Discurso de Lula da Silva (excerto)

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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Expedição à ilha Nova Guiné descobre sapo "Pinóquio" e outras novas espécies



18.05.2010 - 10:26 Por Helena Geraldes
Uma expedição científica às remotas montanhas Foja, na ilha Nova Guiné, descobriu dezenas de novas espécies de mamíferos, répteis, anfíbios, insectos e aves, incluindo um sapo “Pinóquio”, revelaram a National Geographic Society e a Conservation International.
<p>Este sapo das árvores está entre as novas espécies 
encontradas em Foja</p> Este sapo das árvores está entre as novas espécies encontradas em Foja
 (Tim Laman/National Geographic)
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As espécies foram descobertas por uma equipa internacional que participava, no final de 2008, no projecto Rapid Assessment Program (RAP) da Conservation International. Durante cerca de três semanas, enfrentando chuvas torrenciais e enxurradas, os biólogos avaliaram o valor daquelas regiões montanhosas remotas, desde a povoação Kwerba, no sopé da montanha, até uma altitude de 2200 metros.

Entre as novas espécies encontradas está um sapo das árvores com um “nariz” pontiagudo (Litoria sp. nov.). A protuberância deste anfíbio inclina-se para cima quando o macho está mais activo, uma particularidade que os cientistas dizem estar interessados em estudar. “Esta foi uma feliz descoberta acidental, quando o herpetólogo Paul Oliver encontrou um destes sapos em cima de um saco de arroz no acampamento”, explica a Conservation International em comunicado.

Outras descobertas incluem um novo morcego (Syconycteris sp. nov), que se alimenta de néctar das florestas tropicais, um pequeno rato das árvores (Pogonomy sp. nov.), uma borboleta branca e preta (Ideopsis fojana) e um arbusto (Ardisia hymenandroides).

Os cientistas encontraram também um pequeno canguru (Dorcopsulus sp. nov.) e captaram as primeiras imagens de um outro marsupial extremamente raro (Dendrolagus pulcherrimus), criticamente ameaçado pela caça em outras regiões da Nova Guiné.

“Talvez a maior surpresa da expedição tenha surgido quando o ornitólogo Neville Kemp avistou um casal de pombos imperiais (Ducula sp. nov.)”, acrescenta a organização. Os biólogos acreditam que as aves façam parte de uma população com muito poucos indivíduos.

“Numa altura em que animais e plantas desaparecem por todo o planeta a um ritmo nunca visto nos últimos milhões de anos, a descoberta destas formas de vida absolutamente incríveis é, claramente, uma notícia positiva”, comentou Bruce Beehler, investigador da Conservation International que participou na expedição às montanhas Foja. “Lugares como este representam um futuro saudável para todos nós e mostra que ainda não é demasiado tarde para travar a actual crise de extinção de espécies”, acrescentou.

A expedição – apoiada ainda pela Smithsonian Institution e pelo Instituto indonésio das Ciências -, marcou o regresso àquelas montanhas, região reconhecida pelos cientistas pela sua riqueza em biodiversidade, graças ao “seu relativo isolamento, elevação e ambiente tropical”. A primeira expedição às montanhas Foja aconteceu em 2005.

A Conservation International espera agora que estas informações encorajem o Governo da Indonésia a proteger a região, a longo prazo. Hoje está classificada como santuário para a vida selvagem.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Em três anos foram descobertas 123 novas espécies no Bornéu

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Foto: WWF/Reuters (arquivo)
Nas florestas do coração do Bornéu vivem 150 espécies de répteis


Público - 22.04.2010
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Helena Geraldes 

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A natureza não pára de nos surpreender e, nos últimos três anos, foi isso que aconteceu no coração do Bornéu, com a descoberta de 123 novas espécies. O maior insecto do mundo e um anfíbio sem pulmões estão nesta lista, divulgada pela WWF.
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As descobertas foram feitas em 220 mil quilómetros quadrados de floresta tropical densa, protegida desde Fevereiro de 2007, pelo Bornéu, Malásia e Indonésia. Estes governos juntaram-se para criar um plano de acção a fim de conservar o coração daquela ilha.

“Como o mostraram os últimos três anos de descobertas científicas independentes, novas formas de vida estão a ser constantemente encontradas no coração do Bornéu”, comentou Adam Tomasek, coordenador da iniciativa na organização conservacionista WWF (Fundo Mundial para a Natureza).

“Descobrimos, em média, três novas espécies por mês; 123 ao longo dos últimos três anos e, pelo menos, 600 nos últimos 15 anos”, contou à AFP Tomasek.

Segundo um relatório divulgado hoje pelos ecologistas, aquela região alberga dez espécies de primatas, mais de 350 de aves, 150 répteis e anfíbios e dez mil plantas que não existem em mais local nenhum do mundo.

Os três governos comprometeram-se a melhorar a área protegida, a geri-la em conjunto, a apostar no ecoturismo e apoiar o desenvolvimento sustentável.

Os especialistas acreditam que a descoberta destas espécies pode ajudar a combater doenças como o cancro ou a sida.
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