Discurso de Lula da Silva (excerto)

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terça-feira, 22 de março de 2011

Altamiro Borges: a força e os limites da blogosfera

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Vermelho - 22 de Março de 2011 - 14h38
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Em sua visita ao Brasil, o presidente do EUA, Barack Obama, havia programado um megaevento na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, palco de históricos protestos em defesa da democracia e a soberania nacional. Na última hora, o show de pirotecnia foi cancelado. Segundo a própria mídia hegemônica, a razão foi que o serviço de inteligência do império, a famigerada CIA, alertou a diplomacia ianque sobre os "protestos convocados pelas redes sociais". Obama ficou com medo!

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Por Altamiro Borges

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Este episódio, uma vitória dos internautas progressistas do Brasil, comprova a força da internet. Num meio ainda não totalmente controlado pelas corporações capitalistas é possível desencadear ações contra-hegemônicas e quebrar o “pensamento único” emburrecedor da velha mídia. Desde Seattle, quando manifestações contra a rapina imperial foram convocadas basicamente pela internet, este fenômeno chama a atenção dos atores sociais. De lá para cá, o acesso à rede só se ampliou – no mundo e no Brasil.
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Uma arma poderosa
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Nas recentes convulsões populares no mundo árabe, que derrubaram os ditadores da Tunísia e do Egito – sempre tratados como “amigos do Ocidente” pela mídia tradicional – a internet foi uma arma poderosa. Ela não produziu as “revoluções”, mas ajudou a detoná-las. Agora mesmo, na Líbia, há uma guerra de informações da globosfera, acompanhada da real e sangrenta guerra dos mísseis. A internet faz parte hoje da guerra, virtual e real, que se trava nas sociedades. Não dá para desconhecer esta nova realidade.
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Os meios tradicionais de comunicação, hegemonizados por poucas corporações – no máximo 40, segundo recentes estudos sobre a crescente monopolização da mídia mundial –, não detêm mais o monopólio da informação. Os avanços tecnológicos abriram brechas, mesmo que temporárias, nesta frente estratégia da luta de idéias. Jornais e revistas da oligarquia estão falindo devido ao maior acesso à internet. Mesmo as redes televisão sofrem com a migração para este novo meio, principalmente da juventude.
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A força da blogosfera
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No Brasil, esta realidade é bem palpável. Nas eleições presidenciais de outubro passado, a chamada blogosfera progressista jogou papel de relevo na encarniçada disputa. As manipulações dos impérios midiáticos, que se transformaram em cabos eleitorais do candidato da direita, foram desmascaradas online pela internet. No auge da campanha fascistóide, de baixarias e de falsos moralismos, os blogs independentes atingiram mais de 40 milhões em audiência, segundo pesquisa recente.
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O impacto foi devastador. José Serra, o candidato do Opus Dei e o preferido do império, conforme telegrama vazado pelo WikiLeaks, usou vários palanques para atacar o que ele chamou, pejorativamente, de “blogs sujos”. Já o presidente Lula, sofrendo violento cerco da ditadura midiática, produziu vídeo para estimular a produção independente dos blogueiros. Na guerra de informações, a internet foi decisiva para desmascarar a direita e para mostrar o real significado da candidatura lulista de Dilma Rousseff.
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Passos na organização dos blogueiros
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Neste intenso processo da luta de classes, com a centralidade a batalha eleitoral, a blogosfera progressista deu os primeiros passos para a sua organização no Brasil – de forma autônoma. Em agosto passado, mais de 330 blogueiros e twitteiros realizaram o seu primeiro encontro nacional, em São Paulo. Neste evento histórico, eles decidiram lutar pela democratização da comunicação, contra qualquer tipo de censura à internet, e por políticas públicas de incentivo à pluralidade e à diversidade informativas.
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Fruto deste encontro histórico, os blogueiros progressistas quebraram a monopólio da mídia tradicional e realizaram a primeira entrevista coletiva com um presidente da República, Lula, em novembro passado. A velha mídia até tentou desqualificar o evento inédito, numa crise de “ciúme” ridícula. Na prática, ela sentiu o baque de uma mudança de paradigma que está em curso. Parafraseando o revolucionário italiano Antonio Gramsci, a coletiva com Lula evidenciou que “o velho está morrendo e o novo ainda não acabou de nascer”.
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Os desafios do futuro
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O segundo encontro nacional de blogueiros progressistas está agendado para junho próximo, em Brasília. Nele não haverá mais o fator galvanizador que estimulou o primeiro – a luta contra a mídia golpista, que se transformou no “partido do capital” durante o pleito presidencial. O desafio será encontrar novos pontos de unidade na enorme diversidade existente na rede. Sem verticalismo e estruturas hierarquizadas, este movimento amplo e plural tem muito a contribuir na luta pelo avanço da democracia no Brasil.
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Os blogueiros progressistas, que hoje já constituem uma vasta e influente rede no país, podem amplificar a luta pela democratização dos meios de comunicação. Está na ordem do dia o debate sobre o novo marco regulatório da mídia, que garanta a verdadeira liberdade de expressão para os brasileiros – e que não se confunde com a “liberdade de empresa” dos monopólios midiáticos. Também está em curso a discussão sobre a liberdade na internet, com investidas da direita contra este direito libertário.
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Além de interferir nestas batalhas estratégicas, os blogueiros precisam ampliar sua capacidade de interferir na luta de idéias contra-hegemônicas na sociedade. É preciso que “floresçam mil flores”, que surjam mais e melhores blogs independentes, garantindo maior diversidade e pluralidade informativas. É urgente também qualificar os nossos instrumentos, produzindo conteúdos jornalísticos de qualidade. Para isso, é preciso encontrar caminhos de sustentação financeira da blogosfera, que potencializem essa nova militância virtual.
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Riscos de retrocesso
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A internet abriu brechas para novas vozes se expressarem na sociedade. Mas ela não deve ser idealizada. Quem detém maior audiência são os portais de notícia e entretenimento dos mesmos grupos midiáticos. A publicidade, que cresce na rede (nos EUA, ela superou pela primeira vez na história os anúncios nos jornais impressos), é totalmente sugada pelos barões da mídia. Ou seja: a internet é um campo de disputa. Sem ampliar e qualificar sua produção, a blogosfera progressista será derrotada, falará para seus nichos.
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Além disso, a tecnologia não é neutra. Os monopólios da comunicação, que tornam reféns vários governos, já estudam mecanismos para cercear a liberdade na rede. Barack Obama, que a cada dia se revela um falso democrata, já enviou ao Congresso dos EUA um projeto para “vigiar” a internet. No Brasil, um parlamentar do bloco neoliberal-conservador, Eduardo Azeredo (PSDB), também se apressou em copiar o império e já apresentou projeto para abortar a neutralidade na rede. Os embates neste campo tendem a crescer.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Brasil - Encontro de Blogueiros Progressistas divulga proposta de carta

