Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

Sinagoga de Tomar


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saradinis15 1 de Maio de 2009 — Vídeo da Sinagoga de Tomar, realizado para um trabalho académico do curso de Gestão Turística e Cultural, do Instituto Politécnico de Tomar

Sinagoga de Tomar

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Actual porta de entrada na sinagoga.

Vista geral do interior.

Pormenor da abóbada da cobertura.
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A Sinagoga de Tomar encontra-se situada na antiga judiaria, em pleno centro histórico da cidade. Este antigo local de culto, encerrado no final do século XV, alberga actualmente o Museu Luso-Hebraico Abraão Zacuto. O edifício é Monumento Nacional desde 1921.

História

A origem da comunidade judaica de Tomar remonta provavelmente ao início do século XIV, quando aqui se instalou gente de nação (como então era conhecida esta minoria) ao serviço da Ordem do Templo e, mais tarde, da sua sucessora, a Ordem de Cristo. O rápido crescimento demográfico, ao longo do século XV, suscitou a criação de uma judiaria, com o encerramento de portas entre o pôr e o nascer do sol. Estas portas situar-se-iam nas extremidades ocidental e oriental desta rua, que passou a ser designada de Rua da Judiaria, mais especificamente nos cruzamentos com as Ruas do Moinho e Direita, respectivamente. A situação da Judiaria, próxima do centro económico e social da então vila, é bem demonstrativa da importância que a comunidade assumiu na sociedade nabantina. De facto, calcula-se que a população judaica de Tomar andasse, em meados do século XV, em cerca de 150 a 200 indivíduos, tendo chegado a atingir uma significativa proporção de 30 a 40% do total de habitantes da vila, na sequência da chegada dos judeus espanhóis, expulsos em 1492.
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É neste contexto que se dá a fundação da sinagoga, em meados do século XV, motivada pelo crescente número de fiéis. A construção deu-se por ordem do Infante D. Henrique, que ao que tudo indica protegia a comunidade hebraica da vila, facto a que não é alheio o cargo que exercia, de mestre da Ordem de Cristo. No entanto, a existência deste templo seria efémera, pois logo em 1496, com a conversão forçada dos judeus ao cristianismo decretada por D. Manuel I, a Judiaria da vila, à semelhança de todas as outras do reino, é abolida, sendo também encerrada a sua sinagoga. O nome da rua é então mudado para Rua Nova, transitando muitos dos cristãos-novos (judeus convertidos ao cristianismo) para outros arruamentos, enquanto cristãos-velhos se instalavam nas casas deixadas devolutas.
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O espaço da sinagoga passou então, a partir de 1516, a ser utilizado como cadeia pública. Entre os finais do século XVI e os inícios do XVII, depois das necessárias obras, o edifício passou a local de culto cristão, como Ermida de São Bartolomeu. Após a sua profanação, no século XIX, o antigo templo foi utilizado como palheiro, servindo em 1920, aquando da visita de um grupo de arqueólogos portugueses, de adega e de armazém de mercearia. No ano seguinte, o edifício foi classificado como Monumento Nacional, tendo sido adquirido em 1923 pelo Dr. Samuel Schwarz. Este judeu polaco, investigador da cultura hebraica, suportou obras de limpeza e desaterro, doando o edifício ao Estado em 1939, sob a condição de aqui ser instalado um museu luso-hebraico.

