Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 22 de setembro de 2012

Há guerra na net para eleger igreja portuguesa como melhor recanto de Espanha


fugas-notícias








Por Luís J. Santos
A Igreja da Madalena, na Olivença de administração espanhola, está na final de uma competição que elege os melhores e mais pitorescos recantos espanhóis. Este monumento manuelino chega a esta fase, onde todos podem votar, muito graças ao forte empenho de comunidades online portuguesas. E está a um passo de vencer a competição, quer termina dia 26.
Olivença já está habituada à disputa, velha de mais de dois séculos, sobre ser portuguesa ou espanhola. A Espanha anexou o território em 1801 mas ainda hoje Portugal não reconhece tal anexação desta cidade fronteiriça localizada na Extremadura espanhola, naturalmente repleta de história e traços da cultura lusa. Incluindo monumentos como a Igreja de Santa Maria Madalena (conhecida como Igreja da Madalena), agora no centro de uma nova guerra mas na Internet: há milhares de portugueses a tentar levar o monumento à vitória numa eleição "à 7 Maravilhas" mas dedicada a entronizar "El Mejor Rincón [recanto] de España", evento e marketing lançado pela empresa Repsol, que também edita guias turísticos.
"Este templo paroquial de princípios do século XVI, obra-prima do estilo manuelino, recorda-nos o passado português de Olivença (Badajoz), hoje uma das mais belas villas da Extremadura". É assim que é apresentada a igreja de matriz portuguesa no site onde se desenrola a competição. O monumento chegou à fase final, que disputa com outra "maravilha", mas natural, a Lagoa de la Gitana, em Castela-La Mancha.
Pela net lusa, encontram-se vários movimentos de apoio e incentivo ao voto na Madalena. Nomeadamente o Café Portugal, portal dedicado à cultura e tradições portuguesas - que mereceu até o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa à iniciativa no seu espaço televisivo na TVI. E particularmente, tendo em conta a sua dimensão (quase 550 mil aderentes), o Descobrir Portugal, comunidade do Facebook que se redobra em incentivos ao voto ("Votar na catedral construída pelos portugueses é dar visibilidade a Olivença", sublinham). Do lado espanhol, a igreja também recolhe fortes apoios, com direito a divulgação pelo turismo e autarquia locais.
Após uma primeira ronda com dezenas de "rincones" em jogo, passados os quartos-de-final e as semifinais, a grande final Madalena x Laguna de la Gitana decorre agora até dia 26 de Setembro. Para participar na votação, basta um registo no site; depois disto, é possível votar duas vezes por dia no recanto favorito.  

"Promoção" ou "provocação"?

"Passaram-se dois séculos e Olivença continua a conservar o rosto e a doçura de quando era lusa", lê-se na ficha de "candidatura" da catedral. Mas há quem não tenha gostado nada de tal "candidatura". Do lado dos defensores da Olivença como parte de Portugal, o grupo português Amigos de Olivença, que tem entre os seus objectivos "pugnar, por meios não violentos, pela reintegração de Olivença", adiantou, em comunicado, que a escolha da igreja para tal eleição "não será certamente inocente e deverá levar todos os portugueses a questionar quais os reais motivos dos organizadores do evento". Para este grupo, não passa de uma "provocação". "Esta 'honra' assume os contornos de uma indecorosa tentativa de legitimação da ocupação do território de Olivença junto da opinião pública portuguesa", opinam.
Já a associação Além Guadiana, composta em grande parte por "oliventinos que partilham o interesse pelo estudo, a recuperação, a promoção e o prazer da cultura portuguesa em Olivença", apela ao voto na igreja e defende a eleição como uma promoção cultural e patrimonial. Até porque, sublinham na sua apresentação, têm objectivos "estritamente culturais", "à margem de qualquer fim de carácter político ou territorial" .
Na próxima semana já se saberá se uma igreja portuguesa de corpo e alma ostentará, de facto, a coroa de "melhor recanto de Espanha".

A Igreja da Madalena
Segundo o resumo patrimonial do Turismo de Olivença, é considerada uma "jóia" oliventina e do património manuelino português, data da primeira metade do séc. XVI e foi mandada construir para servir como templo do local de residência dos bispos de Ceuta. O bispado de Ceuta iniciou aqui residência em 1512, tendo sido estreada por Frei Henrique de Coimbra, confessor do rei D. Manuel e o primeiro a celebrar uma missa no Brasil. Falecido em 1532 e foi sepultado no templo (existe um túmulo de mármore no local). No exterior, destacam-se falsas ameias, pináculos, gárgulas e a porta principal, com uma portada atribuída a Nicolás de Chanterenne, artista que em Portugal, além de outras obras, criou a porta do Mosteiro dos Jerónimos ou um retábulo de mármore do Palácio da Pena. O interior divide-se por três naves com oito colunas que parecem evocar as amarras de um navio. Em grande destaque, os trabalhos em talha dourada do séc. XVIII, retábulos neoclássicos em mármore colorido e azulejaria.



