Discurso de Lula da Silva (excerto)

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sábado, 5 de janeiro de 2013

Direcção-Geral da Saúde aconselha “dez decisões alimentares para 2013”



Água, sopa ou investir nas capacidades culinárias são algumas das sugestões. DGS diz que as "decisões simples e fáceis" são preferíveis a "grandes mudanças".


Comer sopa a todas as refeições principais é um dos conselhos ADRIANO MIRANDA

Em pleno arranque do novo ano, altura em que as resoluções se multiplicam, a Direcção-Geral da Saúde decidiu publicar um documento com “dez decisões alimentares para 2013”, justificando que neste campo “é preferível pensar em decisões simples e fáceis de realizar ao longo de 2013 do que em grandes mudanças. E, se possível, que sejam promessas saborosas, fáceis de executar e económicas”.
O primeiro conselho da Direcção-Geral da Saúde (DGS) passa por “fazer da água a principal bebida do dia, já que “permite hidratação correcta sem excesso calórico, ajuda a regular a temperatura corporal, permite óptimo desempenho físico e intelectual, contribui para a adequada regulação da pressão arterial e ainda uma pele sadia”.

Em segundo lugar, a grande amiga de todas as refeições ao longo do ano deve ser a “sopa de hortícolas, que em alguns casos se pode até transformar na refeição principal com a adição de leguminosas (feijão, grão, ervilhas), carne ou peixe”. Em terceiro lugar, a DGS sugere que se “inclua leite e lacticínios nas pequenas refeições ao longo do dia”. “Apenas um copo de leite possui cerca de 28% do cálcio necessário por dia para um adulto, 24 % da Vitamina D, 22% do fósforo...ou seja, o leite é um super alimento de baixo custo e facilmente disponível de manhã ou em qualquer hora do dia”, acrescenta a DGS.

A escolha do pão integra o quatro conselho e, segundo este organismo, pode ser utilizado nas pequenas refeições ou a acompanhar o almoço ou o jantar, mas deve ser “de preferência de mistura” para ser mais rico em fibras. “Ao contrário da maioria das bolachas, croissants e outros produtos de pastelaria, o pão possui valores reduzidos ou nulos de gordura e açúcar, o que deveria fazer dele o alimento central das pequenas refeições ao longo do dia”, justifica a DGS.

Investir nas capacidades culinárias é o quinto truque referido pela DGS para cozinhar refeições “nutricionalmente equilibradas” e que sejam também saborosas e rápidas. Em sexto lugar surgem as compras de proximidade que permitem optar por alimentos frescos e por ajudar a comunidade local. “Leve sacos de casa, ajude o meio ambiente e não utilize o carro. Faça, ainda, exercício moderado nestes percursos”, diz a DGS. A fruta – uma “óptima opção, prática e económica” – deve acompanhar as pausas no trabalho e é o sétimo conselho.

Em oitavo lugar surgem sugestões como experimentar novos sabores e actividades, plantando por exemplo ervas aromáticas em casa: “Além de poupar algum dinheiro, pode proporcionar momentos de descontracção e divertimento em família. O uso destas ervas permite, ainda, reduzir o sal que adiciona na confecção dos alimentos e manter um sabor agradável. Experimente colocar hortelã na sopa de legumes”.

A actividade física, como trinta minutos de caminhada diária, compõe a nona sugestão, sendo uma solução para a “redução da pressão arterial, do colesterol e bem-estar mental”. Por fim, em décimo lugar, a DGS apela a que “desconfie de soluções milagrosas para comer de forma equilibrada ou perder peso em pouco tempo e sem esforço”, defendendo que a alimentação saudável deve ser vista como um “investimento a médio prazo”.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Vencendo os mitos da Aids: portadores de HIV se tornam avós


Geral

1 de Agosto de 2010 - 15h28

Quem recebe a notícia de que está com HIV, em geral, tem toda a vida desestruturada. Mas, depois que a poeira baixa, quem segue um tratamento adequado pode viver uma situação bem melhor. De acordo com pesquisa da Casa da Aids do Hospital da Clínicas de São Paulo, a maioria das pessoas que descobriram a doença há dez anos ou mais hoje está num relacionamento estável, trabalha e mantém uma vida social ativa.