Descrição

A Sinagoga de Tomar é o único templo judaico proto-renascença existente actualmente no país. A sala destinada ao culto desenvolve-se num espaço de planta quadrada, com piso inferior ao do exterior, dividido em três naves de três tramos, apresentando uma tipologia semelhante à de outras sinagogas sefarditas quatrocentistas. O tecto, em abóbada de tijolo de arestas vivas, é suportado por quatro elegantes colunas, com capitéis de lavores geométricos e vegetalistas, e por mísulas embebidas nas paredes. A disposição destes elementos encerra um significado simbólico: as doze mísulas simbolizam as doze tribos de Israel, enquanto que as quatro colunas representam as quatro matriarcas – Sara, Rebeca, Lea e Raquel. Estas duas últimas matriarcas são as filhas gémeas de Labão, facto que explica a razão por que os capitéis são iguais em duas colunas e diferentes nas restantes. Para efeitos acústicos, encontram-se colocadas, embutidas na parede dos cantos, oito bilhas de barro viradas ao contrário, que comunicam com a sala através de orifícios. A porta virada para nascente, em arco quebrado, lanceolado do lado de fora, era a porta principal do templo. A entrada faz-se hoje por uma modesta porta de vão rectangular, voltada para norte. Este espaço apresenta algumas semelhanças com a cripta de D. Afonso, Conde de Ourém, na Igreja Matriz aquela cidade, nomeadamente no que respeita ao sistema acústico e ao tratamento do espaço interno. Depois de algumas escavações feitas no local, foi encontrada uma sala de planta rectangular, adossada ao edifício principal, destinada ao mikvah, o banho ritual de purificação das mulheres.
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O acervo do museu inclui livros e objectos da tradição e culto judaicos, sendo ainda exibidas algumas lápides provenientes de vários locais do país e que atestam a importância da cultura hebraica em Portugal. Desta colecção de lápides, há a destacar uma estela funerária proveniente de Faro, alusiva ao falecimento em 1315 de Rab Ioseph, judeu nabantino, e a lápide de 1308, que assinala a fundação da segunda sinagoga de Lisboa.

Ver também

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  • Esta página foi modificada pela última vez às 14h26min de 13 de abril de 2010.
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terça-feira, 9 de junho de 2009

Sinagoga secreta descoberta no Porto

Sinagoga secreta descoberta no Porto


Ekhal, a Arca da Scola Grande Tedesca, na sinagoga de Campo Ghetto Nuovo, Veneza.

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Vestígios de uma sinagoga secreta dos finais do século XVI foram recentemente descobertos no Porto, na Rua de S. Miguel, numa casa comprada há quatro anos pelo pároco de Nossa Senhora da Vitória. Encontrado por acidente durante uma obras, um nicho emparedado foi identificado por especialistas como um ekhal (pronunciado “errál”), a reentrância onde eram guardados os rolos da Torá, a parte mais sagrada da sinagoga, também conhecida simplesmente como Arca (aron ha’kodesh – ארון הקדש). Este achado reveste-se de uma importância histórica notável, provando a existência de uma sinagoga secreta no Porto mais de um século após a conversão forçada dos judeus portugueses, decretada por D. Manuel I em 1497. Num trabalho publicado no Jornal de Notícias (ver Jornal de Notícias - Sinagoga descoberta no Porto), assinado pelo jornalista Pedro Olavo Simões, o arqueólogo Mário Jorge Barroca data o ekhal nos finais do século XVI ou princípios do século XVII. A descoberta do que resta de uma sinagoga clandestina naquela localização, segundo afirma a historiadora Elvira Mea também ao Jornal de Notícias, enquadra-se nos relatos do rabino Immanuel Aboab – que nasceu e foi criado no Porto – inscritos no seu livro Nomologia o Discursos Legales, publicado em Amsterdão em 1629. A historiadora diz ainda que contactou o IPPAR, o Governo, a Câmara do Porto e o Governo Civil, alertando para a necessidade de preservar este raro achado, mas apenas a última instituição terá manifestado algum interesse.

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PS – Um muito obrigado a Carlos Romão e Paulo Jorge Santos por me alertarem para a notícia. Francisco José Viegas também escreveu sobre o achado no seu A Origem das Espécies. Já agora acrescento que Elvira Mea, a historiadora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto citada no texto de Pedro Olavo Simões, é responsável pela cadeira Judeus e Cristãos Novos na Cultura Portuguesa. Sobre a história dos judeus no Porto, e com uma breve referência à sinagoga agora descoberta, ver ainda este pequeno artigo da Jewish Encyclopedia, datado de 1905, da autoria do rabino alemão Meyer Kayserling, um dos maiores estudiosos novecentistas da história dos judeus portugueses.

::ADENDA::

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Para memória futura, aqui fica a transcrição do trabalho do Jornal de Notícias:

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Sinagoga descoberta no Porto

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Por Pedro Olavo Simões

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Foi descoberta, no Porto, uma sinagoga de finais do século XVI. Por circunstâncias várias, tem enorme importância histórica, mas está numa casa onde a paróquia de Nossa Senhora da Vitória ultima a construção de um lar de idosos, com aval do Instituto Português do Património Arquitectónico (IPPAR).

