitos dos cerca de 200 edifícios históricos no entorno da esplêndida Mesquita de Süleymaniye foram demolidos.
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Há décadas que o escritório do Instituto Arqueológico Alemão em Istambul vem fazendo o inventário das casas de madeira de Istambul. O seu trabalho serviu de base para a restauração do Palácio Ahmet Pasa, há 30 anos.
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Palácio Ahmet Pasa antes da restauração 
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Palácio Ahmet Pasa antes da restauração 
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Casas deterioradas de madeira
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O Palácio Ahmet Pasa, do século 19, é uma das mais pomposas construções de madeira em estilo otomano da parte histórica de Istambul. Há cerca de um ano o local abriga uma espécie de centro de excelência para a restauração das antigas casas de madeira – chamado de "kudeb".
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O órgão é financiado exclusivamente pela prefeitura de Istambul e trabalha juntamente com a Unesco, apoiando os bairros de Süleymaniye e Zeyrek.
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Até agora, o "kudeb" conseguiu salvar somente seis casas. Até 2010, esse número deverá girar em torno de 30. Trata-se do cartão de visita que Istambul deverá mostrar como Capital Europeia da Cultura, no próximo ano.
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A engenheira civil Demet Sürücü trabalha no "kudeb" formando jovens restauradores que têm que aprender o ofício quase esquecido da marcenaria otomana – como, por exemplo, como se talha um kafes, uma janela arqueada de madeira que se projeta para fora do edifício. Sürücü confirmou que o número de restaurações ainda é muito pequeno em vista do que sobrou dos antigos edifícios.
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Casas resistem a terremotos 
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Casas resistem a terremotos
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Fotos para a posteridade
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O arquiteto Ali Kurultay comprou há seis anos uma casa deteriorada de madeira na rua Ayranci. A restauração do prédio durou dois anos, outros dois anos foram necessários para providenciar as licenças necessárias.
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"Nós construímos uma estrutura interna que assumia todas as cargas do edifício. Somente a parte dianteira da casa pôde ser preservada", explicou o arquiteto.
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A casa foi construída provavelmente entre o final do século 19 e o início do século 20. Ela está inclinada, mas resistiu aos terremotos que repetidamente abalaram a cidade. A estrutura maleável de madeira funciona como um seguro de vida, brincou Kurultay. Ele lamenta o fato de muitas casas do bairro terem sido derrubadas. "O significado da expressão patrimônio histórico ainda não chegou por aqui. Falta uma atitude", disse.
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Muitos lamentam a destruição da antiga Istambul – também o famoso fotógrafo Ara Güler. Seu museu particular abriga fotos dos anos de 1940 e 1950. Casas de madeira podem ser vistas em muitas dessas fotos. Ele afirmou não conseguir entender por que edifícios de 35 andares são construídos numa cidade ameaçada por abalos sísmicos como Istambul.
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"A antiga Istambul sumiu, a cidade perdeu seu charme", reclamou o fotógrafo, que vê como sua tarefa a documentação das mudanças da cidade para as próximas gerações.
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Autora: Claudia Hennen
Revisão: Alexandre Schossler
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Mais artigos sobre o tema


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terça-feira, 15 de abril de 2008

Aconteceu em 14 de abril

Aconteceu em
14 de abril
1997 - Dia do Salgado

O fotógrafo Sebastião Salgado, o músico Chico Buarque e o escritor português José Saramago lançam em S. Paulo o livro Terra, com 109 fotos. Os direitos autorais vão para o MST.