Por Mariana Desidério, no
Terra Magazine

Para a diretora da Casa da Aids, Eliana Gutierrez, os dados são surpreendentes. "A gente realmente não imaginava", diz. Em números, são 75% dos pacientes trabalhando, 68% vivendo com família ou amigos e 59% em relações amorosas estáveis. Destes, dois terços fazem sexo com quem não tem o vírus e 90% contaram ao parceiro que são portadores do HIV.

O que explica os bons resultados, segundo a diretora da instituição, é o tratamento. "Estas pessoas estão usufruindo hoje dos benefícios da medicação", conta. O fato de terem recebido o diagnóstico há bastante tempo também é importante. "O diagnóstico tem um poder de desorganização de todos os domínios da vida que não é pequeno. Essas pessoas já passaram pela fase do choque do diagnóstico", afirma a diretora.

Para ela, um dos méritos da pesquisa é mostrar o que pode acontecer com um soropositivo após esse choque inicial. "Muitas vezes, quando as pessoas recebem o diagnóstico e iniciam o tratamento, não conseguem enxergar o que vai acontecer dali alguns anos. Nós estamos mostrando o que pode ocorrer com pessoas que já têm diagnóstico há muitos anos e já estão em tratamento", diz.

Quem tem HIV também está envelhecendo. A média de idade dos pacientes da Casa da Aids é de 44 anos. "É possível envelhecer com Aids, envelhecer mesmo, ir ficando velho. Muitos dos meus pacientes já têm netos, e eu ainda não tenho. Está acontecendo um envelhecimento da epidemia e um dos fatores é que as pessoas que vivem com HIV e fazem o tratamento estão sobrevivendo muito tempo", afirma Eliana.

O outro fator que explica este envelhecimento não deve ser comemorado. A diretora da Casa da Aids explica que, diferente dos jovens, que cresceram ouvindo sobre a importância dos preservativos, as pessoas mais velhas não têm o hábito de usá-los. O resultado é que quem tem mais idade está contraindo o vírus.
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

