Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Reconstruído fóssil de pinguim que viveu há 25 milhões de anos na Nova Zelândia








Kairuku tinha mais de um metro de altura

28.02.2012 - 09:50 Por Helena Geraldes

Dois pinguins Kairuku numa praia, passando por um golfinho Waipatia que deu à costa
Dois pinguins Kairuku numa praia, passando por um golfinho Waipatia que deu à costa (Chris Gaskin/Universidade de Otago)

 Há 25 milhões de anos vivia na Nova Zelândia um pinguim com mais de um metro de altura, Kairuku, revelam agora os investigadores que reconstruíram o fóssil deste animal pré-histórico, depois de 35 anos de trabalho.

“Kairuku [palavra Maori que significa “mergulhador que regressa com alimento”] era uma ave elegante para os padrões dos pinguins, com um corpo esguio” e patas robustas, e estima-se que tivesse mais de um metro e 20 de altura, disse em comunicado Dan Ksepka, da Universidade estatal da Carolina do Norte, nos Estados Unidos. O investigador acredita que esta seria a maior das cinco espécies comuns na Nova Zelândia há 25 milhões de anos. Na verdade, seria mais alto do que o pinguim-imperador (Aptenodytes forsteri) actual.

O trabalho de Ksepka e Paul Brinkman, da mesma universidade - que permite saber mais sobre a diversidade dos pinguins na Pré-história e sobre a evolução destes animais -, baseou-se na reconstrução de Kairuku a partir de um esqueleto de um pinguim-rei (Aptenodytes patagonicus), como modelo, e dos ossos de dois exemplares distintos destas aves antigas.

O primeiro fóssil de pinguim Kairuku foi encontrado pelo zoólogo e paleontólogo neozelandês Brian J. Marples na década de 40 do século XX. Mas estes ossos não foram reconhecidos como sendo de uma nova espécie porque não estavam bem preservados e apenas incluiam algumas partes dos ossos das asas. Mais tarde, em 1977, Ewan Fordyce, paleontólogo da Universidade de Otago, acabou por descobrir esqueletos muito completos nas margens do rio Waihao, na região de Canterbury, na ilha Sul da Nova Zelândia. De acordo com Ksepka, "estes fósseis estão entre os fósseis de pinguins mais completos alguma vez encontrados". 

Em 2009 e 2011, Ksepka e Brinkman viajaram até à Nova Zelândia para ajudar na reconstrução do pinguim. Ksepka interessou-se no fóssil porque a forma do corpo é diferente de qualquer pinguim conhecido, vivo ou extinto. Também o interessou a diversidade de espécies de pinguins que viveram onde hoje é a Nova Zelândia durante o Oligocénico, aproximadamente há 25 milhões de anos. “A localização era muito boa para os pinguins, em termos de alimentação e de segurança. A maior parte da Nova Zelândia estava debaixo de água naquela altura, deixando pequenas massas de terra isoladas, que mantinham os pinguins seguros em relação a potenciais predadores e que lhes providenciavam alimento abundante”, disse Ksepka.

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Ksepka espera que a reconstrução de Kairuku – um trabalho publicado na revista Journal of Vertebrade Paleontology - dê mais informações a outros paleontólogos sobre os fósseis encontrados na Nova Zelândia e que ajude a aumentar o conhecimento sobre as espécies de pinguins. “Esta espécie dá-nos uma imagem mais completa destes pinguins gigantes e pode ajudar-nos a determinar qual a sua distribuição geográfica durante o período do Oligocénico”, acrescentou o investigador.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Portuguesa ajuda a descobrir novas espécies na gruta mais profunda da Terra



Plutomurus ortobalaganensis, encontrado a 1980 metros de profundidade
Plutomurus ortobalaganensis, encontrado a 1980 metros de profundidade (Universidade de Navarra)







Geórgia
23.02.2012 - 09:59 Por Helena Geraldes



Insectos primitivos sem asas e sem olhos foram encontrados a quase dois quilómetros de profundidade, na mais completa escuridão, na gruta mais funda do planeta, na Geórgia. A expedição, na qual participou a cientista portuguesa Sofia Reboleira, não esperava encontrar vida tantos metros abaixo do solo.



No Verão de 2010, uma expedição ibero-russa de 30 pessoas (CAVEX Team) esteve 30 dias no interior da gruta Krubera-Vorónia, na região da Abkhazia, no Norte da Geórgia e perto do Mar Negro, com os seus 2191 metros de profundidade. 


