Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

ALCATRÃO CONTRA A POPULAÇÃO - A32

DAVID CONTRA GOLIAS

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António Justo - Alemanha

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O Governo e seus lobbies investem no betão das auto-estradas financiadas pela União Europeia sem respeitarem as directivas europeias sobre a protecção de ambiente e das espécies, nem terem em conta o património cultural, natural e histórico nem tão-pouco os interesses das populações atingidas.

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De facto, o Governo português transpõe as directivas europeias para o direito nacional mas não o aplica. Aposta na falta de iniciativa do povo e nos vícios de forma e na nebulosidade para não cumprir as directivas e assim levar a efeito projectos irracionais.

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A população da cidade da Branca, do conselho de Albergaria-a-Velha, cansada perante o mutismo do Governo, das desculpas de mau pagador dos ministérios e dos paliativos políticos, vê-se na necessidade de dar passos mais decisivos para levar a efeito a defesa dos seus direitos contra a construção da A32.

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A A32 vem servir São João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Albergaria-a-Velha e Águeda, apesar de, junto a estas cidades, já passarem duas auto-estradas no sentido Porto-Lisboa. De início, com o governo PSD, só tinha sido projectado o troço até S. João da Madeira e de S.João da Madeira até à A29 em Ovar, como resposta a uma política de alargamento da área metropolitana do Porto (Cfr. Decreto-Lei n.º 210/2003, de 15 de Setembro). O Governo PS, que parece só conhecer Lisboa, quer fazer daquela iniciativa regional, uma terceira auto-estrada no sentido Norte-Sul até Lisboa. O povo da Branca bem se ergue nos bicos dos pés para dizer que o Norte também existe e deve ser contemplado nos seus interesses. É uma luta de David contra a megalomania centralizadora do Golias Governo. Para se tornar eficiente terá de usar a fisga tribunal, doutro modo, eles comem tudo e no deixam nada...

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O traçado a nascente (PDM) constitui um abuso de poder e além do mais passaria por um espaço de reserva ecológica nacional. Comporta a construção dum viaduto de 995 metros, com pilares de 35 metros de altura, com pendente constante de 6%, passando pelo meio de casas. O traçado destruiria, na encosta do monte de S. Julião, 35 minas e pontos de água. O património histórico seria destruído, e a imagem paisagística da Branca seria irremediavelmente destruída além da poluição de águas, poluição sonora e atmosférica. O impacto ambiental seria irreparável. A fauna e flora da área (falcões, esquilos, javalis, etc.) seriam abatidas.

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O Prof. Doutor Humberto Flávio Xavier, professor de direito público e advogado, esteve numa cessão de esclarecimento da “AURANCA” (Associação do Ambiente e Património da Branca) para ouvir e dar esclarecimentos sobre estratégias a seguir em defesa dos direitos em causa.

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Para que a acção popular tenha resultados positivos será preciso intentar várias medidas na fase pré-contenciosa para depois se passar à fase contenciosa. Será necessário alertar a Greenpeace internacional e as autoridades competentes da Comissão Europeia chamando a atenção para o incumprimento do direito ambiental e para a transgressão de direitos humanos. A União Europeia não poderá disponibilizar verbas a serem aplicadas em projectos que transgridem o direito europeu. Além disso há uma directiva europeia que impede empreendimentos que destruam a imagem da zona, que destruam zonas paisagísticas expressivas e específicas dos locais.

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Como ultima ratio e paralelamente será necessário colocar a questão, primeiramente, em tribunais nacionais. Para isso proprietários de terrenos por onde passaria a auto-estrada e cidadãos prejudicados com a passagem do traçado pelo local e terceiros deverão juntar-se para mover uma acção colectiva em tribunal. Foi proposto que a “Auranca” assumisse o papel de fazer o levantamento das pessoas implicadas no processo e dispostas a custear as despesas de tribunal. Assim se manteriam baixos os custos duma acção de grupo que nomearia os representantes para o representar nas questões processuais jurídicas. Acabadas as férias urge meter mãos à obra. Doutro modo os políticos continuarão o jogo das escondidas com a EP (Estradas de Portugal) e a não levar a sério os cidadãos e seus representantes directos: Junta da Freguesia e Câmara Municipal votaram contra o traçado a nascente.

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Além do mais, há matéria para ocupar o tribunal europeu em Bruxelas, não sendo de desprezar também uma acção por desrespeito dos direitos humanos.