Mídia

Vermelho - 18 de Agosto de 2010 - 8h17

Está pronta a redação inicial do documento final do 1º Encontro Nacional dos Blogueiros Progressistas. Será reproduzida também em outros blogs e sites ligados à organização do evento.

Por Eduardo Guimarães, no
Blog Cidadania

Para fazer sugestões – acrescentar, suprimir ou modificar o documento –, o internauta deve enviar e-mail para contato@baraodeitarare.org.br

Há, também, duas outras boas notícias que transmito a pedido de Altamiro Borges, membro da Comissão Organizadora que está coordenando a logística do evento.

1 – Conseguiremos transmitir o Encontro ao vivo por WebTV (maiores informações serão fornecidas pela jornalista Conceição Lemes no blog Viomundo, mais adiante)

2 – Ao fim do encontro, será fornecido certificado de participação a cada convidado, firmado pelos apoiadores institucionais do evento – Altercom, Barão de Itararé e Movimento dos Sem Mídia

Leiam, abaixo, a proposta da carta:


Carta dos Blogueiros Progressistas




“A liberdade da internet é ainda maior que a liberdade de imprensa, na medida em que a imprensa compreensiva do rádio e da televisão se define como serviço público sob regime de concessão ou permissão, ao passo que a internet se define como instância de comunicação inteiramente privada”. Ministro Ayres Britto




Em 21 e 22 de agosto de 2010, homens e mulheres de várias partes do país se reuniram em São Paulo, no Sindicato dos Engenheiros, com a finalidade de materializarem uma entidade, inicialmente abstrata, dita blogosfera, a qual vem ganhando importância no transcurso desta década devido à influência progressiva que passou a exercer na comunicação e nos grandes debates públicos.




A blogosfera é produto dos esforços de pessoas independentes das corporações de mídia, os blogueiros progressistas, designação que alude a àqueles que, além de seus ideais humanistas, ousaram produzir o que já se tornou o primeiro meio de comunicação de massas autônomo. Contudo, produzir um blog independente, no Brasil, ainda é um ato de heroísmo porque não existem meios sólidos de financiamento para exercer a atividade profissionalmente, ou seja, obtendo remuneração.




Em busca de soluções para as dificuldades que persistem para que a blogosfera progressista siga crescendo e ganhando influencia em uma comunicação de massas dominada por um oligopólio poderoso, influente e, muitas vezes, antidemocrático, os blogueiros progressistas se unem para formularem aspirações e propostas de políticas públicas e pelo estabelecimento de um marco legal regulatório que contemple as transformações pelas quais a comunicação está passando no Brasil e no mundo.




Com base nesse espírito que permeou o 1º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas, os participantes deliberaram em favor dos seguintes pontos:




I – Apoiamos o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), de iniciativa do governo federal, como forma de inclusão digital de expressiva parcela do povo brasileiro extemporaneamente alijada de um meio de comunicação de massas como a internet no limiar da segunda década do século XXI, o que é inaceitável e incompatível com os direitos fundamentais do homem à comunicação em um momento histórico em que os avanços tecnológicos nessa área já são acessíveis a qualquer cidadão de qualquer classe social nos países em estágio civilizatório mais avançado.




Apesar do apoio ao PNBL, os blogueiros progressistas declaram que, mesmo entendendo a iniciativa governamental como positiva, julgam que precisa de aprimoramento, pois da forma como está ainda oferece pouco para que a internet possa ser explorada em todas as suas potencialidades. A velocidade de processamento a ser oferecida à sociedade sem cobrança dos custos exorbitantes da iniciativa privada, por exemplo, precisa ser ampliada ou não realizará aquilo a que se propõe.




2 – Defendemos a regulamentação dos Artigos 220, 221 e 223 da Constituição Federal, que legislam sobre a comunicação no Brasil e, entre outras coisas, proíbem a concentração abusiva dos meios de comunicação de massa e que dispõem sobre os sistemas público, estatal e privado.




Por omissão dos Poderes Executivo e Legislativo na regulamentação da matéria e sob sugestão do eminente professor Fabio Konder Comparato, os blogueiros progressistas decidem mover na Justiça brasileira uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com vistas à regulamentação das leis que determinam profundas alterações na realidade da comunicação no Brasil supra descrita e que vêm sendo solenemente ignoradas.




3 – Combatemos iniciativas que tramitam no Poder Legislativo tais como o Projeto de Lei de autoria do senador mineiro Eduardo Azeredo, iniciativa que se notabilizou pela alcunha de “AI-5 digital” e que pretende impor restrições policialescas à liberdade de expressão na rede mundial de computadores, bem como as especulações sobre o que se convencionou chamar de “pedágio na rede”, ou seja, a possibilidade de os grandes grupos de mídia poderem veicular seus conteúdos na internet com vantagens tecnológicas como capacidade e velocidade de processamento em detrimento do que for produzido pelos cidadãos comuns e pelas pequenas empresas de comunicação.




