Aprender, Aprender Sempre ! (Lenine) ..... Olá, Diga Bom Dia com Alegria, Boa Tarde, sem Alarde, Boa Noite, sem Açoite ! E Viva a Vida, com Alegria e Fantasia (Victor Nogueira) ..... Nada do que é humano me é estranho (Terêncio)
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domingo, 1 de julho de 2012
Alexandre Pilati - Entre James Joyce e Karl Marx
sábado, 1 de maio de 2010
Um feliz 1º de Maio - Carmen
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domingo, 28 de junho de 2009
Trier: ruínas romanas, vinho e Karl Marx
Cidades & Roteiros | 09.12.2006
Fundada pelos romanos no ano 16 antes de Cristo como Augusta Treverorum, Trier é a cidade mais antiga da Alemanha. Como foi residência imperial e a capital do Império Romano do Ocidente no final do século 3º, chegou a ser considerada a "segunda Roma". Seis imperadores residiram na cidade, que no século 4º já tinha 80 mil habitantes.
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Perto de Luxemburgo e da França
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Quem quiser conhecê-la, pode desembarcar nos aeroportos de Luxemburgo ou Frankfurt. Trier é uma das cidades mais ocidentais da Alemanha, situando-se no triângulo formado com Luxemburgo e a França. Dali é um pulinho até Metz e Nancy (França) ou a Liège (Lüttich), na Bélgica. De trem, não está longe de Colônia, Koblenz e Frankfurt, e é acessível até de barco, através do Mosela.
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Belas igrejas na mais antiga das cidades alemãs
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Mosela é sinônimo de vinho, o que não negam suas belas margens, repletas de vinhedos, uma paisagem que também revela a presença romana. Mas o "ar romano" da cidade não se resume às ruínas e ao bom vinho servido na gastronomia: quem visitar Trier poderá experimentar iguarias preparadas conforme as antigas receitas do cozinheiro romano Apicius. A cozinha romana se destaca pelo uso refinado de ervas, o uso de vinho e mel e um equilíbrio agridoce dos sabores.
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Do estilo romano ao barroco
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A Porta Nigra, o portão negro que os romanos construíram como entrada da cidade no ano 180 d.C., é o cartão de visita da cidade. Ela pertence ao Patrimônio Cultural da Humanidade, juntamente com as outras ruínas romanas: o anfiteatro, as termas do imperador e de Santa Bárbara e a imensa basílica que Constantino mandou construir no século 3º, usando-a como salão do trono.
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Trier continuou sendo centro de poder nos séculos seguintes. Depois dos romanos vieram os condes da Francônia e, a seguir, os arcebispos. Estes tornaram-se príncipes eleitores no século 12 e fizeram da cidade a capital do seu principado. Seu palácio – Kurfürstliches Palais – construído de 1757 a 1761 por um aluno do grande mestre Baltasar Neumann, é uma jóia do rococó.
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Termas do imperador, onde se realizam festivais de cultura sobre a Antigüidade
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Já na Praça do Mercado, uma das mais bonitas da Alemanha, predomina o barroco. A catedral de Trier, cujo núcleo data do século 4º, foi tantas vezes reformada que reúne todos os estilos até o barroco. Também não faltam construções renascentistas e góticas na cidade que viveu, alternadamente, épocas dramáticas e de esplendor, até a virada do século 18.
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O berço do revolucionário
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Nesse berço histórico nasceu em 5 de maio de 1818 Karl Marx, o cientista político que também escreveria história com a publicação do Manifesto Comunista, em 1848, e posteriormente do Capital (1867). Marx nasceu na Brückenstrasse nº 664, casa atualmente com o nº 10, onde funciona um museu mantido pela Fundação Friedrich Ebert, que atrai não apenas comunistas, neocomunistas e interessados na história do socialismo e do movimento operário.
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Casa onde Marx nasceu
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Marx morou muito pouco tempo nessa casa, comprada em 1928 pelo Partido Social Democrata (SPD), que pretendia montar ali um museu. Em março de 1933 foi tomada pelos nazistas, que a encheram de suásticas e ali instalaram a sede da sua Folha Nacional.
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De cartas de amor ao Capital
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Em 1947, o SPD recuperou a casa. Hoje o museu expõe exemplares das primeiras edições dos livros de Marx, as cartas de amor a sua noiva, Jenni von Westphalen, com quem se casou em 1843, e uma série de documentos ligados à criação da Primeira Internacional Comunista, em 1864, e outros momentos importantes do movimento operário.
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A simplicidade é a virtude preferida do autor da Crítica da Economia Política, como anotou no diário de Jenny, num desses questionários que existem até hoje. Principal característica: a perseverança. "Nada do que é humano me é estranho", anotou Marx como máxima de sua vida. Em latim, assim como o seu lema "é preciso duvidar de tudo".