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É de considerar que, neste projecto público como noutros, o Governo só parece interessado em gastar dinheiros sem ter também em conta as despesas de manutenção que hipotecarão o futuro dos mais jovens.

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António da Cunha Duarte Justo - Alemanha

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in PortugalClub

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quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Morte e Vida Severina

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjhdVZO1qH1ZgER9D31lRnCTXTGRRE_nhCsXrk1OhrNGK6q4sXUXseY5XUvTFWRrxpYNG-ZjlhzXX2AvN8oYQCuEzdjRE_NApLYWaRQIidrfGzuRx2x065JeA0jYuES0LUfvXd38WX3fbE/s400/Morte&Vida_Severina.jpg
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Um clássico brasileiro, um clássico universal

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Berta Brás

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O sentimento de fragilidade que de repente nos envolve, nos desaires de uma política de aventureirismo e ausência de escrúpulos que envergonham quem - e seremos a maioria – sempre se pautou pela confiança na estabilidade ao nível das instituições, e nos poderes organizados para proteger os cidadãos – antes da viragem que trouxe o caos – levou-me a atentar numa personalidade curiosa – a do Sr. Casimiro Rodrigues – que, indiferente a comentários, com a força real da pessoa honrada e amante da sua Pátria, decidiu criar um espaço que servisse para fazer transparecer opiniões silenciadas, mau grado a democracia, ou liberalizar opiniões mais ou menos contundentes contra a impertinência das políticas do individualismo e da injustiça que são as que temos.

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Apesar do risco dos ataques maliciosos ou menos educados daqueles que não sabendo mais que debitar as patranhas de um pseudo-saber feito dos chavões de uma falsa humanidade, ou apenas ocos e grosseiros, Casimiro Rodrigues, a todos acolhe, a todos responde, a todos pretende, singelamente, orientar, na calma da sua sinceridade, no destemor da sua frontalidade.

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Lembrei-me de um texto que em tempos escrevi, sobre uma obra do seu Brasil, como um Padre-Nosso que se reza em momentos de “vidas severinas”, para lho dedicar, e ao seu Jornal, com toda a simpatia:

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Vida e Morte Severina

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«A leitura de um poema narrativo em vários quadros, de João Cabral de Melo e Neto - Vida e Morte Severina - mostrou-nos como a simplicidade, clareza, simbolismo, riqueza linguística, não isenta de vocabulário popular e terminologia específica de costumes, objectos e natureza do nordeste brasileiro, podem ser sinónimos de dimensão clássica, pela denúncia, neles contida, de sofrimento, agressão, e exploração de um povo sacrificado numa terra agreste, onde se morre de velhice antes dos trinta / de emboscada antes dos vinte, / de fome um pouco por dia / (de fraqueza e de doença / é que a morte severina / ataca em qualquer idade, / e até gente não nascida)” e cuja única saída é “a de saltar, numa noite, / fora da ponte e da vida”, depois de ter chegado ao fim da sua viagem, pelas margens do rio “Capibaribe, o melhor guia na busca do Recife, mas ele próprio, por vezes imprestável com a seca, confundindo-se com a paisagem árida.

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Poema narrativo, particularizando uma situação específica de um povo, representado por um “Severino da Maria”, nome comum a muitos mais, ele é igualmente símbolo da vida humana, no sentido do absurdo representado pela luta sem esperança, ante o irreparável da morte, mas deixando também uma mensagem de confiança com o milagre do nascimento de mais uma vida, ainda que ela venha a ser “uma vida severina”.

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As influências mal se sentem no texto, ou apresentam um pendor singelo e até popular e infantil - a Bíblia (trata-se de um auto de Natal pernambucano), histórias de fadas e de bruxas (nas cenas dos dons das ciganas e das previsões dos vizinhos, juntamente com as dádivas - da pobreza mas também da alegria solidária, quais pastores de Belém - à criança que nasceu), mas, sobretudo os jeitos, as falas e os costumes mais ou menos grotescos dos participantes populares, ao longo da viagem, e os dizeres conceituosos por vezes de uma brutalidade que remete para o negativismo do conceito.