4 – Reivindicamos a elaboração de políticas públicas que incentivem a veiculação de publicidade privada e oficial remuneradas nos blogs, bem como outras formas de financiamento que efetivamente viabilizem essa forma de comunicação representada pela blogosfera progressista, de maneira que possa ser produzida por qualquer cidadão que disponha de competência para explorar seu potencial econômico e comercial, exatamente como fazem os meios de comunicação de massas tradicionais com amplo apoio do Estado por meio de fartas verbas públicas que, com freqüência, são repassadas sob critérios meramente políticos e que ignoram a orientação constitucional que determina pluralidade na comunicação do país.




5 – Cobramos dos Poderes Executivo e Legislativo que examinem com seriedade deliberações da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) como a da criação do imprescindível Conselho Nacional de Comunicação.




6 – Deliberamos pela instituição de um Encontro Anual dos Blogueiros progressistas, que deve ocorrer, sempre que possível, em diferentes capitais para que um número maior de unidades da Federação tenham contato com esse evento e, em algum momento, com o universo da blogosfera.




7 – Lutaremos para instituir núcleos de Apoio Jurídico aos Blogueiros Progressistas, no âmbito das tentativas de censura que vêm sofrendo sobretudo por parte da classe política e de grandes meios de comunicação de massas.




São Paulo, 22 de agosto de 2010

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  • Nova Era

    18/08/2010 14h21 Este é o chute inicial da organização da comunicação da Nova Era. Parabéns aos envolvidos.
    Jurgen
    Porto Alegre - RS
  • EXCELENTE NOTÍCIA

    18/08/2010 13h59 Viva Eduardo Guimarães!! Viva Paulo Henrique Amorim!! Viva a Leandro Fortes!! Viva Luiz Carlos Azenha!! Viva Maria Frô!! Viva aos NACIONALISTA!!!
    Colonizado e submisso
    Recife - PE
  • Ministro

    18/08/2010 10h10
    Bom dia! Acredito ser interessante complementar que o Ministro Ayres Brito é do Supremo Tribunal Federal! Um abraço a todos. Adriano - www.queroaverdade.wordpress.com
    Adriano
    Belo Horizonte - MG
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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Liberdade de expressão: o "efeito silenciador" da grande mídia



Colunas

Vermelho - 6 de Agosto de 2010 - 0h15


Venicio A. de Lima *

A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia funciona como uma censura disfarçada. Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.

Desde a convocação da 1ª. Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), em abril de 2009, os grandes grupos de mídia e seus aliados decidiram intensificar a estratégia de oposição ao governo e aos partidos que lhe dão sustentação. Nessa estratégia – assumida pela presidente da ANJ e superintendente do grupo Folha – um dos pontos consiste em alardear publicamente que o país vive sob ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão [e, sem mais, a liberdade da imprensa] corre sério risco.

Além da satanização da própria CONFECOM, são exemplos recentes dessa estratégia, a violenta resistência ao PNDH3 e o carnaval feito em torno da primeira proposta de programa de governo entregue ao TSE pela candidata Dilma Roussef (vide, por exemplo, a capa, o editorial e a matéria interna da revista Veja, edição n. 2173).

A liberdade – o eterno tema de combate do liberalismo clássico – está na centro da “batalha das idéias” que se trava no dia-a-dia, através da grande mídia, e se transformou em poderoso instrumento de campanha eleitoral. Às vezes, parece até mesmo que voltamos, no Brasil, aos superados tempos da “guerra fria”.

O efeito silenciador
Neste contexto, é oportuna e apropriada a releitura de “A Ironia da Liberdade de Expressão” (Editora Renovar, 2005), pequeno e magistral livro escrito pelo professor de Yale, Owen Fiss, um dos mais importantes e reconhecidos especialistas em “Primeira Emenda” dos Estados Unidos.

Fiss introduz o conceito de “efeito silenciador” quando discute que, ao contrário do que apregoam os liberais clássicos, o Estado não é um inimigo natural da liberdade. O Estado pode ser uma fonte de liberdade, por exemplo, quando promove “a robustez do debate público em circunstâncias nas quais poderes fora do Estado estão inibindo o discurso. Ele pode ter que alocar recursos públicos – distribuir megafones – para aqueles cujas vozes não seriam escutadas na praça pública de outra maneira. Ele pode até mesmo ter que silenciar as vozes de alguns para ouvir as vozes dos outros. Algumas vezes não há outra forma” (p. 30).

Fiss usa como exemplo os discursos de incitação ao ódio, a pornografia e os gastos ilimitados nas campanhas eleitorais. As vítimas do ódio têm sua auto-estima destroçada; as mulheres se transformam em objetos sexuais e os “menos prósperos” ficam em desvantagem na arena política.

Em todos esses casos, “o efeito silenciador vem do próprio discurso”, isto é, “a agência que ameaça o discurso não é Estado”. Cabe, portanto, ao Estado promover e garantir o debate aberto e integral e assegurar “que o público ouça a todos que deveria”, ou ainda, garanta a democracia exigindo “que o discurso dos poderosos não soterre ou comprometa o discurso dos menos poderosos”.

Especificamente no caso da liberdade de expressão, existem situações em que o “remédio” liberal clássico de mais discurso, ao invés da regulação do Estado, simplesmente não funciona. Aqueles que supostamente poderiam responder ao discurso dominante não têm acesso às formas de fazê-lo (pp. 47-48).

Creio que o exemplo emblemático dessa última situação é o acesso ao debate público nas sociedades onde ele (ainda) é controlado pelos grandes grupos de mídia.

Censura disfarçada
A liberdade de expressão individual tem como fim assegurar um debate público democrático onde, como diz Fiss, todas as vozes sejam ouvidas.

Ao usar como estratégia de oposição política o bordão da ameaça constante de volta à censura e de que a liberdade de expressão corre risco, os grandes grupos de mídia transformam a liberdade de expressão num fim em si mesmo. Ademais, escamoteiam a realidade de que, no Brasil, o debate público não só [ainda] é pautado pela grande mídia como uma imensa maioria da população a ele não tem acesso e é dele historicamente excluída.

