Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 15 de janeiro de 2017

José Hermano Saraiva e Évora, do Alentejo

A Alma e a Gente - VI #34 - Évora, Reencontrar a Perdida Harmonia - 31 Ago 2008
Horizontes da Memória - Os Enigmas Eborenses
A Alma e a Gente - III #08 - Na Alcaçova de Évora - 26 Fev 2005
A Alma e a Gente - III #27 - A Senhora do Espinheiro - 10 Jul 2005
A Alma e a Gente - IV #2 - Cultura Alentejana - 29 Jan 2006
Horizontes da Memória - O Bom Sabor do Alentejo



A Alma e a Gente - VI #34 - Évora, Reencontrar a Perdida Harmonia - 31 Ago 2008

O Templo de Diana é o ponto de partida para uma excursão à cidade de Évora. Vamos visitar uma das mais activas universidades do pais, conhecer o Convento do Espinheiro, e recordar a história e a obra da Fundação Eugénio de Almeida. O programa leva-nos a esta bela cidade alentejana.



Horizontes da Memória - Os Enigmas Eborenses


A Alma e a Gente - III #08 - Na Alcaçova de Évora - 26 Fev 2005


A Alma e a Gente - III #27 - A Senhora do Espinheiro - 10 Jul 2005

Junto de Évora foi edificado pelos frades jerónimos um monumental mosteiro que acaba de ser transformado em hotel de luxo. É esse o ponto de partida para uma excursão que nos leva até junto do túmulo de Garcia de Resende, fiel servidor do Príncipe Perfeito e compilador de um cancioneiro poético que reúne produção lírica desde o século XIV ao seu próprio tempo. O velho mosteiro jerónimo regressa assim aos seus tempos gloriosos, agora integrado num projecto turístico de grande projecção cultural.



A Alma e a Gente - IV #2 - Cultura Alentejana - 29 Jan 2006

Vamos à cidade de Évora falar de uma das universidades mais activas do país. A Universidade de Évora já tinha sido uma importante universidade portuguesa durante 200 anos, foi criada em 1559 e terminou em 1759. Durante estes 200 anos o ensino foi entregue à Companhia de Jesus e em Évora formaram-se os missionários que levaram a palavra cristã e a cultura europeia às quatro partes do mundo.



Horizontes da Memória - O Bom Sabor do Alentejo

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Ossos de antiga prisão de Évora dão voz às vítimas da Inquisição

CATARINA ROCHA 

09/09/2015 - 07:41


Atiraram-nos para o lixo, sem qualquer respeito pelos corpos já sem vida. É o que contam os esqueletos de homens e mulheres presos pelo Tribunal do Santo Ofício de Évora. Tinham problemas nos dentes e nas articulações – mas a tortura a que eram submetidos não ficou registada no esqueleto.






O castigo era das almas, mas os corpos foram abandonados sem direito a cerimónias fúnebres ou compaixões de últimos instantes. Nos 20 metros quadrados do “quintal da limpeza dos cárceres”, a lixeira da prisão do Tribunal da Inquisição de Évora, 12 esqueletos e 980 ossos desarticulados são hoje a memória última que sobejou da vida de homens e mulheres perseguidos pelo Santo Ofício. Uma equipa de investigadores foi analisar essas ossadas, que datam dos séculos XVI e XVII, e recuperar os respectivos processos acusatórios e determinou que as vítimas terão sido acusadas de “judaísmo”, “heresia” e “apostasia”.

Os restos mortais foram encontrados por acaso, entre 2007 e 2008, durante as intervenções arqueológicas desenvolvidas para a recuperação do antigo Tribunal da Inquisição, edifício que hoje pertence à Fundação Eugénio de Almeida. Ao lado, o templo romano do século I d.C. ergue-se como símbolo da liberdade que teima em persistir. A empresa Crivarque Arqueologia e a Universidade de Évora foram responsáveis pelas escavações no “quintal da limpeza dos cárceres”, onde se encontravam dispersos, entre lixo doméstico, ossos que pertenceram a pelo menos 16 pessoas. Entre 2012 e 2013, o material osteológico foi estudado pela equipa de cientistas do Centro de Investigação em Antropologia e Saúde da Universidade de Coimbra e do Departamento de Biologia da Universidade de Évora, que publicou os resultados em Julho deste ano na revista Journal of Anthropological Archaeology.

“Encontrámos ossos de pelo menos 16 indivíduos [distinguidos pelo osso do fémur esquerdo]. Pelos relatórios arqueológicos de campo, sabemos que mais alguns esqueletos ficaram no local, porque a área onde se encontravam não iria ser afectada pelas obras”, diz Bruno M. Magalhães, da Universidade de Coimbra. A área escavada constitui apenas 11,5% do total do quintal, motivo que leva os investigadores a pensar ser possível encontrar mais restos mortais na área não explorada. “Uma vez que se escavou uma área pequena, é previsível que mais algumas dezenas de indivíduos falecidos nos cárceres de Évora tenham sido atirados para aquela lixeira.”

O que fez os investigadores concluírem que os corpos teriam sido para ali atirados foi a posição em que se encontravam. A disposição dos esqueletos era variável, o que revelou a ausência de cerimónia fúnebre. Uns estavam de barriga para baixo, outros de lado e outros virados para cima; nenhum apresentava qualquer orientação da cabeça relativamente aos pontos cardeais. Além disso, a sua posição relativamente à camada de terra indicava que os corpos não teriam sido sepultados.

“Dos 12 esqueletos recuperados sabemos que um elemento comum a quase todos é que não foi aberta sepultura para a sua colocação. Foram apenas descartados, atirados para aquele local”, diz Bruno Magalhães. “Se eram tapados ou não, não temos dados que nos digam isso, mas penso que seriam, principalmente pelos maus cheiros que existiram no local. Pelo menos uma pequena quantidade de terra seria colocada.”

Depois de analisarem fotografias do local tiradas durante as escavações – nas quais participou ainda Teresa Matos Fernandes, das universidades de Coimbra e Évora, e uma das autoras do segundo estudo –, os cientistas foram traçar o perfil biológico de cada um dos indivíduos encontrados. Os esqueletos pertenciam a 12 adultos, três homens e nove mulheres.

E o que contam os ossos sobre os indivíduos e a vida na prisão? “Sobre as condições de vida no cárcere, os ossos não contam muito. Sabemos que aqueles indivíduos morreram no cárcere, mas nem todas as doenças deixam provas nos ossos. E também não encontramos provas de torturas, como, por exemplo, membros superiores ou inferiores partidos”, diz Bruno Magalhães. “Provavelmente, se o local fosse todo escavado, teríamos outro tipo de provas. Essencialmente, as provas que temos indicam patologia oral, patologia degenerativa articular e não articular, vertebral, alguma patologia infecciosa e traumática, mas que não parecem estar associadas a tortura.”

Notícias do padre António Vieira

Mas neste caso, a literatura veio preencher as lacunas no que a biologia não pôde contar. Nas Notícias Recônditas do Modo de Proceder a Inquisição de Portugal com os Seus Presos, publicadas em 1821, o padre António Vieira ilustra as condições em que eram mantidos os presos no cárcere de Évora, enquanto aguardavam julgamento.

“Nestes cárceres estão de ordinário quatro, e cinco homens; e às vezes mais, conforme o número de presos que há; e a cada um se lhe dá seu cântaro de água para oito dias, (e se acaba antes, tem paciência) e outro mais para a urina, com um serviço para as necessidades, que também aos oito dias se despejam: e sendo tantos os em que conservam aquela imundícia, é incrível o que nele padecem estes miseráveis, e no Verão, são tantos os bichos, que andam os cárceres cheios, e os fedores tão excessivos, que é benefício de Deus sair dali homem vivo. E bem mostram os rostos de todos, quando saem nos Actos, o tratamento que lá tiveram, pois vêm em estado que ninguém os conhece.”

No cárcere de Évora, os presos estavam ainda sujeitos a tortura. Para confessarem os crimes de que eram acusados, os seus carrascos utilizavam a tortura da polé e do potro. “A tortura da polé foi preferencialmente utilizada pela Inquisição de Évora e era aplicada por ordem crescente de gravidade das acusações. O réu era colocado no banco com as mãos atadas com correias atrás do corpo e ligadas ao calabre que o içava. Era depois erguido até onde a gravidade da sua acusação o levava e largado lenta ou bruscamente”, explica Bruno Magalhães. “Na tortura do potro, que apenas foi pedida pela Inquisição de Évora em 1593, o réu era deitado com uma coleira em ferro no seu pescoço e era atado em várias partes nos braços e nas pernas. As cordas eram depois apertadas e giradas como um torniquete, pressionando de forma progressiva os membros do condenado e podendo chegar ao ponto de esmagar a sua carne e ossos.”

