Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Liceu Salvador Correia - recuperação 2015


aguarela IN https://www.facebook.com/groups/264551243582300/ (Luís Melita)





SOBRE AS OBRAS DE RECUPERAÇÃO 2015


Fernando Pereira
23/8 às 0:43
Escola Mutu-ya-Kevela será entregue a comunidade estudantil em 2017

A conclusão das obras de recuperação e ampliação da escola do I e II ciclo Mutu-ya-Kevela, encerrada ao público há mais de sete anos, está prevista para o primeiro trimestre de 2017. Recorda-se que os alunos da instituição estão acomodados em outras escolas, de acordo com as suas áreas de residência.

A informação foi avançada hoje, em Luanda, pela directora do Gabinete de Estudos e Planeamento e Estatística do Ministério da Educação (MED), Irene Figueiredo.

O projecto que está a ser executado pela empreiteira portuguesa Somague inclui também intervenção no Centro Pré-Universitário de Luanda (PUNIV), e está avaliado em 21 milhões de dólares.

A interlocutora esclareceu que numa primeira fase vão intervir apenas nas instalações do Mutu- Ya-Kevela e posteriormente no PUNIV, por pertencerem a mesma instalação.

A directora revelou que a obra, que arrancou em Março deste ano, consiste, fundamentalmente, em recuperar e não alterar, e ampliar o interior, mantendo por completo os traços anteriores da escola, ou seja aspectos como as paredes, as portas e até mesmo o mosaico.

Embora não especificando, Irene Figueiredo disse que vão aumentar o número de salas.
“A recuperação da escola Mutu-Ya-Kevela sempre foi uma preocupação do Executivo, pela sua história, pois representa uma das primeiras da cidade de Luanda no tempo colonial e de maior dimensão”, frisou.

Irene Figueiredo revelou ainda ser pretensão do Ministério da Educação manter a instituição escolar como do I e II ciclo, pelo facto de representar um nível de maior necessidade.
Por seu turno a engenheira civil, Rosina Araújo, fez saber que quando receberam a obra a escola tinha no seu todo 56 compartimentos, sendo que no modelo actual passará a ter 49 salas de aulas, incluindo laboratórios para aulas práticas, uma sala de professores, um secretariado, igual número para contabilidade e reprografia.

Apontou como novas divisões, uma enfermaria para primeiros socorros, uma cantina, uma sala de associação de alunos e uma de professores, duas salas de coordenação de pedagogia, vestiários para discentes, um wc para alunos com dificuldades de mobilidade, uma área de atendimento ao estudante e 4 campos desportivos
O Mutu-Ya-Kevela vai contar no seu corpo central com 2 pisos e uma cave, para a área técnica, sendo que o primeiro será para a área administrativa e de laboratórios, bem como para algumas salas de aulas, e segundo igualmente para salas de aulas e outros serviços adicionais.
O antigo Salvador Correia, baptizado com o nome de Mutu Ya Kevela desde 1975, com mais de 40 salas de aula.

Até ao seu encerramento definitivo, em 2008, em função do estado de degradação em que se encontrava, o maior liceu de Luanda acolhia cerca de 6 mil alunos do quinto ao oitavo ano de escolaridade.

Pelas salas de aula do Salvador Correia passaram alunos como Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola, e José Eduardo dos Santos, actual Chefe de Estado, entre milhares de angolanos e portugueses que ali fizeram os seus estudos ao longo de várias décadas.

As origens do Salvador Correia remontam a 25 de Abril de 1890, quando cerca de três dezenas de cidadãos se reuniram em casa de Caetano Vieira Dias e decidiram solicitar ao governo português a criação de um liceu nacional em Luanda.

A ideia era criar um estabelecimento de ensino na capital angolana que ministrasse os programas em vigor nas escolas em Portugal, o que permitiria aos alunos transitar deste liceu para as escolas portuguesas.

A criação desse liceu só veio, no entanto, a ser decidida a 19 de Fevereiro de 1919, quando o Conselho de Instrução Pública aprovou por maioria uma proposta nesse sentido apresentada por António Joaquim Tavares Ferro.

Inicialmente denominado Liceu de Luanda, a escola começou por funcionar num edifício na baixa da capital angolana, assumindo em 1924 a designação de Liceu Nacional Salvador Correia de Sá e Benevides, numa homenagem ao homem que reconquistou Luanda para a coroa portuguesa em 1648 depois da cidade ter sido ocupada pelos holandeses.

O actual edifício, situado no cimo de uma encosta que desce para o mar, começou a ser construído em Novembro de 1938, tendo a inauguração ocorrido a 5 de Julho de 1942.