Nossa imprensa tardia se desenvolveu nos marcos do de um “liberalismo antidemocrático” no qual as normas e procedimentos relativos a outorgas e renovações de concessões de radiodifusão são responsáveis pela concentração da propriedade nas mãos de tradicionais oligarquias políticas regionais e locais (nunca tivemos qualquer restrição efetiva à propriedade cruzada), e impedem a efetiva pluralidade e diversidade nos meios de comunicação.

A interdição do debate verdadeiramente público de questões relativas à democratização das comunicações pelos grupos dominantes de mídia, na prática, funciona como uma censura disfarçada.

Este é o “efeito silenciador” que o discurso da grande mídia provoca exatamente em relação à liberdade de expressão que ela simula defender.


* é professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor, dentre outros, de Liberdade de Expressão vs. Liberdade de Imprensa – Direito à Comunicação e Democracia, Publisher, 2010
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* Opiniões aqui expressas não refletem necessariamente as opiniões do site.
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  • CENSURA DOS DOIS LADOS, tudo igual?

    06/08/2010 22h38
    Efeito silenciador. Lamentavelmente, os "blogs" ditos "democraticos" e, deste "lado" daqui, estão se aproximando E MUITO dos "blogs" de DIREITA. Somente uma opinião "vivida". A censura esta a solta tanto de lá, como de cá. É um absurdo. No entanto, os donos desses blogs são os donos desses blogs e, por assim, suas ações estão fundamantadas em suas propriedades. É um desalento.
    H.Pires
    SBC - SP
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Blogosfera - Entrevista ao diário2.com

Leonel Vicente

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Entrevista ao diário2.com

A propósito das resenhas anuais que tenho vindo a preparar sobre a blogosfera em Portugal, foi com gosto que acedi ao convite de Sérgio Bastos para responder a uma entrevista para o diário2.com, a qual transcrevo de seguida:
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Leonel Vicente: “As notícias da morte da blogosfera foram claramente exageradas”
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Um ano depois de decretado o fim da blogosfera como comunidade, o cenário português mantém vitalidade. Como analisas o anúncio do “apocalipse” à luz de 2009?
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Recordando a famosa máxima de Mark Twain, as notícias da sua morte foram claramente exageradas.
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A blogosfera vem revelando, já ao longo de quase uma década, uma sistemática capacidade de renovação e de regeneração, sem prejuízo de registar naturais evoluções, com tendências que se vão afirmando, como a dos blogues colectivos – numa incessante busca de massa crítica… e de audiências – e o surgimento em força, desde o início de 2009, de novas plataformas da “Web social”, primeiro com um autêntico turbilhão no Twitter, mais recentemente com o Facebook, mas que não deixam de apresentar alguns traços de complementaridade com a “blogosfera tradicional”, operando em muitos casos como mais um canal de comunicação e encaminhando leitores para os blogues associados.
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Se tivesses de eleger três grandes momentos da blogosfera no ano que finda, quais seriam?
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O encerramento de alguns projectos de referência, como os casos dos blogues “Atlântico” – com contraponto quase directo no reforço dos quadros do “31 da Armada” e do “Cachimbo de Magritte” – e “Avenida Central”.
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Dentro da lógica de renovação, o surgimento do “Delito de Opinião”, uma primeira sangria no “Corta-Fitas”, que sofreria nova debandada já próximo do final do ano.
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Num ano particularmente marcado pelas três eleições realizadas em Portugal, com o país em campanha durante largos meses, a inevitável referência à criação – numa parceria do jornal “Público” e de um grupo plural de autores – de um blogue colectivo para acompanhamento desses actos eleitorais, a par de uma sucessão de “blogues de campanha”, de apoio às diferentes áreas políticas em disputa, com a relevância da blogosfera a ser compreendida e a ficar bem patente em iniciativas como a visita de bloggers às instituições da União Europeia, a convite do eurodeputado Carlos Coelho, ou na conferência de blogues com José Sócrates e na tertúlia promovida por Paulo Rangel.
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Extra esses eventos que incluiria entre os mais marcantes, um momento particularmente infeliz, que não poderia deixar de assinalar, de tal forma ele marcou – de forma transversal – a comunidade: o prematuro desaparecimento de Jorge Ferreira, um dos mais activos e entusiastas bloggers em Portugal.
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Papa MyZena, SIMplex, Jamais, Rua Direita, blogues de apoio a áreas políticas foram e vieram, assim como blogues de campanha. Não faria sentido uma acção prolongada no tempo por parte dos seus autores? Ou será que esse espaço já é preenchido por blogues como o 31 da Armada e Jugular?
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Ao longo dos anos, a blogosfera vem ditando algumas regras ou “leis” implícitas: para se fazer parte integrante e activa da comunidade é pressuposto que haja intercâmbio e debate de ideias, que haja abertura a comentários (não obstante algumas excepções…), sobretudo que haja uma presença (minimamente) perene.
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Os referidos blogues são um epifenómeno na medida em que agregam temporariamente – tendo por motivação uma acção de campanha com duração limitada e previamente definida (até ao dia das eleições…) –, um conjunto de diversos autores de outros blogues, que têm como factor de unidade a referida campanha, finda a qual se esgota o objectivo e conteúdo do blogue, regressando naturalmente “às suas origens”.
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O debate continuado, de forma mais estrutural, com carácter de permanência ao longo do tempo, vem sendo mantido por outro tipo de blogues –  essencialmente também blogues colectivos – posicionados nos vários segmentos do espectro político-partidário português. Para além dos citados 31 da Armada e Jugular, mencionaria também os casos d’O Insurgente, Cachimbo de Magritte, Portugal dos Pequeninos, Blasfémias, Mar Salgado, Câmara de Comuns, Aspirina B, Da Literatura, A Regra do Jogo e Ladrões de Bicicletas.
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Vivemos tempos de cruzamento entre a “publicação instantânea” (blogues) e a opinião em “tempo real” (Twitter / Facebook). Pelo teu relato, a blogosfera não definhou em 2009. É de esperar o contrário em 2010?
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Como referi anteriormente, estas novas ferramentas de publicação instantânea assumem uma dupla vertente: por um lado, o papel de mensagens com carácter mais imediatista, potenciando o diálogo – dentro das condicionantes do limitado número de caracteres –, por outro, um canal complementar de difusão dos artigos publicados em blogues, em paralelo com a função de encaminhamento de leitores para esses blogues.
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Sendo natural que haja algumas opiniões mais imediatistas, que são orientadas de forma privilegiada e natural para o Twitter – tem um código de linguagem específico, que se proporciona a frases curtas, como que “aforismos”, com contraponto na limitação de conteúdo que obriga a remeter discursos mais articulados para o blogue –, não antevejo alterações significativas neste padrão de comportamento, pese embora alguma eventual diminuição de frequência de publicação nos blogues, mas que não deverá colocar em causa a sua posição de charneira como ferramenta de publicação.
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Público, Expresso, Sábado têm redes de blogues. O que esperar do futuro desta confluência entre media e bloggers?
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Esta tendência de complementaridade e interpenetração entre blogues e a “mediaesfera” vem já de trás – desde logo com a captação de novos colunistas e “opinion makers” revelados na blogosfera e, num momento seguinte, com o progressivo afluir de jornalistas aos blogues  –, tendo-se acentuado nos anos mais recentes, quer com a consolidação de sistemas de blogues “afiliados”, a par de blogues mantidos por colunistas da própria publicação, como no Expresso, Público, SIC, Sol ou Visão.
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Por outro lado, a versão online do Público permite ligações directas aos “posts” de blogues que fazem referência aos seus artigos, enquanto o Expresso passou a enviar previamente a determinados autores de blogues algumas das “matérias” a publicar na edição seguinte, a par do comentário sobre assuntos em destaque na blogosfera, como faz também o Jornal de Notícias.
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As redes de blogues de jornais não deixam de defrontar uma limitação, a de não estarem à partida integradas na “comunidade geral” da blogosfera, o que implica – a par de um posicionamento que pode ser de alguma forma apercebido como sendo mais institucional – esforços adicionais no sentido de partilha e integração dessa comunidade.
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Em 2009, a iniciativa do Público, lançando um blogue para acompanhamento dos actos eleitorais, participado por uma quarentena de bloggers, veio dar mais um claro sinal dessa interpenetração e do crescente papel do “jornalismo de cidadão”, que será de prever se venham a reforçar e intensificar no futuro, beneficiando também das potencialidades tecnológicas, de captação e retransmissão de imagem (foto e vídeo).
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(diário2.com)
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segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Are Blogs Losing Their Authority To The Statusphere?