Numa outra fase do estudo, os investigadores foram explorar as fontes documentais que poderiam ajudar a reconstituir a identidade dos ossos. Os manuscritos do Arquivo Distrital de Évora e os registos dos encarcerados conservados na Torre do Tombo, em Lisboa, contribuíram em grande escala para conhecer melhor a história. Um dos manuscritos constatava que o “quintal de limpeza da prisão” não estaria associado à Inquisição pelo menos até 1568. Por outro lado, os planos de construção do edifício, projectado em 1634 pelo arquitecto da Inquisição Matheus de Couto, indicavam que nesta altura o quintal já não era usado como um local de depósito de lixo doméstico. Estes dados levaram os investigadores a concluir que os corpos teriam sido ali depositados entre 1568 e 1634.

Devolver a identidade

Delimitado o período de tempo, a equipa pôde recuperar 87 registos de indivíduos que teriam morrido na cadeia entre essas datas. Desses 87 registos, 11 referiam-se a presos que, depois de mortos, teriam sido depositados no quintal da prisão. Acusados de “judaísmo”, “heresia” e “apostasia”, os 11 indivíduos tinham profissões como tendeiro, ferreiro, trapeiro, rendeiro, ourives ou maceiro.

“Se eram ou não judeus, isso é impossível de afirmar. Aquela era uma época de medo e vários historiadores referem que as pessoas acusavam familiares, amigos, vizinhos com medo de eles próprios serem acusados primeiro por essas pessoas. Se eram realmente culpados daquele ‘crime’ ou não, isso nunca saberemos”, explica Bruno Magalhães. Isabel Vaz, Leonor Mendes, Gabriel Fernandes ou António Mendes são alguns dos nomes que não se perderam no tempo.

“Nem todos os processos dizem qual é o local onde a pessoa foi enterrada. E também não conseguimos acesso a uma boa parte dos processos na Torre do Tombo, porque estão em muito mau estado. Essencialmente, não nos é possível dizer que aquele processo pertence àquela pessoa”, diz Bruno Magalhães. “É possível, sim, estudarmos os indivíduos como um todo e percebermos aquilo por que passaram desde que entraram na prisão até à sua morte enquanto esperavam julgamento.”

Mas em grande parte dos casos o julgamento nunca chegava. “Estes, que mal se sabem benzer, e que, se lho perguntarem, não hão-de saber explicar que cousa é ser cristão, nem o que é ser judeu, vão logo pelos caminhos persuadindo aos presos que confessem, e tornem para suas casas”, lemos ainda nas Notícias de Vieira. “Porque os Senhores Inquisidores são de muita misericórdia, que a usarão com eles: e que se não confessarem, estarão lá muitos anos, e sairão a morrer.”

Os documentos analisados sugerem ainda que apenas pessoas acusadas de não seguir a religião católica eram depositadas no jardim, depois de mortas. Mas a lei da Inquisição portuguesa também o corrobora. O caso de Francisco Machado é exemplo que mostra as diferenças de tratamento consoante o “crime”. Acusado de poligamia, o réu recebeu em 1608 um funeral, tendo sido sepultado na Igreja de Santo Antão, junto ao Tribunal da Inquisição de Évora. “O propósito deste tratamento inapropriado aos mortos era não só para punir os seus corpos, mas mais ainda para enfraquecer e destruir as suas almas”, disse à revista Forbes, em Agosto, Bruno Magalhães.

A instituição do Tribunal do Santo Oficio em Portugal foi em 1532, no reinado de D. João III. O tribunal era simultaneamente régio e eclesiástico e a sua acção estendia-se a todo o país e territórios da Coroa portuguesa. Em 1821 a Inquisição portuguesa era finalmente extinta. Hoje, e desde Janeiro deste ano, é possível a descendentes de judeus sefarditas, expulsos de Portugal a partir do século XV, pedirem a nacionalidade portuguesa, por naturalização.

Se a equipa vai voltar ao “quintal da limpeza dos cárceres” para fazer mais escavações, ainda não há certezas. “Infelizmente, penso que o proprietário do local, a Fundação Eugénio de Almeida, não tem planos para escavar o resto do espaço nos próximos tempos. Quanto aos ossos agora estudados, também não está para já previsto outro tipo de trabalho.” Segundo refere o artigo científico, assinado ainda por Ana Luísa Santos, da Universidade de Coimbra, o estudo até agora realizado vem “manter viva a memória das vítimas” para que no futuro “actos ignóbeis como estes” não voltem a repetir-se.

“Quatro palmos de casa cabe a cada um. Aos mortos são concedidos sete pés de sepultura, e nem tantos de casa cabem a cada um destes desgraçados vivos”, assim testemunhava o padre António Vieira, cristão destemido na luta contra a Inquisição.

Texto editado por Teresa Firmino


domingo, 15 de abril de 2012

Portas de Moura por Sílvia Lopes



António Couvinha Portas de Moura vista por Sílvia Lopes.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Évora - Centro Histórico e monumentos


Centro Histórico
PRAÇA DE GIRALDO. Praça central da cidade histórica. Arcadas, fonte e Igreja de Santo Antão (Séc. XVI). Posto de Turismo. Comércio, serviços e restauração. Rua Cinco de Outubro (artesanato, restauração e alojamento).
CATEDRAL DE SANTA MARIA. Edifício monumental românico-gótico (Séculos XIII-XIV). Claustro e Museu de Arte Sacra.
LARGO CONDE VILA FLOR. Ruínas do templo romano (Séc. I). Museu de Évora. Biblioteca Pública de Évora. Igreja e Convento do Lóios (Pousada) (séc. XV-XVII). Palácio dos Duques de Cadaval (Séc. XVI). Serviço de trens puxado por cavalos.
CASTELO VELHO. Muralha tardo-romana (Cerca Velha). Ermida de S. Miguel. Palácio dos Condes de Basto (particular). Ruas Freiria de Cima e de Baixo. Museu das Carruagens. Solar dos Condes de Portalegre. Cabeceira da Catedral (Séc. XVIII).
UNIVERSIDADE ÉVORA/COLÉGIO DO ESPÍRITO SANTO. Igreja do Espírito Santo (Séc. XVI). Claustro dos Gerais e salas de aula (Séc. XVIII).
LARGO DA PORTA DE MOURA. Torres da porta tardo-romana. Janela manuelina-mudéjar da Casa de Garcia de Resende (Séc. XVI). Fonte e chafariz (Séc. XVI). Casa Cordovil com mirante mudéjar (Séc. XV-XVI). Rua da Misericórdia. Mirante mudéjar da Casa Soure (Séc. XVI). Igreja do Carmo (séc. XVI - XIII). Comércio, serviços e restauração.
PRAÇA DE SERTÓRIO. Edifício da Câmara Municipal de Évora (Séc. XIX). Termas romanas (Séc. II-III). Igreja e Convento do Salvador. Arco de D. Isabel (porta tardo-romana). Artesanato, restauração, alojamento e serviços.
IGREJA DA GRAÇA. Fachada renascentista (Séc. XVI). Claustro conventual (particular). Travessa da Caraça.
LARGO DE S. FRANCISCO. Igreja real de S. Francisco (Séc. XV-XVI). Claustro gótico. Capela dos Ossos (Séc. XVII). Palácio de D. Manuel (Séc. XVI). Mercado Municipal (Séc. XIX-XX). Centro de Artes Tradicionais (antigo Museu do Artesanato).
JARDIM PÚBLICO (Séc. XIX). Palácio de D. Manuel (pavilhão sobrevivente do conjunto monumental do palácio dos reis portugueses) (Séc. XVI). Ruínas Fingidas (Séc. XIX) com elementos arquitectónicos mudéjares (Séc. XVI). Muralha medieval (Séc. XIV). Baluartes seiscentistas.
AQUEDUTO DA ÁGUA DA PRATA (Séc. XVI). Troço monumental da época de D. João III (1533-37). Rua do Cano, Porta Nova, Rua do Salvador e Rua Nova. Fontes e chafarizes da Praça de Giraldo, Largo da Porta de Moura, Largo de Avis e Rossio de S. Brás. Caixa de Água renascentista na Rua Nova.
PERCURSOS URBANOS. JUDIARIA: Rua dos Mercadores, Rua da Moeda e Travessa do Barão. MOURARIA: Rua da Mouraria, Igreja de S. Mamede, Rua das Alcaçarias. PRAÇA JOAQUIM ANTÓNIO DE AGUIAR:Teatro Municipal Garcia de Resende. MURALHAS MEDIEVAIS: Porta do Raimundo, Porta de Alconchel e Porta da Lagoa. Igreja e Convento dos Remédios, sala de exposições periódicas. Ao longo do percurso: comércio, serviços, restauração e alojamento.
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http://www2.cm-evora.pt/guiaturistico/roteiro_historico.asp