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E tudo isso num ritmo fácil de redondilha que nos lembra “O Fidalgo Aprendiz”, de D. Francisco Manuel de Melo, na auto-apresentação inicial do criado Afonso Mendes: Sou velho, já fui mancebo / cousa que, mal que lhe pês / virá por vossas mercês; / nasci no Lagar do Sebo / faz hoje setenta e três”. Compare-se com a auto-apresentação de Severino: “O meu nome é Severino, / não tenho outro de pia. / Como há muitos Severinos, / que é santo de romaria, / deram então de me chamar / Severino da Maria: / como há muitos Severinos / com mães chamadas Maria, / fiquei sendo o da Maria / do finado Zacarias. / Mas isso ainda diz pouco: ...”

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Mas, mau grado a facilidade do ritmo poético e da linguagem aparentemente também singela, a peça vale por si, na simplicidade dos seus utensílios, sem artifícios nem rebuscamentos, e todavia uma obra-prima de extraordinária dimensão humana e universalidade de conceito.»

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In PortugalClub

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quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola


* Rui Santos - Luanda

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Carissimos

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Ao fim de 34 anos virem agora pessoal falar de coisas que aconteceram num período conturbado e de guerra é "dose"...

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Estive vai não vai para simplesmente "ignorar" este mail mas depois de ler um comentário no site desafiando-me decidi responder...

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1- Ataca-se o MPLA e esquecem-se que o MPLA em 1975 estava apenas em Luanda e num raio máximo de 200 kms à volta de Luanda onde até 11 de Nov CO EXISTIA com o exército Português, que técnicamente era quem mandava mas que há muito se tinha retirado do seu papel de "força dominante"

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O Norte estava ocupado pela FNLA associda a um conjunto de mercenários ligadas ao Zaire e Mobutu

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O Sul estava ocupado pela UNITA e Africa do Sul ...

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ONDE ESTÁ A JUSTIçA ??? MPLA em Luanda, ocupando menos de 1/10 do terrítorio, TINHA que cumprir as leis Portuguesas !!!! E Fnla/Zaire e a Unita/Africa do Sul PODIAM ENTRAR POR ANGOLA DENTRO invadindo PORTUGAL sem que ninguém faça reparo nisso... Porque é que a senhora não faz um livro sobre isto ??

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2- Durante o período conturbado de 1974/75 houve muitos casos de pessoas que "desapareceram"... A maior parte dos casos estavam associados às chamadas BJR ( FNLA ) que faziam desaparecer pessoas com base na tribo, na raça ou no tipo de partido que alinhavam.

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Nunca ouvi falar em casos desses no MPLA excepto quando "encontravam pessoas que declaradamente eram da FNLA" ... Mesmo nestes casos as pessoas eram normalmente "presas formalmente"

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3- Eu pessoalmente, que sou angolano branco, estava à porta de um farmácia às 19 horas e numa altura em que a guerra entre os partidos era generalizada... Tinha-me esquecido do BI e fui levado para uma delegação do MPLA... Devido aos boatos que circulavam eu pensei que tinha chegado o meu dia... MAS NÃO ... Fui identificado num comité do MPLA e libertado logo a seguir com uma recomendação para nunca andar sem documentos... Nos locais onde passamos podia ter sido simplesmente morto sem qualquer consequências para o soldado do MPLA que me estava a levar... Eu cheguei a dizer a esse soldado que "se o camarada quer o meu carro e o dinheiro não precisa de me matar"... Ele ficou super ofendido por eu ter feito esse reparo e disse que as ordens que tinha eram de "levar todos os suspeitos para o comité piloto"..

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Em momento algum eu reagi, fui mal educado, insultei ou fiquei nervoso apesar de estar cagado de medo... Tive sorte ?? Não sei...

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4- É bem possível que no processo de confusão que se instaurou em Angola nesse período tivesse havido alguns abusos, mesmo do MPLA, EU JÁ AFIRMEI ISSO AQUI....Casos de vingança por coisas que pessoas possam ter feito em 1961, casos de invejas... Etc... É bem possivel...

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5- Faça-se uma estatistica... haviam em Angola cerca de 500.000 portugueses ou angolanos portugueses que bazaram ... São relatados aqui 250 casos atribuidos ao MPLA... TODOS DOCUMENTADOS...

ADMITINDO QUE SEJAM verdade, apenas posso dizer que é uma % muito baixa para a "confusão e falta de controlo que se estabeleceu nesse período".. No Congo foram milhares de mortos... No Rwanda foram milhões... Entre 1961 e 1964 os portugueses limparam o cebo a uns milhares também... Portanto, no meio da confusão que houve não se pode dizer que tenha sido mau...