Sofia Reboleira, investigadora do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, e o seu colega espanhol Alberto Sendra, do Museu Valenciano de História Natural, descobriram quatro novas espécies de colêmbolos, insectos primitivos sem asas e sem olhos, adaptados à vida subterrânea, na mais completa escuridão: Anurida stereoodorataDeuteraphorura kruberaensisSchaefferia profundisima e Plutomurus ortobalaganensis. Este último, encontrado a 1980 metros de profundidade, é o animal subterrâneo terrestre mais profundo até agora conhecido. Cada uma das espécies tem exemplares que medem entre um e quatro milímetros.



“Fomos surpreendidos por uma biodiversidade superior àquela que esperávamos a tão grandes profundidades. Não se conheciam animais cavernícolas a viver abaixo dos 1000 metros de profundidade”, diz a cientista ao PÚBLICO.



A gruta Krubera-Vorónia é a única no mundo que supera os dois quilómetros de profundidade. Apesar das várias expedições ao seu interior – entre as quais da CAVEX Team que a estuda há 10 anos – esta foi a primeira vez que se estudou a sua fauna.



Os animais encontrados estão adaptados para sobreviver em condições subterrâneas extremas, como a ausência total de luz e a pouca disponibilidade de alimentos. O zoólogo Enrique Baquero, da Universidade de Navarra, descreveu as espécies encontradas num artigo publicada na revista Terrestrial Arthropod Reviews. “Como resposta a estas condições, nenhum dos animais tem olhos e/ou pigmentação. Além disso, uma das espécies desenvolveu um quimioreceptor, uma espécie de antena parabólica química que lhe permite mover-se num local tão complicado”, disse o investigador citado num comunicado daquela universidade.



Com seis toneladas às costas



Sofia Reboleira, 31 anos, foi convidada pela CAVEX Team a participar na expedição à gruta Krubera-Vorónia, uma missão que “foi custeada na totalidade por cada um dos participantes, sem apoios externos ou patrocínios”, disse.



Mas chegar e descer à gruta mais profunda do planeta – com cavidades formadas quando o Mar Negro estava praticamente seco e com níveis freáticos muito mais baixos do que actualmente – foi uma missão exigente.



“Esta cavidade está situada na Abkhazia e é necessário passar pela Rússia e cruzar a fronteira a pé com todo o equipamento às costas. A subida à zona do acampamento é feita em camiões militares que carregam os espeleólogos e as cerca de seis toneladas de equipamento necessário para uma expedição desta magnitude”, conta. Este inclui equipamentos de espeleologia, de mergulho e comida para 30 pessoas durante 30 dias.



“Os camiões cruzam a zona de floresta e sobem às montanhas do Cáucaso, deixando-nos na base do vale do Ortobalagan, onde estão situadas várias grutas profundas, entre as quais a Krubera-Vorónia”. 



Depois, “todo o material é carregado, pelos expedicionários, desde a base do vale até à zona da entrada da cavidade, onde se estabelece o campo espeleológico”. Este é um trabalho comunitário no qual todos ajudam e que dura cerca de quatro dias. 



Uma vez no interior da gruta – onde as temperaturas oscilam entre 0.5ºC e 5ºC e a água fria é omnipresente, o que “dificulta todo o tipo de trabalho no seu interior” –, “é necessário instalar cordas por toda a cavidade, o que consome quase três quilómetros de corda, e instalar os acampamentos subterrâneos, onde os espeleólogos descansam, comem e dormem”. 



O trabalho da CAVEX Team em Krubera-Vorónia não terminou. “A gruta é tão grande como o empenho das pessoas. Pensamos voltar” em 2013, disse Sofia Reboleira. 



Esta investigadora já tem descoberto em Portugal novas espécies em grutas. Em Dezembro de 2010 anunciou a descoberta de um pseudoescorpião ( Titanobochica magna) e um escaravelho (Trechus tatai) no Algarve e em Montejunto. Um ano depois publicou na revista Zootaxa a descoberta de um insecto mais primitivo do que aqueles que se conhecem actualmente, o Litocampa mendesi, numa gruta algarvia.Notícia corrigida às 20h17: Os animais encontrados estão adaptados para sobreviver em condições subterrâneas extremas e não "adaptaram-se para sobreviverem" em condições subterrâneas extremas.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A longa viagem de Calantha, a tartaruga que atravessou o Atlântico

PUBLICO.PT
. 13 de Setembro de 2010 - 00h44
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A longa viagem de Calantha, a tartaruga que atravessou o Atlântico depois de 30 anos em cativeiro
Helena Geraldes
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Viveu boa parte da vida num aquário. Até que lhe ensinaram o que precisava de saber para voltar ao oceano. Quase um ano depois chegou às Caraíbas. As tartarugas tendem a dirigir-se para as praias onde nasceram. Mas ninguém sabe dizer se a viagem de Calantha já terminou
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a Será que se dirige para um local específico? É isso que parece, quando se olha para o percurso quase em linha recta que fez ao longo de 332 dias. Calantha é uma tartaruga que esteve mais de 30 anos longe do mar, num tanque do Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. Desde que foi devolvida ao oceano, no ano passado, nadou 10.640 quilómetros e conseguiu atravessar o Atlântico, numa das maiores migrações conhecidas.