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Évora Património Mundial - 24 Anos de Classificação, 10 anos de abandono

Évora Património Mundial - 24 Anos de Classificação, 10 anos de abandono | CDU Évora | Jardim do Paço 25 de Novembro de 2010

por Sentir Évora a Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010 às 18:47
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Évora Património Mundial - 24 Anos de Classificação, 10 anos de abandono podia ser o lema da iniciativa da CDU que marcou os 24 anos da Classificação de Évora como Património Mundial pela UNESCO. A Sessão, que decorreu no Jardim do Paço no dia 25 de Novembro pelas 18:00, contou com a participação de Ruben Menezes e de Eduardo Luciano.

O Abandono, pela Câmara do PS, do plano de reabilitação urbana que estava em curso em 2001 e que assentou no mais amplo processo de participação na construção de um instrumento de planeamento - foram feitas 144 reuniões com agentes sociais, culturais, desportivos, económicos e com a população em geral por freguesias - aliado ao abandono do plano de marketing territorial que assentava na promoção do património construído, do comércio tradicional, mas também numa programação cultural de dimensão Internacional do centro histórico, traduziu-se numa perda acelerada de funções de centralidade, devastadora para o comércio, para o turismo e para a qualidade de vida dos Eborenses. Essa perda de funções é agravada com a transferência de serviços municipais do Centro para o Parque industrial.

Tudo isso provocou uma preocupante degradação do tecido urbano com especial destaque para equipamentos que deveriam ser estruturantes, que tinham projecto, com candidaturas aprovadas, como por exemplo o Salão Central.

A Classificação de Évora como Património Mundial pela UNESCO tem que recolocar o Centro Histórico como vector central das políticas municipais. A CDU anunciou um conjunto de encontros com agentes económicos, sociais e culturais, no sentido de promover um amplo debate sobre a Reabilitação do Centro Histórico e a possibilidade de aprofundar a Classificação para áreas do património imaterial.
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quarta-feira, 16 de junho de 2010

O Kant_O_XimPi fez 4 anos em 14 de Junho

 

 

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

DOIS MOMENTOS, DOIS RETRATOS

1 . - Uma "manife" em Évora, num verão quente, nos idos de 1974

Ontem, no comício do PC, ali no Rossio de S.Brás, o Álvaro Cunhal falou na independência dos povos das colónias. (...) Ainda antes do Álvaro Cunhal falar o palco foi abaixo por duas vezes. Uma multidão imensa concentrava se em redor do palco, junto ao Monte Alentejano, agitando se inúmeras bandeiras vermelhas do PC. Em uníssono, a multidão repetia as palavras de ordem, de punho erguido.
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Detecto, junto a mim, um grupo que vai comentando ao sabor das intervenções. Quando se falam nas torturas sofridas pelo Cunhal e outro comunista, uma mulher ao meu lado diz me: "Coitadinho! Bandidos!" E a multidão grita: "Morte à PIDE!". Dois delegados dos Sindicatos Agrícolas (Évora e Beja) enumeram as quebras dos contratos colectivos de trabalho e o nome dos latifundiários. A multidão grita: "Morte aos cães!" "A terra a quem a trabalha!".
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Ao meu lado, algumas mulheres dizem: "É assim mesmo!" e "Essa sou eu!", quando se fala em ranchos despedidos. O Álvaro Cunhal cita as lutas revolucionárias dos trabalhadores alentejanos e a "palha" que os latifundiários teriam mandado dar aos trabalhadores que imploravam comida. E a revolta; que enquanto houvesse ovelhas, galinhas e porcos não comiam palha os trabalhadores!
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O Partido faz a sua campanha e no palco estão pessoas que já conheço de há muito. Por detrás delas, enormes, em fundo vermelho, as efígies de Marx, Engels e Lenine. A brancura de Évora é agora quebrada por cartazes do PC. Marx, Engels e Lenine enchem as ruas, conjuntamente com cartazes com a foice e o martelo. (1974.07.28)
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2. - Passa Camarada
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Na Voz do Operário ao chegar à porta para o pátio olhei por cima do ombro e vi o Álvaro e o seu guarda-costas e disse-lhe naturalmente: «Passa, camarada» ao que ele retorquiu " Passa tu, camarada, que chegaste primeiro» E assim ficámos lado a lado no pátio, numa lenta fila para o almoço, enquanto as pessoas vinham cumprimentá-lo ou apresentá-lo aos filhos de colo ou não.
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Foi uma hora divertida e tenho pena de não ter fixado por escrito as conversas, as impressões já desvanecidas e, sobretudo, os diálogos bem humorados com Dias Lourenço sobre as peripécias em torno das fugas de Peniche.
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Porquê Kant_O_XimPi

domingo, 18 de abril de 2010

Évora - cidade património da humanidade


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calicatras 9 de Maio de 2009 — Évora Portugal, ciudad del Alentejo, cuyas raices se remontan a los Romanos, alcanzó su Edad de Oro en el siglo XV, cuando llego a ser la residencia de los reyes Portugueses. Su calidad inimitable se aprecia en sus casas blancas decoradas con azulejos y balcones de hierro del siglo XVI. Sus monumentos tienen una profunda influencia en la arquitectura portuguesa en Brasil. la Rua 5 de Outubro hacia la parte monumental. Las distancias pueden cubrirse perfectamente a pie. Se recomienda orientarse por un plano y visitar los siguientes lugares: Praça do Giraldo: cuenta con un foro romano. Esta plaza porticada es el centro de la ciudad. 
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Rua 5 de Outubro: es una calle jalonada de balcones dignos de ver. Véase la casa de los Condes de Montealegre 
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La catedral de Évora (Sé), inspirada en el estilo de las catedrales francesas del siglo XII, a caballo entre una iglesia y una fortaleza, con un estilo sencillo y armónico; coro barroco de mármol rosa y azul. horario de visita de 9 a 12 y de 14 a 17, suele cerrar festivos y lunes. 
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En la torre de esta Catedral encontraremos el Museo de Arte sacro, de aspecto austero, con una escalera para subir a la terraza y ver una vista de la ciudad; el museo ofrece piezas como la Virgem do Paraíso, tríptico con miniaturas de marfil tallado; también precioso relicario policromado. 
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Templo de Diana, del siglo II, con más de una docena de columnas corintias con basa y capitales de marmol de Estremoz. 
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Monasterio dos Loios: hoy convertido en Pousada, es posible tomarse una copa en su claustro o alojarse directamente en este atractivo alojamiento.
Iglesia de São João Evangelista, junto a la Pousada, es de estilo gótico-manuelino, muros azulejados. De 10 a 12.30 y de 14 a 17. 
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Palacio das Cinco Quinas: interesantes ventanas árabes. Está en la misma plaza que el Templo de Diana.
Museo regional: junto a la catedral, ocupa el antiguo palacio episcopal. de 9.30 a 12.30 y de 14 a 18 presenta escultura romana, mudejar y medieval, así como pintura flamenca y el fabuloso políptico de la Vida de la Virgen, que data del siglo XV. 
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La Iglesia de São Francisco, junto a la iglesia de Graça ( también digna de visitar ). Tiene un pórtico con arocs estilo mudejar muy notables. Alberga 12 capillas y un via crucis de azulejos en la Sala Capitular, justo antes de entrar en la conocida como capela dos Ossos. Aunque muchos hispanohablantes por el nombre pueden pensar que es la "capilla de los osos", en realidad es una capilla decorada con miles de calaveras y tibias humanas del siglo XVI. WEB : http://www.revistaiberica.com/rutas_y... --------------------------------------------------------------
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Roughly 150 km south east of Lisbon, Evora stands out quite distinctly on the vast horizon of the Alentejo plain, on the top of a gentle hill, dominated by its imposing cathedral. Its historical centre, protected by a vast ring of fortified walls, is typical of ''golden age'' cities, with its urban landscape exhibiting features from the architecture of countries in other continents where Portugal established a presence, particularly Brazil.
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The city has more than two millennia of history, its narrow streets evoking memories of the Moorish presence, in sharp contrast to its squares, which are flooded with sunlight. Definitively conquered by the Romans in 59 BC, it took the name of Liberalitas Julia. Dating from this time is its first city hall, which established its original perimeter. 
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Under the occupation of the Romans, Evora gained great importance as a city, a fact which is clearly borne out by the various remains from that period that are still visible today, particularly the ruins of a most elegant temple from the end of the second century AD, various sections of wall and the gate known as the Porta de Dona Isabel, as well as the ruins of the city's Roman baths under the present-day Town Hall. 
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There are very few remains left from the Visigothic period (between the fifth and the eighth century). After this came the period of Moorish domination, beginning with the conquest of the city by Tarik, which lasted until the Christian reconquest in the twelfth century. Yeborah, as the city became known, perfected its early defensive system and indelibly established traces of the Moorish influence in its toponymy, clearly visible in the Moorish quarter. Évora, Alentejo Portugal.
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Cityzoneful 23 de Outubro de 2009 — Évora é uma cidade portuguesa, capital do Distrito de Évora, e situada na região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com uma população de cerca de 41 159 habitantes.[1]