Criança, TV e batata frita Sidnei Liberal

Colunas

Vermelho - 28 de Julho de 2010 - 0h10

Criança, TV e batata frita

Sidnei Liberal *

15% das nossas crianças já são consideradas obesas e 30% estão acima do peso normal para a idade. Em todo o mundo, pelo menos 42 milhões de crianças com menos de 5 anos estarão obesas ou acima do peso até o fim deste ano de 2010. Destas, quase 34 milhões vivem em paises em desenvolvimento, como o Brasil. São dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgados em matéria de Carolina Khodr, especial para o Diário de Pernambuco1de 17/07/2010.  Outro dado a ser avaliado: 50% da publicidade na TV são dirigidas às crianças. É aí onde a criança é estimulada ao uso do refrigerante, que contém cerca de 3 colheres de sopa de açúcar. Há outra colher para cada bola de sorvete. Cada biscoito recheado contém 60% do seu peso em açúcar.
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Cifras preocupantes de gordura saturada dão a cremosidade e o sabor aos biscoitos recheados, aos sorvetes, salsichas e pizzas. O sal de uma Coca-cola “zero”, de um salgadinho, pizza, salsicha, altera o equilíbrio hídrico do organismo da criança, com retenção de líquido e aumento do peso corpóreo e da pressão arterial. O aumento do consumo de refeições industrializadas e de alimentos com excessos de açúcar, sal e gordura é um risco para a saúde e assusta os especialistas. São os riscos que a publicidade desses tipos de produtos agora é obrigada a deixar claro ao consumidor. É a nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quem diz.
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Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostra uma progressiva queda no consumo de alimentos saudáveis, substituídos por produtos industrializados e refeições prontas. São estes os novos vilões de uma alimentação inadequada, por excesso de açúcar, sal e gordura, que, consumidos com frequência, são responsáveis por sérios problemas de saúde. Informações que justificam as novas regras da Anvisa, que introduzem veiculações de alertas nos comerciais de televisão e rádio. Um texto como “o produto tal contém muito açúcar e, consumido em grande quantidade, aumenta o risco de obesidade e cárie dentária”, será corriqueiro em nossas guloseimas.
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Além disso, a Anvisa estabeleceu limites para os constituintes de cada classe de alimentos. Assim, num pacote de 100 gramas de biscoitos recheados, que contém cerca de 60gramas de açúcar, a doçura não pode mais passar de 15 gramas. Nos salgados, o limite de gordura saturada passa a ser de 5%. De sal (sódio), apenas 0,4%. Razões sobram ao governo para incidir numa desordem alimentar que, de acordo com a OMS, leva mais de 45% da população brasileira ao excesso de peso e cerca de 20% à obesidade. Excesso de peso e má alimentação desencadeiam problemas cardiovasculares, responsáveis principais pelos óbitos no País.
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Como explica a Anvisa, os brasileiros, especialmente os jovens, “são muito influenciados pelas propagandas. A iniciativa da Anvisa visa a proteger os consumidores da omissão de informações e da indução ao consumo exagerado”. E "os alertas nas propagandas vão possibilitar a reflexão do consumidor, para que ocorra uma mudança de comportamento, desestimulando os excessos. Essa medida reflete a capacidade e o dever do Estado de proteger a população".
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Informa Carolina Khodr que em sua última assembleia, realizada em Genebra, 2010, a OMS “recomendou que os países adotassem medidas para reduzir o impacto da propaganda de alimentos pouco nutritivos sobre as crianças, já que as escolhas delas influenciam em até 80% as compras feitas pela família”. As crianças, segundo fonte da Fundação Oswaldo Cruz, “são estimuladas por sons, cores e imagens, são tentadas pelas logomarcas e seduzidas pelos presentes oferecidos com os alimentos". Como conseqüência, altos riscos de alterações metabólicas, obesidade, hipertensão arterial.
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Há na matéria do bravo e eterno Diário de Pernambuco uma pequena menção à responsabilidade compartilhada da mídia, em especial a Televisão, por este risco à saúde dos nossos adultos e da nossa infância. A preocupação é procedente e não poderia estar ausente do debate nacional no atual cenário eleitoral. Pautar sua discussão, entretanto, não é fácil. É o que demonstra a irada reação dos donos do poder midiático a um programa prévio de uma das candidaturas a presidência, por conter indícios de discussão sobre o papel dos meios de comunicação no Brasil. À luta, pais!
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(1) http://www.diariodepernambuco.com.br/2010/07/17/brasil6_0.asp
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quarta-feira, 14 de julho de 2010

Os jovens africanos são o motor de uma "revolução" que está a travar a sida


Relatório da Onusida publicado ontem

13.07.2010 - 12:32 Por Francisca Gorjão Henriques
Jovens africanos são os actores de uma "revolução" na travagem das infecções por VIH, diz um relatório da Onusida publicado ontem. Nos 25 países mais afectados, há sinais evidentes de um recuo nos que têm entre 15 e 24 anos, sobretudo na África Subsariana.
 
 (Acess to Life)


"A prevalência do VIH entre os jovens está a baixar em vários países- chave", lê-se no relatório anual do Programa das Nações Unidas sobre o VIH. "Os jovens mostraram que podem ser os agentes da mudança na revolução da prevenção".

Dos 25 países mais afectados pelo vírus da sida, 16 conseguiram (ou estão prestes a conseguir ainda este ano) fazer baixar em 25 por cento a incidência entre os jovens. O recuo "é essencial para quebrar a trajectória da epidemia da sida", continua.

O relatório avança com as explicações para esta taxa de sucesso: uma mudança significativa no comportamento sexual em 13 países, que passa por uma entrada mais tardia na vida sexual activa, por uma redução no número de parceiros sexuais e por uma "utilização acrescida" do preservativo entre os jovens com vários parceiros.

A Onusida (que coordena as várias agências das Nações Unidas envolvidas na luta contra a doença) estima que cinco milhões de jovens entre os 15 e os 24 anos contraíram o VIH. Em 2008 registaram-se 900 mil novas infecções nesta faixa etária (60 por cento mulheres). E dos que neste grupo já estão infectados, quase 80 por cento (quatro milhões de pessoas) vivem na África Subsariana. Daí que seja particularmente importante que tenha sido nos países desta região que os números começaram a baixar.