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6- Comentando alguns comentarios aqui feitos

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a)- O seu pai consta dessa lista, tal como outras pessoas com quem falou para escrever este livro.

....absurdas. Não estou a dizer que são todos inocentes. Mas o ambiente era de repressão e qualquer coisa servia para atingir os fins políticos.....

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R: Faço um reparo ... Em momento de guerra criam-se regimes de excepção... Esta pessoa concorda que "não estou a dizer que são todos inocentes"...

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Ao fazer esta afirmação está apenas a alinhar com o "COMPORTAMENTO HUMANO E DOS PAÍSES QUANDO HÁ SITUAÇÃO DE EXCEPÇÃO"... Se o MPLA manteve pessoas presas depois da independência é preciso conhecer os processos... Que eu saiba todos os presos tinham processos .. Podiam até ser "errados ou pelas razões erradas" MAS TODOS tinham processos... ( ao contrário da BJR e Unita que simplesmente fazia as pessoas desaparecerem...).. O que o MPLA terá feito não é de todo diferente do que PORTUGAL FEZ ENTRE 1961 e 1964 ... Em caso de duvida prende ... Depois logo se vê ...

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Se no processo meia duzia de inocentes estiverem no rolo, azar dessas pessoas... MAS É ASSIM QUE FUNCIONAM TODOS OS PAÍSES ... VEJA-SE o que aconteceu nos States depois do 11 de Setembro ...

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b)- Essas prisões eram ilegais, clandestinas...

Claro. O que quer dizer que Portugal entregou Angola ao MPLA muito mais cedo do que se pensava. Cerca de meio ano antes.

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R: Porquê ?? Porque é que a senhora não fala do Sul invadido pelos Sul Africanos e do Norte invadido pelo Zaire... ACREDITAM mesmo que o Sul Africanos e os Zairenses iam levar as pessoas que detinham a Lisboa ??? Tenham dó !!!!

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C)- O próprio MNE admitiu, em 1977, segundo os documentos que pública, que o MPLA prendeu portugueses antes da independência?

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R: Exactamente.... O MPLA, OS SUL AFRICANOS E OS ZAIRENSES !!!! Amigos meus foram liquidados pelos sul africanos estando desarmados e simplesmente porque estavam na estrada quando os sul africanos iam a passar ... Porque é que SÓ FALAM do MPLA !!! A culpa, a existir algum, é dos portugueses que SE PUZERAM DE FORA DO PROCESSO E ABANDONARAM AS SUAS RESPONSABILIDADES ....

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d)- O que é que lhe disse?

“O teu pai desapareceu.” Desapareceu!? “O teu pai desapareceu!” E eu dei a interpretação de uma miúda de 17 anos: desapareceu? Como? O que é que isso quer dizer?

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R: Volto a repetir... Seria preciso saber a história do desaparecimento... Como, quem o levou ? Confirma-se se foi o MPLA ?? SE sim TEVE PROCESSO quase de certeza... E no processo devem constar as acusações sejam elas mais ou menos legitimas..É preciso ver que nessa altura estava-se em regime de excepção... Lembram-se da anedota do "morra Salazar" ... É mais ou menos isso... Nessa altura, bastava dizer ou reagir de alguma forma interpretada como "inimigo" para se ter problemas..

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e)- Teve irmãos e a sua mãe para a ajudarem a fazer essa interpretação?

...cor do MPLA. ...

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R: Que eu saiba nunca o MPLA fez desaparecer pessoas que não fôssem da "sua côr"... Estavam lixados .. .Existiam na data cerca de 11 milhões de Angolanos... O MPLA apenas tinha 50.000 membros... Que tivesse mais 120.000 soldados ( que não sendo do MPLA se podiam consideram como tal por serem das FAPLA ) façam as contas...

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f)- É verdade que a maioria dos presos era acusada de pertencer à UNITA ou à FNLA ou de manter contactos com os seus dirigentes?

Foi o que conclui da documentação que consultei.

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R: CONCLUIU !!!! Disse bem, É UMA CONCLUSÃO SUA .......

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g)- O que a leva a crer que tivesse sido raptado?

Pelo que descobri nos arquivos, as pessoas eram raptadas porque lhes cobiçavam o carro, os bens, ou porque não eram da cor política. Por variadíssimas razões. Acho que quiseram correr com os brancos de Angola que estavam lá radicados há mais tempo.