É sede de um dos maiores municípios de Portugal, com 1307,04 km² de área e 54 780 habitantes (2008), subdividido em 19 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. É sede de antiga diocese, sendo metrópole eclesiástica (Arquidiocese de Évora).


Fotos:andremiguel

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pravasco 28 de Fevereiro de 2007 — Évora
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chocapikelias 26 de Dezembro de 2007 — Evora dvd trailer
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evoracyber 18 de Junho de 2007Dia diferente no Alentejo  
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domingo, 21 de março de 2010

Évora - Cidade Património Mundial da Humanidade



Évora Monumental... Convida
Évora merece uma visita apaixonada e oferece marcas do que foi nascendo ao longo dos séculos: igrejas monumentais, praças históricas, casario branco, ruas medievais…

Nos arredores da cidade a natureza abraça trigais e montes, albufeiras e riachos, paisagens solitárias de beleza sem igual…
As suas gentes hospitaleiras, o artesanato típico, a rica gastronomia, as tradições, os cheiros e sabores que caracterizam esta bela região esperam por si!



Évora, cidade histórica no coração do Alentejo, é herdeira de um rico e variado património cultural, construído e preservado ao longo do tempo. Fundada pelo povo romano e por este denominada Ebora Liberalitas Iulia, a cidade foi a praça-forte que alicerçou, no Além-Tejo, a formação do novo reino de Portugal durante a Reconquista cristã peninsular do séc. XII
Recortada no largo horizonte da planície do Alentejo, Évora guarda o esplendor de um brilho cultural que a tornam uma cidade única.
Lá dentro espera-o um mundo de imprevistos contrastes: ruas labirínticas, praças inundadas de luz, fontes da Renascença, pátios mouriscos, portais góticos, mirantes. E o eco de recordações históricas com mais de dois mil anos.
De Roma ficaram o gracioso templo, muralhas e termas e da "Yeborah" muçulmana, a malha urbana do bairro da Mouraria. Conquistada em tempo de D. Afonso Henriques, conquistou o coração dos reis de Portugal que nela quiseram morar. D. João II elegeu-a para os festejos do casamento do seu herdeiro com a filha dos Reis Católicos, os mais faustosos que o final da Idade Média conheceu. D. Manuel I teve a sua corte em Évora, bem como D. João III.A alta nobreza acompanhou os reis e construiu palácios de luxo como o dos condes de Basto e dos Senhores de Cadaval. Foi então que se ergueram o paço real onde o gótico se alia à influência decorativa do Islão, e grandes conventos como o de S. Francisco, com uma das mais arrojadas igrejas de Portugal. Foi a "idade de ouro" de uma cidade que atraiu artistas da Flandres, de Itália, de Espanha, que queriam contribuir para o seu brilho. Mestres do conhecimento humanista vindos de Salamanca e Paris acorreram à Universidade fundada em 1553, que ainda hoje funciona. São tantos os vestígios dos tempos de glória que a UNESCO declarou a cidade Património da Humanidade.
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Itinerários
O itinerário começa junto do Templo Romano. Atribuído a finais do séc. II é o ex-libris da cidade e mantém intactas muitas das elegantes colunas terminadas em capitéis coríntios de mármore de Estremoz, finamente decorados.
No lado norte do Templo prolonga-se um jardim que termina sobre a muralha romana, donde se desfruta um belo panorama que abarca a vasta planície do Alentejo. Do lado sul, instalada no edifício restaurado do antigo convento de São João Evangelista (séc. XV), encontrará o agradável ambiente da Pousada dos Lóios (instalada no convento do mesmo nome). É digna de visita a Igreja conventual, com entrada ao lado. Edificada no final do séc. XV, o pórtico gótico é um elemento relevante, assim como o revestimento azulejar.
O edifício que confina com esta igreja é o Palácio dos Duques de Cadaval (também conhecido por Palácio das Cinco Quinas) que foi residência desta notável família portuguesa. É rematado por ameias e flanqueado por duas imponentes torres e constitui um belo exemplar de moradia senhorial. Na torre quadrangular foi preso em 1483 D. Fernando, Duque de Bragança que, acusado de conspirar contra o rei D. João II, daqui sairia para ser decapitado na Praça do Geraldo. No palácio, poderá visitar o interessante Museu da Casa dos Duques de Cadaval.
Por trás da Pousada, o largo Marqueses de Marialva é dominado pela grandiosa da Sé de Évora, que encerra numa das torres o valioso Museu de Arte Sacra. Em frente, encontra-se o antigo palácio dos Inquisidores fundado em 1536. Sobre o frontão, vêem-se as armas da terrífica Inquisição que, só em Évora, ordenou mais de 22.000 condenações.
Um pouco acima da Sé, na Praça Conde Vila Flor, está instalado no Paço Episcopal o Museu de Évora. À direita da Praça encontrará a rua das Casas Pintadas. Numa residência actualmente habitada por padres jesuítas, morou entre 1519 e 1524, Vasco da Gama, descobridor da rota marítima para a Índia. Nela encontra-se um pequeno claustro manuelino decorado com frescos quinhentistas representando sereias e animais fantásticos, que porventura representam o imaginário dos Descobrimentos.
Do largo defronte da Sé parte a rua 5 de Outubro, que conduz directamente à Praça do Geraldo. Nesta rua encontrará um dos raros vestígios da muralha goda da cidade: a torre da Selaria.
Ladeada a norte por uma arcaria medieval, a Praça do Geraldo é assumida como o forum citadino, animado com simpáticas esplanadas e onde se impõe um belo chafariz quinhentista em mármore, rematado por uma coroa de bronze. Diz-se que as oito carrancas, também de bronze, correspondem às ruas que desembocam neste espaço. No extremo norte, mandou o Cardeal D. Henrique derrubar um pórtico romano com três arcos triunfais, e edificar em seu lugar a igreja de Santo Antão, consagrada em 1563.
Sob o céu límpido do Alentejo, parta desta praça central para descobrir uma história antiga que se revela no labirinto das ruas, onde os olhos atentos não deixarão de observar portais góticos, janelas manuelinas ou uma arcada que conduz à frescura de um pátio. Os próprios topónimos elucidam a crónica da cidade: das suas personalidades (rua de Vasco da Gama, de Mestre Resende, de Serpa Pinto), das profissões (rua dos Alfaiates, dos Mercadores), da ligação aos senhores locais (rua das Armas do Cardeal), de comunidades (Mouraria, Judiaria), ou ainda o espírito de humor do povo (Mal-Barbado, Cicioso, beco do Beiçudo).
Se preferir um itinerário mais preparado, saia da Praça do Geraldo pela rua da República até desembocar à esquerda num pequeno largo onde se ergue a Igreja de Nossa Senhora da Graça, um curioso monumento maneirista. Saindo deste largo para a direita, na direcção da Praça 1º de Maio, irá encontrar a Igreja de São Francisco, um dos exemplos mais marcantes do estilo gótico-mourisco que caracteriza tantos monumentos do Alentejo e no Jardim Municipal poderá ver o que resta dos Paços de São Francisco.
Na frontaria sobressai uma galilé com arcos de estilos diferentes, um exemplo típico do "casamento" entre os estilos gótico e mourisco que se encontra em tantos monumentos desta região de Portugal. Sobre o portal manuelino repare nas divisas dos reis que a mandaram construir, D. João II e D. Manuel I, respectivamente o pelicano e a esfera armilar.
A igreja tem a particularidade de ter uma nave única, que termina numa abóboda nervurada, a de maior vão no gótico português. Nos lados, encontram-se doze capelas, todas revestidas de talha barroca. A capela-mor, datada do início do séc.XVI, mantém ainda relevantes elementos renascentistas como as tribunas. Não deixe de observar na capela da Ordem Terceira, num dos braços do transepto, a harmoniosa decoração de pedra, talha e azulejo.
No interior, pode-se ainda visitar a curiosa Capela dos Ossos, construída durante o período filipino (séc. XVII), com os pilares e as paredes completamente revestidos por ossadas. De notar ainda o portal renascentista tardio com os capitéis das colunas decorados de forma diferente consoante a face que se vê (do exterior ou do interior).
Contornando a ábside da Sé de Évora, siga pela rua da Freiria de Cima reparando nos portais e janelas geminadas que ornamentam algumas das suas casas.
Seguindo pelas ruas de Cenáculo e Freiria de Baixo desembocará na rua de S. Manços onde se destaca a Casa de Garcia de Resende (que foi secretário régio, poeta e cronista), pelas três lindíssimas janelas manuelinas geminadas, decoradas com pequenas colunas e capitéis mouriscos.
Mais abaixo, no largo das Portas de Moura, para além da varanda mudéjar-manuelina da casa Cordovil, merece atenção um belo chafariz renascentista. É também de assinalar o interessante ângulo da Sé que se consegue avistar a partir deste local.
Não fica longe a antiga Universidade do Espírito Santo, fundada em 1559 pelo Cardeal D. Henrique para Colégio da Companhia de Jesus. É aqui que funciona, desde 1973, a casa-mãe da actual Universidade de Évora, frequentada por mais de 8.000 alunos. No edifício, destaca-se o claustro com dupla galeria para onde abrem salas ainda equipadas com cátedras e bancos da época escolástica e magníficos azulejos alegóricos às várias disciplinas que aqui se leccionavam. A Igreja do Colégio foi bem adaptada às funções pedagógicas, como o atestam o púlpito colocado a meio do salão e as excelentes condições acústicas. Numa das capelas encontra-se o grande Crucifixo de madeira que precedia as procissões dos autos-de-fé.
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Évora Monumental - Roteiro Histórico
Porta de D. Isabel: A Porta de D. Isabel fazia parte da muralha tardo romana, hoje conhecida por Cerca Velha. Esta porta, constituída por um arco perfeito de cantaria é a única sobrevivente em todo o recinto amuralhado da Cerca Velha. Marca a passagem da principal rua da cidade romana na direcção este-oeste - o Cardo Máximo -, da qual resta um troço de calçada bem conservado, sob o arco.
A muralha tardo romana, na qual esta Porta se insere, tinha cerca de 1.200m de extensão, e abrangia uma área de cerca 10ha. Estava protegida por fortes torres de cantaria, das quais ainda subsistem algumas, como as que defendiam as portas das Rua da Selaria (actual Rua 5 de Outubro) e da Porta de Moura.
O seu nome remonta ao séc. XVII, já que na Idade Média era conhecida pela Porta do Talho do Mouro. De facto, o arrabalde da Mouraria nova, era ali a dois passos. top 
Termas Romanas: Em 1987, na sequência de obras nos Paços do Concelho, descobriram-se as termas romanas da cidade. O complexo até agora estudado tem cerca de 300m2, orientando-se no sentido sul/norte e obedecendo aos cânones vitruvianos. Os espaços já conhecidos constam de:
Laconicum - Sala circular de 9m de diâmetro, destinada a banhos quentes e de vapor. No centro encontra-se um tanque circular de 5m de diâmetro, embutido no solo, com três degraus. O fundo do tanque é de opus signinum (argamassa feita de cal hidráulica, areia e tijolo míudo) e possui uma profundidade de 1.30 m. O laconicum está rodeado do seu sistema de aquecimento.
Praefurnium - Espaço visitável ao lado direito, que contém a fornalha, serviria de sistema central de aquecimento das salas adjacentes. Daqui o Laconicum era aquecido mediante combustão de madeira.
Natatio - Piscina rectangular de ar livre, rodeada de pórticos, com uma largura de 14.40 m e comprimento de 43.20 m. No lado leste da piscina eram lançadas as águas das termas, segundo se crê trazidas por aqueduto próprio que teria sido o antecessor do aqueduto de Água de Prata. Esta área não é visitável. top   
Templo Romano: O templo fazia parte integrante do fórum de que se conhece a praça lajeada a mármore e uma estrutura porticada envolvente, onde provavelmente estariam lojas (tabernae).
Foi este templo edificado em meados do século I, consagrando-se provavelmente ao culto imperial. Possuía uma planta rectangular do tipo hexastilo-períptero, medindo 24.60 m por 14.19 m, assentando num podium de 4 m de altura. Na sua construção foi usado granito local, bem como mármore de Estremoz nos capitéis coríntios e na base. Um espelho de água em forma de U circundava-o.
A história do Templo confunde-se com a história de Évora. Na Idade Média foi utilizado como "açougue das carnes" (talho), sendo aí o principal ponto a retalho de venda de carne da cidade. Em 1870, decidiu-se repor a traça original disponível. Assim, e sob a orientação do italiano G. Cinatti, foi restaurado como hoje se exibe, ainda que sem cela, arquitrave, friso e muitas das suas colunas. Nesse processo colaboraram muitos nomes ilustres do tempo, entre eles Alexandre Herculano.
Em ex-líbris da cidade se tornou, ainda que nunca tivesse sido consagrado à deusa Diana, como popularmente se afirma. top
 