Em 1975, ano da independência de Angola, foi rebaptizado com o nome actual de Liceu Mutu Ya Kevela, em homenagem ao soba do Bailundo que liderou uma revolta contra as autoridades portuguesas em 1902 no planalto central de Angola.

Foi classificado como Monumento Nacional por despacho n.° 47, de 08.07.1992

Escrito pelo meu amigo VITOR SILVA
IN https://www.facebook.com/groups/264551243582300/permalink/884034761633942/

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Duo Ouro Negro



Enviado por em 17/04/2010
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Foi um dia nas fontainhas
Que a vi falando com umas amigas
Atirei-lhe beijos, elas riram das gracinhas
São coisas próprias das raparigas
E eu voltei, todos os dias a procurei
E soube que ela se chamava Rita
Foi a moça mais bacana que encontrei
E tinha os cabelos presos com uma fita

REFRÃO: Maria Rita, Maria Rita
Eu pergunto à multidão, mas ninguém a viu passar
Maria Rita, Maria Rita
Dou uma vela a S. João se a voltar a encontrar
Quando chegou a madrugada
Ninguém sabia de nada
E eu voltei tão triste, tão triste
Que se ela soubesse voltava para me abraçar
II- Era noite de S. João
Toda a cidade estava iluminada
E toda a gente vinha em folia, em turbilhão
E nessa gente vinha a minha amada
E trazia a amarrar o cabelo negro
A mesma fita da cor do céu
Com a mão atirou-me um beijo
E entre a multidão desapareceu
Maria Rita, Maria Rita
Maria Rita, Maria Rita
Maria Rita, Maria Rita
Maria Rita, Maria Rita...
Enviado por em 23/07/2011
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MUXIMA - DUO OURO NEGRO COM SIVUCA



Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima


Se uamgambé uamga uami
Gaungui beke muá Santana


Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima


Se dizes que sou feiticeiro
Leva-me então a Santana


Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Kuato dilagi mugibê
Lagi ni lagi kazókaua


Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima
Muxima ue ue, muxima ue ue, muxima

Enviado por em 26/06/2011
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  • Duo Ouro Negro - Luanda Duo Ouro Negro - Luanda - Adeus- Adeus

    Duo Ouro Negro - Luanda - Adeus

    Duo Ouro Negro - Luanda - Adeu



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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Imbondeiro, a árvore do tempo - Jorginho Ramos


JORGINHO EM ANGOLA

terça-feira, 3 de abril de 2007

Imbondeiro, a árvore do tempo.




Não há quem não se impressione com a aparência algo lúgubre, algo misteriosa, mas sempre solene e bela dessa grande árvore, um dos símbolos da África. Com sua aparência fossilizada na idade adulta, o imbondeiro além de marcar a paisagem costumeiramente árida, remete a outros significados e por isso mesmo é cercado de aspectos lendários. Numa ida para Cabo Ledo vi centenas deles, espalhados pelas savanas. À luz do entardecer, adquire mais beleza ainda; seu semblante escuro contrastando com o róseo-alaranjado do poente revela a sua majestosa imponência. Mas a árvore da vida não está presente só no imaginário africano.





Quem leu (e quem não o fez?) “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry vai lembrar-se imediatamente dele: é o baobá, motivo de procuipação do misterioso ser. Ele teme que as raízes se entranhem no seu pequeno asteróide. O baobá seria então uma calamidade para aquele misterioso menino - que jamais respondia a uma pergunta e, ao mesmo tempo, também jamais desistia de obter uma resposta. Ele imagina então o trabalho que terá todas as manhãs em colher os brotos para evitar que novos baobás nasçam e se transformem em majestosas árvores, que de tão grandes e largas irão destruir seu pequenino planeta.




Os "baobás" destruiriam o asteróide de O Pequeno Príncipe




Segundo uma das muitas lendas que cercam o imbondeiro, ele pode viver até cerca de seis mil anos. Exagero, mas algumas centenas é crível !. É possível mesmo que os imbondeiros existentes ao lado do Museu da Escravatura em Luanda teriam sido testemunhas do embarque dos escravos angolanos para o Brasil. O museu fica na estrada que liga Luanda à Barra do Rio Kwanza, no Morro da Cruz. A construção colonial é do século XVII. Na capela da Casa Grande os escravos eram "batizados" antes de serem embarcados sob ferros nos navios negreiros que os levariam às colônias. O Museu da Escravatura é um monumento nacional de Angola a lembrar o cativeiro humano, gênese da situação atual de Angola e da África.