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A: Como disse antes... É possível que tivessem havido alguns abusos MAS essa não era a generalidade... De notar que as casas que ficaram abandonadas ESTIVERAM pelo menos até 1976 na sua maior parte desocupadas e o Governo teve que criar a Secretaria de EStado da HAbitação para "começar a atribuir e arrendar essas casas depois de confiscadas" ... Os contratos que na altura o SEH faziam eram "contratos provisório" e isso estava claramente estipulado no contrato.

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h)-Acredita que no caso dele foi por lhe cobiçarem os bens?

Não sei. Houve casos tão absurdos que qualquer coisa pode ter servido de pretexto.

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R:... Ela que diga por mail para mim pessoalmente ... Nome e empresa a que pertencia e a forma como despareceu "penso que pela forma" posso identificar quem pode ter feito... A forma de actuação do MPLA, BJR E Unita era totalmente distinta... Podem estar a atribuir ao MPLA uma coisa que este não fez.... As pessoas que o MPLA prendia tinham processos organizados... .

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i)- Faz ideia sobre como é que ele terá morrido?

Há a hipótese de ter sido fuzilado, como foram outros portugueses, nomeadamente, durante o 27 de Maio de 1977. As prisões em Angola, não tinham a lista dos que entravam, só dos que saiam. E isso vem reconhecido por um diplomata português, num telegrama. Não sabemos quantos ficaram pelo caminho...

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R: Fazer uma afirmação destas é mesmo uma posição sectária inaceitável ... Porque é que ela não veio a Angola ? Até a porcaria dos mercenários tiveram processos organizados e julgados ...

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j)-Como é que foram tratados estes prisioneiros?

Está aí tudo no livro. Eu acho que eles eram tratados pior que animais. Passavam fome, frio, não tinham sol, sofriam torturas inenarráveis. Não havia médicos, muitos morreram. Acusados sem julgamento. Este é o pedaço da nossa História Contemporânea que falta contar. O que se passou foi escandaloso.

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R: Nessa altura e depois das invasões sul africanas e zairenses e com o recomenço das agressoes sul africanas NÃO HAVIA COMIDA NEM MEDICOS para os civis normais quanto mais para os presos ...

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Ela tem razão quando afirma que passavam fome ( acredito...)

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frio ..( não acredito porque em Angola mesmo no do frio as temperaturas nunca são superiores a 18/20 graus, excepto no Lubango e alguns outros pontos de Angola onde não há cadeias...) ..

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Torturas inerranáveis... Sinceramente não acredito ... A unica altura em que Angola terá utilizado esses métodos foram entre 1961 e 1966 por Portugal e 1977 logo após o golpe de EStado pelo MPLA ... Tirando isso não acredito que tivessem havido torturas.

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Não haver médicos ... Isso é verdade ... Não havia mesmo nem para os civis soltos quanto mais para os presos...

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l)-O livro fala de ligações da polícia portuguesa e das Forças Armadas portuguesas com o MPLA. Qual era o interesse?

Achavam talvez que fosse legitimo que o MPLA tivesse o poder. Mas, de facto, Portugal assinou acordos com os três movimentos. E quem fazia parte dos outros movimentos não podia ter sido marginalizado.

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R: O MPLA apenas reagiu ao que foi "permitido per Portugal" ... De notar que logo a seguir aos acordos Portugal permitiu a "invasão do exercito zairense a pretexto de serem os soldados da FNLA"... DE notar também que cerca de 75% do exercito portugues em Angola já ERA de origem Angolana... A maior parte desses 75% viram-se mais no MPLA do que em qualquer outro ( o que aliás fazia todo o sentido porque no MPLA estavam muitos intelectuais angolanos e mesmo portugueses ...) ... A MENOS que eu veja uma prova escrita NÃO ACREDITO em nenhum acordo secreto sobre o assunto para deixarem Angola ao MPLA...

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m)-Conte-me o que descobriu sobre os movimentos clandestinos dos partidos políticos angolanos antes da Independência?

O que mais me chocou foi a Polícia Judiciária, muitos meses antes da independência, ter agentes seus a trabalhar com seguranças do MPLA – o que legitimava as prisões. E outra das coisas que me impressionou, foi saber que a PJ – que não tem nada a ver com esta de cá – era quem seleccionava os presos portugueses que eles deixavam embarcar.