Are Blogs Losing Their Authority To The Statusphere?

by Brian Solis on March 10, 2009

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Depending on which numbers you source or believe, all reports agree that the blogosphere continues to expand globally.
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As the leading blog directory and search engine, Technorati maintains a coveted Authority Index which is considered amongst bloggers as the benchmark for measuring their rank and selling their position within the blogosphere. (At least until recently). Authority in the index is defined as the number of blogs linking to a website within the last six months. The higher the number, the greater the level of Authority a blog earns.
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However, a disruptive trend is already at play. While blogs are increasing in quantity, their authority–as currently measured by Technorati–is collectively losing influence. For instance, just last November, Technorati counted 32,493 links towards gadget blog Engadget’s “authority.” Today, it counts half that amount (16,326). Even TechCrunch’s link authority as measured by Technorati is down by several thousand links, yet its relative position in the overall ranking (No. 3) hasn’t moved.
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In its annual state of the blogosphere last year, Technorati revealed that it had indexed 133 million blog records since 2002. In March 2008, Universal McCann published a report that indicated 184 million blogs worldwide were created, with 346 million people reading blogs globally.
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Blogging is entrenched in the mainstream. Indeed, consumers, businesses, content publishers, and media channels are embracing blogs as a way of engaging existing and reaching new readers to build an ecosystem around relevant conversations. It’s the convergence of dialog and journalism, creating a new generation of interconnectedness between publisher and community.
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So why do I believe that blog authority is losing its authority?
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It goes back to the definition of authority. Links from blogs are no longer the only measurable game in town. Potentially valuable linkbacks are increasingly shared in micro communities and social networks such as Twitter, Facebook, and FriendFeed and they are detouring attention and time away from formal blog responses.
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As the social Web and new services continue the migration and permeation into everything we do online, attention is not scalable. Many refer to this dilemma as attention scarcity or continuous partial attention (CPA) – an increasingly thinning state of focus. It’s affecting how and what we consume, when, and more importantly, how we react, participate and share. That something is forever vying for our attention and relentlessly pushing us to do more with less driven by the omnipresent fear of potentially missing what’s next.
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We are learning to publish and react to content in “Twitter time” and I’d argue that many of us are spending less time blogging, commenting directly on blogs, or writing blogs in response to blog sources because of our active participation in micro communities.
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With the popularity and pervasiveness of microblogging (a.k.a. micromedia) and activity streams and timelines, Twitter, Facebook, FriendFeed and the like are competing for your attention and building a community around the statusphere – the state of publishing, reading, responding to, and sharing micro-sized updates.
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This new genre of rapid-fire interaction is further distributing the proverbial conversation and is evolving online interaction beyond the host site through syndication to other relevant networks and communities.
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In most cases attention for commenters at the source post are competing against the commenters within other communities. Those who might typically respond with a formal blog post may now choose to respond with a tweet or a status update.
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Attention is engaged at the point of introduction, and for many of us, we’re presented with worthwhile content outside of our RSS readers or favorite bookmarks. Relevant and noteworthy updates are now curated by our peers and trusted or respected contacts in disparate communities that change based on our daily click paths.
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Retweets (RT) and favorites in Twitter, Likes and comments in FriendFeed and Facebook, posting shortened links that connect friends and followers back to the source post, have changed our behavior and empowered our role in defining the evolution of the connectivity and dissemination of information.
Now, we have the ability to instantly interact with, respond, or promote blog content away from the source blog, but that shouldn’t make the original post any less valuable. In fact, while blog authority isn’t capitalizing on these new sources for linkbacks, link authority is still affected, no matter the source, and helps increase the visibility and weight of the host blog in search engines.
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The immediacy of publishing, sparking dialog, and receiving responses only reinforces this behavior. And, it encourages participation without having to write a blog post tracking back to the originator of each discussion. So, posts are missing out on a trove of valuable linklove from other blogs that would otherwise have contributed to their authority
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Think about it.
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There are supposedly 133 million blogs created, with far less in real use today. There are reportedly 175 million users on Facebook and another six million (and growing) on Twitter. The online social populace is necessitating the need for a new generation of establishing and measuring authority in the blogosphere before current blog metrics inaccurately paint a grim picture that they’re influence is declining—again as measured today.
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One blog post can spark a distributed response in the respective communities where someone chooses to RT, favorite, like, comment, or share. These byte-sized actions reverberate throughout the social graph, resulting in a formidable network effect of measurable movement and activity. It is this form of digital curation of relevant information that binds us contextually and sets the stage to introduce not only new content to new people, but also facilitates the forging of new friendships, or at least connections, with the publisher in the process.
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With the right tools, everything is measurable.
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BackType tracks tweets associated with a source URL regardless of the shortener used to link back to it. twInfluence measures Twitter influencers, not just by followers, but also by reach, velocity, social capital and centralization. Retweetist tracks the most “retweeted” people, URLs, and also those who actively “RT” others. Tweetbacks, Disqus, and Chatcatcher are tracking related tweets and directly connecting and listing them as traditional trackbacks at originating blog posts.
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FriendFeed already released APIs and with Facebook opening up the News Feed to developers, apps will emerge that can track blog posts by volume of likes and shared links.
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At SXSW, Klout will debut a new service that helps bloggers and content publishers measure Link Authority and a conversation index by tracking the frequency of shared URLs tied to the weighted stature of those sharing them compared to other links shared during the same time frame. The service will eventually provide a foundation to compare source URLs ranked within the service over time.
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The ideas are abundant.
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Shortly before publishing this post, I contacted Richard Jalichandra, CEO of Technorati, and we discussed the future of blog authority in the era of micromedia. His response was positive and immediately revealed that the team is actively entrenched in the creation of a modified platform that embraces widespread, distributed linkbacks to blog posts in order to factor them into the overall authority for affected blogs. He also, on the spot, set up a briefing to review where they’re at in terms of development as well as new options to factor into the equation.
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Widespread blog responses are dwindling in favor of micro responses.
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Authority within the blogosphere demands a new foundation to measure rank and relevancy that is reflective of the real world behavior and interaction of those who are compelled to link back to the post and extend its visibility in new, engaging, and prominent communities.
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Blog authority as measured by Technorati is declining. However, blog authority as measured by links is booming. It’s now more authoritative than ever before as bloggers can reach and resonate with new readers outside of their traditional ecosystem to cultivate a dispersed community bound by context, centralized links, and syndicated participation. Microblogging will only grow in importance and prevalence. It’s just a matter of embracing the inevitable and measuring the linklove beyond the blogosphere.
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But forget about blogs. This discussion begets a bigger question. Will we need a separate Technorati-type index for measuring the authority of content publishers on Twitter and other micro-media in their own right? Of course we do.
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(Photo by Humbolthead
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http://www.techcrunch.com/2009/03/10/are-blogs-losing-their-authority-to-the-statusphere/
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Passado, presente e futuro da informação, por Thomas Baekdal