Museu da Escravatura em Luanda de onde saíram os escravos angolanos
para a grande diáspora (Foto JR)
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Há quem propale que o imbondeiro pode viver milhares de anos mas não há evidências científicas de que seja capaz de chegar a essa provecta idade. Pelo simples fato de que sendo oco o seu tronco, ele não forma anéis, recurso que a ciência utiliza para medir a idade das árvores. Mas, de fato, é considerada a árvore mais longeva do planeta. Certo mesmo é que essa árvore tem uma importância muito grande paraa África, tornando-se um dos ícones de sua paisagem.


Quadro na casa do brasileiro Raimundo Lima, em Luanda

Mesmo em Luanda, que é densamente habitada - quase 2/3 da população do país vive na capital - há imbondeiros espalhados por quintais, ruas, encostas e terrenos baldios. Alguns são centenários e se mantém impávidos, resistindo a toda sorte de intempéries. Até mesmo às ameaças do homem, que ocupam desordenamente o solo, constroem em torno deles bairros, muros e casas, implantam musseques (as favelas de Luanda) e lixões ao seu redor, de que resultam a erosão do solo e deslizamentos de terras. Seu tronco bojudo e galhos geralmente ressecados fazem parte da paisagem urbana, mas sua presença é mais intensa nas zonas mais afastadas.


Ele pode atingir uma altura de vinte metros e seu tronco medir dez de diâmetro. Apresenta, conforme a idade, dois tipos de folhas e foi considerado, no princípio do século passado, em vias de extinção. Quando ainda jovem, o imbondeiro apresenta folhagem diferente daquelas presentes no exemplar adulto. Mas quando velho adquire uma aparência fossilizada, mas está vivíssimo. Embora pouco protegido, o imbondeiro tem para muitos africanos um valor sagrado. Seria uma árvore protegida, ligada a sentimentos religiosos e seu interior abrigaria espíritos. Em algumas regiões da África é considerado um intermediário entre Deus e os homens e são venerados como representação de entidades inumanas. Perante eles são realizadas práticas ritualísticas. Amarram-se fitas, adereços e ex-votos. Sementes de baobá foram levadas para o Brasil por escravos e plantadas para atender a seus rituais. Há imbondeiros, ou baobás, no Rio Grande do Norte, Maranhão, Pernambuco e alguns na Bahia.





Conversando com alguns angolanos, soube que as fendas abertas naturalmente em seu tronco permitem até mesmo que dentro deles caibam mais de uma pessoa adulta. Por isso é que muitos imbondeiros já serviram até de prisão. Carpinteiros hábeis constroem cisternas coletivas para períodos de seca. Muitos são usados também como celeiros. Há registros de que já serviram até mesmo de sepulturas. Mas os imbondeiros situados em locais mais afastados não são local seguro pois podem servir também como abrigo de morcegos, macacos e cobras. De seu interior exala uma forte inhaca e o forte cheiro de almíscar.

Muita gente desenterra as raízes e delas extrai um poderoso corante vermelho, utilizado em olarias, madeiras e tecidos. Das cascas de seu tronco extraem-se fibras grosseiras que servem para fazer cordas e tecidos grosseiros.

A polpa dos frutos, quando seca, dá origem a uma farinha de sabor que dizem ser agradável. Estudos médicos indicaram sua riqueza proteica (em vitaminas C e do complexo B), seu enorme valor nutricional e por isso é muito procurada como remédio. Foi considerada um dos remédios mais eficazes contra a disenteria. O ácido da polpa é utilizado como coagulante da borracha. Consomem-se as sementes depois de torradas. As folhas são usadas em culinária, cozidas em sopas e até saladas.



Em outros países é conhecido como baobá mas em Angola, Moçambique e Madagascar o nome é imbondeiro, ou embondeiro, conforme o lugar, palavra aportuguesada que vem de m’bondo. Consta que os portugueses colonizadores se impressionaram com o porte da árvore e perguntaram aos gentios o nome dela. E adaptaram a resposta ao seu vocabulário. Reza a lenda que um imbondeiro nunca deve ser cortado nem arrancado. Porque é considerada a “árvore da vida da humanidade”. Já foi objeto de estudos e teses científicas, inspirou canções, orações, filmes e obras literárias, em prosa e verso.