Menina do acampamento sem-terra de Chopinzinho, PR, retratada por Salgado

1832:
Abrilada, rebelião liberal em PE.
1895:
Charles Miller promove na várzea do Carmo, S. Paulo, o 1º jogo de futebol no país.
1914:
Greve geral no PA pela jornada de 8 horas. A polícia empastela o jornal O Imparcial.
1930:
Suicida-se em Moscou o poeta, desenhista, agitador cultural e político soviético Vladimir Maiakovisky, 36 anos.
1936:
Publicado o romance As Vinhas da Ira, de John Steinbeck, viva denúncia da exploração dos bóias-frias nos EUA da depressão.
1945:
A FEB ajuda na tomada de Montese.
1964:
O Comando Supremo do golpe cria os IPMs (Inquéritos Policial-Militares).
1976:
Morre Zuzu Angel, mãe de Suart Angel, assassinado na tortura. A versão oficial, acidente de automóvel, será desmentida em 1998.
1980:
Libertada a brasileira Flávia Schilling, presa há 8 anos no Uruguai.
Fávia
chega
ao Brasil
1986:
Aviões dos EUA bombardeiam a Líbia; 55 mortos.
1988:
Greve geral na Argentina. Adesão maciça.
1997:
PT, PDT, PSB e PCdoB criam bloco de oposição ao governo FHC na Câmara (100 deps.).
1999:
A British Gas e a Shell compram a ex-estatal Comgás por R$ 1,65 bilhão.
1999:
O Senado instala CPI do sistema financeiro, abortada em maio.
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quarta-feira, 19 de março de 2008

Lewis Hine - Vida e Obra

Lewis Hine

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


"Power house mechanic working on steam pump," 1920
"Power house mechanic working on steam pump," 1920
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Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo. (Fevereiro de 2008)

"Há trabalhos que beneficiam crianças e há trabalhos que trazem benefícios apenas aos empregadores. O objetivo de empregar crianças não é treiná-las, mas tirar altos lucros de seu trabalho." Lewis Hine

Lewis Hine lecionava em Nova York. Não se conformava com o trabalho infantil, sendo assim, deixou giz e quadro-negro de lado e virou detetive. Trocou a cidade grande pelo interior do país para fotografar jovens (crianças e adolescentes) trabalhando em condições grotescas por muito pouco abono.

Lewis Hine usava de sua esperteza para invadir fábricas de forma sutil. Para poder fotografar, inventava uma desculpa para entrevistar as crianças. Escondia em um dos bolsos a câmera e fingia tomar notas com um bloquinho. Suas fotos não admitiam artifício ou trapaça alguma. O processo era natural e o resultado deveria representar fielmente a realidade que havia visto. Os dados estatísticos obtidos e exposições fotográficas foram usados como armas para sensibilizar a opinião pública norte-americana.

Lewis Hine é tido como um dos mestres da fotografia americana. O reconhecimento veio muito tempo depois de sua morte. Assim como as crianças que fotografou, Hine morreu sem reconhecimento.

Biografia

Lewis Wickes Hine, sociólogo Norte-Americano, nasceu em Oshkosh, Wisconsin, no dia 26 de Setembro de 1874. Estudou Sociologia em Chicago e Nova York (1900-07) antes de achar trabalho na Escola de Cultura Ética (Ethical Culture School). Hine, que comprou sua primeira câmera em 1903, aplicou suas fotografias em seu ensino e estabeleceu o que ficou conhecido como Fotografia Documental. Dedicou-se à fotografia em 1905 a fim de divulgar a miséria dos imigrantes europeus. Em 1908, continuou seus estudos sociológicos com fotografias de trabalhadores metalúrgicos de Pittsburg. Hine expôs à opinião pública as péssimas condições de trabalho, campanha que teve como resultado a aprovação da lei de trabalho infantil.

Hine também usava sua câmera pra capturar a pobreza que testemunhava em Nova York. Isso incluía um estudo fotográfico sobre os imigrantes de da Ilha de Ellis. “A emigração para os Estados Unidos ofereceu a alguns fotógrafos uma rara oportunidade de poder ver a terra da promissão e liberdade atraindo para si os famintos e desabrigados da Europa. Para Lewis Hine, [...], a oportunidade serviu pra mostrar como, na realidade, milhões de emigrantes terminaram vivendo marginalizados em cortiços superpovoados em Nova York, Chicago e Filadélfia, ganhando miseráveis salários, em empregos onde eram praticamente escravizados.” (Busselle, Michael. Tudo sobre fotografia. 11ª reimpressão da 1ª edição de 1979.Thomson Pioneira. Pg.167).