Estes países "atingiram ou esperam atingir o objectivo internacional de redução de 25 por cento da prevalência do VIH entre os jovens, estipulado pela Conferência Internacional [das Nações Unidas] sobre População e Desenvolvimento, em 1994", continua o relatório.

Onusida falha prevenção

Entre os que conseguiram estão o Botswana, Costa do Marfim, Etiópia, Malawi, Namíbia, Zimbabwe e sobretudo o Quénia, com uma quebra de 60 por cento entre 2000 e 2005. E entre os países que esperam conseguir fazê-lo até ao fim deste ano estão o Burundi, Lesotho, Ruanda, Suazilândia, Baamas e Haiti.

Mas alguns analistas afirmam que a Onusida não poderá congratular-se com os resultados, porque a agência insistiu sobretudo na compra de medicamentos e não na prevenção, realça a AP. "Graças à asneira estratégica da ONU, há muito mais pessoas agora infectadas do que estariam caso se tivessem concentrado na prevenção mais cedo", condenou Philip Stevens, especialista em Saúde da International Policy Network.

A agência refere que este relatório vem dar mais provas de que a incidência da sida teve o seu pico há mais de uma década e que agora está em declínio, uma vez que no ano passado se referia que nos últimos dois anos o número de pessoas infectadas pelo VIH se tinha ficado pelos 33 milhões.

Outra crítica feita à Onusida diz respeito à forma como os investimentos no combate à sida desviam recursos necessários para outras doenças.

Stevens adianta que, se é verdade que mais pessoas a terem acesso a medicamentos contra a doença significou salvarem-se muitas vidas, também se registou uma distorção nos gastos públicos.

A sida é responsável por quatro por cento das mortes, mas recebe 20 por cento do dinheiro investido na saúde pública.

A Onusida defende que dez milhões de mortes podem ser evitadas até 2025, e um milhão de novas infecções todos os anos, se os objectivos que estabeleceu de combate à doença forem levados a sério.

Notícia substituída às 10h55, 14/07/2010
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domingo, 11 de julho de 2010

Cuba tem menor índice de mortalidade infantil da América Latina

América Latina

Vermelho - 7 de Julho de 2010 - 15h49

Apesar do bloqueio econômico e comercial que os Estados Unidos mantêm contra Cuba, o país caribenho goza do menor índice de mortalidade infantil até o primeiro ano de vida na América Latina. A conquista se deve aos massivos planos de saúde e bem-estar social que governo da Ilha implementa para o benefício de sua população.

Nesse sentido, o presidente da Associação Mundial de Pediatria, Chok-wan Chan, afirmou, na semana passada em Cuba, que os indicadores de mortalidade infantil de Cuba são melhores que em países desenvolvidos com rendas muito mais elevadas.

Chan assegurou durante sua explanação na Oficina Internacional “Experiência em Atenção à Saúde Infantil”, que as estatísticas cubanas desse setor são superiores se comparadas às dos Estados Unidos.

Considerou também que Cuba é um bom exemplo de realização de indicadores positivos, como o desenvolvimento em seu sistema de saúde universal e gratuito, o nível educacional alcançado por toda a população e a atitude pró-ativa de seus profissionais.

Segundo informou o portal de notícias internacionais TeleSur, a diretora do Departamento de Saúde Infantil e de Adolescentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Elizabeth Mason, afirmou que somente o sistema de saúde da Inglaterra pode ter resultados tão positivos com o de Cuba.

Ela disse também que a OMS está trabalhando conjuntamente com o Ministério da Saúde Pública da Ilha para contar esta história – de maneira que se possa utilizar a experiência cubana para ajudar outros países da região, registrou o site Cubadebate.

Mesmo com o bloqueio econômico e comercial imposto pelos EUA, que trouxe perdas a milhares de cubanos, além de limitar o acesso a medicamentos e outros recursos, Cuba registra uma taxa de mortalidade infantil de 4,8 crianças para cada 1.000 nascidas vivas.

De acordo com fontes oficiais cubanas, o bloqueio tem causado um dano econômico a Cuba de aproximadamente US$ 96 bilhões – o que representaria, no câmbio atual, cerca de US$ 236 bilhões.