Catedral de Évora: Consagrada a Santa Maria, foi edificada entre 1283 e 1308, num período já de afirmação do gótico, mas onde ainda se assiste à permanência da linguagem decorativa românica. A catedral foi construída em terreno difícil, de forte inclinação, onde o engenho de arquitectos e o saber dos canteiros foi duramente posto à prova.
A Catedral tem três naves. Na central, podemos ver a imagem medieval da Nossa Senhora do Ó; defronte, o Anjo da Anunciação, obra posterior do flamengo Olivier de Gand. Se aí pararmos poderemos ver, em cima à direita, entre os arcos do trifório, um busto. É o arquitecto da catedral, que assim posa para a posteridade; as iniciais que exibe (C. E.), definem-no: Constructor Edit.
Estilos vários e épocas diversas caracterizam a catedral, dando-lhe todavia uma unidade particular. O claustro gótico é da primeira metade do século XIV. Aí está sepultado o bispo fundador - D. Pedro -; aí funcionou o primeiro concilium (concelho) da cidade, de que resta memória na pedra de armas mais antiga da cidade. O arco da capela do Esporão é a primeira manifestação do Renascimento em Évora; a capela-mor é barroca (substituiu a abside gótica em 1717), obra de D. João V, com mármores alentejanos engalanando-a; já o cadeiral do coro é quinhentista, com desenhos flamengos. Saliente-se ainda o museu de Arte Sacra, com rico espólio. Aqui também funcionou a Escola Polifónica da Sé de Évora, que, sobretudo em Quinhentos, teve grande projecção, sob a protecção do Cardeal-Rei D. Henrique.
No portal, por entre marcas de canteiros medievais que na pedra deixaram a sua memória, salientam-se o apostolado, obra de grande sensibilidade artística, reflectindo no mármore a visão medieva da palavra divina, transmitida sob a forma de recado, de conselho, de aviso. top
   