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Igrejas, os romanos e o vinho
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O casario ao longo do calçadão da Simeonstrasse, para onde depois a família Marx se mudou, é exuberante. Próximo à Porta Nigra, uma placa registra o fato. Mas Trier tem ainda muitas outras atrações, belíssimas igrejas, como a de São Gangolf, de São Paulino e São Matthias, uma antiga abadia beneditina.
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E ainda o Museu dos Brinquedos e o da Renânia. Neste último encontra-se uma escultura de grande valor histórico, encontrada numa das cidadezinhas à beira do Mosela: ela é a mais antiga prova de que os romanos, no começo do último milênio, já transportavam vinho em barris pelo Reno.
Neusa Soliz
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sábado, 13 de junho de 2009
Diretor resgata idéia de adaptação de "O Capital" por Eisenstein
Cultura | 11.12.2008
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Em 1929, depois do crash da bolsa de Nova York, o cineasta russo Serguei Eisenstein encontrou-se com o escritor James Joyce em Paris. O assunto entre os dois era O Capital, de Karl Marx. A idéia de Eisenstein era filmar tanto a obra de Marx quanto Ulysses, de Joyce. Ou até mesmo transformar O Capital em imagens, inspirando-se na estrutura de Ulysses.
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Quase 70 anos depois, o diretor alemão Alexander Kluge resolveu recorrer a esse "diálogo parisiense" entre o russo Eisenstein e o irlandês Joyce para criar o que chama de Nachrichten aus der ideologischen Antike (Notícias da Antigüidade ideológica), uma edição de três DVDs com nada menos que 9h30min de duração.
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Os DVDs são os primeiros da série Filmedition – vertente digital recém-inaugurada da editora Suhrkamp, através da qual devem chegar ao mercado, até meados do próximo ano, outras pérolas como uma coletânea de entrevistas com o dramaturgo Thomas Bernhardt, encenações para a televisão dirigidas por Samuel Beckett e um filme de Bertolt Brecht.
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Dramaturgias circulares
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Serguei Eisenstein
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As quase dez horas são "uma composição fria de imagens paradas, seqüências documentais e encenadas, entrevistas e imagens gráficas – tudo mergulhado numa torrente musical que leva à abstração do pensamento", descreve o semanário Die Zeit.
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O projeto original de Eisenstein, explica Kluge, era o de construir um filme sem uma narrativa linear, "filmes como bolas, como astros e planetas, que se movem com liberdade no espaço e cuja gravitação leva a dramaturgias circulares", explica Kluge.
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Os DVDs não são, no entanto, nem uma adaptação para o cinema ou para a televisão (o diretor tem uma longa carreira de projetos desenvolvidos para a TV), nem uma reconstrução próxima às idéias originais de Eisenstein. Para o diário berlinense taz, trata-se, mesmo assim, "de uma obra de arte fechada em si mesma, mas ao mesmo tempo aberta por todos os lados".
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De Sloterdijk e Enzensberger a Tom Tykwer
Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Nachrichten aus der ideologischen Antike' (Notícias de uma Antigüidade ideológica)
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Para isso, o diretor faz uso de seus próprios comentários em off, além de incluir uma série de convidados especiais: o filósofo Peter Sloterdijk, o escritor Hans-Magnus Enzensberger, o poeta Durs Grünbein e o regente Johannes Harneit, que analisa apaixonadamente a estrutura de uma ópera de Luigi Nono cujo conteúdo é de teor comunista. O "grande ausente", neste contexto, é o dramaturgo Heiner Müller, morto em 1995, lembra o jornal taz.
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Uma participação inusitada no DVD é a do diretor Tom Tykwer, com seu curta Der Mensch im Ding (A pessoa na coisa), em que o diretor "abre mais uma vez o capítulo antes fechado de Lola, corra, Lola. Enquanto uma dublê de Franka Potente corre por Berlim, Tykwer pára o movimento e movimenta a câmera num trecho obscuro de uma rua de Berlim como num videogame. Cada paralelepípedo no chão, cada chiclete jogado fora, até mesmo as placas de trânsito contam sua própria história relacionada à economia e falada em off pelo próprio Tykwer", descreve o diário Frankfurter Rundschau.
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Esta e outras aproximações iconoclastas do universo da mercadoria e, com isso, da terminologia criada por Marx, são o que a mídia destaca nos DVDs lançados pelo diretor alemão. "Para Kluge, Marx não tem nada de dogmático. O que o diretor ama no teórico é o movimento das mercadorias, a troca, as metamorfoses. Ele quer relativizar sua ingenuidade, sua magia, na qual se esconde uma nostalgia em relação à ingenuidade perdida", comenta o diário Süddeutsche Zeitung.
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Resgate de Marx?
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Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Karl Marx: 'O Capital'"
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É possível relacionar essa espécie de ressurreição das teorias de Marx na mídia com a atual crise financeira?", perguntam alguns jornais de língua alemã.