Cuba fechou o ano de 2009 com uma taxa de mortalidade infantil de 4,8 crianças por cada mil nascidas vivas, em meio à pandemia provocada pelo vírus da Gripe A. Os resultados obtidos representam a segunda menor taxa na história do país, depois de 2007.

Há municípios no interior de Cuba que conseguiram reduzir a taxa de mortalidade infantil até um ano de vida a zero. A Gripe A mostrou sua maior força contra as gestantes e recém-nascidos (os primeiros 42 dias depois do parto), as crianças menores de um ano de idade e as pessoas com enfermidades crônicas.

Em outubro de 2009, a diretora geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, também manifestou que sua visita à Ilha era de grande importância “para ver e aprender sobre os excelentes esforços que o sistema de saúde cubana, o trabalho que desenvolvem na atenção primária e nas comunidades, a igualdade e acesso para todos à assistência médica”.

A principal causa de mortalidade neonatal em 2009 esteve relacionado com as crianças nascidas muito abaixo do peso e menores de um ano que morreram como consequência de anomalias congênitas. Em 1962, Cuba tinha uma taxa de mortalidade infantil de 41,7 falecimentos por cada mil crianças nascida vivas. Atualmente, a Ilha se posiciona acima do Canadá (6), Estados Unidos (7) e Chile (7), na América, de acordo com documento Situação Mundial da Infância 2010, da UNICEF.

Fonte: Agência Bolivariana de Notícias


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quarta-feira, 24 de março de 2010

Um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psiquiátricas

Primeiro estudo nacional constata que os mais afectados são 
mulheres, jovens e pessoas mais sós  
Primeiro estudo nacional constata que os mais afectados são 
mulheres, jovens e pessoas mais sós (Paulo Ricca)

Estudo

Um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psiquiátricas

Público - 23.03.2010 - 17:30 Por Catarina Gomes

Um em cada cinco portugueses sofre de perturbações psiquiátricas, constata o primeiro estudo que faz o retrato da saúde mental em Portugal. Em comparação com dados de outros seis países europeus Portugal é o que tem a prevalência mais alta, com números que se aproximam dos Estados Unidos, "o país com maior prevalência de perturbações de psiquiátricas no mundo", disse hoje o coordenador nacional de Saúde Mental, Caldas de Almeida.
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"Portugal tem um padrão atípico em termos europeus", constata o responsável, que apresentou hoje o estudo na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, em Lisboa. Isto porque o inquérito realizado junto de 3849 portugueses (uma amostra representativa da população portuguesa) revela que 22,9 por cento manifesta sintomas que os colocam na categoria da perturbação mental, um número que só se aproxima dos 26,3 por cento americanos.
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A prevalência nacional está muito distante dos países do Sul da Europa - Espanha só tem 9,2 por cento de prevalência e Itália 8,2 por cento - e mesmo assim longe dos dois países com prevalências maiores, como é o caso de França (18,4 por cento) e a Holanda (14,8 por cento).
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No topo dos problemas estão as perturbações de ansiedade (16,5 por cento), as perturbações depressivas (7,9 por cento), perturbações de controlo dos impulsos (3,5 por cento) e as perturbações relacionadas com o álcool (1,6 por cento).
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O estudo constata que os mais afectados são as mulheres, os jovens dos 18 aos 24 anos, as pessoas mais sós (separados, viúvos e divorciados) e pessoas com níveis baixo e médio de literacia.
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Analisado o acesso a serviços de saúde constata-se que a grande maioria dos que sofrem de perturbações não têm acesso a qualquer tratamento médico, mesmo tratando-se de problemas graves (como a depressão major) - neste grupo 33,6 por cento não recebe tratamento. Verifica-se que a maioria das pessoas com doença mental recorre sobretudo aos médicos de família.
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Notícia actualizada às 18h22
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sábado, 28 de novembro de 2009

A Verdade por Detrás da Grpe Suína (H1N1) ?