O imbondeiro floresce apenas uma vez por ano e as suas belas flores ficam sempre de cabeça para baixo. A princípio, dar uma flor de imbondeiro à pessoa amada pode parecer significar que ela é única e que demorou muito para ser encontrada. Mas não é uma idéia, porque ela exala um cheiro fétido de .... carniça. Isso mesmo. Como a querer significar que, mesmo na Natureza, nem tudo que aparenta ser belo, de fato o é completamente. Ou que nem tudo que é bom deixa de ter o seu lado ruim, e vice-versa.
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Uma das lendas africanas sobre o imbondeiro dizem que a árvore, por ter muita inveja das demais espécies, foi punida pelos deuses que a puseram de cabeça para baixo. A copa foi enterrada e as raízes ficaram para cima. Vendo-se a foto de um imbondeiro fossilizado ... faria sentido, se não fosse lenda. E que as sua flores exalam o fedor do interior da terra.

Mas seja fazendo parte da paisagem muitas vezes agreste, seja no imaginário popular, o imbondeiro é elemento ativo da africanidade, sendo considerada por muitos a árvore símbolo do continente.

Luanda, 03 abril 2007


segunda-feira, 5 de julho de 2010

Duo Ouro Negro | Amanhã


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SomLivre | 13 de Novembro de 2007
Um dos mais míticos projectos musicais angolanos.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

História do Carnaval de Luanda

Autor/Data
J. Alberto Domingues - 1969
Aspecto do Carnaval de 1969 em Luanda.
Ficheiro: Luanda03 - 46 KB

 

 

FOTOS DO CARNAVAL EM LUANDA

                                O CARNAVAL DE ANGOLA

                                                         HISTÓRICO                      
                                   
FOTOS     http://www.flickr.com/photos/tonspi/sets/72057594070983394/
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O festejo do carnaval nos bairros pobres as cidade de São Paulo as Assumpção de Loanda, remota a mais de um século; com efeito sabe-se de danças e mascaras carnavalescas, anteriores a 1870.
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A primeira de que se tem registro, foi a “Matinguita”, dança em que só figuravam homens, trajados de branco, com boné e botas, à semelhança dos marinheiros de guerra.
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Os instrumentos que faziam o acompanhamento musical da coreografia, eram o Batuque e as Puítas, e esta resumia-se a um andar bamboleante com pequenos pulos para a frente e para trás.
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Por volta de 1880, apareceu uma dança, a “Kinava”, que era um aperfeiçoamento da Mantiguita. Na Kinava, à semelhança da anterior, também só figuravam homens trajados de marinheiros, mas em blocos, e com separação pela escala militar hierárquica.
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Á frente ia um reduzido pelotão, com as fardas a imitar as dos oficiais da marinha, com Galões e Dragonas, e na cabeça, Boné de Pala; ao centro, puxado pelo grupo dianteiro, vinha um barco, armado sobre um carro de bois; o terceiro bloco, era o dos outros participantes todos vestidos de marinheiros.
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Dançavam e cantavam ao som de Dikanzas e Batuque, a que se juntava o coro de vozes. A coreografia era uma marcha engraçada, imitando o andar bamboleante dos homens do mar.
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Este grupo passava pelas ruas da cidade, parando às portas das casas, onde depois de um pouco de exibição, recebiam um “Matabicho”; o grupo parava no portão do quintal, o “comandante” subia ao posto de comando onde, com um tubo oco simulando uma luneta de longo alcance, fingia olhar o horizonte, dando tempo a que todos os moradores da casa se aproximassem do barco carnavalesco.
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Quando o numero de espectadores já era considerado aceitável, descia do posto de observação e dava o sinal para começar a dança e o canto.
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Terminada a exibição, com uma vênia cortes, davam a entender estava terminada a apresentação, e esperavam o Matabicho – gratificação em dinheiro, ou um garrafão de vinho e um pouco de comida, para ajudar a “matar o bicho da fome e da sede”.
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Poucos anos depois, por volta de 1885, apareceram nos Musseques de Luanda, dois outros tipos de grupo: os Jimbas e os Cazumbis.
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Os Jimbas, ficaram com esse nome, por causa das Jimbas, principais instrumentos a acompanharem a musica e dança, apesar de usarem também Dikanzas, e latas percutidas com pedaços de pau.
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Os homens alinhavam enfeitados com panos vistosos à cintura, e lenços cruzados no peito; as mulheres alem dos panos vistosos, usavam adornos nos pulsos e tornozelos.
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Homens e mulheres, comunicamente pintados, dançavam em coreografia desconexa, esforçando-se as mulheres para associar ao ritmo, graciosidade e sensualidade.
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Os Cazumbis, também em grupos mistos, vestiam todos de branco, e completamente tapados, com fronhas na cabeça e luvas nas mãos.
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Eram grupos divertidos, que pulavam e emitiam sons guturais, fingindo assustar as pessoas; por fazerem lembrar fantasmas, foi-lhes dado o nome de Cazumbis.
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Por volta de 1910, surgiu o “Samba Cuteco”, que eram pares de homens, um deles vestido de mulher, com saias curtas e calções por baixo.
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Os pares faziam palhaçadas, sacolejavam com o corpo, e de vez em quando, o que se vestia de mulher, andava sobre as mãos, mostrando os calções, o que provocava hilaridade do publico.
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O nome de Samba Cuteco, supõem-se vir de Kussamba, que quer dizer folgar, brincar, e de Kutekuka, que significa desatinar, em alusão as brincadeiras que o par de foliões fazia.
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Desde o inicio, os grupos folclóricos que tomaram parte no carnaval de Luanda, procuraram como motivo das canções que acompanhava a coreografia, escarnecer e satirizar outros grupos rivais, aproveitando-se de qualquer falta cometida por dirigentes ou participantes.
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Esta rivalidade carnavalesca era o ponto culminante do carnaval, e motivo de expectativa de todos os foliões.
O grupo “Cidrália” formou-se por volta do ano de 1935, resultado da fusão dos grupos “Invieta e caridade”, passando a designar-se por união Cidrália, abreviado para Cidrália.
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Tinha mais de trezentos participantes, entre homens, mulheres e crianças, que se vestiam a preceito e apresentavam todos os anos temas variados.
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No ano de estréia por exemplo, simularam o desembarque de entidades oficiais – nas pessoas dos Sobas kapulo, Munongo, e Kumbi  - que o grupo foi recepcionar trajando à antiga, para subentender a vontade que essas entidades teriam de assistir o carnaval.
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Essa primeira apresentação do grupo, teve tanto sucesso, que causou a inveja de muitos outros grupos carnavalescos, especialmente a do grupo do Musseque Prenda que, por causa da inveja demonstrada, passou a designar-se pelos “Invejados”.
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Este grupo, também bastante numeroso, tinha cerca de duzentos elementos, homens, mulheres e crianças
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Os homens trajavam calças brancas, largas em baixo, casaco damasco debruado a preto, e sapatos de lona pintados de vermelho; as mulheres usavam os trajes regionais da festa.
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Os invejados criticavam e satirizavam a Cidrália, dizendo serem estes incivilizados, que só desde que moravam no Musseque, é que sabiam construís casas para morar, e que haviam sido eles, Invejados, a ensinar.
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Assim que o pessoal da Cidrália soube, regozijou-se, pois estava ali o motivo para o carnaval seguinte. A letra do tema, dizia o seguinte:
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“Cidade tem um romance que conta toda a vida triste vida triste de quem ama vida triste de quem chora Cidrália em movimento Cidrália vem dançar
Santa Maria que nos acompanha
Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento

Santa Maria que nos acompanha
Olha a Cidrália em movimento
Olha a Cidrália em grande azul
Cidrália este ano é uma memória
Cidrália já aprovou (provou)
O gatuno do bacalhau
Santa Maria nos deu sempre
A providencia do gatuno do bacalhau
Fica todos sabendo
Que o presidente dos Invejados
Roubou o bacalhau na alfândega
Pra gozar mais os seus amigos
Toma cuidado com os rapazes da Cidrália
Santa Maria que é nossa mãe
Nos acompanha junto à nossa estrela.
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Anos mais tarde, o grupo vocal “Duo Ouro Negro” grandes divulgadores do folclore musical Angolano, compôs uma musica com o nome Cidrália, cuja letra se baseava nessa original.     
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A partir de 1960, inicio dos conflitos armados pela independência de Angola, as autoridades coloniais, proibiram o carnaval, e as danças e demonstrações de rua.
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Temia mais a critica e sátira política, do que eventuais degenerações violentas, numa festa que era alegria pura.                 
                                                                                    Carlos Duarte 
                                                                                (extraído do Site:  http://www.carlosduarte.ecn.br/)
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http://minhasasas.spaces.live.com/blog/cns!3B014E750BBC096E!591.entry
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ver também
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[PDF]

O Carnaval em Luanda

Formato do ficheiro: PDF/Adobe Acrobat - Visualização rápida
Na sexta-feira 27 de Março de 1987, Luanda festejou o seu Carnaval na .... cadamente um Carnaval de Luanda e os membros do bureau político têm ...
analisesocial.ics.ul.pt/documentos/1223038982C6wMI2dc8Gb56EW4.pdf 
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