Em 1908, Hine publicou “Charities and the Commons” (Caridades e os Comuns), uma coleção de fotografias de trabalhos abusivos nas construções de prédios. Hine esperava que pudesse usar essas fotografias pra trazer uma reforma social.

Como professor, Hine era especialmente um crítico no que dizia respeito às leis de trabalho infantil. Embora alguns estados tivessem decretado uma legislação para proteger jovens trabalhadores, não havia leis nacionais para lidar com esse problema. Em 1908 o Comitê Nacional do Trabalho Infantil contratou Hine como seu detetive e fotógrafo, onde trabalhou por oito anos. Isso resultou em dois livros no assunto, “Child Labour in the Carolinas” (1909) e “Day Laborers Before Their Time” (1909). Em 1909, publicou o primeiro artigo sobre crianças trabalhando em risco. Nessas fotografias, a essência da juventude perdida presente nas faces tristes e até raivosa de seus objetos. Algumas de suas imagens, como essa da garota olhando para fora da janela, estão entre as fotos mais famosas já tiradas.

Hine viajou pelos Estados Unidos tirando fotos de crianças trabalhando nas fábricas. Em um período de um ano, ele cobriu mais de 19.300 km. Diferente dos fotógrafos que trabalharam pra Thomas Barnardo, médico e missionário americano que abrigava crianças de rua, Hine não tentou exagerar na pobreza desses jovens. As críticas a Hine diziam que as fotos dele não eram chocantes o bastante. Porém, Hine afirmou que as pessoas preferiam se juntar à campanha se achassem que as fotografias capturavam com clareza a realidade da situação.

Os donos das fábricas às vezes não permitiam que Hine fotografasse e acusavam-no de investigar e expor suas fotos. Pra ter acesso, Hine escondia sua câmera e fingia ser um inspetor de incêndio. Assim, capturava fotos reveladoras sobre o verdadeiro funcionamento de tantas fábricas dispostas por todo o território dos Estados Unidos. Hine disse em uma audiência: "Talvez vocês estejam cansados de fotos de trabalho infantil. Bem, nós também estamos, mas nós propomos fazer vocês e o resto do país ficar tão enjoados desse trabalho que quando a hora (de lutar) chegar, o trabalho infantil será apenas registros do passado.” Em 1916, o Congresso passou uma legislação de proteção à criança. Como um resultado do Ato de Keating-Owen, restrições foram colocadas no emprego de crianças com idade igual ou abaixo de 14 anos em fábricas e lojas.

Após o sucesso de sua campanha contra o trabalho infantil, Hine trabalhou para a Cruz Vermelha durante a Primeira Guerra. Isso o levou à Europa onde fotografou as condições de vida dos franceses e belgas, que sofriam com os impactos da Guerra.

Nos anos 20, Hine apoiou uma campanha de estabelecimento de leis mais seguras para trabalhadores. Hine escreveu mais tarde: "Eu queria fazer algo positivo. Então disse a mim mesmo, ‘Por que não fotografar o trabalhador trabalhando? O homem no trabalho? Na época eles eram tão desprivilegiados quanto as crianças’”.

Em 1930-31 registrou a contrução do Empire State Building que mais tarde foi publicado em um livro, “Men at Work” (Homens no trabalho) (1932). Nos anos 30 os jornais já veiculavam fotografias e havia o interesse crescente por temas sociais. Após isso, a Cruz Vermelha mandou que fotografasse as consequências da seca em Arkansas e Kentucky. Ele foi também contratado pelo Tennessee Valley Authority (Autoridade do Vale do Tenessee) (TVA) pra registrar o prédio das represas.

Hine tinha dificuldade pra ganhar dinheiro a partir de suas fotografias. Em Janeiro de 1940, perdeu sua casa após deixar de pagar o “Home Owners Loan Corporation” (Corporação de Empréstimos pra Proprietários de Casas). Lewis Wickes Hine morreu extremamente pobre 11 meses depois, no dia 3 de Novembro de 1940.

Mesmo que fosse tão comum haver tanta injustiça social, mesmo que a maioria da spessoas estivessem acostumadas com esses problemas, e mesmo que até os próprios operários estivessem à vontade em tal situação, dado o contexto, o fotógrafo tinha a intenção de fazer uma denúncia social. Caso a foto seja do próprio Lewis Hine, essa intenção tornava-se explícita, principalmente sabendo que Hine dedicou sua vida às causas sociais por quais se sensibilizava.