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Médica finlandesa defende teoria

"Não é a gripe suína que é perigosa, são as vacinas"

por DN 23 Outubro 2009

Entre as muitas teorias que têm surgido sobre o novo vírus da gripe A (H1N1), a de Rauni Kilde, ex-directora clínica da província finlandesa da Lapónia, é inédita: defende que a OMS mente nas estatísticas que apresenta e que as “elites” estão concertadas para reduzir a população mundial a dois terços.
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Numa entrevista que circula na Internet há algumas semanas, a médica Rauni Kilde (informações biográficas abaixo), questionada sobre a gripe A, declara que a informação que existe sobre o novo vírus H1N1 é “autêntico lixo”. Kilde é peremptória: “Não é a gripe suína que é perigosa, são as vacinas”.
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Numa entrevista de quase sete minutos, Kilde começa por dizer que a humanidade desconhece os efeitos dos alimentos transgénicos ou da utilização dos telemóveis na saúde, e que tudo se resume a uma estratégia concertada das “elites” para reduzir a população mundial a pelo menos dois terços ou “até em cinco mil milhões” de pessoas.
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"Eliminar a próxima geração" 
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Segundo Rauni Kilde, “por detrás de tudo está a diminuição da população mundial” e o objectivo é “colocar milhões nos bolsos de quem difunde [as vacinas]”.
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A médica fala em Donald Rumsfeld, que foi director da Gilead Sciences, Inc., a empresa detentora da patente do medicamento Tamiflu, e que tem sido apontado como detentor de acções da empresa.
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Kilde acredita que as recomendações para vacinar primeiro grávidas e crianças têm como propósito “eliminar a próxima geração”.
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A médica refere-se ainda à epidemia de uma variante da gripe suína que surgiu na década de 70, nos Estados Unidos da América, que envolveu uma grande campanha de vacinação. Kilde refere que os EUA "deixaram a vacinação após três semanas porque havia muita gente a morrer e com danos neurológicos" e que "se asseguraram de que as pessoas não são compensadas pelos danos sofridos".


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"Campanha de medo" 
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"Os Governos estão a lançar uma propaganda de medo nos 'mass media'. Todos os media dizem que vai ser terrível. É propaganda e as pessoas assustam-se", defende Rauni Kilde, sustentando ainda que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estará a obrigar as pessoas a serem vacinadas "à força" e que a organização só terá activado o alerta de uma pandemia de nível seis para esse efeito. "Vê-se em qualquer país do mundo: as pessoas não estão doentes", declarou.
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Rauni Kilde acredita ainda que a OMS divulga números "falsos" e que quem sai beneficiado desta "estratégia" são as grandes farmacêuticas.
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Plano e recomendações do Ministério da Saúde Português 
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Sem olhar às teorias divulgadas, a OMS continua preocupada em avaliar a evolução do vírus e, em Portugal, a primeira fase de vacinação contra a gripe A começa segunda-feira com 54 mil doses disponíveis. As doses serão administradas a um número restrito de pessoas dentro do grupo A de vacinação contra a gripe, o primeiro de três identificados pelas autoridades.
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Nesta primeira fase de vacinação são considerados prioritários os profissionais de saúde, grávidas nos segundo e terceiro trimestres de gestação com patologia associada e titulares de órgãos de soberania e profissionais que desempenhem funções consideradas essenciais para o funcionamento do país.
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As vacinas, explicou a ministra da Saúde Ana Jorge, vão chegar a Portugal quinzenalmente e estas primeiras 54 mil doses serão distribuídas pelas cinco regiões de saúde, sendo esperado que até chegar um novo lote de vacinas estas estejam já todas ministradas.
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O Ministério da Saúde e a Direcção-Geral da Saúde definiram que estes grupos-alvo de vacinação correspondem a 30 por cento da população.
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Segundo a ministra, as estimativas apontam para vacinação de 360 mil pessoas no grupo A, um milhão no B e os restantes no C, até perfazer três milhões. A vacinação de todo o grupo A há deverá demorar mais de um mês.
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Portugal adquiriu seis milhões de doses de vacina contra a gripe A (H1N1) para a vacinação de três milhões de pessoas.
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Cada pessoa deverá levar duas doses da vacina, sendo a segunda administrada com um intervalo mínimo de três semanas.
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Em relação aos órgãos de soberania, Ana Jorge não especificou quem é considerado imprescindível, mas já no que respeita aos profissionais de saúde a ministra referiu que podem ser, por exemplo, os profissionais dos cuidados intensivos, os que desenvolvem uma técnica única que mais ninguém faz, assim como os que garantem o funcionamento da Linha Saúde 24.
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Quem é Rauni Kilde?
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Nascida em 1939, na Finlândia, Rauni-Leena Luukanen-Kilde formou-se em medicina. Figura controversa, foi directora clínica da região finlandesa da Lapónia e retirou-se em 1986, depois de um acidente de automóvel em que diz ter sido raptada por extraterrestres. Desde então, tem escrito vários livros e artigos sobre OVNIS, como “Os meus cem encontros com extraterrestres” e vive na Noruega.
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A UFO-Norway (associação norueguesa para estudo dos OVNIS) fez um comunicado, disponível na Internet, em que se demarca totalmente da visão de Kilde sobre os Objectos Voadores Não Identificados e a acusa de assumir uma postura de “desinformação” face ao fenómeno.
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Uma das suas teorias mais polémicas é a de que a circulação sanguínea nos extraterrestres ocorre de forma horizontal; Kilde também defende que os Estados Unidos têm um programa de implantação de microchips em recém-nascidos para controlo cognitivo das mentes dos cidadãos.
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domingo, 4 de outubro de 2009