Praça de Giraldo: A meio do percurso deste roteiro, eis que o visitante chega à Praça Grande, a actual Praça do Giraldo, herdeira do "chão" onde se fez a primeira feira franca eborense, ainda em tempo de D. Dinis. Era a confluência de percursos urbanos polarizados pelos mosteiros mendicantes de S. Francisco e S. Domingos.
Rompida a Cerca Velha, Évora crescia rumo à muralha fernandina do séc. XIV. Aqui estava o centro político e o centro religioso: de um lado os paços do concelho, do outro a igreja de Stº. Antão, que iniciou o estilo "chão" alentejano, e que foi erguida sobre a primitiva igreja gótica de Antoninho. Espaço também de quotidianos. Nas arcadas a toda a volta se fazia (e faz) o comércio. Aqui se fizeram autos-de-fé, torneios, justas e touradas. Aqui estava o pelourinho e a Casa de Ver o Peso; aqui ficavam os antigos Estáus da Coroa, que ocupavam o quarteirão entre a antiga Rua da Cadeia e a Rua do Raimundo. Aqui está a fonte henriquina, construída sobre um antigo chafariz incluso num pórtico, e onde terminava a água trazida ao longo de 18km, desde as fontes da Prata. top

   
Igreja Real de S. Francisco: Com o triunfo da dinastia de Avis, em 1385, com a chegada das riquezas do Oriente, Évora assume-se cada vez mais como centro político e vila cortesã. Muitos foram os reis que aqui passaram, tornando-se cidade preferida de monarcas. Aqui começaram a surgir edificações que a enobrecem. A igreja conventual e palatina de S. Francisco, edificada por D. João II e concluída no reinado de D. Manuel I, foi construída sobre uma primitiva igreja gótica do século XIII.
A fachada destaca-se pela volumetria dos coroamentos, constituídos por coruchés cónicos, por gárgulas de cariz zoomórfico, por ameias chanfradas e por um pórtico onde se exibem os emblemas régios dos dois monarcas seus mecenas.
Exemplar notável do tardo-gótico alentejano, a igreja tem uma só nave (uma das maiores de Portugal), ladeada por capelas comunicantes. Na abóbada ogival estão de novo patentes os símbolos que a ligam à expansão e aos seus fundadores: a Cruz de Cristo, o pelicano de D. João II, a esfera armilar de D. Manuel I. À direita do altar-mor, as janelas serviam para que os reis assistissem à missa, vendo assim o padre de frente, numa época em que o sacerdote oficiava sempre de costas para os fiéis. top
   
Igreja e Convento da Graça: Em plena expansão portuguesa, as ambições imperiais gravaram-se nas pedras da Igreja da Graça. Edificada em formas clássicas tão ao gosto do Renascimento, a Igreja foi feita talvez para servir de túmulo ao seu mentor: D. João III. O arquitecto foi Miguel de Arruda. Também aqui trabalhou Nicolau de Chanterene, o mais notável escultor francês que entre nós, no século XVI, desenvolveu a sua arte; são da sua autoria, além da fachada da igreja e janelas da capela-mor, os túmulos dos patronos - D. Francisco de Portugal e esposa - hoje expostos no Museu de Évora.
É uma das mais significativas obras do nosso Renascimento, para o que contribuiu a cultura humanista de D. João III. Ele mesmo mandou gravar na fachada um título de pendor romano: "Pai da Pátria". No pórtico, em cima, temos então as marcas do sonho do Império: os "quatro meninos da Graça", as estátuas dos gigantes (ou atlantes) que carregam as quatro partes do mundo onde os portugueses aportaram. top

   
Largo da Porta de Moura: Em pleno Renascimento, Évora cobre-se de monumentos. Grandiosos uns, mais utilitários outros, mas todos dignos de realce. Como a fonte renascentista de 1556, obra de Diogo de Torralva, mandada erigir pelo maior mecenas da cidade, o Cardeal-Rei D. Henrique. O seu chafariz era um dos principais pontos de abastecimento de água na cidade antiga. Esta fonte foi construída com donativos públicos dos vizinhos do largo; um dos que participou foi o mais afamado tipógrafo da cidade, André de Burgos.
Outros motivos de interesse tem este Largo da Porta da Moura. Defronte da fonte, a casa Cordovil, com o seu mirante em manuelino-mudejar, mescla do estilo próprio da expansão (o manuelino), com o estilo de inspiração mourisca (o mudéjar).
Entre as torres que guardam a antiga Porta de Moura, situa-se a janela manuelina chamada de Garcia de Resende, poeta e cronista eborense do Renascimento português, e autor do Cancioneiro Geral, (compilação de toda a tradição poética portuguesa do século XV e XVI). top
   
Universidade de Évora / Colégio do Espirito Santo: Em 1551, com o patrocínio do Cardeal-Rei D. Henrique, foi instituída a Universidade de Évora, sob orientação jesuíta. Sete anos mais tarde, o papa Paulo IV, deu-lhe concede-lhe a necessária bula. Aqui se leccionavam os cursos de Teologia, Filosofia, Matemática e Retórica.
Cedo a universidade eborense se assumiu como um bastião do saber, apesar do controle inquisitorial. As suas instalações, de raiz, eram consideradas modelares, melhores de resto que as da sua congénere coimbrã. No seu conjunto monumental salientam-se o Claustro dos Gerais com dupla galeria de ordem toscana; a Sala dos Actos, em estilo barroco; os azulejos historiados com alusões a autores clássicos (Platão, Virgílio, Aristóteles, Arquimedes); a igreja maneirista do Espírito Santo (séc. XVI); a capela seiscentista de Nossa Sª. da Conceição; a antiga livraria. Numa galeria do andar cimeiro, uma estátua do historiador eborense Túlio Espanca - autodidacta aqui sagrado Doutor Honoris Causa - vela por este templo do saber.
Extinta no século XVIII (1759), a Universidade retornou à cidade em 1979. top
   
Porta do Moinho de Vento: O fim deste percurso não é isento de simbolismo. Aqui, na Porta do Moinho de Vento, chegámos ao local onde as cercas se tocam: a velha e a nova, isto é, onde muralha nova medieval se encontra com a velha muralha romana. Na verdade, a poucos metros, à esquerda, temos a Porta de D. Isabel, onde começámos esta viagem pelo tempo e pela História de Évora. Para trás deixámos a soberba vista do Palácio dos Condes de Basto, obra quinhentista edificada sobre o antigo castelo da cidade (Alcáçova Velha); para trás deixámos o troço de muralha romana onde assentam a actual pousada e a Igreja dos Lóios.
O topónimo "Porta do "Moinho de Vento", remonta ao séc. XIII, mas o local certo levantou dúvidas durante muito tempo. Este topónimo referiu-se, até ao século XV, a uma outra porta já desaparecida, passando, depois, a designar a actual. Aqui nasce a cerca fernandina (a "cerca nova"), que se estende por 3 km, e onde originalmente se abriam 10 portas.
Neste local, reencontram-se as idades Évora. O ciclo fecha-se. Ou volta a abrir-se, na cidade Património da Humanidade.
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Évora: Capital do Megalitismo Ibérico
Os arredores de Évora, e sobretudo o território a Oeste da cidade, constituem, em termos peninsulares, a paisagem megalítica mais diversificada e monumental.
A quantidade e as dimensões dos monumentos megalíticos de Évora relacionam-se, antes de mais, com a posição privilegiada deste território, em termos de transitabilidade natural: de facto, nos arredores da cidade, encontramos o único ponto em que as bacias hidrográficas dos três maiores rios do Sul - o Tejo, o Sado e o Guadiana - se tocam.
O papel estruturante, nas redes viárias primitivas, desempenhado pelos cursos de água e pelos festos - as linhas divisórias das bacias hidrográficas - foi certamente determinante na excepcionalidade do megalitismo eborense.
Por outro lado, se considerarmos o megalitismo como um fenómeno enraizado nas práticas culturais das últimas comunidades de caçadores-recolectores, em face de profundas transformações, vindas do Mediterrâneo oriental, juntamente com o modo de vida agro-pastoril, o carácter específico da área de Évora parece ser uma consequência das dinâmicas dessas comunidades que tiveram, nos estuários do Tejo e do Sado, tal como na Bretanha, dois dos núcleos mais importantes da fachada atlântica europeia.