Lewis Hine e a Fotografia

Hine passou grande parte da sua vida registrando cenas que para a sociedade atual seriam inaceitáveis. O contexto daquela época (anos 10, 20) carregava consigo uma série de injustiças, especialmente no que dizia respeito aos imigrantes e às crianças. Trabalhavam em condições terríveis e não eram bem recompensados, e visto por Hine isso deveria mudar de uma vez por todas.

Suas fotos passavam grandes significados. Ele capturava expressões nos rostos dos trabalhadores que traduziam a realidade daquelas pessoas de maneira transparente. Dizia: “Se eu pudesse contar uma história com palavras, não precisaria andar com uma câmara”.

Fazia uso de lentes normais, pelo seu pequeno porte, pra que não chamasse atenção, especialmente quando fotografava vários meninos e meninas juntos. Os planos variavam entre plano aberto, quando desejava contextualizar seus objetos de fotografia, plano médio, para fotos em conjunto enfocando os rostos de seus objetos, e plano próximo, para fotos individuais.

A maioria de suas fotos era frontal, uma vez que seu grande objetivo era capturar a expressão nos rostos dos trabalhadores, mas também usava ângulos diferentes pra criar uma perspectiva mais interessante (como mostrar a máquina e assim deixar claro qual era a função de certa pessoa). Ao fotografar, achava importante estar sempre no nível de quem fotografava (percebe-se que há grande simetria, nunca há chão demais nem teto demais, só quando necessário para a composição, e seus “modelos” eram centralizados com precisão).

Pelo que podemos perceber em seu trabalho, não havia manipulação, até porque essa era uma de suas crenças (também uma regra). Para ele, a imagem só tinha credibilidade quando não havia sequer um tipo de manipulação, seja na cor, no contraste, ou o que fosse. Ao referir-se sobre suas fotografia usava a palavra “crua”, que é auto-explicativa.

Ao compor a foto, Hine era muito cuidadoso. Apesar da vontade de ser discreto, enquadrava as máquinas de maneira sutil, para que mesmo quando desfocadas (pois o foco estaria sempre nos trabalhadores) as máquinas parecessem nítidas e descrevessem o lugar onde sua câmera, ou melhor, lentes, congelavam com sentimento de justiça seu objeto de estudo e trabalho.

Durante sua existência, caminhou por grande parte dos Estados Unidos da América fotografando pessoas, e o fazia por elas, para denunciar algo que o incomodava de maneira tal que dedicou sua vida a isso. Suas fotos contribuíram para que leis de proteção aos jovens fossem criadas, e que houvesse melhoria nas condições de trabalho para o resto dos cidadãos (os que também viviam em um regime de “semi-escravidão”).

A nobreza de Hine garantiu que, naquele país que viria futuramente ser uma potência mundial, crianças não fossem mais exploradas em favor do lucro, nem imigrantes trabalhassem por menos e em condições perigosas, e assim essas injustiças passassem a ser apenas fotografias de uma história americana, e exemplo para o resto do mundo.

Bibliografia

- Busselle, Michael. Tudo sobre fotografia. 11ª reimpressão da 1ª edição de 1979.Thomson Pioneira. Pg.167.

- Fotografias de Lewis Hine:

http://www.multimedialibrary.com/FramesML/IM12/IM12.asp

- Fotografia de Trabalho Infantil:

http://www.educacional.com.br/reportagens/crianca/lewis.asp

- Biografia:

http://www.spartacus.schoolnet.co.uk/IRhine.htm

- Fotografias de Lewis Hine:

http://www.historyplace.com/unitedstates/childlabor/

- Biografia:

http://www.historyplace.com/unitedstates/childlabor/about.htm

Para obras e coleções de fotos de Lewis Hine:

http://www.amazon.com/s/102-3848419-8756150?ie=UTF8&keywords=Lewis%20Hine&tag=ocaiworazicentas&index=books&link%5Fcode=qs