Manual do H1N1

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Gripe A

Manual do H1N1

Perguntas e respostas que explicam tudo sobre o vírus que está a assustar o mundo. Tire aqui as suas dúvidas e mantenha-se a par das notícias sobre a ameaça de pandemia

18:40 Sexta-feira, 8 de Mai de 2009


O QUE DISTINGUE O A (H1N1) DO VÍRUS QUE CAUSA A GRIPE SAZONAL?

O vírus influenza A (H1N1) é um novo subtipo do vírus da gripe que afecta os humanos. Contém genes dos vírus do porco, das aves e das pessoas, numa combinação única. É esta a principal característica que o distingue do vírus causador da gripe normal.

OS SINTOMAS DESTA GRIPE SÃO DIFERENTES DOS DA GRIPE SAZONAL?

Os sintomas - febre alta, tosse, arrepios de frio, fadiga, dores no corpo, na cabeça e na garganta, vómitos e diarreia - coincidem com os da gripe sazonal, mas a componente gastrointestinal surge particularmente acentuada.

QUAL O PERÍODO DE INCUBAÇÃO DO VÍRUS E O DE CONTÁGIO?

O vírus pode ficar no organismo de 24 a 48 horas, até que apareçam os primeiros sintomas. O contágio ocorre ainda antes do aparecimento dos sintomas, e até sete dias após o início dos mesmos.

COMO SE PROPAGA?

O vírus passa de pessoa para pessoa, através do ar. O contágio só é eficaz em distâncias inferiores a um metro. Os espirros, a tosse, as secreções nasais ou dos olhos são as formas de o vírus se espalhar. Tocar numa superfície contaminada e de seguida mexer nos olhos, boca ou nariz também pode levar à disseminação do vírus.

COMO NOS PODEMOS PROTEGER?

Lavando as mãos com sabão, várias vezes por dia. Deve-se evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca. É importante comer bem, dormir o necessário e gerir o stresse, para manter o sistema imunitário de boa saúde e pronto a combater o vírus.

QUAIS SÃO OS VÍRUS MAIS PERIGOSOS?

Aqueles com grande capacidade de invadir diferentes órgãos, facilidade em multiplicar-se e de se disseminar. Tipicamente, os vírus influenza A, cujo reservatório natural são as aves aquáticas, são mais agressivos.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE A NOVA ESTIRPE A (H1N1) E A GRIPE DOS PORCOS E A DAS AVES?

A nova estirpe apresenta genes característicos dos humanos, dos porcos e das aves, pelo que é capaz de atingir cada uma destas três espécies. A gripe dos porcos afecta preferencialmente estes animais, enquanto a das aves está adaptada a estas espécies. No caso da gripe das aves provocada pelo vírus H5N1, ocorreu transmissão destes animais para as pessoas, em situações de contacto muito próximo, e nunca ficou provada a transmissão pessoa a pessoa.

COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DO H1N1?

Numa primeira fase, o diagnóstico faz-se pelos sintomas sugestivos de gripe. A prova final apenas surge após um exame laboratorial a material colhido no nariz. O teste implica uma análise genética ao vírus, de forma a que este seja completamente caracterizado.