Os monumentos/sítios, propostos neste Roteiro, não estão isolados. Só no distrito de Évora, conhecem-se, actualmente, mais de uma dezena de recintos megalíticos, quase uma centena de menires isolados (ou associados em pequenos grupos), perto de oitocentas antas e cerca de quatrocentos e cinquenta povoados "megalíticos". Existem ainda alguns raros exemplares de monumentos aparentados, os tholoi, e, na área da Barragem do Alqueva, foi recentemente descoberto um extraordinário santuário de arte rupestre, actualmente submerso. Conhecem-se igualmente cerca de uma centena de pedras com covinhas, monumentos misteriosos certamente relacionados com o megalitismo; com efeito, as covinhas surgem, frequentemente, gravadas nos próprios monumentos megalíticos.
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2000 anos antes de Stonehenge: o recinto megalítico dos Almendres

O maior monumento megalítico da Península Ibérica e um dos mais antigos monumentos da Humanidade.
Foi construído há cerca de 7000 anos, nos alvores do Neolítico, a época em que surgiram, na Europa ocidental, as primeiras comunidades de pastores e agricultores, no contexto de profundas transformações culturais.
O recinto dos Almendres cuja planta original era, muito provavelmente, em forma de ferradura, aberta a nascente, parece ter sofrido acrescentos e remodelações: a forma actual do monumento, relativamente complexa, resulta, por um lado, dessas intervenções antigas e, por outro, de amputações e perturbações muito recentes. Actualmente, conta com cerca de uma centena de monólito, alguns deles decorados.
A escolha dos lugares em que estes monumentos foram erigidos, teve seguramente em conta a estrutura física da paisagem, nomeadamente a rede hidrográfica, mas também os fenómenos astronómicos mais notórios, relacionados com os movimentos anuais do Sol e da Lua, no horizonte.
Nos arredores de Évora, numa área restrita, a Oeste da cidade, localizam-se outros dois recintos do mesmo tipo - Portela de Mogos e Vale Maria do Meio. Este conjunto constitui a maior concentração de menires da Península, demonstrando o papel especial que esta região desempenhou na génese do megalitismo europeu. top

As pedras solitárias: o menir do Monte dos Almendres

Como na maioria das regiões megalíticas europeias, existe, na região, um número elevado de menires isolados, alguns deles em aparente articulação espacial com os recintos e genericamente contemporâneos.
O menir do Monte dos Almendres é um exemplar de forma ovóide alongada, característica dos menires da área de Évora e exibe um báculo, gravado em baixo-relevo, na parte superior.
O báculo é o tema mais frequente nos menires alentejanos (e igualmente muito bem representado, nos menires bretões); trata-se de um tema que evoca certamente a economia neolítica, em que a pastorícia desempenhou um papel central; reflecte igualmente os fundamentos da ideologia neolítica, em que o domínio da natureza, a domesticação de animais e plantas, constituiu um dos temas dominantes.
Alguns dos menires foram decorados com motivos que reforçam, de um modo geral, o respectivo carácter antropomórfico: estamos, na verdade, perante as primeiras estátuas representações tridimensionais e em grande escala, da figura humana. O nascimento da estatuária.
A localização do monumento relaciona-se claramente com a do recinto dos Almendres, uma vez que corresponde a uma direcção astronómica elementar: o menir, visto a partir do recinto, indica a posição do nascer do Sol, no dia maior do ano, o dia do Solstício de Verão. top

A catedral megalítica: Anta Grande do Zambujeiro
As antas são monumentos funerários colectivos que correspondem, de uma forma geral, a uma segunda fase do megalitismo regional; foram construídas, na sua maioria, nos finais do Neolítico, há menos de seis mil anos.
Os monumentos megalíticos funerários mais antigos eram formalmente semelhantes, embora de pequenas dimensões e sem corredor, correspondendo geralmente a enterramentos individuais.
A Anta Grande do Zambujeiro é, provavelmente, a mais alta do mundo, com grandes esteios de granito que atingem cerca de 6 m de altura. A estrutura pétrea do monumento é constituída por uma câmara definida por sete esteios (mais uma pedra de fecho, por cima da entrada da câmara) e um corredor longo. O conjunto era coberto com tampas monolíticas; a laje de cobertura da câmara jaz actualmente sobre a mamoa, no lado poente.
O monumento conserva ainda uma boa parte da mamoa, o montículo de terra e pedras que cobria e ocultava originalmente, pelo exterior, a estrutura pétrea. Na periferia da mamoa, foi construído um anel de contenção, com esteios fincados.
O estado actual do monumento, relativamente periclitante, resultou de uma intervenção antiga que, por ter retirado parte da mamoa, reduziu drasticamente a estabilidade do conjunto; foi, por isso, necessário, construir uma cobertura provisória e estabilizar alguns pontos mais sensíveis da estrutura, enquanto não é possível uma recuperação mais definitiva do monumento.
Para além da anta propriamente dita, existem, junto ao monumento, dois enigmáticos blocos graníticos, de grandes dimensões; um deles, de forma paralelepipédica, à entrada do corredor, e outro, nas imediações, com a face exposta crivada de covinhas. top

As origens pré-históricas da cidade de Évora: O povoado do Alto de S. Bento

O Alto de S. Bento é o grande miradouro natural sobre a cidade, a nascente, e sobre uma das paisagens melhor conservadas dos arredores de Évora, a poente.
Em todo o cimo do cabeço, têm sido recolhidas, desde o século XIX, evidências de um povoado pré-histórico, cuja fase mais antiga remonta aos inícios do Neolítico regional (há cerca de 7000 anos) e cuja ocupação se prolongou, pelo menos, até aos inícios do Calcolítico (há cerca de 5000 anos).
Trata-se de um verdadeiro povoado "megalítico", no sentido em que foi ocupado durante todo o período em que, na região, foram construídos os menires e as antas, e também porque, originalmente, no local, existiam, muito provavelmente, grandes afloramentos graníticos, entretanto muito reduzidos pela exploração de pedreiras.
Na verdade, conhecem-se hoje, no Alentejo Central, inúmeros locais de povoamento dessas épocas, em que a característica mais notória é, precisamente, a presença de grandes rochedos graníticos que evocam, naturalmente, os verdadeiros monumentos megalíticos.
No caso do Alto de S. Bento podemos, com propriedade, falar nas origens mais antigas da cidade de Évora. Na verdade, o povoado expandiu-se, sobretudo a partir dos finais do Neolítico, para áreas limítrofes, com destaque para o povoado de S. Caetano, a Sudoeste, e da Quinta do Chantre, a Nascente; se considerarmos, no seu conjunto, os vários núcleos conhecidos, estamos, sem dúvida, perante o maior povoado pré-histórico conhecido no concelho, e um dos maiores da região.
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Gastronomia
Migas, açorda, ensopado de borrego, carne de porco à alentejana, sopas (tomate, cação, da panela) e gaspacho
Doce de amêndoa, encharcada, sericá e bolo rançoso
Vinhos tintos e brancos: Évora, Arraiolos, Avis, Borba, Estremoz, Montemor-o-Novo, Moura, Mourão,Portalegre, Redondo, Reguengos de Monsaraz, Sousel e Vidigueira.

Queijinhos de Evora
Estes "queijinhos" foram ganhando notoriedade pelo seu original sabor ligeiramente picante e algo acidulado, encontrando-se nas décadas mais recentes as suas características principais definidas e estabelecida a sua merecida fama.
De cor amarelada que vai escurecendo em contacto com o ar, o Queijo de Évora é curado e apresenta-se duro (de sabor mais acentuado) ou semiduro, de crosta lisa ou um pouco rugosa.
O corte revela uma pasta amarela macia, fechada e bem ligada.
Guardado nas "rouparias" em ambiente fresco e húmido, o queijo ali permanecerá entre um mês (pasta semidura) e três meses (pasta dura), até atingir o ponto certo de maturação.
Membro notável da família dos queijos tradicionais alentejanos, o Queijo de Évora - DOP, cuja produção está circunscrita a 17 concelhos do coração do Alentejo, faz já parte da tradição da região à volta de Évora, cidade de notabilíssimas tradições e feiras seculares.
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domingo, 14 de março de 2010

Presença Romana no Algarve e no Alentejo


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Una visita a las ruinas romanas de Milreu, en Portugal  - Algarve
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Cerro da Vila - Quarteira - Algarve


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Pertencente ao território de Ossonoba, a primitiva ocupação da villa remonta à primeira metade do século I d.C. A sua localização favoreceu o aproveitamento dos recursos marítimos e o tráfico de mercadorias, atestado pela existência de um porto.
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No século II e, particularmente, a partir do século III, a área residencial adquiriu uma expressiva dimensão. A água era um elemento sempre presente, jorrando das bicas e das estátuas para o lago do jardim, espaço central em torno do qual toda a casa se desenvolvia: uma grande sala de recepção e de refeições de Verão, os quartos, a cozinha, as áreas de serviços, que incluíam um cryptoporticum.
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Templo Romano de Évora 3D Google Earth

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Templo romano de Évora do séc.I
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Templo romano de Évora - Wikipédia, a enciclopédia livre