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

PS reabre polémica de Olivença por causa da Guerra das Laranjas




 


 

Território anexado por Espanha
 
19.02.2012 - 16:35 Por Luciano Alvarez

Olivença volta a estar sob polémica
Olivença volta a estar sob polémica (Rui Gaudêncio
O alcaide de Olivença resolveu festejar da anexação do território há 211 anos. O PS não gostou e tenta impedir a festa. A polémica está aberta entre autarquias dos dois países


Em 1801 Espanha anexou Olivença ao seu território, retirando aquelas terras a Portugal. Por esses anos a polémica foi muita. Embora a questão nunca tenha sido resolvida, a contenda esfumou-se com o passar do tempo. Agora, o PS volta a trazer a polémica à tona da água.

A culpa, dizem seis deputados socialistas, alguns deles ilustres, é do novo alcaide de Olivença (presidente da autarquia local), Bernardino Píris (Partido Popular), que resolveu comemorar a Guerra das Laranjas de 1801, facto que recorda a batalha que levou à anexação nunca reconhecida internacionalmente, nem resolvida entre Portugal e Espanha.

Por isso, os deputados socialistas Maria de Belém Roseira, Alberto Martins, Basílio Horta, Paulo Pisco, Laurentino Dias e Gabriela Canavilhas pediram ao Governo português que impeça o que chamam de mega produção.

A questão de Olivença é delicada “e tem-se revestido de cuidados especiais, de forma a evitar ferir susceptibilidades históricas e nacionais”, diz a nota que os deputados do PS enviaram a Paulo Portas, Ministro dos Negócios Estrangeiros, para que a festa não seja realizada.

“Acontece, no entanto, que após as últimas eleições autárquicas em Espanha, realizadas em Maio de 2011, o Ayuntamento de Olivença passou a ser dirigido pelo Partido Popular, tendo o novo executivo decidido realizar em Junho próximo uma megaprodução que consiste na reconstituição da Guerra das Laranjas, facto histórico que ocorreu em 1801, e que assinala a anexação de Olivença por parte de Espanha”, salienta a nota.

Este facto, acrescentou o deputado Paulo Pisco, “chega a parecer esquizofrénico”, porque o que o alcaide está a fazer “é celebrar a derrota dos oliventinos” que foram anexados pelos espanhóis.

Para Pisco trata-se de “sensibilizar por meios diplomáticos” para que a festa não se realize, de forma a não “ferir susceptibilidades” nos dois lados da fronteira. Assim, perguntam a Paulo Portas se “tem conhecimento” destes planos e se considera ou não esta celebração “inadequada, dado que Portugal não reconhece a soberania de Espanha sobre Olivença”. Perguntam ainda se pondera “intervir, pelo menos diplomaticamente, para que tal reconstituição não se produza”.

“Potencial ofensivo”

“Trata-se de celebrar ao longo de 18 dias a derrota da população oliventina, sacrificando questões de identidade histórica a objectivos de natureza turística. Nunca uma evocação deste facto histórico tinha sido feita, precisamente para evitar ferir susceptibilidades. O assunto tem sido muito polémico e tem suscitado muitas críticas de vários sectores dos dois lados da fronteira, precisamente pelo potencial ofensivo e de hostilidade que comporta relativamente a uma situação clara à luz do Direito Internacional, mas ‘de facto’ que ainda não está resolvida”, diz ainda o longo texto socialista.

Recordam mesmo um artigo de opinião escrito pelo antigo alcaide de Olivença no jornal Hoyem que este afirma: “A comemoração teatral da Guerra das Laranjas é uma ofensa gratuita que, tendo elevados custos sem trazer nada, cria um problema onde não existia”.

Paulo Pisco recusa a ideia de que o PS esteja a reabrir uma polémica do tipo "Olivença é nossa": “Não tem a ver com isso. Apenas pedimos que se respeite a sensibilidade histórica de um assunto que não está resolvido.”

"Feira luso-espanhola”

A polémica que agora chega a Portugal já dura há quase três meses na região espanhola, especialmente nas páginas do jornal local espanhol Hoy.

Segundo noticiou o jornal na sua edição online de 25 de Novembro do ano passado, têm sido enviadas cartas ao director de cidadãos dos dois países a protestar pela realização da festa, que, entre outras iniciativas, reproduz a batalha que levou à anexação de Olivença. O ex-alcaide também entrou na “guerra”, contestando a festa.Já para o actual alcaide, citado peloHoy em Novembro do ano passado, apenas se pretende organizar “uma feira luso-espanhola” que, para além da peça de teatro que reproduzirá a polémica batalha, incluirá um mercado gastronómico que incluirá os dois países.

Elvas entra na polémica

O jornal cita também o autarca de Elvas, Rondão de Almeida, afirma que “não será interessante realizar a réplica de uma batalha em cima das sepulturas nos nossos antepassados”. 

