Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

José Hermano Saraiva em Vila do Conde, Portalegre e Póvoa de Varzim

Horizontes da Memória - Vila do Conde, Espraiada - 2001
A Alma e a Gente - I #41 - Quem Foi Afonso Sanches (Vila do Conde) - 29 Nov 2003
A Alma e a Gente - VI #46 - Portalegre, Cidade do Alto Alentejo - 23 Nov 2008
A Alma e a Gente - I #5 - Toada de Portalegre (José Régio) - 22 Mar 2003
Horizontes da Memória, Norte Alentejo, Portalegre, 1998
Horizontes da Memória - 2000 - Gentes da Póvoa (Varzim)
A Alma e a Gente - Eça De Queirós - As Cidades e as Serras






Horizontes da Memória - Vila do Conde, Espraiada - 2001



A Alma e a Gente - I #41 - Quem Foi Afonso Sanches (Vila do Conde) - 29 Nov 2003


A Alma e a Gente - I #5 - Toada de Portalegre (José Régio) - 22 Mar 2003



A Alma e a Gente - VI #46 - Portalegre, Cidade do Alto Alentejo - 23 Nov 2008



Horizontes da Memória, Norte Alentejo, Portalegre, 1998


Horizontes da Memória - 2000 - Gentes da Póvoa (Varzim)


A Alma e a Gente - Eça De Queirós - As Cidades e as Serras

terça-feira, 20 de abril de 2010

Cântico Nergo de José Régio declamado por João Villaret


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engenheirotorpedo 1 de Janeiro de 2010 — Video usado no blog Torpedo @ London (http://engenheirotorpedo.blogspot.com/)
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Cântico Negro - Josè Régio
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"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
.
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
--- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe.
.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
.
Se ao que busco saber nenhum de vós responde,
Por que me repetis: "vem por aqui"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
.
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
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Como, pois, sereis vós
Que me dareis machados, ferramentas, e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
.
Ide! tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátrias, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios.
Eu tenho a minha Loucura!
.
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
.
Deus e o Diabo é que me guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou,
--- Sei que não vou por aí.

                      José Régio
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 http://users.isr.ist.utl.pt/~cfb/VdS/v120.txt
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domingo, 13 de dezembro de 2009

João Villaret :: Cântico Negro :: José Régio


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Ícone de canal

DaliUniverse

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 Cântico Negro
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"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
.
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
.
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
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Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
.
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
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Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
.
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
.
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
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José Maria dos Reis Pereira, better known by the pen name José Regio (Vila do Conde, Portugal,September 17, 1901 — December 22, 1969 ) was a Portuguese writer which lived most of his life in Portalegre (1928 to 1967). He was the brother of Júlio Maria dos Reis Pereira.
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Cântico Negro, de José Régio, declamado por João Vilaret


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Ícone de canal

DaliUniverse

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Cântico Negro
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"Vem por aqui" --- dizem-me alguns com olhos doces,
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom se eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui"!
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos meus olhos, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
.
A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre a minha mãe
.
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
.
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
,
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
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Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
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Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
.
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
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Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
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Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
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José Maria dos Reis Pereira, better known by the pen name José Regio (Vila do Conde, Portugal,September 17, 1901 — December 22, 1969 ) was a Portuguese writer which lived most of his life in Portalegre (1928 to 1967). He was the brother of Júlio Maria dos Reis Pereira.
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domingo, 14 de outubro de 2007

Umbigo de Régio - Aveiro: Dia 12 no Teatro Aveirense


* Carla Pacheco
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A vida e obra de José Régia serviram de inspiração para a peça ‘Umbigo de Régio’ que vai estar em cena no próximo dia 12, no Teatro Aveirense, em duas sessões às 14h30 e 21h30. Trata-se de um trabalho que, para além de “beber” da extensa obra do escritor português, pretende também ser um reflexo da realidade portuguesa entre as décadas de 20 e de 60 do século XX.
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Os textos são da autoria de Miguel Real e Filomena Oliveira, numa co-produção do Teatro Trindade/Inatel, e a interpretação está a cargo de Jorge Sequerra.
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‘Umbigo de Régio’ é um monólogo, em que um só actor se desdobra em múltiplos outros, percorrendo as 33 cenas que se relacionam em forma de mosaico.Para o actor Jorge Sequerra, com uma carreira de 30 anos, “um dos grandes desafios deste projecto foi, para mim, fazer de um monólogo um espectáculo dinâmico, vivo e interessante”, o que na opinião do actor foi conseguido. Já o autor Miguel Real salienta que a peça “é uma introdução ao espírito do escritor, um apelo à sua leitura e uma declaração de amor por Régio”.
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in Correio da Manhã 2007.10.07
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Foto - Um só actor percorre as 33 cenas da peça ‘Umbigo de Régio’