HÁ MEDICAMENTOS PARA TRATAR A GRIPE?

Há quatro antivirais, mas nem todos são eficazes para a totalidade dos vírus. No caso da gripe H1N1, o vírus é sensível aos medicamentos Tamiflu e Relenza. As substâncias impedem a sua replicação no organismo, tornando mais curto o período de duração da doença, diminuindo a severidade dos sintomas e estancando o contágio. É forçoso que sejam tomadas nas primeiras 24 a 48 horas após o aparecimentos dos sintomas iniciais.

HÁ RISCO DE APARECIMENTO DE RESISTÊNCIA AOS MEDICAMENTOS?

Se não forem seguidas as indicações terapêuticas, há um sério risco de o vírus se ir adaptando aos medicamentos e de ganhar resistências. Este processo é semelhante ao que acontece com as bactérias e os antibióticos, e traduz-se numa adaptação dos organismos ao meio ambiente.

QUANTO TEMPO O VÍRUS SOBREVIVE FORA DO CORPO?

Varia muito, de acordo com as condições de humidade e temperatura. Estima-se que não sobreviva mais do que algumas horas.

FAZ SENTIDO TOMAR MEDICAMENTOS PREVENTIVAMENTE?

A estratégia adoptada depende do contexto epidemiológico. Em Espanha, por exemplo, país com fortes ligações ao México, onde tudo começou, existem dezenas de casos confirmados e foi verificada a transmissão secundária os infectados e as pessoas que com eles mantiveram contacto tomam, profilacticamente, os antivirais. Em Portugal, o único caso confirmado da infecção (até ao fecho da edição, na terça-feira, 5) não tomou qualquer medicação, já que apresentou uma forma muito ligeira da doença.

A VACINA PARA A GRIPE SAZONAL É EFICAZ CONTRA O A (H1N1)?

Quando existe uma coincidência total entre a estirpe causadora da gripe e a que faz parte da vacina, a protecção ultrapassa os 90 por cento. Se a coincidência não é total, mas parcial, ocorre uma certa protecção, dita cruzada. Na última vacina sazonal, estava incluída uma estirpe de um vírus H1N1. É de prever, portanto, que as pessoas imunizadas sejam mais resistentes a esta nova estirpe do que aquelas que não foram vacinadas.

QUANTAS PESSOAS MORREM NA GRIPE SAZONAL EM PORTUGAL?

A época de gripe coincide com os meses do Outono e do Inverno. A mortalidade pode variar entre zero e muitos milhares. Em 2008/09 ocorreram cerca de 1 500 óbitos associados à gripe 80% dos casos correspondendo a idosos. No ano anterior, a mortalidade foi próxima de zero. Em média, há 2 400 mortes anuais, em Portugal, causadas por gripe. Valores muito acima da média aconteceram em 1998/99, com mais de 5 mil mortos. Regra geral, há uma relação directa entre a percentagem da população afectada e a mortalidade.

SE MORREU TÃO POUCA GENTE ATÉ AGORA, PORQUE É QUE ESTÃO A SER TOMADAS TANTAS MEDIDAS?

As precauções foram accionadas por se tratar de uma introdução rápida de um novo vírus causador de gripe nos humanos. O facto de se tratar de um organismo desconhecido, para o qual ninguém no mundo apresenta imunidade, fez temer o surgimento de uma nova pandemia. Um vírus novo tem a capacidade de infectar pessoas mesmo fora do período sazonal da gripe, ou seja, de atingir os dois hemisférios em simultâneo.

ESTÁ PREVISTO O APARECIMENTO DE UMA VACINA?

Há a possibilidade de esta nova estirpe ser incluída na vacina para a gripe sazonal. A decisão ficará dependente do que se passar nos próximos meses, no hemisfério sul. Os cientistas precisam de perceber se esta estirpe será dominante relativamente às estirpes circulantes. De qualquer modo, a produção de uma vacina tardará, pelo menos, três meses.

FONTES: Centro de Controlo de Doenças; Filipe Froes, pneumologista e consultor da Direcção-Geral de Saúde; European Centre for Disease Prevention and Control; Gabriela Gomes, epidemiologista do Instituto Gulbenkian de Ciência

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Palavras-chave gripe a gripe suína

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