Digestivo nº 429 Passado, presente e futuro da informação, por Thomas Baekdal

Para profissionais de comunicação perdidos – como quase todos hoje –, Thomas Baekdal, editor da revista que leva o seu nome, criou uma interessante linha do tempo. Reconstituindo o papel da informação em nossas vidas desde o século XIX, e de maneira gráfica, Baekdal consegue organizar uma história que, por escrito, pode parecer mais complicada. Em seu post entitulado “Where is Everyone?” (Onde está todo mundo?), ele se propõe a ajudar comunicadores que ainda desejam contatar seu público, arriscando, inclusive, alguma futurologia. Voltando no tempo, Baekdal explica que, antes do século XIX (antes dos impressos), predominava a comunicação “face a face”. Com a chegada dos jornais, do século XIX em diante, se você quisesse informação, tinha de ler a respeito. A partir das primeiras décadas do século XX, o rádio foi roubando espaço dos jornais, que eram predominantes – mas o impacto maior, sobre os impressos, viria a partir de meados do século passado, com a televisão. A TV reinou até o fim do século XX, quando surgiu a internet. A Web da década de 1990 obrigava todo mundo a ter um site, e tirava o consumidor de informação de sua passividade, obrigando-o a escolher por onde navegar. Mas a internet continuaria sua evolução, com a Web 2.0, em meados dos anos 2000 – dos blogs às redes sociais. Você não escolheria mais qual informação receber, mas, sim, qual informação não receber (dado o enorme fluxo de informações). Mais para o fim dos anos 2000, surgiria o Twitter – e, no lugar da “blogosfera”, a “statusfera”. A TV deixaria de ser a primeira fonte de informação... Até hoje. No futuro (não tão distante), Baekdal prevê que cada um de nós será uma “central” – de geração, distribuição e consumo de informações. Sem intermediários: sem jornalistas e sem meios de comunicação. E ao vivo, com streamings de áudio e vídeo – via celular. Thomas Baekdal, no Brasil, seria chamado de “xiita”. O pior é que ele não inventou nada, apenas organizou o que, nos seus gráficos, qualquer um agora pode enxergar. Até profissionais de comunicação... 

