Discurso de Lula da Silva (excerto)

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domingo, 27 de dezembro de 2009

Murdoch versus Google






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Desde que os jornais começaram a morrer nos Estados Unidos, a acusação mais frequente contra o Google tem sido a de que o gigante da internet “monetiza” suas buscas em cima do conteúdo de empresas jornalísticas. Isso se alguém considerar que citar um trecho de uma página da Web, associado a determinadas palavras-chave, com eventuais anúncios, seja algo próximo de... pirataria. A verdade é que a WWW esteve aberta para todos os experimentos, desde sempre, mas o Google encontrou uma forma de ganhar rios de dinheiro, que a grande imprensa não encontrou – e agora os perdedores, obviamente, se sentem lesados... O último capítulo dessa alardeada briga pode: ou mudar os rumos da veiculação de conteúdo na internet; ou acabar num acordo entre cavalheiros e não alterar nada. O fato é que Rupert Murdoch, o magnata da News Corp. – que já criticou os jornalistas antes, em favor do mundo on-line –, vem ameaçando fechar o conteúdo de seus jornais, porque a “farra” de consumir informação de graça, na WWW, vem corroendo seu modelo de negócio. Se isso era uma indireta para o Google, a empresa não se manifestou. Foi, então, que Jason Calacanis – pai do Weblogs, Inc., hoje desenvolvendo o Mahalo – “ventilou”, de graça, em seu videocast, uma ideia para Mudorch. Jason disse que, se fosse o magnata australiano, proibiria o Google de “indexar” seu conteúdo e, ao mesmo tempo, se aproximaria da Microsoft, oferecendo exclusividade ao seu serviço de busca – que fechou recente acordo com o Yahoo! –, o Bing. Pois, não passou muito tempo e o New York Times noticiou que a empresa de Bill Gates e a News Corp. deram início a “conversações”, para um possível acordo nesse sentido. Jason, em sua fala original, ia além: conclamava outras grandes empresas jornalísticas a fazer o mesmo e apostava que, se isso acontecesse, seria um “momento histórico” (para o bem e para o mal). Desde o fim de novembro, o Twitter, os blogs e mesmo o mainstream media discutem os impactos de uma associação Murdoch-Microsoft. Entre as mais variadas hipóteses e os cansativos “especialistas em social media”, Seth Godin, o guru da publicidade na internet, foi o mais certeiro até o momento: “Você nunca cobra, de uma mecanismo de busca, para que ele desvie tráfego para as suas páginas, você o paga. E se você está no negócio de mídia e não consegue mais chamar a atenção do seu público, você deveria mudar de ramo. Cobrar para obter atenção possivelmente não te trará nenhum dinheiro, nem atenção”. “Rupert Mudoch entendeu tudo errado”, Seth Godin proclama. Será?
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News Corp. Weighs an Exclusive Alliance With Bing

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