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"Sua morte já tinha sido praticamente declarada e suas teorias já estavam sendo vistas como um humor passageiro da história ou um arroto da sobriedade pós-moderna: Karl Marx era, até há pouco tempo, nem mesmo suficiente para uma caricatura. E aí as bolsas caem em velocidade alucinante e, de repente, rodopiam abstratas as teorias sobre acumulação e valor de troca por nossas cabeças", lembra o diário Neue Zürcher Zeitung ao comentar o revival do teórico pelos DVDs de Alexander Kluge.
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O próprio diretor alemão assinala lucidamente em entrevista ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung: "Marx nasceu em 1818, cinco anos depois de Richard Wagner, num tempo em que havia escravidão e trabalho infantil. Tudo isso havia sido eliminado e a jornada de oito horas conquistada. Em 1942, Marx teria 124 anos: aí temos Auschwitz. Se eu então tivesse que escolher entre trabalho infantil, escravidão e Auschwitz, não escolheria o progresso. Há também um progresso do mal. A evolução não se dá necessariamente em direção ao esclarecimento".
Soraia Vilela
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quarta-feira, 29 de abril de 2009
Livro desvenda a atualidade do pensamento de Karl Marx
Capa do livro a ser lançado em SP
Karl Marx foi eleito o maior filósofo de todos os tempos em uma pesquisa da emissora de rádio e televisão BBC, de Londres, entre os internautas. A emissora britânica anunciou, no dia 16 de julho de 2005, o resultado final da pesquisa realizada por um dos seus sítios, denonimana In our time´s greatest philosopher, para eleger o maior filósofo da humanidade.
Na enquete, o resultado final colocou Marx em primeiro lugar, com 27,93% dos votos. Isto é, quase um de cada três participantes escolheru Marx como o maior filósofo de todos os tempos. Em segundo lugar, com 12,7%, menos da metade dos votos recebidos por Marx, aparece David Hume, o candidato da The Economist. Ludwig Wittgenstein, o candidato do jornal The Independent, aponta em terceiro lugar, com 6,8% e o quarto lugar é ocupado por Nietszche, com 6,49% dos votos. Platão recebeu 5,65% dos votos e ficou em quinto lugar. Depois, pela ordem Kant (candidato do diário britânico The Guardian), São Tomás de Aquino, Sócrates, Aristóteles e, finalmente, Karl Popper.
Marx formulou as teorias que basearam o socialismo moderno. O seu método de análise da sociedade e da natureza influenciou ramos do conhecimento como a história, a sociologia, a economia e a ciência política. Marx deu forma às suas idéias em livros como O manifesto comunista, O capital, A ideologia alemã, A miséria da filosofia, entre outros.
Influenciado pela dialética hegeliana rejeitou seus componentes idealistas e a reelaborou sobre novas bases filosóficas materialistas. Dessa forma, a dialética materialista de Marx se diferenciou tanto dos materialistas metafísicos e/ou mecanicistas do seu tempo, quanto dos dialéticos idealistas da própria escola hegeliana na qual se formou filosoficamente. Seu método investigativo buscava compreender a realidade concreta a partir da totalidade de fatores e a diversidade de relações entre estes, sendo, no entanto, o econômico determinante em última instância.
A apropriação política das idéias de Marx norteou os chamados movimentos revolucionários do século 20, tornando-o o pensador mais influente de todo aquele século. A sua obra segue sendo um instrumento fundamental para a compreensão do mundo contemporâneo. Em função disso a articulação acadêmica Cemarx resolveu realizar o seminário ''Karl Marx: intérprete da contemporaneidade'', visando trazer reflexões e debates acerca da contribuição marxiana e marxista para a produção acadêmica. O produto do seminário é o debate que está publicado no livro.
O seminário teve a presença massiva dos nossos estudantes, funcionários, colegas professores, militantes dos movimentos sociais e partidos da esquerda crítica do capitalismo. O evento contou também com o apoio da universidade, do Departamento de Educação do campus 2 e da participação (na coordenação) do professor Ricardo Moreno, também da Uneb (representanto o Instituto Maurício Grabois), além da presença, também na coordenação, do professor Muniz Ferreira, do programa de pós-graduação em história da UFBA.
As refexões contidas no amplo debate realizado publicadas nos artigos dos conferencistas contribuem para fazer avançar as lutas sociais que estão construindo no processo histórico a emancipação humana.
Serviço:
Lançamento Marx: intérprete da contemporaneidade
30 de abril, às 19 horas
Livraria Cortez
Rua Bartira, 317 – Perdizes – São Paulo
(ao lado da PUC/SP)
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in Vermelho - 28 DE ABRIL DE 2009 - 17h33
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Não é a consciência do homem que lhe determina o ser, mas, ao contrário, o seu ser social que lhe determina a consciência.
(Karl Marx)