O templo romano de Évora está localizado na cidade de Évora, em Portugal; faz parte do centro histórico da cidade, e foi classificado como Patrimônio da Humanidade
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Carl Mendes - Salácia (Alcácer do Sal)

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Tema inspirado na cidade alentejana de Alcácer do Sal e na paisagem Alcacerense.
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Alcácer do Sal é uma cidade do Litoral Alentejano, distrito de Setúbal. Foi uma das capitais do império romano tomando então a designação de Salatia Vurbs Imperatoria que posteriormente derivou para Alcácer do Sal
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Atlas das Cidades Romanas em Portugal

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arqueologia no centro histórico de évora

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geografismos


A escavação arqueológica ocorreu ao longo do Verão de 2009, no largo Mário Chicó, junto à fachada norte da Sé de Évora.
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Por informação directa dos arqueólogos presentes confirma-se que foram encontrados inúmeros esqueletos e vestígios datados do século XVII mas, porque o lugar sempre foi densamente povoado, é provável encontrar vestígios de épocas anteriores.
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"Não é uma vala comum. A quantidade de enterramentos humanos deve-se ao uso do espaço como cemitério nas proximidades da Sé catedral sendo prática normal até ao século XIX. Tratando-se do principal cemitério antigo da cidade de Évora, em época Medieval e Moderna, é habitual a grande concentação de sepulturas da população urbana num espaço tão reduzido. A época do cemitério ainda não está definida, integrando-se na época moderna (provavelmente séc. XVI-XVII.
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A escavação continuará até atingir o substtrato geológico do lugar, pelo que se prevê descobrir fases mais antigas da ocupação da cidade de Évora (época Romana e época Medieval
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.l)" adaptado da nota informativa de Félix Teichner, empresa Arkhaios, afixada no sítio da escavação.
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Resta dizer que a escavação está integrada no Plano de Intervenções Municipais da CM de Évora, no âmbito do Programa Acrópole XXI, que vai intervencionar parte do centro histórico eborense.
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Beja - Villa romana de pisoes 1ªparte

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Beja - Villa romana de pisoes 2ªparte
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2 de Dezembro de 2008
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Documentario realizado por alunos do curso de ECM da Escola superior de educação. -Pedro Freitas -Micael Lança -Nelson Nunes -Pedro Barosa 
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"Villa" romana de Pisões/
"Villa" romana de Pisões
Local: Pisões
Foto: RT Planície Dourada

A dois passos de Beja, as ruínas de Pisões, com os seus mosaicos velhos de 20 séculos, são um dos sítios arqueológicos que atestam a ancestral tradição rural do Alentejo.
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Na "villa" de Pisões, com a sua arquitectura tipicamente romana, organizada à volta de um peristilo (pátio central com colunas), é inevitável sentir-se transportado para os primórdios da nossa era e tentar imaginar como dia a dia viviam os seus habitantes, que mãos tocaram estas paredes, que sentimentos as moveram.
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Nestas ruínas de um importante centro de exploração agrícola para o abastecimento de Pax Julia, a Beja do século I ao século IV, encontra-se visível o que se designa por "pars urbana", a zona residencial dos proprietários. A "pars rustica" e a "pars fructuaria", onde se localizavam as habitações dos trabalhadores e os celeiros e lagares ainda se encontram por desenterrar.
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Foi por acaso, na consequência de trabalhos agrícolas, que em 1967, foi descoberta a "villa". Os mosaicos - monocromáticos e policromáticos, com motivos geométricos ou naturalistas - que revestem os pavimentos das mais importantes das 40 divisões da "pars urbana" são, por si só, razão suficiente para a visita de Pisões. Fica na Herdade de Algramaça, a poucos quilómetros de Beja.
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Nas proximidades não se esqueça de visitar a barragem romana, outrora essencial para manter as belíssimas termas, com um hipocausto (estrutura subterrânea para aquecimento) extremamente bem conservado, e a espantosa piscina de comprimento olímpico.

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"Villa" de São Cucufate/
"Villa" de São Cucufate
Local: Portugal
Foto: ITP

Gostaria de imaginar como viviam os romanos numa zona rural no século IV? Em Vila de Frades, concelho da Vidigueira, o sítio arqueológico de São Cucufate é o local ideal para visitar.
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Vestígios de um tanque que outrora foi piscina, termas onde ainda se distinguem diferentes zonas de água quente, fria e tépida, áreas que serviram frondosos jardins - as ruínas de S. Cucufate são testemunho da sumptuosidade de uma "villa" (centro de exploração agrícola) romana.
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O edifício principal, ladeado por dois torreões, é um belo exemplo de conservação, talvez explicada pela ocupação do local ao longo dos séculos, mesmo após o fim do Império Romano no século V. Aliás, a designação vem da Alta Idade Média quando aqui foi fundado um mosteiro dedicado a S.Cucufate. Se bem que as primeiras construções remontem ao século I, estas ruínas são herança do século IV, quando profundas obras, usando um modelo arquitectónico pouco comum de dois pisos, tornaram a “villa” ainda mais grandiosa.
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Caminhe pelas salas abobadadas no rés-do-chão, um dia repletas com os produtos do trabalho na terra. E imagine a residência senhorial no andar superior. Suba por uma escada moderna, a substituir degraus antigos, e tenha a perspectiva que os romanos teriam do seu terraço, orgulhosos da sua imensa propriedade na paisagem alentejana.
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Ruínas Romanas de S Cucufate / Roman Ruins of S Cucufate (HD 1080i)


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Ruínas Romanas de São Cucufate e Mosteiro - Vidigueira, Alentejo, Portugal 
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S. Cucufate. Alentejo on Flickr - Photo Sharing!

Ruínas romanas de S. Cucufate. Próximo de Vidigueira. Baixo Alentejo. ... S. Cucufate. Alentejo. S. Cucufate. Alentejo by Hélder Cotrim. ...
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Galeria
Villa Romana de S. Cucufate.
Localizada junto de Vila de Frades, na estrada para Alvito, a villa romana de S. Cucufate  foi edificada no séc. I da nossa era e totalmente reconstruída no séc. IV. Pensa-se que terá sido habitada até ao séc. V. As dimensões da parte posta a descoberto e a monumentalidade dos torreões que enquadram o corpo central, indiciam a riqueza do seu proprietário e confirmam, tal como em Pisões, uma intensa actividade agrícola.
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Do que o tempo deixou chegar aos nossos dias, destacam-se o retábulo do altar-mor, obra de José Escovar, e as pinturas a fresco da abóbada e das paredes laterais, umas do séc. XVII, outras do início do séc. XVIII.
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http://www.visitalentejo.pt/vPT/Regioes/Vidigueira/local/Villa_Romana_de_S_Cucufate.htm
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Imagem Ampliada

S.Cucufate
Ruínas do Convento de São Cucufate
Roteiro da villa romana de São Cucufate que tem três fases de construção. Uma primeira datada de meados do século I a. C., outra de meados do século II e ainda uma da segunda metade do século IV, cujas ruínas ainda hoje tanto impressionam pela sua monumentalidade.
Abandonado no século V, o edifício veio a acolher, durante a Alta Idade Média, um mosteiro consagrado a S. Cucufate. Abandonado no período das guerras entre Muçulmanos e Cristãos pela posse de Beja, o mosteiro viria a ser restaurado em 1255 e entregue aos cónegos Regrantes de Santo Agostinho.
Produto com entrega ao domicílio.
S. Cucufate
Preço: 7.48 €

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http://www.ippar.pt/pls/dippar/build_page.build_proddetail?code=9011346
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Ruinas de S. Cucufate
Ruínas do Convento de São Cucufate
Património, Tradição e Cultura | Estações Arqueológicas
A «villa» romana de S. Cucufate é considerada a «melhor residência rural romana em Portugal». A região de S. Cucufate foi ocupada por volta do IV ou III milénio a.C. Não se sabe precisar a data em que a primeira comunidade de frades se instalou nas ruínas da antiga quinta romana. A partir do século XIII, serão os frades Agostinhos de São Vicente de Fora a ocupar o local. Sabe-se que no século XVII mais nenhuma comunidade ocupou o edifício, apesar de a capela ter continuado aberta ao culto até ao século XVIII. Em S. Cucufate encontramos um edifício de dois pisos, formado por um longo corpo central e delimitado por dois corpos laterais salientes.
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http://www.lifecooler.com/Portugal/patrimonio/RuinasdoConventodeSaoCucufate
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