Fêmea da espécie tartaruga-comum (Caretta caretta), chegou a 30 de Agosto às praias das ilhas britânicas Turcas e Caios, nas Caraíbas. Nos últimos dias, tem vindo a contornar as ilhas, que têm uma extensão de cem quilómetros. A 1 de Setembro, "começou a afastar-se", contou ao P2 Élio Vicente, biólogo marinho e director de Ciência e Educação do Zoomarine. Mas entretanto voltou a aproximar-se. E mantém-se numa zona que serve de alimentação, reprodução e postura para muitas tartarugas de espécies diferentes.

Graças aos dados de satélite disponibilizados por um transmissor colocado com uma resina especial na sua carapaça o percurso da tartaruga tem sido seguido atentamente. Para ajudar a saber o que lhe está a acontecer foram também colocados um microchip e duas anilhas nas barbatanas peitorais.

Enquanto não se acabar a bateria do transmissor (que tem uma duração de 18 meses e já vai para o 13.º mês de funcionamento) e o orçamento para pagar o serviço de satélite, que custa entre 600 e 800 euros por mês, vamos continuar a segui-la. "Sabemos que está saudável, que foi capaz de se defender [durante a travessia do oceano] e que soube reencontrar o seu rumo. Não se perdeu no meio do mar", diz Élio Vicente.

Preparar esta viagem - que tem tanto de "extraordinário como de inspirador", nas palavras dos biólogos - exigiu treino. Calantha chegou ao Porto d"Abrigo, Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do Zoomarine, em Albufeira, a 13 de Outubro de 2005. O Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) entendeu que a tartaruga deveria ter a oportunidade de voltar ao mar, depois de tantos anos no Aquário Vasco da Gama.

Foi nesse centro que passou cerca de cinco anos a aprender o que esquecera nos mais de 30 que vivera numa piscina pequena, rodeada de pessoas todos os dias. Pesava então 115 quilos. "Primeiro ensinámos-lhes que os humanos não são amigos", diz o biólogo marinho. Depois, reaprendeu a capturar o seu alimento, especialmente caranguejos e peixes. "Como tinha perdido as técnicas de captura de presas, ensinámos-lhe a identificar o alimento e a ir buscá-lo." Por fim, "foi essencial pô-la a nadar e a mergulhar o mais possível, para exercitar a sua musculatura".

A 30 de Setembro de 2009, o Zoomarine, o ICNB e a Marinha Portuguesa devolveram-na ao mar. Pesava 128,5 quilos. "Não sabíamos para onde iria, até porque esta é a primeira vez que uma tartaruga que viveu tanto tempo em cativeiro voltou ao mar", diz Élio Vicente. Ainda assim, "esta é uma das maiores migrações [de tartarugas] de que temos conhecimento".

Chegou ao fim?

Para Élio Vicente, seria um prémio que a "nossa Calantha fosse vista numa praia a fazer um ninho". Afinal, esta tartaruga está em plena fase reprodutiva. Não se sabe ao certo a sua idade, mas, segundo os primeiros registos no Aquário Vasco da Gama, datando de 1974, terá pelo menos 40 anos - a longevidade média das tartarugas é de 60 a 70 anos.

O biólogo garante que não se coloca a questão de ser, ou não, rejeitada pelas outras tartarugas. "Durante a maior parte do ano, à excepção da altura da reprodução, as tartarugas não interagem, não há laços sociais. Apenas partilham o espaço."

A questão em aberto é se a viagem de Calantha chegou ao fim, ou se esta é apenas uma etapa, para repor as energias gastas durante a longa jornada. "Ela pode ainda seguir para o mar das Caraíbas, para as Baamas, Brasil ou golfo do México." Ninguém sabe o que Calantha vai fazer e é isso o que torna "esta aventura tão aliciante" - "Pode passar vários dias ao redor das ilhas, pode passar lá o resto da vida ou partir para outros destinos. Ela pode fazer tudo."

A espécie Caretta caretta tem uma vasta distribuição em todos os oceanos, mas, no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, está classificada como estando "em perigo", especialmente por causa das ameaças às praias de nidificação, a captura de ovos e a urbanização intensiva. Nas águas portuguesas ocorrem maioritariamente juvenis e o maior risco que correm é a captura acidental por artes de pesca.