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A historiadora Elvira Mea, professora da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) , anda há dois anos a lançar alertas para a existência, no nº 9 da Rua de S. Miguel, de um “Ehal” (nicho onde são guardados os rolos da Torah, a Lei atribuída a Moisés), que tem o especial valor de ter sido feito depois da expulsão/conversão forçada dos judeus em 1496/97, por D. Manuel. Trata-se de uma sinagoga clandestina, que constituía “uma afronta total à situação de Contra-Reforma”. Para mais, além da tipologia da casa (uma entrada por trás, discreta, na Rua da Vitória), característica do culto clandestino, a documentação, designadamente da Inquisição, dá conta da existência, nas imediações, de casas de jogo, que os cristãos-novos usavam como elementos distractivos.

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Elvira Mea, que diz ter contactado o IPPAR, o Governo, a Câmara do Porto e o Governo Civil (a única entidade que mostrou interesse), nota, ainda, que o achado faz luz sobre a obra “Nomologia…” (Amsterdão, 1629), de Imanuel Aboab, em que o autor diz ter visto a sinagoga, na sua meninice, algo que a ausência de vestígios materiais tornava duvidoso. A importância do “Ehal” é ainda maior, atendendo à falta de vestígios materiais da presença judaica no Porto, designadamente na zona do Olival, hoje Vitória, onde esteve a última judiaria da cidade. A localização da sinagoga na rua que agora é da Vitória, e não na de S. Miguel, é corroborada por escritos de historiadores como Geraldo Coelho Dias.

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O arqueólogo Mário Jorge Barroca, também docente da FLUP, não hesita em afirmar que o “Ehal” é de finais do século XVI ou do início do século XVII, sendo um de quatro exemplares existentes em Portugal, juntamente com os de Castelo de Vide, de Castelo Mendo (que ele próprio identificou) e da Guarda. Apesar de danificado, por obras mais antigas, o “Ehal” constitui oportunidade única para aprofundar e divulgar o conhecimento sobre a cidade.

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Agostinho Jardim, pároco de Nossa Senhora da Vitória, comprou a casa em questão há cerca de quatro anos, tendo descoberto o dito “nicho” ao ver que “havia uma parede falsa a tapar qualquer coisa”. O lar, feito ali por ter sido aquela a casa devoluta que apresentava melhores condições, é uma necessidade premente, e a obra está perfeitamente legal, mas o padre Jardim está aberto à procura de uma solução. Já Miguel Rodrigues, da Direcção Regional do Porto do IPPAR, admite a importância do achado e a necessidade de fazer tudo pela preservação, mas nota que, por o edifício não ser do Estado, há que ter em conta “todos os interesses em presença”. Diz ter sabido do caso há 15 dias, desconhecendo os apelos feitos anteriormente.

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in Blog da Judiaria

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Marrano e Cripto-Judaísmo


http://judiariadaguarda.web.simplesnet.pt/judiaria2-004a.gif

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Guarda - Casa da Judiaria
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Placa identificativa da Associação da Amizade

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museu_judaico


http://www.bneianusim.info/wp-content/uploads/2009/05/pedra2.jpg
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Placa da 1ª Sinagoga de Belmonte
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http://ruadajudiaria.com/images/blog/Sinagoga_Benolie450.jpg
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Sinagoga de Lisboa
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Lápide hebraica da antiga Sinagoga de Lisboa

http://farm3.static.flickr.com/2104/1748791193_85e90589cf.jpg?v=0

Castelo de Vide - Antiga Sinagoga

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Antiga Sinagoga de Tomar (Museu)

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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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O termo marrano em espanhol significa "porco", demonstra bem o sentido ofensivo do termo na sua origem, e que se espalhou pela Península Ibérica para designar os judeus. Com o passar do tempo evoluiu, tendo sido inclusivamente adoptada pela comunidade judaica para referir nos séculos XV, XVI e XVII de uma forma geral os judeus ibéricos.

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Se todos os Marranos eram Cristão-novos, o oposto não é necessariamente verdade: nem todos os Cristãos-novos eram marranos, pois o termo cristão-novo incluia também os muçulmanos que tinham sido convertidos.

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Índice

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As origens

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A presenças de Judeus, e de comunidades judaicas organizadas, na Europa está referenciada em documentos romanos, e em alguns casos precede mesmo a dos povos que estão na origem dos actuais países. Já havia Judeus na Peninsula muito antes de haver portugueses ou espanhois.