domingo, 27 de dezembro de 2009

Das mentiras que executivos de jornal contam a si próprios




Digestivo nº 435 >>> Das mentiras que executivos de jornal contam a si próprios

Numa verdadeira encruzilhada, entre desaparecer como papel, vender seu conteúdo ao Kindle da Amazon e fechar seus sites na internet, os jornais, como empresas que são, talvez tenham um problema ainda maior: de cultura. Quem afirma é Judy Sims, uma blogueira de Toronto, que se especializou em mídia on-line. Em “10 mentiras que os executivos de jornal estão contando a si próprios”, Sims conclui que talvez os jornais não tenham mesmo salvação – por um problema, como diz o pessoal da publicidade, “de DNA”. Primeiro, os executivos de jornal disseram que poderiam administrar a “mudança de paradigma” mantendo a organização unida. Judy Sims discorda: as operações de internet dos jornais nunca vão deixar de ser deficitárias, se ficarem eternamente sob o “guarda-chuva” da edição em papel... Em segundo lugar, as forças de vendas dos jornais não estão conseguindo vender anúncios para a edição impressa junto com anúncios on-line. O ideal, segundo Sims, seria, justamente, separar as forças de vendas. Conclusão: juntar “impresso” mais “internet”, tanto para jornais quanto revistas, gera acomodação nos sites (dessas empresas), que desistem de lutar para sobreviver (sendo que o papel vai acabar...). Em terceiro lugar, o Google não está matando os jornais, como muitos dizem – se alguém matou os jornais, lá atrás, foi o Craigslist (o maior site de anúncios da internet). Quarto: “fechar o nosso site criará ‘escassez’ e valorizará seu conteúdo” – outra mentira, segundo Sims, porque quando não conseguirem entrar, os internautas vão simplesmente procurar (e ler) em outro lugar... Quinto: “nossos leitores já pagaram por notícias antes; um dia voltarão a pagar” – Sims ironiza: “Será que pagaram? E será que um dia eles vão voltar?”. Sexto: “receitas on-line não são suficientes para sustentar as nossas redações” – verdade, brinca Sims; por isso os jornais têm de diminuir suas redações... Sétimo: “ninguém faz reportagens como nós, jornalistas” – Sims: “O blogueiro que melhor cobre a parte policial de Chicago, hoje, tem... 16 anos!”. Oitava mentira: “nossos leitores não são confiáveis, quanto mais essa história de ‘jornalismo colaborativo’...” – Sims: “seus leitores só irão se desenvolver se um dia vocês mesmos deixarem...”. Nona: “a democracia estará ameaçada sem os jornais” – Sims? “Lamento informar que esse ‘vácuo’ será preenchido, de algum modo...”. Décima (e última): “eu, como jornalista, posso dar um banho nesses blogueiros de agora, mesmo estando off-line”. Sims? “Pare de sonhar, jornalista, e olhe em volta: você acaba de ficar obsoleto”. 
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The Guardian contrata blogueiros para fazer jornalismo






Digestivo nº 439 >>> The Guardian contrata blogueiros para fazer jornalismo
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E mais um capítulo da guerra sem fim entre jornalistas e blogueiros teve lugar nas últimas semanas, com o anúncio do Guardian, um dos maiores jornais do Reino Unido (e um dos maiores na internet em língua inglesa), contratando blogueiros para produzir notícias locais a partir de algumas capitais do mundo, não exigindo mais formação, ou mesmo experiência, em jornalismo. Que a internet já vinha dando sucessivos golpes na prática do jornalismo tradicional, ninguém hoje duvida, mas que uma empresa de mídia, com sua fundação ligada a um grande jornal, reforçasse a supremacia dos blogueiros – no métier jornalístico –, ninguém imaginaria. Independente da discussão mesquinha, invariavelmente levada para o lado pessoal, o anúncio é, mesmo que simbolicamente, também um golpe sobre a afirmação de que apenas jornalistas, de papel, sabem fazer “cobertura local” – algo que, até há pouco, era, inclusive, uma justificativa para a manutenção do status quo de redações onde, como notoriamente se sabe, a maioria sequer pisa na rua, passando longas horas na frente do computador, quando não “reprocessando” press releases (para reimprimi-los no dia seguinte). E a iniciativa do Guardian vem a calhar, no Brasil, quando a poeira do fim da exigência de diploma, para a prática de jornalismo, ainda não assentou, com protestos de burocratas da profissão, que fingem não enxergar que podem estar sendo, neste momento, ultrapassados por alguém com um computador e uma conexão à internet... O Guardian vai pagar os blogueiros e uma suspeita de que estaria preparando um portal com notícias locais de grandes cidades, subitamente, está à beira da confirmação. Numa demonstração de sabedoria, a nova empresa de mídia (o “ex-jornal”) deixou de competir com os impressos e se preocupa, atualmente, em garantir uma supremacia na internet (que, há anos, é mais importante que as bancas de jornal). No Brasil, contudo, ainda se lançam novos jornais de papel, e se oferecem velhos jornais a preços à la carte (quando os internautas não os querem nem de graça). Quem sabe, o Guardian ensine aos nossos jornalistas que, no lugar de ficar implicando com a blogosfera (e as mídias sociais), deveriam se aliar aos blogueiros, enquanto é tempo...
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>>> Guardian Hiring Bloggers For Local News Network

Steve Jobs, o CEO da década, segundo a Forbes / Passado, presente e futuro das mídias sociais, por Erik Qualman