Johnny vai ter que esperar
Mas nem todas as tartarugas marinhas tiveram a mesma "sorte" desta viajante. Johnny, que também está no Zoomarine, é uma delas. É uma tartaruga-de-kemp (Lepidochelys kempii), a mais ameaçada de extinção das sete espécies de tartarugas marinhas que existem. Não pode regressar a casa por causa da maré negra no golfo do México, ainda que, numa população ameaçada, um único indivíduo possa fazer a diferença no aumento da população.

Johnny deu à costa da Holanda a 21 de Novembro de 2008. Foi, então, levado para o Zoo de Roterdão onde chegou com pouco mais de dois quilos. No Verão de 2009, foi transferido para o Zoomarine por causa das águas mais quentes e pela experiência da instituição neste tipo de acções.

Hoje, está bem de saúde, com 17,3 quilos e pronto para ser libertado. Mas, explicou Élio Vicente, "a devolução não podia ser feita nas nossas águas por a espécie não ter aqui a sua distribuição natural". Estima-se que 95 por cento dos animais desta espécie nasçam numa única praia do golfo do México.

"Como as tartarugas tendem a dirigir-se para as praias onde nasceram, e existem fortíssimas probabilidades de Johnny ter nascido no golfo do México, não o poderemos libertar enquanto aquele ecossistema estiver contaminado." A contaminação ocorreu com a explosão da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, a 20 de Abril, acrescentou Élio Vicente. "A devolução tem vindo a ser adiada sine die."

Como o espaço no Zoomarine é limitado e a prioridade é dada aos animais doentes, a instituição já pediu às autoridades portuguesas e norte-americanas para ajudarem no processo de devolução de Johnny. "A Força Aérea portuguesa já se disponibilizou para o levar de Faro aos Açores. E esta semana entrámos em contacto com o NOAA [National Oceanic and Atmospheric Administration] para que trate do transporte para um centro nos Estados Unidos que o receba e que o mantenha até ser seguro libertá-lo."

Para já, Johnny continuará longe de casa.

Fim
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domingo, 15 de agosto de 2010

Tartaruga devolvida à natureza já fez mais de dez mil quilómetros no Atlântico



14.08.2010 - 16:12 Por PÚBLICO
A viagem da tartaruga-comum Calantha, devolvida à natureza em Setembro depois de ter estado 25 anos aos cuidados humanos, atingiu hoje os 10.033 quilómetros, num percurso de travessia do oceano Atlântico.
<p>Os dados recolhidos são essenciais para avaliar o sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes animais ao Oceano</p> Os dados recolhidos são essenciais para avaliar o sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes animais ao Oceano
 (PÚBLICO (arquivo))


De acordo com os dados disponibilizados por um transmissor colocado na carapaça, a Calantha (Caretta caretta) está agora a aproximar-se da República Dominicana. Segundo o Zoomarine, entidade que reabilitou a tartaruga, o seu “destino parece já estar definido”, mas “para a equipa do Zoomarine continua a ser uma incógnita”. Ainda assim, os dados recolhidos com a ajuda de satélites, são essenciais para avaliar o “sucesso da operação e da adaptação, ou não, destes répteis marinhos ao Oceano, do qual estiveram afastados tantos anos”, explica o Zoomarine.

Calantha passou 25 anos no Aquário Vasco da Gama, em Lisboa. A 13 de Outubro de 2005 foi transferida para o Porto d’Abrigo, Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas do Zoomarine, a fim de ser preparada para ser devolvida à natureza. Quando chegou pesava 115 quilos; ao ser libertada pesava 128,5 quilos.

A 30 de Setembro do ano passado, o Zoomarine, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) e a Marinha Portuguesa devolveram a Calantha ao mar, juntamente com outras duas tartarugas, a Cat e a Tartaruga, ambas tartarugas verdes (Chelonia mydas). Desde então, a sua viagem tem vindo a ser seguida, no âmbito de um projecto que deverá durar mais cerca de sete meses, num investimento superior a 15 mil euros, assegurado pelo Zoomarine. A Tartaruga está ao largo de África. Os últimos dados sobre a Cat datam de 27 de Março deste ano.

A espécie Caretta caretta, de migração ampla, tem uma vasta distribuição em todos os oceanos mas está classificada como Em Perigo, no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, especialmente por causa das ameaças às praias de nidificação, como a captura de ovos e a urbanização intensiva. Nas águas portuguesas ocorrem maioritariamente juvenis e a maior ameaça é a captura acidental por artes de pesca.
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