Rondão de Almeida, ainda segundo o Hoy, adverte que a festa espanhola terá o protesto dos “Amigos de Olivença”, grupo português que é contra a anexação”, e diz que ele próprio se juntará à contestação.

Rondão de Almeida diz que o alcaide de Olivença está a mentir quando diz que tem o apoio de autarquias portuguesas e diz ter falado com os presidentes das câmaras de Campo Maior e Vila Viçosa, que lhe terão assegurado que não participarão na festa.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Olivença is Portugal or Spain?


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  JoaoLisboa26 21 de Junho de 2009 — Olivença issu
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Historia de Olivenza, Olivença é Espanha, España, Spain, Spanien
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TorcuatorII 26 de Fevereiro de 2009 — Olivenza es una posesión española según el tratado de Badajoz de 1801, este no ha sido derogado ni anulado por ningún otro de igual rango o condición.
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El origen de Olivenza es Castellano y va unido a la reconquista de Badajoz por El Rey de León Alfonso IX en 1230.
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En 1256, los templarios se apoderaron ilegalmente de las tierras de Olivenza. La ocupación ilícita del temple fue pareja con la portuguesa del margen izquierdo del bajo Guadiana.
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Alfonso X "El Sabio", se encargo de poner orden en la abandonada retaguardia extremeña.
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La convención de 1267, definió la linea fluvial del Caia y Guadiana, la frontera entre Castilla y portugal.
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Tras la muerte prematura de SanchoIV de Castilla y León en 1295, y como consecuencia;
- La ofensiva musulmana.
- La sublevación de la nobleza.
- Y la guerra civil.
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Castilla se enfrenta a una situación critica.
don dinis "el espabilao" de portugal, aprovecho el mal momento de Castilla y presiono a la desconsolada viuda y Regenta María de Molina, con la amenaza de invadir Castilla de no entregar Olivenza.
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María de Molina, no tuvo otra opción y tuvo que dejar que el dinis robara olivenza.
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Después Castilla intentará quitarse la espina de Olivenza, en cuantas ocasiones se presenten. Portugal por su parte hace en Olivenza mas fortificaciones ante la amenaza Castellana.
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En la guerra de las naranjas, Olivenza fue totalmente abandonada a su suerte. Después de cinco siglos ocupando una situación insostenible, cayó ingloriosamente ante la sola presencia de las tropas españolas.
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Godoy firmó el primer tratado (1801) antes de que las tropas francesas enviadas por Napoleón llegaran a Olivenza.
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El tratado luso-francés de la misma fecha no gozó de existencia legal, al no presentarse Napoleón y faltar una de las firmas.
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El tratado de Madrid, en septiembre de 1801, fue derogado, "el estado de guerra, anula los tratados de paz concluidos anteriormente".
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El tratado de París, solo anula la parte franco-portuguesa.
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El congreso de Viena, solo obligaba a España a mantener conversaciones para la pronta devolución de Olivenza. Este compromiso España lo cumplió con creces, al negociar durante tres años en la llamada conferencia de París. Conversaciones que se rompieron tras ocupar Portugal ilegalmente la provincia cisplatina de Uruguay.
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España exigió esta para retornar las conversaciones, pero Portugal no respondió a esta petición, después, Brasil se independizo de Portugal. 
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Tras 500 años de ocupación portuguesa, Olivenza regresó a sus orígenes Hispanos.

Pues no hay en todo el territorio Hispano, ciudad mas linda, que es mi Olivenza.

Que no te engañen, Olivenza es ...España
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Olivenza... Mipueblo.es
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videopueblo 24 de Outubro de 2008 — Olivenza (Olivença en portugués) es una población española situada en la provincia de Badajoz, en la frontera con Portugal. El territorio de Olivenza está situado al este del río Guadiana, a 24 km al sur de Badajoz. Tiene forma triangular, con dos de sus vértices tocando el río Guadiana.
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TEM FÉ, Ó OLIVENÇA - TEN FÉ OLIVENZA
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wekus 1 de Abril de 2008Canção dos "Onda Choc"
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TEM FÉ, Ó OLIVENÇA

Um dia os templários,
portugueses como nós,
fundaram Olivença,
terra de nossos avós.

D. Dinis lhe deu Foral,
D. João lhe deu a torre,
aqui sempre foi Portugal,
e a sua história não morre.

Tem fé, oh Olivença!
Ó irmã secular!
Não podes cair numa descrença, (bis)
verás que um dia tu vais voltar (bis)

Oh praça forte e sempre atenta,
és sentinela do Guadiana!
Irá ter fim um dia a tormenta,
tu és lusa, não és castelhana.

Os bravos portugueses
enfrentaram os espanhóis,
aliados aos franceses
mais os Rochas e Godóys.

Mas ganhou a opressão
que esta terra usurpou
e com ferros, sangue e bastão
a nossa língua interditou.

Irá ter fim um dia a tormenta,
tu és lusa, não és castelhana.

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