Digestivo nº 441 >>> Steve Jobs, o CEO da década, segundo a Forbes

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“Jovem fundador leva um ‘pé’ da própria empresa nos anos 80, retorna nos 90, e na próxima década – enquanto sente o bafo da morte duas vezes, passa por um forte escândalo financeiro e refaz sua linha de produtos –, torna-se a personalidade dominante em quatro indústrias diferentes, bilionário várias vezes, e o presidente da empresa mais valiosa do Vale do Silício”. Assim abre Adam Lashinsky, editor da Forbes, que, em sua última edição, acaba de eleger Steve Jobs, fundador e presidente da Apple, o “CEO da década”. Jobs, sugere Lashinsky, é o ser humano mais próximo, em nossa época, de ter o toque de Midas. Nos últimos dez anos, redefiniu, simples e apenasmente, três mercados: o de música, o de filmes e o de celulares (sem contar o impacto em seu mercado de origem, o de computadores). Além de homem de negócios, Jobs é hoje uma celebridade. Alguém que conseguiu levar seu sloganThink different – ao pé da letra, impondo um design de bom gosto, invadindo o “varejo” com lojas elegantes e redefinindo até o papel da propaganda. O que o move, segundo Larry Ellison, CEO da Oracle, um amigo próximo, não é o dinheiro – mas, desconfia a Forbes, sua paixão pela Apple (seu “primeiro amor”) e uma possibilidade de, através dela, efetivamente mudar o mundo. Se em 2000, quando Jobs lançou a estratégia do “digital lifestyle”, a Apple valia 5 bilhões na bolsa, hoje, menos de uma década depois, ela vale 170 bilhões de dólares (um pouquinho mais que o tão falado Google). Já Jobs, quando vendeu a Pixar à Disney em 2006 por 7,5 bilhões, tornou-se, magicamente, o maior acionista “pessoa física” da empresa que detém os direitos do Mickey. “Será que ele vai se sentir tão confortável no mainstream, nos próximos dez anos, quanto se sentiu no underground, nas décadas passadas?”, indaga a mesma Forbes. Larry Page e Sergey Brin, os dois fundadores do Google, recentemente declararam, à revista New Yorker, que Steve Jobs é seu herói. E o mundo se pergunta, neste momento, qual será o próximo passo do gênio... Se ele sempre evitou se expor, e guardou seus segredos até o último minuto, não temos como adivinhar, resigna-se a mesma reportagem da Forbes
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>>> The decade of Steve







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“As tais mídias sociais são apenas uma moda passageira?”, começa perguntando o vídeo de Erik Qualman, um escritor americano de ficção e livros de business, que circula pela internet através do YouTube e que foi recentemente traduzido, para o português brasileiro, pelo blog Sedentário & Hiperativo. Tirando o exagero de que as mídias sociais seriam “a maior novidade desde a revolução industrial”, a animação de Qualman compila algumas estatísticas interessantes sobre o uso da WWW. O vídeo parte do pressuposto de que, a partir de 2010, a geração Y, a da internet, terá superado a de baby boomers em número – e chama a atenção para o fato de 96% dessas pessoas já fazerem parte de alguma “rede social”. Qualman lembra que a pornografia reinou absoluta na Grande Rede, desde a década de 90, mas que foi, finalmente, sobrepujada... pelas redes sociais. As estocadas na velha mídia, naturalmente, não poderiam ficar de fora e Erik Qualman afirma que, para atingir 50 milhões de pessoas, o rádio demorou 38 anos, a televisão, 13 anos, a internet, 4, o iPod, 3... enquanto que o Facebook – o possível sucessor do Orkut no Brasil – agregou 100 milhões de pessoas em menos de um ano. Consagrou, ainda, aquela famosa frase: “Se o Facebook fosse um país, ele seria, hoje, o quarto maior do mundo, atrás de China, Índia e Estados Unidos”. E se a “adolescência” do Facebook não convenceu o espectador, Qualman chega com a informação de que 80% das empresas – brasileiras também? – estão usando o LinkedIn, uma rede social de trabalho, para contratar seus empregados. E o Twitter? No microblog, os usuários com mais seguidores têm mais gente atrás deles do que as populações de países como Irlanda, Noruega e Panamá. O próprio YouTube, de acordo com Qualman, se converteu no segundo maior mecanismo de busca do mundo, com um acervo de 100 milhões de vídeos. E a Wikipedia não fica muito atrás, com 13 milhões de verbetes, sendo que 78% deles não estão em inglês. Sem contar, evidentemente, os 200 milhões de blogs – que cresceram, justamente, porque 78% dos consumidores hoje confiam mais em opiniões de pessoas como eles (enquanto só 14% confia em propaganda tradicional). O Kindle? 35% dos livros vendidos na Amazon já estão indo direto para o mais conhecido leitor de e-books – enquanto 24 dos 25 maiores jornais do mundo estão sofrendo quedas históricas em sua circulação... Erik Qualman, finalmente, conclui que as mídias sociais não são um modismo, mas, sim, uma mudança fundamental no jeito como nos comunicamos. 
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Murdoch versus Google






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Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados... O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou. Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal). Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?
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News Corp. Weighs an Exclusive Alliance With Bing

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sexta-feira, 24 de julho de 2009

AutoResponders Take a Step Forward

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AutoResponders Take a Step Forward

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We've upgraded some of the FeedBlitz autoresponder features this week; seems like there's a lot of interest in this area of our automated email marketing services all of a sudden. We're not done with the work here, but the changes to date are worth noting if you're an autoresponder fan..
1. You can now subscribe directly to an Autoresponder
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Before, FeedBlitz autoresponders were designed to start only when a subscriber activated a "parent" newsletter subscription. That restriction has been lifted, so now you can use the autoresponder as a simple lead capture form, or the kick-off for an email course, without having to sign the user up for a newsletter first. There's a new menu entry at Responders HTML Form Code to enable this. When a subscriber signs up they still have to go through our mandatory dual opt-in process, but on activation they'll be sent the first autoresponder entry and then the rest in sequence.
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2. Autoresponder subscriber import added
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You can now import subscribers into your autoresponder, which you also couldn't do before. As each subscriber is added to the list, they're sent the first entry of the autoresponder which then continues in order. Imports to autoresponders follow the same strict requirements, including black list suppression and a mandatory opt out note and more, as required by our standard newsletter import process.
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4. Auto branding of newsletter-triggered emails
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For simple "thank you" or incentive reward autoresponders triggered by a newsletter subscription activation, the autoresponder will use the parent newsletter's template, saving you the effort of having to duplicate a template just for the autoresponder. It also allows you to use the same autoresponder for differently branded newsletters and the autoresponder's branding will be correct for whatever newsletter the subscriber joins.
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4. Autoresponders only appear in the "Responder" tab
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Before they could "leak out" into the Newsletter tab - that's been changed. If you want to deal with an autoresponder, you have to be on the Responder tab, whereas our automatic RSS to email newsletters are only on the Newsletters tab. It eliminates a potential source for confusion.

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© FeedBlitz, LLC. Originally published at FeedBlitz News
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