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R: Está a dar-me razão... Primeiro ... Processos... Se por acaso houvesse prisões havia processos porque a PJ tinha toda a burocracia portuguesa ... Segundo ... Da mesma forma que o Exercito português já era em grande parte constituido por "angolanos" o mesmo acontecia à PJ ... Naqueles dias de confusão e ter que haver uma escolha tanto os Policias como os membros do exército viam-se no MPLA ...

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n)- O MPLA apresentou diversos presos como criminosos que fariam oposição ao processo de descolonização e de Independência de Angola. Fez-se propaganda com eles?

Fez-se: o MPLA deu uma conferência de imprensa, quatro dias após a independência, exibindo-os como mercenários. Não era verdade para todos. O próprio MPLA reconheceu que os aprisionara e não os tinha entregue às autoridades portuguesas, que era o que lhe competia.

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Nenhum deles nunca foi julgado, pois não?

Não, nenhum.

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R: NUNCA OUVI FALAR EM TAL CONFERÊNCIA de imprensa !!!! Gostava de ver os documentos ...

o)-Qual foi a história que conta no livro que mais a impressionou?

A da médica, porque ela desmentiu um boato: a imprensa do MPLA publicou uma notícia a dizer que tinham sido encontrados órgãos humanos numa das delegações da FNLA. Isso era mentira, porque tinham roubado esses órgãos do teatro anatómico da maternidade de Luanda, onde essa médica trabalhava. Foi ela que desmentiu o boato contra a FNLA. E isso levou a que a tivessem raptado. Ela é uma das desaparecidas. É preciso explicar o porquê.

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R: A Sra está a misturar alhos com bugalhos... Se quer contar a história do Pai porque via buscar o 27 de Maio e este tipo de coisas..

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Sobre este assunto dos orgãos encontrados nas delegações da FNLA... Existem mil histórias... Existem inclusivé até musicas que falam sobre isso...

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Esta história é APENAS MAIS UMA !!!

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p)-O JORNALISTA GEORGES LECOFF TESTEMUNHA O SOFRIMENTO DAS FAMÍLIAS DOS PRESOS

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'Dia 9 de Novembro de 1975. Era um domingo de fim de Primavera, e o jornalista Georges Lecoff dava uma volta por Luanda. Foi à fortaleza de São Miguel, ainda com sinais da presença de alguns funcionários e tropas portugueses que «há várias semanas» tinham a impressão de que já não faziam «nada» em Angola. Foi então que assistiu à presença de várias mulheres que choravam, pedindo aos militares portugueses para salvarem das prisões do MPLA «um pai, um marido ou um filho, sem nada conseguirem, além de boas palavras». O jornalista lembrava-se de que «algumas dezenas» de portugueses tinham sido encarcerados «sem que o exército português tivesse interferido»

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R: Em períodos de confusao podem acontecer muitas coisas... Não acredito que tenha havido coisas deliberadas do MPLA contra portugueses... Podem ter havido algumas vinganças, com aconteceu em 1977, podem ter havido alguns abusos MAS de forma alguma podemos GENERALIZAR....

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q)-UMA MÉDICA ENTRE OS VIVOS E OS MORTOS

'«(...) A minha mãe tinha estado a trabalhar na maternidade até às quatro ou cinco da manhã. Por isso, quando lhe foram bater à porta, ela veio abri-la em pijama. Eu só acordei quando ouvi o barulho da discussão. Venho à porta e vejo três negros à civil, a discutir com ela. Durou uns dois minutos. Estavam no patamar das escadas do prédio. Diziam: ‘A senhora vem, vem… já lhe disse que vem!’ Agarraram nela e levaram-na. Eu tinha 13 anos, não tive capacidade de reacção. Tenho o filme na minha cabeça. A minha mãe foi raptada, sem nenhuma dúvida. Agarraram nela, levaram--na, de camisa de noite e robe. Nem sequer a deixaram vestir-se. Meteram-na num jipe e foram embora. Agarraram-na e levaram-na. Foi assim…»' (...) '«O que nos foi dito é que terá sido levada para a Praça de Touros, em Luanda, e morta dois ou três dias depois de raptada.»'