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Presentes durante a ocupação romana da Ibéria, continuam durante os reinos suevos e visigodos, sobrevivem à ocupação muçulmana, e estão presentes na constituição dos reinos cristãos da Reconquista.

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Durante a primeira dinastia assumem váriados cargos públicos, e apesar da faceta marcadamente cristã do reino e o aparecimento de algumas ordenações a limitar os locais de culto, actividades que podiam praticar, professam a sua fé publicamente.

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O caso mais revelador desta tolerância, talvez sejo o de Yahia Ben Yahia, no reinado de Afonso Henriques.

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Século XV

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Em Portugal, a 5 de Dezembro de 1496 o Rei D. Manuel como parte das contrapartidas para casar com Isabel de Aragão, cujos pais (os reis católicos) em 1492 através do decreto de Alhambra haviam expulso os judeus, teve de ter atitude idêntica. Assim, só restavam aos judeus portugueses converterem-se ao cristianismo ou o exílo sob pena de morte.

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Apesar de não ser uma prática tão dissiminada em Portugal como na Europa de Leste Central, há referências a massacres de Judeus, semelhantes aos pogroms, como foi o caso do massacre de Lisboa de 1506, onde centenas de judeus foram assassinados.

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Posteriormente, com a introdução da Inquisição, outra das condições impostas pelos Reis Católicos para o segundo casamento de Rei D. Manuel com Maria de Castela, a perseguição assumiu contornos mais metódicos e crueis, com confissões obtidas sob tortura, e os auto de fé para aqueles que fossem descobertos professar em segredo.

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Entre os perseguidos estiveram os descendentes Pedro Nunes, ou as ossadas de Garcia de Horta, exumadas e queimadas em auto de fé na Índia. Entre os que fugiram para o exilo na Europa do Norte ou a Turquia, estavam os pais de Spinoza, Menasseh ben Israel, entre outros.

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Com o êxodo da comunidade judaica, Portugal viu igualmente desaparecer uma grande quantidade da sua comunidade científica, médica, cultural e empresarial, que como em muitos outros países, teve um papel dinamizador do desenvolvimento. Dessa expulsão beneficiaram as regiões que acolheram os judeus portugueses, como a Holanda ou a Flandres.

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Séculos XVI ao XIX

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Por esta altura estima-se que houvesse várias comunidades de Marranos que professavam em segredo, e que com o tempo se foram dissolvendo na sociedade, sobretudo nos centros urbanos. No interior, pelo contrário seguiram um de dois caminhos distintos: a assimilação nas populações locais, ou fecharem-se cada vez mais sobre si próprias.

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Destas últimas, é através das mulheres que a herança judaica é mantida e transmitida, numa curiosa alteração de papeis face ao judaísmo tradicional. As comunidades remanescentes vão acabar por ficar restritas à Beira Interior, vivendo de uma forma geral numa aparente conformidade com os vizinhos cristãos, isto apesar das suspeitas e comentário populares nunca terem deixado de existir.

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Século XX ao Presente

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A Revolução Liberal, e a extinção da Inquisição, a 31 de Março de 1821, ou mesmo o reconheciemnto oficial da Primeira República da liberdade de culto não altera a vida isolada das cada vez menos comunidades de Marranos da Beira Interior, tal como não teve impacto visível o estabelecimento de uma comunidade judaica pública desde os anos de 1810.

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Apesar de muitos dos judeus que se estabelecem em Portugal serem de ascendência ibérica, já não são marranos; adoptaram o rito askenazi e depois de 400 anos de separação, os marranos são-lhes estranhos.

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Reduzidos à Comunidade de Belmonte, e a algumas famílias na região da Covilhã nos anos de 1910, são "descobertos" e tornados públicos pelo Capitão de Barros Basto, ele próprio um marrano convertido, nos anos 1920.

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A integração dos marranos de Belmonte e da Covilhã, e as suas relações com a Comunidade Israelita não foram fáceis; e o processo de intregração das duas comunidades teria ainda um caminho longo a percorrer, até à abertura da Sinagoga.

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Actualmente Belmonte, para além do Templo conta aínda com um museu, e um rabi, e viu o seu estatuto de cripto-judeus reconhecido por Israel.

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Ver também

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Ligações externas

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As seguintes páginas oferecem informação sobre a comunidade Belmonte.

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