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R: Os unicos mortos que alguma vez ouvi falar na Praça de Touros foram alguns soldados das FAPLA/MPLA que terão sido "condenados numa coisa que nas revoluções se chama tribunal popular" por terem morto uma ou duas familias de civis ( não sei se eram portugueses ou não... ) para roubarem coisas... Nunca ouvi falar em mais nenhum caso deste tipo na Praça de Touros ...

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r)-LUÍS GUERREIRA PEREIRA, DETIDO EM FINAIS DE JULHO DE 1975

'«Sofri muito no dia seguinte. Bateram--me bastante, torturaram-me diversas vezes. Fisicamente, três ou quatro vezes, mas psicologicamente muitas. A partir daí a minha detenção foi muito acidentada, porque eu não sabia o que me iam fazer a seguir. Levaram-me para quatro ou cinco sítios diferentes. Tiravam-me o adesivo dos olhos e o capuz, e de repente eu estava numa casa de banho. Nunca via o exterior. Na mesma época passei por quinze ou dezasseis, para não exagerar, cubículos diferentes: pequenas áreas, cozinhas, casas de banho… Levaram-me para a Praça de Touros, em Luanda, poucos dias depois, para ser abatido e enterrado. Eu ouvira dizer na FNLA que eles matavam ali as pessoas e enterravam-nas na arena. Lembro-me de estar lá, com as mãos amarradas atrás das costas, com adesivo nos olhos e um saco na cabeça. No corredor de acesso à arena, encostaram-me à parede e a caliça saltava e picava com os disparos que eles faziam à volta do meu corpo. Aquilo foi encenado, eu não era para ser fuzilado. Mas só vim a sabê-lo depois. Fiquei lá umas duas horas.»'

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R: Este senhor nas suas alegações está a DIZER PORQUE FOI PRESO... sic..." eu ouvira dizer na FNLA..."

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Portanto era alguém que, de alguma forma, foi connectado à FNLA... Ao não ser simplesmente fusilado ( coisa que a FNLA-BJR fazia precisamente para criar o clima de terror...) o MPLA deve ter considerado que o caso deste senhor não era "grave".

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s)- OS PRESOS TINHAM CONDIÇÕES 'RAZOÁVEIS', SEGUNDO O REPRESENTANTE DO MNE

Em Dezembro de 1975, informou Lisboa da presença «no Campo da Sapu de quinze presos acusados envolvimento FNLA antes independência». Dizia o representante português que as suas condições eram «razoáveis». «Alguns vêm trabalhar cidade, outros trabalham próprio campo. Não têm sido maltratados. Dizem não recear julgamento pois muitas acusações feitas seriam fantasia. Alimentação é muito fraca (...). Principal queixa que têm é incerteza sua situação: desde há três semanas que lhes dizem quase diariamente que vão ser libertados, o que não se verificou até agora.»'

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R: Eu não posso concordar com esta afirmação... Provávelmente fizeram uma "encenação" para o MNE ver ..

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É um facto que as cadeias angolanas ( e isto é herança do tempo colonial...) SÃO cadeias formativas/correctivas e não punitivas... Os presos têm processo, ficam nas cadeias centrais até julgamento e depois vão para os campos de "trabalho" ... DE qualquer forma NESSA ALTURA NãO havia comida nem grandes condições médicas nem para os civis... Portanto o MNE deve ter visto um cenário "montado para inglês" ver...

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T)-HOMEM DISCRETO E EMPRESÁRIO

Em 1928, aos 18 anos, João Cândido Figueiredo (na foto ao lado) partiu para Angola. Tornou-se empresário em Luanda. Era um homem discreto que não falava de política. Desapareceu em Julho, o mês mais crítico de 1975. A família, que já tinha fugido para Portugal, nunca mais ouviu a sua voz; nunca mais o viu. Seguiu-se um calvário indescritível para desvendar o seu estranho desaparecimento. A sua mulher meteu cunhas a ministros, chegou à fala com Melo Antunes, mas foi tudo em vão.

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R: Este deve ser o tal pai da sra que faz a entrevista... Como digo acima ... Se disser quem era, que empresa tinha, em que bairro era a empresa e a casa dela e se possível a forma como "desapareceu" pode-se tentar "adivinhar" que movimento o terá prendido.. OS métodos de actuação eram totalmente distintos...

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in PortugalClub

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Correio da Manhã

26 Julho 2009 - 00h00

Entrevista a Leonor Figueiredo e Pré-publicação do seu livro "Ficheiros Secretos da Descolonização de Angola"

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